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Clarisse Barata Sanches

Página das letras > Os nossos poetas







Odes da nossa gente!

Poesias soltas




A VILA DE GÓIS

Ao percorrer a terra portuguesa,
Num sonho deslumbrante... cor-de-rosa,
Vi tanta coisa bela e preciosa
Que me deixou extática e surpresa!

Quedei-me entre obras de arte e de nobreza!
Passei por muita vila donairosa,
Mas não achei nenhuma mais formosa
Que Góis, vestida qual uma princesa!

Encantava-a a verdura dos caminhos,
A Igreja memorável, o Penedo
E a Ponte Manuelina sobre o Ceira!

As águas em cascata nos moínhos
E o sol no Rabadão, de manhã cedo,
Faziam do meu sonho uma cegueira!


No Dia Mundial da Paz

Tem a Paz o seu dia consagrado,
Sem ela a Vida é triste pesadelo,
Graça que anda no mundo ao desmazelo
Por culpa do amor despedaçado!...

Nasce no coração… bendito elo
Que tem de cultivar-se com agrado;
Vivê-la como seja um eldorado…
A dar sabor à Vida como mais zelo.

Três letras como Céu e diz-nos tanto…
Quando nos faz ser novas criaturas,
Guiada pela Estrela de Belém…

Fale-se dela qual remédio santo,
Como Deus a gravou nas Escrituras
E seja a Paz, na Terra, o maior Bem!


À saudosa memória da Graça Maria
1961 - 1985
(Mote de Luís Camões)

Se foste deste mundo enganador
E já o Espaço Etéreo descobriste…
Que estejas entre os Anjos, meu Amor:
"ALMA MINHA GENTIL QUE TE PARTISTE."

Naquela inesquecível manhãzinha
Que entristeceu a Terra e muita gente,
Voaste como sendo uma andorinha…
"TÃO CEDO DESTA VIDA DESCONTENTE!"

Até que eu vá um dia ter contigo
E regalar meus olhos de contente,
Para te dar um beijo, muito amigo,
"REPOUSA LÁ NO CÉU ETERNAMENTE."

Talvez que Deus me chame mas, Gracita,
Enquanto esta Saudade, em mim, persiste,
Alegra esse"jardim", Rosa Bonita,
"E VIVA EU CÁ NA TERRA SEMPRE TRISTE!"



Escutemos a Árvore

Pequena semente da mãe Natureza,
Num dia de chuva cai sobre o chão,
E fiz-me uma árvore de sonho e grandeza,
Que a bênção de Deus, fez nascer dum pinhão!

Agora, com outras, sou mata, riqueza
Com troncos e ramos de verde amplidão!
Apuros os Espaços e sou pão na mesa
De pobres que lutam e, em mim, lançam mão!

Ao ver-me em perigo, nos meses de Estio,
Eu tremo de medo e até me arrepio...
Oh, homens da Terra, tratem-me com zelos!

Se muito vos presto, preciso de cor;
Respeito na vida, carinho e amor,
Pois quero servir-vos, mas sem pesadelos


AS TRÊS VIOLETAS
Aquelas três violetas
Que tu me deste a tremer,
O coração me ensinou
O que elas vinham dizer.

VASCO DE CAMPOS
À memória de um Amigo,
Poeta e Médico distinto

GLOSA

"AQUELAS TRÊS VIOLETAS"
De perfume delicado,
Nessas mãozinhas, discretas,
Deixaram-me perturbado.

As lindas flores de preito
"QUE TU ME DESTE A TREMER"
Coloquei-as no meu peito
Para toda a gente ver.

Se a minh'alma se encantou
Ao ver-te sorrir, Maria,
"O CORAÇÃO ME ENSINOU"
Quanto a mensagem trazia…

Nas violetas eu vi
Revelação de bem - qu'rer;
E logo, então, percebi
"O QUE ELAS VINHAM DIZER."



"Mas, todo púrpura, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda,
O ramalhete rubro das papoilas."
IDÍLIO
Cesário Verde1855 - 1887
Do seu lindo poema "De Tarde"

GLOSA

Mas, todo púrpura a sair da renda
Eu sentia o teu peito a palpitar.
Que santo idílio, ao pé duma moenda,
Que mais par'ciam anjos a rezar!...

