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Góis em Notícias
Editorial
Muito se tem falado ultimamente sobre os problemas da liberdade de expressão e reafirmada a convicção de que ela não está de forma nenhuma, no seu todo, em causa.
Hoje, para quem acompanha o que se passa na internet, pode apreciar a forma como nela se intervêm, seja nos sites dos diferentes jornais, quer nos diferentes blogs que por aí campeiam.
Uma coisa se poderá verificar. Se podemos ler escritos em que, objectivamente, se expressam opiniões, com as quais poderemos concordar ou discordar, outros há que mais não são do que a demonstração de baixos instintos e malevolência acobertada pelo anonimato dos seus autores.
Esses últimos são o triste retrato de uma parte da sociedade que encontrou na liberdade que existe e deve ser respeitada, para mostrar o seu lado negro e execrável.
Confundir criticar com maldizer é algo que, talvez a relativa novidade desta possibilidade posta ao dispor da sociedade, também tenha o seu tempo de aprendizagem e depuração.
Editorial
A crise actual
Sem dúvida que o país vive uma crise bastante grave. Todos os dias os meios de comunicação social nos evidenciam essa situação.
Vivemos uma crise que tem contornos económicos e financeiros profundos que todos nós, colectivamente, vamos ter de pagar.
Acresce a essa crise uma outra, de natureza política, que tem a ver com a forma como se faz política no nosso país.
Esta crise política tem em si dois factores extremamente negativos. A crise em si própria, que não dignifica a classe política, e afastar as energias e as decisões políticas daquilo que é realmente importante, a grave crise económica que nos assola de que o nível alarmante de desemprego é a ponta de um enorme iceberg.
Curiosamente num concelho como o nosso em que a grande maioria do emprego sendo proporcionado pelo Estado, pela Câmara, pelas Juntas e instituições, como por exemplo a Misericórdia, permitem que o flagelo do desemprego não seja tão doloroso.
Como reverso da medalha temos uma quase nula criação de emprego, que obriga os jovens a sair, muito deles para o estrangeiro, acentuando a desertificação do concelho.
Esperemos que melhores dias surgirão de uma política eficaz e que uma criteriosa aplicação dos dinheiros públicos nos faça acreditar que, num futuro tão próximo quanto possível, se possa criar um novo clima de prosperidade.
Editorial
Apraz-nos fazer algumas considerações sobre o nosso Movimento.
Como factos positivos a continuidade dos seus sites. Um de interesses geral e outro mais virado para temas culturais.
Do primeiro, actualizado diariamente, que soma para cima de 56.000 visitas e mantém uma média superior a 1500 visitantes mensais é, talvez, o título electrónico mais visitado do concelho.
Do segundo estamos programando a sua remodelação, que se efectivará quando pudermos reunir à volta da mesma mesa as pessoas que se dispõem a colaborar na sua feitura.
Temos levado a efeito iniciativas que trazem para a ribalta pessoas ou acontecimentos relevantes para o concelho. Temos promovido a publicação de livros que enriquecem o património cultural do concelho.
Mas, como todas as coisas na vida, há que insuflar sangue novo e jovem em qualquer organização que queira perdurar no tempo.
Daí que apelemos aos que se identificam com a nossa maneira de ver da participação da sociedade civil na coisa pública, que se juntem a nós, sócios ou não sócios, e nos preparemos para uma tranquila e faseada passagem de testemunho.
Hoje, com as facilidades de comunicação por via electrónica, pode dar-se a mesma colaboração estando tão "perto" como Alvares, ou tão "longe" como Lisboa ou Paris.
Editorial
A recente crise económico-financeira, e também política, que assola o país poderá ter consequências graves para a vida de cada um.
Esperamos que, num concelho pobre e deprimido como o nosso, que essa crise não venha a ser aqui sentida com uma intensidade amplificada pela nossa pequenez e pelo nosso isolamento.
Para isso a nossa Câmara Municipal, a presidência, toda a vereação em exercício e na oposição, bem como a assembleia municipal, devem estar bem conscientes dos desafios que a situação coloca à administração local.
Agora, mais do que nunca, deve ser o tocar a reunir que deve pautar a actuação daqueles que o povo elegeu para defender os seus legítimos interesses.
Agora, mais do que nunca, temos de olhar para o nosso tecido industrial e comercial e procurar também centrar neles os esforços para lhes manter a saúde económica.
Quando há uma "guerra" em que é preciso minimizar os estragos, há que poupar as armas e as munições que temos ao nosso dispor e congregar para as fileiras todos os que podem ajudar nessa luta. Mesmo aqueles que, na véspera, eram os nossos adversários.
Assim, minimizando estragos, preparamos uma sociedade local mais colaborativa com o interesse comum.
Editorial
José Girão Vitorino
A condição humana ditou que o antigo Presidente da Câmara de Góis se extinguisse praticamente logo após ter terminado o seu último mandato. Foi-lhe negado, cerce, usufruir o que justamente tinha direito pelo que havia realizado.
Naturalmente que, em política, nem sempre estamos de acordo, como nem sempre estamos em desacordo com qualquer interveniente político.
José Girão Vitorino não seria pois uma excepção.
Mas convém realçar a disponibilidade que sempre se dispôs para estar presente na coisa pública dando o seu melhor esforço e saber.
Foi portanto de um homem que, ao longo de trinta anos, se esforçou para que os munícipes de Góis tivessem uma vida melhor.
É pois natural e justa a homenagem que o povo de Góis lhe prestou e dele guarde uma recordação de um homem de bem.
Para nós é a "recordação de um homem de bem" a mais singela, justa e sentida homenagem que lhe poderemos fazer.
Editorial
Uma ideia estratégica para o concelho de Góis
Reflectindo sobre o que seria, segundo o nosso ponto vista, uma estratégia a médio prazo para o Concelho de Góis logo se deparou uma primeira dificuldade.
Quando se pretende vender uma mercadoria, e uma ideia estratégica é também uma "mercadoria", logo se tem de imaginar naquilo que a nossa "mercadoria" se distingue da da concorrência.
Como o concelho de Góis tem uma história prenhe de personalidades, factos e aspectos que vão da pré-história até aos nossos dias, pareceu-nos eleger a Cultura, como estratégia diferenciadora. Para isso ouvimos personalidades ligadas à Cultura e com profundo conhecimento do concelho.
Resumindo e sintetizando. Góis deveria diferenciar-se dos concelhos que o envolvem dando um especial ênfase à Cultura. E, dizem os entendidos, há muito para explorar.
Para se desenvolver, como estratégia do desenvolvimento, deveria apontar para o Turismo.
Não apenas o turismo de Verão que por efémero, se bem que importante, não é a mola que fará o nosso desenvolvimento.
Cuidando da sua cultura, do seu património, das suas tradições, da sua gastronomia, dos seus produtos endógenos, criando eventos bem pensados e capazes de terem repercussão, pelo menos regional, poderíamos conseguir um fluxo regular de turismo que, solidificaria as instituições existentes e abriria possibilidades de novos empreendimentos.
É um sonho? Talvez. Mas ficamos à espera de uma estratégia melhor alicerçada e justificada.
Editorial
Acção Externa Goiense
Louve-se a iniciativa da autarquia na sua tentativa de incluir monumentos naturais de Góis na relação das Maravilhas de Portugal. Pode-se não ficar no restrito Quadro de Honra, mas o facto de nos apresentarmos a um concurso nacional, projectando o concelho num patamar elevado, é, só por si, positivo. E, como em tudo na vida, é preciso ser-se ousado: o difícil torna-se fácil, o impossível é que é difícil.
A nossa terra necessita de uma eficaz e persistente divulgação do seu património. Não apenas do natural, mas também do construído e do histórico. A começar junto da sua própria população. Quantos goienses conhecem o passado do concelho, indubitavelmente rico em factos e personalidades? O que está a ser feito junto da juventude, em cujas mãos se encontra o nosso futuro e que necessita de estar identificado com a sua terra? Ninguém sobrevive sem passado e sem referências.
Será oportuno um programa, coerentemente planeado, com a colaboração da CE ou da UNESCO, via ADIBER, para a divulgação do nosso património, junto dos jovens e da população em geral, residente e emigrante? Será pertinente um protocolo entre a Câmara Municipal e a escola? Será demasiado ousado (e acompanhando a nova terminologia da CE…) a criação de uma “Acção Externa Goiense”, assente numa comissão alargada e responsável?
De uma coisa estamos convictos. As verbas envolvidas, de montante certamente modesto, serão de rápido retorno.
JNR
Editorial
Góis é, por natureza, uma vila pacata e, como tal, assuntos dignos de nota não são tão frequentes como os de qualquer sociedade em que uma agitada vida política, social, financeira ou outra possam ser motivo de comentário.
Todavia acreditamos que poderemos salientar dois factos que, por si só, parecem desmentir aquilo que acabamos de afirmar.
O primeiro facto foi o da actual presidente da Câmara ter sido eleita para o Conselho Geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses, órgão deliberativo daquela Associação.
Sendo aquele órgão um importante factor na definição e defesa do poder (e das responsabilidades) autárquicas bom é de concluir que o concelho de Góis estando nele representado só pode ganhar em termos de conhecimentos e de visibilidade.
O segundo, sabemo-lo pela leitura das actas camarárias, de que a futura Casa da Cultura de Góis já foi adjudicada a uma firma do ramo.
Entendendo nós que este concelho deverá ter como "estratégia de diferenciação" a atenção que der à Cultura (aqui intencionalmente escrita com o C maiúsculo, pela importância que lhe atribuímos) a estrutura que se irá construir deverá saber, no futuro, honrar o nome que, já oficialmente, ostenta.
Editorial
"Mêstras um paraíso a descobrir"
A notícia, que publicamos transcrita do Diário as Beiras, dá conta do ressurgimento da aldeia das Mêstras, impulsionado por pessoas que são capazes de acreditar que aquilo que pode parecer impossível mas, afinal, o não é.
A Liga dos Amigos das Mêstras está de parabéns e deverá servir de paradigma para outras aldeias do nosso concelho e não só.
Com o seu trabalho demonstra-se que a sociedade civil, quando se auto motiva, é capaz de realizar aquilo que o poder organizado não faz por falta de meios, ou de visão.
Este, julgamos, é um belo exemplo e deve levar a Câmara Municipal a pensar como deve fomentar e apoiar estas e outras iniciativas da sociedade civil, iniciativas que só enriquecerão o nosso património e elevarão a auto estima das populações.
"Mêstras, um paraíso a descobrir" cabeçalho de notícia de jornal e motivo para que, munícipes e autoridades, meditem nos seu profundo significado.
Editorial
Ano Novo
Embora as perspectivas para o Novo Ano que se aproxima não sejam das mais animadoras sob o ponto de vista económico e do emprego, caberá a todos, governo, assembleia da república, câmaras municipais e ao cidadão anónimo, tudo fazerem para inverter a situação.
Caberá à assembleia da república legislar com prudência. Ao governo alocar os parcos dinheiros públicos onde eles possam ser mais rentáveis e com potencialidade de ir debelando a crise em que nos encontramos.
Caberá também às câmaras municipais concentrarem-se nos projectos que sejam mobilizadores do desenvolvimento local e, como sempre se afirma que estão mais perto dos cidadãos, fazer deles parte da solução e nunca parte do problema.
Caberá aos cidadãos desempenharem com zelo, honestidade e competência os funções que desempenham na sociedade; ao cidadão estudante que invista, estudando, nos saberes que o tornarão um membro activo e útil da sociedade.
Chegando ao aspecto local, o da nossa câmara que mais de perto nos toca, esperamos que saiba encontrar a sua estrela polar que, como os nossos egrégios navegadores fizeram, a oriente na sua actividade, de modo a que os módicos investimentos que os seus recursos permitam sejam um passo certo, na direcção certa do desenvolvimento local.
Editorial
Bom Natal
É Natal, festa do nascimento de Jesus, que terá ocorrido cerca de 7 a. C. (o calendário actual baseia-se num erro, mas isso pouco importa).
Também não é historicamente certo o dia 25 de Dezembro, mas também pouco importa. Tinha-se fixado o 25 de Março como a festa da Anunciação, ou seja, a da Concepção, e 25 de Dezembro, calhava bem como símbolo cristão.
A sua mãe, Maria, era virgem (na época e naquele local, a virgindade era considerada perdida à nascença do primeiro filho). E o seu pai não era o marido de Maria, o José carpinteiro, mas sim Deus (por ter nisso acreditado, o velho José seria depois santificado).
(Não foi exactamente assim o que me ensinou o saudoso abade Soeiro, nas suas lições de catequese, mas isso igualmente pouco importa.)
Mais tarde, concebeu-se a imagem de um gorducho e simpático distribuidor de presentes, de fartas barbas brancas, que nos entrava pela casa dentro, metaforicamente. Firmou-se uma lenda, que se espalharia pelo mundo inteiro e se manteria até ao presente. E o Menino Jesus seria destronado pelo Pai Natal: o bonacheirão, denomine-se também Saint Nicholas ou Santa Claus, mais pagão que cristão, passaria a ser o rei e senhor universal.
Muitos celebram o Natal, esquecendo o significado nele contido. Em que Deus quis assumir a forma carnal, em criança nascida de família de grande pobreza, num estábulo, entre um burro e uma vaca, exaltando como a vida de gente humilde pode revestir-se de elevado sentido. E, promovido pelo comercialismo, entraram em desenfreado consumismo, obcecados numa tradição de muito pouca razão.
Mas outros há, que continuam a acreditar no seu próprio Menino Jesus, Aquele que chegou até nós livre de qualquer imposição ou obrigação.
Como poetava o amigo Alberto Caeiro:
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
Para todos, um Bom Natal. O verdadeiro.
JNR
Editorial
Credibilidade
Quando se promete e não se cumpre, se anuncia com demagogia, é o descrédito a irromper. Que leva ao rumor, malicioso, como bichinho a carcomer.
Quando se é desleal e de reserva mental, ou se julga o truque valer a pena, é a saída pela porta pequena.
Já dizia Abraham Lincoln, sabiamente: "podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente."
Credibilidade é fundamental. Tenha-se o passado presente: nele se aprende mais, do que em lição professoral. Inquestionavelmente (como diria o Professor João de Castro Nunes).
JNREditorial
Orçamentos participativos
O Orçamento Participativo (OP) é um instrumento que permite aos cidadãos participarem nos orçamentos da sua autarquia ou região, influenciando, e mesmo decidindo, os investimentos públicos. Retira-se poder a uma elite burocrática, passando-o directamente para a sociedade civil. Com regras e metodologias adequadas.
Um pouco por toda a parte, sobretudo na Europa e no continente americano, o OP está-se a impor. A União Europeia não deixa de o incentivar, com iniciativas comunitárias e criação de instrumentos à sua implementação. Espera-se que em breve venha a ser mesmo obrigatório. Em Portugal, são já algumas dezenas de autarquias que estão a utilizá-lo.
Os OP têm sido em geral não vinculativos. No entanto, há regiões onde as ideias dos munícipes são orçamentadas e votadas, e uma parte do orçamento camarário é aplicada obrigatoriamente nas que tiverem mais votos (no meu bairro em Lisboa, já usufruo de melhoramentos votados pelos munícipes e, a partir do próximo dia 14 de Dezembro, vai iniciar-se o período de votação das 526 propostas para o ano 2010, já devidamente analisadas e orçamentadas pelos técnicos camarários).
É certamente cedo para o OP chegar a Góis. O cidadão não tem aqui o hábito de participação nas decisões locais, nem lhe chega suficiente informação. Por culpa sua e de quem tem tido cargos de decisão. Por letargia, por inércia, por comodismo e até por medo. Medo das consequências e de se ser audaz.
Esperemos que a nossa terra alcance, nos anos vindouros (considerar-se o próximo, é ser-se demasiado optimista, diria mesmo, irrealista), esse desejado patamar de cidadania. Para bem de todos. Tem aqui uma palavra a Câmara Municipal: cabe-lhe despertar a força oculta, não explorada, da sociedade e capaz de mobilizar vontades. Façamos votos para que ela seja suficientemente audaz.
Nota a tempo - Esclareça-se que a reunião pública realizada recentemente em Góis nada tem a ver com o OP. Aqui tratou-se de uma auscultação para a autarquia tomar conhecimento das necessidades e projectos particulares do concelho (não tinha obrigação de os saber, já que foi agora eleita, compreendendo-se e louvando-se esta sua iniciativa).
JNR
Editorial
Uma nova era em Góis
Duas convocatórias que foram dirigidas ao povo de Góis pela Câmara Municipal podem marcar a diferença entre uma administração que se regia pelo ramerrão tradicional das praxes estabelecidas e uma nova postura em relação à sociedade civil e à administração da coisa pública.
Referimo-nos às do dia 28 do corrente para o povo "apresentar propostas e outros contributos para o orçamento do município para 2010 e plano plurianual de investimentos para 2010/2013" e aquela marcada para o próximo dia 3 de Dezembro, para um " Fórum participativo para a Agenda 21 Local."
Só podemos enaltecer a iniciativa agora tomada pela Presidente da Câmara, Maria de Lurdes Castanheira.
Tratando-se, para os goienses, de uma acção inovadora, poderá acontecer que os resultados práticos, o que esperamos que não aconteça, não se tornem logo evidentes.
Mas isso não deverá servir para desencorajar ninguém.
É o passo certo, na direcção certa e com intenções certas.
Para nós é, também, a bandeira certa por que nos batemos - dar voz à sociedade civil, esquecendo cores partidárias.
Editorial
Desertificação
Desde que me conheço, que oiço falar de desertificação na minha terra. O que tem servido de desculpa para muita coisa. Compreendo e sinto as consequências que causou a muitos dos meus conterrâneos, das duas ou três gerações que a viveram. Deixar o local natal, a família e os amigos, os bens e os haveres, os cheiros e os sabores. Ver a sua aldeia desaparecer e a solidão instalar-se.
Mas o último período de despovoamento humano do concelho (o do século passado) foi um facto absolutamente natural, na evolução da economia e da sociedade. Não houve qualquer terramoto ou cataclismo que o provocasse. Quando o homem deixa de viver da terra, do seu amanho e das mini-culturas, não se espera que lá continue a viver.
Ponderemos que, na Europa desenvolvida, há regiões idênticas à nossa, montanhosas e florestais, com as mesmas ou inferiores densidades humanas, e onde se vive bem.
Ponderemos que, no mundo tecnológico actual, consegue-se o desenvolvimento a centenas ou a milhares de quilómetros de distância. E que, quando se torna necessária a presença física do elemento humano, para um projecto específico local, ele aparece, facto de que não faltam exemplos elucidativos.
É tempo de deixarmos esta lamúria incessante, arreigada ao passado e esquecida do futuro que nos bate à porta.
É tempo de deixarmos de ser masoquistas.
É tempo de deixarmos de transmitir para o exterior uma ideia errada da nossa terra. Não estamos desertificados (um vocábulo de carga negativa, ligado à perda da capacidade produtiva dos ecossistemas; e que problemas, meu Deus, está a causar a desertificação, a degradação e a falta de flora e de fauna, à escala mundial!).
Góis é o que é, com as suas gentes, o seu solo e os seus predicados. Assim se saiba potencializá-los.
JNR
Comentários:
Corroborando, Senhor Engenheiro, o seu esclarecido ponto de vista, eu diria que, efectivamente, não é a quantidade dos seus habitantes que faz a prosperidade e o prestígio de um concelho, mas a sua qualidade, a sua fibra. Com bons goienses e uma inteligente governação autárquica, não há barreiras que Góis não ultrapasse no caminho do seu desenvolvimento, por todos desejado e protagonizável. Mesmo sem esmeraldas... em toda a parte há "brasis", mesmo em terras calcinadas e votadas e a um crónico, mas recuperável abandono. Assim se queira! E quem não quere?!... JCN
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Muito bem, já percebi que os meus comentários desajustados (?) são pasto apetitoso para muito boa gente. Mas volto a insistir que as pessoas só lêem o que lhes interessa. É o que temos... Sendo assim, as pessoas são como são e não há nada a fazer. Vou pensar se voltarei mais a este Portal que me parecia com algum interesse, mas com o tempo foi ficando assim... como uma reserva. AP
Nota do Movimento
Gstariamos de dizer ao senhor/a AP de que, para além das matérias próprias que publicamos, também acolhemos os comentários dos seus visitantes que, com intiligência, argucia e honestidade intelectual, sempre poderão rebater os argumentos ou posições nossas ou de outros leitores de que discorde. Se não voltar a este Portal não será por falta de oprtunidade mas, quem sabe, por falta de argumentos.
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Já sei que não vão publicar este comentário, à semelhança dos meus anteriores. Tudo o que não apoia o MC ou o actual executivo da CM, é para abater. Sinto-me acompanhado pelo comentariata AP que parece sentir o mesmo. E não sejam hipócritas pois não é verdade que dêem oporunidades a todos pois quando alguém discorda é menosprezado por não ter o vosso "esclarecido ponto de vista". Tão esclarecido que confunde desertificação com despovoamento que, surpresa das surpresas, deixou de ser preocupante em Góis. Para dignificarem os verdadeiros Movimentos de Cidadãos, deveriam mudar para MC (movimento dos compadres...)JS
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Só agora tomo conhecimento, por fonte fidedigna, que AP se refere a Adriano Pacheco. Estão assim explicados os conteúdos das suas observações. Enquanto está a pensar, deixo-lhe um conselho (certamente também terá dificuldade em o compreender): Quae supra nos, nihil ad nos. JNR
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É evidente pelo comentário de JS que não gosta do Movimento. Está no seu direito. Talvez ajustasse a sua opinião se o visse vestir a cor de uma camisola de que gostará particularmente mas, como observador atento do Movimento, vejo-o apenas lutando por Góis e pelo seu desenvolvimento, sem bandeiras partidárias. Já reparou que editou dois livros dedicados à história de Góis? Já reparou que faz anos que mantém dois sites dedicados a Góis e à Cultura? Faz alguma ideia do trabalho que isso deve representar, para quem neles está empenhado? Não faz certamente. Por isso eleve o seu padrão argumentativo. Não veja os outros pela imagem que de si próprio verá quando se vê ao espelho e, certamente, o seu contributo será apreciado em benefício da comunidade goiense. BR
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Muito bem: 1) O argumento é a coisa mais fácil. Mais dificil é encarar a vida real de frente, com autenticidade, isso sim. 2) Não querendo comentar este editorial, porque apresenta apenas um dos vários pontos de vista válidos, parece estranho que o próprio editorialista rebata sempre os comentários às suas dissertações, reduzindo assim a diversidade de opinião que diz, vezes sem conta,apreciar! Juiz em causa própria não será estranho?! Deste modo, qualquer dia fica a falar sozinho, o que será pena. AP
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O quinto comentário deste editorial é bem revelador da falta de ética jornalista e de respeito, por parte do sr. eng. João Nogueira Ramos ao revelar a identidade de outrém, sem que para isso esteja autorizado. -Esta reprovável atitude, que não esperava, tem uma designação em portugês vernáculo tão feia, que me recuso mencionar. -Bem revelador da sua petulância é o conselho que ninguém lhe pediu, na língua em que o quiz fazer. Que vergonha! Para se saber se vale tudo neste editorial, seria bom que fosse dado a conher o seu regulamento (artg. 15.º). Caso contrário, isto vai tornar-se numa praça das acusações. Por mim, não vou entrar nisso, BASTA. Ao que este Portal chegou!!! AP
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"Movimento dos compadres"... e porque não, se por compadres deva entender-se todas as pessoas que, em determinada comunidade, partilham dos mesmos ideais que, no caso vertente, outros não são que o engrandecimento de Góis e sua região?!... E porque não também... "comadres", todos sob a mesma bandeira do apartidário Movimento Cívico?!... Assim o entendo... sem primarismos, que são o reverso da cultura... incompatível com escusadas e deliberadas provocações. Sobre o terreno inquinado pela ofensa ... nada se constrói. Vivam os compadres e as comadres do concelho de Góis... em reconstrução sob o primado da cultura e do bem-estar social! JCN
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Pondo em causa o "esclarecido ponto de vista" do seu Autor, quer-me parecer que o comentarista JS leu em diagonal o texto do Editorial subscrito pelo Senhor Engº Dr. João Nogueira Ramos sobre o tema da desertificação... e consequente despovoamento. Volte a lê-lo... maid atentamente e, se for caso disso, com óculos desembaciados. Animosidades à parte, prevaleça o discernimento! JCN
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Meu caro(a) BR, não vale a pena isaltar-se a defender o MC. Se o site não tivesse interesse e qualidade, claro que não mereceria a nossa atenção. Agora que não é apartidário e isento, claro que não é. O meu descontentamento tem a ver com comentários por mim subscritos e que não foram publicados e/ou comentados. Aliás, uma chamada de atenção que fz sobre a impossibilidade de comentar uma notícia foi respondida com uma mentira, informando que o problema estava resolvido quando, de facto, nunca o foi...Não acha estranho que apenas "uma notícia" apresentasse esse problema? Sou uma munícipe atenta, naturalmente com uma camisola vestida mas, esta, não fica bem com os "barretes" que me pretendem enfiar...JS
Minha Senhora
Perdoe-me que lhe rogue que não nos veja a fazer as trafulhices, que podem reflectir a sua imagem que não a nossa. Já tivemos ocasão de informar que houve um erro fortuito, em que os endereços de duas notícias foram trocados entre si. Somos humanos e por vezes cometemos enganos, precisamente por sermos humanos. Aliás se não quizessemos que determinada notícia não fosse comentada o mais inteligente seria nã a publicar. Não acha? Quanto há não publicação, leu a declaração que aceitou?
Webmaster do Movimento
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Um esclarecimento ao sr(a). BR. Este portal tem um "webmaster", que é responsável por quase tudo: a parte técnica, a disposição gráfica, a escolha e colocação das notícias diárias, a procura e opção por sites com interesse, a filtragem dos comentaristas (desconheço por completo se e a quem foi recusado algum comentário), etc. E sempre com a preocupação de ser isento e de manter a qualidade. Trata-se aliás de pessoa não comprometida politicamente com quer quer que seja, nem necessita de apoios. É um trabalho que julgo de muito bom nível e meritório, fazendo apenas por amor a Góis e gastando dinheiro do seu próprio bolso (o custo deste portal tem alguns custos e o Movimento não os pode suportar). A minha participação é mínima: a Cultura Local (há um certo tempo inactivo, por razões pessoais), algumas ideias, alguns editoriais (sempre assinados) e pouco mais. O seu a seu dono. JNR
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Penso que este portal do MCG é útil e importante para Góis se promover o debate aberto de ideias e opiniões, por forma a confluir vontades. A cultura é puzle com muitas tonalidades, em que as mias importantes são aquelas que nem brilham e dificilmente são visíveis. Repare-se nesta realidade bem portuguesa. Ser-se independente, na cor ideológica, não significa ser-se apartidário e apolítico. Pelo contrário. Há cada lobo vestido de cordeiro. Mas, com mais humildade e verdade, este portal irá cumprir a sua função, passadas que sejam as recentes querelas eleitorais. Viva Góis! Vamos pelo sonho! Hernrique
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Editorial
Centro Histórico de Góis
Depois do 25 de Abril - desde que o Poder Local tem poder - não houve um Presidente de Câmara que tivesse a capacidade (ou a coragem) de apresentar publicamente um plano estratégico para o desenvolvimento do concelho. Ou que apontasse um rumo.
Faça-se justiça, no entanto, ao Dr. José Cabeças, que parece ter querido colocar nos carris um projecto estruturado, na mira de fazer ressurgir o esplendor de outrora da vila e torná-la um centro cultural por excelência da região.
Terá começado por inícios de 1998.
Faz um protocolo com o Estado para recuperação e valorização do Centro Histórico, num montante superior a 14 milhões de escudos (a preços da época).
Prepara a sua candidatura a "Património Mundial", envolvendo o IPPAR e a UNESCO, um projecto apresentado em Lisboa, com toda a pompa e circunstância.
Apoia a ideia de criação em Góis de um Centro de Estudos Quinhentistas, pelo Departamento de História da Universidade Lusíada, em colaboração com o Fórum UNESCO.
