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Góis em Notícias
Fevereiro - Livro de horas do Duque de Berry
portanto
Lurdes Castanheira eleita para os órgãos nacionais do PS
Em comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, o Secretariado da Comissão Política Concelhia de Góis do Partido Socialista [CPC], congratula-se pela eleição da Camarada Maria de Lurdes Castanheira, Presidente da CPC de Góis e simultaneamente Presidente do Departamento Federativo de Coimbra das Mulheres Socialistas, para a Comissão Nacional do PS, o mais importante órgão do Partido entre Congressos, integrando a lista apresentada pelo Secretário-Geral, José Sócrates.
Esta eleição, que decorreu durante o XVI Congresso Nacional do PS realizado no passado fim-de-semana, "constitui um motivo de orgulho e satisfação para todos os Socialistas de Góis e vem reforçar as responsabilidades de Maria de Lurdes Castanheira no âmbito do Partido, sendo um reconhecimento por parte das estruturas do PS, das capacidades de trabalho e de liderança que revela e da constante defesa dos valores e princípios do Partido Socialista", lê-se no mesmo documento.
O Secretariado da C.P.C. de Góis felicita Maria de Lurdes Castanheira, Candidata do PS à Câmara Municipal de Góis e formula votos dos melhores êxitos no desempenho de tão importantes funções.
Inauguração do Polidesportivo
Decorreu no dia 27 de Fevereiro de 2009 a Inauguração do Polidesportivo do Baião, e em simultâneo, a Comemoração do 3º Aniversário do Circuito de Manutenção Física, no espaço desportivo da Quinta do Baião, pelas 15.30H. Os responsáveis da Autarquia, nomeadamente o Presidente da Câmara Municipal o Sr. José Girão Vitorino, o Vice-Presidente Eng. Diamantino Jorge Simões Garcia e a Vereadora do Desporto Sra. Maria Helena Antunes Barata Moniz, juntamente com o Vice-Presidente da Associação de Futebol de Coimbra o Sr. Vítor Lopes, mais o Dr. José Solano e o Dr. Carlos Correia representantes da Direcção Regional do Centro do Instituto do Desporto de Portugal, procederam à cerimónia da inauguração do Campo Polidesportivo para jogos informais, dotado de condições para uma ampla polivalência desportiva, destinada à prática de diversas modalidades, entre as quais o Andebol, Basquetebol, Voleibol, Futebol e Ginástica para todas as idades. Agradeceram a todos os presentes a sua participação, num local propício à prática desportiva.
A Autarquia em parceria com o Agrupamento de Escolas de Góis, do Jardim-de-infância Rocha Barros, da Turma de Exercício, Saúde e Bem-Estar na 3ª Idade e da população realizaram um conjunto de actividades físicas e desportivas ao longo de toda a tarde, num ambiente agradável e aprazível.
As infra-estruturas desportivas estão abertas a toda a população, visando a promoção da saúde e bem-estar dos seus munícipes. Pretendendo criar hábitos de prática desportiva regulares entre a população, de uma forma lúdica, de recreação e de descontracção.
in CMG
Colmeal em festa na Casa do Concelho de Góis
Enquadradas nas comemorações do octogésimo aniversário do regionalismo goiense, ocorreram no dia 31 de Janeiro, na Casa do Concelho de Góis, as festividades representativas da Freguesia do Colmeal, organizadas pela União Progressiva, em colaboração com a Junta e com todas as restantes colectividades desta Freguesia.
Como é do domínio público, trata-se dum evento cultural que tem vindo a ser apresentado pelas freguesias do concelho, projectado e coordenado pelo Conselho Regional, cujo sucesso ascensional tem ultrapassado as melhores expectativas, tendo-se, desta feita, atingido êxito memorável, quer em exposição de artesanato regional e de fotografia, quer pelo conteúdo do seu programa, quer ainda pela avultada assistência que registou, não esquecendo que se trata duma região em acelerada desertificação.
Mais do que falar da evolução do programa e das belas prestações que foram ocorrendo, somos - por razões emocionais - impelidos a descrever o que os nossos sentidos foram captando ao longo de mais de quatro horas de espectáculo, durante o qual nos detivemos perante gentes do Portugal profundo, tão igual a nós onde tudo cheira a povo verdadeiro, de mãos calejadas, de quem atitudes da mais pura sinceridade, quer através duma fotografia que nos toca pela sua autenticidade, quer através duma saudação de alguém que nos cumprimenta com alegria, quer ainda pelas manifestações folclóricas ancestrais, inocentes e genuínas.
