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Góis em Notícias

Agosto - Livro de horas do Duque de Berry
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Candidatura do PSD de Góis - iremos trabalhar com dedicação e respeito
Pelo simples facto e do respeito que temos pelo eleitorado do concelho de Góis ainda não apresentámos um projecto eleitoralista para as eleições de 11 de Outubro porque terão ainda de se debruçar sobre os projectos eleitoralistas que os diversos partidos políticos irão apresentar-lhes para as eleições de 27 de Setembro.
Registamos com muito interesse as mais diversas referências pessoais que nos têm transmitido elogiando-nos pelas alterações políticas que temos tomado no sentido de não estar preocupados com os votos e pelo respeito que temos pelos adversários políticos.
Mais uma vez, os responsáveis pela Candidatura, porque não pretendem alcançar o Poder (Presidência da Câmara Municipal de Góis) pelo Poder mas para estar junto dos Goienses como estiveram entre 1980/1982 a servi-los, estão a mostrar uma postura de serenidade evitando grandes "ajuntamentos" para evitar certos inconvenientes.
Estamos cientes que a melhor forma de servir os residentes do concelho é aproveitar o que aprendemos como autarcas eleitos, não como funcionários públicos.
Mantendo o dever de servir, eleitos em 2005, continuaremos a respeitar o cumprimento do Programa apresentado para 2006/2009.
Continuaremos a lutar pela fixação dos que trabalham no concelho e no futuro criar diversas oportunidades para tal.
Entendemos que a meta a atingir pelos eleitos deverá ser a do bem estar da população. Se assim entendemos e porque temos a consciência disso iremos aproveitar tudo de bom, incluindo pessoal, para desenvolver Acção Social Municipal.
Uma atitude iremos tomar - Quem é responsável por todas as acções de gestão são os eleitos - evitando que os funcionários venham a ser responsáveis políticos.
Temos uma noção de gratidão muito grande pelo que respeitamos tudo o que foi feito ou tentado para o bem da população do concelho.
Contamos com todos os bons Goienses, uns como responsáveis (votantes) e a maioria para estarem junto de nós a ajudar a concretizar o nosso desejo - SERVIR.
Góis, 2009-08-04
O Mandatário, Victor Manuel Nogueira Dias (Vitó)
in O Varzeense, de 15/08/2009
Notícias de Fonte Limpa
A Comissão Os Amigos de Fonte Limpa realizou o seu tradicional almoço em Fonte Limpa, no passado dia 9 de Agosto.
No dia 8 foi a festa religiosa, a cargo do mordomo Sr. António Fernandes Loureiro, a missa foi celebrada pelo Sr. Padre Ramiro Moreira, pároco da nossa freguesia de Alvares. O almoço da colectividade, no dia 9, correu normalmente: houve um leilão que foi satisfatório. Quanto aos jogos tradicionais, os vencedores foram: na malha, o primeiro prémio coube a Ernesto Fernandes e Mário Jorge Alves Moreira. O segundo prémio, Paulo Luís Alves e Rogério Paulo Marques, e o terceiro prémio, António Lopes Henriques e Manuel da Conceição Rosa, todos de Fonte Limpa, excepto o Manuel da Conceição Rosa, que é de Algares. Na sueca, o primeiro prémio foi para Afonso Moreira e Ilídio, de Fonte Limpa, o segundo prémio, Ernesto Fernandes e António Lopes Henriques, de Fonte Limpa, e o terceiro prémio, José Luís Alves e Rogério Paulo Marques, de Fonte Limpa.
Tivemos duas concertinas a actuar durante a tarde para animar os presentes, tocadas pelos senhores António Bernardo e Carlos Nunes, de Amiosinho, que além de nos brindarem com a sua música, ainda participaram em força no nosso leilão. Estes dois homens deslocaram-se de Caneças, de propósito para assistirem ao nosso convívio em Fonte Limpa. Em nome da Comissão Os Amigos de Fonte Limpa e em meu nome pessoal, quero publicamente agradecer s estes dois jovens a sua colaboração. Quero também agradecer à Dona Alda a sua colaboração, a cantar à concertina.
Sei que há pessoas que não gostaram, mas eu não posso fazer melhor. Deus que era Deus, não agradou a todos. Quero também agradecer às colectividades congéneres que colaboraram, Algares e Telhada. Os meus agradecimentos a todos.
Pela Direcção, António Alves
in Jornal de Arganil, de 27/08/2009
Alvares - Freguesia com potencialidades
É a freguesia que mais longe fica da sede de concelho, entre as cinco existentes. Mas se durante anos a distância foi uma desvantagem, agora Alvares sente os benefícios de distar a cerca de 30 km de Góis. Estes são visíveis nos serviços básicos e de lazer que tem ao dispor da população, tornando-a um pólo com capacidade de atracção, com infra-estruturas educacionais, de saúde, desportivas, associativas, laborais, etc... "Foi preciso pressionar a Câmara Municipal para estes investimentos, que eram absolutamente necessários. Temos sido quase o "grilo", que está sempre a lembrar as coisas", refere Victor Duarte, presidente da Junta de Freguesia, ao Jornal de Arganil, explicando a razão do desenvolvimento de Alvares, o qual se deve também, vinca, ao trabalho da Câmara Municipal e Centro Paroquial da Freguesia de Alvares.
A renovação da extensão de Centro de Saúde, o pólo industrial praticamente lotado, a praia fluvial apetecível, o Pólo Desportivo "novinho em folha", o Centro Paroquial de Alvares que dá assistência a várias faixas etárias, acessibilidades melhoradas e valorização dos espaços públicos, permitem ao autarca dizer, sem hesitar, que tem condições para continuar a crescer, num caminho de modernidade. "A freguesia tem boas condições e "pernas para andar", sem dúvida nenhuma". Tanto que, se antes, a desertificação acompanhou o passar dos anos, actualmente a freguesia é procurada por casais de localidades de concelhos vizinhos.
Única das cinco freguesias do concelho sem rendimentos próprios, a Junta de Freguesia tem um orçamento anual de 150 mil euros. Em quatro anos de mandato, com Victor Duarte a liderar a Junta de Freguesia, ladeado de Isaura Abreu como secretária e Paula Aleixo como tesoureira, os investimentos na freguesia ultrapassam o milhão de euros. "A obra está à vista", afirma, salientando que muito foi realizado, desde a recuperação de redes de água, caminhos públicos, arruamentos ou limpezas de estradas. Por isso, remata, "tem sido, de facto, um trabalho intensivo a vários níveis".
Zona Industrial de Cortes
É aqui que se concentra a maior parte do desenvolvimento económico da freguesia. Tem a vantagem de estar instalada perto de concelhos circundantes, nomeadamente, a parte sul de Pampilhosa da Serra e norte de Pedrógão Grande. Implementada numa zona estratégica, o mercado da Zona Industrial de Cortes é abrangente. Seis dos sete lotes estão ocupados com uma serralharia civil, uma empresa de mobiliário, de alumínios, de ferro, de venda de materiais de construção e torneiro mecânico. O sétimo lote tem já perspectivas de ser ocupado e está a ser elaborada a ampliação do pólo industrial.
Centro Escolar
Em obras, o Centro Escolar vai abranger todas as crianças integradas no 1.º Ciclo, da freguesia. O sonho está prestes a ser concretizado, depois de uma sugestão de implementação por parte do Director Regional de Educação e um investimento de cerca de 550 mil euros, valor este que será superior depois da aquisição de mobiliário em virtude de arranjos exteriores. "Esta obra é um sonho, às vezes custa a acreditar", diz o autarca, orgulhoso, sublinhando que "o futuro está aqui". Prevê-se que a obra esteja concluída no segundo período do ano lectivo 2009-2010.
Praia Fluvial
É a "menina dos olhos" da freguesia. Feito o aproveitamento da zona ribeirinha, água límpida, instalada a relva e o parque infantil, a praia fluvial "tem sido um sucesso". Com uma "aceitação extraordinária" por parte dos munícipes, é uma sala de visitas que tem aumentado a percepção de Alvares como uma freguesia turística. "No mês de Agosto é "terrível". Ao sábado e domingo não se consegue estacionar".
Mesmo ao lado do rio, o bar "Fora d'Horas" dá assistência a todos que anseiam por um bom petisco, boa conversa e suprir a sede. Aliás, o bar é o ponto de encontro de várias faixas etárias e o dono, José Alves, conhecido como Zeca, é uma verdadeira referência. "Não sei porquê, mas há pessoas que dizem que a imperial sabe melhor tirada por mim", diz, modestamente, garantindo que todos os que trabalham no bar o fazem tão bem ou melhor.
Centro Paroquial
da Freguesia de Alvares
Comporta um lar em Alvares e outro em Cortes, Centro de Dia, Creche, A.T.L. e Jardim de Infância. Considerando um exemplo de solidariedade, a instituição existe há vinte e cinco anos e dá apoio a cerca de 200 pessoas. É o maior pólo empregador na freguesia e está na "primeira linha" no que respeita à oferta de emprego à população feminina. Tudo, deve-se ao padre Ramiro Moreira.
Extensão do Centro
de Saúde de Góis
Nem a sede de concelho tem condições tão boas como estas, destaca Victor Duarte, sobre um espaço cuja requalificação, recente, ficou orçada em 50 mil euros, aproximadamente. Com material "topo de gama", são feitas "todo o tipo de consulta". Já há 40 anos com o serviço, a Junta de Freguesia conseguiu há pouco tempo que a Administração Regional de Saúde assumisse o pagamento da renda por utilização do espaço.
Curiosidades
- A freguesia de Alvares é a segunda maior da Europa, com 102,7 km2
- Já foi concelho
- Tem um vasto património religioso e S. Mateus é o patrono da freguesia
- Em Chã de Alvares, a zona envolvente da antiga escola, agora um espaço polivalente, tem uma estação sismógrafa, fruto de um protocolo celebrado com a Universidade de Coimbra
- Tem cerca de 900 habitantes
in Jornal de Arganil, de 27/08/2009
Praia Fluvial de Alvares - Patente realidade e precatos a reflectir
Ficou donairosa e aprazível a área incrementada em apoio à barragem, na ribeira do Sinhel (a qual, no ano transacto, em parte, foi alargada e fortalecida nas margens), de que resultou a praia fluvial de Alvares, com assinalável espaço relvado, tendo contíguo atractivo parque infantil, sem dúvida, o local é agora a "sala de visitas" da povoação.
Portanto, sendo credores da gratidão alvarense quantos para tal influíram. Existe, todavia, generalizado consenso acerca de legitimarem evidência o dinamismo e a pertinácia do presidente da Junta de Freguesia, Dr. Victor Duarte, em apreço ao profícuo labor dispendido para consumação daquele empreendimento.
Também o polidesportivo, instalado em Cortes (a melhor estrutura desportiva ao ar livre, no concelho de Góis, lemos algures) e o Centro escolar (cuja edificação começou em meados de Julho) atestam alento e fecunda actividade do referido autarca, pelo que, constituirá óbvia "mais-valia" a sua integração no camarário goiense.
Mas, voltando ao tema que motivou esta apontamento, julgamos pertinente a fixação de placares limitativos da idade dos utentes do Parque Infantil, assim como a embargar que o relvado seja suposto campo de futebol ou recinto de fumadores.
É que presenciámos calmeirões a usarem os aparelhos destinados às crianças como se fossem cavalos de corrida (balançando-os com o vigor e a intrepidez provenientes da sua idade e físico, o que naturalmente, produz rápida degradação dos mesmos); outro tanto verificando haver quem achasse próprio andar aos pontapés em cima da relva ou fazer desta cinzeiro (semeando-a com pontas de cigarros).
Para além disso, provavelmente, devido à irreverência originada pelo desregramento (ou será por vandalismo?), os torniquetes de rega têm constantes avarias e nalgumas zonas são já visíveis os efeitos da falta de água. Isto apesar das frequentes reparações efectuadas - as quais, de tão amiudada, geram agastamento nos funcionários inerentes à manutenção.
Talvez os aludidos placares despertem ocasional civismo nos "distraídos"...
M.B.D.
in O Varzeense, de 15/08/2009
Simantorta - E Depois da Festa
Decorreu no passado dia 1 e 2 de Agosto a festa em honra da Senhora da Piedade.
O início foi com alguma chuva, mas ao longo do dia o tempo foi melhorando e acabou por correr tudo pelo melhor.
Fizemos a inauguração do novo piso do recinto da casa de convívio que contou com a presença do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Alvares, Dr. Victor Duarte, que muito elogiou a obra feita, assim como outros visitantes que também o fizeram. Foi de facto um melhoramento importante pois o piso existente anteriormente estava já muito degradado.
Depois desta mini cerimónia tivemos a actuação do Rancho Infantil que conseguiram mobilizar metade dos espectadores a dançarem com eles. À noite tivemos o baile em que era obrigatório dançar para aquecer pois estava muito frio.
Pelas 0h30 sorteamos uma bicicleta e o contemplado foi o número 42, mas apenas no dia seguinte foi entregue o prémio.