Adquire a Casa dos Maias, para ali se instalar a Casa do Artista e um centro de dinamização.
Consegue a aprovação do Ministério da Cultura do projecto da restauração da Casa das Ferreirinhas, dotado de uma verba significativa, para biblioteca e pólo cultural.
Integra Góis na Associação dos Municípios com Centro Histórico (concretizado em 2002, já no tempo do seu acólito e sucessor José Girão), para credibilização e obtenção de apoio.
Por estas alturas, já o projecto estava a desmoronar-se. A emblemática Casa das Ferreirinhas tinha sido demolida, sem qualquer explicação plausível. Contorna-se o Centro Histórico, junto ao Ceira, com umas desajustadas obras de arte contemporânea, descaracteriza-se o Largo de Pombal, permite-se transformar o adro da igreja em parque de estacionamento, despreza-se o projecto do Museu, reforça-se a clausura da máquina administrativa nos seus meandros, dificultando-se o acesso dos munícipes e afunilando a vida quotidiana. Tudo obras avulsas, aberrantes e desenquadradas do passado, sem visão de conjunto nem auscultação dos indígenas.
Relembrando António Sérgio, um pensar fraquinho.
Esfumou-se o projecto que, segundo a minha comedida opinião, melhor identificaria e personalizaria o concelho. Que tinha cabeça (grande) e pernas para andar. Capaz de galvanizar os goienses.
Perdeu-se tempo, mas ainda a tempo de se recomeçar.
JNR
Comentários:
As pessoas têm dimensões diferentes, com estaleca ou sem ela, contudo nos últimos tempos, verdade seja dita, as benfeitorias foram mais distribuidas pelo território. Veja-se os casos da Vila de Alvares e de Vila Nova do Ceira que atingiram melhorias nunca alcançadas. Porém o património Histório-Cultural é algo que não pode ser deixado ao acaso, nem pode ser remendado com pena de "ser pior a emenda que o 'sinete/ soneto" AP
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Um concelho ou uma região (salvo casos de excepção) encontra-se sempre em evolução gradual. De Alvares a Vila Nova do Ceira ou de Caminha a Vila Real de Santo António, fazem-se continuamente obras avulso, materiais, sociais e culturais, consoante as possibilidades financeiras ou as oportunidades. É o caminho normal do progresso, feito em grande parte com os impostos que todos pagamos. E, no final do seu mandato, lá vem o senhor Presidente da Câmara (não todos, diga-se em abono da verdade), muito ufano, por vezes burlescamente, a botar discurso ou dar a entrevista da praxe, recordando com orgulho o que fez (esquecendo-se que é para isso que foi "contratado", com bom ordenado e regalias, em concurso público em que voluntariamente se inscreveu). Não é a isso que o meu editorial se queria referir. Mas sim a um plano de desenvolvimento, para um período de 20-30 anos. O traçar de um caminho a seguir, que personalize a nossa terra, que galvanize os indígenas e que amarre estes e os futuros autarcas. E não se julgue que é uma quimera, poderia citar exemplos de outras regiões. O que não houve até agora foi coragem, porque só se pensa no imediato ou a quatro anos. O Centro Histórico que referi seria, segundo a minha despretensiosa opinião, uma parcela desse plano. Mas, naturalmente, que haverá outros caminhos. JNR
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É a puríssima verdade! Fui testemunha presencial, juntamente com o seu Ilustre Irmão, o sempre lembrado Engenheiro Manuel, e a actual e não menos Ilustre Presidente do Município, Drª lurdes Castanheira, das diligências efectuadas pelo Senhor Dr. José Cabeças para pôr o concelho e desiganadamente a vila de Gois no rumo certo, ou seja, consentâneo com o seu passado esplendor e presentes e justificadas ambições. Adaptado às actuais circunstâncias, sem descurar evidentemente as prioritárias questões de ordem social, só há que retomar, a bem de Góis e respetiva região, os sonhos do passado. Com redobrada determinação. Quem não o entende?!... JCN
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Não rebato nada do que é dito nos dois comentários dos ilustres comentadores, até porque concordo, em parte, com eles. Ponto, parágrafo. Em relação ao (meu) primeiro comentário direi apenas que as pessoas são assim... só lêem ou ouvem o que lhes interessa ou dá jeito. Será que ninguém leu a parte final desse comentário, ou passou despercebido? Curioso!!! Relembrando. Nele se diz: (...) "Porém o património Histórico-Cultural é algo que não pode ser deixado ao acaso, nem pode ser remendado, com pena de ser pior a emenda do que o sinete/soneto". Será que isto é letra morta, ou não se compreende??? AP
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Não foi letra morta, não, sr. AP. Trata-se da sua segunda hipótese: o senhor não compreendeu. Aconselho a fazer uma nova leitura e não se precipitar nos seus comentários desajustados. JNR
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Editorial
O novo ciclo autárquico
Com as eleições já no rol das coisas do passado será interessante verificar, num futuro próximo, como actua a presente equipa à testa dos destinos do concelho.
Estamos certos que muito dos procedimentos e forma de fazer política da anterior administração têm de ser revistos e dar-lhe um arejamento, que revigore a forma de conduzir a coisa pública.
Esperamos que, tão cedo quanto possível, se veja em marcha uma política com o rumo que tenha sido escolhido para, como projecto mobilizador, se possam congregar todos os esforços que nos levem a um futuro melhor.
Sabemos que os tempos não estão fáceis, mas isso torna ainda mais premente que se tenha um rumo, que oriente o governo municipal.
Num tempo de "vacas gordas" os pequenos desvios do que deveria ou poderia ter sido feito e não se fez, se bem que lamentáveis, não se tornam tão penalizadores. Num tempo de "vacas magras" toda a migalha é pão e, por tal, não se podem perder recursos, boas vontades, talentos e iniciativas.
É por isso que a posta em marcha de uma linha de rumo clara e precisa se torna tão importante para todos nós, munícipes deste concelho.
Comentários:
Nunca as expectativas foram tão justificadamente alicientes como agora! JCN
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Há tanta coisa para mudar/alterar que o mais imprtante agora é definir por onde começar, depois, na sequência tudo ficará mais claro. O projecto mobilizador de que tanto tenho falado, é um assunto mais sério, que implica arranjar bons carris (estratégia) sobre os quais se deve movimentar uma estrutura bem oleada, para ser posta em marcha. Mas é um caso para amadurecer, ganhar consistência, para não ficar pelas intenções como já tem acontecido com outras ideias. O mundo das ideias (não o de Platão) é bem mais móvel... AP
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Para as pessoas de bem, a vida é feita desta esperança que nos acalenta. Mais um esforço e pode ser que as coisas tomem novo rumo. O céu tem muitas estrelas, umas mais brilhantes que outras. Vamos esperar pela nossa!... AP
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Atenção, meus caros amigos. Quando se sai de um período cinzento e conturbado, as perspectivas são redobradas e o optimismo exagerado. Optimismo, sim, mas também realismo. JNR
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Editorial
Góis e a língua portuguesa
O nosso país é matizado de dialectos, proveniente de diferenças de natureza fonética, fonológica e lexical. Percorrendo o território, de norte a sul, não é difícil reconhecer essa ocorrência, quer nos dialectos setentrionais, enriquecidos de vocábulos latinos e germânicos, quer nos centro-meridionais, de vocábulos de origem árabe. Sem esquecer os fronteiriços, desde o noroeste (de origem leonesa), à Madeira e Açores (ilhas desertas, povoadas por continentais).
Dentro da norma linguística europeia, e para critério de classificação dialectal, há dois que foram considerados, pelos especialistas, como português-padrão: os das regiões de Lisboa e de Coimbra, na prática, o conjunto de usos linguísticos das suas classes cultas.
Entre as paixões (e saberes) intelectuais do Doutor João de Castro Nunes, está a da linguística.
Doutorado em Filologia Clássica pela Universidade de Coimbra, calhou-lhe em sorte, em trabalho escolar de fim de curso, a antiga vila de Alvares, quanto ao inquérito destinado à elaboração do atlas linguístico do território nacional, tendo então "a primeira percepção de que, no contexto do chamado padrão de Coimbra, a região goiense era a localidade do país onde melhor se falava o português."
Posteriormente, ao longo do seu trabalho profissional por vários concelhos da região centro, mais se reforçaria essa teoria. E, actualmente, continua um defensor acalorado desta particularidade da nossa terra.
Que relevância tem tal facto? Obviamente que muita.
A identidade de um concelho (comunidade, região) não se decreta. Ela é devida a um conjunto de características intrínsecas, que se transmitem entre sucessivas gerações. E a língua, na sua estrutura e sintaxe, com a sua fonética e léxico, é uma das que mais força transmite.
Temos dado relevo a outras características que identificam o concelho de Góis e que o faz distinguir dos seus vizinhos. Não esqueçamos também esta, na opinião de um investigador e intelectual credenciado: a posição que ocupa na língua portuguesa.
JNR
Comentários:
Conhecendo na generalidade o ser humano, não me admiraria, Senhor Engenheiro, que mesmo em Góis saísse alguém a terreiro... a quebrar lanças pela dama oposta. Em caso tal, seria de ter presente aquela asserção de Robert Ricard, da Universidade de Paris, acerca dos chamados painéis de S. Vicente, que ele tinha na conta do expoente máximo da pintura peninsular, quisessem ou não algumas personalidades portuguesas. Há que estar preparado para tudo! JCN
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(Comentário enviado para a página do Editorial)
Embora nada tenha a ver com esta notícia, gostaria de perguntar ao MC porque é que a única notícia que não permite a total leitura é a referente à Quinta do Baião que também não pode ser comentada? Ainda ontem ouvimos o 1º Ministro afirmar, em relação a Armando Vara, que o apoio que lhe manifesta só se verifica na sua qualidade de arguido e afirmar, claramente, que não o faria se fosse acusado,não se percebendo como é que em Góis, uma candidata acusada tem o apoio de todo o aparelho, incluindo Ministros, Secretários de Estado, membros do Secretariado Nacional do PS, Governador Civil, etc, etc, etc...Dois pesos e duas medidas? Será que o MC não considera importante aquela notícia para Góis? Onde está a sua "apartidarite"? Ou será que está em concordância com o BLOGOIS que encerrou repentinamente "após 3 anos e alguns dias...", porque já cumpriu a sua missão de desgaste de um executivo e apoio a uma candidata? Ou será que as máscaras, começam a cair? É por isso que embora com pessoas credíveis no MC, este continua a "cheirar" a braço armado encapotado e nunca será um verdadeiro movimento de cidadãos...por Góis. Será sempre por...qualquer outra coisa...JS
Esclarecimento do Movimento
Em primeiro lugar o facto de se ter acesso, para completar a leitura da notícia, a uma notícia diferente deveu-se apenas a um erro informático, a troca de dois endereços, que só agora tomámos conhecimento e que já está resolvido. Como o assunto continua actual poderão ser feitas os comentários que, desde que de acordo com as nossas regras, em que explicitamente se "...reserva o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão." serão publicados.
Quanto aos restantes comentários queira fazer o favor de nos afastar das tricas partidárias. Apoiaremos quem, dentro dos nossos critérios, apareça com as melhores iniciativas e propostas a favor de Góis, venham elas do poder ou da oposição, do partido A ou do partido B.
Quanto ao "olfacto" de JS, cuja identidade desconhecemos, aconselhariamos uma visita ao seu otorrino ou, talvez, um tratamento intensivo de "despartiridização".
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É para nós uma honra e uma referência haver um homem da craveira intelectual do Prof.João de Castro Nunes na nossa região. Os seus ensinamentos, a que recorremos, fazem parte da bagagem que transportamos nas nossas deambulações e algo que marca profundamente a região de Góis, nomeadamente as comeadas da Portela do Vento. Atrevemo-nos a dizer que, com a presença do Professor nesta região, passou a haver uma nova luz do conhecimento, a todos os níveis, inclusive a linguística. Aceite o nosso reconhecimento Professor. AP
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Acabo de consultar, como me aconselharam, o meu otorrino que, felizmente não me encontrou nenhum problema. Aconselho V. EXa a, por seu lado, consultar o seu oftalmologista, uma vez que não se apercebeu que a situação está na mesma, ao contrário do que afirma...JS
Esclarecimento do Movimento
Olhe que não, olhe que não...
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Meu caro e estimado Amigo AP: finalmente, pelas referências do seu texto, rondando os ventos da respectiva Portela, terras sagradas de Ilurbeda, suponho ter chegado à sia identidade. Creio não me enganar! Se é quem penso, queira aceitar as expressõea muito sentidas do meu reconhecimento pelas boas palavras que me endereçou. Por Góis, que todos queremos dia a dia mais valorizada! Por Góis, repito, a capital cultural da Beira-Serra e mais além! JCN
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Editorial
Doutor João de Castro Nunes
O Movimento Cidadãos por Góis, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Góis e ADIBER, organizou, no passado dia 31, uma homenagem ao Doutor João de Castro Nunes, à sua figura de professor, cientista, investigador, pedagogo e amigo de Góis. A quem, segundo a minha opinião, melhor conhece o concelho no seu todo. "Não há "buraco" em todo o concelho onde, de carro ou a pé, não tenha tropeçado! Não há casa ou aldeia que não tenha visitado. Traste velho que não tenha visto e apreciado. Armário cujas portas não me tenham sido franqueadas. Gaveta que não tenha aberto" - palavras suas em recente entrevista.
Duas ideias ficaram retidas neste encontro:
- A necessidade de, com frequência, se prosseguir com o estabelecimento de pontes entre gerações, para que as tradições e a própria identidade concelhia não se diluam com o tempo;
- A evidência do lugar cimeiro que o nosso concelho ocupa no património cultural da região. Se Oliveira do Hospital é, por mérito próprio, o centro principal da vida económica, Góis bem pode considerar-se como a capital da cultura da Beira Serra. Pelo seu passado de onze séculos, pela sua História, pelo seu património cultural e linguístico.
JNR
Comentários:
Editorial: Disso, Senhor Engenheiro Dr. João Nogueira Ramos, não tenha a mínima dúvida: Góis é, de facto, a capital cultural da Beira-Serra e vizinhanças! E há que dizê-lo reiteradamente, todos os dias, a cada instante... para que os próprios goienses disso se convençam! E o assumam com desassombrada frontalidade. JCN
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Vamos renovar a esperança que a área da cultura seja uma realidade em Góis. São "pequenos passos" que ajudam a elevar a nossa auto estima. E temos de novo um executivo camarário sensível a estas questões ... que não são menores. Quero voltar a sentir-me feliz por viver em Góis. IS
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Os Goienses precisam de melhorar a sua auto-estima. A cultura do bota baixo e do negativismo tem que ser erradicada. No nosso concelho também se fazem coisas positivas, e se houver um empenho colectivo,vamos superar e melhorar o patamar que já atingimos. ANA - Góis
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Por todo o interior do País há hoje muitas "capitais" de cultura a medir meças com o qe se faz nas grandes cidades. Com uma vantagem é quase sempre mais genuína, feita com a prata da casa. É bom que Góis se abra também para fora, sobretudo com os municípios vizinhos. Cada terra, cada município tem os seus usos, os seus costumes, a sua cultura e cada qual pensa ser a sua a melhor. É normal porque ama-se mais o que se conhece. Mas Góis tem potencialidades próprias e muitas delas são até ostracizadas, quantas vezes por radiacarem em gente humilde. Vai-se no bom caminho e acredito muito neste Executivi municipal. João
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O brilho desta cerimónia a que, infelizmente, não pude assistrir, é mais do que justa e merecida. Parabéns Professor João Castro Nunes. AP
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Nos meios académicos de Coimbra está a ganhar força o movimento em prol da elevação de Góis a capital cultural da Beira-Serra e seu entorno por múltiplas razões, designadamte o seu notabilíssimo legado histórico-monumental. São muitas as personalidades dispostas a dar o seu apoio a esta causa, assumida em toda a sua plenitude pelo actual executivo camarário sob a esclarecida e dinâmica presidência da Drª Lourdes Castanheira. É a hora de Góis, por impulso do seu MOVIMENTO CÍVICO, se afirmar sem vacilações na região. Todos a uma só voz e um só querer! JCN
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Editorial
Um retrato de Portugal
Não se sabe de quem é um quinto do país. Não é uma graça, não.
Em recente entrevista de um Secretário de Estado, metade da propriedade rústica de Portugal não está cadastrada, o que corresponde a cerca de 20% do território. Para além do mais, confessa, o estado está obviamente a perder receita fiscal.
Somos um cantinho da Europa, de 88.500 Km2 no continente, repartido por 4052 freguesias (117 têm menos de 150 votantes), cada uma delas gerida por uma Junta, de 3 a 7 cidadãos, supervisionada por uma Assembleia de 7 a 19 cidadãos, conforme a população. Tudo muito organizado, numa estrutura orgânica bem definida, com decretos, leis e regulamentos.
Recordemos: 4052 freguesias, dezenas de milhares de eleitos para administrarem esse imenso território de 88.500 Km2, independente há nove séculos, com fronteiras estabelecidas com os nossos vizinhos em 1297, pelo Tratado da Alcanizes. E ainda não sabemos os seus donos.
É coisa de menor importância. Dentro em breve, jogamos contra a Bósnia e vamos todos torcer pela nossa selecção, para ver se nos qualificamos para o campeonato do mundo.
Comentários:
Por alguma razão, Senhor Engenheiro, somos um país onde os "saramagos" proliferam e só temos por nosso... quando joga a selecção!
JCN
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Em matéria de singularidades não ficamos por aí. Apesar dos magros 88.500 Km repartidos pelas 4052 freguesias, temos ainda várias regiões com caracteristicas diferentes e contrastantes: a montanha nortenha e a planície alentejana; o linguarejar algarvio e a fala cantante alentejana; o erre rolado seubalense e os "ons" nortenhos. Isto para não falarmos no folclore de diversos matizes, espelho multicolor das regiões que representa. Contudo os nossos rios correm todos para o mesmo mar! Mar que estabelece ligação com outras países onde se fala a mesma língua. Somos assim um País multicultural dentro do nosso cantinho e nem por isso deixamos de nos unir nas horas de aflição ou quando toca a rebate. Pelo que não acredito que haja pedaços de Portugal sem dono. O problema é a existência de uma administração inificiente, mas o povo, esse é o melhor que tem este País. AP
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Tenho pena de não poder corroborar a ideia... de que o povo é o melhor que tem este país, que precisamente assim é... pelo povo que somos, sempre dispostos a suportar passivamente a albarda que o poder nos quer pôr no lombo. Com a nossa concordância, aliás! JCN
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Ainda agora me aprecebo da intencional alusão ao "imenso" território! Onde abundam quatro mil e tal freguesias, não sei quantos milhares de governantes para governarem este pobre cantinho. De facto este País não existe pelo seu "grande peso poítico". Existe sim pelas suas singularidades socio-culturais que fazem do seu Povo o mais brilhante capital, apesar do seu grau de analfabetismo. Como entender este esquisito anacronismo?! AP
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Meu caro Prof. aceito o seu ponto de vista, mas se olhar para o País, no seu todo, vai chegar à conclusão que a "escória" não está no Povo. Outra classe, com mais responsabilidades, estará muito mais comprometida, porque não corresponde nem dá seguimento ao impulso genuino que lhe vem das bases! Este é o ponto de vista que deve ser encarado. Quantas vezes, constrangido, me interrogo: que poder temos nós que não merece, nem acompanha o Povo que tem??? Espantoso, não acha? AP
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As dezenas de milhares de autarcas, o que são senão o povo, senão a base? Essas dezenas de milhares, que aceitam o lugar, têm a responsabilidade pela nossa administração, e não apenas a meia dúzia que está no topo (essa "classe," que classe?). Se alguns do topo da hierarquia não se comportam bem, tem que haver lugar à indignação e não ao constrangimento. O país não é um exército, onde se tem que obedecer cegamente às chefias, a bem de uma "nação valente e imortal". Nação valente? JNR
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Não são povo quando chefiam, são governantes! De qualquer modo tenho de salvagardar os autarcas deste País porque, salvo raras excepções, são a classe que melhores provas de governação tem dado. Esse é um ponto que quero deixar claro. Por outro lado, quando falo da classe dirigente, sejamos sinceros, bem sabe o senhor JNR, que me refiro aos governantes deste País e esses, francamente, não têm dado mostras de grandes rasgos, mas apenas se ficam pela vulgaridade, não me vai dizer agora que também são Povo, no sentido restrito, pois não! AP
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Até que enfim! Um Editorial limpo, concreto, verdadeiro na transcrição/constatação da realidade portuguesa. Mas verdade se diga, ainda são resquícios daquela mania de termos mantido o último império colonial: estar aqui e em todo o lado - nos 5 continentes! - sem sabermos o que eramos/somos aqui. Falando de bola, vamos com ela e de bandeirinha! Ela é redonda e circula sem atrito, de mão em mão de cabeça em cabeça e, ocupados, não pensamos no resto. Futebol, Fátima, Fado = um jogo, uma reza, um canto. Vivemos do passado, criticamos/desconfiamos do presente, rezamos ao futuro para sermos santinhos no "Além". Uma redondinha neste território rectangular, bonito, aberto ao Atlântico cheio de nossa mágoas em vez de naufragar tanta nostalgia de que somos possuídos. Um amigo de Góis HC
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Estou de acordo com o Sr. professor. Os saramagos proliferam, em especial nas terras alentejanas onde constituiram uma boa iguaria no tempo da fome. Num tempo em que o povo era, de facto, submetido a uma disciplina de exército. Que o digam os "ratinhos", povo mártir e heróico das beiras... A verdade dura é dura e crua! Não devemos ter medo dela. S. Terrânio
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Não há que generalizar, aplicando a todos os beirões o nome de "ratinhos", que não passaram de uma minoria, alás geograficamente bem definida e localizada. Os goienses, por exemplo, nunca se inseriram nessa categoria, ou seja, nunca tragaram... saramagos. Tinham bico mais fino. De resto, alentejanos e beirões... não fazem boas migas. Como num país tão pequeno há tanta diversidade de temperamentos e costumes. Só somos iguais no que temos de pior: o entranhdo pendor para a inveja. E politicamente... a pavonice! O mal da nossa chamada classe política, autárquica e não só, é na maioria dos casos carecer de qualquer espécie de classe- Confrangedora mediocridade! JCN
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Gosto muito de trocar ideias com as quais sempre me enriqueço e para isso este meio é excelente. Porém, este encadeamento de respostas à resposta num movimento aspiral, com o consequente desvio do tema central a que levam as conversas e as cerejas, é algo com que não me entendo e acho-o pouco interessante, porque conduzem a uma fricção desnecessária. Por mim vou tentar evitar que tal aconteça, porque se não vão surgir mal entendidos do estido doutro canal concorrente, próprio de quem tem a visícula avariada ou está zangado com a vida. Que diabo, será que não é possível ter-se uma troca de ideias de forma ordenada e conclusiva? AP
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Depreendo que para vossemecê... ter uma conversa ordenada e conclusiva... é estar em plena concordância com os seus pessoais pontos de vista. Ora bolas senhor AP, cuja identidade desconheço em absoluto! JCN
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Antes pelo contrário meu caro Prof. se fosse isso estava a propor a pasmaceira que detesto, mas pelo menos para que haja alguma ordem e saber-se de que falamos e não só dar tiros aos "pombos" que passam desagarrados. A consideração que tenho pelo senhor obriga-me a ser sincero e respeitador consigo, não só por ser quem é, mas também pela atenção que me tem dispensado, via telefónica, apesar de não nos concermos pessoalmente. Tinha a ideia de que já me tinha identificado, o nosso parceiro comentarista sabe muito bem. A vida é assim feita de encontros e desencontros. AP
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Se vossemecê, que pelo visto sabe quem sou, muito embora não me conheça em pessoa, não se identifica devidamente escrevendo o seu nome por extenso, confesso que não chego lá... por voltas que dê à cabeça! Se tem o hábito de me telefonar (coisa que me acontece muitas vezes da parte dos Amigos), por que não se serve desse meio para se dar a conhecer?!... Por AP... , na sociedade goiense das minhas relações, não lobrigo criatura alguma. Dê-me um ar... da sua graça! JCN
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Editorial
A crise
Todos nós quando abrimos um jornal, ligamos a rádio ou a TV a palavra que temos maior probabilidade de ouvir é "crise".
Segundo dizem os entendidos esta crise estalou nos EUA quando começaram a vender casas a famílias com baixo poder de compra. Mais esses créditos foram transformados em produtos financeiros e vendidos por todo o mundo. Houve uma exportação da crise quando os compradores deixaram de ter a capacidade de pagar os seus empréstimos.
O sistema financeiro estava montado como um imenso castelo de cartas que, removendo uma daquelas que se poderiam considerar fundamentais, todo o sistema ficou abalado.
Mas a causa mais remota do problema parece ter sido a apetência das pessoas comprarem este mundo e outro sem cuidarem de o fazer recorrendo às suas poupanças.
O crédito fácil ajudou, e as empresas os estados e as famílias se foram endividando sem controlo.
Ora no que toca às famílias o problema agrava-se quando o emprego fica em risco e as possibilidades de satisfazer o endividamento fica mais e mais comprometido.
Há no entanto grupos sociais, como por exemplo o funcionalismo público, que por o risco de desemprego ser mais reduzido se encontram mais protegidos da crise.
Teremos de voltar às velhas regras de aforrar para depois gastar, pois como dizia um banqueiro recentemente, a verdadeira riqueza só o é quando gerada através do bom investimento das poupanças.
Comentários:
"Heróis do mar, nobre Povo", voltai de novo. "Nação valente e imortal", onde quase tudo aparenta estar mal, "Levantai hoje de novo", a dignidade do POVO. "O esplendor de Portugal", ofusca-se com a baixa moral. "Entre as brumas da memória", lembra-se o Abril da História. "Ó Pátria sente-se voz", da actualidade atroz. "Dos teus Egrégios avós", vem a alma de não nos sentirmos sós, "Que há-de guiar-te à vitória", e honrar a tua memória. "Às armas, às armas sobre a terra e sobre o mar"; Abril é para continuar a amar. "Às armas, às armas pela Pátria lutar", pelos CRAVOS a respirar. "Contra os canhões marchar, marchar", pela liberdade de amar. VIVA O POVO LIVRE! 25 de Abril
Editorial
O que se verifica dos casos em que as nossas autoridades políticas e os órgãos da justiça se vêem envolvidos é, deveras, alarmante.
Para qualquer observador que acredita que a justiça é cega, fica naturalmente estupefacto quando vê magistrados a desmentir outros magistrados. Mais. Esses magistrados ou estão colocados em altos cargos da hierarquia internacional ou são titulares de inquéritos de elevada responsabilidade!
Quando vemos os grandes poderes digladiando-se na praça pública ficamos ainda mais preocupados com o que se passa com os pequenos poderes, que por toda a parte existem, e que aqueles exemplos só podem reforçar as suas prepotências.
Mais nos preocupa a forma como a sociedade aceita que políticos com graves problemas com a justiça possam, calmamente, concorrer a cargos políticos relevantes que lhes conferem poder e capacidade de decisão na vida colectiva.
Havia um político brasileiro que, há muitos anos atrás, dizia-se que tinha um slogan de campanha que dizia "Ademar rouba mas faz!".
Esperamos que este exemplo seja coisa do passado e de outro continente e que não tenha nunca uma correspondência na nossa realidade..
Comentários:
Não é um excessivo optimismo esperar que este exemplo não tenha nunca uma correspondência na nossa sociedade?...
Para não me alongar muito: não foi na semana passada que um Presidente de Câmara, que vai continuar a candidatar-se, que declarou publicamente, com um largo sorriso irónico, perante as câmaras da TV, que propositadamente não pagou ao fisco (coisa natural, segundo as suas palavras) e que assina a correspondência oficial sem ler o que está escrito?
Penso, infelelizmente, perante os inúmeros casos conhecidos, que devemos esperar que o caso referido no Brasil acontecer neste continente e vai continuar. E que a sociedade civil deve estar, mais do que nunca, bem atenta e desmascarar o que se passa à sua volta.
