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Abril de 2010

Góis em Notícias


Abril - Livro de horas do Duque de Berry

portanto

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia do Cadafaz

O presidente da Junta de Freguesia de Cadafaz, Casimiro Vicente, considera que, as maiores necessidades da freguesia prendem-se com os sectores social, turístico e das infra-estruturas de apoio à freguesia.
Numa freguesia com cerca de "300 habitantes dos quais, aproximadamente 12% apresentam uma faixa etária inferior a 25, anos", o presidente entende que "o Cadafaz tem grandes potencialidades Comerciais, Industriais e Agrícolas que podem garantir aos seu habitantes estabilidade financeira."
Optimista no que se refere ao futuro, acredita que podem ser "criadas infra-estruturas possibilitando ter "uma freguesia modelo".

Jornal O VARZEENSE (Varz.) - O que o levou a recandidatar-se a presidente de Junta da freguesia de Cadafaz?
Casimiro Vicente (CV)
- A razão da minha recandidatura resume-se simplesmente ao slogan usado no meu último manifesto eleitoral: "Mais importante é fazer que prometer!" Como é do conhecimento do povo da minha freguesia, no manifesto anterior planeei alguns projectos, que iniciei mas não conclui, por várias razões, entre elas a crise económica. Por tal motivo, não ficaria de consciência tranquila ao virar as costas às referidas obras e consequentemente ao povo da freguesia, sem tentar levar o barco a bom porto. Espero concluir as referidas obras e continuar a projectar outras que mais à frente falarei. Sendo estes os meus motivos teria mesmo que me recandidatar.

Varz. - No seu entender, quais as obras de maior relevância que foram feitas nos' últimos anos? Houve alguma que se arrependesse da forma como foi feita?
(CV) - Todas as obras realizadas tiveram a sua relevância, pois por mais insignificantes que pareçam, contribuíram para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dos residentes das várias aldeias, visto ser esse o nosso objectivo e não a construção de obras com grandes fachadas sem qualquer utilidade para os habitantes. Arrependimentos da forma como foram feitos? Sim tenho, pois gostaria que algumas delas ficassem mais completas e perfeitas, mas por causa de problemas monetários, ficaram aquém do nosso objectivo e sujeitas a críticas, por vezes sem fundamento ou falta de conhecimento do motivo.

Várz. - Actualmente, quais as maiores necessidades da freguesia?

(CV) - Neste momento existem 3 sectores que necessitam de serem trabalhados, sectores esses que têm vindo a arrastar-se ao longo dos tempos, são eles: o sector social, o sector turístico e o sector das infra-estruturas de apoio à freguesia.

Varz, - Olhando para o futuro, quais .as principais prioridades para a freguesia e quais os projectos mais relevantes que a Junta de Freguesia tem para o Cadafaz.
(CV) - Não falemos de prioridades mas sim de uma prioridade que engloba todas as outras, queremos ver os sectores anteriormente mencionados completamente desenvolvidos,

Varz. - Quantos habitantes tem a freguesia? É uma freguesia com muitos jovens?
(CV) - Tem cerca de 300 habitantes dos quais, cerca de- 12% apresentam uma faixa etária inferior a 25 anos.

Varz.- O que nos tem a dizer da Confraria do cabrito e da castanha criada recentemente?

(CV) - Posso dizer que a primeira etapa já foi concluída, que foi a sua escritura pública. Neste momento estamos a trabalhar na próxima etapa, que é a constituição dos Corpos Sociais, sendo esta um pouco mais demorada, visto que queremos que as freguesias do concelho tenham igualdade representativa independentemente da localização da sede da confraria. Só assim se compreende o objectivo para que foi criada:
Unir o nosso concelho gastronomicamente e dá-lo a conhecer a nível nacional ou mesmo internacional.
Também é nossa intenção incluir na confraria as respectivas comissões de melhoramentos do concelho, assim como a criação de uma tocata típica.

Varz. - Na festa da freguesia, realizada em Lisboa, foi apresentado um mega projecto para a freguesia de Cadafaz. O que nos tema dizer sobre esse projecto?
(CV) - Esse projecto já está a ser elaborado em parceria com a Câmara Municipal de Góis e esperemos que outras entidades adiram, visto ser um Projecto Colectivo de Desenvolvimento do Vale do Ceira, que depois de posto em prática criará postos de emprego e gerará riqueza natural, pois não será direccionado para uma só vertente mas sim para várias.

Varz. - E na área social, o que tem a dizer? No que se refere a apoio aos idosos entende que é uma freguesia bem apetrechada? Que medidas pensa tomar? Em que ponto se encontra o Lar da freguesia do Cadafaz?"

(CV) - Devido ao facto das extensões do Centro de Saúde de Góis no Cadafaz e na Cabreira terem. sido encerradas, estamos a apoiar todos os doentes da freguesia, fornecendo transporte gratuito, todas as segundas-feiras, para a deslocação ao respectivo centro com vista a visitarem o seu Médico de Família. Em relação ao Lar de Idosos da Freguesia de Cadafaz, graças a Deus e aos Homens a luz já não brilha ao fundo do túnel, mas sim se vislumbra a partir do meio, pois a sua concretização será, a curto prazo, uma realidade.

Varz. - Neste último mandate, desde que tomou posse, quais as principais obras já efectuadas pela Junta?

(CV) - Não assumo obra nenhuma como principal, todas elas, umas com mais projecção, outras com menos, foram dignas do nosso esforço e trabalho.
Assim, temos a sensação de dever comprido e a consciência tranquila pois todas as obras e respectivas aldeias tiveram a devida e merecida atenção.

Varz, - Em termos de edifício, a Junta de Freguesia: tem o espaço adequado? Ou perspectiva-se alterações? .
(CV) - Não perspectivamos alterações, pois o espaço existente ainda é recente, embora pequeno, penso que serve dignamente o fim para que foi criado. Perspectivamos sim , a ampliação e restauração da Casa do Convívio de Cadafaz pelo seu estado de degradação em que se encontra e passar-lhe a dar uma utilidade mais válida para a freguesia.

Varz. - No que se refere a ex-Iíbris, quais os locais que aconselha visitar na freguesia do Cadafaz?

(CV) - Toda a freguesia por si só, nas suas particularidades, é um ex-líbris para quem a souber apreciar claro.

Varz. - Como define a freguesia?
(CV) - Defino como uma freguesia sem grandes potencialidades Comerciais, Industriais ou Agrícolas que possam garantir aos seus habitantes estabilidade financeira, em comparação a grandes centros mais desenvolvidos. Mas em contrapartida, é possuidora de um potencial humano capaz de fazer inveja a muito poderio económico privilegiado. Foi sempre um povo pacífico, hospitaleiro e pouco exigente, o que por vezes se revela um defeito, pois deveria procurar mais e acomodar-se menos. Dois exemplos disso são de quando no passado se deu a perseguição por parte dos carvoeiros e à respectiva retirada dos terrenos, onde o nosso povo exercia a sua pastorícia, que eram a base da sua subsistência. Estes dois factores contribuíram para a desertificação da freguesia, pois o povo, lutador que era, foi em busca de melhores condições de vida, em vez de exigir os seus direitos. Hoje com uma população menor na freguesia, acreditamos que se forem criadas as infra-estruturas que iremos recuperar o perdido e ver a nossa freguesia como uma freguesia modelo em qualidade de vida.

Varz. - Deixe um frase ao povo Cadafazense,
(CV) - Cadafazenses ... Tudo melhora quando um certo número de pessoas decide que deve viver melhor. Tudo muda quando as pessoas se unem para um propósito comum. Saudações Cadafazenses.
in O Varzeense, 30/04/2010
CASA DO CONCELHO DE GÓIS - Conselho Regional

Reuniu em plenário no passado dia 24, o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis. A mesa foi composta pelo Presidente do Conselho Regional, Dr. Luís Filipe Martins; pela Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira; pelo Presidente da Direcção da Casa do Concelho de Góis, Sr. José Dias Santos e pelo Secretário-Geral do Conselho Regional Sr. Adriano Pacheco.

Com um número bastante significativo de colectividades representadas iniciaram-se os trabalhos com o Sr. Presidente do Conselho Regional a agradecer as presenças dos representantes das agremiações presentes e da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis. Fazendo uma pequena introdução sobre a ordem de trabalhos, e o modo como iria decorrer, prosseguiu com as suas palavras falando pelo Conselho a que preside, dizendo que sem querer ignorar o passado do Regionalismo, o qual é de uma riqueza inesquecível, é nosso propósito olhar para o futuro e analisar em pleno século XXI como deve ser o relacionamento entre o Movimento Regionalista, representado pelas diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos e o Poder Autárquico, representando nesse dia pela Sra. Presidente da Câmara Municipal.

Hoje, continuou; o papel das Comissões de Melhoramentos, não pode e não deve ser o mesmo que foi na segunda metade do século XX. Grande parte do trabalho que as Comissões efectuaram compete ao Poder Local, entidade responsável por realizar as obras necessárias ao desenvolvimento das nossas gentes deixando uma questão. Será que com essa transferência de responsabilidade, se esgotou o papel das Comissões? …”Claramente que não, teremos é que encontrar novos desafios, para o que estamos hoje aqui…”
Descreveu de seguida as três grandes linhas orientadoras para o relacionamento entre as diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos com o Poder Local.

Relativamente à primeira: “A representação da consciência das nossas gentes”, salientou que “… deve competir às Comissões, serem a consciência crítica da população da sua aldeia, exigindo junto do Poder Local, a efectivação concreta das necessidades básicas exigíveis para uma qualidade de vida a que temos direito, competindo-nos zelar pelo cumprimento, quer das promessas efectuadas, quer da realização das carências existentes nas nossas aldeias…”

“A descoberta de novos campos de actuação, por exemplo em termos culturais”, foi a segunda linha apresentada, referindo que “…compete às comissões poderem encontrar novos campos de actuação, onde possam trazer mais-valias aos moradores, possibilitando a abertura de novos horizontes quer no campo cultural, quer no campo de lazer, quer noutros campos a identificar, podendo nestes aspectos o Poder Local ajudar nesta procura de novos horizontes, partilhando conhecimentos, e novas ideias...”

A terceira, e última linha: “A efectivação de parcerias com o Poder Local”, foi referenciada pelo Dr. Luís Filipe Martins como sendo, em seu entender, a mais importante para o debate, afirmando que “…devem as Comissões de Melhoramentos ser vistas pelo Poder Local como verdadeiros parceiros sociais, disponíveis para a efectivação de verdadeiras parcerias, tendo como objectivo a melhoria das condições de vida da nossa população…”

Recordou ainda que “…o passado das Comissões é uma garantia clara da qualidade do seu trabalho, sendo esta capacidade de trabalho uma riqueza que não deverá ser ignorada pelo Poder Local, devendo aproveitá-la como um factor “alavancador” para a concretização em parceria, de diversas realizações…”

Completou a sua introdução dizendo, como o tem relatado no passado recente, nos temas de carácter transversal ao nosso Concelho, de que são exemplos, entre outros, temas como a saúde e os transportes, a Casa concelhia deverá ser, em conjunto com as diversas Comissões de Melhoramentos, o referido parceiro social.

De seguida usou da palavra a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira, agradecendo o convite que lhe tinha sido endereçado, dando os parabéns por esta iniciativa e dizendo que deveria existir um modelo de colaboração e interacção entre a Casa do Concelho de Góis, as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal, devendo estes ser aceites como parceiros sociais da causa do desenvolvimento e interesse público. Referiu também que o poder local não se esgota na Câmara Municipal, na medida em que as Juntas de Freguesia também têm um papel de extrema importância neste campo. Informou que estava a ser preparado um endereço de correio electrónico específico com o objectivo de fazer a ligação entre a Câmara Municipal e o movimento regionalista. Anunciou que este endereço entrará em funcionamento no próximo dia 14 de Maio, sendo responsáveis da parte da Autarquia o seu Chefe de Gabinete e o Técnico de Informática. Disse ainda que está em elaboração um Regulamento de Apoio ao Associativismo a ser apresentado na Assembleia Municipal na sessão agendada para Junho e que nesse Regulamento estarão apresentados, não apenas os apoios a ser concedidos mas também estarão indicados os retornos que a Câmara Municipal pretende obter da parte dessas Associações. A Sra. Presidente da Câmara terminou dizendo que as colectividades não perderam a razão de existir. Pelo contrário, deveriam manter-se atentas às obras que ainda não tinham sido executadas ou que careciam de melhoramentos.

De seguida foi dada a palavra aos representantes das agremiações presentes, com o objectivo de, também eles, poderem apresentar as suas opiniões e ideias.

