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Editorial
Fala-se, numa nota publicada neste mesmo local, do que pode representar como contributo para a desertificação do concelho a possível alteração do regime de prestação de serviços pelo Centro de Saúde de Góis.
Já ouvimos análise, a propósito da possível privatização dos CTT, proferida por comentador político de que uma das possíveis consequências da privatização era de que as Estações dos CTT em pequenas vilas como a nossa teriam o seu fim anunciado.
Isto poderá ser a caixa de Pandora que se abre pois tudo isso acelera a desertificação pois desencorajam a fixação dos jovens com a consequente diminuição e envelhecimento da população.
Ficamos pois perante um fenómeno que se auto-alimenta. Menos população, mais serviços que fecham ampliando as dificuldades, que originam mais diminuição da população e por aí adiante.
Esperamos que estejamos enganados e que esta seja apenas uma visão pessimista da realidade.
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Inquérito
AERG - Secção de futebol
Johann Strauss - compositor austríaco, nasceu a 14 de Março de 1804.
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Albert Einstein
Foi um físico teórico alemão radicado nos Estados Unidos.100 físicos renomados o elegeram, em 2009, o mais memorável físico de todos os tempos. É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921, pela correcta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atómica, apesar de não prever tal possibilidade. Nasceu a 14 de Março de 1879.
Notícias & Opinião
TIC confirma acusação
Câmara de Góis e ADIBER vão a tribunal
Alegado uso indevido de fundos comunitários na aquisição de parcela da Quinta do Baião motivou processo.Lurdes Castanheira diz-se “injustiçada” e quer agora dar destino ao terreno que tem sido alvo de tanta polémica.
Enquanto os antigos responsáveis da ADIBER e antigos vereadores da Câmara de Góis aguardam o desenrolar do processo em que são acusados de uma alegada utilização ilegal de fundos comunitários, relativamente a uma parcela de terreno da Quinta do Baião, a autarquia de Góis, liderada por Lurdes Castanheira (também arguida, enquanto ex-dirigente da associação), quer agora «renegociar» a dita parcela que esteve na origem das acusações e de todo um processo que se arrasta desde 1999. Ontem, enquanto se mostrava «tranquila» relativamente às acusações que sobre si recaem, confirmadas esta semana pelo Tribunal de Instrução Criminal (segundo notícia ontem publicada pelo campeão das Províncias), a autarca mostrava-se mais preocupada com o fim a dar aos terrenos na Quinta do Baião e mostrou-se disponível para conversações com a ADIBER que, em 1999 adquiriu, à autarquia, uma parcela do terreno para aí implementar um projecto de agro-turismo.
«O executivo está totalmente disponível para renegociar», declarou, ao Diário de Coimbra, a autarca, que deixa nas mãos da ADIBER a saída para o problema: ou a associação renegoceia e avança com o projecto inicialmente previsto, ou se acciona a cláusula de reversão via judicial que, face ao incumprimento do previsto pela ADIBER aquando da candidatura, permite que a parcela de terreno adquirida volte para as mãos da autarquia. Foi, de resto, esta a posição saída da reunião do executivo, que decorreu na terça-feira.
«O que é importante não é accionar a cláusula, mas dar a oportunidade de implementar o projecto», afirma, convicta de que o que interessa a Góis é ter essa infra-estrutura agro-turística concretizada. A posição da autarquia ainda não foi comunicada à associação, porque foi apenas discutida na última reunião.
TIC confirma acusações
Foi em 1999 que a ADIBER, presidida por José Cabeças, antigo presidente da Câmara de Góis, adquiriu à autarquia quatro dos 16 hectares de terreno da Quinta do Baião, por 250 mil euros, para aí implementar um projecto agro-turístico, financiado pelo programa comunitário Leader II com 234 mil euros. A escritura do terreno viria a ser feita apenas em 2007, quando já tinha passado o prazo imposto pelo Leader II para a execução do projecto, muito embora a associação tivesse recebido verbas de Bruxelas. Entretanto, a dita parcela de terreno continua nas mãos da associação, sem qualquer benfeitoria.
Na sequência de uma denúncia anónima, o Ministério da Agricultura ordenou a realização de um processo de inquérito ao projecto e posteriormente o caso seguiu para o Tribunal de Arganil. Mais recentemente, a maioria dos arguidos requereu a abertura de instrução e esta semana o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) confirmou as acusações que recaíam sobre nove arguidos.
Lurdes Castanheira, actual presidente da Câmara de Góis e, à data dos factos, secretária da direcção da ADIBER, está acusada dos crimes de co-autoria de falsificação de documentos, fraude na obtenção de subsídio e desvio de subsídio para fim diferente. Entre o rol de arguidos está também José Cabeças e restantes elementos da direcção da associação, designadamente José Albuquerque, Miguel Silvestre e Helena Mateus, Miguel Ventura, coordenador da ADIBER e actual vereador na Câmara de Arganil, e os vereadores da Câmara de Góis em 1999, designadamente Miguel Gama e Humberto de Matos. Também o gestor do programa Leader II, Nuno Jordão, é um dos acusados.
Leader sabia quecnão existia escritura
Em causa estão, resumidamente, crimes relacionados com o facto de a ADIBER ter recebido verbas comunitárias sem ter o terreno escriturado, o que só aconteceu oito anos depois da compra do terreno, em 2007.
Lurdes Castanheira recorda que o projecto foi dado como concluído (adquirido) e entregue ao Leader II tendo por base «documentos legais», designadamente as actas da Câmara, em Setembro de 2001. Mais, diz ainda que apesar da escritura do imóvel não ter sido feita em tempo útil, por culpa da autarquia, essa situação era do conhecimento dos gestores do programa comunitário, que, ainda assim, fizeram a transferência das verbas, oito meses depois.
A parcela de terreno em causa tinha sido objecto de um destaque em 1994, pelo que, só dez anos depois poderia ser alvo de novo acto registral. A partir de 2004 estaria, portanto, em condições de ser escriturada. «A Câmara teve condições para fazer a escritura e nunca o fez», recorda a actual presidente.
Hoje diz-se acusada de crimes que não cometeu. «Acredito na justiça, mas ela não é mais verdadeira do que eu», afirma, lembrando que nunca falsificou nenhum documento e «há ofícios ao gestor do Leader informando que a escritura não tinha sido feita».
Admite apenas que de facto chegou a utilizar o dinheiro comunitário para outros fins: para «o pagamento de salários» porque «não queríamos ordenados em atraso». «Sinto-me injustiçada e o espírito de voluntariado que tinha há muito que perdi», remata.