JNR
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Que esta crise de valores morais e materiais seja o prenúncio duma nova Ordem. -Uma Ordem que valorize o "SER" e o "SABER" ao invés do "parecer" e do "ter". -Uma Ordem que valorize a "HONRA" e o "CARÁCTER" como forma de combate à "corrupção" e "tráfico de influências". -Uma Ordem que Sature o nível de riqueza pessoal num determinado patamar e que dê oportunidade aos mais novos. -Uma Ordem que valorize as variáveis sociais que contribuam para o incremento da Felicidade. -Uma Ordem que valorize o Cidadão. VIVA O POVO LIVRE!
Editorial
Eleições
O sistema democrático tem como elemento basilar, o voto universal e livre de todos os cidadãos eleitores.
Para que o sistema seja autenticamente democrático impõe-se que o cidadão exerça o seu direito de voto com plena consciência das opções políticas que está a tomar.
É neste momento que o papel dos partidos políticos têm um papel fundamental a desempenhar no esclarecimento das propostas políticas que apresentam ao eleitorado
Mas o monólogo partidário pode não ser muito esclarecedor, se faltar o salutar debate em que cada proposta e cada política pode ser sujeita ao contraditório.
Daí que seja importante que cada partido político apresente as suas propostas ao eleitorado mas também que, paralelamente, se estabeleçam os mecanismos de debate que permita aos cidadãos eleitores melhor avaliar a bondade das soluções que lhe são propostas.
Mas a vida política não se esgota nos partidos políticos tendo a sociedade civil organizada também uma importante palavra a dizer. Ela, por definição, independente dos partidos políticos, deverá ser um parceiro importante na consumação das políticas que, sendo de um ou outro partido, influenciam a vida do todos nós, os que apoiam o partido de momento no poder e aqueles que o não fazem.
O cidadão esclarecido é, em relação ao bem público, simultaneamente mais exigente e mais colaborador.
Comentários:
É verdade: a vida política não se esgota nos partidos. Os Cidadãos têm que procurar caminhos quando os partidos não são representativos dos valores que se pretendem para a Sociedade. Para estimular o debate, para credibilizar a vida Democrática, seria importante que aparecerem candidaturas independentes. Apelo, mais uma vez, ao vosso Portal para estimularem o debate e encorajarem os Cidadãos a tomarem consciência que a sua intevenção, nesta fase conturbada do nosso País, é muito importante. Por outro lado, se os partidos tiverem que "competir" com Movimentos de Cidadão também optimizarão a sua performance, e tentarão apresentar propostas credíveis com Gente credível. Será bom para todos. Viva o Concelho de Góis.
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Editorial
A campanha está lançada
Com o jantar do passado sábado de apoio à candidata do Partido Socialista para as próximas eleições autárquicas foi dado o pontapé de saída para a campanha política.
Se no PS a situação é pouco vulgar, três dos seus militantes entregaram os seus cartões para vestir a camisola dos seus adversários, deixando o presidente isolado, do PSD é com expectativa que se aguardam os próximos desenvolvimentos.
Não é também vulgar que três dissidentes de um partido sejam, diz-se, as três primeiras pessoas das listas do PSD. Se assim for estarà a passar um diploma de menoridade aos corpos directivos locais do partido.
Por outro lado se não for assim haverá quem, neste momento, esteja numa verdadeira corda bamba pois a aposta, a ser ganha, terá que ser por uma muita alargada maioria de votos.
Ora na actual conjuntura e atendendo ao passado histórico do PS no concelho ninguém pode ter uma certeza que partido será o ganhador. Porém uma coisa parece certa. O partido que ganhar não o fará com uma diferença muito alargada de votos.
Tudo irá depender de dois factores.
Um será a qualidade pessoal e política de cada um dos membros representativos de cada lista.
O outro será a capacidade que cada equipa mostre para elaborar um programa que não seja uma mera enumeração de obras e melhoramentos, mas uma visão estratégica para o concelho, visão essa que deverá estender às autárquicas seguintes.
Aqueles que melhor souberem transmitir e fazer passar o seu programa, terão uma vantagem acrescida, já que as bandeiras partidárias andarão, nesta eleição, muito baralhadas.
Comentários:
-E se surgirem candidaturas de cidadãos independentes que sejam credíveis? -É muito redutor assumir unicamente como protagonistas os candidatos do PS e do PSD. Há gente de qualidade no Concelho que poderá avançar. Porque não? -A Cidadania sairia reforçada se aparecessem vários candidatos independentes. Seria bom que soprasse uma lufada de renovação, desinteressada e descomprometida dos aparelhos partidários. -O "portaldomovimento" poderá desempenhar um papel importante neste âmbito: catalizando a discussão e promovendo o debate. Pode ser que apareçam. Bem hajam.
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Esta baralhada política no concelho deveria merecer uma atenção profunda dos cidadãos e sobretudo dos próximos candidatos. É bom não esquecer que a política democrática em que vivemos em Portugal assenta em partidos políticos (embora se aceite que, para as autarquias, quem quiser concorrer fora deles, como independente, o possa fazer, mas respeitando naturalmente os partidos, que têm as suas próprias ideologias e programas). É certo que este aviltamento político e o mau exemplo que se está a dar ao país é reflexo da acção desastrosa do actual Presidente da Câmara: escancarou o seu partido, abrindo feridas profundas, os seus dois antigos vice-presidentes são agora concorrentes ao lugar da presidência - não com o objectivo de lhe suceder, mas certamente por quererem ocupar um lugar que é honroso e de responsabilidade (um, foi por ele repudiado e maltratado, o outro, ele próprio mandou o presidente às urtigas, por duas vezes) -, os seus camaradas abandonaram-no, e as estruturas socialistas, local e nacional, só querem que a situação presente seja ultrapassada rapidamente, para se poder passar uma esponja sobre estes tristes últimos anos. Como profetizei neste espaço, há uns tempos atrás, ao citá-lo como paradigma do célebre "Princípio de Peter" (aquele que, na sua ambição desmedida de querer subir, subir, subir mais, acaba por ocupar um lugar para o qual não se tem a preparação adequada, escarrapachando-se ao comprido), vai sair da arena pela porta do esquecimento, isolado e de cabeça baixa. Os goienses querem ver o nome da sua terra e os seus antepassados respeitados. E têm o direito de esperar que, quem quer que seja eleito, se venha a comportar de uma maneira éticamente correcta e consiga limpar a imagem que o concelho deixou nos últimos anos. Para além das obras, há toda uma maneira de estar na vida e de se comportar na sociedade. JNR
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Segundo um conhecido pensador brasileiro, mais que as verdades, importam as convicões. Quem as não tem, carece de carácter. JCN
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A união em tempo de crise é importante. É em tempo de crise que se devem optimizar os esforços, racionalizar as operações e fazer as melhores opções. Por este motivo é prematuro, nesta fase, afirmar quem é o melhor candidato ou vaticinar cenários, pois nem todos os candidatos são conhecidos nem houve debate para se poder inferir da bondade das suas posições. Atendendo às situações difusas que se vivem no País, Freeport, BPN, …, tem que se catalisar a participação cívica de forma a haver mais vida para além dos partidos, sob pena das assimetrias se agudizarem e a injustiça social aumentar. Os Cidadãos devem reflectir bem sobre este assunto e encorajar o aparecimento de Candidatos independentes, que não estejam subjugados ao intricado jogo de interesses partidários. Os Cidadãos têm o direito de escolher e o dever de escolher com sabedoria. É muito redutor assumir unicamente como protagonistas os candidatos do PS e do PSD. Há gente Anónima no Concelho que poderá avançar. Porque não? A Cidadania sairia reforçada se aparecessem vários candidatos independentes. Seria bom que soprasse uma lufada de renovação, desinteressada e descomprometida dos aparelhos partidários. Não é fácil aparecer uma Candidatura independente, muito menos independente e excelente. No entanto, pode-se tentar criar uma "incubadora de Candidatos independentes": crie-se um fórum de discussão, convidem-se personalidades a participar, e talvez comecem a surgir. É necessário criar a consciência que os candidatos independentes são necessários. Se aparecerem, deverão ser acarinhados porque não possuem máquina partidária de apoio. Que debatam e proponham com elevação. Um Cidadão Anónimo. Bem hajam.
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"Gestão Global: Contributos para uma economia da felicidade"
Carlos Zorrinho Professor Catedrático Universidade de Évora
Cabe-me proferir esta lição inaugural numa sala que marcou os momentos mais significativos da minha carreira académica, em particular o Doutoramento e a Agregação, mas também a imposição das insígnias doutorais e a participação em cerimónias de elevado significado académico.
Uma sala de actos de rara beleza e longa história, que constitui o salão nobre dos claustros que me viram crescer como homem e como profissional, rodeado de amigos e de mestres a quem dedico as primeiras palavras deste momento, e a quem dirijo com emoção um singelo obrigado.
Um obrigado que é simultaneamente uma lembrança indelével para aqueles que o tempo já convidou a partir, mas que continuam entre nós pela força da amizade e da vontade de conhecer e partilhar com que pautaram a sua vida. Recordo neste momento a minha profunda ligação a este espaço, que começou quando com apenas dezasseis anos entrei no então Liceu Nacional de Évora, que funcionava neste edifício e que prosseguiu neste mesmo Convento do Espírito Santo com a licenciatura em Gestão, o Doutoramento em Gestão da Informação, a Agregação e o atingir da Cátedra.
Ao longo deste caminho procurei sempre ser digno da escolha que fiz. Aquilo que deve mover o homem de ciência e o pedagogo é a procura da verdade e a partilha dos instrumentos que ajudam a caminhar no seu sentido. Foi com este pressuposto que escolhi o tema desta lição inaugural.
Uma lição sobre gestão, tendo em conta o contexto de globalização em que ela hoje é exercida, mas também uma lição sobre a vida, sobre a aprendizagem e sobre os caminhos que conduzem os indivíduos a patamares mais elevados de realização pessoal enquanto agentes económicos e sociais.
Entendo que quando lhe é dada a oportunidade de proferir uma lição inaugural, reconhecimento implícito de maturidade e confiança outorgada pelos seus pares, não se deve o orador limitar a expor o que aprendeu na investigação ou no processo de ensino.
De facto, sobre esses dois pilares estruturantes, vão os anos tecendo uma malha única e maravilhosa de experiências de vida, de saber implícito, de vivências com valor pedagógico e científico, que são o capital adquirido mais valioso e aquele cuja partilha certamente mais se coaduna à solenidade deste acto. Vou reflectir convosco nos próximos minutos sobre gestão e sobre felicidade. Um casamento improvável, convenhamos! Tão improvável quanto conveniente e necessário.
A maioria dos cidadãos comuns associa Gestão a comando e controlo e portanto a um saber que restringe graus de liberdade em troco duma compensação financeira fundamental para a subsistência dos indivíduos e das famílias e para o equilíbrio das sociedades.
A Gestão comando e controlo é uma realidade objectiva e não desapareceu. Está hoje aliás mais forte e saudável que nunca, impregnada não apenas nas organizações como também nos sistemas de informação que as suportam e que se transformam cada vez mais em próteses gestionárias de elevado rigor e sensibilidade. A globalização em rede, desenvolvida sobre a nova tectónica dos sistemas de informação, estruturada já não apenas nos fluxos de mercadorias, capitais e pessoas, mas construída sobre redes globais fluidas, flexíveis e com elevado grau de permanência, recoloca o indivíduo, organizado ou não em comunidades, no centro do processo de criação de riqueza e de definição das dinâmicas económicas.
Terminou o tempo em que pensar global e agir local garantia a articulação perfeita entre a grande dimensão e a pequena dimensão. Hoje é fundamental pensar global e agir global, quando se pretende induzir desenvolvimento num patamar local. Ora, o motor desse desenvolvimento local são os indivíduos nos diversos papéis que desempenham e nas fórmulas de organização que estabelecem. Daqui decorre uma evidência clara. Uma economia saudável e consistente precisa de indivíduos felizes. Dito de outra maneira, havendo certamente na vida milhares de formas de se ser feliz (ou de se ser infeliz), compete cada vez mais à gestão promover nas empresas, nos mercados ou nas instituições uma convergência activa entre a felicidade e a criação de valor económico e social.
Chegámos assim ao cerne do objecto desta lição.
Num contexto de Gestão Global e globalizada, o contributo para a felicidade de trabalhadores e consumidores deve ser um dos objectivos da Gestão enquanto ciência e enquanto técnica? Acredito que isso não apenas é possível como é mutuamente desejável.
Por isso centrei esta lição nas relações entre a gestão e a felicidade, lembrando uma definição antiga e provocatória com que costumo estimular os neófitos destes estudos, dizendo-lhe que o gestor é o sacerdote do ofício material!
Mas o que é a Gestão?
Do meu ponto de vista, e sem menosprezo para todas as outras áreas do saber que dela são afluentes críticos e determinantes, a gestão global é á ciência do século XXI. Afirmei-o, não sem alguma polémica, na abertura duma edição temática da Revista Economia e Sociologia, uma das expressões máximas da literatura científica da nossa academia e reitero-o agora com similar fundamentação e convicção. A origem da Gestão como actividade humana de sobrevivência e desenvolvimento vem de tempos imemoriais. Logo que o Homem sentiu necessidade de decidir, escolher ou optar, iniciou a sedimentação das suas capacidades de gerir. As dinâmicas sociais e económicas ao longo da história foram tornando cada vez mais densos e difíceis os processos de decisão, escolha e opção.
Mais e mais variáveis, umas mais previsíveis ou controláveis que outras, foram sendo conhecidas. Com a fluidez imaterial que caracteriza a sociedade da informação em que hoje vivemos, a multiplicidade de factores e condicionantes de decisão tornaram a gestão, complexa por natureza.
Uma complexidade geradora de contextos de incerteza, em que o cérebro humano e a sua capacidade de análise, discernimento e decisão se transformaram no maior activo criador e na chave da gestão moderna. Neste quadro emergente, a gestão é cada vez mais a ciência das ciências.
Não porque a Gestão substitua ou seja mais importante do que os outros saberes, mas porque constitui para todos eles um complemento indispensável, capaz de lhes dar sustentabilidade, coerência e valor económico e social acrescido. Vivemos hoje num mundo global cuja dinâmica de transformação é determinada pelo acesso e pela capacidade de lidar com informação.
É certo que muitos territórios e muitas pessoas continuam não conectados às redes virtuais de decisão. Contudo, são aqueles que se integram de forma directa ou indirecta na malha reticular global de decisão que influenciam as dinâmicas de mudança.
Os outros, mesmo que sejam maiorias circunstanciais do ponto de vista territorial, são imensas minorias à escala global em que os movimentos de transformação ganham forma e se concretizam.
A dicotomia antes descrita é aliás um dos principais problemas que afecta hoje a solidez funcional das democracias representativas. Uma sociedade cuja dinâmica de transformação é gerada pelos fluxos de informação / acção é por natureza uma sociedade complexa, não determinística, que evolui probabilisticamente e só é passível de ser percepcionada e compreendida através de modelos interpretativos da realidade. Modelos que constituem representações selectivas, que permitem atribuir relevância ou irrelevância ás torrentes de informação a que cada pessoa ou cada organização podem aceder.
O modelo interpretativo, desenvolvido e treinado em função de objectivos, projectos ou interesses específicos, é um recurso base de sobrevivência na Sociedade actual. A sua ausência lança as pessoas ou as instituições num processo degenerativo de infodependência compulsiva.
De facto, se é verdade que a informação reduz a incerteza quando o seu uso é focalizado num determinado objecto, facto ou processo a conhecer, quando tal não acontece, a informação é um poderoso gerador dessa mesma incerteza.
A informação é assim simultaneamente parte da solução e do problema, sendo que a chave está na representação que permite definir a solução e não alastrar o problema. Gerir é por isso hoje, antes de mais e sobretudo, gerir representações e competências para as criar. É por isso que a Gestão é hoje uma ciência da convergência.
Representações capazes de ajudar a resolver problemas e a criar valor são necessárias na biologia, na economia, na matemática, na física, na história, na sociologia, na engenharia, na arquitectura, na medicina ou na geografia. Criá-las, melhorá-las, integrá-las … isso é saber da Gestão. Por isso a Gestão é a Ciência do século XXI e a ferramenta adequada para do ponto de vista social lidar com a complexidade.
E por isso também é cada vez maior o número de profissionais das diferentes áreas do saber que sentem necessidade de obter formação complementar em Gestão. Num tempo de diversidade acrescida, a convergência pela gestão é uma dinâmica que vale a pena compreender e explorar.
Vivemos um tempo de globalização, dispersão, multiplicidade e complexidade. As representações e a sua gestão são modelos de convergência para compreender o mundo, de forma a poder interagir com a sua dinâmica de mudança.
No mundo das ciências naturais procura-se avidamente uma teoria universal que permita ouvir a música do universo, cruzando células, átomos e bits e saberes da biologia, da física quântica e das ciências da informação. Ao mesmo tempo, procurando libertar-se das rédeas do tempo e do espaço, dados, sons e imagens são laboriosamente intrincados pelas novas tecnologias, de forma a gerar realidades convergentes de comunicação e representação multimédia.
A gestão, enquanto ciência da convergência e da transformação, cruza todas as ciências sociais e os seus contributos analíticos, na exacta medida em que captura contributos de todas elas para definir opções e escolhas compatíveis com os objectivos definidos, sejam eles a criação de valor, a remuneração dos factores ou qualquer outra dimensão de satisfação ou interesse de quem gere ou mandata para gerir.
A gestão assume assim um papel de plataforma transversal do saber transformador, tendo as competências, o conhecimento e a informação como operadores fundamentais no desenho de representações adequadas aos objectos científicos ou práticos de suporte.
Os níveis de transversalidade da gestão afirmam-se em diferentes plataformas de complexidade. A gestão pode assumir um carácter operacional, focalizando-se essencialmente sobre a gestão de dados e processos, um carácter táctico quando se centra nos significados e no conhecimento e um carácter estratégico quando trata da interpretação e das competências necessárias para a concretizar.
Competir e sobreviver implica cada vez mais a criação de contextos resilientes, simultaneamente coesos e flexíveis. A resiliência sempre foi ao longo dos tempos uma meta da gestão. Conseguir o melhor de dois mundos; cruzar a consistência organizacional com a adaptabilidade funcional face à dinâmica dos mercados. O desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação criaram uma ilusão de facilidade na procura da resiliência.
Aparentemente, estruturas fortes sujeitas a informação actual e permanente, gerariam decisões adequadas e adaptadas ás necessidades.
Este pressuposto contudo não resistiu à dimensão psicológica e de relação de poderes subjacente a todas as decisões empresariais. Com surpresa, os especialistas foram constatando o poder crescente dos filtros de informação e leitura gerados ao longo da estrutura, para que nada de essencial mudasse.
Nada de estranho afinal!
O paradoxo da mudança revela-nos a essência da resistência à mudança e da aparente imunidade à comunicação e à informação como seus instrumentos! Porque quererão mudar os que têm poder para mudar? As suas orientações explícitas ou implícitas de mudança visam obviamente manter o poder primordial, ficando assim a organização prisioneira das relações de poder da sua estrutura dirigente.
A gestão não é no entanto uma ciência de acomodação. Restrição significa oportunidade de mudança de paradigma. E foi isso que sucedeu. Hoje gerimos sob uma nova equação. A identidade e a coesão são dadas pelo repositório e pelas redes de informação e de conhecimento.
Com esse suporte os modelos organizacionais podem ser flexíveis, virtuais, em rede, grupais, de todas as formas e modelos que a imaginação pode imaginar e a competitividade global exige. Esta realidade emergente coloca novos desafios éticos à ciência da gestão.
Os valores são agora imbricados na informação, na gestão de percepções e na partilha do saber. Na sociedade em que vivemos, nenhum Homem é verdadeiramente livre, se pelo significado, não for capaz de se libertar da manipulação, desenvolvendo a capacidade de descodificar e seleccionar a informação relevante a que acede.
Da mesma forma, nenhum Homem é verdadeiramente igual se não tiver iguais condições de acesso a essa informação relevante, nem verdadeiramente "humano" se for excluído das redes virtuais em que hoje se consolida a solidariedade, a cooperação e a convergência por objectivos comuns.
Como Ciência que é, a Gestão necessita de ser aprendida e praticada.
A fronteira entre a prática científica da gestão e a sua prática empírica é no entanto muito ténue numa sociedade em que a sobrevivência é um jogo permanente de combinação de recursos, troca e decisão. Todo o Homem é em certos momentos da sua vida um praticante da gestão e por isso a Gestão tem também uma responsabilidade acrescida de produzir e disseminar padrões de comportamento favoráveis à criação de riqueza, à justiça e ao progresso social. A Gestão é assim em última análise uma fonte de significados essenciais ao funcionamento da sociedade e ao seu progresso em contexto complexo.
Num contexto em que o significado é o motor da afirmação individual é óbvio que a chave do desenvolvimento sustentado é a formação e a qualificação, entendidas como um processo continuado e disseminado ao longo da vida.
Uma formação e uma qualificação fundadas na capacidade de auto determinação e de decisão, fornecidas em larga medida pelas ferramentas da gestão em particular pelo desenvolvimento da capacidade de lidar com a informação e com o conhecimento.
Na sociedade emergente, o diferencial de qualificação ou a sua insuficiência são a chave da desigualdade, da perca de competitividade e da asfixia das sociedades.
Esta constatação deve ter como consequência uma mudança radical na definição de prioridades das políticas públicas.
O princípio de que cada indivíduo nasce com o dever de se formar e o direito de aceder a um emprego, só é sustentável e adequado no contexto da sociedade industrial, fundada nos processos e nas competências estáticas.
Aplicado à realidade da Economia do Conhecimento, o princípio referido é fonte de reprodução social das desigualdades e de frustração e crispação resultante da insuficiência de criação de oportunidades de emprego pela via institucional ou da acção política.
Neste contexto uma nova perspectiva tem que ser considerada.
O indivíduo hoje, num contexto de nova cidadania deve ter direito à formação ao longo da vida e em contrapartida o dever de gerar valor compensatório para a sociedade, criando ou encontrando o seu posto de trabalho ou de realização pessoal, em cada momento do seu ciclo de vida.
Esta é aliás a forma de tornar cada indivíduo proprietário do seu próprio saber e das suas competências, tornando-o actor económico determinante e reforçando a conjunção entre Liberdade e Responsabilidade como suportes dum progresso sustentado.
De alguma maneira a dialéctica entre os detentores dos meios de produção e os produtores, nunca resolvida de forma satisfatória na economia industrial, retoma-se agora em relação à capacidade de utilizar a qualificação como base de criação de riqueza.
Quem deve ser o proprietário da qualificação e quem determina o seu conteúdo? Será obviamente quem financia o processo aquisitivo e por isso é cada vez mais relevante que esse financiamento seja um financiamento socialmente partilhado e um direito básico dos indivíduos, para permitir a sua autodeterminação enquanto actores sociais e económicos.
A sustentabilidade social exige contudo contrapartidas.
Essa contrapartida tem que ser a exigência social pela cooperação activa e pela geração de riqueza. Por isso cada indivíduo tem que ser cada vez mais responsabilizado pelo seu contributo para a harmonia da sociedade em que se insere, através da criação de riqueza e da postura cívica.
Daqui decorre a importância chave dum ramo emergente da gestão. O fomento da capacidade empreendedora e a aprendizagem do empreendedorismo como conjunto de técnicas e conhecimentos que permitem a criação de novos negócios e processos de criação de riqueza. Todos somos gestores, cada um ao seu nível e com o seu âmbito.
Esta constatação mostra que a Gestão contaminou toda a sociedade moderna, tal como tinha contaminado outros estádios da evolução da humanidade, só que agora o faz aliada a um potente transmissor e a veículos de difusão instantânea, ou seja, aliada á informação e a uma base comunicacional potente e global. Neste contexto, quem pode duvidar de que a Gestão é a ciência do século XXI? Sobretudo a gestão de significados e percepções e a gestão de competências para lidar com eles? E é aqui, neste nexo central da gestão das percepções que entronca a questão fundamental da gestão da felicidade.
Sabemos que muitas das técnicas de gestão se baseiam na gestão de percepções de insatisfação que conduzem à competitividade desregrada e ao consumismo sem controlo. Se a felicidade é a ausência de medo, na expressão feliz de Eduardo Punset, há pelo menos duas formas de gerir - gerir pelo medo fazendo da miragem da felicidade o motor da economia, ou gerir pela redução do medo fazendo da felicidade percepcionada a base genética da dinâmica económica.
É evidente que neste ponto de bifurcação entronca uma questão ética fundamental, que perpassa aliás o debate mais alargado sobre a regulação da nova economia globalizada.
Deve ser o Homem (ou se preferirem o trabalho manual ou intelectual) uma simples variável da função de maximização da criação económica de valor, ou pelo contrário é a criação de valor que deve constituir uma variável da formação duma sociedade com maior bem-estar e equidade para o Homem.
Este debate tem tido recentemente evoluções estimulantes. A própria OCDE criou um grupo de reflexão para encontrar indicadores de felicidade que no mínimo complementem o Produto Interno Bruto, nos tempos que correm, ainda o Graal incontestado da economia moderna.
Um estranho "Graal" aliás, que enfuna se uma catástrofe destruir património não produtivo, mas desfalece se uma nação eufórica comemorar uma vitória desportiva ou um evento cultural marcante. Do meu ponto de vista não hesito na escolha.
A economia serve o Homem e o seu contrário é uma aberração ética inaceitável. Por isso entendo que a Ciência da Gestão têm muito a dar a uma Economia da Felicidade, não podendo constituir a resposta única para a minimização dos medos que tolhem a sociedade moderna, mas podendo tomar a seu cargo a resolução de alguns dos mais importantes.
Antes de mais o medo do desemprego, da não realização profissional ou do não reconhecimento social, que implica uma gestão focada na mobilidade positiva.
Depois o medo absoluto das catástrofes, da criminalidade ou da desagregação social que exige uma profunda gestão de risco.
Finalmente o medo da restrição da liberdade e da exclusão social que convoca respostas associadas a uma moderna gestão institucional baseada no aprofundamento do modelos políticos participativos de patamares múltiplos.
É claro que este triângulo do medo não esgota o poliedro das barreiras que se opõem à explicitação da felicidade dos indivíduos, sendo frágil na exploração dos medos subjectivos, das volatilidades do espírito ou das desilusões relacionais.
Cobre no entanto, do nosso ponto de vista, a malha larga dos medos cuja gestão bem sucedida tem maior impacto potencial na economia em geral e na economia da felicidade em particular.
É curiosa e promissora aliás a consonância entre este triângulo do medo com directo impacto económico e o triângulo do sucesso na economia actual, cujos vértices são a confiança, o conhecimento e a capacidade de tomar risco.
Em síntese, acreditar, aprender e empreender! È sobre o papel da Gestão Global no acreditar, no aprender e no empreender que se baseia a abordagem que propomos como contributo para uma economia da felicidade. Focaremos assim sucessivamente as questões da mobilidade positiva, da gestão da participação activa e da gestão do risco, como novas linhas de intervenção para a gestão moderna, quer no plano da relação com os indivíduos, quer no plano das organizações e das comunidades.
É no entanto importante, no início deste percurso final da lição esclarecer o ponto de vista da análise. Esta não é uma lição sobre felicidade mas sim uma lição sobre gestão. Este facto não implica que não consideremos a gestão como instrumental da felicidade de acordo com o referencial ético antes explicitado, cientes de que também nesta relação biunívoca se aplica o duplo retorno dos jogos de soma positiva.
A incerteza dos tempos modernos constitui para as organizações e para os indivíduos um factor de ameaça e uma permanente oportunidade. A primeira prioridade da gestão como contributo para a felicidade produtiva é criar condições de qualificação e percepção para que a incerteza seja um factor de desafio e realização e não um contexto de desânimo e decepção. A flexibilidade é uma condição essencial de sucesso numa economia global de evolução brusca e que exige permanente adaptação. Neste quadro não é possível nem recomendável anular o "stress" individual ou corporativo sob pena de desvitalizar as malhas neuronais de resposta.
É no entanto possível e desejável gerir o stress, preparando os indivíduos e as organizações para uma aprendizagem permanente em nome de objectivos fortes de progressão sustentável, criando contextos de flexigurança global, ou mais propriamente de mobilidade positiva.