Assim, e por ordem de inscrição, Avelino Martins da Comissão de Melhoramentos do Esporão começou por dizer que as Comissões de Melhoramentos são as Juntas de Freguesia junto das populações, pois muitos dos encargos dos pequenos melhoramentos que são feitos, são suportados pelas Comissões de Melhoramentos. Fez ainda referência ao projecto antigo da construção da Residencial de Ferias que tinha sido protocolada com o Sindicato de Seguros, onde já tinham sido gastos muitos fundos e que até ao momento esse projecto não era ainda uma realidade. João Henriques da Comissão de Melhoramentos das Estevianas questionou se no Regulamento de Apoio ao Associativismo anunciado pela Sra. Presidente da Câmara Municipal estavam descritos os objectivos e as estratégias dos vários projectos que serão apresentados pois se antigamente o importante era a electricidade ou o tanque, hoje em dia as prioridades são outras e é necessário estar atento às mesmas. António Alves, da Liga dos Amigos da Fonte Limpa, teceu algumas considerações relativamente às dificuldades e obstáculos que muitas vezes são colocados a quem pretenda construir ou reconstruir alguma habitação na Fonte Limpa, pelo que deveria existir mais colaboração da parte da Autarquia para tentar solucionar estas questões. António Rui, da Comissão de Melhoramentos de Alvares recordou que existem problemas relacionados com a pouca adesão de jovens nos órgãos directivos das diversas Comissões.

João Reis, da Comissão de Melhoramentos das Cortes, começou por dizer que desde 2001 têm olhado para o Regionalismo de uma forma um pouco “ortodoxa” tendo procedido ao lançamento de “Jornadas Culturais” e estava a ser desenvolvido um projecto, por uma animadora cultural, em parceria com a Comissão de Melhoramentos. Referiu ainda que a Freguesia de Alvares era a segunda maior em termos de área a nível nacional, com uma excelente exposição solar e que esta exposição deveria ser mais explorada e de forma rentável. Finalizou dizendo que o futuro era risonho. Que não são os subsídios que resolvem os problemas das Comissões. O importante entre apresentação dos projectos para poderem obter o respectivo acompanhamento. João Baeta, da Comissão de Melhoramentos do Amioso do Senhor, começou por dizer que era necessário manter, pelo menos, os actuais residentes nas aldeias e também referiu que se deveria olhar para a floresta com outra perspectiva uma vez que está em curso um projecto de constituição da ZIF da Ribeira do Sinhel. Hélder da Comissão de Melhoramentos da Simantorta, teceu algumas considerações, nomeadamente o facto de uma parte da estrada principal da Simantorta estar a abater, tornando-a um perigo para quem nela circula, assim como o facto de por vezes a água que corre nas torneiras não estar própria para consumo. António Domingos dos Santos, da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, teceu alguns comentários relativamente a projectos que já tinham sido apresentados anteriormente, nomeadamente o abastecimento de água para o combate a incêndios e, outra necessidade já várias vezes apontada que é a da construção de um recinto para práticas desportivas. Da Comissão de Melhoramentos do Amiosinho, José Luis disse que era urgente entre todos, tentar fixar as pessoas nas aldeias, fazendo um esforço para que essas aldeias não percam as suas características, tentando que as construções existentes sejam e estejam recuperadas. António Marques da Comissão de Melhoramentos da Chã de Alvares sugeriu que existisse uma entreajuda entre as diversas Comissões do Concelho, dando como exemplo a área da saúde, actuando na prevenção através de acções de sensibilização por parte de organizações especializadas. António Bento, da Comissão de Melhoramentos do Esporão, proferiu algumas considerações sobre este debate, enaltecendo a presença da Dra. Maria de Lurdes Castanheira, sinal da existência de uma estratégia para o bom relacionamento entre as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal. José Batista da Comissão de Melhoramentos da Sandinha, apresentou algumas preocupações daquela localidade, nomeadamente sobre a estrada recentemente aberta pela Junta de Freguesia do Cadafaz e a falta de cobertura de redes de comunicação móveis e também da Portugal Telecom que raramente satisfaz os sandinhenses. Este problema, referiu, é geral em toda a freguesia do Cadafaz. Jaime Carmo da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, fez referência às potencialidades turísticas na Freguesia de Alvares, dando como exemplo a Ribeira do Sinhel, que chegou a ser conhecida antigamente como a “Ribeira das Trutas” tal era a quantidade e qualidade das trutas existentes, onde recordou um episódio passado na sua juventude com um pescador que veio propositadamente de Chaves em busca das maravilhosas trutas. Apresentou ainda algumas preocupações, nomeadamente à desertificação que se tem verificado, à falta de comunicações em algumas zonas, equacionando a instalação de uma antena de telecomunicações e as muitas dificuldades no que diz respeito à rede viária.

A Sra. Presidente da Câmara Municipal respondeu a todas as questões feitas pelas Comissões e demonstrou claramente a sua preocupação com os assuntos que foram levados ao plenário. Sobre outros aspectos referidos disse que hoje existem outras formas de apoio através da apresentação de candidaturas de projectos em sede própria, nomeadamente o PRODER e o AGRIS, projectos esses que a Câmara Municipal poderá indicar a forma e os critérios para os obter. Terminou reafirmando o apoio da autarquia, quer a nível financeiro, quer a nível logístico dentro das possibilidades da mesma.

O Presidente do Conselho Regional encerrou os trabalhos, agradecendo novamente a presença da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis assim como dos representantes das diversas Comissões de Melhoramentos, congratulando-se pela forma positiva e enriquecedora como tinha decorrido a sessão e, aproveitando para anunciar um evento a ter lugar na Casa do Concelho de Góis no próximo dia 29 de Maio subordinada ao tema “A Saúde no Concelho de Góis”
Pacote de estradas avança
Subconcessão do Pinhal Interior “nunca foi suspensa”

Depois da adjudicação provisória, em Janeiro deste ano, da subconcessão do Pinhal Interior ao consórcio liderado pela Ascendi, foi quarta-feira assinado, em Lisboa, o final close – acordo financeiro – envolvendo a Ascendi, a Estradas de Portugal, 11 bancos comerciais e o Banco Europeu de Investimento. Está assim dado novo passo para a concretização do pacote rodoviário que vai custar um milhão e 250 mil euros. Significa também que foi dado um sinal claro de que as obras são para avançar. Os 567 quilómetros de vias que aproximam o litoral do interior, quebrando o isolamento e promovendo o desenvolvimento das zonas mais desfavorecidas da região Centro, vai mesmo ser uma realidade em 2013, garante a Estradas de Portugal.
Apesar da situação económica e financeira que o país atravessa, a Estradas de Portugal garantiu ontem ao Diário de Coimbra que o projecto é mesmo para avançar e «nunca foi suspenso», pelo que o que se verificou na quarta-feira foi apenas «a conclusão do processo de financiamento da subconcessão e o fecho de toda a contratação». Também o secretário de Estado das Obras Públicas afirmou ontem que a decisão de avançar com a subconcessão «foi tomada em Janeiro» e que o Estado teria «graves custos caso agora não avançasse».
A subconcessão Pinhal Interior foi adjudicada no início do ano ao consórcio liderado pela Ascendi, do grupo Mota-Engil, que desde então teve de angariar o financiamento necessário para a concretização da obra. Na quarta-feira esse processo de financiamento foi concluído com 11 bancos, alguns dos quais estrangeiros – BES, CGD, BPI, Barclays, Banif, Banif BI, Caja Madrid, Banco Popular, Banesto e La Caixa e com o próprio Banco Europeu de Investimento (BEI).

“Estradas de proximidade”
É, pois, a banca comercial e o BEI que vão assegurar o investimento, que, segundo a EP, é de 1249 milhões de euros ao longo dos 30 anos, sendo o investimento no período inicial da construção de perto de um milhão de euros. O financiamento, ainda segundo a Estradas de Portugal, terá um período de carência de cinco anos, «a partir do que a EP pagará a disponibilidade da via e o serviço, nos termos das parcerias público-privadas». O processo está também em condições de seguir, «pela primeira vez», ressalva a EP, para o Tribunal de Contas para obtenção do Visto Prévio.
A subconcessão do Pinhal Interior, o maior empreendimento rodoviário, abrange 22 concelhos em quatro distritos e tem 567 quilómetros, 173 dos quais de construção de novos lanços. Nestes, destaque para a construção do IC3, entre Tomar e Coimbra incluindo a ligação a Condeixa-a-Nova, IC8, entre Proença-a-Nova e a A23, ligação entre Cernache do Bonjardim e Sertã, entre Sertã e Oleiros e entre Lousã, Góis, Arganil, Coja e IC6. 135 quilómetros abrangem lanços para requalificação e exploração e os restantes 259 quilómetros serão para exploração.
À Lusa, o secretário de Estado das Obras Públicas sublinhou ontem que o Pinhal Interior «não é uma concessão de auto-estradas, ao contrário do que insistentemente alguns órgãos de comunicação social têm vindo a transmitir». «Esta é uma concessão de 567 quilómetros, dos quais, aproximadamente 450 são de estradas de proximidade que interligam populações do interior do país, como a Pampilhosa da Serra, Oleiros, Sertã, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Góis, Arganil e Lousã», afirmou, frisando que «de auto-estradas há apenas 19 por cento de quilómetros».

Autarcas congratulam-se com avanço da subconcessão

Autarcas de três municípios da zona Centro congratularam-se ontem com o avanço da subconcessão do Pinhal Interior, realçando que este empreendimento rodoviário vai quebrar o isolamento e promover o desenvolvimento da região.
«Todas estas estradas que estão para ser executadas são para nós vitais do ponto de vista do desenvolvimento», declarou à agência Lusa o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação. O autarca recordou que «as estradas têm sido feitas sempre a norte ou a sul da região» e que, por outro lado, «não há verdadeira penetração entre o interior e o litoral do Centro».
Também para Fernando Lopes, presidente da Câmara de Castanheira de Pera, este investimento «assume uma importância capital para a região», porque «vai desencravar e aproximar o Pinhal Interior Norte das grandes urbes e vai desenvolver toda a região».
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, admitiu que, em tempo de crise, «tem de se cortar nalgum lado» em termos de grandes obras públicas. «Mas temos de começar precisamente pelos mais ricos», defendeu.
in Diário de Coimbra, 30/04/2010

Cadafaz - Apelo

Li com muita atenção o post que coloquei na 5ª feira, dia 19, sobre o Conselho Regional que se realizou no dia 24 de Abril na Casa do Concelho de Góis.
Foi com pena que verifiquei que a União Recreativa do Cadafaz, não esteve representada. Sendo, eu sócia, não tendo as quotas em dia, penso que nenhum dos sócios as tem, visto não sabermos a quem nos dirigir para pagá-las, porque há vários anos, considero, que a União está parada e não havendo reuniões, os associados não têm conhecimento do que se está a passar.
Neste momento existem algumas obras urgentes a fazer em dois locais pelo menos. Temos de preservar o que é de todos nós.
Não sei se é da competência da União Recreativa do Cadafaz ou da Junta de Freguesia, o meu apelo é para as 2 instituições e quem sabe, também para a Câmara Municipal de Góis.
Num post que coloquei no dia 11 de Maio de 2009, já os referi.
Os dois locais a que me refiro são:
A Casa de Convívio, as janelas ESTÃO UMA VERGONHA, no seguinte decorreu o almoço da Comissão de Festa e penso que tenham sido eles que lhes deram um conserto possível, mas daqui a pouco tempo elas voltarão ao mesmo.
Já ouvi vários comentários, sobre elas, os últimos são que a Junta queria colocar umas novas em alumínio mas a Câmara Municipal ia oferece-las ao manda-las fazer na sua carpintaria, isto ainda no mandato do Sr. Girão.
Agora existe outra versão que a Casa de Convívio vai para obras e por esse motivo não reparam as janelas. As obras ao que parece só vão acontecer daqui a 3 ou 4 anos, pergunto eu, é motivo de as janelas estarem assim até lá?????
O outro local é o lavadouro, qualquer dia o telhado cai, apesar de não ser utilizado como antigamente, sei que ele continua a servir, porque quando vou ao Cadafaz vejo roupa estendida no estendal. Digo que o telhado cai porque estando lá dentro ao olharmos para o tecto vemos o céu pela uma fresta.
Outro assunto que diz respeito a todos os cadafazenses e a todas as aldeias da freguesia do Cadafaz são as telecomunicações.
A única Comissão da Freguesia do Cadafaz, que esteve presente foi a Comissão de Melhoramentos da Sandinha, que foi representada muito bem pelo Sr. José Batista, em relação ao assunto das telecomunicações porque abrangeu toda a freguesia. Já referi num post do ano passado o problema dos telefones. Os fixos a maior parte das vezes não funcionam, quando funcionam é mal, os clientes pagam na mesma sem terem direito ao serviço, já reclamei para a Portugal Telecom tanto por telefone como por escrito, mas continua tudo igual e penso que o serviço tem vindo a piorar cada vez mais, pelo menos na aldeia do Cadafaz, já vamos nisto há mais de 10 anos.
Rede móvel, não existe… sendo estas aldeias da freguesia do Cadafaz, cada vez mais habitadas só por pessoas idosas como é que se consegue avisar os bombeiros ou familiares para serem socorridos? Não se consegue…
Já manifestei a minha preocupação à Junta de Freguesia, visto ser uma entidade pública, a resposta que obtive é que com as linhas fixas havia pouco a fazer, porque a Portugal Telecom não quer mudar os cabos que estão velhos e sobrecarregados. Sobre as linhas móveis já tinham enviado um pedido por escrito à TMN, indicando que disponibilizariam o terreno, mas pelo menos até à Pascoa não tinham obtido resposta. Temos várias operadoras móveis em Portugal, já que uma não deu resposta, penso que deveriam contactar as outras, não sei se o fizeram entretanto.
Estes assuntos podem ser insignificantes para algumas pessoas, mas para outras dizem alguma coisa, que é o meu caso e sei que não sou a única a pensar assim, por isso aproveito para o abordar aqui no meu blogue, pode ser que alguém de direito o leia e nos dêem uma resposta.
in http://cadafaz-gois.blogspot.com/