O povo genuíno tem este lado encantador e misterioso da vida e quando não se descaracteriza, tem aquela matriz homogénea, igualitária, onde o mais humilde e simples cidadão tem uma prestação tão apreciável como a do mais destacado intelectual.
O exemplo vem-nos da Tocata, tal como dos contributos de escalões diversos que não destoam, antes se complementam. Não se confrontam, antes de unem. Não se destacam, antes de uniformizam na mais completa harmonia, o que nos mereceu a melhor das atenções pelo seu empenhamento e entrega. Destaque-se a geração jovem bem representada pelo Henrique Miguel Mendes.
Toda a evolução da festa nos mereceu o melhor interesse, numa Casa (salão, corredores e cave) que se tornou pequena para acolher duas a três centenas de pessoas. Por nos parecer bastante interessante, destacaremos a projecção de fotografia, algo criativo a apropriado para nos mostrar o que de mais belo existe em cada aldeia. Não só pelas imagens de cor e beleza, não apenas pelos recantos culturais e recortes admiráveis das serranias, mas pelo valor apreciável dum trabalho, em grupo, que transmitiu uma ideia segura de união e solidariedade, que já vai rareando nos tempos que decorrem.
Estamos a falar dum concelho extenso e disperso, pobre de recursos, mas muito rico de gentes e tradições multi-culturais onde a solidariedade, o amanho das terras e a pastorícia formam uma base de conhecimento inigualável, mas que deixa a nu um outro campo de necessidades, criador da demanda para outros destinos, onde emergiu o regionalismo pulverizado de saudade, tema, aliás, bem tratado na intervenção da Dr.ª Lisete Matos.
Se mais nenhum interesse tivesse este encontro com a história, bastar-nos-ia o impacto que teve ao reacender... da brilhante chama regionalista nesta Freguesia, onde, ao que nos foi dado a conhecer, os níveis de entusiasmo e relação de entreajuda estavam quase a roçar o desalento! Razão pela qual o Conselho Regional dá por muito bem empregue o esforço que tem vindo a desenvolver e espera concluir o programa que se propôs cumprir.
Por mera falta de espaço, ficarão sem menção outros assuntos de relevante interesse, apenas indicaremos a seguir os elementos da Mesa de Honra. Começando pelo destacado e entusiasta dirigente da União Progressiva, Dr. António Domingos Santos, Dr.ª Lisete Matos e os autarcas: Presidente da Junta de Freguesia Henrique Brás Mendes, Sr.ª Vereadora D. Helena Moniz, Presidente da Assembleia Municipal Sr. José Pereira de Carvalho; bem como a representante da ADIBER Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira e os anfitriões Sr. José Santos e Dr. Luís Martins. Todos os elementos se mostraram encantados com o êxito do evento.
Adriano Pachecoin Jornal de Arganil, de 19/02/2009
Produtos 'Aldeias do Xisto' presentes em Berlim
A Feira Internacional de Berlim (ITB Berlim) decorre de 11 a 15 de Março.
Em simultâneo, decorrerá uma promoção do 'Destino Portugal', de 3 a 27 de Março, no Centro Comercial Alexa, na cidade capital da Alemanha. Com exposição de produtos da Rede de 'Lojas Aldeias do Xisto' entre o dia 10 e 15 de Março. Estes produtos demarcam-se pela sua genuidade, de qualidade seleccionada. Agora com exposição internacional, num certame mundialmente conhecido.