Vinha um suave aroma a flore's e mel
"Dos teus dois seios como duas rolas"
E voavam as aves no vergel,
Alegres, estonteantes, meias tolas!

A saltitar no verde da fazenda
Foste colher amoras. Que Saudades!
"Era o supremo encanto da merenda"
Quando o sino tocava já trindades

O Sol ia já pôr-se, em tarde linda!
E ouviam-se hinos, cantos das moçoilas;
Que graça, ver na tuas mãos, ainda,
"O ramalhete rubro das papoilas!"

C.B.S. (In) Hinos da Tarde


A BANDA DE GÓIS
(Ao saudoso Maestro Sarrazola)

Dá gosto ouvir a música de Góis,
A Banda que mantém a tradição;
Garbosa e aprumada, honra-nos pois,
Por ser das mais gentis da região!

Quando ela passa, até os rouxinóis
Calam os seus trinados, de emoção!
Os instrumentos brilham como sóis,
A dar-lhe colorido, animação.

Ao ritmo das suas melodias,
Salta a criança, o velho se consola
De vê-la regressar das romarias.

Merece a nossa Banda um elogio,
E lembrarmos o Mestre Sarrazola,
Que há anos a guiou com muito brio!


Camões e Portugal

Camões um patriota desterrado
Que enalteceu a língua Portuguesa,
Um romântico vate, mal amado,
Jamais teve benesses de nobreza!

Lutou…foi um guerreiro sinistrado.
Viveu sempre a sua singeleza…
Mas foi um dia ao Rei, como um mestrado,
Ler uma História, linda, de grandeza!

Se Camões viesse hoje ao Choupal
Cantar, talvez, a nossa odisseia…
Como a declamaria em recital?...

…Decerto em rija prosa, a dar "tareia"
Nos políticos deste Portugal,
Que não lhe inspiram cantos de epopeia


O Lenço Bordado

Alvo da cor açucena
Tem um ramo em cada canto;
Os ramos dizem Saudade,
Por isso lhe quero tanto.

SIMÕES DIAS


GLOSA

"ALVO DA COR DA AÇUCENA"
O lenço que tu me deste,
Faz-me lembrar terna cena,
Quando ao meu peito o puseste!...

Esse lencinho bordado.
"TEM UM RAMO EM CADA CANTO"
E é para mim tão sagrado
Como a relíquia dum santo.

Já decifrei, na verdade,
O que gravaste a primor:
"OS RAMOS DIZEM SAUDADE"
E a flores dizem AMOR!

A minha jóia mais linda
É este lenço, portanto,
Que tem dois nomes, ainda…
"POR ISSO LHE QUERO TANTO!"

JOÃO DE CASTRO NUNES: UM VALOR!


Não sei que diga, não, do Sonetista
João de Castro Nunes, um valor
Das letras portuguesas, o melhor
De tantos que compõem minha lista!

Nem o Pessoa foi tão analista
Para escrever sonetos a rigor…
Faz-me lembrar até um pensador
De rara inspiração, e idealista!

João de Castro Nunes é Poeta,
Que tem dentro de si alma discreta
Pra nos deliciar a melodia!

Hoje, quase ninguém escreve assim
Sonetos como “rosas” de cetim,
Tão entranhados de sabedoria!



PRESÉPIO AO NATURAL

Ele era o Rei do Mundo e bem podia
Nascer num berço de preciosidade,
Amontoado de ouro – potestade!
Com jóias da mais rica pedraria!

Mas não. Deus aboliu a honraria
E quis que a Terra visse a humildade
Para termos no Céu felicidade
E servir-nos de exemplo a estrebaria!...

Se reina em muitas almas ambição,
Se deve meditar nesta lição
De Jesus, com Maria e S. José.

Pinheiro nada diz de divinal
Só Amor num "Presépio natural"…
Nos faz pensar em Deus com muita Fé!




O Ano Novo é qual uma criança
Que nasce em ar de festa radiosa,
E se veste de sonhos cor-de-rosa...
Inda sem desenganos na lembrança!

É também, o Ano Novo uma Esperança;
E uma estrela que surge luminosa,
Ante o velho, já, folha sequiosa,
Que o vento leva e nunca mais se alcança!...