No domingo, a tradicional ronda às adegas, ao toque da concertina e para terminar, um show de acordeão, com que nos presentearam os artistas convidados. Foi mordomo o Sr. César Moreira e passou testemunho para D. Sílvia Neves.
Em nome da Comissão e do Mordomo, aqui ficam os agradecimentos a todos quantos participaram e ajudaram nesta realização.
Brevemente poderão ver as fotos e video em www.simantorta.no.sapo.pt
Rui Silva
in O Varzeense, de 15/08/2009
GóisFashion 2009
Inserido nas festas do município, esta ano, voltou a realizar-se o GóisFashion, com um desfile de moda que teve lugar no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, antigo Largo do Pombal, no passado dia 8 de Agosto.
A colecção de criança, da Loja da Mani e Sara, em Góis, trouxe a público os modelos mais modernos.
A passagem de modelos contou ainda com vestuário de: Esporão Modas, Lousã; Barbie, Pronto-a-Vestir em Góis; Boutique Destaque, Coimbra; MundiGóis, Pronto-a-Vestir em Góis e Carlo Viscontti - Woman and Man - Arganil.
O evento organizado pela Câmara Municipal de Góis, com o apoio da ACIC - Associação Comercial e Industrial de Coimbra e Ministério da Economia e Programa Modcom - Modernização do Comércio, contou ainda com a coreografia de Pedro Pinto e a colaboração do Instituto de Beleza INOVE.
Modelos que integraram o desfile:
Modelos infantis: Paula, Francisca, Jessica, Maria, Maria João, Madalena, Juliana Leonor, Indira, Juliana, Rafaela, Nizia, Valéria, Flávia, Martin, Ricardo, Gonçalo, Guilherme, Rui, Duarte e Iuri.
Modelos femininos: Marta, Vanessa, Carla, Hinde, Vanessa Palma, Marina, Rute e Sara
Modelos masculinos: André, Mateus, Gonçalo, Guilherme, Fernando e Fábio.
in O Varzeense, de 15/08/2009
Entrevista ao Diário as Beiras - Diamantino Garcia
DIÁRIO AS BEIRAS - O que diferencia a sua candidatura das opositoras?
DIAMANTINO GARCIA - A credibilidade, a maneira de estar e, principalmente, a parte sentimental. Como sabe, sou vice-presidente da autarquia pelo PS e apresento-me a votos encabeçando o projecto do PSD. Sou-o muito por sentimentos, sensações e amor à minha terra. Para mim, a parte sentimental, de ligação à terra de Góis, é fundamental para a vida de um autarca.
Não falou de projectos…
Nem podia, porque senão repare: estamos perante um concelho desertificado, com povoamento disperso.
Isso, na sua opinião, é um problema ou uma oportunidade?
As duas coisas. Góis, sem sombra de dúvida, é um concelho bonito, com uma paisagem fabulosa e uma serra "mais bonita" que as vizinhas. Isto, para mim, é claramente uma oportunidade que tem a ver com o turismo, turismo sustentável. Eu falo muito em sustentabilidade, até devido ao período em que vivemos. Como vai ser uma candidatura para quatro anos, e porque garantidamente em dois deles ainda se vai ouvir falar de crise, tenho muito medo de grandes projectos, grandes loucuras que venham a empenhar este concelho no futuro. Há que ter algum cuidado com as decisões que tomarmos. Por exemplo, tudo o que se fizer a nível do saneamento básico e qualidade da água, de forma a manter a qualidade dos nossos rios, deve ter como única preocupação os actuais habitantes e aqueles que, pela qualidade de vida lhes podemos oferecer, decidam viver neste concelho.
Depreendo das suas palavras que, no próximo mandato e em caso de vitória, as intervenções vão limitar-se ao essencial?
Bem pelo contrário. Eu até sou muitas vezes criticado de pensar muito no alcatrão, cimento e obras, propriamente ditas. E menos no que é imaterial. As pessoas não podem entrar aqui em demagogias. Da minha vida, até ao momento, tiro uma máxima: desconfiem sempre de alguém que fala muito nas pessoas, de alguém que elege como seu principal objectivo defender as pessoas. Tudo o que se faz num concelho é a pensar nas pessoas.
Voltando ao assunto da desertificação…
Prefiro chamar-lhe despovoamento.
Acha que é possível inverter a actual situação?
Julgo que a guerra não está perdida. Aliás, é notório 'um fenómeno de regresso de alguma população ao concelho. Muito por causa do aumento da esperança média de vida e da oferta que já lhes proporcionamos. Temos no concelho praias fluviais que não ficam nada atrás de praias de outros municípios. Podemos orgulhar-nos de termos um rio ainda despoluído. Temos atracções para os jovens. E temos ainda uma categoria de pessoas que são muito importantes e que têm de ser acarinhados. Falo, é claro, de estrangeiros com alguma qualidade e formação e que nos trazem os ensinamentos de outras culturas, entrosando muito bem no espírito das nossas aldeias. Não posso aqui esquecer aquelas pessoas que têm empresas de diversos sectores que decidiram vir para a aldeia viver e que, através da internet, conseguem controlar esses mesmos serviços. São pessoas que vêm aqui ganhar tempo.
Ou seja, em caso de vitória, o objectivo principal é dar melhor qualidade de vida aos habitantes do concelho?
Sem dúvida nenhuma. Mas sempre com uma preocupação; Góis não pode competir com o que outros têm, pois não temos dimensão para fazer com eles. Temos de competir com a diferença. Se Góis, tentar fazer aqui grandes hotéis, campos de golfe ou grandes infra-estruturas, não consegue vencer. Só assim conseguiremos voltar a tentar criar o orgulho de ser goiense.
Vai-se apresentar a votos sem a divulgação de projectos que entende serem fundamentais para o concelho?
Gostava de lhe dizer uma coisa: tenho muito orgulho no trabalho que desenvolvi e na equipa que comigo esteve na autarquia nos últimos oito anos. Neste momento, o concelho está a assistir ao lançamento de um conjunto de obras - que não tem a ver com questões eleitoralistas - essenciais para as nossas freguesias e para a sede do concelho. O Centro Escolar de Alvares, a Casa da Cultura e o relvado do campo de futebol são, no meu entender, projectos fundamentais.
Ainda não respondeu…
Não tenho projectos emblemáticos. Repito o que tenho vindo a dizer: cuidado com as utopias, com os gastos excessivos e projectos não sustentáveis. Os concelhos vizinhos à nossa volta estão cheios desse tipo de edificações. Um exemplo apenas; a Praia das Rocas, em Castanheira de Pêra. Um investimento enorme mas que deixou a autarquia quase falida.
Não o preocupa o facto de, dentro em breve, Góis passar à ser o único concelho no distrito a não dispor de uma piscina municipal?
Não quero ter uma piscina em Góis. Vamos a factos: temos cerca de 5.000 habitantes; a maior parte das piscinas nos concelhos vizinhos estão subutilizadas e o custo mensal de uma estrutura deste género é de 10.000 euros. Colocadas todas estas questões na balança, a resposta é simples: não se justifica ter uma piscina aquecida em Góis. E explico-lhe porquê: os concelhos não devem competir todos com a mesma coisa. É um erro crasso. Devemos fazer um protocolo com concelhos como Lousã,.Poiares e,.no futuro, Arganil para que os goienses possam utilizar esse espaço desportivo. Como contrapartida, podemos oferecer-lhes o nosso pavilhão desportivo.
Há pouco referiu as águas limpas do Ceira. Isso significa que, em termos de saneamento, o concelho tem uma boa cobertura?
Está coberto, mas definimos esse assunto como urna das nossas prioridades. Se quisermos diferenciar o nosso concelho, esse tem de ser o rumo a tomar. Temos, neste momento, duas obras lançadas que são importantes para o futuro do concelho: a construção de urna ETAR "experimental" em Vila Nova do Ceira (irá substituir a actual fossa colectiva) e a reformulação da estacão de Góis.
Investimentos que ajudarão ao desenvolvimento do turismo local?
O turismo é essencial no nosso concelho. Nós já temos bons exemplos: a Concentração Motard (evento que nos deu nome em todo o Mundo); o GoisArte; as aldeias de xisto; as actividades radicais e a fauna e flora. Temos, a partir de agora, de aproveitar mais o Inverno. Como é que podemos dar a volta? Há um tipo de cliente que temos de começar a chamar mais: os cidadãos que habitam nos países nórdicos. O nosso Inverno, em relação ao deles, é muito mais ameno. A isto temos de juntar a paisagem, a serra, a pesca (maternidade de trutas) e a caça (javali. gamo e veado).
in Diário as Beiras, 21/08/2009
Entrevista ao Diário as Beiras - Lurdes Castanheira
DIÁRIO AS BEIRAS - Quais os aspectos diferenciadores da sua candidatura?
LURDES CASTANHEIRA - Em primeiro lugar, o facto de ser uma candidatura com rumo. Depois, não é uma candidatura de ocasião. Por último, é uma candidatura que impõe um novo paradigma de desenvolvimento para o concelho.
Que paradigma é esse?
Queremos romper com a continuidade, apesar de respeitar a obra feita, e fazer coisas diferentes.
Que são?
Por exemplo, chegou a hora de devolvermos a centralidade a Góis. Temos uma localização geográfica que, no meu entendimento, é privilegiada, não só em termos de distrito mas também na Beira Serra. Se o conseguirmos, como espero, podemos levar o nome do concelho mais alto e mais longe. Reconheço que estamos perante um concelho com graves problemas ao nível da desertificação, do envelhecimento, da densidade populacional bastante baixa e com problemas de isolamento e interioridade. Queremos fazer destes constrangimentos novas potencialidades para Góis.
De que forma?
Se temos uma população reduzida importa termos um modelo de desenvolvimento no sentido da fixação das populações. Se temos um concelho com problemas de isolamento e de interioridade, então vamos criar condições a essas pessoas para os resolver. Julgo mesmo que, neste âmbito, as questões de imaterialidade têm sido um pouco secundarizadas. Que me importa a mim ter idosos a beneficiarem de um conjunto de medidas de apoio social se habitam numa situação de isolamento social, o qual nunca será compensado por muitas das medidas referidas anteriormente. Queremos, então, diminuir esse afastamento, levando-os a aproximar mais do centro da vila e dos serviços que dispomos.
E ao nível da desertificação?
Vamos trabalhar ao nível daquilo que temos. O que é que eu quero dizer com isto? Vamos fazer dos munícipes um recurso privilegiado. Vamos valorizar e promover o nosso potencial humano porque não podemos perspectivar um novo paradigma de desenvolvimento em conceitos como sustentabilidade, a solidariedade e a cidadania se não as conjugarmos com as áreas subjacentes de um ambiente sustentável e sustentado: o potencial humano, as questões do desenvolvimento económico e a qualidade de vida e de ambiente. Temos de as conjugar para, desta forma, podermos dizer que estamos a promover um modelo de desenvolvimento que vai ao encontro das necessidades da população. Modelo esse que não secundariza áreas em privilégio ou beneficio exagerado de outras.
Pode dar um exemplo?
Que nos importa a nós apostarmos nas acessibilidades se não tivermos cá as pessoas. Ou seja, tem de ser um modelo de desenvolvimento interactivo, dinâmico e que consiga ser transversal agrupando todas as áreas inerentes a um processo que promova a qualidade. No fundo, queremos um concelho para todos.
Para nós conseguirmos concretizar este objectivo, precisamos, em primeiro lugar, de não fazer da Câmara Municipal uma ilha. Ou seja, promover parcerias, consolidar outras, de forma a que consigamos através de um trabalho conjunto redobrar os resultados e optimizar os recursos, quer financeiros quer humanos. Em segundo lugar, e apesar de estarmos num município pequeno, devemos ser ambiciosos. Ambiciosos no sentido de promovermos acções supra municipais, juntando neste objectivo as autarquias locais vizinhas, na fixação e implementação de equipamentos. Dentro do concelho, devemos estabelecer as parcerias.
Como é que pretende concretizar esse objectivo?
Devemos juntar no mesmo projecto o conjunto de instituições que estão a operar no concelho - sejam elas ao nível da indústria ou ao nível da economia social. Se conseguirmos chamar à participação, à acção e intervenção as entidades privadas e públicas, tenho a certeza que podemos descentralizar alguns serviços nas juntas de freguesia e, desta forma, colocá-los à disposição dos munícipes. Julgo mesmo que uma situação destas ficará, ao contrário do que acontece actualmente, menos onerosa para os cofres da autarquia. Para o nosso projecto ambicioso, será essencial que tenhamos em mente um conjunto de boas práticas e que sirvam de testemunho à nossa preocupação das finanças locais:
Quer explicar melhor…
Eu posso promover um conjunto de projectos, acções, mas não me posso esquecer que estou num municio com recursos financeiros parcos e que não chegam para todas as necessidades. A solução, na minha óptica, é optimizar recursos da autarquia e minimizar as despesas correntes, de forma a que seja possível efectuarmos intervenções ao nível das acessibilidades e da qualidade das águas. Ter uma boa gestão dos recursos financeiros da câmara, ver o que cada entidade está a fazer no concelho, promover um trabalho conjunto com as autarquias vizinhas e decidir que tipo de intervenções eu posso levar a cabo nalguns locais do concelho são as linhas mestras da minha candidatura.