A mobilidade positiva assenta sobre dois pressupostos determinantes. Em primeiro lugar implica uma qualificação ao longo da vida focada em objectivos de realização e potencial criação, atribuindo aos indivíduos a posse plena do seu capital intelectual evitando as ondas flutuantes de mão-de-obra descartável. Em segundo lugar pressupõe a diluição das fronteiras organizacionais, permitindo uma livre circulação de ideias e de talento, delimitada apenas pelos valores e pela missão integradora que constitui o código genético da organização ou do projecto de vida do empreendedor individual.
A mobilidade positiva sendo o melhor antídoto ao contexto de incerteza implica contudo um risco forte para a percepção de realização e para a felicidade os indivíduos.
A mudança permanente, o saltitar entre projectos e desafios tornam difícil estabelecer uma métrica de mérito absoluto e de nível de concretização de objectivos, gerando o temor pelo julgamento final, ou seja pelo momento de balanço final dum percurso profissional ou dum percurso de vida.
É por isso que o envolvimento total em cada projecto, mais do que a participação parcelar, é fundamental quer para a obtenção de bons resultados quer para o desenvolvimento dumas cultura de inclusão fundamental para o bem estar e para a realização individual e dos projectos de equipa.
Esta nova perspectiva, de que os balanços se fazem em tempo real e não no fim de ciclos mais ou menos longos, está a contaminar todos os domínios da sociedade e dele resultam os fundamentos da nova política, da nova gestão e da nova liderança.
Uma política, uma gestão e uma liderança baseadas na interacção permanente e não no mandato discreto. De facto só a agregação inclusiva permite criar contextos de continuidade mobilizadores para uma boa gestão de descontinuidades. A sua ausência conduz à dispersão, ao efémero e à fluidez excessiva dos compromissos, gerando vazios que são campo fértil à angústia e ao medo de que a soma das partes em que a vida se recorta não conduza à imagem sonhada.
É neste quadro que assume particular importância o conceito emergente da sustentabilidade, hoje usado e abusado em todas as abordagens, mas que é fundamental para uma gestão que conecte felicidade e valor. A complexidade implica que cada indivíduo seja a chave da sustentabilidade da sua família, da sua empresa, da sua organização, da sua comunidade, do mundo em que vive. A consciência deste protagonismo absoluto cria o espaço ideal para o desenvolvimento duma rede de vigilância e cooperação mutualista, baseada na equidade e na solidariedade.
Esta visão, aproximando a abordagem das fronteiras da utopia, não pode deixar de constituir a referência para quem tem feito da vida um combate permanente pelas ideias do progresso e da justiça social, procurando fazer confluir a vivência académica e a participação cívica. Foi a partir da vivência de intervenção cívica e pedagógica que fluiu o pensamento que estrutura esta lição e que me permitiu concluir que a chave da gestão moderna é a educação para a felicidade. Uma educação múltipla que permita constituir uma base interpretativa que cruze atitudes de inovação e criatividade na criação de valor, suportadas no talento, na tecnologia e na tolerância, de forma a conjugar sucesso económico com a realização dos indivíduos e das comunidades em que se inserem. Esta visão da gestão, sei-o por experiência própria, é fortemente motivadora das aprendizagens e dá um contributo relevante para que cada indivíduo que se apaixona por esta ciência encontre o seu nicho de especialização e criação de valor, como empreendedor, gestor operacional, motivador de equipas ou integrador de visões mobilizadoras. Constitui também uma frustração para os que escolhem estudar gestão apenas porque ela promete uma mobilidade social rápida, ganhar muito dinheiro, aceder aos benefícios vários das administrações.
Quero sossegar os que fazem a escolha por estes motivos. A gestão também conduz ao ter e não sendo um caminho garantido, como nenhum outro o é nesta sociedade em mutação, é um dos mais promissores para os que procuram maximizar o retorno económico da sua capacidade profissional. Nesta lição contudo, escolhi reflectir sobre a gestão como uma ciência que pode e deve contribuir para uma economia da felicidade e não sobre a visão contabilística da sua prática.
E confesso-vos que concluída a tarefa, a escolha feita não me deixou rico, mas me deixou feliz! Obrigado pela vossa atenção."
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Editorial
Um Presidente sitiado
É curiosa a situação política em Góis. Temos uma câmara que, de momento, tem uma maioria "virtualmente" socialista.
Falamos em "virtual" já que dois vereadores, um o vice-presidente o outro com o pelouro da Cultura, juntamente com o então secretário de presidente, diz-se, vão concorrer pelo partido de que "in nomine" são opositores!
Estes concorrentes "desfiliados" apoiam o programa porque foram eleitos ou, agora, apoiam as teses da oposição?
Como se pode estar com um pé dentro e outro fora, sem perder a coerência pessoal e política?
Como pretenderão afirmar-se junto do eleitorado e explicar como é possível que tendo, pelas declarações públicas feitas, mostrado a disponibilidade para concorrer pelo partido que já os tinha elegido e, depois, passando de armas e bagagens para o campo oposto?
Como reagirá o PSD que, de repente, se vê "colonizado" pelos seus adversários de há poucas semanas atrás?
E a situação do actual presidente da câmara? Em quem se apoia? Ou limitará-se-à a "benzer" o que a agora alargada maioria (PS+PSD=PSD) ditar?
Com tantas interrogações realmente só podemos concluir que temos um Presidente sitiado!
Comentários:
Vejo com preocupação o estádio da Democracia que se vive em Portugal. Longe vão os tempos da luta por ideais. Hoje impera uma partidocracia medíocre que gasta grande parte da energia nestas querelas, que em nada servem o Povo. A energia é consumida em lutas de sucessão política que, na escala em causa, parecem ridículas. É importante que apareça alguém independente da partidocracia, apoiado directamente pelo Povo, com carácter, convição, inteligência e saber. E que o Povo pondere e vote no melhor candidato.
Comentários a este Editorial, publicados no BLOGOIS
Anónimo disse...
Mas que grande salada russa vai pelo município de Gois, ou melhor dizendo, tanto cão a um osso. Se os lugares políticos não dessem "pilim" ao fim do mês, todos eram coerentes com as suas ideias.
13 Março, 2009 10:04
Cada vez mais triste disse...
Como é que estes senhores se mantêm nos seus lugares? Se não concordam e vão para o opositor, o que é que lá estão a fazer? Agarrados ao tacho? É essa a imagem que pretendem transmitir para o futuro? Seria mais honesto, se fossem honestos, abandonarem os lugares que agora ocupam. Isso sim! Seria sinal de que são pessoas válidas em quem poderíamos contar. De outro modo, é uma penúria, uma tristeza. Façam a mala e vão-se embora. E o senhor Presidente o que diz a isto? Nada, como de costume. Na tropa dizia-se "aos costumes disse nada".
13 Março, 2009 17:43
Anónimo disse...
Boas perguntas Movimento só espero ver respostas do PS. Quanto ao PSD não estejam preocupados porque quem os convidou foi o próprio partido, desta forma não irá ser "colonizado" porque o convite não foi feito por se tratarem de "socialistas" mas porque o PSD entendeu que se trata de pessoas, melhor, de goienses responsáveis e íntegros.
Anónimo disse...
Neste blog já várias vezes foi afirmado e por muitos comentadores que os de Gois e os que para cá vieram o que querem é ganhar dinheiro sem terem em conta as populações. Para tal vale tudo mesmo mudar de bandeira. O mal é geral em todo o país e por isso não vale a pena bater só em Góis.
14 Março, 2009 08:03
Anónimo disse...
Vejo com preocupação o estádio da Democracia que se vive em Portugal. Longe vão os tempos da luta por ideais. Hoje impera uma partidocracia medíocre que gasta grande parte da energia nestas querelas, que em nada servem o Povo. A energia é consumida em lutas de sucessão política que, na escala em causa, parecem ridículas. É importante que apareça alguém independente da partidocracia, apoiado directamente pelo Povo, com carácter, convicção, inteligência e saber. E que o Povo pondere e vote no melhor candidato
Anónimo disse...
O PAI DOS VIRA CASACAS O leitor, que ao longo dos anos lê os meus artigos, já entendeu que não estimo os que mudam de opinião facilmente. Não que seja contumaz. Seria néscio se o fosse. Com frequência erro e nunca me convenci ser senhor da verdade. Também há várias; e quantas vezes a mentira nos parece verdade. Quando digo, que não aceito mudanças, refiro-me aos que mudam de ideologias consoante o partido que tomou o poder ou cristãos que se tornam agnósticos e "fervorosos, se o governo se declara religioso ou laico - que, por vezes, quer dizer: ateu ou anticatólico. A esses, o povo costuma apelidar de vira casacas Virar casacas é o que fazem muitos, quando muda o regime ou as sondagens indicam o partido vencedor. O primeiro vira-casaca foi D. Carlos Manuel, duque de Sabóia. A Espanha e a França não se entendiam. O duque não queria tomar partido, porque não sabia quem iria vencer. Deste jeito inclinava-se para França, outras vezes para Espanha, conforme as conveniências de momento. Para lhe sair mais económico pediu ao alfaiate que preparasse uma farda que tivesse duas faces: vermelho e branco. Quando lhe interessava apoiar a França virava-a para branco; quando se inclinava para Espanha, apresentava-se de vermelho. Os vira casacas do nosso tempo são mais discretos: consultam sondagens e apoiam o vencedor, indiferentes a partidos e ideologias. Também nas empresas há vira casacas, que apoiam sempre o "cavalo" que vai à frente, para subirem por "mérito". Querem exemplos? Eles são tantos! Vou buscá-los à História, ao livro "do Marquês de Pombal ao Dr. Salazar" de António Manuel Pereira - edição Manuel Barreira: Pág. 187 - Quando o corpo de D. Carlos foi trasladado do Arsenal para o Passo das Necessidades, foi escoltado pelo tenente J.G.P. que declarou: " Se pelo caminho encontrares alguns desses republicanos, atirai-lhe como a cães." Pouco depois veio a ser Governador Civil de um distrito beirão, nomeado pelos republicanos. Outro: pág. 188 - Figuras monárquicas chegaram a convidar elementos republicanos para um elegante clube local, com eles beberam champanhe pela morte do"porco" o que levou Paulo Falcão a cortar relações com aquele que, por tal fim, o convidou, dizendo o que talvez possa traduzir-se nesta expressão: "Vocês são mais miseráveis que aqueles que mataram o Rei e o Príncipe." Muitos mais poderia citar - mas o texto vai longo, e depois…quem não conhece exemplos?!
Humberto Pinho da Silva
Editorial
No próximo dia 26 toma posse o novo executivo da Câmara Municipal de Góis.
Esperamos que seja um virar de página e que a equipe que vai liderar os destinos do concelho pelos próximos quatro anos seja capaz de realizar uma administração eficiente e com a maior largueza de vistas, que um orçamento não muito generoso possa permitir.
Também uma oposição, que reiteradamente se tem afirmado pelo seu amor a Góis, saiba fazer uma oposição esclarecida e batalhadora, mas não sectária.
Se estes dois desideratos forem perseguidos espera-se um futuro mais promissor para o concelho quando as boas vontades se dão as mãos.
Todos nós, os eleitores, estaremos certamente muito atentos ao que se irá passar nos próximos tempos, pois as expectativas criadas são razoavelmente elevadas.
Editorial
"20de Outubro de 1929 - Constituída a Sociedade de Iniciativas e Propaganda de Góis, destinada a promover o desenvolvimento da vila. Eleito para a Comissão Executiva comendador António Torres Dias Galvão (presidente), José de Campos Nogueira, Dr. Rui Nogueira Ramos, Dr. Bernardo Baptista Ferreira, António Rocha Barros Júnior e Fernando Barreto Cortez."
Passam hoje, 20 de Outubro de 2009, 80 anos que foi constituída em Góis a Sociedade de Iniciativa e Propaganda de Góis.
Não sabemos se esta Sociedade durou muito tempo e aquilo que terá feito em prol de Góis.
Duas conclusões porém poderemos tirar.
Que já naquela época havia, naturalmente, quem se preocupasse com o desenvolvimento de Góis.
Outra conclusão interessante que é que se tratava de uma iniciativa, já à época, da sociedade civil e os seus componentes ainda estão vivos na memória de muitos dos goienses de hoje.
Em vésperas de termos em Góis uma nova administração no poder local esperamos que isto lhe sirva de incentivo para acarinhar as iniciativas, e há muitas e de diversos fins, com que a sociedade civil procura preencher ou complementar o que a administração não pode ou não tem vocação para fazer
Editorial
"A minha oposição será construtiva, numa lógica de menos política e mais Góis"
A frase que acima citamos consta das declarações de Diamantino Garcia, candidato vencido nas últimas autárquicas, ao Jornal de Arganil, que reputamos importante.
Na verdade na difícil arte de governar há, em primeiro lugar, que saber o rumo que se pretende dar aos destinos da grei que se vai reger. Há que estabelecer uma rota e fixar prioridades.
Em segundo lugar há que haver um espírito empreendedor e lutador.
Em terceiro lugar há que saber congregar esforços, capacidades e boas vontades. Esforços, capacidades e boas vontades não são apanágio apenas daqueles que venceram e que apoiam mas, são igualmente, daqueles que perderam e fazem oposição e, num sentido mais amplo, de toda a sociedade civil.
Daí considerarmos importante aquela declaração pois faz-nos prever uma oposição, atenta mas construtiva, pois tudo o que Góis menos precisa são batalhas estéreis.
A sociedade civil espera, com uma geração de políticos mais jovens e abertos, uma outra abertura que facilite a sua intervenção.
Editorial
O PS vence as eleições autárquicas em Góis. Queremos pois felicitar Lurdes Castanheira e a sua equipe pela vitória alcançada.
Esperamos desta nova câmara uma diferente aproximação na gestão autárquica da que vinha sendo seguida pelos últimos elencos camarários.
Aquelas sempre lhe faltou uma visão sistémica e abrangente, que não lhe permitia ver para além da gestão corrente camarária.
Nos tempos que correm, sem menosprezar o interesse de uma eficaz gestão corrente, há, e isso é a tarefa nobre que cabe à presidência, que encontrar um rumo e uma planificação eficaz que norteie o desenvolvimento.
Há que estabelecer quais as vias possíveis para o desenvolvimento do concelho, de acordo com as potencialidades que, comprovadamente, possua.
Escolhida a melhor via há que persegui-la com perseverança, agregando nela os projectos colaterais que lhes estejam relacionados, formando assim um todo coerente.
É esta a visão que esperamos de uma administração mais moderna e mais aberta.
Uma palavra para os vencidos.
Certamente que tinham nos seus propósitos melhorar o desenvolvimento e as condições de vida dos goienses. Espera-se então que façam uma oposição séria e construtiva timbre que é de todas as pessoas de bem.
Comentários:
Fico feliz por a dtr ter ganho as eleições, conheço-a a alguns anos e sei do que e capaz, não é de Gois mas sente Gois. O outro canditato é filho de Vila nova do Ceira mas so se lembrou disso aos 50anos. Quando precisarem de um candidato filho da terra e que tenha feito ou dado algo para a terra vão ter com o sr Adriano bandeira esse sim da muito para Vila Nova do Ceira sem nunca pedir nada em troca ha anos que o faz.Adriano Bandeira Benedita
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O povo votou pelos candidatos que se mostraram mais empenhados,envolvidos e com mais garra. o PS ganhou e bem esta câmara. A vida das autarquias tem mudanças, penso que será para mellhor. O concelho percisa de pessoas positivas, que valorizem as pequenas coisas. parabens Dra lurdes Cstanheira Maria Teresa
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Estimado amigos, Ao tomar conhecimento do resultado do acto eleitoral do dia de ontem, quero expressar o meu contentamento. Estamos certos que após esta brilhante caminhada no sentido de não deixar cair a nossa Câmara de Góis, nas mãos dum projecto que representava o passado. Agora muito trabalho espera, a esta equipa renovada. Andarei atento, e sempre que possível aí estarei, para vos sugerir ou alertar as coisas menos boas, que eventualmente verificar que precisam da intervenção ou do apoio dessa autarquia. Sempre norteado por o supremo interesse e desenvolvimento do nosso Concelho e consequentemente de todas as Freguesias que o integram. Agora só nos resta trabalhar e unir esforços para uma causa comum... Com os melhores cumprimentos, António Marques (Colmeal) 12-10-09
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Editorial
Estamos a menos de uma semana do acto eleitoral autárquico. Perfilam-se os partidos, perfilam-se os candidatos.
Olhando, em Góis, os programas eleitorais dos dois partidos encontramos praticamente as mesmas rubricas, embora com designações diferentes, mas conteúdos muito semelhantes.
Neles não vimos qualquer opção estratégica para o concelho. Expliquemos melhor. Há certas funções básicas que são exercidas pelas câmaras municipais e sobre as quais uma boa administração procura maximizar os resultados envolvendo o mínimo de recursos materiais e humanos. Nelas estão aquelas que dizendo respeito ao normal funcionamento das instituições como, a título de exemplo, "apoiar a comunidade escolar, promover a formação de acordo com as necessidades…" dizem tudo e não dizem nada.
O que pode ser decisivo para um concelho como o nosso é saber aquilo em que se aposta a médio e a longo prazo dentro das potencialidades do concelho.
O futuro é o turismo? O futuro é captar indústrias? O futuro é a floresta? O futuro é um mix de algumas destas ou outras possibilidades?
Eleito que futuro pretendemos prosseguir há que identificar os constrangimentos para a aposta escolhida.
São as acessibilidades? Vamos lutar por elas.
São as condições que temos que oferecer aos investidores? Vamos investigá-las e criar as condições para que o investimento se torne atraente.
São as infra-estruturas? Quais? E como as vamos calendarizar num todo consequente.
Evidentemente que o desenvolvimento de um concelho como o nosso não passará nunca por tentarmos seguir todos os caminhos de desenvolvimento que possam ser considerados. Há que, repetimos, estrategicamente escolhermos qual a nossa vocação para o desenvolvimento.
Sem isto, os chamados programas eleitorais, não passarão de uma declaração de boas intenções relativa à administração corrente camarária.
Comentários:
Sem dúvida, o povo português foi sábio: retirou a maioria absoluta ao partido mais capaz, neste momento, para governar. É que ainda não foi esquecida aquela maioria absoluta de 50 anos, imposta pela força e que relegou para a cauda da Europa esta ocidental praia lusitana, tão bem referida em D. Jaime. Resta, agora, saber como se vai comportar a oposição, sobretudo o PSD e não só. Vamos ver. Portugal precisa de mentes abertas, sadias, sérias, democráticas. Precisa de trabalho compensado e valorizado. Precisa de gente capaz. Este Editorial apresenta-se-nos mais cordial e sadio. Ainda bem. Que seja para continuar. HC
Seg 28/09/2009 11:00
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Em que país, fora das "utopias", haverá "mentes" simultaneamente "abertas, sadias, sérias, democráticas"?!... Se ou quando as houver... mudarei para lá a minha residência. Obviamente, se ainda por aqui andar, por este país... lançado às feras. " Fartar, vilanagem!" JCN
Seg 28/09/2009 12:43
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Sem maioria absoluta é que se pode ver a força da Democracia a funcionar. Mas para isso é preciso haver sentido de Estado, quero dizer, que os interesses da nação sejam postos acima dos interesses partidários (o que me parece difícil). É também necessário haver abertura de espírito e capacidade de negociação, pois as políticas partidárias são opostas, divergentes e encontram-se muito estremadas. Caso contrário, entraremos novamente num pantano político, conflituoso, donde não sairemos sem novas eleições. Mais uma vez seremos um País adiado. AP
Seg 28/09/2009 16:36
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Entre dois cálices de aguardente, em "Ideias políticas", escreveu o impagável Fernando Pessoa: "Um criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de mudar de opinião (...) várias vezes no mesmo dia". Em questões de opinião, Pessoa foi um desvairado catavento!! Não seja exemplo para ninguém! JCN
Seg 28/09/2009 18:03
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Editorial
Temos reparado que estes editoriais têm sido demasiado dedicados às eleições autárquicas, de que eu próprio terei alguma culpa. Penso ser chegado o momento de nos concentrarmos nas legislativas.
São já no próximo dia 27, domingo. Os próximos anos vão ser decisivos, qualquer que seja a posição em que nos encontremos. Sejamos trabalhador, desempregado ou reformado, com mais ou menos anos de vida, com mais ou menos problemas de saúde, com mais ou menos posses materiais. Toca-nos a todos.
Ao contrário do que aleguei para as autárquicas, em que sobrevalorizei a personalidade dos candidatos, julgo que aqui pesa mais o partido. Não porque os putativos deputados e primeiro-ministro nos mereçam menor atenção: certamente ninguém quererá ser governado por quem não seja credível, sério ou que falte às promessas ou ao programa apresentado. Mas os partidos e os seus programas (ou ideias políticas) adquirem uma maior relevância.
A nossa sociedade está a atravessar momentos cruciais, com perspectivas de fracturas. Que tipo de sociedade ambicionamos para o futuro, para os nossos filhos e netos?
Queremos um estado mais interventivo ou que nos faculte maior liberdade de iniciativa? Aceitamos que nos espiem cada vez mais os nossos movimentos, desde os chips nos automóveis às contas bancárias, ou preferimos uma maior responsabilidade individual? Desejamos que o casamento e a família continuem a ser a base primordial, ou que as uniões de facto tenham o mesmo nível de responsabilidade? Preferimos ser moderados nos gastos, com menores endividamentos, mas em contrapartida andando mais vagarosamente, ou queremos ser ousados, fazendo reformas mais rápidas? Estas e muitas mais questões devem-nos fazer meditar.
Felizmente que temos vários caminhos à escolha, não nos podemos queixar de falta de opções. Compete a cada um inteirar-se do que é proposto, falar com a família e os amigos, escolher e… aceitar as ideias da maioria. O que não devemos é ficar em casa no dia 27.
JNR
Comentários:
Perante a degradação a que politicamente o país chegou, vezes sem conta me acode ao espírito aquele desabafo de Antero de Quental em carta dirigida a Eça de Queirós a justificar, desiludido, o seu abandono da presidência da Liga Patriótica do Norte: "A República é inevitável, mas será uma república de malandros". Ele o disse! E ainda há quem defenda que a História não se repete, comenta o Prof. Amadeu Carvalho Homem! JCN
Dom 20-09-2009 13:14
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Aquilo que todos desejamos é uma sociedade onde sejamos felizes (é um ideal): uma sociedade justa, solidária, sem desiquilíbrios ecológicos onde todos tenham o seu lugar. E o que temos? Temos uma sociedade violenta, onde a corrupção impera e o corrupto safa-se ileso; as fortunas aumentam e o regulador bancário não funciona; o crédito fácil leva ao individamento das famílias e o desemprego empurra-as para a pobreza, a ruína. Mesmo assim, parece que não aconteceu nada!... Se perguntarmos aos partidos como vão resolver estes problemas, todos eles responderão que têm soluções fresquinhas para esses males, mesmo os da opisição, os mais acérrimos. O que revela ganância pelo poder e ausência de ideologia. Esta é a grande lacuna actual dos partidos, ausência de normas ideológicas na sua actuação, o que os torna vazios de chama. Hoje, os partidos são apenas grupos de pessoas que lutam por interesses comuns. Contudo, temos de votar(escolher) para bem do funcionamento da Democracia. Que saudades dos tempos da militância por uma sociedade ideal!... AP
Dom 20-09-2009 17:43
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Estou de acordo com o comentário de AP. Os actuais partidos estão transformados em corporações de interesses. De facto, como diz um comemtarista, a história ensina e não é preciso ir muito longe: I República e os anos finais do liberalismo. Dois partidos rodavam no Governo, mas só ilusoriamente! Nada é novo e tudo se repete, até o acreditar cego do povo, que, apesar de desconfiando, vai caindo em estórias. Disso, temos agora, em Góis, um laboratório de ensaios e ensinamentos: adversários fidagais do PSD, andam agora agitando a sua bandeira! Não há valores nem princípios. Nem ética política. A política pode não ser uma guerra mas, hoje, está minada de \"Cavalos de Tróia\". Com estes exemplos, quem acredita em quem? HC
Seg 21-09-2009 9:10
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O Editorial de JNR não está conforme com os ideários proclamados por este portal. Não é nada isento, apesar do seu manobrismo nas palavras. Um putativo deputado do PSD não faria melhor. Belas palavras, mau conteúdo. Não será isto que os nossos netos precisam e esperam. O Editoralista terá mais futuro com uma memória mais limpa e sadia. Acredite nisso e faça um esforço. Vamos! JT
Seg 21-09-2009 9:27
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Que estado temos e que estado queremos? A mediocridade alastra. Grande problema, enorme angústia! Eu perguntaria: Que sociedade temos e o que é possível mudar com o quê e com quém? AP
Seg 21-09-2009 11:30
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Parece que nem de propósito! O último número do Jornal de Letras (JL) publica um artigo do Prof. Vitorino Magalhães Godinho que aconselhamos a sua leitura. Dele retiramos um excerto bastante elucidativo: \"A democracia exige todavia a representação, os órgãos de governação devem ser emanações da vontade dos cidadãos e responsáveis perante eles. Para tal se constituíram os partidos, expressão das correntes de opinião e se escolheram sistemas eleitorais oscilando entre dois pólos -a representação proporcional das opções politicas ou a formação de maiorias que asseguram a estabilidade da governação. No entanto, os partidos deixaram de ter ideias e programas, de defender valores e perspectivas de futuro, a abstenção eleitoral gangrenou o funcionamento democrático. De formas de organização política passaram a redes de compadrios, trampolins de outras ambições, e partidarizaram todos os órgãos públicos." AP
Aui 24-09-2009 16:24
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Não posso estar mais de acordo com as opiniões expressas. Mas neste momento penso haver necessidade de se estar com os pés assentes na terra, nesta terra em que vivemos (sobretudo para os que vivem a vida). A pior solução, pese embora quanto muito nos custe ter que jogar em campos nos quais não gostamos de o fazer, julgo que seria o absentismo. Pois votar é sempre uma manifestação de uma ambição, de um sonho, de um desejo de trilhar um caminho (ainda que o vejamos torturoso e de difíceis obstáculos), que nos pode eventualmente levar, não ao éden, mas a um lugar humanamente melhor do que o actual. JNR
Sex 25-09-2009 0:55
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Editorial
Para uma democracia directa
Sabe-se que há uma fatia expressiva do eleitorado que vota sempre no seu partido, independente dos candidatos. Facto que é difícil de se compreender em eleições autárquicas, por aqui não estarem em jogo opções ideológicas. É à Assembleia da República, e ao governo que dela emana, que compete legislar, e aí, sim, é conveniente haver famílias políticas com diferentes programas. O Poder Local, politicamente independente, pouco ou nada tem a ver com as políticas desses órgãos, para a gestão corrente ou para os projectos de desenvolvimento da sua terra.
Para suavizar essa grilheta aos partidos, de certo modo aberrante e impeditiva de uma verdadeira democracia, já, há alguns anos, que se permitem listas independentes. Mas, com as normas impostas e a oposição interesseira dos partidos, tem tido reduzidas consequências.
O PSD de Góis veio agora dar mais outro passo positivo, ao preencher as suas listas com personalidades conectadas com o seu principal adversário. Os seus candidatos são agora da área socialista. Que em futuros mandatos poderão, com toda a legitimidade e coerência, voltar às suas origens, porque o que os move, como afirmam (a meu ver, muito bem), é trabalharem para o bem do concelho e não para o do partido que nesta ocasião os acolhe.
A escolha do eleitorado deixa naturalmente de ser feita, não tanto entre partidos, mas entre personalidades, de acordo com o exame de cada eleitor. Tal como na Grécia Antiga, onde a democracia teve a sua génese. A chamada democracia directa. Mais genuína. E estou convicto que será essa a do futuro.
Foi uma atitude corajosa, esta a do PSD de Góis. Ao aparentemente libertar os seus simpatizantes da obrigação "moral" de votarem no seu partido, correndo mesmo o risco de perder votos, a direcção do PSD merece o respeito dos verdadeiros democratas.
JNR
Comentários:
Chama-se a isto a "real politic". Por amor Deus senhor Engº. já tinha ouvido muita coisa, mas isto de elogiar quem persegue o tacho à sombra de qualquer cor partidária, nem parece seu.