Semana da Beira Serra na Loja Portugal Rural (Lisboa) : 25 a 29 de Maio

A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra enquanto Entidade Gestora do GALADIBER / Beira Serra tem a responsabilidade de implementar a Estratégia Local de Desenvolvimento no âmbito do Subprograma 3 do PRODER para esta Região.
Enquadrado nas acções do Plano de Animação do Território e com o objectivo de promover e divulgar o potencial aqui instalado, nomeadamente os seus produtos de qualidade e as tradições do mundo rural, e aproximar a diáspora da Beira Serra e os mercados urbanos ao que de melhor aqui é produzido, a ADIBER está a organizar a Semana da Beira Serra sob o lema "Saberes e Sabores da Nossa Terra", que decorrerá na semana de 25 a 29 de Maio, na Loja Portugal Rural, em Campo de Ourique (Lisboa), onde estarão em destaque os produtos agro-alimentares e do artesanato, assim como a cultura da Beira Serra.
A Direcção da ADIBER tem a honra de convidar todos os conterrâneos e amigos da Beira Serra, a visitar a Loja Portugal Rural, conhecendo e adquirindo os produtos da nossa Região.

III Feira de Formação e Emprego - ADIBER

A Câmara Municipal de Góis e a ADIBER, através do Projecto "Escolhas de Futuro", irão realizar a III Feira de Formação e Emprego, no dia 18 de Maio, no Largo do Pombal, em Góis. Este evento pretende promover as oportunidades de emprego e formação da Região da Beira Serra, contando com a participação de várias escolas e empresas que pretendem informar os jovens das várias opções que estão à sua disposição. Em colaboração com o Centro de Emprego de Arganil, será efectuada uma apresentação das medidas de apoio ao emprego que recentemente entraram em vigor no âmbito da "Iniciativa Emprego 2010".
CASA DO CONCELHO DE GOIS
CONSELHO REGIONAL

Vai o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis realizar no próximo dia 29 de Maio pelas 15.30 horas, na sua sede, sita na Rua de Santa Marta 47, r/c dto em Lisboa, um debate sobre o tema "O Estado da Saúde no Concelho de Góis".

Este debate conta, no seu painel de oradores, com as presenças já confirmadas de Srs Drs Figueiredo Fernandes e Avelino Pedroso, respectivamente Presidente e Vogal do Conselho Clínico do Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Interior Norte, da Sra Dra Maria Lurdes Castanheira, Presidente da Câmara Municipal de Góis e do Dr. Manuel Gama, em representação da medicina privada do Concelho de Góis.

Ainda sem presença confirmada foi também convidada a Sra Dra Cláudia Sofia Martins Duarte Pinto, Coordenadora do Centro de Saúde de Góis

Este debate será aberto não só aos representantes de todas as Colectividades Regionalistas filiadas nesta Casa, como de todos os Goienses em geral, pelo que convidamos desde já todos a estarem presentes, de forma a podermos debater abertamente um tema que é do interesse de todos.

O Conselho Regional com estas sessões pretende dar continuidade ao seu plano de acções possibilitando o debate dos problemas existentes no nosso Conselho. Em tempo oportuno apresentaremos o programa do 2º semestre de 2010.

O Conselho Regional
Assinado protocolo para a construção do Nature Góis
Góis: Complexo Health Resort Nature Góis, destinado sobretudo à terceira idade, apresentado hoje


Coimbra, 06 mai (Lusa) - Um empreendimento nas áreas do turismo, saúde e bem-estar, destinado essencialmente a pessoas da terceira idade, ativas ou a necessitar de cuidados continuados, vai ser criado em Góis - foi hoje revelado.
Apresentado como "um projeto pioneiro em Portugal", o Health Resort Nature Góis terá um hotel quatro estrelas, com 'spa' e 'health club", 86 apartamentos T1 ligados ao hotel, 34 vivendas autónomas do tipo V1, V2 e V3, com garagem, terraço, área para jardinagem, piscina e residências medicalizadas/assistidas para apoio a doentes de Alzheimer, psiquiatria, geriatria e cuidados continuados. Apresentado hoje em Góis, o complexo, um investimento de 50 milhões de euros, começa a ser construído este ano ou no início do próximo e estará concluído em 2015, prevendo-se a inauguração do hotel e do 'spa' em junho de 2012. Segundo a documentação distribuída na sessão, hoje foi assinado o protocolo de formalização do novo projeto por Alberto Mateus, responsável da empresa promotora, a Nature Sanus, SA, e pela presidente da Câmara de Góis, Maria de Lurdes Castanheira. "Preparado para receber até 460 pessoas com uma vida ativa e independente e até 300 utentes que necessitem de cuidados permanentes, o Nature Góis pretende ser um espaço onde é possível envelhecer com qualidade de vida", adianta o texto. Dedicado à saúde, à natureza e ao bem-estar, o Nature Góis é descrito como "o primeiro Health Resort português, um empreendimento com cerca de 112.725 metros quadrados, dedicado essencialmente a séniores, e preparado para satisfazer as necessidades de quem tem uma vida activa e independente, ou de quem precisa de cuidados permanentes". "É o primeiro no nosso país a disponibilizar de uma forma integrada o bem-estar físico, psíquico, social, espiritual e intelectual, e simultaneamente a prevenção de saúde, através de uma alimentação adequada e cuidada, exercício físico acompanhado por especialistas, assistência de enfermagem e médica preventiva", é referido. O empreendimento vai ser erguido à entrada da vila de Góis, na Quinta do Baião, junto do rio Ceira. "Todo o complexo será 'amigo do ambiente', com a máxima utilização de energia solar, isolamento térmico de paredes, vidros duplos, reaproveitamento e tratamento de águas limpas para reutilização em jardinagem", é referido. Pela sua vertente turística e pelo facto de incluir um hotel de quatro estrelas, o complexo estará aberto a qualquer pessoa que tenha a intenção de desfrutar de um turismo de natureza, saúde, bem-estar, 'touring' cultural e paisagístico, gastronomia, vinhos e turismo náutico. "No entanto, o principal foco deste projeto são as pessoas em idade sénior e présénior que procurem um local para descanso, relaxe e recreio mas que necessitem de algum suporte para ver satisfeitas as necessidades próprias da sua faixa etária". MCS Lusa

Cortes tem futuro
A nossa Comissão de Melhoramentos
(Pareceres e afazeres)



O magnificente livro dos cortênses, "MEMÓRIAS DO ANTIGAMENTE"

Sr. Presidente da Direcção, o termo espírito bairrista, é fruto da educação que recebemos de pais e família e herdámos de um passado que nos viu nascer. Instintivamente contraímos por essa aldeia, o dever cívico de zelar pelo seu progresso.
Eu apenas por afinidade, mas muito impulsionado pelos nossos briosos heróis, que nos legaram um invejável património e é memorizando, pela escrita, esse passado que o meu amigo pouco viveu, que lhes presto á minha homenagem.
A sua gloriosa força residia na unidade, solidariedade e extremoso amor pelo "Torrão Natal" qualidades que se perderam no tempo e foi com, elas que se construiu este País. Não é isso que belisca a nossa vontade de seguir em frente, dando continuidade ao progresso.
Em passado remoto, andei publicamente a distorcer a boa imagem do nosso principal dirigente, mas conclui mais tarde estar remando contra marés, tocadas por vento forte formando correntes bem agitadas e sem sombra de salva vidas.
Se há más línguas, até bem, intencionadas sempre as houve e há-de haver e até na estranja. Mas ressoando em paredes sem ouvidos, portanto em nada afectando as competências e bom senso de quem assumiu o compromisso de manter bem viva a nossa Instituição Pública, de solidariedade social.
Só desejo ao meu amigo que se mantenha neste cargo muitos 'anos, porque ninguém o irá tirar do pedestal.
Os mais novos, dos anos 50, nascidos noutras paragens, estão-se marimbando para, a Comissão de Melhoramentos, e os mais velhos, velhos já deram o que tinham a dar??? (abro aqui um parêntesis para informar os mais velhos, que um dos mais consagrados regionalistas do nosso tempo, Sr. José Matos Cruz, com 87 anos de idade, ainda presidia a direcção da sua Comissão.)
Haja esperança na nossa pequena juventude, que aí vê raiar diariamente a luz do sol e que aprendeu a amar as flores silvestres da serra e a
adorar o cheiro da carqueja molhada, as giestas e o rosmaninho.


Pareceres e Afazeres

FONTE DAS BICAS -
Está de cara suja. Ostenta uma imagem muito desagradável. para visitantes e utentes, eventuais forasteiros e para um turismo de ponta que se vai aproximando.
A escadaria está perigosa, para quem a desce e muito para as crianças, sempre descuidadas, sujeitas a um mergulho de 3 metros de altura. É urgente pôr grade, antes que haja tragédia.
A famosa pérgula que vulgarmente se designa de latada, que já fez correr alguma tinta, (famosa, pela incúria) está sem cobertura. Sr. Presidente é urgente a reposição da cobertura, não em madeira, só para ingénuos, mas em metal ou cimento. Se não há dinheiro para casos pontuais, basta pedi-lo aos sócios e beneméritos, que felizmente ainda há muitos. As Pérgulas foram criadas para cumprir uma função. Fazer sombra. O autor do projecto não descurou com certeza esses pormenores técnicos. Ficaria lá bem uma glicínia, uma hera, ou outra trepadeira com as mesmas características.


FONTE DO CASAL -
Entendo pessoalmente, que o projecto é excessivamente ambicioso para a capacidade financeira da nossa Comissão que "come na sopa dos pobres mais famintos" e o local, por enquanto é muito pouco aprazível para tal luxo, Portanto, é de aguardar melhores dias em matéria de ordenamento, estrutura urbana e poder financeiro compatível, o que poderá acontecer no tempo dos nossos bisnetos. Quantos cortênses conhecem este interessante projecto?? julgo que é coisa que lhes passou ao lado, assim como infelizmente quase tudo.