Igualmente «tranquilo» mostra-se Miguel Ventura, vereador do PS na Câmara de Arganil e coordenador da ADIBER. «Vamos aguardar pelos desenvolvimentos. Não cometi nenhum crime», afirma.
in Diário de Coimbra, 12/03/2010
Góis – Dia Internacional da Mulher
No dia em que perfez cem anos que o Dia Internacional da Mulher começou a ser assinalado, a Câmara de Góis, em parceria com a Adiber, mimou ainda o sexo feminino com a oferta de uma rosa às funcionárias e lembrou conquistas de mulheres portuguesas.
A exposição «A Condição Feminina», na Biblioteca Municipal recordou nomes como, entre outras, Carolina Michaelis de Vasconcelos, Carolina Beatriz Ângelo, Maria de Lurdes Pintassilgo e homenagearam Lurdes Castanheira, a primeira mulher a ser eleita presidente da Câmara Municipal de Góis. Orgulhosa e surpreendida, a autarca desejou não ser a única do sexo feminino a alcançar tal cargo. Sobre a o Dia Internacional da Mulher, confessou não ser apologista de o mesmo ser o comemorado “só para cumprir calendário”, mas concordante se for assinalado para “fazer um tributo a todas as mulheres que há um século lutaram por melhores condições de trabalho,por direitos iguais, por uma vida tão digna como a do homem e o acesso a oportunidades, seja na vida política seja na vida familiar, seja na vida social”. Dessa forma, frisou, “ então sim, vamos sempre assinalar o dia 8 de Março aqui em Góis”.
O dia dedicado à Mulher pela autarquia e Adiber terminou com fórum «Mulher: Lutas e Conquistas», nas instalações da associação, um momento em que várias mulheres se juntaram para contar as suas experiências de vida.
in Jornal de Arganil, 12/03/2010
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Dia da Freguesia do Colmeal Colmealenses em convivio
A Casa do Concelho de Góis encheu-se para receber os Colmealenses no Dia da Freguesia do Colmeal. Foi em 31 de Janeiro de 2009. Fez agora um ano.
Recordar o que foi esse Dia da Freguesia e voltar a reunir os intervenientes que tornaram possível aquele dia memorável, levou-nos a contactar os dirigentes de cada uma das colectividades auscultando a possibilidade de realização de um almoço “para se comemorar esse Dia”. A ideia foi bem aceite e por todos acolhida com entusiasmo.
Reencontrámo-nos no preciso dia em que fazia um ano sobre a data que ficará na memória dos Colmealenses – 31 de Janeiro.
Já há algum tempo havia sido ventilado o interesse de se fazer um almoço/reunião onde, em ambiente informal, se falasse de regionalismo e se estreitassem os laços existentes entre as várias Direcções.
O trabalho conjunto desenvolvido há um ano mostrou-nos como foi proveitoso e como será aconselhável e conveniente, no futuro, renovar e repetir essa experiência.
As colectividades têm hoje pela frente, não as antigas preocupações que lhes deram origem e que se prendiam com a satisfação de necessidades básicas e a quebra do isolamento em que viviam, mas a promoção de acções de carácter cultural, social e de lazer, a divulgação das nossas aldeias e a valorização das suas potencialidades.
Compete-nos também ajudar a melhorar as condições em que os mais idosos se encontram, preservar as tradições para que estas não se percam na voragem do tempo, zelar pela salvaguarda do património, incentivar artesãos e produtores e manter uma relação colaborante e atenta com as estruturas locais e concelhias.
Foi proveitoso este encontro ficando as colectividades de se reunir no próximo mês.
Por: A. Domingos Santos
in Jornal de Arganil, 11/03/2010
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Efemérides do dia
14 de Março
1492 - A rainha Isabel I de Castela ordena a seus súditos judeus e muçulmanos que se convertam ao cristianismo.
1937 - O Papa Pio XI condena o nazismo, na encíclica Mit brennender Sorge.
2004 - O PSOE de José Luis Rodríguez Zapatero ganha as eleições em Espanha alguns dias depois dos atentados terroristas em Madrid.
Nasceram neste dia...
1804 - Johann Strauss, compositor austríaco (m. 1849).
1847 - Castro Alves, poeta brasileiro (m. 1871)
1879 - Albert Einstein, físico suíço-alemão naturalizado enortw-americano (m. 1955).
Morreram neste dia...
1826 - Johann Baptiste von Spix, naturalista alemão (n. 1781).
1883 - Karl Marx, filósofo e teórico político alemão (n. 1818).
1934 - João do Canto e Castro, presidente português (n. 1862).
Concelho de Góis…
1811 - Na sua fuga para Espanha, após a 3ª invasão de Portugal, as tropas francesas entraram no concelho de Góis pela povoação de Ádela, seguindo depois por Açor, Colmeal, Sobral, em direcção a Celaviza. Foram cometidas muitas atrocidades, com mortes, roubos e destruição.
...Frases do dia............................................................
"Esta semana ficámos a saber que a governação recente hipotecou o País por mais uma década."
Manuel Falcão
Jornal de Negócios
"É provável que os três candidatos à liderança do PSD troquem hoje argumentos com substância. (...)Mas é igualmente de esperar que as palavras "ruptura" e "mudança" apareçam por todo o lado, como pipocas a saltar. Sucede que as pipocas têm quase sempre sabor. Estas palavras não: perderam-no".
Martim Avillez Figueiredo
"i"
A entrevista dada pelo senhor Presidente da República foi esclarecedora da sua visão do estado actual do País, das suas prioridades políticas e da sua interpretação dos poderes constitucionais que lhe competem. A prioridade do Presidente é a situação de crise económica e financeira do País, isto é, o nível de desemprego e as dívidas externa e pública.
Paulo Pinto de Albuquerque
Diário de Notícias
.. Soneto.............................................................................................
"Trespassa-se"
Ar, puro, ar fresco, ar limpo, ar renovado
no tratamento dado à Antiguidade:
tiremos-lhe o bolor petrificado,
dê-se-lhe um banho de modernidade!
Tornemo-la presente, ao nosso jeito,
no que ela tem de eterno e permanente
tanto na forma como no conceito
tentando acomodá-la à nossa mente!
Haja um novo humanismo sem prurido
nas nossas almas ao calor dos mitos
do mundo antigo… rejuvenescido!
Exorcizemos sem pestanejar
o cediço saber dos eruditos
outros padrões criando em seu lugar!
João de Castro Nunes
Edições Movimento

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Excursão à Malhada na Páscoa 2010
A nossa colectividade está a organizar a tradicional excursão à Malhada e Casais na Páscoa, nos próximos dias 2, 3 e 4 de Abril.