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Democracia directa. Este belo titulo sugere-me algo diverso da conclusão a que chegou o nosso amigo editorialista: Sugere escolha de dirigentes sem interferências dos caciques; sugere maturidade dos partidos, sem quererem controlar tudo; sugere imancipação do povo, liberto do dirigismo. Mas o que encontrei foi a conclusão de que "um partido teve a coragem de aceitar tal solução" e pessoas disponíveis(?) Isto é apenas uma leitura cheia de boa vontade e que encaixa muito bem... Não significa que seja resultado da evolução da nossa mentalidade, longe disso. E é pena... Que belo tema para ser aprofundado em maior espaço! Devia, contudo, ter um âmbito mais alargado e não focalizado num local onde estão em causa pessoas anunciadas. AP
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Sr. Eng. O Sr. parecia um homem equilibrado.... mas depois deste editorial... nem sei que lhe diga. Ou está distraído ou está comprometido. Se está distraído ou se deixa fundamentar em intuições presta um mau serviço a este portal que merecia mais respeito. Se o Sr. está comprometido com este processo... enfim em campanha eleitoral temos que continuar a aceitar estas aldrabices... Mas o que é que o PSD de Góis tem a ver com os seus candidatos à Câmara? Nada! pois eles foram impostos por Coimbra! O que é que estes candidatos fizeram por Góis? Nada de especial. Foram mais uns a ocupar uns empregos na Câmara acrescidos de imensas mordomias. Agora não venha desvalorizar a importância dos Partidos políticos nas democracias. O PSD de Góis merecia mais respeito de todos inclusive de si. Nós não precisávamos de ter nas nossas listas pessoas que tem vergonha do PSD. O PSD tem história, tem valores, tem ideais, tem pessoas que muito deram a Portugal. Infelizmente em Góis… o PSD é o que se vê. Lamento! De mim perdeu a consideração que restava por si. Lamento ter votado uma vez em si. Enganei-me! Sinto-me ridícula só de pensar nisso! Não precisava de descer tanto!
Seg 14-09-2009 23:15
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Parece uma história encomendada pelo Vitó... só pode!
Seg 14-09-2009 23:22
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O Sr. Engenheiro também podia por a debater a fábrica da Ponte do Sótão...
Seg 14-09-2009 23:25
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O caciquismo não está nos partidos que respeitam as regras: promovem eleições regulares, reuniões de acordo com os estatutos, debates, aceitam o resultado das eleições internas.... O Problema é que O PSD de Góis sempre funcionaou mal. O Vitó não o deixa funcionar dentro das regras. E ele de facto vale metade do PSD de Góis eu sei e o Sr. Eng. sabe. Por isso... vamos continuar a perder oportunidades de vitórias eleitorais e de participar a sério na vida política do nosso concelho.
Seg 14-09-2009 23:35
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OH Sr. Eng. que granda texto. parabéns! Agora compreendo porque o PSD teve de ir buscar um candidato à Varzea...
Seg 14-09-2009 23:37
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Se não forem os partidos que representam os pobres... só os caciques endinheirados é que podiam candidatar-se em candidaturas independentes. Os ricos devem detestar mesmo os partidos...
Seg 14-09-2009 23:40
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Nota do Webmaster:
As seis opiniões que antecedem esta nota foram enviadas entre as 23:15 e as 23:40 e, muito provavelmente, representam a opinião de uma mesma pessoa. Seria uma forma de iludir quem nos visita se não levantássemos esta pertinente dúvida e déssemos aos nossos leitores a possibilidade de avaliar da sua eventualidade.
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Meus caros amigos, que leitura és essa que fazem à minha escrita?... Compreendamo-nos: 1-Não está em causa quem "persegue o tacho" (isso fica à análise de cada um) mas quem os acolheu. Refiro unicamente a atitude de um partido. 2-O PSD está ou não a transmitir aos seus militantes de base (àqueles mais fervorosos que votam sempre na cor da sua camisola), que, sendo todos os candidatos da área socialista, não devem desta vez preocupar-se com o seu símbolo que está nos boletins e ficam com liberdade de voto? "That is the question". 3-Esta atitude "sui generis" já teve aliás o seu antecedente. Nas eleições de 1989, o responsável máximo pelo PSD em Góis concorreu por um outro partido, aconselhando os sociais-democratas a não votarem no PSD… A sua mensagem repete-se agora: rejeitem o partido e olhem para as qualidades das pessoas. JNR
Ter 15-09-2009 7:39
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Quando enviei a minha mensagem esta manhã, ainda não estava no ar a da minha amiga(o), com a hora 23.15 de ontem e de um longo texto. E a ela (ou a ele) respondo agora. Apenas para lhe dizer: não estou distraído nem comprometido. E vejo com satisfação que a minha amiga(o) também não está e se encontra lúcida. E, na hora de votar, irá votar certamente de acordo com a sua consciência, que é o que mais interessa à nossa terra. Tal como está naquela caixinha, na parte superior do nosso portal: "O voto consciente eleva a democracia." Cumprimentos JNR
Ter 15-09-2009 12:00
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O que havia de acontecer! Sr. JNR espero que não me confunda com os outros comentaristas, eu sou o AP e nada tenho a ver com os restantes comentários que desconheço as razões de quem os fez, mas fogem um pouco ao campo que gostaria de comentar este tema, aliás interessante. Nestas guerras eu não entro porque resultam dum assunto que está em efervescência. AP
Ter 15-09-2009 12:03
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Gostava de pedir uma reflexão aos simpatizantes do movimento de cidadãos. É curioso como é que um editorial que de uma forma franca, embora discutível, defende a postura de um partido, leva á imediata reacção violenta,despropositada e desproporcionada de alguém que não sabe o que é a Democracia. É tão baixo que faz posts quase de imediato para parecer que são várias pessoas. Uma vez que o artigo de alguma forma apoiava o PSD, isto mostra que a "besta" vem da área do PS e que é frequentador do site. Meus caros reflitam e pensem se se revêem nestas posturas e pensem para onde querem ir. Para o Engº Nogueira Ramos, embora não concorde com ele, um abraço pela coragem.
Ter 15-09-2009 17:21
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Quero manifestar o prazer que sinto pelas intervenções que estão a ser feitas. Nestas conversas em público aprendemos todos. E até agora não vejo incorrecções, cada um reagindo de maneira diferente, por vezes originadas por má leitura. Apesar de eu ser o único conhecido nesta animada conversa (pelo menos desconheço quem são os meus companheiros e pouco aliás me interessa saber), vou prolongá-la com uma insistência, até porque as minhas palavras estão a ser mal interpretadas. Com o meu editorial, quis essencialmente chamar a atenção para o facto de, nestas eleições autárquicas, se deve votar sem se olhar a partidos, já que os candidatos são todos da mesma área. Quem ganhar, será sempre uma equipe da área socialista. Já que é assim, então concentremo-nos nas pessoas, vejamos as suas qualidades e faça-se a escolha em função daqueles que melhor podem fazer pelo progresso do nosso concelho. É assim que farei. Não transmiti minimamente a minha intenção de voto, nem seria honesto em fazê-lo. Foquei em particular o PSD, porque foi o partido que abriu essa porta de liberdade, correndo naturalmente o perigo de lhe fugirem muitos votos. Nesse aspecto, e partindo do princípio que essa opção não foi feita inconscientemente, não foi um acto corajoso da sua parte? Quem não concordar, que levante o braço. JNR
Qua 16-09-2009 0:12
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Estas linhas dirigem-se agora ao sr. AP. Compreendo-o. Acontece que estas matérias políticas acabam por se discutir em alturas de eleições, pois é o momento em que todos nós lhe prestamos mais atenção e nos deixamos entusiasmar, a pensar no futuro da nossa terra. Claro, com o inconveniente de se ouvir alguns apartes desajustados, mas isso é natural na maior parte das assembleias vibrantes e abertas a todos. Terá que haver apenas alguma paciência em separarmos o trigo do joio. Fiquei na dúvida se concorda ou não com aquilo que chamei de democracia directa. Apontei as minhas razões, ainda que pela negativa: os partidos não são o bom caminho, por as opções ficarem reduzidas, "impostas" por quem tem interesses particulares, geralmente vindos de fora da terra (Coimbra ou Lisboa, no nosso caso), sujeitos a caciquismos, como temos visto no passado. Não acha razão suficiente? Claro que não há soluções óptimas, mas trata-se de uma a escolha entre duas alternativas. JNR
Qua 16-09-2009 0:14
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Caros amigos do movimento, caro JNR, quero em primeiro lugar felicitá-lo pelo editorial e pela coragem que demonstra. Em segundo lugar quero expressar a minha solidariedade e também expressar aqui a minha opinião pessoal que como é óbvio vale o que vale, é triste ver a "nossa" terra em "guerras" por "tachos" e "poleiros", é absolutamente ridículo e desprestigiante para o PS vir aqui criticar na tentativa de oprimir quem tenta realmente fazer algo de útil pelo Conselho de Góis em prol do bem comum, sim isso mesmo, BEM COMUM, estas "pessoas" não devem saber o que isso significa, mas o povo irá decidir em consciência. Meus Amigos o voto nas autárquicas só pode ser pelas pessoas, não existe outra forma, esqueçam lá os partidos e comecem a avaliar os candidatos..... Neste momento existem 2 fortes candidatos, existem prós e contras para os dois, e cabe-nos a nós eleitores decidir e avaliar o que melhor serve os interesses do nosso Conselho...Quanto a mim já decidi e não tenho qualquer problema em afirmar aqui publicamente, o meu voto é do Sr. Eng., não porque seja seu amigo ou que o conheça pessoalmente, mas porque já provou ao longo destes anos que é um Homem com capacidade para abraçar todo o Conselho e não só parte dele. Enquanto cidadão tenho este direito. Viva a Democracia !!!!
Qua 16-09-2009 10:40
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eu a mim paresse-me que tanto em gois como no resto do pais anda quase toda agente atrás de um tacho sujeitando-se a trocar de partido só para ter lugar garntido e diz que em prol da terra que se farta de fazer pela terra o que os outros não fazem mas eu acho que em Portugal a mediocridade é cultivada fala-se de tudo menos do que seria emportane para que as pupolações podecem ter melhores condições de vida mas essa mesmas pessoas só vão lá na altura das eleições porque durante os quatro anos que se seguem não ver se há agua se as estradas estão em condições se tem médico tudo o que faz falta para que as pessoas se encontrem bem nas suas terras mas como só há eleições de quatro em quatro anos as pessoas sofrem mas ninguem se emporta porque o lugar está garantido e asim vai a democracia em Portugal
Qui 17-09-2009 0:24
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Não tenho, por hábito, participar nestes foruns. Não porque os ache pouco importantes mas porque, à sombra do anonimato, há pessoas que destilam recalcamentos e ofendem terceiros sem perceberem sequer quanto magoam, principalmente quando nem sequer poupam a família daqueles que querem atingir. Desta vez faço-o porque me parece que a conversa está civilizada e porque gostaria de dar algumas achegas. Reparem que estes editoriais, por vezes cáusticos, poucos comentários têm provocado e este é o que se vê. Esta é a primeira reflexão pois poderá indiciar o perfil dos habituais participantes. A segunda, tem a ver com a questão dos empregos, dos "tachos" e "poleiros" que tantas vezes são referidos. Ser Autarca, implica uma disponibilidade total, 24 horas por dia, com prejuízo dos amigos e da família. Para quem tem um percurso técnico feito, e não dá muita importância à imagem mediática, os aliciantes não são materiais. No meu caso pessoal, posso afirmar e provar que o meu vencimento no Ministério da Agricultura é, significativamente superior, àquele que aufiro na CMG. Também tenho mostrado que não sou exactamente uma pessoa que me preocupe com o mediatismo que estes cargos sempre proporcionam. Também politicamente já perceberam que não pretendo qualquer "trampolim" para outro cargo. Estou orgulhoso e satisfeito pela minha carreira técnica e a política não faz parte dos meus objectivos. Então, porque me "meti" nisto? Primeiro porque adoro Góis, depois porque considero que posso fazer alguma coisa pelas pessoas deste Concelho e finalmente porque me preocupa os objectivos da outra candidatura mais forte (perdoem-me ser tão directo, mas aquilo que eu penso e respeito, naturalmente, aquilo que pensarem da minha). Agora, meus caros amigos. Por acaso pensam que foi fácil a minha opção? Julgam que se perdem as convicções, de uma vida inteira, de um momento para o outro? Claro que não e posso afiançar-vos que se sofre muito. Mas trata-se de eleições autárquicas e considero que, nestas, contam mais as pessoas que os partidos. Aliás, conheço muitos PSD que são mais socialistas que muitos PS e vice-versa. Por acaso será socialismo "escorraçar" quem pensa de maneira diferente? Será socialismo exercer pressões sobre as pessoas tentando condicionar o seu sentido de voto? Será socialismo jogar com o emprego (ainda que precário...) das pessoas? Será socialismo aproveitar os meios das instituições em seu proveito? Será socialismo..........Não, esse nunca foi o meu socialismo. E é por isso que percebo o sentido deste Editorial, mesmo não sabendo se me apoiam ou não. E é por tudo isto que ele provocou todas estas reacções. Sempre que alguma ideia se manifesta contra um dado sentido de voto, há que destrui-la com mais força, nem que se tenha que colocar quatro ou cinco comentários para parecer que são várias pessoas. Se se faz uma sondagem que corre num sentido, há que votar, em massa, em sentido contrário. Se o grupo "inimigo" tem 20 elementos, há que convocar 60 para intimidar mesmo que alguns vão cabisbaixos (mas têm que ir...). O problema é que eu conheço bem estes primos, porque já fui da mesma família...Um grande abraço! DIAMANTINO GARCIA
Qui 17-08-09-2009 9:42
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Claro que concordo com a democracia directa sr.JNR, mas não a vejo neste caso. Esta situação tem origem nas pessoas que se desponibilizaram e que, depois, o(s) partido(s) bem aproveitaram, não se trata duma evolução de mentalidades. Mas isto é outra história. Quanto à democracia directa (estádio adulto duma sociedade), é um assunto interessante para ser debatido nas suas linhas gerais e em abstracto, no meio de gente que sabe ou que quer aprender, como é o meu caso. De qualquer modo e pese embora algumas altercações difíceis de engolir, o editorial foi certeiro e oportuno para se avaliar o entendimento da nossa comunidade. É o meu entendimento. AP
Qui 17/09/2009 11:33
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O comentário do Engº D. Garcia, bem acolitado por JNR, este de forma disfarçada, é de um grande infelicidade, Dizer que está "satisfeito coa a sua carreira técnica e não com a política por não estar nos seus objectivos". Não engane os goienses. Não Vice-presidente da CMG e agora não se candidata a Presidente numa lista de vira-casacas, que nem despiram as "cores" para a campanha eleitoral: na mão esquerda a bandeira do PS (em baixo); na direita a do PS (levantada para ver se ...). Diga-nos aos menos o quê. Será assim que um técnico superior, logo tido como culto, credibiliza a política e honra os seus compromissos. HC
Qui 17/09/2009 13:02
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O debate autárquico deve incluir todas as forças concorrentes às eleições, pois só assim este ortal fará jus aos valores e princípios que proclama: apartidário, democrático e inclusivo. Um movimento que não exclua o livre pensamento dos cidadãos. As forças tidas por minoritárias estão mais despidas de segredos e interesses, o que contribui para o enrequecimento do debate e para a inclusão das Sáb 19/09/2009 1:45minorias. Aqui fica o reparo. Hernrique
Qui 17/09/2009 15:09
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Gostaria de indicar o blog do professor João Alves das Neves sobre a autora Regina Anacleto e sua obra voltada a Região da Beira Serra. www.joaoalvesdasneves.blogspot.com/2009/09/beira-seera-homenagem-escritora-regina.html. Atenciosamente, Fabiola
Qui 17/09/2009 17:51
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O comentário do Eng. Diamantino está aqui desenquadrado usando das faculdades do mero comentador o que não é verdade!... Ele é o candidato "detonador" de toda esta confusão que pretende confundir tudo. Isto não fica bem a um candidato à CMG nem à sua pessoa e, mostra bem, a sua intenção (escondida) e o seu caracter.Serafim
Sex 18-09-2009 11:39
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Após leitura atenta dos judiciosos comentários a respeito do Editorial em apreço, reitero a minha convicção de que, nas próximas eleições autárquicas, em Góis, não vão estar em confronto os dois principais partidos políticos, doutrinariamente muito próximos (distintos, mas não distante), mas os seus respecivos cabeças de lista, individualmente considerados, os quais, perante o eleitorado, terão de fazer valer os seus trunfos pessoais, tudo fazendo crer que será na área da cultura que se vai apurar o vencedor. Deus queira não me engane, a bem de Góis, a menina dos meus olhos! JCN
Sáb 19/09/2009 1:45
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Gostava de informar,que no dia 26 de Setembro vai ser feita a inaugoração da Casa de Convivio em Amiosinho,com a visita honrosa do Exm.Sr.Presidente da Câmara Municipal de Gois, bem como do Presidente da Junta de Freguesia de Alvares. Deste modo, estam todos convidados a participar nesta festa,muito importante para Amiosinho. De referir o empenho notável,da Comissão de Melhoramentos que tudo fez, para pôr esta \"obra\" edificada.Parabens! Jorge Castro
Sáb 19/09/2009 11:39
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É verdade! A lista de "Independentes" tem 2 bandeiras (como o afirma um comentarista): na mão esquerda a do PS e na direita a do PSD. Mas nenhuma delas no coração! Com políticos destes não se credibiliza a política, já tão descredibilizada. Deste modo, os Goienses não devem "levar a carta a Garcia". Os militantes PSD foram arredados por "hélice" de cataventos. Devem votar NULO. Pensem bem. Há trunfos que não são triunfos!!! Mão fechada com seta ninguém sabe o que é... Góis quer "cultivar" a verdade. JH
Sáb 19/09/2009 15:12
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Editorial
Um sonho
Tive um sonho. Acordado e de olhos abertos.
Sonhei que o candidato que acabara de ganhar as eleições em Góis, tinha apresentado um programa eleitoral que não preenchia sequer uma página A4. Continha cinco promessas, cinco apenas:
1- Que seria presidente de todos, não satisfazendo apenas a sua clientela partidária.
2- Que manteria um diálogo aberto com toda a sociedade, iniciando um novo ciclo político, desempoeirado e descomplexado, sem quezílias nem azedumes.
3- Que colocaria no site oficial uma informação regular, transparente e atempada, sobre as decisões importantes camarárias e das respectivas justificações.
4- Que ouviria regularmente a opinião dos representantes de todas as classes sociais (dos comerciantes, dos industriais, das associações, dos regionalistas, da escola, da área da saúde e demais instituições) sobre os projectos estruturantes e necessidades do concelho.
5- Que, como projecto prioritário, lutaria pelo estabelecimento da identidade concelhia, na base da sua especificidade, dos seus valores históricos e tradições.
Quanto ao resto (os macadame e cimento, os saneamento básico e qualidade da água, os campo de futebol, casa de cultura, museu e outras coisas mais necessárias ao bem-estar, que todo o putativo candidato de Bragança a Faro promete), ocupava apenas um pequeno parágrafo: que seria feito de acordo com as possibilidades financeiras conseguidas. E ponto final.
Foi apenas um sonho. Um sonho em que os goienses iriam passar a viver em plena democracia, que o nosso principal representante autárquico era respeitador e se dava ao respeito, com quem se poderia ter confiança e se iria colaborar no seu trabalho, para bem de todos.
JNR
Editorial
Ao ler as entrevistas que os candidatos acabam de dar ao Diário das Beiras (e sem questionar as suas ideias ali expostas) manifesto a minha desolação por ambos se esquecerem de dois pontos que, segundo a minha opinião, não podem ser menosprezados, se queremos "mudar" Góis.
O primeiro diz respeito à acção que podem e devem ter os muitos goienses não residentes em Góis, sobretudo os regionalistas. Não vale a pena aqui recordar a sua importância, tantas vezes ela tem sido exprimida, evidenciada e reconhecida (aconselha-se, a este propósito, o oportuno artigo de Adriano Pacheco no Jornal de Arganil desta semana).
O outro é a identidade de Góis, aquilo que faz o nosso concelho ser diferente de outros. Meu Deus!, ares bons, serras boas, condições boas para o lazer e actividades lúdicas, é o que mais abunda por toda a região da Beira Serra e não só. Cada vez é maior a faixa de turistas, ou dos que querem mudar de poiso, que procuram o diferente, o original, a diversidade e para quem a cultura (e não somente o ar ou a água) é importante.
A identidade concelhia, baseada no nosso passado, na história, nas tradições, na cultura, na revitalização do centro histórico (ele está muito escondido e votado ao desprezo, mas existe e tem real valor!) diferencia-nos dos outros. Temos que investir nessa área, alindar o que está depreciado, corrigindo-se os erros cometidos, e depois fazer uma correcta divulgação (fora e …dentro do concelho, com a tomada de consciência dos residentes). Sem esquecer que os investimentos nesta área são altamente reprodutivos.
Faço votos para que tenha sido apenas um lapsus memoriae na entrevista dos candidatos. E com esperança de esses aspectos virem a ser considerados, não só nos seus programas, como também quando ocuparem as cadeiras dos dois primeiros vereadores no próximo elenco camarário, independentemente do seu lugar hierárquico (julgo não ser descabida essa previsão, no momento em que não tenho conhecimento de mais outra força partidária concorrente).
JNR
Editorial
Estamos em vésperas de um novo acto eleitoral que decidirá quem vai estar ao leme dos destinos da nossa autarquia.
Se, por um lado os dois cabeças de lista com possibilidades de ganhar a câmara são sobejamente conhecidos, quer como pessoas, quer como pela sua experiência autárquica, também não é menos verdade que deles se espera uma governança mais moderna e desempoeirada.
Na verdade a responsabilidade de um presidente da câmara não é cuidar do dia a dia das coisas menores mas, pelo contrário, concentrar-se nas grandes metas e estratégias com que deve ter tido o cuidado de se aprovisionar quando decidiu candidatar-se.
Por outro lado um espírito de abertura à sociedade civil é algo que deve estar na mente de um presidente da câmara. Saber ouvir, saber o que pensam os munícipes, saber mantê-los esclarecidos dos projectos e metas que pretende atingir é algo que não pode descurar.
Em poucas palavras. Saber inspirar confiança.
Por outro lado as autarquias, mesmo as de menores dimensões, vão-se tornando pesadas máquinas burocráticas que absorvem recursos, muitas vezes de retorno duvidoso.
Fazer uma introspecção e análise do seu funcionamento será algo que uma administração esclarecida e moderna não pode deixar de, permanente, ter em mente.
Editorial
A situação política em Góis
Apresentadas que estão as duas listas concorrentes aos diferentes postos da administração local fácil é ver as dificuldades das duas candidaturas em relação ao seu discurso político.
Uma das candidaturas, que envolve a dissidência política de autarcas do PS, que concorrem como independentes pelo PSD mas reafirmando as suas inalteradas convicções socialistas.
A outra, que envolve elementos de longa data pertencentes às hostes do PS, mas que enfrenta um discurso político ambivalente. Enaltecer o PS e criticar a obra dos dissidentes.
Ambas as candidaturas tentam a quadratura do círculo.
Uma convencer o eleitorado que a mudança de cor partidária nada teve a ver com ambições pessoais, mas apenas com os interesses da grei.
Outra convencer que é capaz de fazer melhor governança que aquela que o seu próprio partido realizou nos últimos 8 anos.
Ficamos a aguardar os debates e a campanha que cada candidatura coloque em marcha, para que os eleitores resolvam as interrogações que as duas candidaturas nos propõem.
Editorial
O desenvolvimento de Góis
No período pré-eleitoral em que nos encontramos será justo que os partidos que concorrem ao acto eleitoral autárquico reflictam e possam dizer o que pensam em relação às seguinte perguntas.
Por que razão Góis não se desenvolveu, acompanhando o progresso dos municípios que lhe são vizinhos? O que fazer para o corrigir?
Haverá pois que fazer uma primeira análise de quais foram as políticas seguidas (se existiram), quais os estrangulamentos encontrados e o que foi feito e aquilo que deveria ter sido feito.
Só após esta análise e estabelecidas quais são as reais potencialidades do concelho, se poderá não só corrigir o que, eventualmente, não foi feito ou o que teria e deveria ter sido feito de uma forma diferente.
Baseadas neste raciocínio metodológico e racional das realidades sócio-económicas do concelho é que poderá surgir uma verdadeira política estruturada, que não seja apenas um alencar de obras a realizar e umas quantas vagas ideias de como efectuar o seu desenvolvimento. Haverão que existir planos, metas e a sua calendarização.
Não esquecemos que o município gastou alguns milhares de euros para elaborar, com assessoria externa, uma análise/plano sobre o assunto e seria bom resgatá-lo do fundo da gaveta, onde julgamos que lá resida, já que dele não se conhecem notícias desde que foi feita a sua apresentação pública. Talvez o resgate fosse um ponto de partida, se é que o estudo apresente alguma qualidade prática.
Hoje em dia um simples alinhavar de obras e piedosas intenções, não pode servir para fundamentar uma estratégia para o desenvolvimento, seja qual for o segmento da sociedade à qual se destina.
Por tal aguardamos com expectativa os programas do PS e do PSD.
Editorial
Foi apresentada a equipe candidata pelo PSD, às próximas autárquicas. Ficámos a saber os nomes das pessoas candidatas aos diversos escalões autárquicos.
A apresentação foi feita no parque do Castelo em que estiveram presentes altos dirigentes do PSD e diversos autarcas de concelhos limítrofes, tendo-se verificado o figurino habitual destas apresentações. Exaltação das capacidades próprias e o exorcizar da candidatura oponente.
Da candidatura do PSD já se conhece pois a equipe que se propõe a conquistar a Câmara Municipal. Aguarda-se o anúncio da equipe de PS.
Fica ainda a faltar que as candidaturas apresentem ao eleitorado os seus programas, programas esses que serão importantes para muitos eleitores decidirem o seu sentido de voto.
Considera-se que um bom programa deverá ser apresentado bem estruturado, no espaço e no tempo, com metas credíveis e articuladas que, por si só, revelará a estratégia global que cada partido propõe a concretizar no mandato.
Do binómio equipa e programa, e da forma como cada partido consiga levá-los ao eleitorado, acreditamos que será a pedra de toque que levará a conquista dos votos dos indecisos que, estamos certos, serão aqueles que ditarão quem vai ganhar ou quem vai perder as próximas eleições.
Esperamos uma campanha eleitoral viva e esclarecedora.
Comentários:
Não convence os outros... quem não acredita em si próprio. JCN
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A mudança de partido, em nada mudará a já conhecida inércia destas pessoas que nos últimos tempos tem gerido a CM Góis. Podemos pois dizer que a equipa do PS é aquela que ainda pode gerar alguma expectativa.
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De facto como é que alguém pode prometer para o futuro, aquilo que nunca concretizou no passado. É caso para dizer que os três do Castelo são um autêntico deserto de ideias e apenas procuram emprego para eles e para a família.
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Mas que fez esta gente no passado?
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Editorial
O relógio do tempo não cessa de avançar. As eleições, em que os cidadãos vão ser chamados a dar o seu voto, estão em contagem decrescente. No momento em que escrevemos este Editorial faltam 83 dias para as legislativas e 97 para as autárquicas.
O tempo urge para que os diferentes partidos, especialmente os que se encontra no arco do poder, definam os seus programas e quais as figuras de proa que encabeçarão o próximo governo.
Vivem-se tempos difíceis e é importante que os cidadãos expressem a sua vontade pelo voto, apoiados numa informação política em que os argumentos que se exprimam na arena política estejam subordinados à verdade. Verdade nos argumentos. Verdade nas promessas eleitorais.
Só assim o eleitor, que não estando na órbita de qualquer partido, poderá, em consciência, definir o sue sentido de voto. São esses votos que designarão quem ganha e quem perde.
Nós por cá e no que se refere às autárquicas, continuamos à espera dos programas e das equipes que se candidatam às autarquias.
