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Góis em Notícias

Dezembro - Livro de horas do Duque de Berry
Um pequeno, mas importante esclarecimento
Quem ler acta da reunião da CM Góis, do passado dia 2009/12/09 (vd. http://www.cm-gois.pt e última edição do Varzeense) depara-se com uma polémica acerca de uma alegada “praia fluvial do Soito”, com a qual nada temos a ver, mas que serviu de arma de arremesso político, com o senhor vereador da oposição a acusar a actual presidente, Drª. Lurdes Castanheira, por em sua opinião, a referida praia corresponder ao pagamento de favores políticos.
Conforme parece ter ficado esclarecido na referida reunião, a ideia de uma praia fluvial no Soito, foi avançada por uma técnica daquele município no âmbito da formulação de propostas para o orçamento municipal de 2010 e plano anual de investimentos para o período de 2010/2012. Segundo a referida técnica, a ideia desta praia fluvial surgiu na perspectiva que em determinada altura se colocou, mas que nunca se concretizou, da aldeia do Soito poder vir a integrar a rede das “aldeias de xisto”.
Ficou assim confirmado que tal investimento nunca foi uma reivindicação desta Comissão de Melhoramentos e muito menos em tempo de campanha eleitoral, até porque, em termos de investimentos públicos existem necessidades mais básicas por resolver, como são a renovação da rede pública de água, ou mesmo o saneamento básico.
Também entendemos que a fazer-se uma praia fluvial digna desse nome na nossa freguesia, ela deve ser na zona do Colmeal, pelo facto de ser a que tem maior centralidade relativamente ao conjunto das aldeias.
Acresce que para além da indevida utilização política de um caso que nasceu na estrutura técnica da autarquia, choca também o facto do mesmo vereador afirmar que a referida praia (que nunca pedimos) seria inviável no Soito pelo facto de se situar numa ribeira com pouca água, revelando que, não obstante já exercer aquelas funções há mais de 8 anos, desconhece que a aldeia do Soito fica equidistante da dita ribeira e do Rio Ceira, que aliás entra no Concelho de Góis por terras do Soito.
António Duarte
Folhas Soltas de Cadafaz
Cadafaz e Colmeal têm percorrido juntos os caminhos longínquos da sua identidade. Segundo a valiosa obra e descrição de conceituados historiadores à cerca da história do concelho de Góis verificamos que, pelo menos nas Inquirições de D. Dinís já era referido Cadafaz e Colmeal como sendo povoadas no tempo de D. Sancho (1185-1211).
No Foral não Régio de Gonçalo Vasques (7.0 Senhor de Góis) 1314), menciona-se Colmeal com quatro casais e Cadafaz com oito aos quais se atribuíam os deveres do foro, continuando mencionadas no Foral Régio do rei D. Manuel, no Cadastro do Reino na elevação a freguesias e no reconhecimento dos Padroados já com os respectivos oragos e restantes bens pertença das paróquias etc.
Claro que, com o decorrer dos séculos, muita coisa mudou, no entanto parece ter havido sempre um elo de ligação entre as duas freguesias nos vários serviços quer pessoais, religiosos ou comunitários. O serviço postal ou seja o transporte das malas do correio foi feito durante décadas (1916) pelos condutores de malas de Cadafaz entre Góis-Cadafaz-Colmeal e vice-versa, diariamente, e aqui recordarei: José Simões Paulo, Guilherme Simões Paula e outros, que bem merecem o nosso eterno reconhecimento pela sua dedicação à missão tão exaustiva e tão mal remunerada.
O telefone, também durante alguns anos era feita a ligação do P. C. T. F. de Cadafaz para Colmeal. O mesmo se passava em relação aos serviços religiosos sendo as duas paróquias assistidas pelo mesmo Pároco, quase diariamente tal era a assiduidade no cumprimento dos serviços da Igreja.
Mas um dos grandes impactos de ligação, foi sem dúvida o regionalismo, com a criação das Colectividades, a inter ligação entre os seus Fundadores quer do Colmeal ou Cadafaz defendiam as mesmas aspirações e ideias, melhorar a forma de vida das suas comunidades e aldeias onde nasceram. Fio de uma forma bastante gratificante que o empenho no desenvolvimento foi conseguido por Homens de grande valor e eficácia. É certo que, eles foram partindo mas os seus "Marcos" ficaram e com eles o grande significado para quem os sabe reconhecer e honrar aliás, creio que a melhor forma de reconhecimento é a continuidade do seu trabalho. Felizmente ainda alguém cumpre com esses objectivos, pelo que irei referir um artigo recentemente publicado nos Jornais de Arganil e Varzeense, pelo sr. Dr. António Domingos Santos, presidente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, artigo esse· que insere um documento antigo e fotos referentes à sua Colectividade eà então Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz, dando aos Cadafazenses o privilégio de tomarem conhecimento de um artigo certamente desconhecido para muitos.
É por tal facto, é com o devido respeito de agradecimento aos seus autores que o passarei a transcrever: - Publicação no "Região das Beiras" em 20-4-1943. Número único dedicado à região das Beiras e Agremiações Regionalistas Beirõas na Capital-Director e Editor Joaquim Dias Pereira - "-Liga de Melhoramentos da Freguesia do CadafazClaúdio dos Santos, Presidente - António Augusto Silva, Tesoureiro - José Gaspar Nunes e José Nunes Ribeiro, secretários.
A Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz é uma das agremiações regionalistas beiroas que melhor se tem integrado no cumprimento das suas altruístas finalidades. Cláudio dos Santos seu presidente da direcção desde a primeira gerência tem orientado os destinos deste organismo com muita competência e de molde a impor a sua Liga à consideração dos altos poderes do Estado. Uma das actividades mais interessantes que esta colectividade tem realizado foi uma das excursões ao Cadafaz e na qual tomamos parte. Todos os anos têm também realizado o seu tradicional almoço de confraternização de notável efeito moral e para a aproximação colectiva de todos os Cadafazenses, pois é esse dia por assim dizer de grande gala para a colónia da Freguesia de Cadafaz em Lisboa.
Também em tempos foi editado um número especial do Jornal de Arganil a esta Liga por iniciativa do saudoso Cadafazense António Nunes Carneiro a cuja memória aqui deixamos patente o preito da nossa sentida homenagem e a nossa inacercível saudade. De resto todos os melhoramentos e alguns por sinal muito importantes com os quais a Freg. de Cadafaz tem sido beneficiada nesta última década à sua Liga os deve se bem que a comparticipação do Estado não tenha falhado - comparticipação essa - que não viria sem a solicitação deste organismo.
Tudo quanto se diga portanto em louvor da Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz e dos seus dirigentes, não é demasiado nem descabido mas sim um acto de justiça a que não podíamos faltar traçando estas linhas. Falha-nos aqui a memória para aqui mesmo mencionarmos todos os paladinos desta Liga aos quais em outro local não fazemos referencia, mas entre outros é justo destacar o Sr. Armando Ribeiro e Carlos Vidal".
Como se pode verificar não há dúvida do bom relacionamento que existia não só entre as Colectividades como com outras Entidades. O que nos parece hoje não ser bem o caso com a actual União recreativa de Cadafaz, onde se nota um nítido afastamento em relação aos deveres representativos inclusive reuniões, assembleias gerais, relatórios de contas, cobrança de quotas etc. É certo que vão surgindo de vez em quando títulos inovadores referentes à mesma até com obras feitas. No entanto isso não deve esquecer os deveres da cooperação comunitária e regionalista segundo os estatutos da mesma. Além disso não se verifica ou prevê ensejo ou corrente de entusiasmo de ajuda aos nossos jovens como continuadores.
Lamento se irei interferir em ânimos susceptíveis, mas Cadafaz tem que relembrar que ainda há vida na sua sede de Freguesia e pessoas com direito a serem participativas e cooperativas em assuntos que a todos dizem respeito, inclusivamente incentivar a comunidade Cadafazense que se encontra em Lisboa e noutros locais a não esquecerem a sua Aldeia.
Cadafaz, Dezembro de 2009.
A. Silva
in O Varzeense, 30/12/2009
Dia Grande na Casa do Concelho de Góis
A Casa do Concelho de Góis acaba de festejar o seu quinquagésimo quinto aniversário num dia de grande convívio, bem adequado à efeméride, onde não faltou o almoço que se prolongou tarde fora até à noite. Foi um dia grande entre os melhores, na presença dos mais altos representantes das Autarquias, incluindo algumas juntas de freguesia, várias colectividades, Casas Regionais e um grande número de associados. A sala foi pequena para tanta gente, que devia ter ultrapassado as cem pessoas sentadas em quatro filas de mesas.
Todos os membros das forças vivas representadas na Mesa de Honra deixaram palavras de apreço e de contentamento por tomarem parte neste evento, destacando-se a Senhora Presidente que manifestou a sua alegria de estar presente pela primeira vez, como Presidente da Câmara de Góis, apreciando o trabalho e empenhamento das colectividades.
Seguiu-se o senhor José Dias que transmitiu a sua alegria de ter a Casa cheia, fazendo um breve balanço das actividades no ano das comemorações dos oitenta anos de regionalismo goiense. Depois o Dr. Luís Martins deixou algumas preocupações na escolha dos caminhos a seguir pelo regionalismo, alertando para o afastamento progressivo dos jovens. Todos os restantes oradores, casos de Lopes Machado, José António de Carvalho, Américo Simões e Armando Gualter lembraram várias figuras carismáticas que fizeram escola nesta Casa.
Fora da programação previamente estabelecida, teve lugar uma intervenção da ZIF- Zona de Intervenção Florestal da Ribeira do Sinhel, cujo representante, Eng. João Baeta, deu a conhecer os seus propósitos e as largas vantagens dos proprietários da floresta na adesão a esta organização. Ocorreram também algumas perguntas por parte da assistência.
Por último, ocorreu a apresentação conjunta dos autores Adriano Pacheco e Dr. Samuel Mateus pelo Eng.º João Coelho. Sendo o primeiro autor do conto de "O Rasto dos Barrões" e o 'segundo da monografia de Cortes "Memórias do Antigamente': ambos oriundos da Freguesia de Alvares. O apresentador começou por realçar que são escritores de duas gerações distintas, com sensibilidades de expressão e de abordagem diversas: um explana as suas sensações e vivências através duma ficção, tentando transmitir realidades dos seus tempos, coisa experimentada pelas gerações de cinquenta e sessenta, na região; o outro foca factos, tradições e memórias cheias de humanismo e realidade, com a singeleza que o tema requer. Ambos deixam um registo com traços de verdade, testemunhos que hão-de perpetuar a imagem da dureza de vida doutros tem-pos, naquela região.
O apresentador foi elucidando tratar-se de duas experiências que enriquecerão o património cultural da região, com marcas e coloridos diversos em épocas diferentes, as quais se completam e dão um contributo muito próximo da realidade daqueles tempos. Os autores explanaram as suas ideias transmitindo a intenção de deixarem registos que, mais tarde, poderão cimentar a história deste povo beirão.
O tema não foi indiferente à plateia que se manifestou por intervenções oportunas e esclarecedoras.
ADRIANO PACHECO
Comissão de Melhoramentos de Amiosinho e Lugarejos
O ano de 2009 ficou marcado na nossa aldeia pela inauguração da casa de convívio, que há muito era desejada, mas muito ainda há para fazer, para que a nossa aldeia tenha melhores condições em vários aspectos. E agora que entramos no novo ano, a Comissão de Melhoramentos conta com todos vós para novas iniciativas, pois só com a ajuda de todos é possível fazer algo de bom, aproveitamos para agradecer mais os seguintes donativos para a casa de convívio; do casal João Lourenço e Nazaré Simões (dos Madeiros), oferta de dois espelhos para as casas de banho, bem como 5 litros de líquido para lavar as mãos, e ainda uma boa quantidade de papel para limpar as mãos, o Sr. Manuel Dias Nunes, ofereceu 100 euros, o Sr. Carlos M. Nunes Caetano, 100 euros; e o Sr. José L. Nunes Caetano, 100 euros. Ainda estamos a pagar algumas despesas que tivemos com a conclusão da casa, mas dentro em breve iremos divulgar o total da despesa e da receita, que tivemos com a casa de convívio.