Para fazer a sua inscrição deve contactar com brevidade para:
- Nuno Santos: 967 887 555 ou 913 876 676
- António dos Santos: 968 403 140 ou 212 106 606
- António Marques das Neves: 962 847 979 ou 213 872 339
Junte-se a nós na viagem ou visite-nos nas nossas aldeias durante esta época festiva.
Saiba mais em http://malhadaecasais.blogspot.com/
Saudações Malhadenses!
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ARS Centro, Prepara-se Para Dar Mais um Contributo na Desertificação do Interior
Segundo rumores, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) prepara-se para brevemente fechar o Serviço de Atendimento Permanente vulgarmente designado de SAP, dos quatro últimos centros de saúde sobreviventes da política de encerramento, polémica e desajeitada do último governo. São eles, o do centro de saúde de Góis, o do centro de saúde de Pampilhosa da Serra, o centro de saúde de Oliveira do Hospital, e pôr último, o centro de saúde de Tábua. Porque para os nossos governantes, os números são mais, importantes que as pessoas.
Embora seja do conhecimento público, que os SAP's destes quatro centros de saúde; têm uma afluência reduzida no horário das 00 às 08 horas e que os recursos técnicos de apoio ao diagnóstico, sejam manifestamente escassos, não podemos descorar a. influencia negativa que estas praticas de encerramento representam para estas populações, que se vêem despojadas de praticamente tudo, levando ao completo êxodo dos ainda jovens resistentes. Quem quer viver numa terra, onde não há escolas para os filhos, onde não # existem infantários, onde não há trabalho e onde não há cuidados de saúde para acudir a situações agudas ou graves.
O encerramento deste 'serviço cria entre a população uma sensação de falta de segurança. Pois uma coisa é sabermos, que se tivermos um percalço durante a noite temos alguém que porventura nos possa ajudar, outra coisa, é sabermos que estamos completamente . sozinhos e a mercê da sorte. É a mesma coisa que um marinheiro ir para o mar sem um colete de salvação, poderá salvá-lo ou não, mas pelo menos tranquiliza-o o suficiente para partir para o mar. A presença de um SAP, seja ele, eficaz ou não, nestes concelhos 'desprovidos e longe de quase tudo,' é um meio que garante aos munícipes mais resistentes tranquilidade suficiente para ficar. Será que moralmente, não deveremos todos contribuir, para que estas pessoas despojadas de quase tudo, tenham, pelo menos, direito a uma equipa de saúde de prevenção?
'Por outro lado,' existem outros factores que por si só deveriam ser suficientes para iluminar as ideias embaciadas dos nossos políticos que não tem pejo em gastar milhões em projectos megalómanos, só para inglês ver, e não tem tostões para investir no interior no combate à desertificação.
Em relação ao concelho de Góis, onde trabalho e que por este motivo conheço melhor, existem em meu entender razões mais que suficientes para fazer reflectir os nossos políticos.
Góis é um concelho envelhecido, onde a maioria da população tem mais de 65 anos e parcos recursos económicos, vias de comunicação sinuosas e fracas, falta de transportes públicos e mesmo privados, aldeias a mais de 40 Km do centro de saúde e a mais de 70 dos hospitais centrais de Coimbra, invernos rigorosos e outras situações adversas.
A saúde, não pode toda ela ser pensada em apenas números economicistas, os números são o que são e valem o que valem, mas nem sempre reflectem a realidade e as verdadeiras necessidades de uma comunidade. Cada concelho é único, como tal deve ser tratado de acordo com as suas necessidades e problemas.
Só quem anda por estes bandas, sabe da dificuldade em meter um idoso dentro de um carro ou ambulância e do sacrifício, muitas das vezes fatal, que é fazer uni quilómetro que seja, num qualquer meio de transporte.
Segundo os utentes de Góis que passam pelo serviço de urgência básicas criado recentemente no centro de saúde de Arganil, este, pouco' ou nada veio resolver, apenas complicar, pois apesar de melhor apetrechado em meios técnicos de diagnóstico e humanos, continua a funcionar como um vulgar SAP, onde a maioria dos utentes continua a ser encaminhada para os RUC.
Não resolve na qualidade dos cuidados, nem resolve economicamente, pois o custo do transporte em ambulância de doentes de Góis para Arganil ao erário público, de certo daria para pagar as noites do médico e do enfermeiro do SAP do centro de saúde de Góis. De modo que, estamos a condicionar toda uma população, a obrigar esta gente a fazer mais 15 Km num troço de estrada horrivelmente sinuoso, para no fim não se verificarem segundo os utentes, ganhos em coisa alguma.
Por sua vez, o atendimento no centro de saúde de Góis ao ser efectuado na maioria dos casos pelos médicos e enfermeiros de família desses utentes, evita que estes muitas das vezes tenham que se deslocar a Coimbra, uma vez que, conhecedores do' seu .estado de saúde. e medicação, fazem mais rapidamente um diagnóstico, do que, outros profissionais, que nada sabem acerca destas pessoas, evitam desta forma também custos desnecessários em transportes.
Uma vez mais, se pretende colocar a carroça à frente dos bois, ou seja, fazer uma mudança sem estarem criadas as condições necessárias para minimizar ou compensar estes efeitos nefastos. Refiro-me em concreto ao plano rodoviário.' A estrada nacional N2 continua por requalificar, nomeadamente Os troços entre Portela do Vento e Alvares, entre Góis. e Arganil. A estrada nacional N342 entre Lousã e Arganil tarda em ser concluída, de modo que, pedir aos munícipes deste concelho, para fazerem mais um quilómetro que seja nas estradas actuais é no mínimo desumano. Tal como afirmou o primeiro-ministro, a falta de investimento rodoviário no Pinhal Interior "é um escândalo", reconhecendo que a região tem sido "humilhada" e "desprezada" em termos de investimentos públicos nos últimos 25 anos. De facto, basta olhar para um . mapa de estradas de Portugal, para concluir que os políticos da região centro de Portugal tem andado a dormir todos estes anos.