LAGAR DE AZEITE -
Os cortênses precisam de um lagar de Azeite. Temos candidatos na aldeia para este empreendimento, mas falta-lhes coragem para avançar com o projecto, devendo-se o impasse principalmente à falta de informação e alguma formação logística neste sector agro-alimentar. Um outro factor que bloqueia a iniciativa é a falta de espírito de unidade no meio. É obviamente um estabelecimento fabril, que muita falta faz aos cortênses e à freguesia, por nos manter-mos fiéis a muitas tradições e ainda fortemente empenhados no cultivo da oliveira e produção de azeite.
Tem aqui a nossa Comissão de Melhoramentos uma função a desempenhar se realmente funciona. Accionar os seus dotes de mediador, na sensibilização e apoio aos candidatos.
Projectos destes, não podem ficar só nas boas Intenções ou no papel, quando está em causa o progresso e o estatuto social de uma comunidade. Pela legislação em vigor, o Estado comparticipa com 60% da despesa. O pagamento dos apoios compete ao IFAP,IP (Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas), estando dependente, do departamento de projectos e gestão da PRODER, com sede em Castelo Branco.
As primeiras informações podem ser recolhidas na Câmara Municipal de Arganíl, que deverão passar pela Direcção Regional.
Um desperdício de água junto ao depósito de água que rega a estrada e nos deslumbra os olhos - Não tenho memória curta, apesar da avançada idade, podendo lembrar aos mais esquecidos ou indiferentes, que em direcções anteriores houve a feliz ideia de se aproveitar aquele veio de água para combate a incêndios, ou piscina para a nossa juventude e veraneantes na época balnear.
Em direcções, aonde reinava empenho, qualidade e capacidade de trabalho, para muito bem terem executado a obra. Mas políticas de caserna em dia de cozido mal digerido abortaram o projecto.
Depositámos a nossa esperança nesta última direcção, convictos de mostrarem aos seus, antecessores como se trabalha e onde está o amor pela camisola, mas ... o reluzente e incorporado fio de água lá vai regando a estrada e estupefacto, faz a sacramental pergunta: - porque não me aproveitam??? - Aconselhar, propor, tentar ser prestável à Comissão de Melhoramentos, é tempo perdido. Ponho fim às minhas ilusões.
(continua)

Vítor Costa Alves
ESPORÃO - ASSEMBLEIA GERAL DA COMISSÃO DE MELHORAMENTOS

Presidente preocupado com o futuro da Associação

Realizou-se no passado, dia 3 de Abril, pelas 15:30 e em 2ª convocatória, na Casa de Convívio do Esporão, . a assembleia-geral da Comissão de Melhoramentos do Esporão, presidida pelo Dr. António Bandeira Bento, tendo a seu lado Manuela Neves Batista, na ausência dos outros membros da mesa.
O presidente da mesa deu início à sessão referindo o reduzido número de presentes, tendo colocado à votação a leitura ou dispensa da acta da sessão anterior, tendo sido aprovados a sua dispensa, com uma abstenção.
De seguida, o presidente da Direcção, Avelino Martins, deu as boas vindas aos presentes, lamentando não terem comparecido mais associados, e justificou a ausência de dois membros da Direcção, Luís Batista; leu a introdução do relatório e actividades do exercício de 2009, tendo Avelino Martins, resumido um pouco de todas as actividades, obras e eventos realizados durante este exercício, assim como do mandato que agora termina. Deu também alguns esclarecimentos sobre o ponto da situação em que se encontra a obra do Lar /Centro de Férias do Sindicato das Actividades Seguradoras, bem como da correspondência trocada entre os advogados de ambas as partes, obra esta projectada para o terreno doado pela Comissão, mas que há muito esgotou o prazo estipulado para o efeito.

O vice-presidente Luís Filipe Martins explicitou todas as receitas e despesas

O vice-presidente Luís Filipe Martins explicitou todas as receitas e despesas referentes ao exercício de 2009, e esclareceu dúvidas sobre as receitas do Casal. De seguida a Dra. Marisa Barata, do Conselho Fiscal, pronunciou-se sobre o relatório e contas, ao qual deu um parecer positivo, tendo o presidente da mesa, posto o mesmo à votação pela assembleia, o qual foi aprovado por unanimidade.
Avelino Martins salientou também o facto de muitas das fontes de receita que a Comissão tinha anteriormente, estarem a acabar, apesar de as despesas correntes (água, electricidade, etc.) permanecerem bastante elevadas. O Dr. Bandeira Bento fez uma chamada de atenção para este problema, e apelou a que todos têm que colaborar de forma a haver uma melhor gestão de recurso.
Foram também aprovados os seguintes votos de agradecimento: ao Dr. António Bandeira Bento pela colaboração prestada; a todos os elementos da Equipa de Gestão da Casa de Convívio, pela colaboração e efectivação das festas realizadas, assim como a todos os conterrâneos e amigos que desinteressadamente colaboraram com a nossa comissão; aos elementos do Grupo de Teatro; aos responsáveis pelo Museu Casimiro Martins, biblioteca, Capela de S. Miguel, manutenção do apartamento e instalação sonora; aos nossos conterrâneos que ofertaram utensílios para a casa do convívio, bem como aos sócios que ofertaram livros; aos consócios: auxiliares Maria Emília Duarte, Mário Mendes Mateus e José Alberto Russo, assim como aqueles que colaboraram na cobrança de quotas; às firmas patrocinadoras e ofertantes de lembranças para os vários eventos e festividades organizadas no Esporão; à Câmara Municipal de Góis pela pavimentação da nossa estrada; à Direcção da Casa do Concelho de Góis pela colaboração prestada; aos jornais "O Varzeense" e "Jornal de Arganil" pela divulgação das notícias das nossas organizações e reuniões de Direcção,
Foram ainda aprovados votos de pesar pelo falecimento de conterrâneos, sócios e seus familiares, bem como de outros regionalistas e amigos.


A actual desmotivação dos membros da Direcção, levou a que não aparecesse nova lista

De seguida passou-se ao 3Q ponto da ordem de trabalhos: eleição dos órgãos sociais para o período 2010-2013. Depois do presidente da mesa, comunicar que não havia recebido qualquer lista, Avelino Martins, actual presidente da Direcção, disse que pela sua idade e tantos anos na Direcção, entende que deve sair e dar lugar aos mais novos, sem no entanto deixar .de colaborar. Frisou ainda que a actual desmotivação dos restantes membros da Direcção, levou a que não se conseguisse apresentar uma lista nesta assembleia. Bandeira
Bento lamentou que a juventude não assuma responsabilidades nestes movimentos regionalistas, facto para o qual vinha chamando a atenção nos últimos anos, e mostrou-se
triste pela hipótese de a Comissão vir a acabar.


Bandeira Bento triste perante a hipótese da Comissão acabar

Luís Filipe Martins falou da desilusão que sente pelo desinteresse da população da terra, o que não o motiva a apresentar uma lista, onde ficaria como presidente como era o desejo de Avelino Martins.
Assim sendo, e como regem os estatutos, os actuais corpos gerentes, manter-se-ão em exercício até à convocação de novas eleições no prazo máximo de 90 dias.
No ponto 4, referente ao Casal, foram colocadas algumas dúvidas e dadas algumas sugestões sobre os últimos cortes de arvoredo, quer pela Portucel, quer pela firma Adões - Exploração de Madeiras, Lda.
Quanto aos abusos que de forma arbitrária se têm continuado a verificar, o presidente confirmou que lamenta, mas têm que seguir a via judicial.
Nos outros assuntos de interesse para o Esporão, levantaram-se entre outros, os problemas do telhado, porta e apartamento da Casa de Convívio, na Capela de S. Miguel, grades de protecção em zonas onde podem ocorrer quedas, etc.
Nada mais havendo a tratar, o presidente da mesa deu por encerrada esta assembleia.
in Jornal de Arganil, 22/04/2010

góis - Aniversário da Revolução dos Cravos
Acabar com as desigualdades sociais

Garantir igualdades para todos é um dos objectivos do executivo de Góis, liderado por Lurdes Castanheira, que ontem celebrou o 25 de Abril e lembrou a importância de acabar com as diferenças.

No dia em que se assinalou o 36.º aniversário do 25 de Abril de 1974, a presidente da Câmara de Góis garantiu que a missão da autarquia é “pugnar pela criação de condições para que seja promovido o acesso de todos os cidadãos às condições básicas de vida a que têm direito”, congratulando-se com a recente aprovação do projecto no âmbito do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social. Segundo Lurdes Castanheira, a aprovação do referido projecto revela “o esforço que queremos desenvolver para acabar com as desigualdades que subsistem e que não nos dignificam”.

Considerando que a falta de emprego é “o principal drama da actualidade”, a autarca anunciou, durante a sessão solene comemorativa do 25 de Abril, no auditório da biblioteca, que “apostamos fortemente na capacidade de atracção do concelho para novos investimentos que sejam promotores do seu desenvolvimento sustentado, gerando riqueza para quem aqui vive e acredita no seu futuro”. “A priorida de da nossa intervenção tem necessariamente de ir para os mais desfavorecidos”, constatou, defendendo que “cumprir o espírito de Abril e da República é não nos resignarmos perante as dificuldades, é lutarmos pelas nossas convicções mas também pelos nossos direitos”.

Segundo Lurdes Castanheira, “a Revolução dos Cravos pôs fim ao isolacionismo social, económico e político a que Portugal estava submetido”, sendo que, a partir dessa data, foi devolvida aos cidadãos “a esperança num futuro com maiores igualdades”.

No uso da palavra, o presidente da Assembleia Municipal de Góis começou por contar como ele próprio viveu o 25 de Abril de 1974, prestando um tributo aos representantes da Liga dos Combatentes, “até há bem pouco tempo liderada pelo malogrado presidente José Girão Vitorino”. José Carvalho sublinhou que “valeu a pena por ter terminado uma guerra inútil (...), por se ter conquistado a liberdade (...), porque o sistema de ensino se expandiu com a escolaridade obrigatória (...) e passados 36 anos desde o 25 de Abril de 1974, Portugal é uma democracia de pleno direito, com as instituições a funcionar, nomeadamente o poder local”.

Referindo alguns nomes de goienses que contribuíram para o desenvolvimento de Góis, como José Carvalho, Fernando Carneiro, Victor Dias, Augusto Pereira, José Cabeças, José Vitorino, e actualmente Maria de Lurdes Castanheira, José Carvalho considerou que “Góis parou no tempo (...) devendo os seus governantes sair dos gabinetes e tentar conquistar empresários dispostos a investir localmente, sabendo-se que se encontram em curso negociações lideradas pela actual autarca que podem a curto ou médio prazo mudar radicalmente a face da sede do concelho, criando emprego, fixando famílias, fomentando o comércio”.

Confiante de que o actual executivo “saberá encontrar um caminho de modernização”, José Carvalho reforçou que uma das apostas deve passar por incentivar a fixação dos jovens no concelho, apelando ainda para que todos os membros do partido que integram a câmara “se unam em prol do concelho de Góis”.
in Diário As Beiras, 26/04/2010

Futsal escolar em Góis

Os Campeonatos Regionais do Desporto Escolar de Futsal realizaram-se nos dias 23, 24 e 25 de Abril de 2010, no Pavilhão Gimnodesportivo de Góis.

Esta prova destinou-se a alunos inscritos nos Estabelecimentos de Ensino representativos de cada Equipa de Apoio às Escolas que compõem a Direcção Regional do Centro (Aveiro, Estarreja, Castelo Branco, Coimbra, Tábua, Leiria, Guarda, Viseu e Mangualde), de acordo com os apuramentos e fases antecedentes. Escalão Juvenil Masculino e Feminino.

Os 185 alunos participantes, com idades compreendidas entre os 14 e 16 anos, ficaram alojados nas instalações do Agrupamento de Escolas de Góis.

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Encantos de xisto
Aigra Nova é um paraíso renascido. A aridez da Serra da Lousã abraça a aldeia, agora recuperada. E de novo viva.

Tal como as outras 23 aldeias de xisto, os casarios são simples – como as pessoas – e formosos pela sua singeleza arquitectónica. É distante o caminho, mas vale a pena percorrê-lo.
São quilómetros de trilhos mas, vencida a última curva, a aldeia de Aigra-a-Velha surpreende num contraste intenso das cores da pedra na encosta verde da serra.
O que outrora era terra abandonada foi revitalizado pelo Programa das Aldeias do Xisto, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Foi em 2001. Hoje, tudo é diferente: onde havia casas velhas há agora habitações recuperadas; onde havia abandono há agora um orgulho renascido; onde havia solidão há sorrisos partilhados com os visitantes.
Aigra Nova é habitada por quatro pessoas, que vivem os dias entre a maternidade das árvores, o palheiro tradicional ou a Loja do Xisto. Esta última guarda o que de melhor nasce das mãos e dos saberes ancestrais das gentes.
No concelho de Góis, há outras aldeias para desvendar: Aigra Velha, Comareira e Pena. Cada uma delas com a sua singular beleza, inscrita nas típicas habitações em xisto, nos moinhos, nos fornos comunitários ou nas adegas salpicadas de malmequeres e cravos.
O isolamento das aldeias, a pequenez das casas ou a aridez da montanha – razões que outrora afastaram os habitantes – são as mesmas razões que fazem com que o mundo regresse agora até elas.
in As Beiras 24/04/10

Associativismo no Concelho de Góis
Todos reconhecemos as vantagens de trabalhar em equipa e alinhados com objectivos comuns.

Foi neste espírito que no último Sábado se realizou mais um Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, para debater o futuro da cooperação entre as associações regionalistas e a Câmara Municipal de Góis.
Estiveram presentes representantes de diversas colectividades e a actual presidente do município, Dra Maria de Lurdes Castanheira.

Existem cerca de 60 colectividades no concelho de Góis, que é constituído pelas freguesias de Alvares, Cadafaz, o nosso Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira, num universo de aproximadamente 4000 habitantes, distribuídos por 263 km2.