Alminhas, têm chegado até nós alguns elogios pela construção das alminhas, pela sua beleza, aproveitamos para agradecer ao Bruno Miguel N. Henriques, a oferta da caixa das esmolas das alminhas, que por lapso não foi mencionado na nossa anterior edição, aproveitamos também para divulgar toda a despesa da construção das alminhas, que teve um total de despesa de.2.272 euros, e recebemos de donativos, 405euros, tendo a Comissão de Melhoramentos gasto, 1.867 euros.
Capela, aproveitamos também para divulgar a despesa que houve com a conservação da Capela, as pinturas das paredes, bem como o tratamento das madeiras, e do telhado, tintas aplicadas e a mão de obra, deu uma despesa de 450 euros, tendo a Capela em caixa 350 euros, a Comissão de Melhoramentos pagou os restantes 100 euros, a Capela já estava a necessitar, mas agora pensamos que por uns bons anos, não haverá grandes despesas com a Capela, esperamos nós.
Pela Direcção da C.M.A.
Chã de Alvares - Pela minha Chã
A Liga de Melhoramentos de .Chã de Alvares, como vem sendo hábito, vai realizar no dia 9 de Janeiro as suas Janeiras, tradição já com alguns anos e que os Chãnzenses pretendem manter, embora todos nós saibamos, que será cada vez mais difícil arranjar quem esteja disponível a levar a cabo toda esta trabalheira.
Começa após o almoço pela visita nas nossas aldeias a quem nos queira receber participando e ajudando na recolha de donativos para que seja possível pagar o tradicional cozido à Portuguesa. Este, por norma, é confeccionado por todas aquelas senhoras que, Chãnsenses ou não, se disponibilizam, quantas vezes até em prejuízo do seu descanso e da sua própria família, mas que acredito que o fazem por amor aquela terra e pelo carinho que todos nos lhe dedicamos, aliás bem merecido.
Estando a nossa gente informada, muito que gostaríamos ter a presença de todos aqueles que se sentem bem no nosso ambiente, que será um pouco como estarmos em família. Na Chã, sejas natural de lá ou não, receberemos-te com carinho e o respeito que mereces.
A nossa Liga de Melhoramentos, como todos nos sabemos, tem uma direcção de manutenção, que tem feito um esforço enorme para a manter viva, esta instituição cujo passado e invejável e que pode muito bem ser tomada como exemplo de seriedade tendo sido (pelo menos que eu tenha conhecimento) aberta a todos. Seria bom que a juventude Chãnsense (a exemplo de algumas instituições do nosso concelho e não só) começasse a pensar em se pôr à frente dos destinos da liga. A instituição precisa de sangue novo, para renovar ideias, revolucionar sistemas, dar um empurrão forte a tudo o que resta por fazer, e não serão poucas coisas certamente. Nós velhotes poderemos apenas ajudar mas não mais do que isso; temos gente capaz mas temos de ser nós mais velhos a dar-lhes confiança, confiando neles. A exemplo do que estou certo é o facto comprovado do trabalho magnífico desenvolvido pela Terezita da Victória como tesoureira da direcção cessante, cuja competência está à vista de todos. Esta menina dedicou parte do seu tempo livre, de há uns anos para cá, à gestão das contas da Liga e que bem que o fez, é pois de jovens dedicados que a Liga futuramente precisa. Já imaginaram os Chãnsenses uma direcção da Liga com esta menina na presidência rodeada de jovens da sua idade quiçá até mais novos? Era caso para dizer que a Liga tinha futuro, pensem nisso jovens da minha terra, por mim terão todo o apoio garantidamente.
Estando-se a aproximar as datas festivas aproveito para desejar a todos um Feliz Natal e boas entradas no Ano 2010 que o destino nos traga tudo de bom, até mesmo a luz para iluminar as ideias de quem tem a responsabilidade de governar este país, que finalmente se comece a fazer justiça dura para com aqueles que tentam delapidar nem só os valores morais que nos orgulhamos de ter, mas também os valores materiais que tanto vão escasseando.
MIRANTE - MARCELO FRANCISCO
Dois acontecimentos marcaram a passagem de ano em Cortes...
Em primeiro lugar a queima do "tronco" no Largo da Eira, mesmo com chuva, foram muitas as pessoas que paravam, contemplavam e comentavam a feliz iniciativa de se manterem vivas a tradições.
Em segundo lugar a passagem de ano na Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida que aconteceu em formato de entrada livre, e para alem da música houve um concurso de sobremesas ganho pela "Maria do Geada".
Na contagem decrescente para a mudança do ano estavam cerca de setenta pessoas na sala. Ao longo de toda a noite, que terminou pelas "06h da matina", passaram pela sala mais de 120 pessoas.
Ora, não havendo jantar, podemos considerar que foi um êxito, pois estiveram na sala pessoas que raramente se vêm em realizações do género, bem como as seis sobremesas confeccionadas para o concurso e partilhadas por todos os que quiseram provar de tais iguarias, constatam o espírito que a direcção da Comissão de Melhoramentos pretende dar a este tipo de eventos.
Houve muita animação, música, o caldo verde, o cacau quente, a dança da cadeira, uma rábula interpretada pelo 'generoso' Vítor Gusmão e outros momentos bem agradáveis que justificaram o tempo àqueles que não quiseram ficar defronte da TV. De notar ainda a presença de bastantes jovens que ficaram na sala quase toda a noite.
O fogo de artificio também marcou presença...
Os membros dos corpos sociais, e não só, que produziram o evento, apesar de cansados deram por bem empregue o seu tempo atendendo ao resultado conseguido.
Prova-se que Cortes continua "Viva"...
João Reis Antão
Presidente da C.M. de Góis eleita para o Conselho Geral da ANMP
A cidade de Viseu acolheu durante os dias 4 e 5 de Dezembro, o XVIII Congresso da ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, sob a temática “Investir nas pessoas – Desenvolver Portugal”.
O Município de Góis fez-se representar pela Sra. Dra. Maria de Lurdes Castanheira, Sr. Jaime Garcia e Sr. Jorge Reis, nas qualidades de Presidente da Câmara, representante da Assembleia Municipal e Junta de Freguesia de Góis, respectivamente.
Durante o Congresso foram votados os novos representantes do Conselho Geral da ANMP, que é o seu Órgão deliberativo, com competências para, entre outras, aprovar anualmente o relatório de actividades e contas apresentadas pelo Conselho Directivo; Criar comissões especializadas permanentes ou eventuais, estabelecer a sua composição e fixar a sua competência, sob proposta do Conselho Directivo, da Mesa ou dos membros do Conselho Geral; pronunciar-se sobre quaisquer assuntos relevantes para a consolidação e o desenvolvimento do Poder Local, da descentralização administrativa e da autonomia da administração autárquica, nos termos da Constituição.
O Município de Góis congratula-se com a eleição da Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Lurdes Castanheira, como membro efectivo do referido órgão, sendo a primeira vez, em mais de 35 anos de democracia, que um representante da Câmara Municipal de Góis ocupa tão honrosa função, assumindo um reconhecimento não só para Góis como também para a Beira Serra.
Amieiros e Cabeçadas no 66º Aniversário
Temos a situação dos novos reformados que em conjunto com os jovens podem criar novas iniciativas
A Comissão de Melhoramentos está à beira de comemorar o 66º. Aniversário e os actuais corpos gerentes terminaram o seu mandato a 31 de Dezembro. Estamos em época de balanço, preparando a festa e simultaneamente abrindo o caminho para o futuro.
De acordo com os estatutos é necessário a eleição de novos corpos sociais para o biénio 2010/2011, mas também é necessário repensar o futuro da existência das actuais "Comissões de Melhoramentos".
Há 66 anos aquando da formação da Comissão, o motivo fundamental da existência foi trabalhar com o objectivo de servir as pessoas residentes na aldeia com a construção de melhoramentos básicos e elementares para a existência do ser Humano. Daí que cada vez que comemoramos o aniversário surge no nosso pensamento a homenagem ao trabalho desenvolvido por todos os que nos antecederam.
Pretendemos prestar esse reconhecimento de forma simples e natural, sendo abrangente a todos aqueles que já não estão entre nós, assim como devemos exercer este reconhecimento a todos os que continuam junto da Comissão. Neste sentido estamos a desenvolver um trabalho para que os sócios com mais de 50 anos possam ser devidamente reconhecidos publicamente. Pensamos fazer o mesmo em relação a um membro da nossa Comissão que durante os últimos 15 anos desenvolveu um trabalho de grande dedicação e persistência na manutenção e no zelo da Capela de Nossa Senhora da Saúde no lugar de Amieiros.
Destes 66 anos, conhecemos a história e orgulhamo-nos deste passado. Mas este capítulo chegou ao fim. Hoje temos uma desertificação profunda, uma realidade de facto totalmente diferente e perante estes dados os motivos da nossa existência no presente e no futuro têm de ser repensados. Os dois últimos jovens nasceram nos Amieiros há trinta anos. No entanto, a situação nas Cabeçadas e no Vale das Eiras é um pouco diferente.
Temos uma sede nos Amieiros que abre 2 vezes por ano e que consideramos o nosso Centro de Convívio. Tudo tem que ser devidamente equacionado, mas com uma certeza, os jovens têm um papel decisivo na discussão deste presente e do futuro. Temos nas aldeias casas com excelentes condições de habitabilidade, bem como na freguesia e em todo o concelho. Temos a situação dos novos reformados que em conjunto com os jovens podem criar novas iniciativas. Temos as autarquias e os autarcas envolvidos no mesmo processo e certamente interessados em encontrar saídas para a situação do presente.
A situação obriga a que de uma forma inteligente, com uma nova cultura e postura chamar os jovens a intervir na discussão de toda a problemática em torno das Comissões de Melhoramentos. Naturalmente que terá de haver a nível do País uma política diferente a nível das regiões, de forma a que as pessoas se possam fixar no interior. Infelizmente essa política tem tardado e isso não está desligado da actual e cada vez mais acentuada situação de desertificação existente no interior. Não vale a pena esconder o sol com uma peneira.
Recuso o suicídio e muito menos encerrar totalmente as portas, mas os objectivos para continuar têm que assentar nas realidades atrás relatadas e trabalhar para um regionalismo de tipo novo, assente nas novas tecnologias de informação, onde deve ser valorizado todo o arquivo histórico das Comissões incluindo a valorização dos espaços, nomeadamente as escolas abandonadas.
No dia 24 de Janeiro de 2010, no Restaurante Chimarrão - Montes Claros - Monsanto, vamos ter o almoço de comemoração do 66º. Aniversário da Comissão, integrado no plano de actividades do ano de 2010. Apelamos a todos para participarem.
A ementa "espeto corrido para grupos" consta de vários tipos de carne grelhada, acompanhamentos variados, buffet de sobremesas, bebidas variadas e café. Temos a experiência da qualidade destes almoços.
Solicitamos que façam a inscrição junto de qualquer elemento dos corpos sociais, até ao dia 20 de Janeiro. Desejamos a todos uns feliz 2010.
Pela Direcção, JOSÉ CARLOS BARATA FERNANDES
Cooperativa de Vila Nova do Ceira
A Cooperativa Silvo-Agro-Pecuária de Vila Nova do Ceira, CRL, que tem a sua sede e estabelecimento no Largo da Igreja, em Vila Nova do Ceira, concelho de Góis, é uma instituição com história.
É hoje uma grande Empresa, que não parou de crescer nestes 40 anos de existência. Aí por volta de 18 de Abril de 1968 apareceram na nossa terra, algumas personalidades enviadas por grandes empresas interessadas em comprar terrenos particulares, baldios e outros com o objectivo de plantar eucaliptos, de preferência grandes áreas.
Nessa altura um grupo de Varzeenses mais esclarecido começaram a pensar: "mas se isto é bom para eles, também será bom para nós ... ", e começou a sonhar alto chegando à conclusão que para meia dúzia de pessoas seria difícil, mas poderia haver outra solução. Entre este grupo de amigos havia um, Quim Poiares, que se lembrou que quando frequentava a Universidade de Coimbra teve um colega de quarto, o Engº Vasco Leónidas que agora já era Secretário de Estado do Ministério da Agricultura e podiam lá ir falar com ele. E resolvem, sem mais delongas, avançar com esta ideia, tendo sido muito bem recebidos pelo amigo Leónidas que os aconselhou como técnico competente que era, e lhes disse que a melhor e mais segura maneira de conseguir este desiderato era constituir uma Cooperativa, onde se poderia associar toda a população que quisesse. E foi o que aconteceu.