Nos últimos anos, a aposta do concelho de Góis no turismo tem sido uma mais valia, pelo menos tirou Góis do anonimato. A realização de uma concentração anual de motards, considerada por muitos, a segunda maior do país, contribuiu significativamente para este facto. No entanto, hoje temos turistas, na sua maioria, bem informados e esclarecidos; pelo que, temo que ao saberem do encerramento do SAP do centro de saúde de Góis, pensem duas vezes, antes de se deslocarem para cá. De facto, hoje a segurança quer em termos policiais, quer em termos de saúde, pesa fortemente na decisão das pessoas, apenas os mais incautos podem cair na tentação de correr, o risco. O
Espero da parte dos nossos governantes, tomada de decisões sérias e honestas, que tenham como objectivo principal, a melhoria da qualidade de vida das populações, no geral, e da saúde destes em particular.
in O Varzeense, 28/03/2010
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Alvares - À Beiro do Sinhel
Empurrados para o Sul?!
Victor Duarte, Dr.
O Governo assinou recentemente os contratos relativos à construção e beneficiação das acessibilidades principais da nossa região.
Boas notícias, sem dúvida! Muito se lutou, durante os dois últimos mandatos autárquicos, inclusive até se promoveu um abaixo-assinado contra a injustiça que foi "imposta" a esta região por todos os anteriores governos da república, durante anos de democracia.
Finalmente, chegou a boa nova da conclusão do IC 8 a construção da auto-estrada que ligará à A23 a Coimbra, deixando a nossa freguesia mais perto do sul e litoral, tornando-se mais atractiva, pois passa a ficar a muito razoáveis tempos de distância de Coimbra, da Figueira da Foz e de Espanha.
Até aqui tudo bem, aparentemente, tudo bem para o Concelho de Góis! Salvo, se terem esquecido do troço da EN2 entre Portela do Vento - Alvares, que estranha e paradoxalmente não faz parte deste grande conjunto de intervenções rodoviárias. É pena, porque este troço seria vital e permitiria a esta parte do concelho aproximar-se da sua sede concelhia com outras condições de segurança, se a intervenção adequada neste troço rodoviário de cariz nacional tivesse sido pensada ...
Vejamos: falamos de uma estrada nacional que faz a ligação directa, no mínimo, entre duas sedes de concelho, mas possibilita as ligações ainda a outras. Esta estrada é uma via estruturante para a circulação de pessoas e bens, desonerando em muito, os custos das empresas, que têm no IC 8, a sua via privilegiada para os seus negócios.
Enfim, este esquecimento é totalmente incompreensível, considerando a grande intervenção que irá ser realizada nesta zona, Assim, continuarão a deixar as pessoas escolher o melhor caminho a fazer, quando se têm que deslocar e progressivamente estas vão procurando outros locais onde possam encontrar mais rapidamente o que necessitam, criando novos hábitos, relações afectivas e, mais tarde, outras necessidades. Para quem não entender, a água na serra corre sempre de cima para baixo, aproveitando a natureza para o fazer. Apenas, altera o seu percurso quando se verifica a intervenção humana que vê nesta acção benefícios directos e indirectos para a obter.
Sabemos que não é fácil, mas tem que se fazer um esforço para melhorar um troço, cuja construção tem mais de 50-anos, num terreno com uma topografia perfeitamente favorável a uma intervenção sem grandes custos.
Lembro que há alguns anos, aquando da intervenção no troço da EN2, Portela de Góis - Portela do Vento foi possível com a obra já a decorrer e tempo útil. realizar obras de rectificação e anulação de curvas que não estavam então previstas.
O empenho em pugnar por esta grande obra tem que ser uma realidade. Caso este sonho da nossa freguesia não venha a acontecer, representará mais uma dura penalização, afastando-a infelizmente ainda mais, da sua sede de concelho natural.
É importante para nós e é importante para todos os munícipes, que as acessibilidades atenuem as distâncias que nos separam do restante do concelho.
Tenhamos esperança que quem de direito não irá regatear esforços para a concretização de mais esta grande infra-estrutura na nossa freguesia. Vamos à obra, à conquista do futuro!
in O Varzeense, 28/03/2010
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Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Alvares
Tem o espaço adequado? ,
(AG) - A junta de Freguesia, a nível de edifício, tem espaço suficiente, consideramo-lo é sub-aproveitado. Após as obras, melhoraram-se as condições a nível do primeiro andar e revestimento exterior, só que ao nível do rés-do-chão, onde funciona todo o serviço inerente à Junta de Freguesia e aos correios nada foi feito.
Não se criou um espaço para o museu, nem para o arquivo morto, nem temos uma sala para que se possa reunir em privado, pelo que, estamos a estudar a possibilidade de ficar O museu no espaço: onde antes se realizavam as assembleias de freguesia e modificar o rés do chão para se criar um espaço para reuniões.
Tudo isto seria evitado se aquando das obras a sala que ficou no primeiro andar, destinada a sala de reuniões não tivesse sido cedida à associação dos caçadores, que segundo estes já seria promessa efectuada pelo anterior presidente de Junta, Sr. António Monteiro. Convém referir que,' não estamos contra esta associação mas . entendemos que foi unia decisão precipitada, porque poder-se-ia ter arranjado outro espaço.
No que se refere à obra efectuada no edifício da Junta de, Freguesia, estando inicialmente' orçamentada em 55 mil euros, sofreu uma derrapagem, com alteração do projecto para 98.700,00 euros e ainda mais 2.299,45 euros de materiais para o armazém e garagem.
Perguntamos: não deveria ter ficado com outras condições? Pensamos que sim: Ao nível do rés-do-chão toda a instalação eléctrica é deficiente, tanto em potência, como a 'o nível de distribuição de tomadas e interruptores.
Também pergunto: como' é que se pode considerar armazém um espaço com cerca de 16 m2? Se lhe chamassem uma arrecadação ainda aceitávamos. o mesmo se pode dizer da garagem, que não tem espaço para todas as viaturas, aliás, estas não conseguem estar, na totalidade, resguardadas das intempéries.
Também temos que fazer um reparo ao dito espaço para armazém e estaleiro de materiais de apoio aos trabalhos de rua, porque continuamos a ter que agradecer à pessoa que, amavelmente nos deixa ter alguns -desses materiais nas suas instalações, más tudo isto foi notícia aquando da inauguração, neste jornal' assim como em outros, como mais valias ao. próprio edifício.
As obras não terem sido concluídas antes das eleições só, demonstrou que a lista do Partido Socialista, que foi a sufrágio em Outubro, sobretudo pelo seu cabeça de lista, subestimou o valor da lista do Partido Social Democrata, porque caso contrario, teria concluído as obras antes dás eleições e não tinham andado numa azafama para que a inauguração fosse feita no dia 25 de Outubro.
Mesmo que fosse inaugurada após termos tomado posse, as palmas seriam para o Sr. António Monteiro e para o seu executivo.