A indústria de turismo é aqui representada ao mais alto nível. Uma combinação de mostra turística com exibições públicas numa das maiores Feiras Internacionais de Turismo que atrai milhares de visitantes todos os anos.
in www.aldeiasdoxisto.pt
Comentários:
É de extrema importância fazer a divulgação por mercados onde se possa importar turistas com poder de compra. Seria extremamente errado apostar no turismo de massas, sob pena de se degradar a paisagem e se perder todo o seu valor intrínseco. O Sítio não deve ser banalizado: deve ser valorizado com a dignidade. Deve haver honestidade intelectual na sua preservação e exploração. -Queria deixar aqui algumas notas soltas de apelo à inteligência:
1ºAs coisas não são bonitas só de se verem: são bonitas de se sentir, de causar arrepios pelo mistério que as envolve. A iluminação, mal projectada, nas Aldeias de Xisto causa uma poluição visual que retira o encanto e o mistério ao Sítio. O mau gosto dos candeeiros é um pormenor de somenos importância, quando comparado com um cenário de céu laranja, banalizado como nos centros populacionais.
2º Destruíram caminhos que estavam sulcados pela passagem ancestral dos rodados dos carros de bois . Um património incrível, tapado com cubos de granito. Para não falar nas bermas com paralelepípedos de cimento: horrível, sem qualidade, sem dignidade,
3º É com regularidade que comitivas de motociclistas passam pela zona dos Penedos de Góis: semanalmente a Natureza é confrontada com um barulho ensurdecedor, tal como nas grandes cidades. Não estou a ver turistas Alemães, amantes da Natureza, a repetir o regresso.
4ºÉ com grande tristeza que se vê a Lomba do Mouro transformada em parque industrial: sim, a bateria de aerogeradores é incompatível com a rusticidade do Sítio. É triste e quase me dá vontade de chorar quando olho para tal cenário. A Serra ficou mais pobre. Da mesma maneira que a cúpula da capela do Mosteiros dos Jerónimos nunca há-de ter um aerogerador, porque se trata de um Monumento Nacional, nos Penedos de Góis e zonas envolventes deveria acontecer a mesma coisa: é um Monumento Natural. A propósito, à semelhança do que foi feito para as Portas de Rodão, já se lembraram de propor a classificação dos Penedos de Góis como Monumento Natural. É triste ver tanto folclore e gente em bicos de pés. Utilizem o Sítio com sabedoria. Saibam tirar dele a riqueza suficiente, com inteligência e sem ganância, para o não estragar. Haja inteligência e saber.
Grupo de Amigos de Sobral, Saião e Salgado - realizadas importantes obras de beneficiação
As nossas vidas passam pelo tempo a um ritmo muito grande, quando damos conta já um ano passou sem quase darmos por isso.
No caso concreto do nosso Grupo o ano de 2008 foi mais um ano de imenso trabalho, foi feito tudo que esteve ao nosso alcance, nos aspectos que dependeram unicamente de nós sentimos que tudo decorreu dentro do esperado tal como nas várias iniciativas que levámos a efeito que, em nosso entender se saldaram com êxito. Neste ano foram realizadas importantes obras de beneficiação e ampliação da nossa casa de convívio do Sobral, destas obras nasceu um novo espaço de lazer, falta liquidar uma parte significativa, no entanto estamos esperançados que, mais uma vez, vamos poder honrar os compromissos assumidos, para isso é importante podermos contar com todos, foram feitas igualmente pelo Grupo, melhoria na água que abastece o Sobral, foi colocada uma porta nova na mina e foi feito um sistema de limpeza da mesma, ficando assim a mesma com mais qualidade de salubridade e aumento da qualidade da captação.
Continuamos também aguardar informação quanto ao programa de limpeza de matas envolventes das aldeias diminuindo assim o risco de incêndio, esperamos ter em breve mais informações sobre o assunto. Para este ano de 2009 vamos embelezar o largo junto à casa convívio do Salgado, estão em agenda outras iniciativas, que logo que possível serão concretizadas.
Dia 17 de Março próximo será realizada a Assembleia geral pelas 15.30 horas na Casa do Concelho de Góis em Lisboa a fim de analisar e tratar entre outros assuntos aprovação do relatório e contas do ano de 2008, assuntos de interesse para o Grupo, escolha de lista/as e eleição dos corpos sociais para o corrente ano, a grande maioria dos directores estão há mais de 12 anos consecutivamente nos corpos sociais que é muito importante que novos rostos, novas ideias e projectos possam aparecer, pelo que solicitamos mais uma vez a sua participação na referida Assembleia.
Dia 2 de Maio vamos organizar no Sobral o 1.º encontro de concertinas, antecedido de almoço, afim de tudo decorrer como desejamos vamos necessitar que as pessoas interessadas em participar façam a sua inscrição até ao dia 29 de Abril.