Ora esta Cooperativa foi constituída e os seus estatutos foram aprovados por Alvará de 22 de Maio de 1969, da Secretaria de Estado da Agricultura, que alterou a sua denominação para o nome actual, tendo a sua sede e estabelecimento no local onde ainda se encontra. Aqui começa a sua caminhada rumo ao futuro, por percursos difíceis e acidentados. Tínhamos aqui, na nossa terra, largos espaços de baldios onde as populações se abasteciam de lenhas e matos" bem como apascentavam os seus rebanhos, principalmente aqueles que não tinham propriedades e outros que se aproveitavam das circunstâncias. Numa dada época saiu uma lei que permitia às pessoas a plantação de oliveiras entre-sachadas, do que mais tarde resultou que esses aproveitadores registaram em seu nome as oliveiras autorizadas e o terreno circundante, tendo surgido grandes proprietários que, antes nada ali tinham. Agora podíamos acabar com isso e colocar os terrenos a produzir valor para o bem comum. Surgiu pois a plantação de eucaliptos que tão bons proventos tem dado ao longo destes anos, tendo-se conseguido implantar a melhor e mais rica Empresa da nossa terra.
Esta Cooperativa é multi-facetada e possui em funcionamento diversas secções: Secção Florestal que gere cerca de 500 h e está em fase de expansão através de reflorestação e compra de novos terrenos, Secção de Compra e Venda, Secção Agrícola, que possui um bom parque de máquinas e agora também um moderno lagar de azeite que este ano já produziu 50 mil litros de azeite de qualidade. Para além disso a Cooperativa explora ainda um posto de abastecimento de combustíveis, e uma farmácia de produtos químicos para a agricultura.
ANTÓNIO FERNANDES
Góis - Aldeia recuperada graças à vontade dos habitantes
Mêstras, um paraíso a descobrir
A viagem da descoberta das casas de pedra e dos sonhos que podem ser os de qualquer um. A vida tem o inimitável poder de juntar, separar e voltar a juntar pessoas e histórias. Na freguesia de Cadafaz, uma aldeia conseguiu (re)nascer para não mais morrer.
Raquel Mesquita
Ver. Rever. Passaram mais de 30 anos, tanto tempo. Olha-se para um lado e para o outro, dá para reconhecer. As casas continuam lá, foram, se as pessoas, não as pedras. O verde imenso que atravessa o olhar, as árvores a perder de vista. A natureza num estado quase puro. Durante anos e anos, a vida nascia, crescia e desenvolvia-se por ali, nas Mêstras. Entretanto, o número de pessoas a partir na busca de melhores oportunidades de vida cresceu. Foram-se os filhos da terra, aos poucos. Vieram também as mortes, uma após uma, e a aldeia acabou mesmo por ficar deserta. Sem ninguém, apenas pedras deixadas ao abandono. E imaginar que em tempos mais de 90 habitantes, os Fossa Lameiros, davam vida a vila terra que acabou por morrer. Mas não morreu.
Ver. Rever. Passaram mais de 30 anos, muito tempo, Isabel Antunes ou Reinaldo Simões Alves voltam a pisar a calçada onde tantas vezes caíram quando eram crianças. Voltam as lembranças, a memória. Histórias de um passado que parece voltar, aos poucos, a um lugar onde já foi feliz.
Aldeias perdidas algures numa montanha no centro de Portugal. O tempo também passa pelas pedras e faz estragos. Há oito anos que as Mêstras ganharam um novo impulso, vida. Vieram os homens, veio a mudança. E de repente as casas de grandes blocos de xisto, com janelas e portas em carvalho e castanho foram reabilitadas. Os trilhos continuam os mesmos, as florestas verdes escuras, salpicadas de cogumelos, também. A diferença está na cor, mais nítida, mais perfeita, mais viva. Diferença que se nota por fora e por dentro. A recuperação de muitas casas antigas - um trabalho que está longe de acabar - é uma realidade que a Liga dos Amigos das Mestras não quer ver desaparecer. Jorge Veiga Antunes não é da terra, mas não importa. Tinha a ideia, a vontade, a determinação e assim fez renascer as casas, a capela, o centro de convívio. Ele e todos os membros da liga, sobretudo com apoios do QREN. Oito anos depois a ideia - que "isto não morresse" - superou todas as dificuldades.
Mil euros por uma casa
Reinaldo Simões Alves foi dos tais que um dia partiu. Foi com 25 anos mas regressou com muitos mais. Não tinha ideia de voltar às Mêstras, mas a altura para a despedida final ainda não chegou. Hoje Reinaldo tem 70 anos e é com força que anda para baixo e para cima na terra que o viu crescer. Também Isabel Antunes regressou, ou melhor, vai regressando sempre que pode. Lá atrás, no tempo, está uma partida para Lisboa "aos 12 anos, quando ainda cá estava muita gente". Ainda mais atrás estão os "caminhos feitos debaixo de chuva e ao frio para uma escola ali perto". Memórias, histórias com passado, presente e até futuro. A família ficou, as raízes também. Agora, aos 57 anos, Isabel Antunes continua a vir, ela e o marido Jorge Veiga, que não é da terra, mas não importa.
Aldeia abandonada? A aldeia não está deserta 365 dias por ano. De quando em quando vêem-se rostos, ouvem-se risos e brincadeiras de crianças. Pessoas que recuperaram as suas casas e que ainda vão tendo tempo para uma escapadela, um hábito que não querem perder.
Continua a haver casas por recuperar.
Habitações de pedras junto ao rio que ainda não secou. Os preços não são elevados. por mil euros, por vezes um pouco mais, pode-se comprar uma habitação em ruínas. Depois, é (re)transformá-la, como quem dá corda a um relógio, mas para trás. Jorge Veiga Antunes, Isabel Antunes e Reinaldo Simões Alves não se arrependem. E de repente tudo volta ao seu normal e o som das águas do rio volta a ser ouvido. A aldeia continua à espera. A idade fica lá na outra cidade. Os olhos continuam postos no (des)conhecido, junto ao rio, junto às casas de pedra. O relógio anuncia o nosso tempo. Paramo-lo. Imagine o verde da floresta que atravessa o olhar. Imagine as pedras que se erguem nas encostas. Consegue?
Nomes da terra não são esquecidos
MUITOS ATALHOS, caminhos sinuosos, caminhos de pedra escorregadia. À primeira vista, nem vivalma. Contudo, há corações a bater e pulmões a respirar por ali, nas Mêstras. Por momentos até a calçada das ruas ganha vida, uma existência que vai muito para além do momento presente. Na pedra continuam gravados os nomes das pessoas da terra, como por exemplo de Luciano Assunção Antunes, o primeiro soldado do concelho de Góis a morrer no Ultramar, corria o ano de 1962. Toda a localidade tem electricidade e até água. Há três anos que um depósito de água, com capacidade para 30 mil litros, abastece as pessoas e dá uma "ajudinha" em caso de incêndio.
in As Beiras,02/01/2010
A História do Povo Serrano
Como todos nós sabemos, a História de Portugal foi-nos dada a conhecer segundo a visão e análise dos grandes feitos, homens e momentos que marcaram o rumo do País, eventos e suas implicações no avanço tecnológico. Resumindo: factos - e homens notáveis preponderantes no trajecto da humanidade. A ciência que estuda, cataloga estas alterações e movimentações e daí retira sínteses preciosas é muito antiga, tem dado grandes e prestimosos contributos à humanidade ao longo dos séculos. Mas sempre numa visão elitista. Onde está o "nobre povo"?
Contudo, os historiadores, homens que puseram uma vida inteira ao serviço desta ciência, analisando e registando factos relevantes na já longa caminhada do ser humano, nunca se' detiveram, nem deram relevo, àquela massa humana que se chama povo (estrato social). Nunca o povo pesou nem foi evidenciado na edificação de oito ou nove séculos de história, do Portugal que chegou até nós. O que não deixa de ser espantoso, porque se trata do povo que canta e chora, do que sofre e ri, daquele que sente as agruras do dia-a-dia para pagar os seus impostos.
Aquilo que lemos nos vários compêndios é a história das elites, escrita por elites, ainda que alguns poucos etnógrafos, do século passado, tenham estudado o fenómeno das migrações com detalhes muito interessantes da época, não esquecendo também as obras deixadas pelos escritores Alves Redol, Soeiro Pereira Gomes, Fernando Namora e outros ...
Estas generalizações, também se podem aplicar à nossa realidade serrana; com maior ou menor justeza. O fenómeno do regionalismo é algo muito nosso que alastra e se detém nas aldeias, bem como nos migrantes delas oriundos, cuja visibilidade se deve, em grande parte, ao esforço da imprensa regional que tem proporcionado espaço ás colectividades para se fazerem ouvir. Porém, isto nunca foi visto, nem faz parte dos compêndios da história contemporânea elitista e já lá vão umas boas décadas que o movimento se tomou actuante.
Nos tempos que decorrem, o peso da cultura (da nossa cultura) está na sua visibilidade, na ocupação do espaço e na marca do tempo, matéria-prima não nos falta. Se as colectividades hoje não forem capazes de tomarem visível e notória a sua presença, com um registo da sua actividade ao longo dos seus anos de existência, qualquer dia não só deixarão de existir, como ainda se perderá toda a sua entusiástica actuação, porque depois ela será vertida segundo o ângulo dos diversos entendimentos da época.
Ocorre-me agora, como seria importante as colectividades deixarem, para memória futura, o registo daquilo que foi, em várias décadas passadas, a fraca alavanca do progresso - mas única - que existiu na nossa região, tal como já o fizeram a Comissão de Melhoramentos de Alvares e recentemente a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira e procedessem à entrega de exemplares na Biblioteca Municipal. Assim, estariam reunidas as condições para um dia a Câmara Municipal de Góis mandar proceder ao estudo deste fenómeno beirão. A partir deste acto, outros se seguiriam e talvez assim a
história do povo passasse ao prelo.
Adriano Pacheco
O Vrzeense, 15/12/2009
Passagem do Ano nas Cortes
A Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida irá estar aberta a partir das 21h 30m do próximo dia 31 para receber todos os que
quiserem festejar a entrada no Ano Novo de 2010 em bom ambiente de
convívio e confraternização.
A entrada é livre.
Haverá concurso de sobremesas pelo que se pede que levem "guloseimas" caseiras para poderem ser partilhadas e premiadas.
Pelas 02h do dia 1 haverá caldo verde e pelas 03h e 30m será servido cacau quente.
Contamos com fogo de artificio pelas 00h.
Cortes terá mais um momento único em toda a freguesia de Alvares como teve na Festa de Natal para as crianças da freguesia realizada no
passado dia 13.
Esperamos por todos...
João Reis Antão
Chã de Alvares - Reflexões
A freguesia de Alvares Excluiu-se ou foi Excluída da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira?
Li numa das últimas edições do "O Varzeense", que no dia 9 de Novembro foi assinada a escritura da constituição da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira. Ao começar a ler o artigo alegrei-me com o acontecimento, acreditando que esta confraria poderia ser a grande alavanca para que, dois dos produtos mais característicos de todo o concelho de Góis, se tomem num potencial factor de desenvolvimento e criação de riqueza também em todo o concelho. Isto se, a referida confraria não se confinar única e exclusivamente a um grupo de personalidades trajadas a rigor - normalmente com bonitas capas e charmosos chapéus - que se encontram duas ou três vezes por ano, à volta de uma mesa, para saborear o respectivo cabrito e as respectivas castanhas.
Efectivamente, uma confraria pode e deve ser muito mais que isso. Deve fundamentalmente ser o veículo por excelência para a promoção e divulgação destes produtos, tão característicos do nosso concelho, contribuindo assim para, dinamizar e rentabilizar um vasto leque de sectores económicos (como a produção, a transformação e a comercialização dos mesmos) e com estes sectores dinamizar outras actividades, que se possam desenvolver em redor destes mesmos produtos.