Para concluir, a gestão de dinheiros públicos tem que ser feita com. muito' rigor e critério porque é dinheiro do povo e em iodo o processo da obra houve falhas a este nível.
Varz. -.No que se refere a ex-líbrís, quais os locais que aconselha visitar? .
(AG) - No meu entender toda a freguesia de Vila Nova do. Ceira é muito bonita; mas realço o cerro da Candosa, assim "orno, toda a zona envolvente, incluindo a zona do rio, no Cabril,' a praia das Canaveias, que muito boas classificações tem obtido tanto a nível de espaço como de qualidade de água, a Igreja Matriz, a zona ribeirinha, onde gostaria, se fosse possível, fazer um percurso pedonal, sempre à beira do rio, que pudesse ligar desde a zona da praia das Canaveias até à zona do Cabril, passando pela zona 00 Pinheiro Manso .
. Varz. -Como define a freguesia?
(AG) - Como já respondi anteriormente, considero uma freguesia com alguma qualidade de vida, mas onde as suas maiores carências estão a nível de emprego, por não ter mais empresas empregadoras; vejo na área do' turismo uma das poucas saídas, para melhorar o nível . de vida, mas, para isso também é necessário criar novas infra-estruturas, com novos projectos, inclusive para o concelho, com parceria da Câmara Municipal e dos responsáveis de turismo, tanto regionais como nacionais.
Varz. - Deixe uma frase ao povo varzeense.
(AG) - Ao povo Varzeense o nosso obrigado por terem confiado em nós, tudo faremos para o servirmos o melhor possível, dentro das possibilidades da Junta de Freguesia.
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Rumo a uma nova década
A Casa do Concelho de Góis em Lisboa recebeu no passado Sábado mais uma Assembleia Geral da Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais (CMMC). Em anos anteriores esta reunião realizou-se na Casa da Comarca de Arganil, e ao Domingo, mas o espaço encontra-se actualmente indisponível.
Juntaram-se a nós várias dezenas de sócios, mais que em 2009, mas apesar disso gostaríamos de receber ainda mais. As nossas Assembleias Gerais são verdadeiros espaços de debate, onde ouvimos um grande número de opiniões sobre o desenvolvimento das nossas aldeias. O caminho que seguiremos no futuro será tanto melhor quanto maior for a participação e envolvimento das pessoas.
Conforme planeado, foi analisado o exercício da CMMC de 2009, descrito no nosso Relatório e Contas.
No âmbito cultural apresentámos a realização dos encontros e eventos, em Lisboa, na Malhada e este ano também em Fátima, os quais são frequentemente anunciados aqui, no nosso espaço na Internet.
Nas nossas aldeias foram também efectuados alguns melhoramentos em espaços públicos, os quais merecem ainda atenção da nossa associação. Realizámos limpeza de estradas, melhorias em acessibilidades locais, e prosseguimos com os trabalhos de instalação de bocas de incêndio na Malhada, em Carrimá e na Foz-da-Cova.
No aspecto económico, foi aprovado o balanço das contas da nossa actividade em 2009, que apresentou um saldo positivo importante.
A lista de trabalhos previa ainda a realização de eleições, para definir os órgãos gerentes para 2010. A única lista apresentada a votos foi aprovada por maioria. A CMMC tem agora a seguinte constituição: (Clique aqui)
a nova lista destacam-se algumas alterações, em particular na Direcção, com a entrada de novos elementos, alguns dos quais amigos de longa data. A Presidência é agora assumida por Nuno Santos, o mais jovem de sempre a ocupar esta posição na CMMC.
António dos Santos Martins, que transita para a delegação na Malhada, recebeu da Assembleia um louvor pelo seu desempenho na Direcção da CMMC. Desde 1992, exerceu por 8 vezes a função de Presidente e por 11 vezes a de Vice-Presidente. Muito do trabalho realizado pela nossa associação ao longo destes anos, deve-se ao seu esforço regionalista.
A nova equipa compromete-se a prosseguir a valorização da Malhada e Casais, conforme vem sendo feito ao longo de gerações.
Para 2010 prevemos:
" Continuar o projecto de requalificação da Escola da Malhada
" Proceder à reparação do lavadouro
" Construir um forno e churrasqueira públicos
" Concluir a instalação de bocas de incêndio em Carrimá e na Foz da Cova
" Alcatroamento de estradas na Malhada, da Capela de S. José à Capela de N. Sra. de Fátima. O troço Malhada-Soito já foi aprovado em Assembleia Municipal e será repavimentado em momento oportuno.
" Revisão dos estatutos da CMMC, que datam de 1963
Além do trabalho que nos propomos realizar, teremos também as tradicionais actividades de convívio dos Malhadenses e amigos:
" Excursão na Páscoa a 2, 3 e 4 de Abril
" Pic-Nic no Monsanto em Lisboa a 13 de Junho
" Festejos anuais em Agosto na Malhada a 10, 11 e 12 de Agosto
" Excursão pelos Santos em Novembro
" Almoço do 57º Aniversário da colectividade
A Assembleia teve ainda um espaço de debate, sobre assuntos de carácter associativo e regionalista. Vários sócios usaram a sua palavra, e receberam o respectivo comentário e esclarecimento por parte da Assembleia e membros da CMMC.
Agora que está dado o tiro de partida, contamos consigo, amigo Malhadense, do nosso lado.
Até breve,
Saudações Malhadenses!
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Escola de Concertinas e Cordas de Góis
vai re-iniciar as aulas de violas com o professor Tiago Mateus de Arganil a partir do dia 1 de Abril de 2010 (5ªfeira).
As aulas vão ter 2 turmas e funcionarão das 19 às 21horas todas as 5ªfeiras até final do ano lectivo em Agosto.
Estão abertas as inscrições até dia 25 de Março.
Esta formação contará com o apoio da Câmara Municipal de Góis e com o Projecto Progride da Santa Casa da Misericórdia e funcionará nas instalações da Casa do Povo de Góis no Largo do Pombal.
A mensalidade é de apenas 10€ e tem como único requisito ter viola.
Devido ao reajustamento das turmas, informamos ainda que se encontram disponíveis algumas vagas na 2ª formação de concertinas do ano lectivo 2009/2010 que irá iniciar-se igualmente no dia 1 de Abril. Esta formação tem também um custo de 10€ por mês e como único requisito ter uma concertina em SOL-DO-FÁ.
Para inscrição podem fazê-lo presencialmente na Casa do Povo de Góis 3ªf (18h30-21h) ou às 5ªf (17h-22h) ou através dos contactos dos directores da Escola.