Dia 13 de Junho foi o dia escolhido para o convívio anual, este ano a realizar na aldeia do Sobral, para mais informações destas duas iniciativas pode fazê-lo para os seguintes contactos: 933 523 230 - 969 920 912 - 914 239 057.
Quanto aos festejos anuais de Agosto vão se realizar nos dias 14, 15 e 16 cujo programa está em elaboração.
O almoço comemorativo dos 32º aniversário será dia 10 de Outubro em Lisboa com local a definir igualmente.
Na base de dados relativa aos associados foi incluída a possibilidade de e-mail, com todas as vantagens económicas, práticas e céleres, pelo que solicitamos aos senhores associados que dispõem de Internet que nos façam chegar o seu e-mail. Podem fazê-lo para sobral.saiao-salgado@sapo.pt. A todos desejamos um bom ano de 2009.
A direcção
in Jornal de Arganil, de 19/02/2009
Loja Social
No âmbito do Projecto "Escolhas do Futuro" do qual a Câmara Municipal de Góis é a entidade promotora e a Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra a entidade gestora, foi recentemente inaugurada a Loja Social de Góis.
Dada a crise económica que assola o País, e suas consequências sociais, a abertura da Loja Social tem como finalidade colmatar algumas necessidades imediatas de famílias carenciadas, através da distribuição de bens usados ou novos, doados por particulares ou empresas, nomeadamente roupas, calçado, utensílios domésticos, electrodomésticos roupas de cama, brinquedos, entre outros.
Esta é também uma forma de promover e incentivar a solidariedade em torno do mesmo objectivo: Ajudar aqueles que precisam.
Assim a Câmara Municipal de Góis disponibilizou um espaço contíguo ao Espaço Jovem (Largo do Pombal) para funcionamento da Loja Social, sendo este assegurado através de uma parceria com a Associação de Juventude de Góis e a Conferência de Santa Maria Maior (S. Vicente de Paulo).
A Loja Social funciona com o horário:
Terça-Feira: 09.30h às 10.30h/14.00h às 17.00h
Quarta-Feira: 09.30h às 10.30h
Sexta-Feira: 16.00h às 17.00h
A Loja Social tem as portas abertas para receber e distribuir bens.
Apelamos à solidariedade de todos
Diamantino Garcia concorre pelo PSD
"Está confirmado", disse o presidente da Comissão Política Concelhia PSD de Góis, Abílio Cardoso, ao Jornal de Arganil, sobre a candidatura de Diamantino Garcia à presidência da Câmara Municipal pelo Partido Social Democrata. O actual vice-presidente da autarquia, pelo PS, havia disponibilizado-se para ser candidato pelo seu partido, porém acabou por ser Lurdes Castanheira a assumir-se como o rosto socialista para tentar suceder a José Girão Vitorino.
O nome proposto pela concelhia social democrata em Góis foi aprovado pela Distrital do PSD, em reunião decorrida na segunda-feira, dia 16.
Dias antes, o Jornal de Arganil falou com Diamantino Garcia, que se havia mostrado "descontente" e "triste" pela maneira que PS o tinha tratado. "Até hoje o PS nunca me contactou, nem a Comissão Política Concelhia, nem a Distrital, nem o Partido Nacional. Nunca me contactaram em nada que diga respeito a esta autarquia". Na sua opinião deveria ter um tratamento "diferente" e entende que deveria ter sido informado da decisão tomada em relação à escolha de Lurdes Castanheira. "Eu acho que o partido e os militantes do Partido Socialista merecem todo o respeito, embora também ache que há algumas pessoas que merecem menos", expressou, considerando que tem condições para ser um "razoável presidente da Câmara", em virtude de ter oito anos como vereador e seis como vice-presidente da autarquia. Nesse sentido, afirmou estar disponível para "lutar pelo concelho de Góis".