Nas intervenções referidas anteriormente, refere-se, entre outros aspectos, à questão do saneamento?
Claro que sim. Se não tivermos uma boa qualidade ambiental, com bons recursos hídricos, e um conjunto de infra-estruturas ao nível do desporto, educação e da saúde, eu não consigo dizer que vale a pena viver ou visitar Góis. Neste momento, julgo que estamos numa fase privilegiada. As verbas do QREN, que estão à disposição dos municípios portugueses, permitem que se tenha acesso a um conjunto de
incentivos financeiros que nos permitirá duplicar o investimento. Para isso, precisamos de estar rodeados de uma equipa técnica que tenha conhecimento desses incentivos e de ter apoio e feed-back das instituições que gerem esses incentivos. Não no sentido de termos um tratamento diferente mas para que nos acompanhem desde a concepção do projecto até à sua aprovação.
A equipa que a acompanha dá-lhe total garantia?
É uma equipa rejuvenescida mas que vem responder aos desafios do presente e do futuro. São homens e mulheres com idades diferentes e com um know-how que eu reputo de uma grande valia para o projecto que pretendemos implantar no concelho. É um projecto responsável, sério e que não é um capricho de ninguém, já que queremos levar as pessoas a confiar no futuro.
in Diário as Beiras, 21/08/2009
Falta um projecto mobilizador para o concelho de Góis
O momento que se está a viver é deveras convidativo ao apelo dos eleitores para que, nas autárquicas, votem nesta ou naquela lista consoante os credos, ou interesses pessoais, apelo esse que, à partida, traz uma grande carga de "partidarite", síndroma que a nível nacional é muito difícil fugir dela, mas no plano local é o que menos pesa e que menos lucidez traz a um pensamento objectivo. Quer por uma razão, quer por outra, não vamos, nem queremos entrar por esse caminho.
Contudo, num pensamento aberto e não intoxicado, aquilo que deve estar presente na orientação duma escolha, acertada, é a personalidade e o conhecimento do candidato, o modelo e o estilo da governação que pretende exercer, segundo o qual deve reunir um punhado de orientações (ideias) que lhe permite ver longe o alcance do programa que pretende implementar. Para tanto, necessita do seguinte:
-Deve, acima de tudo conhecer por dentro e de perto, o tecido social do concelho e consequentemente as suas carências e não apenas as franjas;
-Deve ter vontade própria, visão estratégica e uma postura diferente não arrogante mas assertiva e firme. Deve romper com "o estado de coisas" instalado. Acima de tudo, imunizar-se das intrigas e da má-língua e que grassam, que corrompem qualquer
governação e que tão má nota têm dado do próprio concelho.
-Ter carisma e muita coragem para implementar um modelo próprio de governação e não apenas de faz de conta.
A partir daqui, será necessário apenas encontrar uma equipa capaz, coesa e leal porque a oposição, seja ela qual for só se afirma no pior entendimento, quando dificulta e denigre todo um plano em execução. Infelizmente todos nós estamos habituados a ver qualquer oposição trilhar o caminho do "bota abaixo" em vez de ajudar a sua região de maneira digna e construtiva.
Basta passar uma vista d' olhos pelo Blogóis, que devia ser um exemplo de promoção e informação da zona e o que se vê, através de alguns comentários indecorosos é de facto de muito baixo nível algo que envergonha o cidadão comum, que só pode vir de gente ressabiada, mal formada e que ainda por cima se esconde na capa do anonimato! Esquecendo-se que a leitura destes…comentários pode ser em qualquer sítio e, a marca que fica disto recai sobre o nome de Góis!
Alguém, de bom senso, ou que ama a sua terra, pode entender isto como uma crítica construtiva e edificante??? Trata-se de algo que não fica muito bem dentro da liberdade de expressão, tenham lá paciência!
Ainda sobre o candidato que vier a ser eleito, é importante que tenha presente um modelo e estilo próprios, que vá romper com estereótipos velhos e "relhos", já gastos e que tenha a coragem de dar a cara. Todos sabemos que o concelho é muito extenso e disperso e que por isso lhe falta força identitária que unifique todo o território à volta dum projecto mobilizador.
E aqui, chegámos ao ponto nevrálgico, ou seja, à chave de toda a problemática que emperra e enferruja toda e qualquer dinâmica nova que se queira implementar. É urgente criar-se um projecto mobilizador e um símbolo à volta deste concelho, coisa ainda não conseguida e que só será possível à volta de um ideal. Haja coragem!!!
Adriano Pacheco
Jornal de Arganil, 20/08/2009
"A opinião dos outros"
Oprtunistas
Respeito todos os que, dentro dos partidos, se empenham honesta e democraticamente, de acordo com os seus ideais por uma sociedade melhor.
A cidadania não se esgota nos partidos, mas sem eles não há democracia.
O que me custa a aceitar é a atitude de alguns que se servem deles apenas para alcançar interesses pessoais.
Os maiores partidos, os que podem levar ao poder, são particularmente procurados e frequentados por este tipo de pessoas.
A coisa torna-se mais escandalosa quando, se por quaisquer circunstâncias, não lhes é garantido um "tacho", logo eles ameaçam sair e bater à porta do outro partido que, de imediato e alegremente os acolhe
Este comportamento é um atentado ao exercício da cidadania e, como tal prejudica a democracia.
Claro está que, neste caso, os partidos são os principais responsáveis . No engodo de "roubar" mais uns votos ao concorrente, tudo lhes serve.
Felizmente, os cidaãos vão conhecendo estas habilidades e, no momento certo, saberão distinguir os políticos dos oportunistas.
in Jornal de Arganil, 13/08/2009
Duas mortes ensombram regresso de concentração motard
O regresso a casa, ontem, após a 16ª edição da Concentração Mototurística de Góis, ficou manchado por alguns acidentes. Dois deles foram fatais, vitimando um homem de 34 anos, residente em Mem Martins, Sintra, e outro de 45, de Ferreira do Zêzere.
A moto em que seguia a primeira vítima mortal entrou em despiste, cerca das 14. 40 horas, na Estrada Nacional 2, entre Póvoa da Cerdeira e Cabeçadas, e as manobras de reanimação foram vãs, disse fonte dos Bombeiros Voluntários de Góis.
Ao que o JN apurou, morreu outro motard vindo de Góis, desta feita no IC 3, junto à localidade de Ponte de Freixo, no concelho de Ansião. O motociclista, de 45 anos, residente em Ferreira do Zêzere, despistou-se pouco depois das 9.00 horas e teve morte imediata.
Os Bombeiros Voluntários de Ansião, que estiveram no local com nove elementos, uma ambulância e uma viatura de desencarceramento.
Houve, ainda, uma colisão entre duas motos, no IC 2, em Redinha, Pombal, que provocou dois feridos graves e dois ligeiros.
Fonte dos Bombeiros Voluntários de Pombal explicou que as vítimas são dois casais - um de Odivelas, o outro de Caldas da Rainha -, que tinham estado, também, na festa motard de Góis. Uma das motos terá parado num semáforo sem que a outra reparasse, eram cerca de 11 horas.
A mesma fonte contou, ao JN, que as mulheres têm 34 e 39 anos, enquanto um dos homens tem 40, não sabendo precisar a idade da quarta vítima. Todos foram transportados para o Hospital Distrital de Pombal.
In Jornal de Notícias, 17/08/2009
Esclarecimentos:
Caros amigos Goienses:
O respeito que tenho por vocês, fez-me prometer a mim próprio encarar com serenidade a minha candidatura à Câmara Municipal de Góis (CMG), tentando não responder ás provocações que me fizerem. Assim vou tentar continuar. No entanto, infelizmente, nem todos pensam da mesma maneira e os ataques, insinuações e calúnias feitas directamente ou por interpostas pessoas, em privado e até em público, obrigam-me a pedir a publicação destes esclarecimentos porque sei que eles têm sido assunto de alguma propaganda difundida um pouco por todo o Concelho de Góis. Neste mesmo jornal estou à espera que venham mais alguns ataques e apenas vos proponho que pensem de onde vêm, de quem e, principalmente, que avaliem o que é que essas pessoas têm feito pelo nosso Concelho.
O primeiro esclarecimento que vos gostaria de dar é que é verdade que recebi, em 2005 um subsídio de reintegração. Passo a explicar: quando tomei posse como vereador, o estatuto dos eleitos locais permitia que os vereadores a tempo inteiro após fim do mandato, pudessem optar pela contagem do tempo de serviço a dobrar ou um subsídio de reintegração. O governo do Partido Socialista (PS), e no meu entendimento bem, revogou essa lei. No entanto e como qualquer outra lei, esta não tinha efeitos retroactivos e assim, no fim do mandato, recebi esse subsídio. Esclareço ainda que teria direito a essa atribuição independentemente de continuar, ou não, na CMG e que não podia optar (infelizmente) pela contagem de tempo a dobrar. Este assunto foi alvo de vários pareceres favoráveis de várias entidades e só depois desses pareceres estarem em posse da CM foi liquidado. Como último esclarecimento informo que foram centenas de autarcas que dele usufruíram e que um deles foi a então vereadora Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira que recebeu um subsídio de montante igual ao meu.
Tem também sido dito que o que me move são razões de ordem económica, que estaria desempregado e até transferido para Castelo Branco. Nada mais ridículo. Sou técnico superior do quadro (no topo da carreira ... ) da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) e o meu local de trabalho é na Av Fernão de Magalhães, 465, em Coimbra. O meu vencimento da carreira técnica é significativamente superior àquele que aufiro na CMG não podendo, enquanto vereador, optar pelo meu vencimento de origem. Estou pois, a ganhar na CM, menos que ganhava na DRAPC. Políticamente, gostaria de informar que nunca fui contactado por qualquer elemento do PS para integrar (em qualquer lugar) as suas listas. E verdade que, posteriormente, quando já tinha assumido o compromisso com o Partido Social Democrático (PSD), um alto dirigente distrital do PS me convidou para liderar a lista da Assembleia Municipal por aquele partido bem como a assumir um alto cargo da Administração Pública (Director Geral) se me comprometesse a desvincular-me do compromisso assumido com o PSD. Claro que me senti revoltado (as recentes notícias nos jornais parecem demonstrar que é uma prática comum ... ) e recusei liminarmente. Informo também que me desvinculei do PS, mas é totalmente falso que tenha aderido ao PSD. Aliás, dificilmente me voltarei a filiar em qualquer partido.
Também é verdade que fui constituido arguido no processo Judicial que foi movido à ADIBER. Por despacho de 8 de Maio de 2009 do Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra (DIAP) o processo foi arquivado relativamente à minha pessoa e foi deduzida acusação a vários outros arguidos, incluindo toda a actual Direcção da ADIBER. Mais posso informar que estou convocado pelo Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra (TIC) para depor, agora como testemunha, no mesmo processo, no dia 4 de Novembro de 2009.
Quanto à acusações cobardes e traiçoeiras (porque feitas sem direito de resposta) de "vira casacas", "troca tintas", "traiçoeiro", nada tenho a dizer. Reafirmo que o que me move é lutar por Góis, mas ponho à vossa consideração que nome deverá ter um "amigo" de infância que afirma e escreve estas coisas sobre mim e pergunto se quem me acusa, em toda a sua vida, não terá feito a mesma coisa, ou muito pior. Basta recuar 4 anos. Lembram-se? Já dói mais quando se fala de ética na política. Eu estou a completar, com a mesma equipa, o mandato iniciado há 4 anos. E assim vou fazer até ao fim do mandato a não ser que o Sr. Presidente da CM me retire a confiança. Estamos a cumprir escrupulosamente o programa que propusemos aos eleitores. Será que a mesma atitude se eu fosse candidato do PS já seria ética? Aí já não estaria a fazer política através do lugar que desempenho?
Outro dos assuntos com que se especula é a questão de "ter abandonado a CM há 3 anos". Não é verdade! De facto e por razões que volto a afirmar foram de índole estritamente pessoal, decidi pedir ao Sr. Presidente que me retirasse os pelouros. Essas razões pessoais apenas tiveram a ver com a CM e não a quaisquer motivos profissionais. No entanto, continuei a colaborar assiduamente com o executivo, representando-o quando para isso mandatado ou solicitado, sendo o responsável por todos os concursos de obras entretanto lançados e apresentando-me sempre na CM quando, de mim, necessitaram. Mantive as minhas relações com o Sr. Presidente e restante executivo absolutamente inalteradas, cimentando uma amizade de que orgulho e está à vista todos.
Quando voltei a assumir os pelouros fi-lo de acordo com o Sr. Presidente e porque ele se manifestou debilitado por razões de saúde que, infelizmente, são do conhecimento de todos. Não tinha, nesta altura, qualquer intenção de me candidatar. Não escondo que profissionalmente fiquei fragilizado, uma vez que fui obrigado a desistir do concurso para Director de Serviços em que era candidato.