No entanto, quando terminei de ler o artigo e verifiquei a foto dos fundadores da confraria, reparei que todas as freguesias de Góis estavam representadas, excepto a de Alvares - é certo que da Junta de Freguesia de Góis também não havia ninguém, mas como estava presente a Sr.a Presidente da Câmara, tomei como natural a representação pelo menos geograficamente da freguesia de Góis. Ora, perante esta constatação uma pergunta me ocorreu:
A freguesia de Alvares exclui-se ou foi excluída? Desmarcou-se da iniciativa ou pura e simplesmente não foi convidada?
Embora o artigo refira, e passo a transcrever " ... de acordo com a Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira a nova confraria será uma forma de revitalizar e dinamizar, para além da freguesia do Cadafaz as restantes freguesias do concelho ao promover acções que abranjam todo o concelho ... ", parece não ser lógico, e até muito estranho a freguesia de Alvares ser a única a não possuir um representante no núcleo fundador.
Se a Freguesia de Alvares se excluiu, por desinteresse dos seus representantes autárquicos - quer tenha sido do actual ou do anterior executivo - é muito grave. Se foi excluída pelos mentores desta iniciativa, então ainda é muito mais grave, é gravíssimo.
No entanto, quer tenha sido excluída ou se tenha excluído, era dever do executivo camarário, nomeadamente de quem o lidera tudo fazer para que todas as freguesias participassem na constituição desta confraria, mesmo que as suas características, geográficas, climáticas, económicas ou demográficas fossem diferentes, o que nem é o caso, pois a única diferença reside no facto da Freguesia de Alvares- estar inserida na bacia hidrográfica do rio Zêzere e as restantes na bacia do rio Ceira. Mas mesmo que por hipótese, o executivo da Junta de Freguesia não pretendesse fazer parte da génese desta confraria, deveriam os seus mentores, nomeadamente o executivo municipal como principal patrocinador da iniciativa - convidar, ou diligenciar para que fosse convidado outro representante da freguesia de Alvares, nomeadamente do movimento regionalista, que nesta freguesia tem dado provas de grande sentido de responsabilidade, empenho e dedicação ao longo dos últimos oitenta anos.
Quando está em causa a promoção e divulgação de um património que abrange e está disseminado por todo o concelho de Góis e que pode ser um grande factor de desenvolvimento e de enriquecimento do mesmo concelho, ao mesmo tempo que poderá contribuir para estancar a desertificação humana que é, sem dúvida, o nosso maior flagelo, não nos podemos dar ao luxo de segregar e descriminar ou - se foi o caso - de separatismos e sectarismo bacocos e retrógrados, que não contribuem em nada para o progresso do município e para o bem estar das populações.
Outro pormenor em que deveriam ter dado melhor atenção foi ao da designação da confraria, mesmo que a iniciativa da constituição desta confraria tenha partido da freguesia do Cadafaz - como a notícia
dá a entender - e só depois tenha sido aberta a outras freguesias do concelho, a designação "Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira", poderia ter sido outra, porque " ... da Serra do Ceira", além de difícil localização, nomeadamente para quem não é da região, pode ser visto e entendido como algo limitativo do ponto de vista geográfico, e assim ser também um factor de desagregação e divisionismo.
Mas como nunca é tarde para reparar os erros cometidos - só não erra quem nada faz - e independentemente de quem o cometeu, faço votos para que esta confraria seja de todo o concelho e que, portanto, a freguesia de Alvares também nela esteja representada. Pois como escrevi no início, esta iniciativa, desde que bem conduzi da, pode-se tomar uma alavanca fundamental para a promoção e desenvolvimento de todo o concelho.
José Manuel Simões
in O Varzeense, 15/122009
Agenda 21 - Fórum Participativo em Góis
No âmbito da Agenda 21, a Câmara Municipal de Góis convidou diversas instituições do concelho de Góis para integrarem o Fórum participativo que se realizou, no passado dia 3 de Dezembro, na Biblioteca Municipal, em Góis.
Para além de apresentada a equipa técnica da Câmara Municipal do concelho de Góis (Dr: Sandra Coelho e Dr: Susana Moita), a presidente da Câmara Municipal deu as boas vindas a todas as entidades convidadas, apelando ao seu empenho, pois só com a participação de todos se poderá escolher o melhor rumo para o concelho.
As técnicas: Cátia Furtado e Adriana Abreu, da empresa SPI (Sociedade Portuguesa de Inovação) explicaram detalhadamente no que consiste a Agenda 21 e a reunião culminou numa análise feita à nossa região, onde foram referidas as principais dificuldades e os principais pontos onde' se deve intervir de forma sustentável no concelho de Góis, sendo que, todos os presentes deram a sua opinião.
No final foram criados grupos de trabalho que irão explorar os diversos temas apresentados, para serem .expostos em próxima reunião, com data ainda a agendar.
A Agenda 21 Local é um processo de participação e mobilização em que toda a comunidade colabora no desenvolvimento de acções em quatro vertentes: desenvolvimento económico, coesão social, protecção e valorização ambiental e promoção cultural.
A "Agenda 21" surgiu no contexto da Cimeira do Rio. Nesta conferência, representantes de todo o mundo reuniram-se para definir uma resposta conjunta para os diversos problemas sociais e ambientais que o Planeta enfrenta. Neste âmbito foi acordada a necessidade de realizar acções imediatas para lidar com a pobreza e proteger o ambiente, tanto no 'presente como em relação às gerações futuras, tendo sido assinado um plano para o século XXI, designado de Agenda 21.
in O Varzeense, 15/12/2009
Esporão - Comissão de Melhoramentos Comemora 55 anos de vida
o presidente da direcção, por fim, lamentou a falta de alguns conterrâneos e amigos que gostava ver presentes
No passado dia 6 do corrente mês realizou-se na casa do Concelho de Góis, o almoço comemorativo do 55º. aniversário da Comissão de Melhoramentos do Esporão (Góis). O evento contou com a presença de cerca de 70 pessoas e foi uma jornada de grande confraternização e reveladora da força do Regionalismo Goiense.
Presidiu o almoço, a Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis, acompanhada pelo presidente da Assembleia Geral da Comissão, Dr. António Bandeira Bento; presidente da direcção, Avelino Lopes Martins e respectivas esposas, assim como o presidente da Casa do Concelho de Góis, Sr. José Dias Santos, e os presidentes das Comissões de Melhoramentos da Cerdeira, Ladeiras e Povorais, respectivamente Américo Simões, Luís Martins e Rui Alves. Salienta-se ainda a presença do regionalista e consócio Fernando Barata e esposa, dos Povorais e dª. Maria Benilde da Costa, directora da Casa de Góis.
Na sua intervenção, o presidente da direcção, Avelino Martins, após agradecer a presença da presidente da Câmara Municipal de Góis, a quem desejou as maiores felicidades, assim como ao presidente da Casa do Concelho de Góis pela cedência das instalações e colaboração dada, agradeceu ainda a presença dos presidentes das congéneres, consócios, conterrâneos e amigos, especialmente os conterrâneos Lucília Simões, Maria Olinda e João Simões, vindos directamente do Esporão para o almoço. Os agradecimentos foram também extensivos à presença dos sócios auxiliares seus ex-colegas da "Bonança",do serviço militar e da escola comercial Rodrigues Sampaio, os quais iriam receber emblemas de 25 e 50 anos de filiação, aos quais a Comissão muito deve. Refira-se que ainda hoje a associação atinge o número de duzentos sócios e chegaram a atingir um número superior a quatrocentos sócios.
Avelino Martins historiou a vivência da Comissão em prol do Esporão, recordando especialmente o seu fundador Casimiro Martins, e os inúmeros melhoramentos efectuados sem qualquer auxilio oficial e camarário como a electrificação da povoação em 1969; casa de convívio do Esporão; reconstrução da capela; museu rural; parque de lazer e infantil; estrada da Boleirinha; fontanários; campo desportivo; apartamento regional entre outros, assim como a sua constante actividade em organizações anuais no Esporão como festas de S.Miguel; carnaval; festas dos Santos; reveillons; excursões no país e estrangeiro, e ainda as actuações do seu Grupo de Teatro do Esporão e participação anual nos jogos de Verão entre povoações. Por tudo isso, foram reconhecidos pelo Governo como Instituição de Utilidade Pública em 22/04/1998 e receberam a Medalha de Mérito pela Câmara Municipal de Góis em 13/08/2006. O dirigente deu ainda conhecimento do projecto actual para a construção de um tanque "reservatório de água" para combate a incêndios, e de um novo contrato dos terrenos do Casal do Esporão efectuado com a Portucel.
Avelino Martins terminou a sua intervenção pedindo à juventude para a renovação dos Corpos Gerentes, pois encontra-se há cinquenta e cinco anos na direcção e cerca de quarenta anos como seu presidente. Teceu vários elogios ao trabalho de todos os colegas que com ele têm trabalhado, pois ninguém consegue fazer algo sozinho.
O presidente da direcção, por fim, lamentou a falta de alguns conterrâneos e amigos que gostava ver presentes.
Sócios da colectividades foram agraciados com emblemas
De seguida usou da palavra o Sr. José Dias dos Santos, presidente da casa do Concelho de Góis, que salientou a intensa actividade da Comissão e a necessidade que também sente para a renovação dos Corpos Gerentes da casa Concelhia.
Por sua vez, Américo Simões, da Comissão Melhoramentos da Cerdeira, realçou a amizade que sempre existiu entre as duas agremiações desde o tempo do seu irmão Manuel Simões com Casimiro Martins, destacando a realização de bailes, festas, jogos desportivos, e até a compra de uma carreta em conjunto, para servir as pessoas das duas povoações, e apelou para a continuidade de Avelino Martins à frente da C.M.E .. Finalizou as intervenções a drª Maria de Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis, que enalteceu a actividade da Comissão do Esporão. A edil apelou também à continuidade de Avelino Martins à frente da sua Comissão, sublinhando os cinquenta e cinco anos que se encontra na direcção. Finalmente, Lurdes Castanheira falou do amor que sente por Góis, apesar de não ter nascido lá,e a esperança que tem nos projectos que acredita levar a efeito, esperando a colaboração de todos para a sua realização.
Seguiu-se a intervenção do Dr. Luís Filipe Martins, vice-presidente da direcção, que aproveitou para ler as mensagens recebidas dos sócios a felicitar o aniversário da Comissão. De entre as recebidas, destacou a do Sr. Eng. João Nogueira Ramos, João Alberto Russo, Maria de Lurdes Bento, Leonor Galvão e Inês Corte Real.
Foram ainda chamados, e receberam emblemas de vinte e cinco anos de associados vinte e quatro sócios, e de cinquenta anos dez sócios, tendo sido entregues os emblemas, por todos os membros da direcção.
O Presidente da direcção salientou a ausência da conterrânea Maria Mal,1uela Baptista, do Esporão, inscrita neste almoço, mas que teve que ser internada de urgência no hospital de Coimbra, a quem desejou rápidas melhoras. Também do grande regionalista, escritor e amigo António Lopes Machado que, por infelicidade do falecimento de seu irmão no dia anterior, informou da sua impossibilidade, dado ter que se deslocar a Arganil para estar presente no acto fúnebre. Por fim, o dirigente desejou a todos os presentes, familiares., conterrâneos e consócios um Bom Ano Novo e Feliz Natal. De seguida actuou o conjunto de concertinas "ONDA 5" vindo directamente de Chã de Álvares(Góis), sob o comando do artista "Marcelo". Do grupo faz parte o consócio Carlos Hipólito Victor que mereceu uma palavra de agradecimento pela colaboração dada à Comissão; a todos brindou com uma brilhante actuação, tendo a certo momento sido convidado o consócio Américo Simões da (Cerdeira), que cantou um bonito "fado"regional, merecendo fortes aplausos. Gratos ficaram ainda pela reportagem fotográfica do colega Adriano Filipe.
Procedeu-se depois ao corte do bolo de aniversário, após um esplêndido almoço com óptimas entradas e sobremesas. A todos muito agradou este alegre convívio que terminou já próximo da noite.