A melhoria das condições de vida nas aldeias continua a ser o desafio que se coloca às associações regionalistas, no entanto, o meio para o conseguir deverá ser adaptado aos tempos actuais.
Cada vez mais, as colectividades devem assumir o papel de parceiros sociais dos organismos Estatais, actuando em proximidade com as populações que representam. Cabe-lhes ainda uma maior dinamização cultural das suas aldeias para lá das tradicionais festas de Verão.


Por seu turno, o poder autárquico, deverá procurar alcançar um novo patamar de desenvolvimento na região, indo além das condições básicas oferecidas às populações.
Relativamente ao associativismo, foi apresentado pela presidente da CM Góis um conjunto de iniciativas por forma a aproximar os Paços do Concelho e as Colectividades. Existem actualmente na CM Góis uma estrutura de apoio ao associativismo e juventude, um canal de comunicação dedicado, e para breve está prevista a criação de um regulamento para as nossas actividades.

Falou-se também numa das maiores riquezas do concelho, a floresta, que poderia ser utilizada de forma mais rentável para fins produtivos. Está em curso no nosso concelho, a formação das ZIF - Zonas de Intervenção Florestal, que poderão ser o primeiro passo de uma estratégia de desenvolvimento sustentável.


Ficou marcada nova sessão para o próximo dia 29 de Maio de 2010, Sábado, para analisar a Saúde no Concelho de Góis, uma questão igualmente importante, considerando a composição etária das populações na nossa região. in http://malhadaecasais.blogspot.com/ 27/04/2010

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor - 23 de Abril (6ª feira)

Horário da Feira: 14h30 - 20h00

14h30
Sessão de Abertura da Feira com a presença do Governador Civil do Distrito de Coimbra, Dr. Henriques Fernandes.

Inauguração da Exposição "100 anos de República e de Associativismo Popular" | Casa do Artista 15h30
Apresentação do livro "Um Auto à República", com a presença da Escritora Cidália Fernandes | Tenda da Feira
Leitura encenada do livro "Um Auto à República", dinamizada pelo Projecto Escolhas | Tenda da Feira

24 de Abril (Sábado)
Horário da Feira: 10h00 - 20h00

16h00
Apresentação do livro "O Beco do Pânico", com a presença do Escritor Clóvis Levi, seguida de leitura encenada por alunos do curso de Teatro e Educação da Escola Superior de Educação de Coimbra | Tenda da Feira

25 de Abril (Domingo) Dia Nacional da Liberdade
Horário da Feira: 10h00 às 19h00

10h00
Recepção das entidades oficiais, convidados e público em geral, seguido de Hastear da Bandeira, com execução do Hino Nacional pela Banda Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis | Jardins da Biblioteca Municipal de Góis "António Francisco Barata"
10h30
Sessão solene |Auditório da Biblioteca Municipal
11h45
Largada de balões "25 de Abril Sempre" | Jardins da Biblioteca Municipal

15h00
Animação de rua, pelo Grupo Marimbondo |Vila de Góis
15h30
O Fantástico Circo de uma Mala Só, pelo Grupo Marimbondo |Tenda da Feira
21h30
Espectáculo Instrumental e Poético, Tributo à Liberdade e à Democracia "Em Abril… Melodias Mil", pelo Grupo In-Ànima |Tenda da Feira

26 de Abril (2ª feira)
Horário: 09h30 às 19h00

09h30
Workshop de Arqueologia Experimental e Pré-História - dinamizado pela Dr.ª Maria Helena Moura e pelo Doutor Thierry Aubry (Arqueólogos do Instituto de Gestão Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P.) | Auditório da Casa do Artista e Tenda da Feira
10h30
Workshop de Reciclagem "Passo a Passo Construímos um Livro…", dinamizado pelo Projecto Escolhas | Esplanada do Posto de Turismo
Hora do Conto "República e Republicanos", dinamizado pela Divisão Social, Cultural e Económica da Câmara Municipal | Tenda da Feira
14h00
Workshop de Reciclagem "Passo a Passo Construímos um Livro…", dinamizado pelo Projecto Escolhas | Tenda da Feira e Esplanada do Posto de Turismo

27 de Abril (3ª feira)
Horário: 09h30 às 19h00

09h30
Workshop de Reciclagem "Passo a Passo Construímos um Livro…", dinamizado pelo Projecto Escolhas |Esplanada do Posto de Turismo
Hora do Conto "República e Republicanos", dinamizado pela Divisão Social, Cultural e Económica da Câmara Municipal | Tenda da Feira
14h00
Workshop de Reciclagem "Passo a Passo Construímos um Livro…", dinamizado pelo Projecto Escolhas |Esplanada do Posto de Turismo
21h00
Espectáculo de Encerramento da Feira, pelo Grupo de Cantares Tradicionais de Vila Nova do Ceira | Tenda da Feira

Nota: Programa sujeito a alterações

A XIV Feira do Livro de Góis decorre no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira

arganil
Fundação quer retomar publicação de A Comarca de Arganil

Um grupo de cidadãos quer comprar A Comarca de Arganil, que vai a hasta pública quinta-feira, e criar uma fundação para retomar a publicação do jornal, suspensa em Junho de 2009. O projecto «já conta com a adesão e contribuição financeira de várias pessoas e instituições», disse à Lusa, José Dias Coimbra, um dos promotores da ideia.
«Os cidadãos da Beira Serra não podiam ficar de braços cruzados» perante o desaparecimento de «um jornal que é uma das instituições mais emblemáticas da região e faz, ele próprio, parte da sua história», sublinhou.
José Dias Coimbra, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arganil e antigo presidente da Câmara desta vila, acredita que será «possível reunir os recursos financeiros», até quinta feira, para adquirir o título, cuja base de licitação está fixada em 35 mil euros.
O espólio de A Comarca de Arganil, de «grande valor e significado», particularmente para «a compreensão da história da Beira Serra», será, igualmente, posto à venda naquele dia. «Espero que as diferentes instituições da região», designadamente as autarquias, «compreendam o que está em causa e a necessidade de preservar todo aquele importante património ao serviço da comunidade», acrescentou. Como, entretanto, «não há tempo para a constituição da fundação», a Santa Casa da Misericórdia de Arganil assume-se como «fiel depositária das contribuições destinadas à operação de licitação», adiantou José Dias Coimbra.
Criado em 1901, A Comarca de Arganil começou por ser semanário. Em 1927, passou a bissemanário e, em 1951, a trissemanário. Em 2000, o jornal recuperou a periodicidade bissemanal e em 2008 voltou ao formato semanal. A última edição de A Comarca de Arganil foi publicada em 10 de Junho de 2009, seis meses depois ter sido pedida a insolvência da empresa proprietária do jornal.
«A Comarca é caracterizada sobretudo por ter sido um jornal de causas coletivas», particularmente relacionadas com os movimentos regionalistas e com as ligas de melhoramentos, da sua área de influência - a Beira Serra (concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Tábua).
Além da «venda directa em banca», o periódico «chegou a ter mais de seis mil assinantes», particularmente na região de Lisboa e comunidades de emigrantes da região.
in Diário de Coimbra, 24/04/2010

“Verdadeira festa do livro” em Góis
Leitura e cultura até terça-feira

A vila de Góis acolhe, ate terça-feira, a 14.a edição da Feira do Livro. Numa tenda instalada no Largo Francisco Inácio Nogueira, a feira disponibiliza cerca de cinco mil livros, oriundos de quase duas dezenas de editoras.
Uma verdadeira festa do livro com uma panóplia de iniciativas associadas, como workshops, exposições e espectáculos pelo grupo “Maribondo”, ou ainda de lançamentos de livros, como foi o caso do “Auto da República”, de Cidália Fernandes, e “O beco do Pânico”, de Clóvis Levi.
Se efectuar uma visita à feira terá oportunidade de participar na campanha “Um livro faz-me mais rico”, um desafio lançado pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas para que os visitantes adquiram um ou mais livros, oferecendo-os depois à biblioteca, para serem canalizados para instituições do concelho.
«Este é um dos melhores programas que a feira já teve. Conseguimos reunir uma equipa que trabalhou ao longo de dois meses para termos um programa que fosse ao encontro das mais variadas faixas etárias», afirmou Lurdes Castanheira no arranque do certame.
A presidente da Câmara Góis convidou todos os presentes a participarem nas iniciativas desta 14.a edição, informando que haverá um dia em que a feira oferecerá um livro a quem visitar o certame, não revelando contudo qual será esse dia. Aos professores presentes deixou o repto para que «incutam nos alunos a importância do livro e dos hábitos de leitura», uma vez que «um livro faz-nos companhia e torna-nos mais ricos», sustentou.

Portal comum entre bibliotecas para breve

Por seu lado, José Albuquerque Ângelo, congratulou-se pela parceria existente entre o Agrupamento de Escolas de Góis e a autarquia, no sentido de terem criado condições para que «os nossos alunos possam equiparar-se aos alunos dos outros concelhos».
«Com a ajuda da autarquia conseguimos fazer do que era um espaço de educação física, uma biblioteca do agrupamento e criámos em todas as escolas do concelho uma leitura itinerante na qual fazemos circular para todo o concelho os livros que temos na escola».
O director do Agrupamento de Escolas recordou que este ano, esta medida foi «estendida às entidades particulares pré-escolares», sendo «o próximo objectivo conseguir criar um portal comum entre as duas bibliotecas». Este é um projecto que se pretende ter no terreno já no próximo ano lectivo.
José Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis solicitou à juventude presente na inauguração para que passe a palavra «de que há uma feira do livro em Góis que merece ser visitada». «O livro continua a ser a base da nossa instrução, não obstante a existência das novas tecnologias», afirmou.
Por ultimo, Henrique Fernandes enalteceu o facto de a feira decorrer sob o signo do centenário da Republica. «Aliar a feira do livro à Implantação da Republica é materializar o modelo que une uma série de países que assumem que é importante que os seus cidadãos tenham cada vez mais conhecimento para que entrem na economia do conhecimento», rematou o governador civil de Coimbra.

in Diário de Coimbra, 25/04/2010

Convite da CMG


A Presidente da Câmara Municipal de Góis, Maria de Lurdes Castanheira, convida V. Exa. a participar nas Comemorações do 36.º Aniversário do 25 de Abril de 74, que se realiza no próximo dia 25 de Abril, com o seguinte programa:
10h00 - Recepção das entidades oficiais, convidados e público em geral, seguido de Hastear da Bandeira, com execução do Hino Nacional pela Banda Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis | Jardins da Biblioteca Municipal de Góis " António Francisco Barata "
10h30 - Sessão Solene | Auditório da Biblioteca Municipal
11h45 - Largada de balões "25 de Abril Sempre" | Jardins da Biblioteca Municipal
21h30 - Espectáculo Instrumental e Poético: " Em Abril...Melodias Mil ", pelo Grupo In-Ànima | Tributo à Liberdade e à Democracia - Largo Francisco Inácio

Expressão da Liberdade

1. A liberdade de expressão para o ser realmente deve ser uma expressão da liberdade. A liberdade é um "órgão" espiritual que, ao contrário do que muitos pensam, não é indiferente ou neutro perante a realidade, mas sim inclinado ou orientado para a verdade e o bem. A liberdade é a capacidade de se auto-determinar na realização do bem. É certo que em virtude do pecado original, do pecado do mundo (o "ambiente" de pecado) e do pecado actual (o de cada um) esta inclinação encontra resistências, enganos, ilusões, podendo distorcer-se e perverter-se. Por isso, aquilo que é essencialmente uma revelação da dignidade da pessoa no seu decidir e agir pode ser usado para a degradar e corromper. Daqui se costuma concluir que "a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade do outro". Não conheço a origem deste dito, nem o seu significado genuíno. Mas a formulação, tal como soa, não me parece feliz. De facto, somente a coexistência de liberdades favorece, nutre e vivifica a liberdade de cada um. E uma vez que cada pessoa só se realiza humanamente enquanto é responsável pelo seu decidir e agir, importa exercitar-se na tolerância para com os indivíduos que erram ou caiem (afinal, de algum modo, todos nós) na sua demanda da verdade e do bem. A liberdade de expressão é então um reconhecimento da dignidade da pessoa, uma possibilidade de se auto-comunicar, de contribuir para o bem comum, de aprendizagem, de correcção, de se enriquecer acolhendo os outros na sua auto-doação, pela expressão.