Em declarações ao nosso jornal, Abílio Cardoso explicou que desde que tomou posse como presidente da Concelhia havia uma preocupação expressa em apresentar um candidato à autarquia que fosse e residente em Góis, "independentemente quem ele fosse". O importante, seria, sublinhou, "vestir a camisola de Góis", não lhe poupando elogios. "É uma pessoa perfeitamente elegante e não parece que esteja, ao contrário de outras pessoas, atrás de um lugar a qualquer custo, quer efectivamente defender as cores de Góis", disse, vincando que o "PSD evitará a todo o custo" a vitória da candidata socialista.
in Jornal de Arganil, de 19/02/2009
Comentários:
Há quem concorra a um cargo electivo e depois dele se desliga. Em altura própria para "ajudar" o presidente apresenta-se ao serviço. Depois apresenta-se como candiato a candidato à presidência da câmara pelo PS. Em seguida não comparece a uma reunião da concelhia do PS em que é eleita como candidata Lurdes Castanheira.
Queimou-se. Mas como fénix renascida ei-lo que renasce... candidato pelo PSD! Haja vergonha!
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È bonito isso Com esta vcs não esperavam O PS e meter elementos no PSD
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O que podem esperar os Goienses de um candidato que foi eleito pelo povo, mas às custas do Sr. Girão!..E abandonou quando era muito preciso trabalhar para cumprir o prometido nas eleições.Voltou como amigo do amigo girão, mas só para eludir quem não o conhecia.o preposito da sua vinda está patente aos olhos dos goienses.E o Povo sabe o que fazer, força Lurdes Castanheira ,conta com o nosso apoio e com toda a Juventude. sabemos o que vales.Eles são o que mostram.
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As pessoas têm vindo a perder o interesse na política e infelizmente deixaram de acreditar nos políticos, existem mil e uma razões, mas quanto a mim essa “uma” é a falta de honestidade ideológica das pessoas, assim como dos partidos.
O PPD/PSD toda a vida foi “buscar” pessoas a outros partidos, mas acredito que é a primeira vez que tem um candidato a Presidência que ainda é Vice-Presidente do órgão onde concorre por outro partido.
Não tenho nada contra esse senhor, mas se ele acha que o PS está errado que o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo PS em Góis está errado e talvez esteja, tenha a honestidade política, social e humana de se DEMITIR e de desvincular totalmente do seu antigo partido e das funções que ocupa graças ao mesmo.
É muito fácil dizer mal (agora) mas ainda estar lá a receber o ordenado.
Seja por favor honesto consigo mas se não o conseguir pelo menos seja ao Povo que diz querer ajudar.
Obrigado
José Manuel Tavares
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na minha opinião o que importa é o que uma equipa pode fazer pelo conselho e não é importante se é por ps ou psd, o que verdadeiramente conta´são as pessoas.
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Face ao desnorte que reina em Góis em matéria de coerência polítiica, só me ocorre o pensamento de Pablo Neruda: MORRE LENTAMENTE QUEM DESTRÓI O SEU AMOR-PRÓPRIO.
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Fogo controlado realizado em Valtorto
No âmbito do projecto europeu "Desire" e em resultado de uma parceria com mais três instituições de ensino - duas delas internacionais - a Escola Superior Agrária de Coimbra [ESAC] realizou esta manhã um fogo controlado em Valtorto [Góis], numa área com 10 hectares.
O projecto "Desire" estuda o fenómeno da desertificação e realiza programas que promovem o combate à mesma. Segundo as conclusões dos estudos efectuados, o principal factor de desertificação são os incêndios, um desastre ambiental que assola o nosso país todos os anos.
O grupo de trabalho decidiu por isso estudar os fogos controlados [fogos de Inverno de baixa intensidade] que devem ser levados a cabo de cinco em cinco anos no mesmo terreno e que são o método correcto para fazer corta-fogos - e não através de máquinas como acontece habitualmente - evitando assim os incêndios na época do Verão.
No local onde provocaram o fogo controlado - uma área equivalente a 15 campos de futebol - foram instaladas três estações de medições meteorológicas e estiveram cerca 180 sensores para medir a temperatura do fogo à superfície e no solo.
Este estudo surge em parceria com a Universidade holandesa de Wageningen e com a britânica de Swansea. A Universidade de Aveiro está também envolvida neste projecto, bem como o Instituto Tecnológico e Nuclear de Lisboa.
in www.rcarganil.com
Inauguração do Polidesportivo da Quinta do Baião
No próximo dia 26 de Fevereiro irá realizar-se a Inauguração do Polidesportivo e as comemorações do 3º Aniversário do Circuito de Manutenção Física da Quinta do Baião, em Góis, local propício à prática desportiva.