Espero, sinceramente ter contribuído para o esclarecimento de quaisquer dúvidas que tenham surgido relativamente ao meu comportamento. Voltarei a fazer o mesmo se continuarem a tentar denegrir a minha imagem com calúnias ou mentiras. Orgulho-me do meu passado e presente (familiar, profissional, político e social). Espero que o futuro não me traia. Não esperem que peça desculpa pelo orgulho que tenho em ser Goiense. Para os meus opositores, desejo-lhes (como é usual ouvir-se por aí...) o dobro do que para mim desejam. Apelo a que haja respeito pelo eleitorado. É muito feio rebaixar os outros para parecermos mais altos...
Um abraço amigo, Diamantino Garcia
in O Varzeense, 15/08/2009
Em Góis as motos ficam no "descanso"
Durante quatro dias, bandos de motards, grupos de amigos e famílias fizeram das margens do rio Ceira o seu território
As frágeis portas de madeiras do "XI Bike Show" ainda estão fechadas e mal parecem segurar as dezenas de pessoas que se amontoam na entrada para garantir a estreia do espaço. Entre a multidão, dois motards que ostentam camisas de escuteiro, vão oferecendo, sem grande dificuldade, copos de cerveja. "É sem álcool, por causa da condução", alerta um dos falsos escutas.
Um pouco mais ao lado, o frenesim é substituído pela calma das famílias que gozam os ininterruptos raios de sol. E aqui, enquanto uns aproveitam para discutir negócios, como "a Shannon que o Vasco comprou", vários são os que ocupam as pequenas margens do Ceira. Para estes não há grandes complexos e toda a roupa é plausível de se despir. Toda, excepto os coletes, onde orgulhosamente envergam os emblemas do grupo a que pertencem. É o caso da mota e das estrelas que se sobrepõem ao dístico "Moto Clube de Borba" que enquadram as costas de Orlando Martins. Com uma caneca de estanho presa no cinto, para qualquer necessidade, garante que nesta edição da concentração "'tá tudo impecável, o único problema é mesmo o calor". Veterano do evento explica que "o melhor é mesmo o espaço e o companheirismo" e não desarma enquanto não deixa bem assente que este ano vai ser "o último da fila".
O sentimento parece ser partilhado por Adriano Valente, de Aveiro, o único sem colete do seu grupo, que só consegue encontrar uma expressão para descrever a concentração: "cinco estrelas".
Chuva não vence motards
O caminho que liga a zona do rio à "Área Radical" é feito de sucessivos atropelos. Sobretudo devido às inúmeras barracas de venda que se aglomeram nas orlas do corredor. Do pão com chouriço e das bifanas até aos capacetes e combustíveis, há tudo para todos os gostos, inclusive uma improvável tenda chupa-chupas e pirolitos, "coisa que não tem grande saída por aqui", lamenta o vendedor. Mas a grande oferta de mercado parecem ser mesmo as tatuagens e várias são as barracas onde gigantescos motards fazem as mais diversas expressões faciais depois do tatuador lhes passar com a agulha no braço.
A par dos doces, também a água parece não ter grande procura e Vítor Barata, funcionário da barraca da Super Bock, tem uma explicação para o fenómeno de mercado: "a cerveja sabe melhor". Ainda assim, o funcionário garante que "tanto a cerveja, como a água estão vender menos este ano".
Ali perto, no espaço que circunda a "Tenda Electrónica", vive-se uma grande azáfama no stand da Associação Motard Cristã de Portugal. A razão é simples: os esforços têm que ser desdobrados entre o sorteio de uma Harley-Davidson e a distribuição da "Bíblia Motard". "É uma Bíblia feita e adaptada ao estilo de vida motard", elucida o presidente da associação, que aproveita ainda para explicar que "Deus também tem lugar entre os motards e que é preciso divulgar isso".
Também à concentração de Góis já chegou o flagelo da actualidade e são incontáveis os cartazes de alerta à Gripe A e os lavatórios de plástico espalhados pelo recinto.
Entretanto, a exposição de motos, "Bike Show", já abriu as portas e agora pouco espaço parece haver entre a multidão que lota o espaço. Num palco improvisado, os Dixie Boys variam entre o "rockabilly" e a música "country". Algo que não soa muito bem entre as massas ávidas de algo mais pesado. "Vim aqui para ouvir rock", começam a gritar no meio do ajuntamento.
Cá no fundo, está Isabel Carvalho, de Serpins, a começar a explicar que vem "todos os anos, unicamente para acompanhar o filho", quando o tempo decide fazer das suas e abre-se uma enorme carga de chuva sobre o recinto. Contudo, nada que fizesse desmobilizar os milhares de motards que invadiram, durante quatro dias, as margens do rio Ceira.
20 mil pessoas passaram por Góis
A terminar a 16ª edição da Concentração Mototurística de Góis, o vice-presidente do Góis Moto Clube, Jaime Garcia, adianta que a iniciativa "decorreu de uma forma positiva". Com uma previsão de 10 mil participantes e 10 mil visitantes, Jaime Garcia, assegura que o objectivo foi cumprido.
O vice-presidente explica ainda que a aposta deste ano foi dirigida para os concertos, dos quais receberam "inúmeros elogios". Outra das principais preocupações da organização bateu-se com a protecção ambiental e o cuidado com a natureza.
Também do ponto de vista da higiene, houve um incremento de melhoria das condições. "Tivemos, inclusive, uma sala especial para casos de gripe A", revela Jaime Garcia. A partir de amanhã a organização vai começar já a trabalhar na concentração de 2010", adianta o responsável. in Diário de Coimbra,16/08/2009
"Um Olhar; Estrangeiro" sobre as aldeias serranas
Voluntária na Lousitânea Liga dos Amigos da Serra da Lousã, a Zoé GÉMIN revela o seu olhar de estrangeira numa exposição de fotografias. Esta francesa de 22 anos, efectua um Serviço Voluntário do Europeu (SVE) em Portugal durante 8 meses. Este programa da União Europeia permite-lhe ajudar a associação sem fim lucrativo Lousitânea nas suas actividades de protecção do ambiente e de promoção das tradições rurais. A Zoé trabalha tão na "Maternidade de .Árvores Autóctones" que nas oficinas de broa e queijo ou na Loja das Aldeias de Xisto de Aigra Nova (GÓIS).
Através das suas fotografias, encontram-se pormenores da serra e das aldeias com os seus habitantes que atraíram o seu olho ... se calhar porque tem uma cultura diferente? Par descobrir esta outra maneira de ver a vida nas montanhas portuguesas, podem ver a exposição está patente na Casa do Artista de Góis até ao dia 20-de Agosto, e na Aigra Nova de dia 22 até dia 30 de Agosto, sendo a entrada livre.
Para mais informações, contactar a Lousitânea - Liga dos Amigos da Serra da Lousã: 23577 86 4410usitanea@ sapo.pt
in Jornal de Arganil, 13/08/2009
Góis precisa (emprego)
Temos sempre em mente as promessas que se fazem nas campanhas eleitorais, muitas vezes enquadradas na ânsia e na dinâmica de se ganhar, sem muitas vezes estarem de acordo com os anseios das populações. Muitas das vezes muito se promete e tão pouco se concretiza. Mas, falando de Góis, de facto, de facto o que é que se precisa, no sentido de fixar a sua população e atrair novas pessoas.
Precisamos de uma politica autárquica consistente na implementação do subsídio de nascimento para as crianças nascidas cujos pais residem em Góis e que mantenham essa residência até à sua entrada para infantário no Concelho. Precisamos ainda da implementação do subsídio de casamento para os casais que após o seu casamento instalem a sua residência oficial em Góis por um período de 5 anos. Precisamos ainda da implementação do subsídio de deslocação para os residentes noutros Concelhos que se queiram instalar em Góis como residência oficial por um período de 5 anos.
Só nestas condições se atrai mais e melhor população que queira residir em Góis, pagando os seus impostos e taxas em Góis e engrossando os clientes do seu comércio instalado.
A par destas políticas autárquicas de fixação de residentes temos de ter em conta a política de atracção pelos impostos. Redução do Imposto Municipal Autárquico para níveis de Concelhos vizinhos e redução de 25% para quem se instalar de novo no Concelho como residência oficial durante 5 anos.
Enquadrado numa política de educação assistencial os livros escolares para o ensino básico até ao 4º ano deveria ser subsidiado ou integralmente pago pela autarquia, consoante o escalão do IRS familiar.
O desemprego em Góis, ou melhor a falta de emprego, pois não existe desemprego, mas sim falta de novos locais de emprego, para os jovens à procura do 1 º emprego que com maior ou menor dificuldade o vão encontrado nos concelhos vizinhos, é uma das grandes lacunas do concelho de Góis.
O altruísmo de alguns, cujo esforço e trabalho é de louvar (Góis Moto Clube, Trans Serrano, etc. etc,) vão escondendo as carências gerais da, falta de Indústria instalada, Para estes o futuro tem de caminhar de uma forma semelhante a outros em Portugal, com o apoio autárquico à instalação de um Centro de Ensino de Todo-o-Terreno, com um Terródromo próprio e com a instalação de um Centro de Aventura Radical que, segundo creio se encontra em fase inicial de projecto. A par do Góis Moto Club a Trans Serrano tem de ser apoiada para a devida dimensão nacional.
O esforço realizado na publicidade e venda do artesanato e da produção agrícola local é de louvar, mas atingiu o limite das ideias, precisando de novo impulso rumo ao futuro.
A criação, registo e publicidade de uma Marca e Logótipo próprio será o futuro que permitirá a identificação da qualidade dos produtos concelhios transaccionados. O apoio autárquico à criação de uma Associação de Produtores e Artesãos cuja missão principal seja a criação de uma rede de postos de venda fixos ou a criação de uma rede de venda itinerante, deverá ser uma das prioridades. Esta concretização criaria postos de trabalho na venda e mais postos de trabalho na produção, criando mais e melhor riqueza nesta estrutura familiar de trabalho.
Góis com uma população de cerca de 5000 habitantes aproximadamente não necessita de muita indústria instalada para fazer o pleno do seu emprego. Precisa de uma grande ou duas médias indústrias instaladas. Nada a fazer neste sector a não ser termos uma gestão autárquica com conhecimentos na área e que se digne levantar da cadeira do poder e ir ao encontro dos potenciais investidores interessados, atraindo-os com a criação de condições económicas (terreno e facilidades a nível de impostos e taxas) e sem burocracia que permitam a sua célere instalação no concelho.
A criação de um Parque de Lazer Temático de índole distrital (com ou sem a participação de outros concelhos limítrofes) captaria a vinda de pessoas de outros Concelhos a nível distrital e quiçá a nível nacional dependendo da dimensão do projecto. Mais uma vez cabe à autarquia a chamada de investidores (que existem) registados no ICEP e em amplas negociações para se instalarem.
Os Parques Industriais não deveriam ser concentrações de pequenas empresas já existentes noutros locais, mas sim assumirem-se como Centros Incubadores de ideias que se transformem em pequenas empresas e estas em médias e grandes empresas de dimensão distrital e nacional.
Acreditem que o que aqui fica dito está ao alcance da dinâmica da autarquia de Góis, não nos esquecendo que um Concelho com qualidade empregadora é procurado cativando a população a fixar-se nele.
Tem o Concelho de Góis mais uma oportunidade para mudar o rumo da inércia e colocar-se na senda da modernidade e do desenvolvimento, a par do que de melhor se pratica no país e fora dele.
Góis precisa de rosto novo que protagonize a vontade de mudar, agir e trabalhar a favor da qualidade de vida e da saúde dos Goienses e que assuma o estatuto de Engenheiro da mudança.
Sejam felizes, sem medicamentos.
Dr. Fernando J. Bandeira
in Jornal de Arganil, 13/08/2009
Os não residentes no concelho de Góis
Todas nós sentimos e lastimamos os efeitos maléficos da desertificação, ou melhor, do despovoamento que têm assolado o concelho de Góis sem contemplações. Todos nós entendemos que a inversão desta tendência, aliás comum em todo o lado, levará algumas gerações a sentir-se. No entanto, durante as varias décadas em que o êxodo foi decorrendo, hábitos diferentes se foram instalando, conceitos diversos se foram acentuando e outras mentalidades se foram enraizando, aliás fruto da evolução dos tempos é certo, mas sem que houvesse um esforço do poder local, para que se reforçassem e se tornassem mais visíveis e marcantes os elos identitários que tão importantes são.
O próprio poder local foi aceitando este afastamento de participação da colónia como um dado inultrapassável onde nada podia ser feito, entendendo talvez que se tratava de mero capricho, ou arrufos de altivez (?)
Desvalorizando a representatividade das colectividades regionais sitiadas na capital, que podiam desempenhar o papel_ de elo de ligação privilegiado, para ajudar a resolver problemas de entendimento e de aproximação entre a região e a colónia goiense. Não esquecendo o esforço feito pelas autarquias no último ano, nunca podemos entender esta reserva ostentada, ou mal disfarçada.