Todos lhe pedem Paz, Saúde, Amor,
Mas se ele não é Deus Nosso Senhor,
Como há-de fazer coisas milagrosas?!

A Santa Paz, o Amor e mais venturas,
Brotam no coração das criaturas
Se não forem demais ambiciosas!



JOSÉ DE MATOS CRUZ

UM ANO DE MUITAS SAUDADES

José da Matos Cruz lembra Saudades
Dum ano que passou e de corrida…
Deixando cá no mundo as Amizades
E a nossa linda Várzea, tão querida!

Um convicto Cristão, sem ter vaidades,
Serviu a terra e fê-la conhecida
No Brasil e mais Comunidades
Que através do “Varzeense” lhe deu Vida!

Um Homem instruído e de cultura!
Parco não era por literatura,
Com ânsias de saber, a cada passo.

Custa-nos fazer anos? Perguntava…
Sabendo que lembrar-me não gostava,
Ouvindo-me dizer: - Eu nunca faço!...



O AMOR NÃO SE CATIVA


O Amor que nos cativa
E que nossa alma acalenta,
É, por vezes, chaga viva
Que muito dói, mas contenta.

Saudade é filha dilecta
Da ausência e do Amor;
E estes dois têm uma neta,
Cujo triste nome é dor.

Modera a tua conduta
Coração insatisfeito.
O amor nunca se disputa,
Nasce espontâneo no peito.

Quem compra amor por dinheiro,
Como quem vai ao mercado,
Não compra do verdadeiro,
Compra do falsificado.

O coração fantasista
Que não cansa de voar,
É por vezes fatalista
Na maneira de aterrar…

O pudor quis escolher
A decência pra casar,
Mas fartou-se de correr
não a pôde encontrar.

No romance cor-de-rosa
Que tu lês com muito agrado,
Falta-lhe a parte espinhosa,
Noutro volume editado…

Por mais bonita que sejas,
Sê sóbria e tem compostura.
mais lindas as cerejas
Entre as folhas da verdura.




A POESIA

Após disposto o mundo, o infinito,
Logo o Senhor pensou na Poesia;
E foi Ele o primeiro, em harmonia,
Que escreveu o poema mais bonito!

Pôs-lhe o nome de "Amor - Amor bendito -"
Fez-lhe um hino de encanto, a melodia
Que ainda canta hoje a cotovia…
E aos Anjos ensinou-lhes som e rito!

Houve festa no Céu, cânticos ternos!
Inspirados, suaves e fraternos
Na voz dos Anjos, santos e profetas!

E foi desde essa hora, sublimada,
Que Deus deixou a lira consagrada
No coração e alma dos Poetas!


PENEDO DE GÓIS

E, lá, nessa altaneira posição,
Costumas ter às vezes branco véu…
Que te cobre nos dias de nevão.
António Rodrigues Dias
(Em sua saudosa memória)

GLOSA
Bem lá no cume ao cimo da montanha,
Nasceste pra brindar este rincão.
Como faria Deus obra tamanha?
"E LÁ, NESSA ALTANEIRA POSIÇÃO?

Tens forma duma c'roa muito bela!
Quem dera estar, assim, perto do Céu!
Tal como a maior serra, a da Estrela,
"COSTUMAS TER ÀS VEZES BRANCO VÉU…"

Um véu cor de açucena, em renda pura…
Qual noiva que o arrasta pelo chão…
Tanta imponência… e brilho de candura
"QUE TE COBRE NOS DIAS DE NEVÃO."


O Ceira

(Um rio de encanto)

Um Anjo celeste volita na altura,
Mas perto do Ceira… queda-o a doçura!

Reclina-se breve e diz para si:
Isto é um rio de excelsa moldura,
Ornado de verde, como inda não vi!

Desenhando o mundo, coloriu-o Deus
E deu-lhe o tom brando, que há lá nos Céus!

Enleva-o a graça que trouxe da serra,
Notável beleza que vê nesta terra!
Com muito carinho afaga os lajedos,
As jovens que passam e dizem segredos…
Num rumo ao Mondego lá segue, depois,
Tão terno e saudoso, por entre arvoredos,
Olhando encantado a Vila de Góis!