Pelas 15.30 horas irão realizar-se actividades desportivas direccionadas aos alunos do Jardim de Infância, E.B: 1,2 e 3 de Góis e Turma de Exercício, Saúde e Bem-Estar na 3ª Idade.
in www.rcarganil.com
Rota das Tradições do Xisto em dia de Entrudo
É inaugurado a 24 de Fevereiro, dia de Carnaval, o percurso pedestre "Rota das Tradições do Xisto", que abrange as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira (Góis). A inauguração de mais um Caminho do Xisto será uma actividade 'Carbono Zero', amiga do ambiente em que os participantes irão plantar árvores autóctones (características da região) contribuindo assim para esse objectivo.
O programa tem início às 9.30 horas, e tem como ponto de encontro em Aigra Nova, seguindo-se a visita à aldeia e Loja Aldeias do Xisto, visita à Maternidade das Árvores e confecção da broa à moda antiga; 11.30, visita ao capril tradicional e pastoreio do único rebanho da aldeia com a ajuda dos habitantes de Aigra Velha; 13, visita à aldeia da Pena e à moagem da farinha, num moinho único na Ribeira da Pena; 14, recepção surpresa na aldeia da Comareira; 15, aldeia de Aigra Nova, onde terá lugar o lanche colectivo e jogo do pau no largo da Aldeia.
in A Comarca de Arganil, de 18/02/2009
Convívio assinalou alargamento da estrada de Sacões
Alguns residentes da povoação de Sacões, em parceria com a Junta de Freguesia de Vila Nova do Ceira, levaram a efeito um almoço convívio, que teve lugar em casa do Sr. António Manuel Martins Nunes, para assinalar o alargamento da estrada de Sacões.
O convívio, que contou com cerca de meia centena de presenças, para além de alguns moradores da povoação de Sacões, teve ainda a participação do elenco da Câmara Municipal de Góis e da Junta de Freguesia de Vila Nova do Ceira, bem como, os funcionários da Construtora Carlos Gil - empresa que executou a obra.
Refira-se que, a obra foi totalmente financiada pela Câmara Municipal de Góis, com grande empenhamento da Junta de Freguesia de Vila Nova do Ceira, que para além de fazer pressão para que o alargamento fosse uma realidade contribuiu ainda com mão-de-obra, na construção dos paredões de suporte dos terrenos laterais.
Segundo informação do presidente da Câmara, havia todo o gosto em reconstruir as paredes em pedra, mas dado o elevado estado de degradação em que se encontravam e a grande altura dos paredões (cerca de 4 metros), não foi possível fazê-lo da maneira tradicional, pelo que, "optou-se pela reconstrução em betão", disse, salvaguardando uma situação de risco, pois as paredes ofereciam perigo de derrocada, e "antes que acontecesse algum acidente a Câmara colocou mãos à obra", reforçou o edil, que referiu ainda ser uma obra de grande interesse visto permitir o acesso a viaturas de socorro (carros de Bombeiros, etc.) que anteriormente não conseguiam circular no interior da referida povoação de Sacões.
No final de um farto almoço, onde havia todo o tipo de iguarias de alta qualidade, não esquecendo o leitão, chanfana e inúmeros doces regionais, numa refeição que se traduziu num franco convívio, graças à boa maneira de bem saber receber, o dono da casa António Manuel Nunes e Eliseu Barata Henriques agradeceram a obra mas pediram rapidamente o alcatroamento da via, ao que José Girão respondeu que, apesar da crise que se tem feito sentir e apesar da obra prometida estar concluída, tudo irá fazer para proceder ao alcatroamento, afirmando: "farei os possíveis por fazer o alcatroamento até ao final de Setembro".
O edil agradeceu ainda aos proprietários que cederam os terrenos e à empresa construtora "Carlos Gil" pelo profissionalismo e boa educação sempre presentes no local de trabalho.
in O Varzeense, de 15/02/2009
Escoteiros - Actividade da alcateia em Vale Godinho
No dia 30, do passado mês de Janeiro, cerca de 20 crianças do Grupo de Escoteiros de Góis (alcateia), acompanhados pelas suas chefes, deslocaram-se até à povoação de Vale de Godinho, onde realizaram mais uma das suas habituais e encantadoras actividades.