É neste momento particularmente importante, altura em que estão formalizadas as candidaturas ao poder local, que nos propomos trazer a público esta velha questão bem actual, na presunção de conseguirmos sensibilizar os candidatos conhecidos, para que encararem esta "contenda" como absurda e se empenhem numa nova abertura de espírito e capacidade de entendimento de modo a ser encontrado o caminho da colaboração, do diálogo e não da hostilidade, de aproximação e não do afastamento. Em benefício duma região fragmentada, que tão desunida vai ficando, se todos continuarmos de costas viradas.
Seria bom ter-se presente que, esta colónia humana de não residentes no Concelho de Góis, é uma enorme fatia de cidadãos goienses que pagam lá os impostos dos seus imóveis tal como qualquer residente. Dão uma nova vida a esta região quando aí se deslocam e o que é mais estranho e aberrante, é que são olhados e considerados como apátridas, ou como alguém que vai ali apenas para desfrutar das belezas naturais ou "fazer o pão caro". Quando apenas vão matar saudades da sua terra que as sentem como ninguém.
Até hoje, verdade seja dita, apenas vimos um presidente de câmara aberto e interessado nesta problemática e que se esforçou bastante para estreitar laços afectivos regionais.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, 13/08/2009
Último Dia do Município presidido por Girão Vitorino
É a despedida de Girão Vitorino do município ao qual está ligado há 30 anos. O presidente vive hoje o seu último Dia do Município como responsável pelos destinos do concelho e reconhece "emoção" na despedida.
"Anunciei a minha saída da vida política e este é o meu último feriado municipal e, claro, são momentos de particular emoção", disse ontem ao Diário de Coimbra o presidente da Câmara de Góis, recordando as "despedidas" que, nessa qualidade, tem vindo a fazer, nomeadamente no GóisArte e também na FACIG. Sem esconder a emoção, Girão Vitorino confessa que são muitos anos ao serviço da autarquia, 30, e mais ainda dedicados a Góis", uma vez que desde 1972 está radicado no concelho, para onde se deslocou por razões de ordem profissional, apaixonando-se por aquela terra e por aquelas gentes.
"Chegou a hora de me ir embora, porque a minha saúde não me permite continuar", afirma, muito embora, apesar de "um bocadinho mais debilitado", se mantenha presente e empenhadamente a "acompanhar todos os processos" da autarquia.
Nesta sua última sessão solene comemorativa do Dia do Município, Girão Vitorino afirma não querer falar de si. "A obra está feita", afirma, satisfeito pelo trabalho desenvolvido em prol do município, do bem-estar das populações e do desenvolvimento do concelho. Todavia, "quero desafiar aqueles que vão assumir a Câmara a continuarem a trabalhar em prol do bem-estar deste povo e deste concelho, que olhem por todos e continuem a trabalhar, afincadamente e com determinação", pede. O autarca faz também questão de deixar uma "palavra de coragem e força à equipa, um desafio para que puxem ao máximo por este concelho e, podem ter a certeza que vão chegar ao fim do mandato como eu cheguei, pensando que fizeram muito pouco e, sobretudo, que fica muito para fazer".
O autarca, com a sua larga experiência, afirma que "as verbas não dão para tudo e há sempre muito para fazer", mas sublinha o desafio a quem lhe suceder na autarquia, no sentido de, apesar dessa consciência dos limites e das dificuldades, "fazerem o máximo que puderem para bem do concelho". Alerta ainda para a oportunidade de aproveitar os fundos comunitários - dos quais "já estamos a usufruir" - bem como "todos os programas que estejam disponíveis".
O autarca de Góis expressa a sua disponibilidade para dar o seu contributo e ajudar. "Estou em Góis, não me vou embora, e estou disponível para ajudar no que for preciso", diz ainda, dirigindo-se à equipa que lhe irá suceder na gestão dos destinos do município.
As cerimónias comemorativas do Dia do Município têm início às 9h30, na Biblioteca Municipal António Francisco Barata, com o hastear da Bandeira, guarda de honra a cargo do corpo de Bombeiros da Associação Humanitária de Góis e actuação da Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis. Segue-se, às 10h00, a sessão solene, no auditório da biblioteca.
in Diário de Coimbra, 13/08/2009
Inauguração de obras e entrega de medalhas em Dia do Município de Góis
No dia em que decorreram as comemorações do Dia do Município de Góis, a Câmara Municipal levou a efeito a inauguração de três grandes obras para o concelho, nomeadamente o Arquivo Municipal, localizado junto à Biblioteca "António Francisco Barata", o Skate Parque, no Parque de Lazer do Baião, e o Passeio Pedonal que faz a ligação entre a Praia Fluvial da Peneda e o Pêgo Escuro. Sendo também o último ano do mandato do actual presidente da Câmara de Góis, a sessão solene comemorativa do Dia do Município teve um simbolismo especial, tendo sido agraciados com medalhas de bons serviços e medalhas de mérito a título póstumo cinco personalidades do concelho. Refira-se que as comemorações do Dia do Município tiveram início com o hastear da bandeira, na Biblioteca Municipal, na presença de várias entidades e instituições, destacando-se o corpo de bombeiros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis e a Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis que, ontem à noite, juntamente com a Filarmónica Varzeense promoveu um concerto no Largo do Pombal, em Góis.
Durante a sessão solene foram entregues as medalhas a Maria do Rosário Martins [medalha de bons serviços], que foi funcionária da Câmara Municipal de Góis, "que ao longo da sua vida tão bem serviu"; a António dos Santos Almeida, que contribuiu para a melhoria das condições de vida na freguesia do Colmeal, acabando por ser presidente de direcção da União Progressiva desta freguesia; a Fernando Henriques da Costa, que foi presidente da Assembleia de freguesia do Colmeal, bem como teve vários cargos na União Progressiva; a Manuel Martins Barata, que também desempenhou vários cargos nos órgãos directivos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, tendo sido ainda um dos fundadores e presidente da União e Progresso do Carvalhal; e a José Maria Alentista, médico que idealizou a construção da Casa da Saúde da Freguesia de Alvares [medalhas de mérito a título póstumo].
Relativamente às obras inauguradas, segundo o presidente da Câmara Municipal de Góis, o Arquivo Municipal era uma obra necessária, uma vez que, tal como explicou ao RCANOTICIAS, existia apenas um arquivo junto à autarquia e outro perto das Finanças, no entanto, "estava tudo espalhado", a documentação não estava devidamente tratada, e "com os anos acabávamos por perder todo o arquivo mais antigo", frisou. Por outro lado, "nas inspecções do IGAP era referenciado que o arquivo não estava nas melhores condições", explicou Girão Vitorino, contando que decidiu-se criar o Arquivo junto à biblioteca, uma obra "muito útil" para a Câmara Municipal.
Neste momento, a obra está concluída, estando uma empresa especializada a proceder à organização e catalogação dos documentos. "Mais de 70 por cento já está catalogado e dentro de um ano devemos ter tudo como deve ser", anunciou o presidente da Câmara, revelando que este foi um investimento de cerca de 130 mil euros, para o qual a autarquia espera fazer uma candidatura através de alguns fundos comunitários da ADIBER.
Quanto ao Skate Parque, que resultou de um projecto elaborado no âmbito do programa Progride, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Góis e a Câmara Municipal, esta obra rondou os 40 mil euros, sendo comparticipada com 20 mil euros pelo Progride, e os restantes 20 mil euros foram suportados pela autarquia. "Os jovens até abaixos-assinados faziam", realçou José Girão Vitorino, referindo que era uma obra muito reivindicada pelos mais novos, existindo até agora no Parque do Baião um mini campo desportivo e o circuito de manutenção.
O Passeio Pedonal entre as praias fluviais da Peneda e do Pêgo Escuro foi outro dos empreendimentos da autarquia que ascendeu os 145 mil euros. "Com este circuito as pessoas já vão da Peneda para o Pêgo Escuro sem qualquer problema", contou o autarca, realçando que caso se sintam cansadas dispõem de bancos para se sentarem ao longo do percurso. Para além de fazer a ligação entre as duas praias, este Passeio Pedonal permite "dar a conhecer a beleza do rio", frisou Girão Vitorino.
Na ocasião, o presidente da autarquia goiense lamentou o facto de não ter sido possível proceder neste dia ao lançamento da primeira pedra da Casa Municipal da Cultura, contudo, assegurou que "ainda será lançada até ao final de Setembro", sendo que "o concurso está na fase final". Outro dos projectos da Câmara é a melhoria do campo de futebol ao nível de relvado, novos balneários e bancada central, sendo que "em breve vai ser assinado um protocolo", adiantou o edil.
Sendo o último Feriado Municipal que comemorou enquanto presidente da Câmara Municipal de Góis, Girão Vitorino fez um balanço do que foi feito, orgulhando-se "da saúde financeira em que deixamos a autarquia". "A obra deixada foi realizada a pensar nas pessoas, a favor do seu bem-estar", garantiu, fazendo referência à modernização da educação no concelho. Ao nível da cultura e do desporto, o presidente da Câmara enalteceu algumas das obras efectuadas, tais como o Arquivo Municipal, a Casa da Cultura e o novo Campo de Futebol. Na saúde, "tudo fizemos para que o serviço de urgência se mantivesse 24 horas por dia ao serviço dos goienses", lembrou, esperando que "sejam melhoradas as actuais condições de assistência".
Garantindo que "Góis poderá continuar a contar comigo e com o meu contributo", José Vitorino fez votos para que o feriado municipal seja todos os anos "uma data com significado e sentimento, pois encerra no seu âmago o seu maior valor: a nossa identidade colectiva". in RCA, edição electrónica
Distinguida "alma goiense" no feriado do município
José Girão Vitorino presidiu pela última vez, como autarca de Góis, às comemorações do Dia do Município. O edil aproveitou o momento para fazer um balanço do trabalho realizado, afirmando que sai "orgulhoso da situação financeira em que deixamos a autarquia", sustentando que "fomos sempre responsáveis e sérios nas decisões tomadas, rejeitando qualquer tentação de gestão que pudesse hipotecar o nosso futuro".
De acordo com o presidente que, recorde-se, não se recandidata, a obra "foi realizada a pensar nas pessoas e só podia ser revertível a favor do seu bem-estar", dando como exemplos a "herança dos equipamentos e modernização da educação no concelho", não esquecendo a cultura, o desporto e a saúde. Ao nível dos dois primeiros, "quisemos que a nossa comunidade pudesse usufruir de bens polivalentes e úteis, que antes não existiam ou estavam ultrapassados", como é o caso da Casa da Cultura, cuja primeira pedra será lançada em finais de Setembro, ou o campo de futebol, que também irá avançar em breve. Também na saúde, segundo Vitorino, "tudo fizemos para que a urgência se mantivesse 24 horas/dia ao serviço dos goienses, esperando que sejam melhoradas ainda mais as actuais condições de assistência aos munícipes, contrariando a opinião corrente da aposta única no alcatrão".
Neste feriado municipal, a autarquia decidiu ainda "honrar os goienses que se foram destacando nas várias áreas", uma vez que, no entender de Girão Vitorino, "nesta data também se deve enaltecer quem, ao longo da sua vida, lutou, trabalhou ou representou a alma goiense". Assim, foi entregue a medalha de bons serviços a Maria do Rosário Antunes Alvarinhas Martins, essencialmente pelo "seu trabalho metódico, que aliado ao brio e ao zelo, transformam-se em mais-valias para a instituição que representam, porque sabem profissionalmente responder da melhor maneira".
A título póstumo, foram atribuídas quatro medalhas de mérito, nomeadamente ao engenheiro António dos Santos Almeida, que "ao longo da sua vida foi porta-voz e um dos rostos na luta pela melhoria das condições de vida do Colmeal, terra de onde é natural" e a Fernando Henriques da Costa, que acumulou vários cargos "que contribuíram para a melhoria e bem-estar colectivo da freguesia e do concelho". Igual distinção para Manuel Martins Barata, que "deixou às populações um conjunto de bens que, de outro modo, tardariam em chegar, como a melhoria do abastecimento de água à localidade ou a electrificação, entre muitos outros", e para o médico José Maria Alentisca, homem que "defendeu sempre os interesses dos goienses, tendo por exemplo demonstrado visão e clarividência na idealização da construção da Casa da Saúde da freguesia de Alvares".
Disponível para ajudar
Em jeito de despedida, já que foi o seu último feriado municipal como autarca, Girão Vitorino declarou terminar a sua "participação pública activa, com o mesmo sentimento de sempre: de bem servir a causa pública". Girão Vitorino disse ainda que Góis "poderá continuar a contar comigo e com o meu contributo sempre que entenderem", pois, sustentou, "sendo dos filhos adoptivos da terra, também aprendi a amá-la, desde que aqui cheguei, fixei residência e aqui eduquei os meus filhos".
Finda a cerimónia, que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal António Francisco Barata, foram inauguradas três obras, nomeadamente o Arquivo Municipal, instalado num espaço próprio, na biblioteca, o Skate Parque, no Parque de Lazer do Baião, juntando-se ao circuito de manutenção e ao mini-campo desportivo ali existentes, e um passeio pedonal que liga a praia fluvial da Peneda à praia fluvial Pêgo Escuro.