O Presidente
AVELlNO LOPES MARTINS
in Jornal de Araganil, 17/12/22/2009
Inverno chegou com muita chuva, neve e vento forte
Neve caiu com grande intensidade nas regiões mais altas de Portugal continental
Francisco Barbeira, Lusa
O calendário dá hoje conta do início do Inverno que fazendo jus ao nome chegou com chuva forte, frio e muita neve, situação que irá prolongar-se por toda a semana. Já esta madrugada o mau tempo fez estragos um pouco por todo o país com inundações e estradas cortadas devido aos fortes nevões e ainda ao gelo.
Inverno chegou com muita chuva, neve e vento forte
O primeiro dia de Inverno promete neve a "altitudes bastante baixas", o que já se registou desde a noite de ontem, esperando-se que ao longo do dia de hoje a quota de neve vá subindo para cerca de 600 metros.
O Instituto de Meteorologia colocou doze distritos em aviso laranja e seis em aviso amarelo tendo em atenção a intensidade da chuva, o vento e ainda a agitação marítima.
O arquipélago dos Açores e ainda os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Portalegre, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão em aviso laranja, os distritos de Beja, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Setúbal e ainda o arquipélago da Madeira estão em alerta Amarelo, enquanto o distrito de Santarém está com aviso verde.
Estradas cortadas
Devido ao gelo e à neve há várias estradas cortadas ao trânsito com maior destaque para a região da Serra da Estrela onde estão fechadas as Estradas Nacionais Gouveia-Sabugueiro, Manteigas-Torre e Covilhã-Seia, uma situação de deverá ser ultrapassada ainda esta manhã.
Na cidade da Guarda a neve que caiu durante a noite obrigou ao encerramento à circulação automóvel de algumas ruas de maior declive da cidade.
Já na região de Vila Real está condicionada devido à neve a zona do Marão/Alto de Espinho, onde está a nevar desde a noite de ontem, o mesmo acontecendo na zona de Mirandela, no distrito de Bragança.
Na Auto-Estrada A7, o gelo e a neve interditaram a via na zona de Fafe, no distrito de Braga e em Viseu, na localidade de Felgueiras foi cortada também a estrada municipal 550.
Já no distrito de Coimbra, próximo de Góis, a neve que caiu com intensidade, assim como na Pampilhosa da Serra, pela mesma razão, estão igualmente condicionadas.
Chuva forte em Lisboa
Na região de Lisboa o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa recebeu durante esta noite 45 pedidos de auxílio devido a inundações na via pública sobretudo na zona de Benfica, Carnide e Alvalade.
Apesar da muita chuva que caiu o Instituto de Meteorologia já fez saber que em Lisboa os valores não foram extraordinários já que na altura em que choveu mais foram registados sete milímetros numa hora quando o limite de aviso amarelo começa nos 10 milímetros numa hora.
Casa do Concelho de Góis - Homenagem a José Matos Cruz no 55.º Aniversário
A Casa do Concelho de Góis comemorou os 55 anos de existência com um almoço de confraternização na sua sede, após celebração de missa por alma dos sócios falecidos.
Antes ainda de se dar inicio ao almoço, foi descerrada uma fotografia de José Matos Cruz, anterior presidente da direcção, numa cerimónia em que usou da palavra o presidente da direcção, José Dias Santos, que sublinhou a actuação que teve naquela casa, bem como na Comissão de Lisboa de Propaganda e Melhoramentos em Vila Nova do Ceira. Enalteceu a sua dedicação à causa regionalista e o esforço que desenvolveu nas instalações da casa, ampliando-as e melhorando-as consideravelmente.
Seguiu-se o almoço numa sala completamente cheia com mais de uma centena de pessoas, entre as quais a presidente da Câmara Municipal de Góis, presidente da Assembleia Municipal, presidentes de algumas Juntas de Freguesia e das Casas da Comarca de Arganil e do concelho de Pampilhosa da Serra.
Sob a presidência de Américo Simões, em representação do dr. Carlos Poiares, presidente de Assembleia Geral da Casa, que não teve possibilidade de estar presente, faziam parte da mesa de honra a presidente da Câmara Municipal de Góis, drª Maria de Lurdes Castanheira; o presidente da Assembleia Municipal, dr. José Carvalho; o sócio n.º 1, Gualter de Campos Nogueira; o presidente do Conselho Regional, dr. Luís Mateus; António Lopes Machado, presidente do conselho fiscal; e José Dias Santos, presidente da direcção.
O presidente de direcção abriu a série de brindes, saudando os presentes e agradecendo-lhes a sua vinda, distinguindo naturalmente, a sr.ª presidente da Câmara e restantes autarcas, bem como o padre Robson que celebrou a missa por alma dos sócios falecidos. Recordou como obra da Casa, a construção do edifício_em que funcionou o Colégio de Góis, e que para isso, contribuiu o Comendador Augusto Rodrigues, que também custeou os primeiros meses de renda daquela casa. Lamentou que nem todas as Juntas de Freguesia convidadas para aquele almoço estivessem presentes, sublinhando que é seu desejo continuar a manter um bom relacionamento com a presidência da Câmara de Góis. Disse que tem sido boa a cooperação de algumas colectividades ali filiadas e que gostaria de rejuvenescer a direcção na próxima assembleia-geral, em que serão eleitos os novos corpos directivos. Concluindo por afirmar que aquela Casa está sempre à disposição de todos os goienses. Manifestou ainda a sua satisfação em ver ali o sócio n.º 1, Gualter de Campos Nogueira, que deu muito de si aquela Casa durante os tempos em que foi dirigente.
Seguiu-se o dr. Luís Martins, recordando a sua passagem pelo Conselho Regional, a que preside, apresentando três grandes desafios que devem ser as linhas condutoras daquele Conselho e da própria Casa em si: o papel da Casa no movimento regionalista, devendo ser considerada parceiro social junto dos órgãos autárquicos e das Comissões de Melhoramentos para os assuntos de carácter geral no concelho; a missão de divulgar Góis nas suas diversas vertentes e cativar a juventude para o regionalismo e para a Casa.
"Já mostrámos que sozinhos não somos capazes de vencer este desafio, pelo que precisamos da vossa ajuda, dos órgãos autárquicos, das Comissões, das associações existentes do nosso concelho, quem sabe das próprias escolas, mas precisamos rapidamente de encontrar este caminho, para pudermos em conjunto, passo a passo, começar a construir este edifício", sublinhou.
António Lopes Machado, presidente do Conselho Fiscal manifestou a sua satisfação por ver aquela casa cheia, bem reveladora do dinamismo que o regionalismo goiense continua a oferecer.
Recordou homens que ali conheceu, que fizeram a história daquela Casa e do Regionalista goiense, como o Dr. José Poiares; Frederico Nogueira de Carvalho; o Fernando Carneiro, filhos e genro de dois membros da Comissão organizadora da fundação da Casa da Comarca de Arganil que tanto se empenhou na construção do Colégio de Góis, e do Prof. Baeta Neves, que presidiu ao Conselho Regional e a todos encantava com as suas magnificas "lições" durante as reuniões do Conselho.
E quem a tudo isso assistiu e participou foi o Gualter de Campos Nogueira, um patriarca do regionalismo goiense, hoje, sócio n.º 1 da Casa, que tínhamos o prazer do ter ali e gostávamos de continuar a ter em futuros encontros.
E a terminar teve ainda palavras de apreço para com a direcção da Casa e autarcas de Góis que marcaram significativa presença naquela festa.
A Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira associou-se àquela festa regionalista com palavras simpáticas de quem deseja colaborar e continuar a participar nestes encontros. Agradeceu o convite e prometeu voltar em ocasiões idênticas. Associou-se à homenagem a José Matos Cruz e apontou o caminho que está disposta a seguir à frente do município goiense.
José Carvalho, presidente da Assembleia Municipal, que não estava em boas condições de saúde recordou algumas passagens por aquela Casa, que passou por importantes obras de ampliação no tempo da direcção de José Matos Cruz. Porque sempre sentiu grande simpatia pela colectividade e pelas colectividades regionalistas, acompanhando com muito interesse a sua actuação.
Encerrou Américo Simões que recordou ª passagem por aquela Casa de grandes nomes do regionalismo goiense, distinguindo as magníficas reuniões do Conselho Regional, presidido pelo Prof. Baeta Neves. Temos que continuar a trazer as colectividades regionalistas para esta Casa, sublinhou, desejando a todos umas Boas Festas de Natal e Ano Novo Próspero, salientando a presença da presidente da Câmara de Góis nesta festa, que foi uma grande festa regionalista dos goienses em Lisboa.
E a festa continuou toda a tarde, agora com uma sessão cultural, com a apresentação de uma monografia sobre Cortes de Alvares, um livro interessante do dr. Samuel Mateus, voltando o Eng.º João Coelho a falar sobre o "Rasto dos Barrões" de Adriano Pacheco.
António Lopes Machado
in Jornal de Arganil, 17/12/2009
Os cientistas encontram um Polvo transportador de cascas de coco
Londres, Inglaterra (CNN) - Polvos que são tão inteligentes, deslocando-se desajeitadamente na ponta dos tentáculos no chão do oceano e juntando cascas de coco para depois construírem uma fortaleza para se defenderem de predadores, foi revelado num estudo australiano.
Comportamento "surpreendente", disse o biólogo australiano Julian Finn do Museu Victoria, em Melbourne, que observou pela primeira vez, ao liderar uma equipe na Indonésia, as inteligentes manobras do polvo.
"Nós ficámos espantados", disse o companheiro de equipe Mark Norman, chefe de Ciência no Museu Vitória, sobre a descoberta. "Foi difícil submerso não rir e inundar a máscara de mergulhador."
"Este é um polvo que se move a fim de recolher cascas de coco, empilhá-las, levando-as consigo debaixo do corpo e, em seguida, montá-los como uma blindagem perfeita se um predador se aproxima", disse Norman.
"O uso planeado para o futuro."
É que a planificação - e a utilização de instrumentos - que surpreendentemente faz de um polvo-veado um dos animais mais inteligentes da Terra.
"Usando ferramentas, algo que achamos que é muito usual para os seres humanos, existe noutros grupos animais existindo também neste, o que nunca antes havíamos considerado ", disse Norman em uma entrevista à televisão australiana. "Uma forma de vida inferior, um parente de um caracol, estes polvos, não são animais simples."
Finn e Norman estavam na região indonésia de Sulawesi Norte, em busca de polvo- mímico quando, por acaso, viram o polvo-veado fazendo o seu trabalho.
O transporte dos cocos - e a subsequente ocultação - faz do polvo veado o mais novo membro do clube da dos animais utilizadores de ferramentas, um grupo da restrita elite do reino animal, dizem os cientistas.
E é o primeiro membro sem espinha dorsal - um invertebrado - a fazê-lo.
Os investigadores, que gastaram mais de 500 horas sob a água observando e filmando os hábitos do polvo-veado, repararam que os animais eram frequentemente observados usando seus longos tentáculos para arrastar as cascas de coco, maiores do que seus próprios corpos.
O polvo ia desenterrar as duas metades de uma casca de coco, descartadas pelo homem, para depois usá-las como protecção, quando parava ou descansava no fundo do oceano.
Foi difícil não rir submerso e assim inundar a máscara de mergulhador.
Então, surpreendentemente, eles começaram a juntar as conchas ordenadamente sob seus corpos e com elas deslocando-se - para uso futuro - sob as suas barrigas.
Para manobrar com os cascas de grandes dimensões, o polvo tem que os envolver com os seus tentáculos, dando a aparência de caminhar sobre palafitas, disseram os cientistas. Aquele andar desajeitado torna-os mais vulneráveis aos predadores, afirmaram. Seus estudos estão sendo publicados na revista Current Biology.
Os cientistas pensam que o polvo, provavelmente, primeiro começou com conchas de moluscos, mas optou por cocos descartados pelos seres humanos quando as cascas de coco se tornaram abundantes.
Cefalópodes - polvos, lulas e seus familiares - têm o cérebro mais complexo de qualquer invertebrados, segundo a revista Science. Um cérebro do polvo tem 50-75 lobos e, pelo menos, como tantos neurónios como o cérebro de rato. Polvos também têm pequenos "cérebros" em cada braço e ainda menores "cérebros" relacionadas com as suas ventosas, de acordo com a Ciência.