PAULO SILVA - 966217787
PAULO BARATA - 918232302
LUIS MARTINS - 963746671
VALENTIM ROSA - 922221271
in CMG, 03-03-2010
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ADIBER promove workshop 'Um estímulo à auto-estima' dia 13 de Março
No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher, e com organização da ADIBER, em Góis, vai realizar-se o Workshop “Um Estímulo à Auto-Estima”, no próximo dia 13 de Março. Esta iniciativa está marcada para as 10h, no Auditório da ADIBER, sendo aberta à participação dos interessados, sujeita a inscrição. Para além disso, vai também decorrer uma Acção de Sensibilização “Nós também podemos… basta querermos.”, pelas 18h, na sede da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural do Vale do Cobral em Meruge [Oliveira do Hospital], numa parceria com o Projecto TEAR.
in RCA, edição electrónica, 03/03/2010
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Comemorações do Dia Internacional da Mulher em Góis
No próximo dia 8 de Março, vão decorrer em Góis as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Assim sendo, segundo o programa agendado, nesse dia vai decorrer a inauguração da Exposição “Mulheres”, pelas 15h, no Posto de Turismo de Góis, uma organização da ADIBER, em parceria com a Câmara Municipal.
Uma hora depois segue-se a inauguração da Exposição “A Condição Feminina”, na Biblioteca Municipal de Góis, também em parceria com a autarquia. Para além disso, pelas 18h, no auditório da ADIBER vai ser assinalado este dia com uma conferência subordinada ao tema “Mulher: Lutas e Conquistas”.
in RCA, edição electrónica, 03/03/2010
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Tempo - Clique numa cidade
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Estabilidade e crescimento 10-13
Este é um ano de viragem em que deixamos, lentamente, para trás uma das mais severas crises económico-financeiras que afectaram o mundo desenvolvido. Todos os países procuram iniciar uma nova página nas suas políticas económicas e orçamentais. Em Portugal, o Orçamento para 2010 foi uma oportunidade perdida e os mercados internacionais penalizaram severamente a falta de ambição da politica orçamental para este ano. O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) terá, assim, que mostrar determinação do Governo e do País na resolução dos problemas económico financeiros ao longo de 4 anos. O PEC será não só avaliado em Bruxelas mas também rigorosamente escrutinado pelos mercados.
À medida que os problemas da crise internacional se desvanecem, os nossos problemas ressurgem mais violentamente e mais graves, porque as nossas dificuldades já vêm de longe. Portugal atravessa um dos períodos mais delicados da sua história e está estagnado há muitos anos. Os sonhos vividos com o 25 de Abril e as expectativas criadas pela integração europeia esfumam-se.
A actividade política degradou-se para níveis inadmissíveis num regime democrático. A incompetência, a falsidade, a promiscuidade dos interesses e a agressividade social atingiram níveis pouco habituais. A economia vegeta, incapaz de promover o emprego, de financiar o Estado e de sustentar a actual protecção social. Os desequilíbrios financeiros, resultantes da debilidade económica e, acima de tudo, em consequência de politicas desajustadas, traduzem-se em níveis de endividamento - do Estado e da Nação - que poderão terminar com imposições externas, com graves consequências nos planos económico, financeiro, social e politico.
A evolução, nos últimos anos, não deixa dúvidas. Efectivamente, o produto registou um crescimento anual médio de apenas de 0,3% (2001 a 2009); a dívida pública bruta aproxima-se dos 80% e a total, directa e indirecta, terá subido de 88% para 100% do PIB (de 2005 a 2009) e o endividamento externo líquido de 38% para 104% do PIB (entre 2000 e Junho de 2009); o nível de fiscalidade ronda já os 38% do PIB (2008),
correspondendo-lhe um dos mais elevados esforços fiscais da União Europeia, para o nosso nível de desenvolvimento; a taxa de desemprego, da ordem dos 4% em 2000, situava-se nos 7% em 2005 e excede os 10% actualmente.
Estes indicadores reflectem a tripla incapacidade do nosso sistema político e social para: (1) compreender todas as consequências de viver sem moeda própria e em mercado único, com a perda dos instrumentos alfandegário, monetário e cambial de intervenção do Estado; (2) promover a criação de condições estruturais que permitam a adaptação da economia portuguesa às novas realidades de um mercado global, livre e altamente competitivo; (3) rever as políticas orçamentais que têm contribuído para a desaceleração do nosso crescimento económico na última década e a crescente dependência financeira.
Não podemos continuar a repetir os erros e as omissões de gestão da economia portuguesa que caracterizaram a década agora finda. Efectivamente, se projectássemos a políticas prosseguidas, chegaríamos a 2015 com resultados das seguintes ordens de grandeza: 1) Despesa pública total, 55% do PIB (43% em 2000); 2) Dívida pública total (directa e indirecta), 125% do PIB; 3) Despesas com pessoal e as prestações sociais equivalentes a 87% da despesa primária (70% em 2000 e 75% em 2009); 4) Nível de fiscalidade de 46% do PIB, para um défice de 3%; 5) Dívida externa líquida correspondente a 175 % do PIB. Obviamente que este cenário não é possível pelo que temos de mudar de politicas. Adiar, significaria, tão-só, ajustamentos ainda mais violentos.
Estas circunstâncias impõem: 1) A adopção de medidas tendentes à redução do peso da despesa, do défice e do endividamento públicos; 2) A realização de reformas estruturais susceptíveis de aumentar a produtividade da nossa economia.
No que respeita às contas públicas, impõe-se: adiar ou rescindir os contractos relativos a grandes obras públicas, directamente celebrados pelos entes públicos administrativos ou por empresas públicas, ou em regime de parcerias publico-privadas - como o TGV, as auto-estradas, o aeroporto de Alcochete ou a terceira ponte sobre o Tejo; congelar ou reduzir, acima de certos valores, os salários e as prestações sociais a cargo do Estado; suprimir despesas do Estado dispensáveis ou que sejam meros desperdícios. Corre-se, aliás, o risco de a acção imediata sobre os salários públicos e as prestações sociais poder ser imposta, na prática, pelos mercados externos devido ao peso decisivo na estrutura dos gastos (75% da despesa primária em 2009 ).
O desemprego constitui uma prioridade absoluta da política nacional, mas não pode ser enfrentado pela via da procura interna assente em grandes obras públicas: porque envolve volumes insustentáveis de financiamento externo; porque pesa, quase todo ele, sobre as importações; porque criará actividades deficitárias que agravarão a situação financeira a prazo (caso do TGV); porque não criará empregos qualificados; e porque agravará mais o desemprego no futuro próximo. Ou seja, os grandes projectos não criam emprego nem produzem efeitos económicos no curto prazo, mas impõem, desde já, endividamentos que só agravam a situação do Pais.