"Que os futuros inquilinos
saibam honrar a causa pública"
Girão Vitorino quis ainda deixar uma mensagem de esperança relativamente ao futuro e agradecer "do fundo do coração, a todos quantos comigo trabalharam e aprenderam a trabalhar em equipa, em nome do progresso e modernização sustentada do concelho de Góis". Uma palavra também para a sua família, "que sempre me apoiou incondicionalmente, nos bons e nos maus momentos".
O edil aproveitou, também, para se despedir "institucionalmente de toda esta comunidade que servi, no maior respeito republicano e democrático, desejando que os futuros inquilinos desta casa, saibam honrar os seus compromissos, com a responsabilidade da causa púbica pela qual tanto me bati".
in Diário de Coimbra, 14/08/2009 XVI Concentração Mototurística de Góis com algumas novidades
Já está tudo a postos para a realização da XVI Concentração Mototurística de Góis, evento organizado pelo Góis Moto Clube, e que vai decorrer de 13 a 16 de Agosto, no Parque Natural de Mototurismo. À semelhança das edições anteriores, são esperados 25 mil visitantes em Góis para participar naquela que é uma das melhores concentrações mototurísticas do país. Os Zé Pedro dos Xutos, Rui Veloso e Blasted Mechanism são as grandes atracções musicais desta iniciativa que contempla ainda workshops, uma área radical, tasquinhas, o bike-show, uma feira, e a tenda electrónica, na qual vão estar três dj's residentes, nomeadamente Vassalo, Steven e Stereogroovers.
Uma das novidades desta edição foi desde logo a conferência de imprensa de apresentação desta iniciativa que teve lugar na Esplanada da Avó Tomázia, junto à Ponte Manuelina, em Góis, e não em Coimbra, como era habitual, uma vez que "o logotipo deste ano tem também a Ponte Manuelina, monumento que identifica a vila de Góis que está enquadrada com o motociclismo", explicou o vice-presidente do Góis Moto Clube. Outra actividade inédita desta concentração será um ringue de boxe que estará na área radical, em que o boxe será praticado com umas luvas bastante largas. Para além disso, vão decorrer corridas de veículos motorizados, em que os veículos em questão são "sanitas motorizadas", anunciou Jaime Garcia, defendendo que "vai ter bastante piada".
"Esperemos que o tempo nos ajude", referiu a organização, contando que "está tudo nos últimos preparos". Lembrando que o Município de Góis homenageou os motociclistas, erigindo um monumento no Parque do Cerejal, Jaime Garcia sustentou que este acto demonstra "a interacção entre a população e os motociclistas". Segundo o vice-presidente do Góis Moto Clube, a concentração tem decorrido "sem incidentes" devido à melhoria das condições da organização, protecção civil e prevenção.
Quanto ao Góis Moto Clube, que completa este ano 18 anos de existência, a direcção realçou que "não teve o seu início com a concentração mas com a área de competição", já que este clube é responsável pela organização de provas de enduro, motocross, todo-o-terreno, BTT, entre outras. Ao nível da concentração mototurística, que na 1ª edição contou apenas com 160 participantes, Jaime Garcia referiu que tem havido uma melhoria de edição para edição, estando neste momento a ser construída a sede deste grupo motard. "A estrutura está finalizada, com as verbas da concentração a ver se ganhamos balanço e se daqui a um ano conseguimos fazer a conferência de imprensa nesse local", alegou.
Pretendendo-se com a concentração mototurística transmitir o bem-estar de Góis, o dirigente do Góis Moto Clube revelou que o lema continua a ser "Tá-se bem em Góis", uma "imagem de marca" do concelho. Tendo várias entidades parceiras, nomeadamente a Câmara Municipal de Góis, a organização explicou que este evento visa também "a divulgação turística do concelho", sendo cada vez mais um sucesso em virtude da "forte coordenação das forças de segurança". Deste modo, o Góis Moto Clube conta com o apoio de segurança privada, Autoridade Civil, Bombeiros, INEM, Centro de Saúde de Góis e GNR. Para que as pessoas e os próprios motociclistas circulem em segurança, na concentração vai ser feita a promoção da Sagres Zero, cerveja sem álcool, já que a Sagres é um dos patrocinadores desta iniciativa.
"O espaço da concentração também evoluiu", realçou Jaime Garcia, esclarecendo que são ocupados vários hectares, desde o Parque do Cerejal até à Quinta do Baião, onde estão localizados os parques de campismo e os sanitários. De acordo com o vice-presidente do Grupo Motard de Góis, este ano há também um especial cuidado com as limpezas por causa da propagação da Gripe A, sendo que "contratámos mais lavadouros de mãos".
Relativamente ao programa desta iniciativa, tal como aconteceu no ano passado, a primeira noite de quinta-feira [13 de Agosto] terá acesso gratuito por parte dos visitantes, já que "o que se pretende é a interacção dos motociclistas com a população", seguindo-se "três grandes noites no palco Sagres Zero", advogou a organização. Na sexta-feira, Jaime Garcia frisou que vai actuar, para além de One Vision [Tributo a Queen] e Bunny Ranch, o Rui Veloso, que já participa nesta concentração pela terceira vez. No dia seguinte, para além dos Bang Bang Roses e Quem é o Bob?, vão passar pelo palco os Blasted Mechanism, sendo que neste dia vai decorrer um Encontro Nacional Mini-Honda e de Vespas, motas que ficarão expostas junto à área radical e que serão sujeitas a concurso. Durante a tarde, haverá também o 11º Bike Show, sob o tema do "Oeste", onde vai realizar-se também uma exposição de motas transformadas.
Para além disso, vão decorrer inúmeras actividades, nomeadamente a parede de escalada e o slide, havendo animação de rua com malabaristas que vão interagir com os participantes. A missa é também "um momento com algum significado", lembrou o vice-presidente do Góis Moto Clube, contando que no domingo, último dia da concentração, vai decorrer um passeio e desfile dos participantes, durante a manhã, seguindo-se a entrega de prémios e lembranças, ocasião em que a organização entregará um apoio monetário a uma entidade local. As crianças também não foram esquecidas e, durante este evento, estará à disposição dos mais novos um stand com workshops, onde as crianças podem fazer desenhos e participar em concursos, coordenadas por monitores, uma vez que "a concentração é familiar" e deste modo os adultos podem deixar os filhos neste espaço.
Em relação às inscrições, vão ser efectuadas durante a manhã de quinta-feira, ao preço de 35 euros com IVA, incluindo as refeições, uma t-shirt, o brinde, emblema, e o acesso à feira, espectáculos e diversas actividades. Para assistir aos espectáculos, os visitantes vão pagar 12 euros de entrada por noite.
Em representação da Câmara Municipal de Góis, Diamantino Garcia, que também marcou presença na apresentação desta XVI Concentração Mototurística de Góis, afirmou que "Góis nunca seria a mesma coisa se não tivesse o Góis Moto Clube", uma vez que este Grupo é "a entidade que leva mais longe o nome de Góis". Enaltecendo a qualidade do trabalho desenvolvido pelo Góis Moto Clube, o vice-presidente da autarquia goisense alegou que a concentração é "uma marca do concelho", constatando que os motociclistas visitam o concelho ao longo de todo o ano, e não apenas para participar neste certame. "Gostava que Góis se transformasse no paraíso motociclista", continuou o autarca, realçando que cada vez mais se nota uma "comunhão" entre a população e as motas.
Contando que "as pessoas dizem que a maior concentração é a de Faro mas que a melhor é a de Góis", Diamantino Garcia congratulou-se pelo facto desta ser "das poucas actividades que consegue congregar quase todas as forças vivas de Góis". Na ocasião, o vice-presidente da Câmara fez votos para que a sede do Góis Moto Clube avance, apelando também para que "a concentração corra tão bem como as outras".
Refira-se que nesta conferência de imprensa usou ainda da palavra Pedro Geraldes, da Central de Cervejas, que explicou que durante a concentração de motas haverá a degustação da cerveja Sagres Zero, que também já é vendida em todos os bares. "Os palcos até já são Sagres Zero", reforçou, arescentando que a "mensagem que queremos passar para conduzir sem álcool é forte". Coube ao comandante dos Bombeiros Voluntários de Góis, Francisco Dias, falar sobre o dispositivo de segurança que está a ser preparado, anunciando que "vamos contar com ambulâncias de socorro de todo o distrito", havendo este ano mais corpos de bombeiros que vão estar na concentração por turnos de 12 horas, intercaladamente. Se for necessário, estará também uma viatura do INEM com um médico e um enfermeiro junto ao quartel, e em caso de evacuações, "o local de aterragem para os meios aéreos será o campo de futebol", anunciou Francisco Dias, que espera, contudo, que "tudo corra bem". Por último, Rui Paulo Conceição, presidente do Góis Moto Clube agradeceu o interesse demonstrado pelas pessoas por esta iniciativa, fazendo votos para que esta edição seja mais um sucesso.
in RCA, edição electrónica
A ética política (ou a falta dela) em Góis
SENHOR DIRECTOR, Não sendo um especialista em temática política, nem residente em Góis, sou, apesar de tudo, uma pessoa que está atenta ao que se passa neste Concelho, onde nasci e sou eleitor e onde tenho investido boa parte das minhas poupanças e do meu empenho e capacidades, dando um contributo, ainda que modesto, para o seu desenvolvimento.
Assim sendo, não posso deixar de manifestar a minha perplexidade sobre o que se passa no meu Concelho e que considero ultrapassar todas as fronteiras da seriedade política, da ética e do bom senso, que devem pautar todos aqueles que desempenham ou se propõem desempenhar cargos públicos, submetendo-se à vontade popular.
Habituei-me a guiar-me por princípios e convicções em todas as áreas da minha vida, incluindo naturalmente a vida política, pois apesar de não praticar a política activa, não me posso demitir das minhas responsabilidades como cidadão. É que ainda que o não queiramos, as nossas opções ou mesmo a falta delas, em relação a boa parte dos aspectos da nossa vivência em sociedade, constituem opções de natureza política, mesmo que nalguns casos não sejam assumidas de forma totalmente consciente.
Ter consciência política e optar por um determinado projecto político, seja ele representado ou não por um partido, significa a defesa de um determinado modelo de sociedade que entendemos ser o mais correcto para o nosso país ou região, no qual queremos continuar a viver e a garantir um futuro para os nossos filhos, os nossos netos e todas a gerações vindouras.
Assim sendo, é natural que quando o nosso projecto político não se identifique com o partido de que eventualmente façamos parte, sem que consigamos alterar o curso dos acontecimentos ao nível interno, façamos a afirmação pública dessas divergências, com eventual abandono dessa força política, por sentirmos ql'1e já não representa os nossos ideais e convicções.
Entendo, porém, que salvo em cargos de eleição altamente personalizada, o abandono do partido que proporcionou a eleição para determinado cargo, deve implicar, de imediato, a demissão desse cargo, a fim de:
Permitir ao partido que proporcionou a eleição, prosseguir <? seu programa, a fim de ser julgado em próximas eleições, através de novos candidatos;
Permitir que os demissionários efectuem a sua afirmação política autónoma, demarcando-se do partido que os havia elegido e apresentando um projecto alternativo que possa ser julgado pelo voto popular.
A rejeição de um projecto político com a manutenção dos cargos a que o mesmo deu acesso e a integração simultânea num outro projecto político antes renegado, para além de representar um acto de evidente apego ao poder, por questões de mero interesse pessoal, constitui:
Um acto de traição ao eleitorado que votou no projecto político que é posto em causa;
Um acto de traição às pessoas que fizeram oposição a este projecto e que, naturalmente, deveriam dar a cara por um projecto alternativo, mas que se vêem substituídas nesse papel pelos seus adversários recentes.
Os partidos políticos têm as suas regras internas que os respectivos militantes devem respeitar, ainda que por vezes possam sentir-se injustiçados. São as regras da democracia, nas quais, naturalmente, se incluem as opções de deixar de integrar essa organização partidária. Não obstante, a busca imediata, através de num projecto político até então rejeitado, dos lugares para os quais os seus anteriores pares não os consideraram os mais capazes, constitui uma atitude de total ausência de convicções políticas, com o objecto único de satisfação de interesses pessoais e consequente manutenção do "status quo".
Estamos certos que o eleitorado de Góis saberá distinguir as pessoas que têm convicções políticas e que não as abandonam nas primeiras adversidades e que, naturalmente, as traduzirão em bons projectos com vista à mudança em direcção a um futuro melhor, das pessoas já cansadas do poder, que prometem novas políticas apenas porque resolveram mudar de cor partidária, mas que foram incapazes de as levar à prática quando tiveram essa oportunidade.