Cefalópodes governaram os mares há 500 milhões de anos. Mas a diversificação da vida na Terra, que incluiu a origem de peixes, significou que o oceano se tornou cheio de predadores.
Foi a evolução que conduziu ao desenvolvimento sua inteligência, acreditam os cientistas, um processo que muito nos pode ensinar sobre a evolução do cérebro.
Polvos de muitas espécies já são conhecidos por sua inteligência. Eles são conhecidos por decifrar labirintos, abrir frascos e até lembrar os acontecimentos passados.
Agora eles também têm o uso de ferramentas para adicionar ao seu repertório.
in CNN, 15/12/2009
Idoso com 73 anos está desaparecido em Góis
Desapareceu no passado domingo, cerca das 16h30, no Casalinho, concelho de Góis, um idoso com 73 anos de idade. Arlindo Baeta, que sofre de Alzheimer, está a ser procurado pelos bombeiros voluntários, contudo, até ao momento ainda não há informações sobre o seu paradeiro. Se alguém o tiver avistado, deve contactar a GNR de Góis ou o Rádio Clube de Arganil.
in RCA, edição electrónica 15/12/2009
"Primeiro ecossistema de inovação do país” nasce em Coimbra
Políticos, empresários e universitários juntam esforços
para criar uma “responsabilidade alargada” no campo da
inovação, levando a região Centro ao top 100 da Europa
O primeiro ecossistema de inovação do país está a nascer em Coimbra, alimentado pelo esforço de políticos, empresários e universitários da região Centro, que ontem estiveram juntos ao abrigo do Inov C, um espaço de interacção e partilha sobre gestão de inovação, promovido pela Universidade de Coimbra.
«Estamos a implementar aqui o primeiro ecossistema de inovação do país, onde a ideia é “colar” os vários sectores de desenvolvimento da região Centro. É limitador pensar a inovação apenas a nível das universidades e dos politécnicos e, portanto, defendemos um sistema maior. Precisamos de um conceito de responsabilidade alargada, envolvendo muitos agentes que estão no terreno e que conseguem inovar», afirmou aos jornalistas Jorge Figueira, elemento da Universidade de Coimbra responsável pela organização do Inov C.
Para atingir o «objectivo ambicioso» de criar uma responsabilidade alargada no campo da inovação é «crucial que exista neste campo formação ao longo de toda a vida, desde a pré-primária até aos 75 anos». A conclusão é das cerca de cinquenta pessoas que ontem se juntaram na Quinta das Lágrimas para participar no Inov C, um grupo alargado que incluiu políticos, empresários e universitários.
Os participantes dividiram-se em grupos pequenos, comandados por desafiadores, que tinham a obrigação de coordenar os trabalhos. Este ano os desafiadores foram Pedro Vaz Serra (presidente da direcção do Clube de Empresários de Coimbra), Frederico Dinis (director-geral da InCentor), Marcelo Nuno (economista e ex-vereador da Câmara Municipal de Coimbra), João Gabriel Silva (director da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra), Filipe Montargil (director do Parque Tecnológico de Óbitos), Teresa Mendes (presidente da direcção do Instituto Pedro Nunes), Francisco Pegado (IAPMEI) e Paulo Júlio (presidente da Câmara Municipal de Penela).
Durante o Inov C, os participantes debateram problemas comuns e exploraram novas oportunidades de negócio e desenvolvimento. À imagem do que aconteceu em 2008, os resultados foram registados num mapa que foi adoptado por todos os participantes enquanto informação de suporte para a definição de políticas de inovação.
«Inovar é tomar decisões difíceis, é um risco. Mas juntos conseguimos criar valor», defendeu Jorge Figueira, realçando a necessidade de chegar a uma nova geração de empresários, que tem acesso muito mais facilitado à informação.
O vice-reitor da Universidade de Coimbra, Henrique Madeira, realçou o carácter inovador do próprio Inov C.«Não é um seminário, nem um colóquio, workshop ou mesa-redonda. É sobretudo um exercício de inovação e criatividade, um encontro informal de pessoas inovadoras», concluiu.
Região Centro: referência nacional na inovação
O encontro de ontem permitiu traçar metas para Coimbra. Segundo um estudo da União Europeia, a região Centro ocupa o 153.o lugar entre todas as regiões da Europa, num ranking que diz respeito à capacidade de inovar. «Queremos que o Inov C contribua fortemente para colocar a região Centro no top 100», explicou Jorge Figueira.
O responsável realçou que Coimbra sempre foi muito inovadora, dando como exemplo o Instituto Pedro Nunes e «a primeira incubadora de empresas em solo nacional».
A região Centro é a segunda zona mais evoluída do país a nível de inovação, ficando apenas atrás do território de Lisboa e Vale do Tejo, revela o estudo da União Europeia, datado de 2006.
Programa Inov C movimenta 73 milhões de euros
O Inov C conta com um investimento total de cerca de 73 milhões, sendo apoiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 23,5 milhões de euros.
O programa estratégico, que pretende colocar a região Centro na elite europeia a nível de inovação, é liderado pela Universidade de Coimbra e integra mais dez instituições da região Centro: Instituto Politécnico de Leiria, Instituto Politécnico de Coimbra, Instituto Pedro Nunes, IPN Incubadora, Incubadora D. Dinis, Biocant, Coimbra Inovação Parque, MOR-ENERGY, Obitec – Associação Óbitos Ciência e Tecnologia e Óbitos Requalifica.
Este conjunto de entidades forma uma rede estratégica implementada na região Centro, procurando resultados práticos na área da inovação.
in Diário de Coimbra, 16/12/2009
Festa de Natal no Esporão
Domingo dia 20, vai realizar-se a Festa de Natal, com LANCHE para todas as pessoas, e entrega de prendas as crianças oferta da C. M. Esporão.
A Equipa de Gestão quer tambem pela primeira vez juntar todos os jovens do Esporão, maiores de 65 anos e assim oferecer-lhes tambem um miminho!
Apareçam na Casa de Convivio a partir das 15.30h!
Pela Equipa de Gestão
O.Bandeira
O NATAL NA MINHA TERRA
A época de Natal era, e ainda é, para mim uma das épocas mais bonitas do ano.
Vivi numa aldeia até aos vinte e três anos e recordo com saudade os natais ali passados. Ainda hoje tenho na minha memória os montes cheios de geada (ou neve), o cheiro da terra molhada e, logo pela manhãzinha, cheirava a lenha queimada… que saudades!
Era, e é, um tempo de família.
Não foram tempos fáceis. Havia muita pobreza mas o Natal daquela época era vivido como a época em que nasceu Jesus e não naquilo que se tornou hoje, época de consumismo e de correrias para as lojas. No entanto, seja no passado ou nos tempos actuais o Natal é uma época muito especial.
Bem, lembro-me do natal na minha terra:
A preparação do Natal começava com alguma antecedência. Como não havia dinheiro para comprar as figuras do presépio, tudo era feito por mim e pelos meus irmãos.
Ia-mos ao campo apanhar o musgo, a cabana era feita de paus revestidos de palha de centeio. O São José, a Nossa Senhora, o Menino Jesus, a vaquinha e o burrito eram feitos com muito cuidado e normalmente eram representados por bonecos feitos de tecido e pintados com os nossos lápis da escola.
As casas eram feitas com pedras pequenas, pintadas de cal branca e decoradas com pedacinhos de paus, as ovelhas com lã que tirava-mos das ovelhas que pastávamos ao longo do ano. Já a igreja era simbolizada por uma cruz feita com paus, o moleiro e os figurantes com boneco de trapos.
Os meus irmãos e o meu pai iam cortar um pinheiro para a árvore de natal que era enfeitada com tiras de tecido que eu e a minha mãe cortávamos de trapos velhos, fazíamos um grande novelo e depois andava-mos a volta da árvore a enfeitá-la. Como os panos tinham várias cores ficava muito bonita, pendurávamos imagens de papel feitas por nós.
Na noite de natal, vestia-mos uma roupa melhor (a roupa de domingo) e jantávamos as batatas com couves, ovos e bacalhau (este era só quando havia).
Depois, por volta da meia-noite, íamos à missa do galo. Mas como a igreja era na vila de Góis, que ficava a 4 Km, e íamos normalmente a pé, tínhamos de sair de casa uma hora mais cedo para chegar lá à meia noite, regressávamos e junto à lareira deixávamos os nossos sapatos para o menino Jesus vir deixar uma prendinha.
No dia de Natal acordávamos cedo. Apesar de pobres, o nosso menino Jesus deixava o que podia dentro das nossas botas de borracha (imaginem que nós deixávamos as botas de borracha porque tinham um cano mais alto e cabia uma prenda maior). Uma prenda simples como umas meias, uma camisola ou simplesmente um bocadinho de palha davam-nos toda a felicidade do mundo. Esta palha era vendida ao quilo, e era composta pelas aparas das bolachas de baunilha. A cada um calhava um bocadinho embrulhado num cartucho, feito de papel da lista telefónica. Não reclamávamos a prenda, mas a minha mãe logo me dizia: "Sabem, o Menino Jesus é pobre, este ano só te trouxe isto, para o ano talvez seja melhor!”
Depois da azáfama das prendas íamos assistir à missa, na igreja da vila para beijar o menino Jesus e agradecer-lhe as prendas recebidas.
O almoço deste dia era um bocadinho melhor: canja de galinha e arroz com galinha ou um bocado de carne de porco, arroz doce, letria pão-de-ló e filhós, sempre que possível, na companhia da família e amigos.
Há noite, juntavam-se todas as pessoas no largo que fica no meio da aldeia onde previamente tínhamos feito uma fogueira com troncos de pinheiro e oliveira que era acesa na véspera de Natal e durava até dia dos Reis. Ali se comia, cantava os cânticos de natal, dançava ao som das concertinas e percorríamos as ruas da aldeia visitando algumas casas… era uma alegria!
E era assim o Natal na minha terra. Que diferente é a Noite de Natal dos nossos filhos. O sapatinho já não vai para a lareira e as prendas são abundantes e algumas dadas antes do tempo. Enfim, são os sinais dos tempos...
Tenho duas filhas e desde pequenas que faço questão de lhes transmitir como era o meu natal quando eu era pequena e como ficava feliz com as minhas prendas.
in BLOGCORTECEGA - Notícias da Minha Terra
Malhada e Casais - Um convívio e peras
No passado Domingo escreveu-se mais uma página na história da CMMC e da sua gente, na celebração do nosso 56º aniversário.A acompanhar-nos neste convívio estiveram várias dezenas de amigos, incluindo habitantes das nossas aldeias e também camaradas de associações da freguesia do Colmeal.Conforme planeado, cedo partiram de Lisboa dois autocarros rumo ao centro de Portugal. Debaixo de uma ligeira chuva, a caravana seguiu com apenas uma paragem para pequeno-almoço na localidade de Aveiras.
Chegados a Fátima, ocasião para participar na missa na Igreja da Santíssima Trindade, uma construção grandiosa e recente no Santuário, visitada pela primeira vez por muitos de nós.Após este momento religioso e de contemplação, o grupo seguiu para a localidade de Reguengo do Fetal, onde o aguardava um agradável banquete no restaurante Pérola do Fetal.
Foi neste espaço acolhedor que desfrutámos de uma bela tarde entre família e amigos. Saboreámos o apetitoso manjar, tivemos música, os discursos dos nossos convidados, o tradicional leilão e o bolo de aniversário a fechar um dia memorável.
Com esta festa, coroámos um ano de intensa actividade na CMMC. O futuro avizinha-se brilhante e esperamos continuar a gozar da sua companhia no próximo ano.Visite-nos regularmente para saber o que andamos a fazer.
Saudações Malhadenses!