2. Se a liberdade de cada um se afirma na coexistência de liberdades isso significa que estas são entre si co-responsáveis, que, na sua relação, são o húmus que sustenta e possibilita a realização em plenitude da liberdade de cada qual. Por isso, cada um é responsável pelo bem comum, isto é, pelo bem de todos e de cada um, pela liberdade de todos e de cada um. Assim, quem transforma a liberdade de expressão, exorbitando-a, em vontade de poder (na acepção negativa desta expressão), escraviza-se à idolatria de si mesmo - ao procurar dominar os outros, a sua deles liberdade, destrói a seiva que alimenta a sua, acabando por fenecer. Ao mutilar a relação essencial do seu eu com a verdade e o bem na sua entrega aos outros, ao isolar-se, ao ensoberbecer-se, é manipulado pelo caos, tornando-se "missionário" da desagregação, da dissolução, da morte.
Compreende-se, pois, que a liberdade tenha de se defender recorrendo ao direito natural, isto é, à verdade universal, (que por sê-lo é a todos acessível) reconhecida pela razão, capaz de critério e de discernimento justos. O direito positivo, que não pode opor-se ao direito natural sob pena de se transformar na expressão dos interesses dos mais fortes, deve usar as suas capacidades de modo a potencializar as liberdades garantindo a coexistência das mesmas.

3. Compete, pois, ao direito dissuadir, prevenir e punir os abusos da liberdade de expressão. Que num estádio de futebol, por exemplo, alguém grite falsamente que há uma bomba, gerando o pânico, com todas as consequências que daí podem advir é claramente um abuso da liberdade de expressão. Também é evidente que a publicitação do consumo de droga constitui um atentado à liberdade. Reivindicar a liberdade de expressão para incitar ao sexo, fora de um contexto de amor verdadeiro e irrevogável, é claramente um abuso de quem tem poderosos interesses económicos e uma agenda tenebrosa. O direito deve salvaguardar a moralidade pública (o que consta aliás das nossas leis, embora sejam letra morta), porque esta é fonte de liberdade. Do mesmo modo que não é um atentado à liberdade de expressão impedir a publicitação do incesto, da pedofilia ou do consumo de droga, também os grandes meios de comunicação social, por exemplo, que nos dias de hoje são dotados de um poder imenso de modelar e manipular as consciências deviam ser sujeitos a um rigoroso escrutínio jurídico que os penalizasse duramente pelos sistemáticos atentados à dignidade e à liberdade das pessoas. Tanto mais que estas, abandonadas a si mesmas, não têm possibilidade nem capacidade de defesa adequadas ás injustiças de que são vítimas. Em nome da liberdade de expressão estes poderosíssimos meios recorrem habitualmente a uma censura selectiva, ignorando sistematicamente o que não convém aos seus objectivos, e distorcem acontecimentos e opiniões, sem que uma grande multidão dos receptores, possa sequer ter disso consciência.
Num conluio entrecruzado de interesses económicos, políticos/ideológicos e comunicacionais a vontade de poder manipula inclusive os instrumentos jurídicos - elaborados para garantir a liberdade de expressão e prevenir os seus abusos -, para perseguir e silenciar todos aqueles que legitima e responsavelmente se exprimem contra a tirania da mentalidade dominante opondo-se ao totalitarismo que subjuga e aliena a liberdade.
por Pe. Nuno Serras Pereira

in http://www.alamedadigital.com.pt/
"Tábuas de S. Vicente" na primeira tertúlia do Movimento Cívico

JOÃO DE CASTRO NUNES foi o orador convidado para a primeira tertúlia

Foi a primeira tertúlia promovida pelo Movimento Cívico Cidadãos Por Góis e, segundo a organização, correu "da melhor maneira". "As Tábuas de S. Vicente" foi o tema deste primeiro encontro que teve como orador João de Castro Nunes.
As Tábuas de S. Vicente representam, para 'muitos estudiosos, uma inesgotável fonte de diferentes interpretações históricas do seu significado. João Castro Nunes, doutorado em Filologia Clássica pela Universidade de Coimbra e professor de Cultura Portuguesa nas universidades de Santiago de Compostela, Salamanca e Católica de Paris, apresentou, no encontro, a sua visão da mensagem que elas transportam ao longo dos séculos, assente numa historiografia da época e dos seus principais actores, subordinada ao tema "As Tábuas Afonsinas da concórdia". "Todos ficámos mais ricos por vermos passar, perante os nossos olhos, cenas de um passado distante, mas que a magia do professor nos fazia sentir como se fizessem parte da nossa própria vida", sublinha a organização, que destaca a "numerosa assistência" nesta primeira tertúlia do Movimento, entre a qual a presidente da Câmara de Góis e membros da vereação.
No final assistiu-se a uma animada troca de argumentos, que João Castro Nunes esclareceu,. dando a sua visão das questões que lhe eram colocadas.
In Diário de Coimbra, 21/04/2010

Adiber - Café-concerto "25 de Abril: a Revolução"

A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, no âmbito dos Projectos "Expandir Oportunidades" e "Escolhas de Futuro", pretende comemorar o 25 de Abril, através da dinamização do Café-concerto com o tema "25 de Abril: A Revolução", que decorrerá no próximo dia 24 de Abril, pelas 21h, nas instalações da ADIBER.

Neste sentido, vimos convidar Vª. Exª. para participar e assistir a momentos de debate, música e teatro, criando momentos de reflexão, que nos permitem alcançar a época, para deste modo assinalar o Dia da Liberdade, um marco importante da nossa história.

TERTÚLIA DO POMBALINHO

Realizou-se ontem Café Pombalinho a primeira tertúlia promovida por este Movimento e, podemos dizer, que começámos pela melhor maneira.

Em primeiro lugar pelo tema da tertúlia - As tábuas de S. Vicente; em segundo lugar não só pela qualidade do apresentador, Professor Doutor João de Castro Nunes, como pela originalidade do trabalho apresentado.

As Tábuas de S. Vicente representam, para muitos estudiosos, uma inesgotável fonte de diferentes interpretações históricas do seu significado, como peças de inegável valor artístico e histórico.

Quis o Professor Doutor João de Castro Nunes dar a Góis a honra de apresentar a sua visão da interpretação da mensagem que elas transportam ao longo dos séculos, assente numa precisa historiografia da época e dos seus principais actores, subordinada ao título -
As tábuas afonsinas da concórdia.

Tivemos todos a ocasião de o ver citar com toda a precisão os factos, acontecimentos e datas com que nos eram apresentados os eventos, no tempo de o Duque D. Pedro e do seu sobrinho e genro D. Afonso V, se passavam no país.

Também, na troca de opiniões, sem a mais leve hesitação ou consulta de documentos!

Todos ficámos mais ricos por vermos passar, perante os nossos olhos, cenas de um passado distante, mas que a magia do Professor nos fazia quase sentir como fizessem parte da nossa própria vida.

Por tal a numerosa assistência, entre os quais se encontravam a presidente da Câmara Dr.ª Lurdes Castanheira, bem como outros membros da vereação, que seguiram atentamente a exposição que era feita.

Seguiu-se uma animada troca de argumentos que sempre o Professor foi esclarecendo e dando a sua visão da questões que lhe eram colocadas.

Sentimos que poderemos considerar que esta primeira tertúlia foi um sucesso e que aqueles que tiveram a oportunidade de assistir dela saíram mais ric

Assembleia Geral do Movimento Cidadãos por Góis


De acordo com a convocatória reuniu no passado dia 17, pelas 15:30, na sede da associação a Assembleia Geral do Movimento.

Nela foram aprovadas as contas apresentadas pelo respectivo Conselho Fiscal, como também se procedeu à eleição da nova Direcção para o triénio 2010- 2013 ficando assim constituída:

Direcção
José Alves da Rocha Barros – Presidente
Maria Ivone Soares Inácio – Tesoureiro
João Nogueira Ramos – Secretário
Elisabeth Maria Alves A. Dias Nogueira – Vogal
Virgínia de Conceição Aroso C. Ribeiro – Vogal

Assembleia geral
António Bandeira Bento – Presidente
Maria da Graça Rocha Nunes Pinhão – Secretária
Sandra Maria Félix Henriques - Vogal

Conselho Fiscal
António Joaquim Duarte Simões Dias – Presidente
Maria Amélia F. Dias Costa – Secretária
Maria José B. F. Rocha Barros - Vogal



Simantorta e Algares
Estrada Degradada

Enquanto se vêem zonas e regiões do nosso País privilegiadas em termos de acessibilidades, enquanto se anunciam obras de luxo, como por exemplo o TGV, e outras mais que comprometem o futuro, deveria haver maior descentralização em prol das regiões mais pobres nomeadamente a Beira Serra, com maior apoio às autarquias, onde as populações vão pagando o preço da interioridade.

Neste caso concreto, referimo-nos a duas humildes aldeias situadas no sopé de vastas colinas, Simantorta e Algares, cuja estrada municipal de acesso se encontra em péssimo estado de conservação. Com efeito, se é certo que os gestores ou gestoras concelhias inseridas no mundo rural pretendem servir bem os munícipes mas que não podem fazer milagres em tempo de crise, não é menos verdade que ao assumirem o cargo, ou seja a defesa da causa pública, devem fazê-lo com ponderação antes de fazerem promessas virtuais que tardarão a cumprir.

Por outro lado, pensamos que as autarquias cuja política seja da área do Governo central terão mais possibilidade de serem contempladas. Acrescentamos que nas povoações servidas pela estrada atrás descrita, vêem-se várias vivendas em construção, o que é um sinal evidente de que essas aldeias continuam bem vivas no coração dos seus filhos e a preservar a sua identificação e a sua cultura.

Certamente com uma estrada digna à imagem de outras vizinhas poderão visitar mais assiduamente e dar alegria aos que ainda lá vivem. Não pretendemos pôr a foice em seara alheia mas sim zelar pelo bem estar da nossa gente.

RAUL LOPES ALVES
Malhada e Casais
A tradição ainda é o que era

A Direcção da Comissão de Melhoramentos- de Malhada e Casais mais uma vez organizou a sua tradicional excursão à Malhada pela Páscoa, no sentido de contribuir Rara a unificação e salutar convívio entre todos os naturais e oriundos da Malhada, Carrimá, Foz da Cova e Quinta de Belide, bem como de todos os nossos amigos que nos acompanharam do Soito, Colmeal e Carvalhal, a todos sem excepção deixamos os nossos mais sinceros agradecimentos, ficando desde já o convite para estarem também connosco em iniciativas futuras.

Após a partida de Lisboa no horário previsto, a Direcção ofereceu a todos um ligeiro aperitivo para abrir o apetite para o pequeno almoço, que se concretizou na localidade de Cabaços.

Mais bem compostos puderam seguir em Direcção ao Conselho de Góis, e à Freguesia do Colmeal, antes da ansiada chegada à Malhada houve ainda tempo para se fazer paragens obrigatórias no Carvalhal, Colmeal e Soito, onde ficaram alguns amigos companheiros de viagem.

No domingo de Páscoa cumpriu-se a tradição, uma delegação da Igreja deslocou-se à Malhada para dar as boas festas e dar o senhor a beijar.
Foi um fim de semana de Páscoa muito bem passado no seio da família Malhadense, no entanto não podemos esquecer que existem muito mais pessoas que nos poderiam acompanhar, mas por uma ou outra razão não o fizeram, nesse sentido esta Direcção vem mais uma vez apelar à necessária união e participação de todos na vida da colectividade, pois só assim é possível continuarmos na senda do que temos feito, só a união faz a força.

A próxima paragem é já no dia 13 de Junho (Domingo), com a realização do nosso já tradicional Pic-Nic no parque natural do Monsanto, em Lisboa.

Por último esta Direcção vem por este meio desejar ao seu associado, amigo e vogal de Direcção Luciano dos Santos Duarte, as rápidas melhoras.
Pela Direcção, NUNO SANTOS (Presidente)

ADIBER IRÁ DESENVOLVER CURSO EFA NA ÁREA DE TURISMO AMBIENTAL E RURAL

A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, Entidade Formadora acreditada pela DGERT, pretende dar sequência ao trabalho que tem vindo a desenvolver na área da Educação e Formação de Adultos no sentido de potenciar e melhorar a qualificação dos recursos humanos existentes na Região da Beira Serra.

Considerando que o sector do Turismo é uma área estratégica para o desenvolvimento da região, tal como o comprova a Estratégia Local de Desenvolvimento aprovada pelo Conselho de Parceiros, foi apresentada uma candidatura para um Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) com dupla certificação (escolar e profissional) de "Técnico/a de Turismo Ambiental e Rural" de nível Secundário.
É com satisfação que a ADIBER viu uma vez mais ser reconhecido o seu trabalho, através da aprovação da referida candidatura no âmbito da Tipologia de Intervenção 2.2 do POPH - "Adaptabilidade e Aprendizagem ao Longo da Vida", o que se traduz em mais um importante desafio a concretizar.

Com uma carga horária de 2195 horas, equivalente a 15 meses de duração, esta acção decorrerá na ADIBER em regime laboral (35 horas semanais) e confere Qualificação Profissional de nível III e Habilitações Escolares equivalentes ao 12º ano.
Os destinatários devem reunir cumulativamente os seguintes requisitos: possuir o 3º Ciclo do Ensino Básico (9º ano) concluído, possuir mais de 23 anos e estar em situação de desemprego.