ANTÓNIO DUARTE
COLMEAL
in Diário de Coimbra, 10/08/2009
Inauguração de exposição de Lenita de Góis no dia 18 em Góis
De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, no próximo dia 18 de Agosto vai decorrer em Góis a inauguração de uma exposição de pintura da artista Lenita de Góis. Esta cerimónia está marcada para as 10h e terá lugar no Posto de Turismo de Góis.
in RCA, edição electrónica
Apresentação dos candidatos do PS à Câmara Municipal de Góis
Com o lema "Renovar a Esperança, Confiar no Futuro", a candidatura do Partido Socialista apresentou no sábado, no Parque do Cerejal, em Góis, os candidatos à Câmara Municipal, cuja lista é liderada por Lurdes Castanheira, à Assembleia Municipal, encabeçada por José Carvalho, e às cinco juntas de freguesia do concelho. Assim sendo, o PS manteve do mandato anterior os dois candidatos às juntas de freguesia de Góis e Vila Nova do Ceira, neste caso Alberto dos Reis e António Alberto Monteiro, apresentando os três novos candidatos às junta de freguesia de Alvares, Cadafaz e Colmeal, nomeadamente Vítor Marques, José Alves e Carlos Conceição Jesus, respectivamente.
Refira-se que na ocasião foram dados a conhecer os nomes que integram a lista para a Câmara Municipal, sendo que o número dois da lista é José Alberto Rodrigues e o número três é Mário Garcia. No que respeita à Assembleia Municipal de Góis, fazem parte da lista, para além de José Carvalho, Jaime Garcia, Silvia Santos e Paulo Silva, entre outros. O presidente da Comissão de Honra da candidatura do PS é Carlos Poiares, enquanto o mandatário é José Albuquerque e a mandatária financeira é Sara Mendes.
Estiveram presentes nesta cerimónia, a apoiar a candidatura de Lurdes Castanheira, Horácio Antunes, em representação da Federação Distrital do PS de Coimbra, o presidente da concelhia de Coimbra do PS, Henrique Fernandes, Mário Ruivo, director do Centro Distrital da Segurança Social, o candidato do PS à Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra,António Sérgio, para além de outras entidades, militantes do PS, apoiantes e amigos.
No uso da palavra, o candidato à Assembleia Municipal de Góis referiu que "ao contrário daquilo que os opositores fizeram correr pelo concelho, não houve qualquer dificuldade na organização das listas", criticando a oposição "quando invoca que alguns dos nosso candidatos não são naturais ou residentes no concelho". "Passámos os últimos anos a dizer que o concelho está a ficar deserto e que precisamos de gente que venha para aqui residir e agora só por serem candidatos já não servem?", questionou José Carvalho, defendendo que os candidatos do PS "são de Góis, estão com Góis de alma e coração, e vão dedicar-se a tempo inteiro ao concelho e às suas gentes".
Segundo ainda o actual presidente da Assembleia Municipal de Góis, "foi criada uma equipa coesa, altamente competente, formada por técnicos especializados", enaltecendo em particular o percurso profissional do candidato a vice-presidente da Câmara de Góis, José Alberto Rodrigues, que "pertencendo aos quadros do Ministério das Finanças, é especialista nas áreas financeira e patrimonial". Quanto à oposição, "a equipa é a mesma, tendo havido somente transferência de clubes", afirmou, contestando também o facto de estarem a ser feitas "obras de última hora" para "convencer todo um povo".
"É bom que se saiba que nunca chamei a ninguém "troca tintas", "camaleão" ou "vira casacas", palavras do candidato da oposição que afirmou que só os burros é que não mudam", lembrou José Carvalho, sugerindo que "assumam de vez a mudança e não afirmem que são de cepa socialista porque não o são". Em relação aos candidatos do PS, "não vão virar as costas às pessoas", garantiu, revelando que os elementos da lista "exercem as mais variadas profissões". "Não nos move o dinheiro", realçou o candidato à Assembleia Municipal, apelando aos eleitores para que "votem conscientemente no PS colocando pela primeira vez uma mulher a gerir o nosso concelho".
José Carvalho deixou ainda uma palavra "de gratidão" ao presidente da Câmara Municipal de Góis "pela sua obra e dedicação ao concelho ao longo de mais de 30 anos", confessando que tem por Girão Vitorino "um especial carinho e respeito".
Mostrando-se satisfeito por os candidatos às juntas de freguesia terem apresentado alguns dos seus projectos, o presidente da Comissão de Honra frisou que os candidatos do PS não têm "certidão de nascimento" em Góis, no entanto, os candidatos da oposição "têm uma certidão de nascimento mas não têm mais nada". "Que raio de gente têm que só conseguem viver com as sobras do PS?", questionou Carlos Poiares, acrescentando ainda que Lurdes Castanheira "não nasceu em Góis mas não é isso que nos faz estrangeiros", já que "é goiense de alma e coração".
O mandatário da campanha do PS criticou ainda o executivo porque "muitas coisas têm feito sem que Girão Vitorino se tenha pronunciado", lembrando que "há muitos anos passaram pela Câmara muitos dinheiros que têm o cunho da nossa candidata". "Ninguém no concelho conhece as pessoas e sabe das suas dificuldades como Maria de Lurdes Castanheira", constatou José Albuquerque, defendendo ainda que para se ser regionalista é preciso "termos disponibilidade para receber as Comissões e construir planos de actividades e orçamentos".
Em representação da Federação Distrital do PS de Coimbra, Horácio Antunes afirmou que "os Homens do PS não se vendem por um prato de lentilhas, nascem socialistas e morrem socialistas", reforçando que "de fora vem boa gente que prefere viver aqui e que temos de receber de braços abertos". Enaltecendo que "Góis tem tido bons presidentes de Câmara", o representante da Federação do PS de Coimbra defendeu que "Góis precisa agora de progresso e Lurdes Castanheira tem todo esse conhecimento".
Coube à candidata do PS à Câmara de Góis finalizar as intervenções, começando por lamentar o falecimento da esposa de um dos elementos da Comissão de Honra. Apelando esta cerimónia como "mais um dos momentos altos do PS", Lurdes Castanheira frisou que o projecto apresentado é "um projecto para Góis", não se pretendendo "defender bandeiras de partidos". "Nesta candidatura respeitamos quem está, quem sai e quem entra", assegurou, saudando em especial os candidatos às juntas de freguesia que integram pela primeira vez as listas do PS. De acordo com a candidata, que prestou ainda uma homenagem a José Cabeças pelo trabalho desenvolvido em prol da causa pública, o lema desta candidatura é que "as pessoas estarão sempre em primeiro lugar".
Relativamente aos 110 candidatos apresentados, Lurdes Castanheira considerou que "são homens e mulheres que querem trabalhar e devolver a confiança a Góis". Destacando todos os elementos que integram a lista para a Câmara Municipal, a candidata revelou que "a escolha não foi fácil", mas "estou convencida que escolhi as melhores pessoas para servir Góis", realçou. Fazendo também referência ao actual presidente da Câmara, "única pessoa que é fiel ao PS", Lurdes Castanheira deu-lhe os parabéns por "ser capaz de lidar com tanta traição".
Revelando que o objectivo do PS é "tirar Góis do profundo sonambolismo", a candidata à Câmara de Góis anunciou que vai ser definido um projecto que "envolva todos os goienses", adiantando que uma das suas principais preocupações é redobrar a motivação dos trabalhadores da Câmara Municipal. Outros dos problemas é "ao nível da qualidade da água e em termos de abastecimento", lembrou, acrescentando que "esta candidatura também está preocupada com a protecção civil". Para além disso, "serão concluídas as obras que há 20 anos ouvimos falar nelas", garantiu, revelando que outra das apostas será a fixação dos jovens no concelho.
Lurdes Castanheira comprometeu-se ainda a concluir três grandes obras no concelho, nomeadamente o campo de futebol, a Casa Municipal da Cultura e o Centro Escolar de Alvares. "Um dos compromissos é criar condições para encabeçar um projecto de uma Unidade de Cuidados Continuados", anunciou, contando que outro dos projectos passa por "criar uma pequena unidade hoteleira para complementar a oferta que temos em Góis". Para além disso, "foi sempre uma velha aspiração termos uma piscina municipal", disse, constatando que "está na hora de dizer que também merecemos".
Lurdes Gonçalves
in RCA, edição electrónica
FACIG até segunda-feira"Uma mostra do que se faz em Góis"
A XVII Feira Agrícola Comercial e Industrial de Góis (FACIG) abriu ontem as portas, no Parque de Lazer do Baião. Um encontro com empresa, comerciantes, artesãos e instituições do concelho e de localidades vizinhas que a autarquia pretende manter e fortalecer cada vez mais, conforme disse o presidente, José Girão Vitorino, na visita que inaugurou o certame.
"Temos 70 expositores, gostaríamos que o nosso comércio a nossa indústria estivessem mais representados, mas é um mês de férias e muitos disseram ter dificuldade em estar presente", lamentou o autarca, admitindo que, nos tempos que correm, "o importante é continuarem a manter os seus postos de trabalho".
Mas nem só da exposição - que é maioritariamente de artesanato e institucional - vive a feira. "O momento deve ser também de festa e divertimento. Temos um programa à altura das possibilidades da Câmara, mas que penso que é bastante rico porque valoriza o que fazemos em Góis", declarou Girão Vitorino aos jornalistas.
O presidente da autarquia sustentou que, pelo palco montado na feira, vai desfilar muito do que culturalmente o concelho vai fazendo, as suas tradições folclóricas, as danças e cantares, as filarmónicas, a que se juntam alguns artistas convidados, nomes da música popular portuguesa.
Por fim, a FACIG é local de troca de ideias sobre o que deve ser o futuro da terra. "Também aqui se trocam impressões, as pessoas falam com os autarcas, expõem os seus problemas", reparou o presidente.
Agosto com muitas visitas
Agosto é mês de muitos goienses regressarem às origens e de receber visitantes e turistas. "Triplicamos a nossa população e esperamos que todos venham à feira", disse Girão Vitorino.
Lembrando o potencial do espaço que acolhe a FACIG - que receberá, já na próxima semana a concentração motard de Góis - e de outros espaços verdes do concelho, a vereadora Helena Moniz não tem dúvidas de que a aposta de desenvolvimento económico do concelho deve ser feita no turismo: "Não um turismo de massas, mas um turismo que respeite e valorize as tradições e o potencial da natureza".
José Pereira de Carvalho, presidente da Assembleia Municipal, que também visitou a feira, considerou importantes eventos como a FACIG e outros que levem o nome de Góis mais longe, promovendo as suas riquezas.
Vice-campeão de enduro partilha paixão pelas motos
Num stand cedido pela Câmara Municipal, Gonçalo Bandeira, jovem da terra, mostra não só a sua moto e o equipamento que tem usado, mas também diversas fotos das provas em que tem participado e conquistado lugares de destaque. O vice-campeão nacional de enduro - assim consagrado num campeonato que terminou, no mês de Maio, em Góis - tem 20 anos e frequenta o curso de Geografia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mas não esconde uma paixão que lhe vem dos tempos de criança. "O Góis Moto Clube organizava corridas do campeonato e sempre gostei de ver. Assim que tive idade e possibilidade comecei a participar". E isso foi há cerca de três anos, entretanto mudou de equipa. Quedas? "Muitas, mas nenhuma que o magoasse a sério".
A presença na FACIG serve, no seu entender, para divulgar este desporto e para atrair mais patrocinadores. "É um desporto caro quando se chega a um determinado nível de competição", admite, notando que a crise tem retraído alguns apoios e que, muitas vezes, são os pais os maiores investidores. Gonçalo Bandeira, que corre pela Team CNR Yamaha Motofundador, agradece, ainda assim, o apoio de todos os seus patrocinadores.
O jovem de Góis espera no próximo ano conquistar o título de campeão nacional e, já este ano, no International Six Days Enduro, que decorre em Outubro na Figueira da Foz - com cerca de 500 pilotos -, conseguir a medalha de ouro de juniores.
in Diário de Coimbra,07/08/2009
FACIG afirma-se como "cartão-de-visita" de Góis
A 17.ª edição da FACIG - Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis começa hoje, no Parque de Lazer do Baião. Ao todo são cerca de oito dezenas de expositores, que representam o concelho e dão a conhecer a sua dinâmica, as suas particularidades, as suas apetências e vocação. A mostra é inaugurada numa cerimónia marcada para as 18h00.
Mantendo o estatuto de certame por excelência do concelho de Góis, a FACIG tem vindo, todavia, a "diferenciar-se", ou melhor, a afirmar-se por uma componente que não será, de todo, a mais centrada nas actividades económicas. Estas estão lá, sem dúvida, mas há muito mais do que isso. Maria Helena Moniz, responsável pela organização da feira, reconhece isso mesmo e defende, inclusive, "uma nova interpretação para a sigla do certame". Meio a brincar meio a sério, a vereadora da Câmara Municipal de Gois aponta o "A" de Agricultura, para dizer que "apesar de pouca, ainda temos alguma". Mas em seu lugar sugere "Artesanato", uma vez que, considera, se trata de uma área com um desenvolvimento e uma afirmação exponencial nas edições da FACIG, para já não falar no peso que este sector começa a assumir em termos da economia local.
Relativamente ao "Comércio", reconhece que hoje, na 17.a edição, se mantém algum, o que continua a dar consistência à designação. O mesmo todavia, adverte, já não se poderá dizer relativamente à componente "Indústria". Não que o sector seja particularmente pródigo no concelho, mas existe, "e inclusive temos empresas muito boas, com um peso significativo no concelho e mesmo na região", Todavia, a verdade é que este sector não constitui uma presença de relevo no certame, ao invés do que acontece com as instituições, faz notar a vereadora.