Sabemos que, em eleições locais, os partidos e as suas clientelas estão mais desguarnecidos em relação ao sentido de voto.
A personalidade, a qualidade do discurso e a coerência das propostas serão mais importantes que a cor rosa ou laranja que possam ostentar.
Editorial
Quando recuperamos um anúncio de 1930, já lá vão 79 anos, verificamos que, naquela altura, se anunciava a "Pensão - Hotel Goiense, com magnifico serviço de cosinha, luz eléctrica e campainha em todos os quartos. Todos os dias das 20 às 23horas…autentico caril… automóveis de aluguer Citroen e Chevrolet" verificamos quanto a vida goiense da época já seria sofisticada.
Será que Góis progrediu?
Certamente que sim, pois a avalanche do tempo não deixa que nada fique exactamente come estava.
Mas será que evolui de uma forma harmoniosa?
Aí temos algumas dúvidas pois o seu tecido humano, o seu tecido industrial, a sua capacidade de empreendorismo parecem hoje ser uma sombra do que já foram no passado.
Talvez tudo seja a nostalgia de um anúncio, velhinho de quase 80 anos, do hotel que tinha porteiro fardado, e... " Genuínos Frangos de Churrasco, à Cafreal, com aviso de uma hora…"
Editorial
Marcadas as eleições autárquicas para 11 de Outubro, nós por cá vamos aguardando, com certa impaciência, que os candidatos já alinhados apresentem as equipes com que se apresentam ao eleitorado.
Quando o fizerem teremos uma visão daquilo que propõem para o concelho que, juntamente com os seus programas, nos darão uma perspectiva do futuro que propõem para os próximos quatro anos.
Fazemos votos para que se apresentem duas fortes equipas, apoiadas em programas bem estruturados e credíveis.
E que os saibam difundir e defender.
Com isso todos teremos a ganhar. Primeiro porque se assistirá a uma votação mais esclarecida; em segundo lugar porque, vença quem vencer, ficaremos bem servidos, com boas equipas, apoiadas em bons programas.
Daí que se possa justificar a nossa impaciência.
Editorial
Um novo ciclo político, que teve como epicentro as eleições europeias, parece estar a atingir o país.
No campo político nacional começa a falar-se de uma forma diferente como se vê, citando o Diário de Notícias, "um Sócrates que prega as virtudes da "humildade".
É verdade que o espectro político foi baralhado, que novas posições políticas estarão na forja e, o que antes pareciam dados adquiridos, encontram-se hoje em plena efervescência.
O mesmo fenómeno, cremos, se passará ao nível local e, nomeadamente, no nosso concelho.
É certo que o nosso caso tem certas particularidades, como a migração política entre partidos, mas acreditamos que aqueles que apostavam e davam como certa a vitória de uma das candidaturas em aberto, estarão agora a rever os seus cálculos e a tentar decifrar o que significam os resultados registados nas europeias.
Como já vimos defendendo impõe-se que os partidos, também a nível local, publicitem e abertamente discutam os programas ou propostas com que se propõem ao eleitorado, como aliás recomenda o Presidente da República - "Tudo aquilo que influencia fortemente o futuro dos portugueses deve ser objecto de debate das eleições que se aproximam. Cada um irá apresentar as suas propostas. É muito importante que os portugueses conheçam as propostas de cada força política."
Julgamos que também no nosso concelho a melhor forma de ganhar uma eleição é apresentar propostas bem construídas e saber defendê-las com verdade e coragem.
Editorial
Ao escrever-se um editorial uma coisa terá de se ter como certa. Ou se trata de um assunto mais ou menos inócuo, como discutir o sexo dos anjos, ou se escreverá algo que agrada a uns, mas não agrada a outros tantos.
Daí advir uma responsabilidade acrescida para quem os escreve. O dever de o fazer com um espírito aberto para que aquilo que se escreve reflicta um pensamento, conjugado com os princípios éticos que a todos devem obrigar.
Evidentemente que se aprecia que se faça a crítica, se discorde, se contradiga. Para isso é criado o espaço em que qualquer um o possa fazer.
Mas é essencial manter o nível a que essa crítica se faça, mesmo que de uma forma desinibida e menos formal, garantindo a urbanidade e uma linguagem apropriada e digna dos assuntos tratados.
O desviarmo-nos destas regras rapidamente nos faria cair na linguagem que, repetida e infelizmente, vemos usada em blogs e mesmo em alguns jornais ditos de referência.
Esse tipo de críticas em nada adianta para uma melhor compreensão dos problemas que estejam a ser tratados e discutidos. Geralmente focam temas alheios à discussão e, quantas vezes, são puros exercícios de maledicência ou malevolência.
Assim não há progresso e não se avança no entendimento das questões que tenham sido abordadas.
Queremos que este espaço seja uma área em que se afirmem ideias e convicções ao serviço de uma sociedade mais livre, justa e próspera.
Editorial
Sócrates em Góis
Segundo a notícia publicada no Diário de Notícias o primeiro-ministro José Sócrates acompanhado por outros membros do Governo estará amanhã em Góis para assistir ao lançamento de concursos públicos para as RNG - Redes de Nova Geração - em fibra óptica.
É relevante para o concelho que o primeiro-ministro venha aqui celebrar tão significativo acto público.
Sob o ponto de vista da política local será interessante verificar a presença, ou a não presença, dos dois autarcas dissidentes e em exercício à cerimónia que aqui se vai realizar.
Julgamos que para eles se colocará um certo dilema.
Se comparecem estarão a aplaudir aquele que, até há bem pouco, seria o seu chefe político e, actualmente, adversário da sua nova militância já que concorrem por um partido da oposição. No mínimo sairão constrangidos da fotografia.
Se não comparecem alheiam-se de um acto que, de certa forma, vai dar alguma projecção ao nosso concelho, normalmente tão esquecido no todo nacional. Igualmente não sairão bem na fotografia, até porque nela não figuram…
Esperemos para ver o que acontece mas não se acreditará em baixas por doença numa altura como esta.
Seria bom que o concelho de Góis não se ficasse pelo simbólico lançamento de concursos de RNG's mas que, no rasto da fibra óptica que por certo cá também passará, iniciativas empresariais viessem a ser por aqui implantadas.
Comentários:
A questão da fibra óptica pode ser apenas um factor circunstancial na leitura política que podemos fazer desta visita. Parece-me que a distrital de Coimbra estará atenta à situação do PS local e esta visita não é de todo ingénua... Mas, já agora, que se aproveite a \"onda\" e se entregue a JSocrates um cartão de visita do nosso concelho para que ele se lembre que AQUI tem um concelho com óptimas condições para implementar as tão badaladas energias alternativas. Biomassa, painéis solares.. que poderiam criar novos e qualificados postos de trabalho. IS
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Ao ler o vosso editorial, tenho de vos manifestar a minha surpreza vindo de um movimento de cidadãos que merecem a minha consideração e respeito. Claro que vou estar presente para receber o sr Primeiro Ministro. Claro que vou bater palmas porque vem anunciar algo que é importante para o País e, também, para Góis. Claro que sinto pena que não tenha vindo noutras ocasiões. Julgo ser esta a minha obrigação enquanto vice-presidente da CMG e estou convicto que é isso que os Goienses esperam de mim.Qualauer que fosse a origem política do sr Primeiro Ministro, lá estaria. Porque é nessa condição que ele cá vem (ou não será?). Da mesma forma, se a mesma pessoa voltar (o que não acredito...) como Secretário Geral do PS, não estarei presente, como me parece ser lógico. O facto de ser candidato independente pelo PSD às próximas eleições autárquicas, convite que é uma honra e muito me orgulha por ser, para mim, a prova que em toda a minha vida nunca distingui as pessoas pelos seus credos, cores, convicções políticas, nada tem a ver com a situação actual de vereador a cumprir, com
lealdade, o mandato para que fui eleito.Estou à disposição de vossas ex.as para vos tirar quaisquer dúvidas sobre o meu comportamento actual e futuro e espero ter contribuido para o vosso esclarecimento que acredito tenha sido inocente. Diamantino Garcia
"Nota do Movimento
Evidentemente que o nosso editorial fazia apenas uma apreciação politica e não uma apreciação pessoal de quem quer que seja. No domínio da política é perfeitamente admissivel que qualquer pessoa mude de cor politica quando cada um sinta que a ideologia subjacente ao partido em que militava deixou de merecera sua confiança. Muitos de nós fomos de extrema esquerda enquanto jovens para, com o amadurecimento da idade, ancorámos em outros tipos de ideologias políticas.
A questão é que, pelas aprarências, não terá sio isso que se terá passado no caso presente. Como veio a público houve uma reunião partidária a que membros com direito à sua participação não compareceram e, se acriditarmos no que ouvimos afirmar ao presidente da distrital do PS, este se recusou a avocar a designação do candidato e, assim, recusando contrariar a decisão da comissão política local. Isto faz toda a diferença com que nós, aqui no Movimento, olhamos para a cena política e para os seus actores. Se os factos vindos a público não correspondem à realidade e assim induzindo uma errada interpretação, apenas no resta pedir desculpa, já que alguém nos fez, pela perentória declaração que ouvimos, laborar em erro. Terminamos declarando que os interesses partidários não têm para nós, como Movimento, qualquer interesse, indo mais pela filosofia de Deng Xiaoping - não me interessa que o gato seja branco ou preto, o que interessa é que cace ratos! "
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Parece evidente que quem veste outra camisola com o jogo ainda a correr se sujeita a interpretações controversas. Se o árbitro marcar um penalti o que vai o marcador fazer? Favorecer o seu novo clube, chutando para fora, ou marcando por aquele em que ainda é efectivo, embora já com a camisola trocada? Salvo melhor opinião é esse o dilema que o editorial pretende retratarr.JM
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O vosso movimento de cidadãos (!) aparentando ser apartidário, perde toda a credibilidade com editoriais deste tipo, e com comentários ainda piores como o que acima se lê. Isto porque Vªs Exªs dizendo ser espectadores, por aquilo que demonstram saber dos meandros partidários, são, ou estão mortinhos por ser, actores de primeira linha. Não há nenhum mal nisso, aliás já o fizeram nas últimas eleições (lembram-se?!), têm é que o dizer abertamente e não estar escondidos atrás de biombos mais que transparentes. Não queiram pois parecer a avestruz, que ao tapar a cabeça, julga estar protegida... Aliás vocês parecem-me cada vez mais o PCP mais a sua estratégia cunhalista de criar satélites tipo "os Verdes" , intersindical, etc. Vocês são um braço político de um certo PS e fazem o jogo a esse grupinho de forma contínua. Sejam honestos pois, na sua forma mais pura e respeitável que é a honestidade intelectual, e não tentem tapar o sol com uma peneira, porque não me parece que tenham estaleca política para se meter em determinadas "guerras". E não encham a boca com o suposto interesse pelo desenvolvimento de Góis, porque o v/ grupo, pela qualidade e quantidade dos envolvidos, acrescentando o seu crescimento nulo ou negativo, não tem capacidade para ser ouvido sequer nessa matéria. Não tem obra, não tem pensamento, não tem credibilidade, ou seja, não existe. Evitem por isso envolver-se em assuntos que não vos dizem respeito, nomeadamente nos processos de escolha partidária ou no escalonamento de listas eleitorais, porque esse não é assunto da vossa lavra, ou da vossa competência. A não ser que deixem cair a máscara e, nesse caso, assumam-se como homens e mulheres com pensamento político independente ou partidário, goienses com interesse pela sua terra dando o corpo ao manifesto por um projecto, uma ideia ou uma intenção que seja. Nesse caso seriam, óbviamente bem vindos à discussão e ao combate. Haja pois coragem para o fazer, porque o vosso movimento mais parece um nado-morto que já devia ter sido enterrado há muito, dado que não conseguiu dar um único contributo válido a Góis ao longo de mais de seis anos de existência, negando assim tudo quanto era o seu primordial objectivo. Pensem nisso e não contribuam para dividir ainda mais os Goienses, porque é assim que alguns incompetentes têm reinado em Góis, por décadas
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"Nota do Movimento"
É velha a táctica.
Quando não se têm argumentos enxovalha-se o adversário. Neste caso procura enxovalhar-se o Movimento Cidadãos por Góis.
Por tal haverá que fazer um pouco da história deste Movimento
Na sua génese esteve a evidente apatia pela coisa publica, entregue apenas aos elencos partidários e procurando interessar a sociedade civil pela coisa pública.
Nesta ordem de ideias o seu primeiro acto após a sua constituição formal foi solicitar uma audiência com o Senhor Presidente da Câmara para apresentar o Movimento e convidá-lo para a sua primeira acção pública que foi a homenagem à saudosa pintora Alice Sande, na qual foi orador um respeitado cirurgião de Coimbra. A contribuição da Câmara para o evento foi zero.
Também efectuámos uma sessão de homenagem ao mineiro e editámos um livro sobre o assunto. A contribuição da Câmara foi igualmente zero. Mais. A não ser que qualquer benemérito tenha oferecido um exemplar à Biblioteca Municipal ele lá não estará catalogado, já que a Câmara não adquiriu um único exemplar. Aqui a proverbial contribuição da Câmara para o evento e para a edição do livro foi, como facilmente se calcula, zero.
Em assuntos financeiros só conseguimos despertar o interesse da Câmara quando solicitámos a cedência da sala da Biblioteca para uma reunião para recebermos uma factura da Câmara pelos serviços prestados!
Acresce que nós nunca nos candidatámos a nenhum subsidio camarário, como outras associações do concelho se candidatam, pois o clima hostil era evidente e manifesto.
É evidente que perante a falta de colaboração e hostilidade camarária, que intimida a adesão ao nosso Movimento, desenvolvemos outros meios que as modernas tecnologias põem ao nosso dispor. Sem elas este Movimento estaria reduzido ao mais completo silêncio, pelo evidente boicote de quem teria por dever proporcionar o debate de ideias.
Assim o nosso concelho dispõe de dois sites que o dignifica.
Se quiser saber alguma coisa sobre a história de Góis, das personagens ilustres que nos antecederam, dos factos relevantes da sua história escusa de procurar no site da Câmara ou de qualquer outro, porque nada encontra. Tem de recorrer ao site Cultura do Movimento.
Noutro site nosso são expostos os acontecimentos do dia a dia e, por uma forma directa e indirecta, se procura chamar à atenção da sociedade civil para os problemas que a afligem. Evidenciamos também o interesse pela cultura, como o "Bom português", efemérides mundiais e de Góis.
Hoje as tecnologias de informação permitem que se possa ajudar a moldar e esclarecer a opinião pública sem que para isso tenham de ser montadas organizações envolvendo um número apreciável de pessoas e meios.
Assim um Movimento como este pode exercer a sua função, que se mede pelos milhares de visitas já registadas nos seus sites.
No passado a acção hostil da Câmara liquidaria este Movimento em pouco tempo. Bastaria não o apoiar e ir demonstrando aos seus associados que tal não era visto com bons olhos.
Felizmente com os meios que dispomos hoje já tal não é possível. Ninguém pode controlar aqueles que visitam os nossos sites e nele e sobre ele emitem opinião. Isso contrariará porventura certos saudosistas que não prezam ser apreciados por uma forma independente e crítica. Esses preferem o enxovalho como arma de guerra.
Este Movimento está interessado em organizar debates públicos em que os partidos concorrentes às eleições autárquicas debatam publicamente os seus programas. Com isso o que se pretende é que o eleitor fique mais esclarecido e decida o seu voto. Já dirigimos convites informais aos dois partidos que, até agora, se perfilam como concorrentes à autarquia, a que se seguirá um convite formal.
Evidentemente que dependerá da vontade soberana dos partidos acederem ou não ao nosso convite.
Uma coisa será certa. Pelo teor das respostas ficará evidente quem adere ao combate eleitoral aberto e responsável ou quem se refugiará em qualquer formalismo de ocasião.
Por muito que custe a quem quer que seja este Movimento, terá uma postura que não compactuará nunca com a hipocrisia política. Apenas pretendemos o bem de Góis, sem olhar á cor partidária.
Rebatam as nossas opiniões com argumentos valiosos, prudentes e sábios.
Seremos os primeiros a dar o braço a torcer.
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Os comentários anteriormente feitos não me podem deixar de fazer uma reflexão. O diálogo estabelecido entre um candidato à Presidência da Câmara Municipal, figura pública e político no activo, e o Movimento, uma voz representativa da sociedade civil, feita nos termos elevados como está a ser feito, é um indício claro da mudança que a nossa sociedade está a ter, com elevação do seu grau de democracidade e de convívio. Não se julgue como coisa de menor importância, tendo em vista o que ocorreu nos últimos tempos, um período dos mais desprestigiantes da história democrática de Góis. O Movimento, com o conjunto de cidadãos que lhe deram e lhe dão voz e apoio, está de parabéns e deve sentir-se recompensado pelo esforço feito. Só o facto de os políticos e pessoas credíveis lerem, comentarem e dialogarem com civismo com ele, é um sinal significativo dessa mudança. E, com o tempo, serão cada vez menos os esgares dos que continuam a esconder-ser no anonimato, atormentados ainda pelo medo de mostrarem o rosto. Os goienses atentos devem certamente pressentir, ao ouvir as palavras e o comportamento social dos dois candidatos que até agora já se apresentaram a público (e esperemos que outros mais apareçam), que uma nova página está a ser virada na nossa vida política. É um novo discurso e uma maneira nova de estar na sociedade. JNR
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Seria supérfluo enumerar aqui as novidades que a Internet trouxe à nossa vida quotidiana. E até que ponto a revolucionou consideravelmente de há uma dezena de anos para cá. Em termos de comunicação, como de acesso a inúmeras fontes de informação e de documentação, nomeadamente.
Duas das novidades constituem uma ruptura evidente em relação à história dos media. A primeira é a que permite ter acesso à informação de actualidade em tempo real, qualquer que seja o ponto do mundo onde nos encontremos. A outra é a que, graça à interactividade, torna possível a intervenção "cidadã" nos temas de actualidade. E uma ilustração particularmente evidente é a das reacções dos internautas nos sítios que emanam dos media.
(Transcrição do Diário de Notícias de 30/05/2009, enviada pelo Movimento)
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A auto-suficiência ou displicência com que o poder autárquico olha para as associações de cidadãos interessados e disponíveis para participarem no desenvolvimento das respectivas regiões e comunidades é a prova mais flagrante dos malefícicios que o seu incontornável autismo está causando às populações que de boa-fé lhe deram o seu voto de confiança, elegendo-o. Há que saber ouvir e aproveitar as sugestões e recomendações dos movimentos de cidadãos.. não movidos por quaisquer interesses de duvidosa legitimidade. O poder local não constitui um fim em si mesmo. Só tem razão de ser ao serviço da comunidade civil. Inequivocamente!JCN
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Comentando a medida implementada pelo Governo, aplaudo-a e acho-a de grande importância para o desenvolvimento do país e, mais concretamente, da região. Mas vejamos uma coisa: não seria mais importante o Governo fazer um investimento para cobrir todo o concelho de Góis com uma boa rede de esgotos e uma boa rede de ETAR\'s? Um concelho em plena desertificação como o de Góis, necessita de algo que fixe as pessoas. E ter grande parte do concelho com fossas sépticas, água mal-tratada e dejectos a serem lançados directamente no rio, não é propriamente um factor atractivo para uma pessoa se fixar no mesmo. Além disso, penso que a fibra óptica podia esperar mais uns bons anos, pois o concelho já é servido por um bom serviço ADSL e até mesmo de Banda Larga Móvel. Mas pronto, concerteza a UE faz estatísticas para a quantidade de território coberto por Fibra Óptica, mas para a quantidade de território coberta por Saneamento Básico já não. P.S.: Não sei se o problema já foi resolvido, mas não me foi possível submeter uma mensagem no debate sobre fixação de jovens. Cumprimentos e continuação de bom trabalho. Tiago Rodrigues
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Editorial
Confirmada a candidatura pelo PSD de Diamantino Garcia coloca-se perante do eleitorado uma escolha entre candidatos que já foram co-partidários e agora militam em campos opostos.
O facto não é novo, mas não deixa de colocar problemas delicados que o eleitorado tem a obrigação de ponderar.
Em primeiro lugar eleger os nossos representantes autárquicos não deve ser encontrar um emprego para quem quer que seja.
Em segundo lugar o eleitorado terá de atentamente considerar os argumentos que o candidato, que muda a sua alteração partidária apresenta e que justificam a sua mudança.
Essa consideração é importante para se avaliar as motivações que o levaram a dar tal passo.
Ele será plenamente atendível se apresentar razões políticas credíveis para tal atitude e, ao mesmo tempo, uma equipe e programa críveis.
Daí dependerá, cremos, fidelizar os votos do PSD em que alguns o verão como o recente adversário político e que agora encabeça a sua bandeira partidária.
Por outro lado a sua opositora, e antiga correligionária, terá que esclarecer o seu eleitorado de como foi possível que tal dissidência pudesse acontecer dentro das suas hostes políticas, que, inevitavelmente, terá deixado feridas profundas
Essa explicação é importante para o eleitorado compreender que pode constituir uma equipa coesa e que não se irá afogar em futuras guerras intestinas.
Esta campanha, pela situação política criada, terá que exigir dos candidatos um leque de explicações mais alargadas, do que as que uma situação, dita normal, pode requerer.
Não basta um programa e uns quantos comícios mais ou menos frequentados para gritar as palavras de ordem.
Os esclarecimentos terão de ser mais detalhados e profundos. Isto se se pretender um eleitorado que vota esclarecido e não, e tão só, ganhar uma eleição.
Comentários:
Quem não tem fé nos seus próprios ideais políticos, ou seja, quem não é capaz de coerentemente se bater ou até morrer por eles... não merece crédito do ponto de vista eleitoral. É que governar é, no fundo, acreditar. Esta é uma regra de ouro da actuação política. A mística tem mais força que a razão. Pobre de quem vende as suas crenças de índole político-doutrinária por um prato de lentilhas!
João de Castro Nunes
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A situação politica em Gois,não é agradavel.
Que eu me lembre nunca vi no Distrito de Coimbra de militantes e simpatizantes do PS,mudarem para listas do PSD,em quantidade e qualidade é alarmante alguma coisa vai mal no PSGois.
Vamos aguardar as listas para as freguesias e Presidencia da CMG,para depois eu escolher.
Mas por favor não me tragam outra vez o Dr. José Cabeças para presidente da Assembleia Municipal de Gois
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Este Portal, nas "Escolhas da Semana", aconselha hoje a leitura do novo livro - Obama, Os segredos de uma Vitória -, fazendo ponte com as próxims eleições autárquicas.
Permitam-me sugerir também a leitura (ou novas leituras) de um outro livro, que, em tempos idos, era "obrigatório" nas nosas escolas - O Conde de Abranhos.
O manuscrito de Eça andou escondido nas mãos de Ramalho Ortigão durante muito tempo. Vivendo numa época em que a honorabilidade era uma virtude corrente,Ramalho julgava que caricaturar publicamente uma personagem política, do modo como o foi o Alipinho, embora figura imaginária de novela humorística, era desprestigiante para a sociedade portuguesa. E o rascunho de Eça, feito a lápis, só viria para a luz pública, em forma de livro, quase meio sécilo depois.
Pela sua plena actualidade, vale a penas lê-lo ou relê-lo. Dispõe bem , é uma aragem de ar freco para mentes doentias e pode ajudar aguns, a melhor compreender o comportamento humano, nas suas fraquezas e ridicularias.
JNR
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Editorial
Com o anúncio de que o vice-presidente da câmara em exercício, eleito pelo PS, se vai candidatar à presidência da câmara pelo PSD, não deixa de colocar, na política local, questões interessantes.
Uma primeira questão.
Será que o actual vice-presidente em exercício sufragará, dentro do actual ciclo, a política que será seguida dentro da linha do PS, pelo presidente da câmara ou passará a ser oposição, apoiando as posições, dos seus agora correligionários, do PSD?
Uma segunda questão.
Na pré-campanha que se avizinha passará a denunciar os "malefícios", invocados pelo PSD na gestão autárquica do PS, de que ele foi um dos responsáveis?
Uma terceira questão.
Será de prever um "cocktail" PS-PSD na sua lista de candidatos de modo a potencializar eleitorados normalmente afectos ao PS?
Uma quarta questão.
Onde pára a coerência política que pode levar um cidadão a disponibilizar-se, dentro de um tão curto período de tempo, a ser candidato a candidato pela sua área política, para logo a seguir se apresentar como seu adversário?
Uma quinta questão.
Como irá o actual presidente da câmara apoiar a candidatura do seu partido, o PS, sabendo que, na sua gestão, tudo fez para a despromover e desmotivar a actual candidata?
Uma sexta questão.
Como irá reagir a "nomenclatura", há muito enquistada no PSD, se não lhe oferecerem posições que considere condignas?
Por tudo isto achamos que as próximas campanhas irão dar respostas interessantes às questões que agora colocamos e a muitas outras que o tempo se encarregará de despoletar.
Comentários:
Tem razão
Os Primeiros presidentes da CMGois,após 25 de Abril,tinham ligação a Gois.
Como sr.Fernando Carneiro e depois sr Vitó Depois o PS foi buscar candidatos ao CDS 1º Engº Nogueira Pereira 2ª Dr.José Cabeças.
Quem serviu de muleta para eles todos foi sr.Girão.
Por isso veio um vendaval de distruição.
O chafariz historico do Pé Salgado está enterrado A Casa das Ferreirinhas toca a demolir etc,etc
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pois voces têm é todos inveja porque ninguém terá um dia o historial politico que o Girão teve...doi não doi?
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Inveja, por quem vira as costas ao eleitorado? Eu tinha inveja se tivessem um bom candidato do PSD!O PS de Góis está com mais força do que nunca, com aqueles que sempre deram a cara e que já deram provas de competência.
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Não digam disparates
Quase 30 anos de PS o nosso concelho atrazou e que maneira.
Que DEUS NOS LIVRE DESTA CRUZ.COMO AOS SEUS PEREGRINOS.
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Editorial
Foi há vinte anos. A Associação Educativa e Recreativa de Góis organizou as Jornadas sobre as Potencialidades do Concelho de Góis. Vieram as personalidades julgadas como as mais ajustadas para opinar e cooperar em cada uma das áreas de desenvolvimento. Desde membros do governo, a directores gerais e outros técnicos credenciados e com experiência, quer da administração pública, quer de empresas privadas. Durante quatro dias, com a participação de largas dezenas de pessoas, jovens e idosos, homens e mulheres, do concelho e do exterior, apontaram-se caminhos, expuseram-se ideias e discutiu-se com entusiasmo sobre as possibilidades que o concelho tinha para explorar. A todos se distribuiu no fim um dossier, de uma centena e meia de páginas, com o resumo do que mais importante se disse.
Vinte anos decorreram O concelho atravessava então uma grave crise e parecia não acreditar em si próprio. Como agora. Predominavam então as politiquices e quezílias pessoais, que prejudicavam o esforço colectivo. Como agora.
O actual Presidente da Câmara, em vésperas de partida, parece deixar atrás de si, por resolver, o problema do Baião, no qual participou desde o seu início. Tendo cobiçado a cadeira e tanto tendo-se esforçado para a ocupar, com o objectivo de se dedicar à resolução dos problemas do concelho, a que a maioria dos goienses correspondeu com o voto favorável, será pedir-lhe muito, nesta hora da despedida, que abrace este caso do Baião com humanismo e humildade, como se fosse um verdadeiro goiense?
Recordo as palavras que, como Presidente da Comissão Organizadora daquelas jornadas, me coube proferir no encerramento: "Nesta hora tão importante para o concelho, há que ultrapassar os obstáculos, há que esquecer as divergências pessoais, que só prejudicam a nós todos. Recorrendo a um pensamento de Almada Negreiros, diríamos: Tanta coisa para fazer. Para quê perder tempo em pequenas guerras?"
JNR
Comentários:
Tambem estivemos presentes e já, como vem diz, a politiquice prevalicia.... Procuramos o que mudou neste espaço de tempo?. Quantos passaram .... e desapareceram. Será que no concelho não há residentes capazes!!!! Mas o concelho continua mesmo após o "abandono" dos que se julgavam "salvadores" do Concelho de Góis.