Os escoteiros ficaram instalados na Casa de Convívio da Associação de Melhoramentos de Vale Godinho, onde foram muito bem recebidos, facto que agradecem.
Procurando a comunhão entre o homem e a natureza e numa busca pelo conhecimento das espécies existentes na natureza local, ouvindo e observando os sons da natureza, os participantes realizaram jogos que os ajudaram a interagir com a população e permitiram um melhor conhecimento da aldeia.
Já no dia 31 de Janeiro (sábado), perto da hora da despedida, teve ainda lugar um pady-paper, que incluiu uma caminhada até Bordeiro.
Refira-se que, a actividade baseou-se no tema: "no vale encantado o ar é puro, a água é cristalina e a terra dá alimentos grandes e saborosos, fazendo com que os habitantes cresçam fortes e saudáveis. Em Vale Godinho reina a paz e a harmonia entre o homem e a natureza, onde as famas vivem em comunhão com os habitantes da aldeia.
in O Varzeense, de 15/02/2009
Góis inaugura rota das tradições
A Rota das Tradições do Xisto, um percurso pedestre de nove quilómetros abrangendo quatro aldeias do concelho de Góis, é inaugurada hoje, prometendo "um Carnaval diferente".
Contando já com mais de oito dezenas de inscrições para a inauguração, este "caminho de xisto" percorre uma vereda tradicional que unia as aldeias de Aigra Nova, Aldeia Velha, Comareira e Pena.
O percurso começa em Aigra Nova, onde os participantes vão poder aprender com os habitantes a confeccionar broa, simples e de carne, à moda antiga, com produtos endógenos - disse Sandra Marques, coordenadora da associação Lousitânea, que promove a rota.
Aqui está também prevista uma visita à "maternidade das árvores", um pequeno viveiro de espécies endógenas da Serra da Lousã, em que se incluem, entre outros, carvalhos, sobreiros, castanheiros, azevinho e cerejeiras. De acordo com Sandra Marques, estas árvores destinam-se a ser replantadas na serra.
Em Aigra Velha, onde vive apenas um casal, realiza-se uma visita ao capril tradicional e ao pastoreio do único rebanho da aldeia. "O rebanho é libertado de manhã, os animais andam sozinhos na serra e voltam ao final do dia", disse a coordenadora, explicando que os participantes na rota vão poder ensinar os cabritos mais novos a comer arbustos de forma autónoma.
Apreciar a paisagem dos "frondosos penedos" de Góis e alguns fósseis ali existentes e avistar a Serra da Estrela e, caso o silêncio reine durante o percurso, até algum veado ou águia, são outras das hipóteses abertas pela iniciativa, que compreende também a moagem de farinha no moinho da Ribeira da Pena e uma "recepção surpresa" na Comareira.
"Nestas aldeias vive muito pouca gente [cerca de três dezenas nestas quatro povoações], mas as pessoas estão muito abertas ao contacto com os visitantes, são quase os monitores", referiu Sandra Marques.
A inauguração é uma actividade "Carbono Zero", amiga do ambiente, dado que os participantes vão plantar árvores autóctones durante o percurso.
As Aldeias de Xisto integram 24 povoações distribuídas por 14 concelhos do Pinhal Interior, na região Centro.
A Lousitânea é uma associação sem fins lucrativos, cujo objectivo é dinamizar a Serra da Lousã no seu todo e, em particular, o concelho de Góis.
In Diário de Coimbra, 24/02/2009
Esporão - Comissão no circuito Benelux, Paris e Vale do Reno
Com um programa especialmente elaborado para grupo, a Comissão de Melhoramentos do Esporão está a organizar 8 dias de viagem: Amesterdão, Bruxelas, Colónia, Cruzeiro no Reno, Luxemburgo e Paris e que vai decorrer de 22 a 29 de Agosto próximo.