Aos formandos será concedida Bolsa de Formação equivalente ao IAS (Indexante de Apoios Sociais), Subsídio de Alimentação e, caso se justifique, Subsídio de Transporte e Subsídio de Apoio a Dependentes.

Os interessados devem efectuar a sua inscrição, para posterior selecção, junto da ADIBER (Engª Elvira Costa ou Eunice Saraiva) até ao dia 14 de Maio, presencialmente ou através dos contacto telefónico para o 235 772 538.

Com esta acção a ADIBER espera dar mais um significativo contributo para a qualificação do capital humano, de modo a aumentar a competitividade do tecido económico local e promover a coesão social da Região.
Góis, 15 de Abril de 2010

A Direcção da ADIBER,

Filarmónica Goiense - 77 anos do Ressurgimento
Aniversário comemorado pela última vez na actual Casa

Para nós é sempre um prazer ouvir a
nossa filarmónica. Tem sempre um
significado especial"
RUI SAMPAIO


Diana Duarte
A comemoração do aniversário do ressurgimento da Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis (AERG) aconteceu pela última vez na actual Casa que serve de sede, no passado dia 10. As obras que darão lugar à futura Casa Municipal da Cultura deverão começar dentro de dois meses e prevê-se que irão prolongar-se durante um ano e meio. Nesse período, a banda irá ensaiar no salão da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis.

Os 77 anos começaram a ser assinalados no dia 9, com a actuação do, Quinteto de Clarinetes de Coimbra "Jomícais", do Quinteto misto de sopros "Ensaios da Noite" e do grupo Sítio de sons em Quarteto "All Jazz". No dia seguinte, a festa continuou com o hastear da bandeira, romagem ao cemitério para deposição de uma coroa de flores em homenagem aos músicos e dirigentes já falecidos e um desfile entre as bandas convidadas para a tarde cultural. Executada uma peça em conjunto entre três filarmónicas, deu-se entretanto início ao concerto na sede da AERG.

Abriu o espectáculo a Banda da Sociedade União Montoitense (Montoito, Évora), seguindo-se a, Banda da Academia de Santa Cecília (São Romão, Seia) e a fechar a actuação da Filarmónica Goiense. Apresentado por José Augusto Cerdeira, o espectáculo. contou com casa cheia, cujo público, agradado com as actuações, ovacionou as bandas, de pé, no final de cada concerto. Elogiadas pelo apresentador de serviço, a aniversariante foi especialmente enaltecida pelo seu presidente de direcção, Rui Sampaio, pela "qualidade" evidenciada."Para nós é sempre um prazer. ouvir a nossa filarmónica. Tem sempre um significado especial, para mim como presidente e por todos os goienses, porque gostam da sua filarmónica e das pessoas que a integram", comentou em declarações ao JORNAL DE ARGANIL, não estranhando, por isso, a casa cheia em tarde cultural.

A qualidade a que se referia deve-se, segundo disse, à renovação e formação que tem sido implementada. De uma escola de música "deficitária", passou-se, depois de constantes apelos, para uma escola com cerca de 20 elementos, onde a formação está a ter "sucesso". A formação está a ser ministrada por quase dez executantes da banda, sob coordenação do maestro da mesma, Paulo Monteiro.

Lurdes Castanheira registou o
"enorme orgulho"
que tem na "performance"
da Filarmónica Goiense

Considerando-se "enriquecida" pelos concertos que assistiu, a presidente da Câmara Municipal de Góis, Lurdes Castanheira, registou o "enorme orgulho" que tem na "performance" da Filarmónica Goiense. Sublinhado o "esforço" de dirigentes e executantes no desenvolvimento da actividade musical em Góis, a autarca lembrou. o reconhecimento que o Município lhe tem prestado (em 1994 recebeu a Medalha de Prata e em 2002 foi-lhe atribuída o nome de uma rua na vila de Góis), atentando porém que o reconhecimento do seu mérito não se deve esgotar naquelas acções. "Vocês precisam nós precisamos é de uma nova, casa que a
todos dignifique", afirmou, desejando que no final de 2011 a Casa Municipal da Cultura seja inaugurada.

in Jornal de Arganil, 15/0472010
Grupo de Amigos Sobral Saião e Salgado
Actividades para 2010

As nossas vidas passam pelo tempo a um ritmo muito grande e quando damos conta já um ano passou sem quase darmos por isso.
No caso concreto do nosso Grupo, . no ano de 2009 centrámos a nossa _ particular atenção na casa de convívio do Sobral, da qual ainda falta liquidar. uma parte significativa. No entanto, estamos esperançados que, mais uma vez, vamos poder honrar os compromissos assumidos, e para isso é importante podermos contar com todos.
No ano transacto levámos a efe to o 1 º encontro de concertinas no Sobral, e este ano vamos organizar o 2º. Esta será uma das várias iniciativas que vamos levar a efeito ao longo do presente ano conforme datas que vamos apresentar. Esperamos em cada uma e. em todas elas ter a presença dos' senhores/as associados respectivas famílias e amigos, . que felizmente são muitos.
Dia 27 de Março foi realizada a Assembleia geral na casa do Concelho de Góis, em Lisboa, a fim de analisar e tratar entre outros assuntos a aprovação do relatório e contas do ano de 2009, escolha de lista/as e eleição dos corpos sociais para o. corrente ano. A grande maioria dos directores estão há mais de 13 anos consecutivos nos corpos sociais. Tudo fizemos para que aparecessem novos rostos mas foi de todo impossível.
Dia 15 de Maio vamos organizar 2º encontro de concertinas, no Sobral, antecedido de almoço. Para este, por .forma a que tudo decorra como desejamos vamos necessitar que as pessoas interessadas em participar façam a sua inscrição até ao 4ia11 do respectivo mês. Convidamos igualmente todos os tocadores de concertina interessados em participar a fazer a sua inscrição. No primeiro encontro tivemos o grato prazer e privilégio de receber 27 tocadores, e este ano esperamos contar com número semelhante.
Dia 12 de Junho, o convívio anual. Este ano a realizar na aldeia do Salgado. Para mais informações sobre estas duas iniciativas pode ligar para os seguintes contactos: 933 523 230 - 969 920 912 - 914 239 057213148518235761009
Quanto aos festejos anuais de Agosto vão' realizar-se nos dias 13 14 e 15, cuj.o programa está em elaboração.
O almoço comemorativo do 33º aniversário será dia 10 de Outubro sujeito a confirmação, bem como a possibilidade de um grande encontro de concertinas em Lisboa com local a definir igualmente.
A todos desejamos um bom ano de 2010.
A direcção

In Jornal de Arganil, 8/04/2010
Vamos ao largo!
Vamos ao Largo! Tributo às Tradições Culturais Goienses
18 de Abril | Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

O Município de Góis vai comemorar, no próximo dia 18 de Abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, em parceria com outras entidades, convidando todos a participar na iniciativa "Vamos ao Largo! Tributo às Tradições Culturais Goienses". Neste dia, será dado a conhecer o passado goiense através da sua reconstituição, recuando algumas dezenas anos, e mostrando assim um pouco do quotidiano da comunidade rural.


Programa:
14h - Cortejo de Ranchos pela Vila de Góis
Início: ADIBER| Fim: Largo do Pombal
Percurso:
S. Paulo
Rua Conselheiro José Dias Ferreira
Praça da República
Rua Comandante Henrique Bebiano Baeta Neves
Av. Combatentes do Ultramar
Biblioteca Municipal
Av. Combatentes do Ultramar
Rua Comandante Henrique Bebiano Baeta Neves
Rua da Lavra de Baixo
Largo Francisco Inácio Dias Nogueira

A partir das 15h - Animação no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira
(Largo do Pombal)
Jogos tradicionais
Passeios de carroça
Ateliers
Petiscos
Artesanato
Dança
Música
Exposições

in CMG 12/04/2010

Casa do Concelho de Góis - Conselho Regional

Convocatória


Ao abrigo das disposições legais e estatutárias aplicáveis, convoco o Conselho Regional para reunir em sessão plenária, no dia 24 de Abril de 2010, pelas 15,00 horas, na sede da Casa do Concelho de Góis, sita na Rua de Santa Marta, n.º 47 r/c em Lisboa, com a presença da Sra Dra Maria Lurdes Castanheira, Dgma Presidente da Câmara Municipal de Góis, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. As Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal, que futuro?
2. Outros assuntos do interesse para o Concelho de Góis.

Lisboa, 26 de Março de 2010.


O Presidente do Conselho Regional


Movimento Cidadãos por Góis - Assembleia Geral
Convocatória

Convoco os associados do MOVIMENTO CIDADÂOS POR GÓIS, para uma Assembleia Geral Ordinária a ter lugar na sede da ASSOCIAÇÂO EDUCATIVA E RECREATIVA DE GÓIS, em Góis , no dia 17 de Abril de 2010, pelas 15.30 horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 - Apresentação, discussão e votação das Contas do Movimento, referentes aos exercícios de 2005 a 2009
2 - Eleição dos corpos sociais para o período de 2010 a 2013.
3 - Discussão de assuntos que a Assembleia Geral, julgue por conveniente tratar.

Se à hora marcada para a realização da Assembleia Geral não estiver presente a maioria dos associados do Movimento, a Assembleia Geral terá lugar meia hora depois, com os associados presentes.


Góis, 7 de Abril de 2010

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral


Tertúlias do Pombalinho
Uma iniciativa do MOVIMENTO CIDADÃOS POR GÓIS

É já no próximo dia 16 de Abril, pelas 18H30, que se fará a primeira tertúlia promovida pelo Movimento Cidadãos por Góis.
A primeira tertúlia terá como interveniente o Professor Doutor João de Castro Nunes em que porá a debate, previamente à sua publicação, uma importante tese sua sobre os Painéis de S. Vicente.
Denominar-se-á:

AS TÁBUAS AFONSINAS DA CONCÓRDIA: PÁINEIS DE S. VICENTE (Góis nas orlas da discórdia).

As tertúlias são encontros informais de pessoas que se interessam em discutir e aprofundar determinado assunto e estão abertas a todos aqueles que nelas queiram participar.

O local escolhido é o Café Pombalinho, por ser um lugar de acesso público e por se situar na zona histórica de Góis.
A Tertúlia do Pombalinho que o Movimento promove tem o apoio da ALTERNATIVA, agremiação coimbrã presidida pelo Professor Doutor Amadeu Carvalho Homem, com a qual o Movimento projecta efectivar um Protocolo de cooperação.

Esse Protocolo possibilitará a realização de futuras tertúlias, em que se debaterão diferentes assuntos de interesse local e cultural.
Julgamos pois que trazemos para os goienses, e não só, numa nova actividade cultural, que procura colocar Góis na rota da cultura.
Helicóptero - Sta Comba Dão

O INEM colocou no dia 01 de Abril de 2010 em Santa Comba Dão, um helicóptero de emergência médica que funcionará 24 horas.

O helicóptero, tripulado por médico e enfermeiro, responderá aos pedidos de socorro chegados ao CODU Centro, terá uma actividade preferencial para helitransporte primário
e cobrirá toda a região Centro.
Haverá uma VMER associada a esta aeronave para as situações em que não houver possibilidade de voo.
Fonte: INEM - Delegação do Centro
in CMG, 07/04/2010

ADIBER vai promover a Semana da Beira Serra em Lisboa

Entre os dias 24 e 29 de Maio, a ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, vai promover a Semana da Beira Serra em Lisboa, na Loja Portugal Rural. No decorrer deste certame estarão em exposição/comercialização os produtos de qualidade da região da Beira Serra, sendo que no dia 26 de Maio será realizada uma degustação de produtos com animação cultural, a partir das 17h.

in RCA, edição electrónica

Domingo de Ramos no Colmeal

Celebrou-se ontem o Domingo de Ramos com o qual se "inicia a Semana Santa. Na liturgia católica, o Domingo de Ramos relembra, primeiro a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, depois a sua paixão e morte para que, na Páscoa passagem próxima, se possa celebrar a ressurreição, e a ela ter acesso.