MONSENHOR
Pe. A. NUNES PEREIRA


(UM GÉNIO SAGRADO)
Singela homenagem em sua memória
1907 - 2001

Deixou Monsenhor Padre Nunes Pereira
Nos templos divinos seus dotes à vista;
Pintava, esculpia e era um bom retratista
E um grande Poeta nascido na Beira!

A sua arte - sacra, pura e verdadeira,
Revela-nos bem o seu gosto de artista!
Um Cónego obreiro da Igreja e cronista,
Herdando do pai o seu jeito e maneira!

Os Contos, a Casa - Museu, de Fajão,
Levou tudo isto no seu coração…
Deixando memórias de rico legado!

Que lindo o soneto que fez: - "Minha mãe"
Poeta e não só, ilustrava também
O Nunes Pereira era um Génio Sagrado!

In: Sonhos da Alma



À saudosa memória da Graça Maria
1961 - 1985

(Mote de Luís Camões)

Se foste deste mundo enganador
E já o Espaço Etéreo descobriste…
Que estejas entre os Anjos, meu Amor:
"ALMA MINHA GENTIL QUE TE PARTISTE."

Naquela inesquecível manhãzinha
Que entristeceu a Terra e muita gente,
Voaste como sendo uma andorinha…
"TÃO CEDO DESTA VIDA DESCONTENTE!"

Até que eu vá um dia ter contigo
E regalar meus olhos de contente,
Para te dar um beijo, muito amigo,
"REPOUSA LÁ NO CÉU ETERNAMENTE."

Talvez que Deus me chame mas, Gracita,
Enquanto esta Saudade, em mim, persiste,
Alegra esse"jardim", Rosa Bonita,
"E VIVA EU CÁ NA TERRA SEMPRE TRISTE


Cautela Coração

(ao Dr. António da Fonseca, distinto
Poeta e escritor de Tábua, com muito
apreço)

Gostei muito do soneto há dias vindo
Como gosto de todos os que escreve,
Sua lira refulge doce e leve;
Siga, Senhor Doutor…vá emitindo

Poemas ideais que eu não prescindo
De ler e até reler o que descreve
Com arte, com moral e como deve;
"Cautela Coração" é muito lindo!

"Cautela Coração", diz muito bem:
Pode perder as asas ser refém…
Num mundo de delírio, falso e vão.

O coração em nós é uma potência,
Mas quanta vez não ouve a consciência
E vive ao Deus dará…uma ilusão!

Nota: Soneto que é hoje uma triste e
Saudosa recordação pois este Amigo
Já está com Deus desde Dez. de 2003


GÓIS FOI FEITA À LUZ DA AURORA

Góis foi feita à luz da aurora,
Só com os Anjos e Deus
E a Virgem Nossa Senhora,
Pra dar a quem aqui mora
A Paz santa que há nos Céus.

Góis foi feita de carinho,
De rosas lindas também
Que os Anjos devagarinho,
A perfumar o caminho,
Vão deitando terra além!

Góis foi feita de Amizade
E de sonhos de encantar,
Onde as almas, da Saudade,
Descendo da Eternidade
Passeiam pelo luar!

Góis foi feita de tal graça,
Com montes para a abrigar,
Que o Ceira, sempre que passa,
Para o Mondego a enlaça
Ansioso por a beijar.

Góis foi feita de colinas,
De brasões e de Capelas,
Com aldeias pequeninas,
Donairosas, peregrinas,
Ajardinadas e belas.

Gois foi feita de uma estrela
E por Deus, com muito Amor,
Para depois oferecê-la
E mais tarde vir a tê-la
Santa Maria Maior.

Góis foi feita de magia,
Água pura e verde chão,
Onde canta a cotovia
E o melro com alegria
No Castelo e Rabadão.

Góis foi feita à luz de Cristo,
De penedos e montanhas;
Com casas feitas de xisto,
De um povo humilde e benquisto;
Terra de mel e castanhas.


Góis foi feita duma história,
Que, numa terra das Beiras,
Com arte bem meritória
Tem na Igreja a memória
Da família dos Silveiras!

E em segredo Góis foi feita,
Tendo até arte rupestre...
De todas a mais eleita,
Góis é sim obra perfeita
Que saiu das mãos do Mestre!