Na sua mensagem de Ano Novo, o Presidente da República chamou a atenção dos portugueses para muitos destes problemas, acentuando a necessidade de um esforço de consenso entre os partidos políticos, como primeiro passo para resolver a crise. Na situação actual é agora também claro que, sendo erros do sistema político e da sociedade que conduziram a economia para a difícil situação em que se encontra, tal já não é suficiente. Nomeadamente, não nos parece positivo um consenso que permita persistir nos mesmos erros, a mesma falta de direcção estratégica e, porventura, a mesma ausência de sentido ético e cívico. De facto, conforme o Tribunal de Contas tem chamado a atenção com frequência, o consenso não pode servir para mais adjudicações sem concursos públicos transparentes, ou para continuar as habituais revisões de preços das obras contratadas, ou para fazer as parcerias público-privadas, em que o Estado garante aos privados a rentabilidade comercial e financeira, numa espécie de capitalismo sem risco.
Sem a resolução dos problemas essenciais que afectam a nossa economia, não teremos, em quantidade e qualidade, novos investimentos nem mais e melhores empregos. Deste modo, não haverá solução sem que os partidos políticos assumam plenamente as suas responsabilidades nacionais, afastando do seu caminho interesses imediatos e a luta pelo controlo dos dinheiros públicos, dos melhores empregos e dos negócios reservados às suas clientelas que, sob disfarces variados, sempre perto deles se acolhem.
O consenso partidário deve servir para novas políticas com base: numa estratégia em que a ética do bom governo esteja na primeira linha das preocupações nacionais; no hábito, entretanto perdido, de vivermos de acordo com os nossos recursos; na prossecução de reformas estruturais, sempre prometidas e sempre adiadas; na moralização da vida pública, como condição para pedir aos portugueses os sacrifícios adicionais agora inevitáveis.
17-02-2010
Grupo de Reflexão da SEDES
Henrique Medina Carreira
Henrique Neto
João Salgueiro
Luís Campos e Cunha
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Campeonato Nacional de Pesca 2010
Provas de Promoção da Modalidade
O Município de Góis, na qualidade de entidade gestora das Concessões de Pesca Desportiva da Vila de Góis, do Colmeal/Cadafaz e da Ribeira do Sinhel, informa os Sr.s Pescadores que nas datas abaixo indicadas, devido à ocorrência dos Campeonatos Nacionais de Pesca, não vai ser possível a venda das licenças de pesca para as referidas concessões.
CONCESSÃO MODALIDADE DATA
Vila de Góis Isco Artificial - Prova Promoção 20 e 21 de Fevereiro
Vila de Góis Isco Artificial - Campeonato Nacional 27 e 28 de Fevereiro
Vila de Góis Isco Artificial - Campeonato Nacional 6 e 7 de Março
Colmeal/ Cadafaz Pesca à Pluma - Prova Promoção 13 e 14 de Março
Gratos pela compreensão.
A entidade gestora
Município de Góis, 19 de Fevereiro de 2010
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Aldeias de Xisto - AX Trail - Corrida de Montanha
O AX Trail está de regresso! Dias 17 e 18 de Abril nas Aldeias do Xisto de Góis e da Lousã. Com novos percursos seguindo à risca o conceito que o define: trail em estado puro! Em simultâneo com as provas decorrem os passeios pedestres por Caminhos do Xisto.
Em simultâneo com as provas poderá optar por fazer o percurso pedestre do Caminho do Xisto, para que possa trazer a sua família e passar um fim-de-semana em cheio.
Este é um percurso pedestre na zona envolvente dos percursos. Este passeio disponibiliza aos familiares, amigos dos atletas ou a todos os interessados, uma actividade acessível e um motivo para a visita à região.
Nas Aldeias do Xisto dos concelhos de Góis e Lousã, com os Penedos de Góis como pano de fundo, a primeira prova do circuito promete ser um desafio com trilhos técnicos e desnível qb. A passagem por quatro Aldeias do Xisto: Pena, Aigra Nova, Aigra Velha e Comareira, vão certamente animar a competição. Este ano com a novidade de esta prova ser realizada durante a noite noite.
Os trilhos da Lousã vão também ser novamente invadidos pelos corredores do AXtrail. O percurso passa pelas Aldeias do Xisto do Talasnal, Chiqueiro e Casal Novo, pelo Castelo de Arouce e não faltando sequer uma incursão na ribeira de S. João.
Programa
Góis, 17 de Abril: Local da partida e entrega de prémios: Aldeia do Xisto de Fajão (Pampilhosa da Serra). Abertura do Secretariado às 16h. Início da prova às 20h. Início do percurso pedestre às 20h15.
Lousã, 18 de Abril: Local da partida e entrega de prémios: Aldeia do Xisto de Benfeita (Arganil). Abertura do Secretariado às 9h. Início da prova às 10h. Início do percurso pedestre às 10h15.
Restante Calendário da Prova:
25 e 26 de Setembro, nas Aldeias do Xisto de Fajão e Benfeita
23 e 24 de Outubro, nas Aldeias do Xisto de Gondramaz, Ferraria de S. João e em Casal de S. Simão
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CTT recolhem bens essenciais para a Madeira
Os Correios estão a aceitar desde terça-feira o envio gratuito de bens essenciais para fazer face à tragédia que assolou a Madeira, no último fim-de-semana.
A caixa solidária está disponível em todas as 900 estações de correios do país. As pessoas que queiram ajudar os madeirenses têm apenas de pedir uma destas caixas no balcão dos CTT e escrever a palavra «MADEIRA» no espaço do destinatário, sendo que a encomenda está livre de qualquer imposto de selo.
Não é preciso selo nem mais morada e o envio é grátis. Os CTT tratam de entregar os bens.
A população madeirense necessita de lençóis, cobertores, mantas, almofadas, roupa interior masculina, feminina e infantil, roupa em geral, produtos de higiene, fraldas, leite em pó, comida para bebé e enlatados.
As caixas solidárias vão chegar à Caritas da Madeira que, por sua vez, tratará de gerir os bens oferecidos, tendo em conta os pedidos de ajuda. O apoio reverterá também para outras instituições como a Associação Protectora dos Pobres, a Delegação Regional ds Abraço no Funchal, a ADENORMA (Associação para o Desenvolvimento da Costa Norte da Madeira) e o núcleo regional da ACREDITAR (Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro), na Madeira.