Leilão de ofertas
in http://malhadaecasais.blogspot.com/
JUDO
Foi no passado dia 8 de Dezembro, que o grupo de Judo de Góis, se deslocou até á cidade do Porto, sob a orientação do Mestre Raul, e por sua iniciativa, para assitir a um espectáculo de circo. Foi com grande satisfação que se assistiu ao regresso dos nossos judocas, que depois deste passeio, regressaram com vontade redobrada para aplicar mais uns golpes de judo. O Mestre Raul acompanhado pela esposa, Anabela Valente, e apoiado pelos judocas mais velhitos, que ajudaram a tomar conta dos mais novos, tal como se de uma verdadeira familia se tratasse, correu de forma satisfatória, proporcionando e criando vontade para outros convivios, desta ou de outra natureza. Esta viagem teve a colaboração do Município de Góis e da Junta de Freguesia de Góis, mais concretamente através da oferta do transporte por parte da Câmara e dos coletes reflectores pela Junta de Freguesia, que assim proporcionou uma maior visibilidade aos nossos judocas.
in http://www.freguesiadegois.pt/i
Fumar mata 5 milhões por ano
O uso do tabaco mata ao menos 5 milhões de pessoas a cada ano, um número que poderá aumentar se os países não tomarem medidas mais fortes para combater o tabagismo, anunciou a Organização Mundial da Saúde nesta quarta-feira.
Em um novo relatório sobre o uso do tabaco e do seu controlo, a agência da ONU disse que quase 95 por cento da população mundial está desprotegida por leis de proibição de fumar. A OMS disse que tabagismo passivo mata cerca de 600.000 pessoas por ano.
O relatório descreve as estratégias empregadas por diferentes países para reduzir o fumo, incluindo a proteger as pessoas de fumar, fazer cumprir a proibição da publicidade ao tabaco, e aumentar os impostos sobre produtos de tabaco. Estas foram incluídas num pacote de seis estratégias da OMS divulgado no ano passado, mas menos de 10 por cento da população mundial está coberta por uma única medida.
"As pessoas precisam de mais do que apenas ser dito que o tabaco faz mal à saúde humana", disse Douglas Bettcher, director da OMS Iniciativa Livre do Tabaco. "Eles precisam de seus governos para implementar a Convenção-Quadro da OMS."
A maioria da OMS esforços anti-tabaco estão centradas sobre a Convenção-Quadro sobre o Controle do Tabaco, um tratado internacional ratificado por quase 170 países em 2003. A convenção, teoricamente, obriga os países a tomar medidas para reduzir o uso do tabaco, embora não esteja claro se eles podem ser punidos por não tomar as medidas adequadas, pois eles podem simplesmente retirar-se do tratado.
Outros especialistas questionaram o quão efectivas foram as estratégias da OMS.
"É como bem-intencionadas cegos guiando cegos", disse Patrick Basham, director do Instituto de Democracia, um thin-tank baseado em Londres e Washington. Afirmou que as políticas da OMS eram baseadas mais na esperança do que em provas.
Basham disse que medidas como o aumento dos impostos sobre o tabaco e proibir a publicidade não resolve as causas do porquê as pessoas fumam. Níveis do vício de fumar naturalmente diminuem - como acontece nos países ocidentais - quando as populações se tornam mais ricas e mais instruídas.
O uso do tabaco é a principal causa evitável de morte e a OMS estima que, a menos que os países tomem medidas drásticas, o tabaco poderá matar cerca de 8 milhões de pessoas por ano até 2030, principalmente em países em desenvolvimento.
Basham disse que as autoridades devem centrar-se sobre as medidas anti-pobreza para conter o problema do tabagismo, mesmo sabendo-se que está além do mandato da OMS como uma agência para a saúde. "A visão cínica é de que o lobby anti-tabaco tem-se tornado ele próprio uma indústria e nunca seremos capazes de fazer o suficiente para parar de fumar", diz Basham. "O uso do tabaco vai mudar, mas tem muito pouco a ver com os tipos de coisas que a OMS está a promover."
in revista TIME, 09/12/2009
Parceiros do Progride de Góis visitam Projecto congénere de Arraiolos
A visita dos Parceiros do Progride de Góis a Arraiolos e Évora tratou-se de uma visita cultural com uma vertente recreativa
Promovida pela Câmara Municipal de Góis e pela Santa Casa da Misericórdia de Góis, decorreu, nos dias 27 e 28 de Novembro, uma Visita de Estudo dos Parceiros do Projecto "Progredir em Igualdade e Cidadania" ao seu congénere de Arraiolos, Projecto "Participar - Inovação para a Inclusão em Arraiolos".
Esta visita surge do Intercâmbio que se tem vindo a estabelecer entre estes dois Projectos, iniciando-se com a vinda dos Parceiros do Projecto de Arraiolos a Góis, que se realizou no dia 10 de Outubro do ano transacto.
Tratou-se de uma visita cultural com uma vertente recreativa e teve um duplo objectivo: a troca de boas práticas, experiências e saberes adquiridos com a intervenção que cada um dos Projectos tem nas suas áreas geográficas de abrangência, associada a passeios a locais aprazíveis e de interesse público.
Destinada a todos os Representantes das Entidades/Instituições Parceiras do Projecto, esta actividade contou com a participação de Representantes da Entidade Executora, Equipa Técnica em conjunto com alguns dos Parceiros, nomeadamente Associação Educativa e Recreativa de Góis, Centro Social Rocha Barros, Conferência São Vicente de Paulo e Junta.de Freguesia de Góis.
A chegada a Arraiolos foi assinalada com a recepção realizada no Salão Nobre do Município pela Sr.ª Vice-Presidente da Câmara de Arraiolos. Posteriormente, visitámos a Associação "MONTE - Desenvolvimento Alentejo Central, ACE", Entidade Executora do Projecto Progride de Arraiolos, bem como a fábrica "Enchidos e Companhia", acção desenvolvida por este Projecto em parceria com a Santa Casa da Misericórdia do Vimieiro.
Este dia culminou com uma visita ao Espaço Etnográfico do Centro Social, Recreativo, Cultura e Desporto da Igrejinha, Entidade Parceira do Projecto de Arraiolos, com um jantar e uma noite de fados, revelando-se esta confraternização importante para o conhecimento da cultura organizacional desta Associação.
No segundo dia realizou-se um passeio cultural ao Centro Histórico da Cidade de Évora e uma visita ao Fluviário de Mora, encerrando esta actividade com um almoço convívio.
Este Intercâmbio permitiu confirmar diferenças e reforçar semelhanças entre dois Concelhos que beneficiam da Medida 1 do PROGRIDE - Programa para Inclusão e Desenvolvimento.
in Jornal de Arganil,10/12/2009
ADIBER e Municípios de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua lançam balões
A ADIBER – Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, no âmbito do Projecto “Expandir Oportunidades”, irá assinalar hoje, o dia 10 de Dezembro, Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com uma Largada de 30 Balões – “Um Balão, Um Direito”.
Com o objectivo de promover e valorizar os Direitos Humanos, esta iniciativa conta com a colaboração das Autarquias de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua as quais se prontificaram na dinamização da mesma.
Neste sentido, pelas 12 horas, cada Autarquia em conjunto com a ADIBER, irá proceder à largada de 30 Balões, assinalando o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
in RCA, edição electrónica
O dia da cachola
Mais uma descoberta sobre as tradições de antigamente… o dia da “cachola”. Estava na Casa de Convívio no passado domingo, quando a Maria Olinda recordou esta tradição. E logo todos começaram a desfiar recordações...!
A “animação” começava logo no dia da matança. Aproveitava-se o sangue, que se cozia. Os homens na matança comiam esse “petisco”, acompanhado pelo bom vinho tinto.
Decorria o encontro da Cachola no dia de desmanchar o porco (no dia seguinte à matança). Juntava-se a família para comer a “cachola”, e pelos vistos era um momento desejado, sobretudo para os mais pequenos.
Naquele dia a mesa tinha a melhor louça, era dia de receber bem a família. A matança e depois o desmanche do porco eram acontecimentos de grande relevância para a subsistência das famílias. Assegurava-se a reserva de carne, a alegria vinha da certeza de “prosperidade” naquele ano. Talvez seja uma expressão forte, mas a carne de porto era parte indispensável da alimentação serrana. A partilha deste acontecimento entre os elementos da família (e não só os elementos da casa, que seriam pais e filhos), mostra um pouco da prática solidária das populações de outrora. A pobreza não afastava ninguém. Que belo ensinamento!
O menu da “Cachola”consistia em carne da “suã” cozida, arroz de lombo, torresmos (com “entretinho”, fígado, carne do lombo), e também sangue (previamente cozido) e frito na gordura dos torresmos.
Acompanhava a refeição couve “troncha” cozida, batata e algum enchido, que sobrasse na panela do azeite… Acompanhava-se a refeição com vinho de colheita própria. No fim da refeição os homens bebiam a aguardente.
Antes nestas nossas aldeias comia-se e bebia-se o que era produzido pela casa/ pelo agregado familiar. Um conceito diferente, já que hoje se compra (quase) tudo feito.
Bom feriado!
in http://dg.specificclick.net/?u=http%3A%2F%2Faldeiadoesporao.blogspot.com%2F&r=
Entrevista com o Economista norte-americano Dennis Meadows
'Copenhaga está a fazer tão pouco quanto possível"
Com seu livro de 1972 "Os Limites ao Crescimento," Dennis Meadows foi um dos primeiros a advertir sobre a crise ambiental. O economista dos E.U. falou ao SPIEGEL ONLINE sobre a necessidade mudar drasticamente o nosso comportamento e, como não espera muito da conferência global da mudança do clima, em Copenhaga.
SPIEGEL OLINE: Sr. Meadows, você simulou o futuro da terra em 1972 com menos poder de computação do que hoje tem um Blackberry. Como era o seu modelo sobre os limites ao crescimento?
Dennis Meadows: Surpreendentemente bom, infelizmente. Nós estamos no meio de uma crise ambiental, que nós então prevíamos. A diferença é que nós perdemos 40 anos durante os quais a humanidade devia ter agido.
SPIEGLE ONLINE: Você tem sido um daqueles que advertem sobre o ambiente desde a primeira publicação de seu livro. Agora os representantes de quase 200 países estão reunidos para tratar da crise ambiental. Você está satisfeito?
Meadows: Copenhaga? Eu não a tomo seriamente. A coisa em si é uma enorme manobra. Eu estou indignado porque a situação é ultrajante. Se nós confiarmos em conferências em vez de mudar nossos estilos de vida então as coisas vão ficar negras.
SPIEGEL ONLINE: Mas o mundo está olhando agora a Copenhaga, para ver se os políticos podem encontrar uma solução dos problemas do clima.
Meadows: O mundo? Eu penso que 98 por cento dos seres humanos não ouviram mesmo a palavra Copenhaga, para não falar já da Conferência das Nações Unidas sobre a mudança do clima. Se os povos se juntassem com uma mente fresca para conseguir algo, então seria diferente. Esta conferência é essencialmente sobre fazer o menos possível e não tanto quanto possível.
SPIEGEL ONLINE: Você pede que os povos façam sacrifícios pessoais a fim preservar o ambiente e os recursos?
Meadows: Eu peço. Mas o que eu digo é que se nós não mudarmos o nosso comportamento então é que nós teremos um problema sério. Os povos estão sendo enganados se pensarem que a tecnologia verde resolverá todos os problemas. Não há nenhum botão mágico. É sobre nossos estilos de vida que temos que actuar.
SPIEGEL ONLINE: Mudar nosso comportamento pessoal fará tudo melhorar?
Meadows: No que se refere á dependência do petróleo, sim; mas quando se refere à mudança do clima, eu penso que é demasiado tarde. Poderia ter sido possível impedir a mudança séria do clima nos anos 70 e nos anos 80, mas hoje não é mais possível. Nós lançámos dióxido de carbono bastante na atmosfera para causar aquecimento global. Nós estamos no alto de uma montanha russa e tudo que nós podemos fazer é agarrar-nos bem.
SPIEGEL ONLINE: Então faz algum sentido reduzir emissões do CO2?
Meadows: Absolutamente, mas limitará somente a mudança do clima, mas não suficiente para a impedir.
SPIEGEL ONLINE: Você parece bastante pessimista.
Meadows: Não. Nós não morreremos como uma espécie. A Humanidade sobreviveu já a idade de gelo, e agora nós sobreviveremos uma idade do calor. Eu duvido, entretanto, que então haja uns milhões de nós voando em torno do mundo em aviões e conduzindo enormes carros.
SPIEGEL ONLINE: Nós viveremos como povos os mais pobres de hoje, aqueles que se emitem quasi nada de dióxido de carbono?