Tratando-se de dois actos litúrgicos interligados, são proclamados dois evangelhos. No primeiro, lido antes da bênção dos ramos, recorda-se a já referida entrada de Jesus na Sua cidade, montado num burrinho em sinal de humildade, e sendo aclamado pela multidão que lhe atapeta o chão e o saúda, com vestes, folhagens e ramos de árvore, gritando "Rei dos Judeus" e "Hosana, ao filho de David! Bendito seja . o que vem em nome do senhor! .. :'

É em memória deste acontecimento que os participantes na celebração se fazem acompanhar de ramos tradicionalmente constituídos por louro, alecrim e oliveira ou par grandes perna das de loureiro, que alguns enfeitam com laranjas e outros frutos. No segundo evangelho, lido no decurso da missa, assiste-se à narração do julgamento e condenação de Cristo à morte na cruz, exigida precisamente pela mesma multidão que dias antes o tinha aclamado e proclamado rei. Há dois mil anos como hoje, a manipulação, a traição ou o simples adormecimento, quantas vezes de familiares e amigos, a produzirem efeitos atrozes e devastadores! Envolvendo a celebração festa e drama, alegria e tristeza, os paramentos que o celebrante e os seus acólitos usam costumam ser vermelhos na bênção dos ramos, roxos na missa.

o rito é semelhante em muitas paróquias do interior. Feita a bênção dos ramos junto a uma capela afastada ou em outro lugar, segue-se uma procissão até à igreja, onde se celebra a eucaristia como habitualmente.

No Colmeal, a cerimónia do Domingo de Ramos costuma ser muito concorrida, apenas a do Bodo ou da "Festa" a excedeu em afluência, o que poderá ficar a dever-se a uma apropriação algo 'cultural e profana do evento. As fotografias, que da- tam de 1997 a 2009, ilustram sobretudo a bênção dos ramos. Esta é feita junto ao Centro de Dia, onde, no lugar que ocupa, existia uma capela dedicada a S. Nicolau. É aí que as pessoas se reúnem, e aproveitam para conviver enquanto aguardam a chegada do celebrante. A exuberância dos grandes ramos, este ano já um pouco diminuída, e os comentários que suscita transformam os seus portadores nos protagonistas da espera.

Chegado o sacerdote ou um leigo em sua substituição, procede-se à leitura do primeiro evangelho e, logo depois, à bênção dos ramos que os fiéis levantam enquanto o celebrante os asperge com água benta. Segue-se a procissão até à igreja.

Como supostamente na vida-a procissão é hoje integrada do ponto de vista do género, e já não formada por duas filas muito alinhadinhas de homens de um lado e mulheres do outro, como há uns anos. O refrão bisado do cântico que os cren- tes entoam, sobressaindo as vozes femininas que todos conhecemos (obrigada!), é uma declaração de fé: "Hosana, Tu reinarás/ na cruz Tu nos salvarás!"

A missa é mais ou menos envolvente, como todas, conforme" o celebrante. O Cónego André de Almeida Freire, natural da localidade, costuma fazer uma leitura partilhada e dialogada do evangelho segundo S. Lucas, dizendo ele as falas de Jesus, a Catarina as do narrador e o Tiago as dos restantes intervenientes no julgamento e condenação à morte de Jesus. Resulta muito vivo e comovente. Talvez também porque o evangelho segundo S. Lucas é considerado muito sensível (seria médico); e pictórico, acrescento eu.

Na homilia, o/a celebrante costuma lembrar que Jesus se entregou à morte por incompreensível e infinito amor aos homens, e para os salvar e redimir do pecado e da morte pela ressurreição. Um cântico de amor, chamou este ano à paixão e morte de Cristo o Padre André! Lembra, ainda, que crer na morte e ressurreição de Cristo, é crer no mistério central da fé cristã.

Um pouco a despropósito, aproveito para agradecer: aos celebrantes; sacerdotes ou não, que fazem o esforço de subir até ao Colmeal, acompanhando o curso do Ceira ou percorrendo a serra, para connosco celebrar o Domingo" de Ramos, a Páscoa, a liturgia dominical ou a despedida de algum ente querido; aos grupos de leigos que asseguram a visita Pascal, mantendo viva a tradição do anúncio da Ressurreição, para que os fiéis nela creiam; aos praticantes que animam a missa, cantando ou a ela ajudando; aos que, no âmbito da igreja católica instituição, lutam pela actualização dos princípios e práticas que potenciarão a sua acção a favor das pessoas e da sociedade.
LlSETE DE MATOS

in Jornal de Arganil, 1 de Abril de 2010

Café-concerto “25 de Abril: A Revolução”

A ADIBER no âmbito dos Projectos “Expandir Oportunidades” e “Escolhas de Futuro”, pretende comemorar o 25 de Abril, através da dinamização do Café-concerto “25 de Abril: A Revolução”, que decorrerá no próximo dia 24 de Abril, pelas 21h, nas instalações da ADIBER.


Criada Fundação "A Comarca de Arganil"

A extinta “A Comarca de Arganil” poderá voltar a laborar, com o impulso de uma comissão organizadora que pretende alcançar esse objectivo através da constituição de uma Fundação, dotada de órgãos estatutários e completamente independentes. O anúncio foi feito na última assembleia-geral da Santa Casa da Misericórdia de Arganil que funcionará como a «fiel depositária de donativos» e oferecerá as instalações da futura Academia Condessa das Canas para o jornal laborar.

Para que isso seja possível, é necessário comprar o título daquela empresa que abriu falência, orçado em 35 mil euros e que irá a licitação muito em breve. E para o efeito serão endereçadas cartas, subscritas pelo provedor José Dias Coimbra, a «uma ou duas centenas de pessoas que estejam interessadas em subscrever um valor de 500 e 1000 euros», encontrando-se actualmente já subscritos 5000 euros.

Refira-se que a comissão organizadora que pretende criar a Fundação A Comarca de Arganil é constituída por José Dias Coimbra, pelo presidente da mesa da assembleia-geral, presidente do conselho fiscal e tesoureiro da Santa Casa da Misericórdia de Arganil e ainda por António Carvalhais da Costa, António Lopes Machado, Carlos Andrade, Mário Vale, Nuno Gomes, Nuno Mata e Pedro Pereira Alves. Após a compra do título, será nomeado um conselho de administração para gerir e governar a «futura entidade». Até porque, segundo Dias Coimbra, a Santa Casa da Misericórdia de Arganil, «não tem interesse nenhum nisto», sustentando que o único motivo que o leva a interessar-se por reabilitar a antiga Comarca de Arganil «é a memória de um grande homem arganilense, João Castanheira, que me ensinou que amava a terra e que deu a vida pela Comarca».

As autarquias da Beira Serra – Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital, Góis e Pampilhosa da Serra – também foram auscultadas no sentido de darem o seu apoio, no entanto, segundo o presidente da Câmara de Arganil, numa fase inicial «as cinco câmaras acordaram que não iriam estar envolvidas no projecto, mas depois ajudam de forma a que o jornal possa arrancar com força e vitalidade».

2009 foi ano de crescimento e expansão

A assembleia-geral da Santa Casa da Misericórdia de Arganil aprovou ainda, por unanimidade, o relatório de actividades e contas referentes a 2009. Um ano que, segundo José Dias Coimbra, «ficou marcado pela concretização do objectivo de prolongamento por mais 12 meses do projecto inscrito na medida 1 – PROGRIDE e designado “Revitalizar um Território Rural”, transitando o seu terminus para Julho de 2010, facto que teve um impacto positivo significativo na acção da instituição».

O ano passado, sublinhou ainda o provedor, caracterizou-se também pelo «relançar da Santa Casa num novo período de crescimento e expansão, através da apresentação de um leque alargado de novas iniciativas e projectos, nomeadamente no campo da saúde e da intervenção comunitária». De entre os diversos projectos concretizados, destaque para o início dos trabalhos integrados na candidatura aprovada no ano de 2008 e referente ao programa MASES, Medida de Apoio e Segurança dos Equipamentos Sociais, em que foram lançados dois concursos destinados à realização de obras inerentes às áreas de apoio e serviços do lar. Já através do Programa Operacional Regional Mais Centro, foi efectuado um investimento de quase 270 mil euros para manutenção, preservação e requalificação da Mata da Misericórdia. Por outro lado, após a apresentação de uma candidatura ao PRODER, para remodelação da antiga escola do Paço, «cada vez mais ganha forma a futura Academia Condessa das Canas».

A referida candidatura foi formalizada junto da ADIBER e reuniu um vasto leque de entidades parceiras, apresentando um valor de investimento de 200 mil euros.

in Diário de Coimbra, 3 de Abril de 2010
O País da Sopa da Pedra


"Um frade andava em peregrinação, quando chegou à casa de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair de fome, e disse: "- Vou ver se faço uma sopa da pedra".

Pegou numa pedra do chão, sacudiu a terra e pôs-se a olhar para ela para ver se era boa para fazer a sopa: gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela ideia.

Diz o frade: "- Então. nunca . comeram sopa da pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa",Responderam-lhe. "- Sempre queremos ver isso", Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado. a pedra, disse: "- Se me emprestassem aí um pucarinho". E deram-lhe uma panela de barro, que ele encheu de água e deitou-lhe a pedra dentro. "- Agora se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas". Deixaram. Logo que a panela começou a chiar disse: "- Com um bocadinho de unto é que a sopa ficava um primor". Deram-lhe um pedaço de unto e quando começou a ferver, diz o frade "- Está um bocadinho insossa, precisa de uma pedrinha de sal". Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse: "- Agora é que, com uns olhinhos de couve ficava, que os anjos a comiam". A mulher do lavrador foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras, O frade limpou-as, ripou-as com os, dedos deitando as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados disse o frade: "- Aí um naquinho de chouriço é que dava graça". Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço, ele' botou-o à panela.
Enquanto cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer devagar. A sopa cheirava que era um regalo. Comeu lambeu o beiço, depois de despejar a panela ficou a pedra no fundo; ,a gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou: "- Ó senhor frade, então e a pedra ?" Respondeu o frade: "- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez". E assim comeu onde não lhe queriam dar nada. Pensamos nós que esta história do ideário rural, contada com um sorriso nos lábios em ambiente urbano, está desenquadrada da nossa vivência actual, dita moderna, europeia. e global. Como estamos enganados. Senão vejam o que fazem os nossos dirigentes, começando no governo deste pequeno País e acabando no poder autárquico da mais pequena freguesia do mais pequeno concelho.

Quando o conduto (dinheiro) não chega para fazer a sopa (orçamento) há que inventar pelo meio mais fácil, despojar a classe média, trabalhadores por conta doutrem, sem fuga possível, para que seja possível continuar a servir a sopa, no banquete, que tem de chegar para alguns.

Como o frade, pede o Governo da Nação, sub-repticiamente, o aumento, 'dos impostos pela via da redução das deduções e dos benefícios fiscais (ao contrário do prometido em campanha eleitoral). De seguida pede-se. despudoradamente o pagamento das SCUTS (Sem Custos para o Utilizador) desvirtuando a sua filosofia inicial, transformando-as em CCUTS (Com Custos para, o Utilizador). Absolutamente sem vergonha mudam as condições de emprego, desemprego e reforma durante o percurso profissional dos trabalhadores. Cobardemente continuam a aumentar os combustíveis, desculpando-se com os preços internacionais quando a Galp con- tinua a ter o monopólio da refinação, armazenagem e distribuição, condicionando o mercado que deveria ser livre. Injustamente voltam a colocar a margem das Farmácias no preço do medicamentos em 20% quando esta tinha vindo' a descer até aos actuais 18,25%. Indignamente reduzem as prestações sociais de quem já pouco tem, mas mantém o Rendimento Mínimo de Inserção (money for de boys) sem qualquer controlo. Descaradamente. privatiza-se tudo .e mais alguma coisa vendendo os . últimos "anéis", inclusivamente os sociais. E que dizer das nossas autarquias que de forma ilusória mantém a percentagem dos IMI's, mas por outro lado aumentam os valores patrimoniais levando ao aumento dos impostos. E ainda que dizer das modificações dos regulamentos municipais de urbanização e edificação cada vez mais' complexos e exigentes aumentando as iniciativas taxadas, empurrando a dinâmica construtiva para outros concelhos.

Mas se o castigo cai sempre sobre a classe média, então é porque alguém considerou que têm culpa. E não é que verdade, verdadinha, têm mesmo culpa. Culpa de terem acreditado que este País teria uma qualidade -de vida igual á da média Europeia. Culpa por terem usado todos os cartões de crédito que a banca envia pelo correio. Culpa por terem acreditado que os seus filhos teriam uma vida melhor. Culpa por' terem acreditado e aderido a todas as vendas por telefone. Culpa por terem acreditado em melhor educação, melhor justiça, melhor saúde e melhor democracia. Culpa, por terem acreditado. . Se isto continua, nesta linha de rumo, além do "conduto" e da "panela" até temos de dar a "pedra".
Melhor será substituir o "frade' e, mudar o' "menu"; Sejam felizes, sem medicamentos.
Dr. Fernando J. Bandeira da Cunha, Farmacêutico
in O Varzeense, 30/04/2010

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