A campanha está integrada no Projecto de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, promovido pelos CTT. O projecto incentiva qualquer cidadão a praticar boas acções, ao poder enviar, sem custos, bens essenciais para cerca de 30 instituições de solidariedade social.
http://www2.ctt.pt/fewcm/wcmservlet/ctt/grupo_ctt/imprensa/imprensa/destaques/Imprensa171-AjudaMadeira.html
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A Casa Goiense e o seu Desígnio
Adriano Pacheco
Ainda estão bem presentes os ecos efusivos da numerosa assistência que esteve presente no almoço do quinquagésimo quinto aniversário da Casa do Concelho de Góis, a qual acolheu no seu seio, para cima de cem pessoas, unidas num desejo comum de celebrar esta efeméride, carregada de simbolismo e de calor humano, que unifica o povo da Beira Serra e a todos contagiou.
Sendo assim e não obstante os sinais preocupantes de falta de rejuvenescimento dos seus dirigentes, como se pode explicar esta presença maciça de quem persiste
em reavivar a alma do povo beirão e do sentimento regionalista que não se fica nem se esgota na festinha da sua aldeia? Como explicar este reacender da chama regionalista goiense quando muitas vozes já entoaram e lhe endereçaram os pêsames e decretaram o prematuro luto? Também nós temos dúvidas, muitas dúvidas, mas caminho é persistir, persistir.
Todos seremos unânimes em reconhecer que há um grande défice de sangue novo no regionalismo, movimento que vive de entrega, empenhamento e sobretudo da paixão que à todos nos toca e nos faz mexer. Do mesmo modo, reconhecerão que, os jovens não aderindo a esta causa, o regionalismo vai definhando até que por fim morrerá em morte lenta, a curto ou médio prazo. Esta corrente de opinião é consensual e tem já umas décadas de existência, os sinais mais superficiais apontam para tal conclusão sem qualquer retrocesso. Contudo"navegar é preciso".
Importa aqui lembrar algumas causas que nos conduziram a este estado de coisas, não esquecendo a culpa que cabe a cada um dos pais e dos avós, por não se terem feito acompanhar dos seus filhos nas festas regionais, deixando que as actuais e imensas solicitações dos jovens tomassem conta das suas reais potencialidades. Para nós
é ponto assente que se trata duma batalha perdida e sem ' qualquer possibilidade de recuperação. É tempo agora de se encontrarem caminhos desta era, novas saídas do
mesmo templo.
Neste momento, os sócios têm de pensar na colaboração que podem dar aos actuais corpos gerentes que já levam muitos anos de entrega à causa e ninguém se chega à frente para ajudar à renovação de quadros com gente madura, disponível mas não gasta, criar nova atitude sem desvirtuar a identidade que unifica e' areja ideias sem
descolorir as cores vivas e o empenhamento. Em suma: começar a trilhar um novo caminho. A Casa do Concelho de Góis, para lá de congregar ideias e sentimentos,
é também a casa mãe que a todos acolhe num espaço próprio, físico e simbólico que importa preservar.
ão somos cavaleiros dos fulgentes velhos tempos, mas vivemos intensamente esta fase de sobrevivência em que todos temos de dar um pouco mais de nós próprios para que esta causa viva. A Casa não é um santuário fechado a sete chaves, nem uma masmorra, ela está aberta a todos os regionalistas, nomeadamente aos goienses. Se um almoço aniversariante foi capaz de reunir à volta de cem pessoas, acreditamos que o próximo plenário do Conselho Regional, a realizar o dia 20 de Fevereiro, seja motivo suficientemente atractivo para que os goienses se interessem mais um pouco pelos problemas da sua aldeia.
Assim o esperamos.
in O Varzeense, 15/02/2010
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Almoço Comemorativo do 58º Aniversário da - Comissão de Melhoramentos da Cerdeira de Góis
A Direcção da Comissão de Melhoramentos da Cerdeira de Góis, vai realizar no dia 28 de Fevereiro do corrente ano o seu almoço convívio, para comemoração do 58° aniversário desta comissão.
O almoço irá realizar-se no Restaurante Pina Manique, no Estádio com o mesmo nome, na Estrada de Monsanto, pelas 13h.
Desta forma, pretendemos a convivência entre todos os Cerdeirenses, familiares e amigos.
Quem estiver interessado em comparecer neste convívio é favor confirmar, até dia 21 de Fevereiro, para os seguintes contactos: Carlos Albino: 938931790 / 210164661; Armindo Lopes: 912596352/214795018 ou Teresa Simões: 914941319 / 214785337.
O valor do almoço é: adulto - 20 euros; criança entre os 6 e os 12 anos - 10 euros e criança até aos 6 anos - gratuito.
Antes do almoço, iremos ter um jogo de futebol 5, no Estádio Universitário de Lisboa, a iniciar às 11H, quem quiser comparecer deverá faze-lo até meia hora antes. O espaço desportivo dispõe de balneários para a higiene dos jogadores.
in O Varzeense.15/02/2010
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Futebol "O Góis" Pede Ajuda
A equipa de Futebol da Associação Educativa e Recreativa de Góis está a pedir ajuda às Comissões de Melhoramentos, Casa do Concelho de Góis e a toda a população em geral. João Manuel Rosa Simões, presidente da direcção da secção de futebol explica que: "esta direcção, que se encontra no activo desde 1983, está, pela primeira vez, a pedir ajuda às Comissões de Melhoramentos e à Casa do Concelho de Góis no sentido de auxiliarem na venda de rifas". João Simões disse ainda ao nosso jornal que, tiveram uma grande surpresa, quando, no jantar de final de ano, a presidente da Câmara Muni- cipal de Góis, Dr," Maria de Lurdes Castanheira anunciou finalmente a aprovação da candidatura para a requalificação do' campo de futebol, com construção de balneários, bancada e aplicação de relvado sintético. O responsável explicou: "Há muito que esperávamos por esta obra, mas para equipar as novas infra-estruturas calculamos vir a ter um gasto de cerca de 30 mil euros, pelo que, apelamos a todos para nos ajudarem".
Para além das rifas, com o aliciante prémio de uma viagem à Madeira, a secção de futebol tem ainda à venda algum material, como por exemplo: guarda chuvas e cachecóis.
Para contribuir com donativos ou adquirir material e rifas poderá dirigir-se a qualquer elemento da direcção. Vamos todos ajudar!
in O Varzeense, 15/02/2010
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Turismo Rural
- Casa da Cerejinha
- Casa da Munha
- Casa de S. Francisco da Chã
- Casa do Neveiro
- Casa de Campo da Comareira
(clique para aceder ao site)
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