Meadows: Esse não é meu modelo. Eu vivi o suficiente em um país como Afeganistão para saber que eu não quero ter que viver, no futuro, como eles. Mas nós temos que aprender viver uma vida que permita o desempenho e o desenvolvimento, com as emissões do CO2 de Afeganistão.
SPIEGEL ONLINE: É possível ter 9 biliões de pessoas no planeta?
Meadows: Não. Mesmo 7 biliões são demasiados -- pelo menos se forem todos a ter um padrão apropriado de vida. Se você pensar se é aceitável ter uma elite pequena que aprecie um estilo de vida decente e uma grande maioria que seja dele excluída, então a terra talvez possa provavelmente sustentar 5 a 6 biliões de pessoas. Se você quiser todos terem o potencial de mobilidade, alimento adequado e auto-desenvolvimento, então é para 1 ou 2 biliões.
SPIEGEL ONLINE: Como é que se consegue isso?
Meadows: Eu não tenho mínima ideia. Eu sou uma pessoa ética e eu não mataria uma mosca. O problema é aquele com nosso estilo de vida actual estamos agredindo os povos do futuro.
SPIEGEL ONLINE: Você não tem uma receita para conservar o mundo?
Meadows: Nós não temos que salvar o mundo. O mundo salvar-se-á, como tem feito sempre. Às vezes leva alguns milhões de anos até que os danos estejam reparados e um equilíbrio novo esteja estabelecido. A pergunta é muito mais profunda: como nós conservamos nossa civilização?
SPIEGEL ONLINE: Como você encara o facto que suas análises falharam em trazer quaisquer reais mudanças?
Meadows: Há muito tempo eu pensei que nós teríamos que conseguir um total utopia a fim evitar o colapso total. Hoje eu sou um tanto mais equilibrado. Para mim, pessoalmente, penso que é bastante se eu fizer o mundo um pouco melhor do que ele seria sem mim. Todos devem repensar seu próprio estilo de vida, a sua pegada do carbono e a tentativa de dar um passo adiante, no futuro.
SPIEGEL ONLINE: Qual foi a reacção a este tipo do conselho?
Meadows: Um editor de moda perguntou-me uma vez sobre mudanças do estilo de vida. Eu perguntei-lhe quantos pares de sapatos tinha. Eram 18. Eu recomendei que três pares seriam bastantes. O artigo nunca foi publicado, infelizmente. Muitos hábitos estão profundamente enraizados e é necessário prática para nos livrarmos deles.
SPIEGEL ONLINE: Como se darão as mudanças necessárias?
Meadows: Com uma série das crises. É somente quando há umas mudanças abruptas do clima, as desagradáveis, que realmente voluntariamente se fará algo. Nós temos que usar estas oportunidades. Nós não as usámos durante a crise financeira. A oportunidade de mudar algo foi desperdiçada, apesar da crise.
SPIEGEL ONLINE: Alguns povos podem considerá-lo como um profeta irritado do Velho Testamento.
Meadows: Absurdo. Nosso primeiro livro tinha 13 cenários diferentes para como a Terra e a humanidade se desenvolveriam. Destes, oito ou nove eram catastróficos, os outros não eram. Mas ninguém estava interessado nos cenários positivos. Não foram relatados e os povos não tentaram viver para eles. Eu não estou preocupado com cenários do fim do mundo. A maioria outros de povos, entretanto, estará.
in http://www.spiegel.de/international/world
Confrades de Góis
As Confrarias foram a génese das Irmandades católicas de cariz leigo, das associações profissionais como as Ordens e ainda segundo alguns autores foram a génese da maçonaria
A constituição da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira (Góis) foi de facto uma agradável surpresa até porque, já muitas vezes se tinha feito referência a esta iniciativa, nunca antes, por diversos motivos, concretizada.
Ainda este ano em conversa informal na Casa do Concelho de Góis em Lisboa, com o Sr. Casimiro Vicente, Presidente da Junta de Freguesia do Cadafaz, se tinha abordado este tema, até porque Góis já tinha "perdido" para Vila Nova de Poiares a Confraria da Chanfana, para a Pampilhosa da Serra a Confraria do Maranho e para Arganil a Confraria do Bucho, todas estas, iguarias com dinâmica gastronómica, também no Concelho de Góis.
A Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira vem assim suprir uma lacuna regional, que reverterá para a notoriedade do Concelho de Góis a nível nacional' e, se bem trabalhada e divulgada para a notoriedade a nível internacional, traduzindo-se em mais e melhor turismo.
Este projecto trouxe-me à memória o cabrito assado em forno de lenha degustado em família. Belos sabores de outros tempos que não se podem nem devem perder.
Mas, afinal o que é uma Confraria? Do dicionário retiramos que se trata de uma associação com fins religiosos, irmandade, conjunto de pessoas que exercem a mesma profissão ou têm as mesmas ideias ou sentimentos (Confrade - o que exerce a mesma profissão, colega, camarada ou irmão).
As Confrarias foram a génese das Irmandades católicas de cariz leigo, das associações profissionais como as Ordens e ainda segundo alguns autores foram a génese da maçonaria.
Mais modernamente a nomenclatura "Confraria Gastronómica e Báquica" é reconhecida e associada a grupos de cidadãos defensores da Gastronomia de determinada região, elaborada com produtos endógenos, consumida por locais e turistas, criadora de fidelidades e de regresso, de culturas e de amizades.
O chamado primeiro repórter e turista português, Ramalho Ortigão, já nos finais do século XIX, deu a conhecer através do seu livro "As Farpas", os pitéus que extasiaram o seu palato em viagem pelo Minho, apelando à sua divulgação aquém e além fronteiras.
As Confrarias encontram-se associadas na Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas - EP.C.G. - (fpcg.online.com), cuja actual Presidente da Direcção é Madalena Carrito (Confraria da Chanfana - V. N. Poiares), tendo a sua Sede institucional em Santarém e a sede funcional em V. N. Poiares.
Encontramos nesta Federação as Confrarias sediadas no distrito de Coimbra, a saber: C. da Chanfana cv. N. Poiares), C. do Bucho (Arganil), Real Confraria do Maranho (Pampilhosa da Serra), Real Confraria da Cabra Velha (Miranda do Corvo), A Confraria das Peraltas (Lousã), C. do Queijo da Serra (Oliveira do Hospital), C. Nabos e Companhia (Carapelhos), C. da Lampreia (Penacova), C. Aromas e Sabores Gandarezes (Tocha), C. do Queijo Rabaçal (Rabaçal), C. Gastronómica do Arroz e do Mar (Figueira da Foz), C. do Bolo de Ançã (Ançã) e C. Doçaria Conventual de Tentúgal (Tentúgal).
O primeiro passo da Confraria do Cabrito e da Castanha do Concelho da Serra do Ceira, foi então dado com a escritura da sua constituição, tendo como fundadores a Dr.ª Lurdes Castanheira (Presidente da Câmara Municipal de Góis), Sr. Casimiro Vicente (Presidente da Junta de Freguesia do Cada faz e promotor e mentor deste projecto), Sr. Armindo Neves (Secretário da Junta de Freguesia do Cadafaz), António José Gouveia (Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova do Ceira) e o Sr. Carlos da Conceição Jesus (Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal).
É importante ver o envolvimento neste projecto de 3 freguesias (de um total de 5) do Concelho, sentindo a importância deste projecto para a notoriedade do Concelho de Góis e da sua população.
A continuação do projecto passará agora pela escolha e execução dos Paramentos, Traje e Insígnias, para as quais atrevo-me a aconselhar a recuperação dos trajes da época de D. Luís da Silveira e da Ordem dos Beneditinos que por essa época exerciam alguma influência em Góis através do Mosteiro de Semide. Fica a ideia.
A última, mas mais importante tarefa é a criação da notoriedade concelhia da Confraria, através do cuidado a ter na entronização de pessoas 'notórias ligadas a Góis e concelhos vizinhos, numa primeira fase evolutiva que terá a sua continuação no envolvimento de pessoas de vulto da cultura nacional e porque não internacional, elevando o nome de Góis, da sua cultura, das suas gentes e da sua gastronomia.
Coloca-se assim mais uma pedra, de muitas necessárias, na reconstrução da sociedade goiense, contribuindo para a sua motivação e confiança no futuro.
Os detractores de ideias dirão que no imediato este projecto não vai gerar empregos. Completamente de acordo. Só que, quem não pensar a médio e longo prazo está condenado ao fracasso. As boas ideias sobrevivem sempre ao futuro.
Sejam felizes, sem medicamentos e com boa comida regional.
Dr. Fernando J. Bandeira da Cunha
in Jornal de Arganil 03/12/2009
Município de Góis assinala Dia Internacional dos Direitos Humanos
Na próxima quinta-feira, dia 10 de Dezembro, a Câmara Municipal de Góis vai associar-se às comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos. De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, pelas 10h, vai decorrer a abertura de uma exposição de Pedro Pinto, no Posto de Turismo de Góis, e à noite, pelas 21h30, vai realizar-se um concerto pelo Ensemble de Saxofones do Conservatório de Música de Coimbra, na Casa do Povo de Vila Nova do Ceira.
in RCA, edição electrónica
A História do Povo Serrano
Como todos nós sabemos, a História de Portugal foi-nos dada a conhecer segundo a visão e análise dos grandes feitos, homens e momentos que marcaram o rumo do País, eventos e suas implicações no avanço tecnológico. Resumindo: factos e homens notáveis preponderantes no trajecto da humanidade. A ciência que estuda, cataloga estas alterações e movimentações e daí retira sínteses preciosas é muito antiga, tem dado grandes e prestimosos contributos à humanidade ao longo dos séculos. Mas sempre numa visão elitista. Onde está o "nobre povo"?
Contudo, os historiadores, homens que puseram uma vida inteira ao serviço desta ciência, analisando registando factos relevantes na já longa caminhada do ser humano, nunca se detiveram, nem deram re/6V(l. _àquela massa humana que se chama povo (estrato social). Nunca o povo pesou nem foi evidenciado na edificação de oito ou nove séculos de história, do Portugal que chegou até nós. O que não deixa de ser espantoso, porque se trata do povo que canta e chora, do que sofre e ri, daquele que sente as agruras do dia-a-dia para pagar' os seus impostos.
Aquilo que lemos nos vários compêndios é a história das elites, escrita por elites, ainda que alguns poucos etnógrafos, do século passado, tenham estudado o fenómeno das migrações com detalhes muito interessantes da época, não esquecendo também as obras deixadas pelos escritores Alves Redol, Soeiro Pereira Gomes, Fernando Namora e outros ...
Estas generalizações, também se podem aplicar à nossa realidade serrana, com maior ou menor justeza. O fenómeno do regionalismo é algo muito nosso que alastra e se detém nas aldeias, bem como nos migrantes delas oriundos, cuja visibilidade se deve, em grande parte, ao esforço da imprensa regional que tem proporcionado espaço ás colectividades para se fazerem ouvir. Porém, Isto nunca foi visto, nem faz parte dos compêndios da história contemporânea elitista e já lá vão umas boas décadas que o movimento se tornou actuante.
Nos tempos que decorrem, o peso da cultura (da nossa cultura) está na sua visibilidade, na ocupação do espaço e na marca do tempo, matéria-prima não nos falta. Se as colectividades hoje não forem capazes de tornarem visível e notória a sua presença, com um registo da sua actividade ao longo dos seus anos de existência, qualquer dia não só deixarão de existir, como ainda se perderá toda a sua entusiástica actuação, porque depois ela será vertida segundo o ângulo dos diversos entendimentos da época.
Ocorre-me agora, como seria importante as colectividades deixarem, para memória futura, o registo daquilo que foi, em várias décadas passadas, a fraca alavanca do progresso - mas única -, que existiu na nossa região, tal como já o fizeram a Comissão de Melhoramentos de Alvares e recentemente a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira e procedessem à entrega de exemplares na Biblioteca Municipal. Assim, estariam reunidas as condições para um dia a Câmara Municipal de Góis mandar proceder ao estudo deste fenómeno beirão. A partir deste acto, outros se seguiriam e talvez assim a história do povo passasse ao prelo.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, 3/12/2009