ROUBARAM A SENHORA DA CANDOSA

Roubaram a Senhora da Candosa,
Deixando a Várzea sem uma valência.
Nesta terra Cristã, bem sossegada,
Quem a usurpou não tinha consciência.

Imagem por Jesus abençoada,
Simbolizava a Mãe, em evidência,
No Cerro da Candosa, iluminada
Pra despertar de Deus a Providência!

Outras imagens foram, paramentos,
Efeitos destes tormentosos tempos,
Em que se diz: - se salve quem puder…

Não há Fé, nem respeito por ninguém
E a justiça, sem freio, anda ao desdém
Sem se cumprir a honra e o dever!

SURPRESA NO MEU PAÍS

Tal como li há dias num jornal,
Deu-se no meu País uma surpresa
Que não se tem usado em Portugal:
Isto de se agarrar tão rica presa! …

Há quem, diga que um só, e no geral,
Não consegue atrever-se a tal proeza…
Tem de haver, lá no Banco, outro pardal…
E, quem sabe, lacaios dessa “alteza”.

Oh, pobre Salazar, nunca te vi!
Com tanto crime e tanta roubalheira,
Como é que haviam de gostar de ti?!

Justiça, se prendeste um tão graúdo,
Vasculha bem no fundo, mexe tudo,
Pra ver se encontras mais outra oliveira!

No Dia Mundial da Paz

Tem a Paz o seu dia consagrado,
Sem ela a Vida é triste pesadelo,
Graça que anda no mundo ao desmazelo
Por culpa do amor despedaçado!...

Nasce no coração… bendito elo
Que tem de cultivar-se com agrado;
Vivê-la como seja um eldorado…
A dar sabor à Vida como mais zelo.

Três letras como Céu e diz-nos tanto…
Quando nos faz ser novas criaturas,
Guiada pela Estrela de Belém…

Fale-se dela qual remédio santo,
Como Deus a gravou nas Escrituras
E seja a Paz, na Terra, o maior Bem!

ANICETO CARMONA

(Quando surge o livro?)

Quem lê o Varzeense, no geral,
De Aniceto Carmona, já conhece
A arte que cultiva e aparece
De quinze em quinze dias no jornal.

Como eu lhe disse há mais de um ano e tal,
O seu trabalho artístico merece
Um livro que sempre prevalece
E seria obra-prima Nacional.

Caricaturas, texto a acompanhar
Eu sei que agradaria eternizar
Artistas de valor, grande saber.

A cultura seria enriquecida
E, até, quem sabe lá, bem acolhida
Por jovens que gostassem de aprender.



POETAS NUNCA MORREM

Ao meu Exmº Amigo e grande Poeta
Prof. Doutor João de Castro Nunes
com o meu mais elevado apreço e consideração


Senhor Doutor não quero vê-lo, assim,
A preparar as malas, sem coragem…
Eu me vejo também, já perto, sim,
Mas não quero lembrar-me da viagem.

Mesmo que a parca venha cedo, enfim,
Poetas nunca morrem! Na passagem,
Se Deus é quem define o nosso fim…
A vida do poeta é de Mensagem.

Todos somos actores nesta Lida
E o pano desce, então, na despedida,
Mas ao “teatro” sempre alguém recorre…

Passam-se as gerações das gerações
E deixam de pulsar os corações,
Mas, o poeta, amigo, este não morre!

Em resposta ao lindo soneto "Uma. Glória Goiense"
do distinto Poeta Senhor Prof. Doutor João de Castro
Nunes, com o meu profundo reconhecimento.



Mas que bonita jóia, em pardo dia,
que vou guardar bem junto ao coração!
Eu sei que não mereço, todavia,
é para mim honrosa distinção.

De um Amigo, este sim, uma valia
João de Castro Nunes, um "guião"
da cultura e notável poesia,
em destaque na nossa região.

Foi linda a homenagem merecida,
porque tem Góis na alma e a Ermida
onde selou o Amor que ainda perdura

Nos sonetos belíssimos que leio
por seu Estro de luz e no anseio
que sente na Saudade e na ternura!

Góis, 8 de Dezembro de 2009





Clarise Barata Sanches



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