A "força" das instituições
Com efeito, primeiro de uma forma incipiente, depois com mais força e, hoje em dia, praticamente sem excepção, todas as instituições do concelho fazem questão de marcar presença na FACIG. Desde as escolas à Misericórdia, passando pelas instituições particulares de solidariedade social (IPSS), pelos grupos de Escoteiros, Bombeiros Voluntários ou Associação Florestal, todas têm o seu espaço e aproveitam a realização da feira para se darem a conhecer ao público e para divulgarem os seus projectos, actividades ou iniciativas.
Garantida é, também, a presença da Câmara Municipal de Góis, assim como das Juntas de Freguesia do concelho. Relativamente a estas últimas, trata-se de uma conquista pessoal de Helena Moniz, que em 2007 colocou a si mesma este desafio, uma vez que entendeu que a presença das juntas era importante, no sentido de criar "proximidade" entre vizinhos. E este ano estão, de novo, todas presentes, reforçando o "peso" que as instituições possuem na FACIG.
Helena Moniz refere, também, a oportunidade que o certame constitui para a apresentação de "alguns projectos de carácter social, dos quais a Câmara é entidade promotora, como é o caso das Escolhas de Futuro ou do Progredir em Igualdade e Cidadania. Destaque ainda para a presença da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Góis, que a vereadora encara, mais uma vez, como uma referência de proximidade, uma vez que "esta presença permite dar a conhecer o trabalho que esta comissão tem vindo a desenvolver". Mais do que isso, no entender da vereadora, trata-se de "ultrapassar tabus" relativamente a esta entidade, "desmistificando o que faz".
Um esforço que se tem revelado positivo, enfatiza, uma vez que, hoje em dia "já não existe a ideia que a comissão tira os meninos aos pais, mas começa a perceber-se que se trata de uma estrutura que defende o superior interesse das crianças e as famílias". Esta presença da CPCJ, que "sai das paredes do gabinete onde funciona e se apresenta ao público, se dá a conhecer", tem, de resto, sido "amplamente elogiada", refere ainda Helena Moniz.
Artesanato ganha dimensão e qualidade
A vereadora, responsável, na primeira linha, pela organização do certame, destaca, ainda, a cada vez mais relevante presença que o artesanato assume na FACIG, "dentro e fora de portas", ou seja, cativando um número crescente de artesãos, do concelho e também de fora. "A FACIG foi-se transformando num espaço privilegiado para os artesãos", afirma, sublinhando a qualidade das presenças. "Procuramos a excelência dos saberes", diz, considerando que este "é um valor fundamental que não podemos perder". Helena Moniz faz notar, aliás, que este é o espírito das Al-deias do Xisto, em cuja rota Góis está integrado com várias aldeias.
Os trabalhos em xisto, uma tradição da Beira Serra, constituem, de resto, uma das presenças de maior significado no certame, cujos artífices também fazem questão de inovar e reinventar, apostando em novos produtos, que se juntam às mais tradicionais casinhas, molduras ou relógios.
A vereadora destaca ainda a presença dos artesãos locais que se dedicam à arte de trabalhar a madeira e a cortiça, construindo as mais variadas alfaias agrícolas e domésticas, bem como os trabalhos efectuados em estanho, outra tradição do concelho. A estas, mais emblemáticas ou que mais se identificam com a "alma" do concelho de Góis, juntam-se outras artes manuais, com relevo para os domínios das rendas, crochés e bordados. Atenção especial merece, ainda, no seu entender, a presença de artesãos que trabalham as artes decorativas e de bijutaria, que criam uma atracção especial junto das camadas mais jovens.
Helena Moniz considera a FACIG mais um ingrediente que "convida a visitar Góis" e desafia os turistas, habitantes dos concelhos vizinhos e de toda a região a deslocarem-se ao concelho durante estes dias. Para além da feira e do diversificado programa de animação, têm à sua disposição, enfatiza, "paisagens lindas, belíssimas aldeias de xisto e as águas cristalinas do Ceira que convidam a mergulhar".
in Diário de Coimbra, 06/08/2009
MONUMENTO PERPETUA VALORES DO REGIONALISMO
No fontanário, uma homenagem ao regionalismo na freguesia, estão inscritos os nomes de todas as comissões de melhoramentos.
Tendo como símbolo a Liga de Melhoramentos, fundada em 1932, a Junta do Cadafaz, concelho de Góis, decidiu prestar uma homenagem ao regionalismo da freguesia, no domingo, com a inauguração de um fontanário.
No monumento estão inscritos os nomes de todas as Comissões de Melhoramentos e o ano da sua fundação. Deste modo, no fontanário, que foi erigido, como se pode ler na placa alusiva, "pelo empenho, esforço e dedicação de todos os regionalistas da freguesia", é feita referência às comissões de melhoramentos da Cabreira (1953), da Candosa (1955), União Recreativat do Cadafaz (1960), Grupo de Amigos de Capelo (1960), Grupo A Bem da Sandinha (1962), Liga dos Amigos das Mestras (1967), de Corterredor (1975) e Comissão de Melhoramentos e Preservação do Tarrastal (1984).
A cerimónia contou com a presença de vários autarcas, nomeadamente os presidentes da Junta do Cadafaz e da assembleia de freguesia, o vice-presidente da Câmara Municipal de Góis, o presidente da Assembleia Municipal de Góis, elementos da ADlBER, da Misericórdia de Góis, dos Baldios da Freguesia do Cadafaz, bem como os vários representantes das colectividades regionalistas homenageadas.
Após a bênção, do fontanário pelo padre Cardoso, e inauguração o presidente da Assembleia de Freguesia do Cadafaz mostrou-se satisfeito por "se falar do valor dos homens' que arrojadamente partiram do escuro em busca de melhoramentos para as suas aldeias encravadas" no Vale do Ceira. "Estamos a viver hoje um momento único na história do regionalismo cadafazense", reforçou Armindo Neves, louvando a "coragem" do presidente da junta de freguesia, ao erigir o monumento.
Por seu lado, o presidente da Junta do Cadafaz realçou que o objectivo da homenagem foi "reconhecer o valor que teve o regionalismo na freguesia". Lembrando que em 1932 foi fundada a Liga de Melhoramentos da freguesia do Cadafaz, "com esperança de criar melhor qualidade de vida para as suas gentes" Casimiro Vicente contou que a liga "foi a alavanca do desenvolvimento das nove povoações nela associadas". De tal modo que surgiram, a partir da sua fundação, uma comissão de melhoramentos em cada uma das aldeias da freguesia.
"Acredito que todas as juntas que exerceram funções desde 1932 sentiram, assim como nós, o orgulho de termos nascido no Cada faz e estariam de acordo com este nosso reconhecimento", disse o autarca, frisando que "o mármore existente no pequeno e simples marco histórico, carregado de conteúdo humano, irá perpetuar para os vindouros o início do regionalismo da freguesia, assim como o seu desenvolvimento" .
Em representação da ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, Lurdes Castanheira manifestou-se satisfeita por a associação ser uma "parceira activa" da junta de freguesia. "No âmbito do PRODER, pode contar com o apoio da ADIBER", afirmou.
O vice-presidente da Câmara de Góis, Diamantino Garcia, deixando uma palavra de apreço e de respeito a todos os regionalistas, garantiu que a junta de freguesia e comissões de melhoramentos podem "contar sempre" com a ajuda da autarquia.
O presidente da Assembleia Municipal de Góis, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelas comissões de melhoramentos, afirmou que o monumento em homenagem ao regionalismo "veio na hora certa". "Está ali escrito empenho, esforço e dedicação, não encontraria melhores palavras para definir os representantes das comissões", acrescentou José Carvalho, sublinhando que estas colectividades "são fundamentais para que as populações continuem a existir".
Na cerimónia usaram ainda da palavra os representantes das comissões de melhoramentos, que aproveitaram para agradecer a homenagem e recordar a
história de cada colectividade, bem como o dirigente do Rancho Folclórico do Cadafaz, Mário Neves, e o presidente do Conselho Directivo dos Baldios da freguesia do Cadafaz, Artur Neves, que anunciou que as receitas que provêm da L.'1stalação das cólicas estão reservadas para a criação do Lar da freguesia do Cadafaz, e um representante da Misericórdia de Góis, Valentim Rosa
in Diário as Beiras, 05/08/2009
Góis prepara-se para receber 10 mil motards
Cerca de 10 mil motociclistas e um número de entradas para os concertos que pode atingir as 25 mil, são as perspectivas mais optimistas do Góis Moto Clube para a Concentração Mototurística, que decorre entre 13 e 16 deste mês, no Parque do Cerejal.
Trata-se de números similares a anos anteriores e que a organização espera repetir - assim ajude a meteorologia - tendo apostado forte em termos organizativos e de segurança, recorrendo à colaboração das autoridades policiais, bombeiros do distrito e INEM, para além da segurança privada. A título de exemplo basta dizer que o campo de futebol está disponível para receber um helicóptero de socorro, tendo sido reforçado o número de lavatórios para as mãos, tendo em vista a prevenção da Gripe A.
Ontem, durante a apresentação do evento, realizada à beira rio, junto à ponte manuelina, um dos símbolos da vila, foram desvendadas algumas das novidades do programa, nomeadamente as bandas e artistas que vão protagonizar os concertos no palco "Sagres Zero", assim como a inovadora e original pista onde vão ser realizadas corridas de sanitas motorizadas, ou o ringue de boxe, onde alguns poderão libertar energias com luvas de dimensões exageradas.
Jaime Garcia, vice-presidente do Góis Moto Clube, referiu que a filosofia do evento é de "interacção salutar", sob o lema "Tá-se Bem", explicando também que a denominação de Parque Natural de Mototurismo não se restringe a Góis e representa as paisagens e estradas da região, por onde os motociclistas terão oportunidade de passear.
Sempre com a segurança como prioridade, o responsável aspirou a uma concentração sem incidentes de maior, algo que tem acontecido nas últimas edições, muito embora em 2008, tenha morrido uma pessoa atropelada.
Ocupando toda a área da Quinta do Baião, a Concentração Mototurística de Góis conta com a colaboração da autarquia, que apoia nos mais variados domínios, recebendo também os dividendos da promoção da vila e do concelho em todo o país.
Este aspecto foi enfatizado pelo vice-presidente da Câmara Municipal, que sustentou que "Góis nunca seria a mesma se não tivesse o clube e a concentração, se calhar a realização que mais longe leva o nome do concelho", defendendo que "não somos os que temos mais participantes, mas temos mais qualidade".
Diamantino Garcia lembrou ainda que "o Moto Clube conseguiu esta projecção pela qualidade" com que organiza o certame, "e isto deve ser reconhecido", frisando que, decorrente da concentração, "já muitos motociclistas procuram a nossa zona para passear no Inverno, o que quer dizer que não vêm só pelas festas".
Animação garantida
Com um custo de 35 euros de inscrição para os motociclistas e de 12 para quem apenas quiser assistir aos concertos, a edição deste ano volta a ter um dia (quinta-feira) onde a entrada é gratuita, de forma a ajudar a ambientar os homens e mulheres das duas rodas com a população local.
Nesse dia, 13 de Agosto, as inscrições abrem às 12h00, sendo que noite promete ser bastante animada, com as bandas "Malta", "O Zé Pedro dos Xutos" e "Dixie Boys", continuando a festa até de manhã na tenda electrónica.
Na sexta-feira, já funciona a Feira do Motociclista e as tasquinhas, assim como a zona radical. Os concertos estão a cargo de "One Vision", num tributo aos "Queen", "Bunny Runch" e Rui Veloso".
Como habitualmente, no sábado, a concentração recebe os encontros nacionais de Vespas e Mini-Honda, que realizam um passeio pela região, entrando também num concurso para a apurar os melhores exemplares. É também o dia do Bike Show, com as motas transformadas e de autor, este ano sob o tema do "Far West".
À noite, o palco enche-se de luz e som para "Bang Bang Roses", "Quem é Bob?" e "Blasted Mechanism", que encerram em grande as noites do Parque do Cerejal.
A concentração termina no domingo, com um passeio pela região e desfile pelas ruas da vila, seguindo-se a entrega de lembranças e a cerimónia de encerramento.
Resultado do certame
para terminar nova sede
Na Quinta do Baião, onde tem lugar a concentração, o Góis Moto Clube tem já erguido o edifício da sua nova sede, cuja primeira pedra lançada há cerca de seis meses, faltando ainda grande parte dos rebocos, pinturas, acabamentos e equipamento.
Jaime Garcia explicou ontem que a conclusão deverá ocorrer ainda antes do final do ano, contando a colectividade com os resultados do certame para "ajudar a terminar a obra".
Trata-se de um passo necessário para um clube que atingiu a maioridade este ano, tendo organizado a primeira concentração há 16, com apenas 107 participantes. Não se limitando aos encontros de motociclistas, a instituição tem representação em várias disciplinas de competição, como o Enduro, Downhill ou Rally Raid.