VD
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Eu estive presente e participei com o trabalho que julguei ser util. Não se tratou de uma "frente" de iluminados mas sim de algumas pessoas do concelho ou ligadas a ele, que prentenderam fazer diagnóstico e apontar alguma actividade proficua para o desenvolvimento do concelho. Estou certo que teremos em Góis pessoas de boa vontade e com competência para desenvolverem projectos de muita utilidade, só que ...
Se estivermos atentos ao que se passa nos concelhos limitrofes, verificamos que ...
Góis tem a sua e boa riqueza, só que os mais interessados directamente, ainda não entenderam por bem, "pôr os pés a caminho". Necessitamos como pão para a boca que a juventude goiense "tome conta" da nossa terra.
A. Bandeira Bento
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Quem tenta perdoar os maus, está a prejudicar os bons
Os bondosos são de Gois
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Editorial
Conflito Câmara - Adiber
Verificamos pelas notícias que temos vindo a publicar sobre instituições como a Câmara Municipal e a Adiber, que existe um indisfarçável clima de conflitualidade.
Não nos cabe a nós dizer quem tem ou não tem razão em cada uma das situações que foram criadas e da forma como foi aplicado o financiamento auferido pela Adiber.
Não podemos, no entanto, de deixar de poder descortinar alguma superficialidade (iamos a dizer leviandade) com que, as diversas fases da compra da Quinta do Baião e a venda de parte à Adiber foram encaradas e a forma como se criou um investimento "fantasma".
Na verdade quando se fez a compra e a posterior venda deveria saber-se que existia um destaque recente que tornava inviável a venda da parcela.
Também não se compreende o tempo gasto, desde que isso se tornou possível por ter decorrido o prazo que impedia a venda e a data em que, 2007, se realizou a venda pela Câmara à Adiber.
Entretanto de todo este imbróglio, com o entreacto da possibilidade da Adiber vender a terceiros, o que a Câmara recusou, resultou que os autarcas socialistas da presente e anterior vereação são hoje, juntamente com os corpos sociais da Adiber e outros, considerados arguidos num processo em investigação pela PJ.
Acrescente-se o braço de ferro entre a Câmara Municipal e a Adiber, já com a aquela a pensar em vir accionar esta lá para Setembro.
A bem de que se resolva o investimento da Quinta do Baião, há largos anos um investimento improdutivo, parece justo pedir à Câmara Municipal e à Adiber que, à volta de uma mesa procurem resolver os problemas, que todos afectam e a todos prejudicam.
Comentários
Vamos tentar explicar do PS estão pessoas ligadas ao PS de Arganil, Oliveira do Hospital, e de Góis tem sido o garante de trabalho de muita gente do PS.
Depois vem os chefes, o Sr. Girão andou a reboque do Dr. Cabeças e Dra. Lurdes Castanheira.
Quando o Sr. Girão acordou foi tarde demais, agora quer levar o barco a bom porto ,com Eng.º Diamantino.
Lá vem a Dra. Lurdes Castanheira a dizer que esta pronta a tomar conta do nosso concelho, com ajudas dos PS de Góis.
É um caso de policia, estas pessoas não podem concorrer as lugar públicos, pois lidam com muito dinheiro, no fundo nosso dinheiro.
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Afinal, estão-nos a tentar explicar que o Sr Girão é boa pessoa e a Dra Lurdes a "loba" má...
Aja paciência !!
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Eu sou contra a burguesia instalada em Gois Viva o 25 de Abril A verdade é uma arma contra a burguesia Tenha paciencia
Editorial
Nós por cá…
Anotamos a seguinte nota da Presidência da República:
"Como o Presidente da República disse na sua Mensagem de Ano Novo, a agenda da classe política deve estar centrada no combate à crise que afecta o País e a atenção dos Portugueses não deve ser desviada dos problemas que efectivamente os preocupam."
Para nos interrogarmos como serão localmente as próximas campanhas eleitorais, e também a campanha subliminar que também já anda por aí.
Será que vamos ter um debate de ideias, ou tão só e apenas a repetição de slogans gastos e regastos e que apenas servem para agitar romarias e bandeirinhas?
Ou teremos a discussão de programas e ideias em debates em que os que nos pretendem representar aceitam discutir publicamente os seus programas e as suas diferenças?
Seria bom aproveitarmos a presente crise em que todos estamos envolvidos para começar a revolucionar a forma local de fazer política.
Pelo menos se aproveitava alguma coisa da crise que estamos a enfrentar.
Editorial
Vamos entrar num novo ano que, para além das eleições que sempre alteraram o panorama político quer a nível nacional quer a nível local, estamos a viver um período de grave crise económica a nível mundial
Ora se em tempos normais a forma como se administram os dinheiros públicos é muito importante, em tempos de crise ela é crucial. Cada euro mal aplicado é um aprofundar da crise.
Em termos locais, em que os orçamentos são limitados, há que ter uma sensibilidade apurada para aquilo que verdadeiramente é do interesse da comunidade. Para não escolher o investimento que só serve para "encher o olho", mas que sim aquele mais adequado na conjuntura do momento.
É aqui que entra a intervenção da sociedade civil, que se sabe mão ser muito apreciada por certa camada de políticos, terá uma palavra a dizer, assim os políticos estejam dispostos a ouvi-la.
Como a sociedade civil que, por definição, não tem ambições políticas, ela está mais atenta aos interesses da comunidade, que ao oportunismo político que, não muito raramente, dita as suas decisões.
Ora como tivemos ocasião de ver em casos de âmbito nacional, como o do aeroporto da Ota, em que a sociedade civil teve um papel fundamental, se poderá generalizar com proveito à administração local.
Assim o venham a compreender os futuros eleitos.
Comentários:
POLÍTICA E DECÊNCIA
Para se entrar no jogo da política
a qualquer nível, seja nacional
ou simplesmente de âmbito local,
há que não ter mentalidade crítica.
Importa mais que tudo prescindir
de ideais próprios, ser bajulador,
vergar a espinha sem nenhum pudor
caso se queira ter algum porvir.
É que, para singrar nesta carreira,
há que não ter a mínima craveira
de ordem moral ou intelectual.
Por isso o povo sai melhor servido
quando ao sector civil, não pervertido,
confia o seu progresso... virtual!
João de Castro Nunes
Editorial
Nesta véspera de Natal queremos desejar a todos os nossos conterrâneos e amigos um Bom Natal.
Sabemos que o novo ano que se aproxima vai ser um ano em que, às dificuldades habituais de uma pequena comunidade, se juntarão as dificuldades da difícil conjuntura nacional e internacional que vivemos.
Por outro lado importantes actos eleitorais vão acontecer no país pelo que, face à conjuntura, a escolha criteriosa dos políticos que, quer à escala nacional quer à local, tomarão as rédeas do poder se torna mais delicada ainda.
Para que se faça uma boa escolha terá que haver a maior transparência nos programas e objectivos de cada candidatura, como no adequado escrutínio das qualidades que cada candidato tenha para o lugar a que se candidata.
Este Movimento, sendo estruturalmente apartidário, não apoiará qualquer partido ou candidatura e tudo procurará fazer para que os eleitores fiquem o mais esclarecidos possível, de modo a votarem na plena consciência da razão e do valor do seu voto.
Para isso iremos procurar tomar um conjunto de iniciativas que, deixando aos candidatos locais todo o protagonismo que a eles apenas pertencerá, possam fazer chegar aos eleitores as suas mensagens e em que o debate e o contraditório façam a sua aparição e ajudem o eleitor a tomar uma decisão de voto em plena consciência.
Naturalmente que só algo de fora do habitual se poderá fazer se os partidos concorrentes nisso estiverem interessados.
Essa será uma primeira mensagem que vão transmitir ao eleitorado.
Comentários:
Será que o Movimento tem "pedalada" para a tarefa a que se propõe? Entendendo que a democracia real passa por uma informação consistente do eleitor em contraponto com aquela que os partidos, ou os seus agentes, por vezes com muita cosmética e demagogia passam para o eleitorado. Sugiro um slogan para as próximas eleições. "Eleitor esclarecido, só vota convencido"!
Aguardemos pois as iniciativas que anunciam.
Oservador
Estou preocupado com a situação das próximas eleições,no meu concelho.
Os candidatos,mais uma vez de Gois não teem raizes e moram fora do nosso concelho,e investem tambem fora dele.
Andam envolvidos em situações pouco claras,pelo que lei nos jornais.
Será essas pessoas os salvadores do nosso concelho ?
Vamos aguardar com calma esta situação,que não é nada agradavel
A desilusão dos que aqui vivem, o desespero dos que aqui investiram, a debandada dos jovens que já não acreditam... Este cenário deverá merecer, por parte dos políticos, uma análise mais séria e menos poética dos objectivos que apresentam para Góis.
Ivone Soares
Em vez do slogan do primeiro comentarista, eu proporia: MESMO ESCLARECIDO, ELEITOR VOTA DESCONFIADO.
Outro observador.
Meus caros Senhores,
com o devido respeito, a triteza ou a alegria, que, eventualmente, assola os goienses, tem, primacialmente, a ver com a acção ou omissão cívica dos sobreditos cidadãos, no que tange aos problemas, que desde há muito afectam Góis e não, como se pretende fazer crer, com a actuação de qualquer agente partidário, que exerce ou exerceu funções executivas no Município de Góis.
Disse: Alberto Barata
A desilusão, o desespero, a debandada... palavras amargas do comentarista que me precede, bem elucidativas do ambiente em que certamente se vive localmente.
Mais do que nunca, a sociedade civil tem que fazer ouvir a sua voz, insistentemente, junto dos futuros eleitos, para que, ao contrário do que tem sido feito e de maneira atabalhoada, se passe a trabalhar com civismo e respeito para com as pessoas.
Pouco importa que os eleitos sejam de fora ou de dentro. O que mais importa é que a auscultação se sobreponha ao autismo. Que a modéstia sobreviva à vaidade. Que se pense mais nas pessoas e nas suas necessidades, do que "fazer obra" para encanto do seu ego.
O Movimento tem de facto um papel a desempenhar, para que os dislates e a insensatez dos últimos tempos não se repitam.
JNR
Com o devido respeito ao Sr Alberto Barata:
Implementar recursos que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, a fixação de jovens, a criação de emprego, o reforço de iniciativas no âmbito social, são apenas alguns exemplos da responsabilidade "de actuação de qualquer agente partidário".
As lacunas existentes em Góis entristece os goienses e confere-lhes o direito de responsabilizar quem "exerce ou exerceu funções executivas no Município de Góis".
Ivone Soares
Editorial
Parece que se venceu uma etapa na vida interna do PS local. Segundo consta a comissão concelhia terá eleito por unanimidade a sua presidente Dr.ª Lurdes Castanheira como a candidata à presidência da câmara.
Também consta de que outro putativo candidato a candidato tenha tentado adiar essa mesma reunião, certamente por ainda não ter conseguido os apoios necessários.
Esperamos que a clarificação que se tenha verificado dentro do PS se venha também a realizar dentro dos outros partidos de modo a que se possam definir que personalidades e qual o quadro em que se irão disputar as próximas eleições autárquicas.
Esta definição é importante para se verificar qual a capacidade dos candidatos para quebrar a "apagada e vil tristeza" que bem caracteriza o ciclo que agora, felizmente, vai a encerrar.
Comentários:
Meus caros Senhores,
com o devido respeito, a triteza ou a alegria, que, eventualmente, assola os goienses, tem, primacialmente, a ver com a acção ou omissão cívica dos sobreditos cidadãos, no que tange aos problemas, que desde há muito afectam Góis e não, como se pretende fazer crer, com a actuação de qualquer agente partidário, que exerce ou exerceu funções executivas no Município de Góis.
Disse: Alberto Barata
oooOooo
Sou da freguesia do Colmeal e li com muita tristeza a entrevista que o actual Presidente da Câmara deu ao "Varzeense" na parte em que ele afirmou não saber o que fazer com a Freguesia do Colmeal.
Espero que quem vier a seguir, seja de que partido for, olhe de outra maneira para esta Freguesia.
Não estou de acordo que os cidadãos do Concelho sigam todos na procissão dos pasmados.
Este portal é um testemunho de que isso não é verdade e para citar outros gostaria de apontar o exemplo do Góis Moto Clube que tem feito muitíssimo mais pela divulgação do Concelho que os políticos todos juntos.
Boas Festas para todos
Zé D'Ádela (pastor na Serra da Aveleira)
Editorial
A propósito de uma entrevista
A entrevista conjunta concedida ao Varzeense pelos actuais Presidente e Vice-Presidente da Câmara de Góis é, por demais, demonstrativa das guerrilhas locais nas hostes do PS.
Se descontarmos os muros, alcatroamentos, algumas ETAR, arruamentos e ligações de água fica evidente que as iniciativas que poderiam significar desenvolvimento ficam adiadas, quanto mais não seja… pela tal crise financeira do final do ano!
No entanto este acervo pretende convencer, internamente, o PS de que muito foi feito por esta equipa, a que o Vice-Presidente se veio à última da hora juntar, para se declarar como candidato a candidato.
Ora sabendo que a própria Presidente da Concelhia do PS também já publicamente se declarou candidata a candidata, vemos esta entrevista como uma tomada de partido a favor do actual Vice-Presidente.
Não é preciso muito indagar para se chegar à conclusão que os últimos dois mandatos municipais se traduziram por uma saída maciça de jovens (e não só) do concelho e que o desânimo dos parceiros do tecido comercial e industrial do concelho ser por demais evidente.
Sendo assim esta entrevista só convencerá quem já estiver convencido, de que a continuidade seja uma vantagem para o nosso debilitado concelho.
Em Outubro ainda nos falavam de "uma luz verde no fundo do túnel" luz essa que parece ter desaparecido nesta entrevista.
Seja quem for que se venha a candidatar pelo PS, saiba trazer consigo uma equipa tecnicamente bem preparada, jovem quanto baste, mas o mais longe possível das aritméticas partidárias que muitas vezes colocam em lugares de responsabilidade pessoas sem as capacidades mínimas para os cargos a que se candidatam.
Se os restantes partidos, especialmente o PSD, souberem seguir esta mesma lógica teremos, em Outubro, uma luta eleitoral de que o concelho e as suas gentes, serão os maiores beneficiários.
Editorial
Ainda a crise Câmara Municipal - ADIBER
De acordo com a notícia já publicada neste portal a ADIBER teria comunicado à Câmara de que não pretende vender a parcela que possui da Quinta do Baião.
Além disso a ADIBER argumenta com os "elevados encargos que decorrem do facto da escritura não ter sido realizada em devido tempo".
Ora é evidente que, se existem encargos, ou estão para ser pagos, ou alguma entidade já os pagou, com dinheiros públicos, presume-se.
Desse comunicado fica patente que a responsabilidade de arcar com os "elevados encargos" ficará com a entidade que for responsável por a "a escritura não ter sido realizada em devido tempo."
Quem irá desatar o nó?
Uma coisa é certa. Todos nós, os que vivemos nesta terra e que pagamos os nossos impostos, saímos prejudicados pelo desenvolvimento que deveria ter sido gerado e não foi, pela forma atrabiliária como assuntos desta ordem são tratados pelos responsáveis políticos.
Fosse numa empresa privada e esses senhores há muito tempo que estariam a receber subsídio de desemprego.
Editorial
A crise Câmara Municipal - ADIBER
Pelo desenrolar dos factos que se vão tornando públicos verifica-se a situação complicada em que se encontra estes dois órgãos, em que os respectivos presidentes foram declarados arguidos pela justiça.
Tudo terá começado com um certo amadorismo na gestão, pois a Câmara ao comprar a quinta do Baião, não se deu conta do facto que os serviços notariais logo detectaram, que tinha havido um destaque recente à altura da compra.
Por outro lado a ADIBER, compradora, também não se assegurou se aquilo que se propunha comprar, parte da Quinta do Baião, estava nas condições legais de se fazer uma escritura.
Daqui se pode avaliar a forma pouco cuidada como o assunto foi conduzido pelas partes, procedimento que ninguém certamente, ao despender o seu próprio dinheiro, faria.
Acresce que a ADIBER terá feito a sua candidatura ao programa LeaderII e recebido o respectivo financiamento, antes de ter a parcela na sua posse. Isto sendo contrário à própria legislação do programa LeaderII .
Para tudo ainda mais complicar, inquina todo este processo a má relação pessoal dos agora arguidos, protelando, por anos a fio, uma decisão.
Estamos perante um exemplo bem claro e evidente como não deve ser gerida a "coisa pública" em que a imprevidência e as questões pessoais se impuseram ao interesse geral.
Só esperamos que a bem de Góis e do seu desenvolvimento este assunto seja resolvido o mais depressa possível e, no caso de ter havido comportamentos menos próprios, que sejam aplicadas as sanções que as leis imponham.
Editorial
As interrogações, as perplexidades e os receios que hoje atravessam toda a sociedade portuguesa ficam bem retratadas no soneto de João de Castro Nunes
Casa de orates
Parece que o país ultimamente
a converter-se está, valha a verdade,
num manicómio em que a sociedade
dá todos os sinais de estar demente.
Desde o governo ao zonzo parlamento,
passando pelas várias autarquias
e suas respectivas freguesias,
não há vislumbre de discernimento.
Se no que diz respeito à educação
tudo vai mal, o que dizer então
dos outros diferentes ministérios?
Fazem-nos falta governantes sérios
que com bom senso e lúcidos critério
nos tirem de uma tal…situação
Talvez, se desse-mos mais ouvidos aos nossos poetas a nossa situação, como povo, estaria bem melhor. Talvez…
Editorial
Os sacrificados da política
Não é raro ler-se nos jornais e ouvir-se nos discursos as declarações de políticos queixando-se da pesada carga que o desempenho dos seus lugares representa. Isto normalmente passa-se quando estão em plena função dos respectivos cargos.
Porém quando se aproximam os finais dos mandatos assistimos a declarações de inteira disponibilidade para se continuarem a sacrificar pelo bem público.
À nossa escala concelhia também isso não deixa de se verificar.
É um vereador que, tendo suspendido o seu mandato regressa, para logo declarar a sua disposição para concorrer e subir na hierarquia.
É uma vereadora que nos jornais, publicita aquilo que tenha feito e considera que "é uma actividade muito dinâmica, mas também muito gratificante, e que está disponível para continuá-la".
É a actual presidente da Concelhia do PS também se perfila como candidata a candidata.
Finalmente o actual presidente da Câmara que, não concorrendo a esse cargo, também já publicamente manifestou a sua disponibilidade para continuar a trabalhar em prol da grei. Prevê-se pois uma temporada animada nas hostes locais do PS.
É bom que aqueles que se disponham a concorrer a cargos políticos o façam com um conjunto de ideias e programas bem gizados e organizados e não apenas para agarrar o "tacho", de que comummente são acusados, para depois, à falta de melhor, invocarem a pesada carga a que se sujeitaram.
Editorial
Cultura, uma riqueza pouco explorada
O desenvolvimento de uma região passa normalmente pelo aproveitamento das suas capacidades naturais, pelo empreendedorismo das suas gentes e pela capacidade dos seus responsáveis políticos de entenderem tudo isto.
Há todavia uma outra vertente que, não sendo menos importante, não é tão explorada por ser menos evidente e por não estar, em muitos casos, na capacidade de certos políticos a entender e apreciar.
Falamos da cultura e na sua multidisciplinaridade no que se refere ao património construído, à riqueza das suas instituições, aos factos relevantes da sua história, à forma como se deu o desenvolvimento humano, às particularidades que o meio físico as torna distintas de outras regiões.
Todo este caldo de cultura permite construir uma identidade própria para cada região e, assim, a individualizar e lhe dar um carácter próprio que permite a sua promoção como algo de diferente que importa visitar e conhecer.
Se nos reportarmos ao nosso concelho onde está o Museu, já decidido pela Câmara há mais de cinquenta anos? Onde estão expostas as doações, valiosíssimas, de beneméritos goienses, acantonadas há anos e anos nos cofres de um banco? Onde estão os roteiros devidamente informados que mostrem o melhor que há para mostrar na vila e nas nossas aldeias? Onde está a cuidadosa conservação de nosso património?
Poderíamos continuar a desfiar um rosário de outras interrogações que só nos levaria a que o poder político para elas olhasse com mais desconfiança ainda.
Se há tanta a coisa a fazer, pensarão, o melhor prosseguir a política no ramerrão habitual que, ao fim e ao cabo, sempre lhes dará os votos de que necessitam para, tranquilamente, continuar a ignorar a cultura, usando-a para enfeite e adorno de uns quantos discursos de circunstância.
Editorial
O baião português
Baião: "Dança componente do auto do 'bumba-meu-boi', outrora comum na sociedade média, em quase todo o Brasil do século XIX. Coreografia complicada de vénias, umbigadas, volteios, sapateados, por um par ou um dançarino isolado. Baião é ainda a melodia intervalar executada pelos violeiros ao desafio" (Dicionário Luso-Brasileiro). Dança alegre, que a sanfona de Luís Gonzaga, se bem me lembro, nos veio trazer à memória.
Em Góis temos agora o baião português, que vai ficar nos anais da História do concelho. Com sapateado de um par, no início bailando juntos, bem sincronizados, e depois ao desafio - ora agora entro eu, ora agora arreda p'ra lá. E da coreografia sobressai aquele contracto, com duas cláusulas contraditórias entre si, para se poder optar, conforme o tom do acorde ou a direcção do vento, num cenário demasiado enevoado.
É este o nosso baião. Plangente e pungente.
O topónimo Baião vem de um antigo proprietário, a quem os meus antepassados adquiriram. Ali passei parte da minha meninice, antes do meu avô, já idoso, a vender a quem ia tirar melhor rendimento. É uma das boas propriedades de Góis, que devia merecer melhor tratamento do que está a ser dado pela actual gerência autárquica. É certo que o "meu" Baião é do tempo de outra verticalidade e em que o concelho era administrado por goienses, que defendiam a sua terra, onde viviam, educavam os filhos e investiam. Mas isso, só por si, não explica tudo.
O Baião foi comprado pela Câmara Municipal com uma enorme quantidade de dinheiro público. Qual foi o motivo de investimento tão elevado? Era para simples compra e venda de propriedade, com o intuito de obtenção de mais-valia, ao arrepio das normas autárquicas? Se não, qual era o projecto? Que rentabilidade se teve, ao fim de tantos anos, deste enorme capital investido? Quanto perdeu o concelho, comparativamente com a sua aplicação numa obra de desenvolvimento? E qual o projecto que se tem agora?
O Presidente da Câmara, que tanto se orgulha de estar na Câmara Municipal há muito tempo, está intrinsecamente associado à novela da Quinta do Baião desde os seus primórdios e é o principal responsável pela sua gestão. Por mais amador que seja (dou-lhe o benefício da dúvida) ou por muito que lhe pese a consciência, tem estrita obrigação de dar uma explicação clara e sem rodeios aos contribuintes. Dizer que vê uma luz verde ao fundo do túnel é linguagem de tolo para tolos e, vindo da sua própria boca, ainda mais o compromete.
O silêncio que vem da Câmara Municipal faz muito ruído. E mais fará quanto mais o silêncio se prolongar. Uma coisa é certa: a História não esquecerá a história.
JNR
Editorial
Durante o largo período em que se discutiu a construção de um posto de gasolina na Quinta do Baião este Movimento sempre esteve contra tal localização.
Fê-lo por intervenções neste mesmo portal, nas assembleias camarárias e na imprensa regional.
Levou também esse protesto junto das entidades de quem dependia a aprovação como a Comissão Regional da Reserva Agrícola do Centro.
Quando da recente aprovação pela Assembleia Municipal entrámos novamente em contacto com a Reserva Agrícola alinhando os nossos argumentos.
Por ofício recebido daquele organismo foi nos comunicado "…que a Comissão emitiu parecer DESFAVORÁVEL DEFINITIVO, na reunião de 18/09/2008 - Acta n.º1571".
Acreditamos que se encerrará por aqui uma longa controvérsia que dividiu o sociedade civil local e a própria maioria.
Por vezes o bom senso impera.
Editorial
A opera-bufa do Baião
Nada mais nos pode espantar nesta história da Quinta do Baião. Comecemos pelo princípio:
1 - A Adiber recebe 234.000 euros do programa Leader para desenvolver um projecto e, só passados 58 dias, é que a Câmara decide vender parte da quinta à Adiber local onde se iria desenvolver o projecto (1999);
2 - Só na altura da escritura é que a Câmara-Adiber se apercebem que, por motivos jurídicos, tal escritura não se podia realizar;
3 - Segue-se um longo período em que a Câmara e a Adiber discutem argumentos sobre a concretização ou não da venda;
4 - Entretanto a Adiber terá utilizado os fundos entregues pelo programa Leader para fins que a Polícia Judiciária investiga;
5 - Em Abril de 2007 a Câmara Municipal decide vender à Adiber a tal parcela do Baião por 250.000 euros;
6 - Em Outubro de 2008 a Adiber comunica à Câmara que tem um pretendente à compra da sua parcela na quinta do Baião por 450.000 euros;
7 - Em deliberação unânime recente a Câmara decide recomprar a parcela da Adiber por 250.000 euros.
De todo este historial algumas conclusões são evidentes:
A leviandade com que se concorre a um projecto a realizar em determinada propriedade sem que se esteja na sua posse. Faz crer que a liberdade do órgão que tinha de fazer essa aprovação, a Câmara Municipal, gozaria de uma autonomia muito limitada, pois apenas teria que carimbar e assinar por baixo a decisão de uma outra entidade, a Adiber.
Depois a forma como dinheiros públicos não foram aplicados nos estritos fins a que se destinavam estando a ser requerido o seu reembolso e a uma investigação da PJ.
Aparece então a solução que resolveria grande parte dos problemas, pelo menos os da Adiber, em que uma venda por 450.000 euros, com um lucro de 200.000 euros, permitiria satisfazer, ou ajudar a satisfazer, compromissos da instituição.
Finalmente baseado no contrato de venda entre a Câmara e a Adiber e esta, de acordo com o contrato, dá à Câmara o direito de preferência, da parcela anteriormente comprada por 250.000 euros, agora em venda por 450.000 euros.
Só que a mesma Câmara, ao verificar no articulado do contrato duas cláusulas de teor contraditório, opta pela que lhe permite recomprar a parcela pelo valor que tinha vendido, isto é, 250.000 euros.
Uma coisa deve ficar patente para todos os goienses que se interessam pela coisa pública. A forma pouco transparente, atrevemo-nos a dizer mesmo amadorista, como todo este processo vem decorrendo e a forma como dinheiros públicos são administrados.
Acreditamos como possível que uma longa batalha legal se poderá travar entre a Câmara e a Adiber para se saber finalmente quem terá razão. Se a Câmara se a Adiber. Os grandes prejudicados - os goienses.
Entretanto o eventual comprador já andará investindo o seu dinheiro por outras paragens e lá se vai a tal luz verde ao fim do túnel.
Editorial
Confessamos que ficamos bastante esperançados no futuro de Góis pois que o Sr. Presidente da Câmara, na última Assembleia Municipal, afirmou que "estão em negociação vários projectos" e ter "quase a certeza absoluta" de que "Góis está no bom caminho".
Agora, como se pode ler no Diário de Coimbra de 17 de Outubro, onde afirma ver "uma luz verde no fim do túnel".
Ficámos verdadeiramente esperançados com esta luz verde, uma vez que normalmente só se costuma ver a luz ao fundo do túnel, deverá querer significar que as negociações dos vários projectos que havia anunciado se devem considerar como praticamente concluídos.
Reforça-nos esta ideia a afirmação de que "neste momento há pessoas que começam a descobrir Góis e a querer investir no concelho" mais acrescentando de que "Góis começa a ser cobiçado por empresários, que demonstram interesse em investir aqui" afirmações que nos continuam a deixar muito esperançados.
Esperamos ver, tão cedo quanto possível, anunciados esses projectos de que Góis urgentemente carece, para suster o êxodo dos jovens e o estado semi-comatoso do comércio local.
A
(xx)
Editorial
Se percorremos atentamente os comentários que se vão fazendo em torno da forma como se entregavam casas ditas "sociais" em Lisboa a pessoas que de carentes apenas sofriam de carência de dignidade, verifica-se que muitos acreditam que se trata da ponta do iceberg que envolve a nossa administração local.
Citando, por exemplo, Manuel Caldeira Cabralque escreve no Jornal de Negócios, em que afirma:
"A falta de critérios e de transparência, as cunhas e os conflitos de interesse foram a prática na atribuição de casas pela Câmara em Lisboa. Um escândalo! O que falta dizer é que o mesmo se passa em muitos outros municípios do País, e não se limita à atribuição de casas. É preciso criar regras e instituições que mudem esta situação."
fácil é concluir que, para afastar estas dúvidas, de que certamente muitas Câmaras estarão inocentes, é importante exigir a maior transparência.
Daí que a invocação pelo Presidente da Câmara em relação ao famigerado posto de gasolina no Baião, de um "compromisso entre o empresário e diversos executivos" e para que dúvidas não possam subsistir impõe-se que sejam tornados públicos os instrumentos dos compromissos assumidos ao longo do tempo por "diversos executivos" com aquele empresário.
A falta deste esclarecimento permitirá pensar se se trata de ingenuidade política ou de um vulgar caso de polícia.
Editorial
Ainda a concessão do posto de gasolina no Baião.
O Presidente da Câmara de Góis vem dizer (lemos nos media) que, em decisões de aplicação de bens públicos, deve-se ter em conta favores anteriormente feitos. Por outras palavras, favores com favores se pagam, ao arrepio das mais elementares normas democráticas e de higiene pública. As suas palavras autorizam mesmo todo o tipo de suspeitas sobre outros acordos realizados.
Se havia dúvidas sobre a sua actuação em outros casos conhecidos e comentados publicamente e à boca fechada, a que não é estranho o clima de intranquilidade e descrença que se respira na Câmara Municipal, fica-se agora esclarecido pela sua própria boca.
Compreende-se a posição dos seus camaradas. Quando em entrevista pública, tenta prolongar a permanência à frente do município por mais um mandato, tiram-lhe o tapete. Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira e Eng. Diamantino Garcia, antigos vice-presidentes e autarcas a tempo inteiro, que bem o conhecem, apressam-se vir a público, oferecendo-se para o substituir. O partido socialista não o quer lá mais. Nem lhe dá ocasião para dizer que se quer ir embora, é simplesmente despedido.
Faltam doze meses ainda para terminar esta situação degradante do nosso concelho.
Editorial
É bom deixar passar a água por debaixo das pontes. Deixar que as coisas sigam o seu passo normal, parando para reflectir.
Vem isto a propósito da aprovação de um posto de gasolina em pleno parque do Baião e ponderemos o que é notório e público.
Prepara-se uma votação para declarar a utilidade pública de um posto de gasolina numa área da reserva agrícola nacional
O Vice-Presidente da Câmara declara abster-se.
A Vereadora da Cultura, vereadora da maioria, considera tratar-se de "um mau serviço" que se presta ao concelho.
O Presidente da Câmara argumentou com "um compromisso antigo entre o empresário e diversos executivos de retirar o posto de abastecimento".
Pergunta-se.
Onde estão esses compromissos? Não acreditamos que, nestes assuntos da coisa pública, se passe ao nível de uma conversa de café.
Compromissos públicos só podem ser escritos e aguardamos que sejam dados a conhecer.
Também as contribuições que terão sido assumidas pelo interessado, certamente também farão parte da documentação e/ou actas da Câmara. Seria esclarecedor que tais documentos voltassem a ver a luz do dia. Assim poder-se ia avaliar se a benesse que agora é concedida é minimamente coerente com os factos ou se trata apenas de um tiro de pólvora seca.
En-passant. Também se anunciam grandes investimentos que podem mudar a face de Góis. Vamos esperar sentados.
Faz-se uma votação que é aprovada o interesse público de tal instalação.
Alguém poderá acreditar que numa zona como é a da vila de Góis não haja um terreno que possa satisfazer as necessidades dos futuros clientes do posto de gasolina que lá se deslocarão, como é natural, de veículo motorizado?
A transparência da administração pública exige que muita documentação antiga venha a lume ou sérias dúvidas de legitimidade pairarão sobre este assunto.
Reflita-se sobre a seguinte frase da jornalista Fernanda Câncio, No Diário de Notícias, de 3 do corrente, em artigo de opinião:
" O que está em causa, e não será de mais repeti-lo, é o que de pior existe em qualquer administração pública - a opacidade, o favorecimento discricionário, a assunção dos bens públicos como propriedade de "quem está" e o seu tráfico entre escolhidos."
Editorial
Dr.ª Ana Marques de Sá, da Câmara Municipal de Góis, interveio, e muito bem, no "Encontro Arqueologia e Autarquias", incluído nas Jornadas Europeias do Património, que decorreram em Cascais, apresentando os resultados preliminares dos seus trabalhos arqueológicos no antigo Hospital de Góis e as perspectivas que se prevêem de musealização e de instalação de um Centro de Interpretação do Vale do Ceira.
É sempre agradável vermos o nosso concelho ser escutado com deferência e conviver a este nível.
No regresso, deparei-me a reflectir em dois aspectos:
1-Em Outubro de 1957, a Câmara Municipal aprovou a criação de um Museu Municipal, na vila de Góis, tendo sido nomeado como director, Prof. Doutor João de Castro Nunes (felizmente ainda entre nós). Cinquenta e um anos é muito tempo, parece-me ser altura de andarmos um pouquinho mais depressa, isto é, passar dos projectos e das boas intenções à prática. E nada adianta, a não ser levantar poeira, anunciar em grandes letras na Praça da República, centro por excelência do concelho, que se toma publicamente esse compromisso, e depois mostrar não se ter unhas para o cumprir.
2-Continua-se a pensar em projectos megalómanos, esquecendo-nos do trabalho trivial, para o qual até não são necessários grandes investimentos, e que ajudam, a curto prazo, o desenvolvimento da terra.
Faz-se um muito bem elaborado projecto para a zona histórica de Góis, já lá vão talvez meia dúzia de anos, aguardando-se a bênção do céu, e não se faz o mínimo para se ter um simples Centro Histórico (que não o temos, embora continuem, impropriamente, assim a denominá-lo).
Planeia-se um grande museu, quando nada se faz entretanto para criar um simples espaço museológico, adequado à nossa pequena comunidade, para guarda e mostra dos nossos valores e relíquias.
Sonha-se (e anuncia-se indevidamente) grandiosos empreendimentos turísticos para a Quinta do Baião, que iriam, dizem, revolucionar a região, mas os turistas continuam, e continuarão, a terem que pernoitar em Arganil, Lousã ou Coimbra, quantas vezes desistindo de visitarem a nossa terra, por falta de alojamento.
Sabemos bem que o sonho comanda a vida e, quando se sonha, o mundo pula e avança. Mas antes de pular, temos que caminhar, que o caminho se faz caminhando.
JNR
Editorial
Temos conhecimento de que a Câmara Municipal está a terminar a estruturação do arquivo de documentação do município.
Visa criar um sistema de informação e de apoio aos serviços administrativos e ao público interessado, definindo também responsabilidades humanas pela sua gestão.
Trata-se de um trabalho elaborado por técnicos profissionais, com a supervisão e colaboração dos quadros superiores da autarquia, num modelo capaz de suportar os processos de modernização administrativa.
Já foi concluído o inventário de todos os documentos que se espalhavam pelas secções da Câmara Municipal e está-se na parte final da edificação de um novo espaço, anexo à Biblioteca Municipal, para a sua guarda e consulta pública.
Foi na noite de 18 de Janeiro de 1887 que um incêndio devorou grande parte do edifício dos Paços do Concelho, destruindo, para além de outro património, o seu arquivo documental. Desde então, jamais o município teve uma estrutura adequada de recolha, conservação e consulta pública. Perdeu-se muito no fogo, mas muito também se tem perdido ao longo destes últimos 121 anos.
Mário Paredes Nogueira Ramos doaria à Biblioteca da Universidade de Coimbra mais de um milhar de documentos seus, do período compreendido entre os séculos XVI e XX, por falta de condições de segurança em Góis, podendo-se hoje, felizmente, ali serem consultados. Mas seria uma excepção. A maioria de todos nós desfaz-se, deixa ao abandono ou guarda em locais inapropriados, documentos aparentemente de pouca relevância, mas que poderão ser importantes testemunhos para a vida e história da nossa comunidade.
Em breve, iremos ter um arquivo, para guarda e consulta pública. Chega tarde, mas chega. É legítimo esperar que venha a funcionar em boas condições e que corresponda aos nossos anseios.
Daqui felicitamos a autarquia por esta iniciativa, nomeadamente aqueles que mais directamente colaboraram na sua implementação.
JNR
Editorial
Quando regressamos a Góis vindos de outras paragens, quiçá mais importantes, estabelecemos alguns paralelos com a vila onde habitualmente residimos.
Há coisas que vêem da natureza. O ar limpo, o tremular bucólico de árvores centenárias, o correr das mansas águas do Ceira.
Há porém outras coisas que não se devem à "mãe natureza" mas ao trabalho do homem e, neste caso, dos homens e serviços da Câmara Municipal,
Encontramos as ruas limpas, espaços ajardinados convenientemente tratados, e um todo razoavelmente arrumado.
No verão o arranjo das praias fluviais, que vêm sendo sucessivamente melhoradas, servem de cartão de visita e atractivo para os que regressam às suas origens e também para muitos outros que nos descobrem como sendo um refúgio da natureza.
Como aspecto negativo soluções urbanísticas que, na opinião de muitos, pecam por não se terem encontrado soluções mais adequadas para conservar a ambiência local.
Editorial
Gostaria de aconselhar aos nossos visitantes a que dessem uma vista de olhos ao portal da Câmara Municipal de Penela e, ao mesmo tempo, ao "bisonho" portal de Góis.
No primeiro verão como se deixa transparecer um dinamismo que percorre aquele concelho e o cuidado que põe na divulgação do que é feito, das potencialidades do concelho e dos atractivos turísticos que dispõe.
É um portal vibrante que dá gosto em visitar.
No portal de Góis é muito nítida a sensação que se está ali para marcar presença, para não se estar ausente do mundo cibernético.
No de Penela não falta sequer um bem elaborado e completo "Inquérito à Satisfação dos Munícipes" onde qualquer munícipe pode dar a sua opinião sobre os diversos órgãos que compõem a administração local, bem como transmitir uma opinião pessoal.
Gostaríamos que o município de Góis seguisse as passadas de Penela e tivesse a consciência que um portal bem pensado e bem elaborado, que evidenciasse as potencialidades que no nosso concelho tem, seria um óptimo cartão de visita para a sua promoção.
Não é por acaso que um bom comerciante se esmera na decoração da sua montra. Assim tem um município que considerar o seu portal como "a montra", cada vez mais importante, da promoção do concelho.
Editorial
Muito se tem escrito sobre o descrédito dos políticos em Portugal. Sucessivos inquéritos de opinião pública sempre os colocam no inferior da tabela.
Ficam-nos as interrogações. Será que o povo que assim fortemente os critica é pobre de razão? Será que o povo não tem discernimento suficiente para os compreender? Será que o povo é estúpido?
Já carta de Alcuin para Carlos Magno, no ano 798 da nossa era, se dizia "Vox populi, vox Dei" - A voz do povo é a voz de Deus. Continuamos a acreditar que o povo, como tal, não é pobre de razão, tem discernimento e não é estúpido.
Outra pergunta então se impõe.
Serão os políticos más pessoas, ou incompetentes? Acreditamos que, na grande generalidade, não o são.
Então porque todo este divórcio?
A razão de tal divórcio estará que, na ânsia de conquista de poder, os políticos prometem aquilo que sabem que não vão poder cumprir. Depois são as fugas para a frente, as mais inverosímeis justificações, o seu encerramento em torres de marfim de onde só sairão na altura das eleições seguintes.
Então é vê-los em comícios, feiras e mercados, distribuindo ilusões, acompanhadas de bonés, esferográficas, aventais e quejandos.
Editorial
A visita do senhor Presidente da Republica com a intenção declarada de promover os produtos e empresas portuguesas no estrangeiro faz-nos meditar sobre a sua estratégia.
Já percebeu o Presidente da República, como aliás também o Primeiro Ministro, de que há uma necessidade de procurar os parceiros comerciais que interessam ao país pois pensar que eles andam por aí e nos vêem bater à porta é algo que, neste mundo altamente competitivo, não acontece.
Seria bom que a nível autárquico se meditasse nestes exemplos.
Também uma autarquia, para mais do interior e pouco desenvolvida, se se ficar à espera que os investimentos lhe venham bater à porta vão ter de esperar…sentados!
Daí que advogarmos que também o Presidente da Câmara, juntamente com os seus quadros, gizasse uma estratégia de atracção de investimentos indo, fisicamente, visitar as entidades e organismos que tenham poder de decisão no que, como, quando e onde se investe.
Tal obriga a um planeamento aturado, a uma visão alargada da estratégia a seguir e de uma enorme vontade de superar obstáculos e dificuldades.
Editorial
Prioridades estratégicas do PD-ICE (*)
O PD-ICE (acrónimo de Programa Director de Inovação Competitividade e Empreendedorismo para o Município de Góis) tem como prioridades estratégicas:
1. Participação das forças vivas locais, que com
2. Boas práticas nacionais e internacionais, leva a uma
3. Reflexão estratégica, de que resultarão
4. Apostas estratégicas, indicadores de sucesso, carteira de projectos mobilizadores.
Por esta síntese, que retirámos do projecto mandado elaborar pela Câmara Municipal, é muito clara a recomendação da "participação das forças vivas locais".
Este Movimento, que congrega pessoas com as mais variadas experiências pessoais e profissionais, coloca-se naturalmente entre "as forças vivas locais" e espera que se o PD-ICE, não passar de um exercício mais ou menos elaborado sem grandes consequências práticas, possa a vir a participar na sua concretização.
Isso se o seu destino não for o fundo de uma qualquer gaveta.
(*) Relatório PD-ICE
Editorial
Ao lermos as notícias que todos os dias nos são vinculadas pelos media damo-nos conta do crescente clima de insegurança que se vive no pais.
Dizem os entendidos que, estatisticamente, estamos muito bem, mas para aqueles que todos os dias são dados como baleados e por vezes mortos, as estatísticas de pouco ou nada adiantam.
Vemos o governo que se dispõe a aumentar os gastos com as forças de segurança para, mais uma vez, com o tipo de desenvolvimento que temos, se juntar mais polícia aos milhares que já patrulham os grandes aglomerados populacionais.
Mas verificamos que nos pequenos centros como é o nosso o efectivo policial permanece estável há muito tempo, a criminalidade é residual e ainda é corrente ver casas com as chaves na porta de entrada.
É esta uma razão adicional que deveria levar a pensar um desenvolvimento harmonioso do interior do país que, sem destruir as vivências locais, fixasse mais população nas zonas que agora se desertificam beneficiando também os grandes centros, ao reduzir a pressão demográfica.
Editorial
A difícil situação dos media locais, tipificados pelas dificuldades que um órgão tão respeitável como a Comarca de Arganil vem sofrendo, que reduziu a sua frequência de bissemanal para semanal e acaba de encerrar a sua tipografia, devem-nos fazer reflectir sobre a natureza da crise que envolve o interior do país e que já chegou aos media.
Está-se criando um país que sofre de macrocefalia, exigindo recursos cada vez mais avultados para essas zonas, como seja para habitação social, saúde, segurança ou vias de comunicação.
No interior um pobre Zé-ninguém que vive num casebre, em condições por vezes infra-humanas, como o seu poder reivindicativo é nulo, continuará a viver no mesmo casebre e cada vez mais longe da escola e do centro de saúde que foram encerrados.
Todavia esta situação poderia ser invertida, podendo mais e mais população usufruir da qualidade de vida que os pequenos meios podem proporcionar, mais segurança e maior qualidade ambiental, se fosse perseguida uma política nacional que incentivasse a fixação da população no interior do país.
Com isso se descongestionariam os grande meios, reduzindo a pressão que a macrocefalia instala, tornando o país mais forte e coeso.
Mas isso exigiria que estivessem à frente dos destinos do país Estadistas e não meros e simples políticos.
Editorial
Para que Portugal, em nossos dias,
se recupere e se coloque ao lado
de qualquer outro progressivo Estado
tem de alterar seu nível de chefias.
O mal está, não na população,
sujeita aos sacrifícios mais extremos,
mas nos banais políticos que temos
e que estão dando cabo da nação.
Em vez de ocasionais oportunistas
à frente dos destinos do país
que tem todo o direito a ser feliz,
fazem-nos falta os grandes Estadistas
capazes de fazer de Portugal
uma nação moderna e actual!
João de Castro Nunes - Expressão poética do vosso oportuno editorial.
Editorial
É louvável o que as autoridades administrativas e alguns "carolas" fazem para dar animação e trazer forasteiros à nossa terra, com os eventos de mototuristas e de arte, as feiras e outros mais. Espera-se que não sejam em quantidade desmesurada, com orçamentos restritivos, que o tempo é de crise, vésperas de piores dias, e o exemplo deve vir de cima.
Mas todos bem sabemos que o circo é efémero e que, na primeira oportunidade, a arena pode ser transferida, com a maior das facilidades, para outras regiões.
O concelho tem que mostrar aos forasteiros a sua identidade própria. E esta, como que envergonhada, continua a não se revelar. A nossa História (não divulgada e não ensinada aos jovens das nossas escolas), o património construído (de que não faltam exemplos sobre o seu abandono), a zona histórica (esquecida e desprezada), um museu (mesmo muito simples, quanto mais não seja para mostrar os retratos dos nossos avós e evitar que se continue a perder relíquias do passado), as colecções de enorme valor artístico e material que nos foram doadas (escondidas anos e anos a fio, afugentando outros potenciais doadores) - são exemplos de caminhos que devem ser percorridos sem demora, sem mais promessas repetitivas nem palavras de retórica.
Para isso, não são necessários grandes dinheiros, uma boa parte pode ser feita com a prata da casa e com os goienses, dispostos a colaborar. Fazemos grandes projectos, enroupamo-los de nomes e siglas douradas para encher o olho e colocamo-nos à esquina de mão estendida, mas esquecemo-nos de fazer o trabalho trivial de casa.
Editorial
Voltaire, Cândido e Pangloss
Pangloss tutor de Cândido, personagem da novela de Voltaire com o mesmo nome, via todas as suas desgraças sob um manto de um inesgotável optimismo.
Tal parece ser também a visão de certos políticos.
Estamos num concelho que se despovoa, em que comércio encerra as suas portas, em que novas industrias e novas iniciativas não aparecem, em que o QREN nos passa ostensivamente ao lado.
Basta ler as últimas entrevistas concedidas pelo Presidente da Câmara e as suas intervenções nas cerimónias do feriado municipal para se concluir que muito do que Voltaire satirizou, lá por meados do século XVIII, continua vivo na nossa cultura.
Na presença de representantes de autoridades distritais, do partido que o apoia e de um representante do governo, não sentimos que houvesse da parte do Presidente da Câmara uma chamada de atenção aos problemas que afligem o concelho, de os apontar e hierarquizar e para eles pedir auxílio e cooperação.
Preferiu colocar os óculos cor-de-rosa que Pangloss usaria se, na altura, já os houvesse.
Editorial
A antiguidade do povoamento das nossas terras é corroborada por vestígios arqueológicos que, infelizmente, nem sempre têm merecido a atenção desejada.
A devoção a Ilurbeda, uma divindade paleohispânica, mencionada em árulas descobertas junto aos Povorais (Andam deuses pagãos pelas vertentes, voltadas para a crista do Penedo…", como poetisa João de Castro Nunes num dos seus sonetos) é um desses testemunhos, que não deixou de ser lembrado por nós, quando iniciámos o site da cultura do nosso concelho, que, paulatinamente, pedra sobre pedra, temos andado a construir.
É com satisfação que vemos alguns dos nossos patrícios quererem saber mais sobre esta divindade. Socorrendo-nos daquele nosso amigo (poeta, mas também Professor Universitário, doutorado e investigador nesta matéria, de carreira brilhante, goiense pelo casamento, pelo coração e pelo muito e valioso tempo que, durante dezenas de anos, dedicou à nossa terra), para acrescentamos hoje, na página dedicada ao Património Arqueológico, mais uma notas sobre o deus (ou deusa) Ilurbeda.
Dar a conhecer o património da nossa terra é uma actividade que fazemos com muito gosto e sentimo-nos recompensados com o interesse mostrado pelos leitores deste Portal.
Editorial
Hoje publicamos mais uma iniciativa da Câmara de Penela em que se noticia a criação de uma incubadora de empresas.
Por diversas vezes temos publicado notícias referentes à actuação da Câmara de Penela que poderiam servir de exemplo para iniciativas semelhantes e como ponto de referência para um pensamento virado para o desenvolvimento.
Num mundo competitivo como é o de hoje não se pode esperar que terceiros, seja a iniciativa privada seja mesmo o governo, venham em nosso socorro para resolver os nossos problemas.
Num mundo moderno e competitivo os dirigentes políticos têm de ter uma atitude de busca de oportunidades e saber "vender" as vantagens do seu concelho ou da sua região, que sempre as há, numa atitude pró-activa que, persistentemente perseguida, acabará por gerar frutos.
Esperar passivamente que as oportunidades apareçam sem que por isso se lute e se use a imaginação é algo que sempre se pagará muito caro.
O seu preço. O atraso e a estagnação.
Por isso se elege Penela como exemplo.
Editorial
Sobre a corrupção
É certo que a corrupção é um fenómeno a combater, praga a que nenhum país consegue fugir. Numa escala de 10 a Islândia, classificada como o país menos corrupto, tem uma classificação de 9,7, isto é, mesmo aí existe uma corrupção remanescente.
Feita a avaliação para 160 países do mundo a média ponderada da corrupção naquela escala de 10, é de 4,1, sendo a nossa de 6,6.
Portugal encontra-se na 26.ª posição. Outros países, como a Itália, que se encontra na posição 42.ª e a África do Sul na 46.ª posição têm uma performance muito pior que a nossa.
Estamos portanto dentro do grupo do 1/6 dos países menos corruptos do mundo. Tal deve-nos fazer reflectir pois nessa matéria deveríamos querer competir com os países menos corruptos e não ficarmos satisfeitos por estarmos mais ou menos taco a taco com a Espanha.
Se a corrupção é uma doença que se pode minorar mas nunca, como se vê, erradicar, caber-nos-á como cidadãos combater essa praga não corrompendo nem se deixando corromper, seja ela a pequena corrupção, que pretende apenas que o nosso processo ande mais depressa, mas aquela que serve para encher os bolsos de grande e poderosos.
Desenvolver a economia tornando as pessoas economicamente independentes e um sistema jurídico que combata a grande corrupção é a melhor forma de subir na tabela.
Devemos reconhecer o problema mas não desistir e fugir à sua luta.
Fonte - Transparency International
Editorial
Há algum tempo foram realizadas sessões para a elaboração e apresentação de um Plano Estratégico para o Pinhal Interior Norte e para o concelho de Góis.
Neste momento em que o Presidente da Câmara já anunciou que do QREN para Góis, apenas virá uma comparticipação para o Centro Cultural, conforme entrevista ao Jornal "O Despertar", inserto no nosso site, fica-nos uma singela pergunta.
Que caminhos apontarão o estudo que a Câmara encomendou e, se é que esteja finalizado, não foi ainda dado conhecimento público. De notar que o Presidente da Câmara, na entrevista referida, nem de perto nem de longe se refere a tal Plano, o que não deixará de se considerar estranho
Hoje, em que o próprio governo põe os seus estudos na net, esperamos que a Câmara Municipal também o faça. Na verdade são os contribuintes que o pagam e que, naturalmente, têm direito de saber o que esse estudo contém, que objectivo propõe e que estratégia indica para os alcançar.
Esse conhecimento proporcionará aos munícipes a possibilidade de sobre ele reflectirem e, havendo objectivos claros de uma política de desenvolvimento, nela se procurarem integrar.
Editorial
A construção de novas acessibilidades que estão na forja e que se espera que sejam concretizadas, representam um tempo de esperança e, também, um tempo de desafios.
Não esperem as autoridades locais que elas, as acessibilidades, vão ser a varinha mágica que, agitada, nos faça sair da actual modorra. Todos os vários concelhos beneficiados vão ter vantagens acrescidas para lutarem pelos investimentos na sua área. Aqueles que se mostrarem mais imaginativos, empreendedores e dispostos à luta irão ganhar a fatia de leão dos investimentos que vierem para a zona. Daí tratar-se de um desafio.
Também é um tempo de esperança pois as possibilidades estão, como nunca, aí.
Há que aproveitá-las até porque o estafado argumento do isolamento, deixa de servir de bengala para quem não sonha, não arrisca e não age.
É bom também que a industria local se debruce sobre as novas perspectivas que se vão abrir e aproveite o tempo que vai decorrer até as infra-estruturas estarem operacionais para estudarem novos rumos para os seus negócios
Editorial
Inserimos no nosso portal uma sondagem sobre o definhar do comércio em Góis com fechos de lojas, uns já concretizados e outros anunciados, e a opinião dqueles que responderam é conclusiva. Mais de metade dos que responderam (53,6%) apontaram como sendo a causa a "Falta de uma política camarária de desenvolvimento". Poderá o julgamento que das respostas se depreende não ser justo e não corresponder à realidade mas qualquer dirigente avisado deveria reflectir sobre ele.
Todos aqueles que gostam de Góis sentem, com ansiedade, a desertificação humana e económica do concelho. Fica a esperança que as autoridades locais e nacionais saibam dar as mãos e juntamente com a sociedade empresarial e civil encontrar as soluções que minorem o problema.
Editorial
Aproximam-se as próximas eleições autárquicas. O que para o nosso concelho são extremamente importantes, como há muito não o eram.
Com a esperada confirmação oficial, por razões óbvias, da não candidatura do actual Presidente da Câmara Municipal, abre-se um novo ciclo político para a nossa terra, que se espera possa recolocá-la no caminho do progresso, a que os seus habitantes tanto aspiram.
Parece ultrapassado o período encrespado, de quezílias e represálias, que deixou marcas profundas na nossa sociedade e se reflectiu no funcionamento dos serviços camarários. Os dois maiores partidos políticos locais parecem já terem conquistado a estabilidade democrática interna necessária para procederem a uma boa escolha democrática, atempada e consensual, dos seus candidatos.
Agora é a hora de as suas Comissões Políticas agirem. São elas que competem fazer essa escolha, que forçosamente não tem que apontar os seus presidentes, sem obviamente em nada beliscar o direito que estes também possuem (uma coisa é presidir à Comissão Política, para organizar e dinamizar os seus correligionários, outra é ter qualidades para presidir à Câmara Municipal). O que delas os goienses têm direito a esperar, é que consigam apresentar candidatos com capacidade para uma boa gestão pública.
Voltaremos a este assunto.
JNR
Editorial
Num dos últimos nossos editoriais, referimos um caso em que pessoalmente participámos, numa zona rural do interior da Bélgica, sobre o envolvimento das pessoas no progresso da sua comunidade.
Num jornal diário de hoje (Público, de 9 de Junho), é desenvolvido o assunto dos OP (Orçamentos Participativos - um processo de participação dos cidadãos nas decisões das autarquias sobre afectação de parte dos seus recursos), que tem sido experimentado em algumas zonas do mundo, nomeadamente em algumas (já são 25) autarquias do nosso país. Trata-se de um meio de aumentar a eficácia da gestão autárquica e igualmente uma promoção de cidadania (ver nas Últimas Notícias, mais abaixo).
Pela importância que poderá ter para o desenvolvimento do nosso concelho, não podemos deixar de chamar a atenção para esta matéria aos futuros candidatos à nossa Câmara Municipal (e Juntas de Freguesia), que nesta altura já estão a posicionar-se no terreno.
Será que se pode ter a esperança de, no próximo acto eleitoral, os goienses virem a ser bafejados por uma lufada de ar fresco, poderem começar a palmilhar os caminhos da democracia participativa, do diálogo, sentirem que eles próprios podem fazer parte do desenvolvimento da sua terra?
Ficamos a aguardar os programas eleitorais dos futuros candidatos.
JNR