Os preços por pessoa em quarto duplo é de 1.295 euros; e suplemento para quarto individual, 390 euros. Redução de 60 euros por pessoa em quarto duplo (cama extra). A sinalização é de 250 euros por pessoa, com facilidades de pagamento (6 prestações) e as inscrições podem ser feitas através do telef. 213427152 ou telem. 965751117 (Avelino Martins).
in A Comarca de Arganil, de 18/02/2009
Cabreira - Dia de Santo Amaro
No passado dia 17 de Janeiro celebrou-se o dia de Santo Amaro, padroeira da Cabreira. Pelo facto do Sr. P.e Carlos Cardoso se encontrar doente foi um leigo que veio realizar a celebração, finda a qual se seguiu o habitual leilão, a cargo do tradicional leiloeiro, José Martins.
Foram muitos os que colaboraram com ofertas para o mesmo, oferecendo os mais diversos produtos, onde não faltou o bom vinho, as filhós, os bolos, broa de milho, carapaus fritos, a já tradicional oferta de um leitão, bem como os torresmos, caldo verde, enfim... um nunca acabar dos mais variados produtos.
Todos os ofertantes foram depois compradores, num convívio realizado em família, onde tudo foi bebido e comido ali no local, entre Cabreirenses e amigos. A Comissão de Melhoramentos teve um saldo de 1237,00€. Um muito obrigado a todos e que para o ano se repita, com a mesma alegria e entusiasmo.
Adelino Veiga
in O Varzeense, de 15/02/2009
2000 estudantes participaram no Corta Mato Distrital
Cerca de 2000 crianças e jovens, oriundos de 63 escolas a nível do distrito, participaram no Corta-Mato Distrital do Desporto Escolar, na passada sexta-feira, 13. Esta prova de atletismo, que decorreu na Quinta do Baião, em Góis, foi apoiada pela Câmara Municipal de Góis, numa organização da DREC - Direcção Regional Educação do Centro, em conjunto com as Equipas de Apoio às Escolas de Tábua e Coimbra no âmbito do Desporto Escolar. Disputaram as provas jovens de ambos os sexos, provenientes de diversos estabelecimentos de ensino de todo o distrito, desde Figueira da Foz, Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital, de escolas secundárias, agrupamentos de escolas, escolas profissionais e colégios. A actividade que teve como objectivo "a promoção do desporto e do atletismo e o desenvolvimento físico das crianças", consistiu na realização de diversas etapas de corta-mato divididas pelos diferentes escalões, desde "os infantis, aos juniores, masculinos e femininos". explicou a Coordenadora da Equipa de Apoio às Escolas de Tábua. A anteceder esta prova, decorreram os corta matos nas escolas, onde foram escolhidos os 6 melhores alunos de cada escola. "São os seis melhores alunos de cada escalão apurados em cada escola que estão aqui a participar" contou Luísa Ramos, referindo que a realização da prova "é o culminar de um projecto que se desenrola ao longo do ano, que é o programa de desporto escolar", direccionado para várias áreas, como sejam "volei, futsal, futebol, badminton" por exemplo. A opção pela Quinta do Baião, para a realização da actividade prendeu-se com as "boas condições logísticas do espaço" justificou a coordenadora da EAETábua, lembrando que "no ano passado fizemos esta actividade em Tábua, junto ao Estádio Nacional. Tivemos sorte com o tempo hoje, está aprazível e o espaço é amplo oferece-nos condições de segurança, como vêem estão aqui muitas crianças de todas as idades, precisávamos de um pavilhão onde eles pudessem depois da prova tomar banho e portanto o espaço que tínhamos aqui era o ideal, foi uma opção da equipa" reforçou. Já relativamente aos troços percorridos ao longo da prova, estes variavam consoante os escalões, entre os 1000 e os 3500 metros.
Refira-se que a actividade foi dividida em diversas fases, tendo início "com a selecção nos corta matos escolares, dos melhores alunos, depois vai para os distritais e posteriormente para o nacional", disse Luísa Ramos, esclarecendo "não é nada em termos profissionais, é estritamente no âmbito do desporto escolar. Há aqueles alunos que tomam gosto por isto, participam nas provas desde o tempo de infantis e que depois chegam a juniores e a juvenis e eventualmente podem entrar em clubes e continuar no corta mato".
De acordo com Luísa Ramos, nestes meios mais pequenos os clubes "não apostam tanto no atletismo, é mais no futebol, infelizmente" constatou, advogando que "isto é uma maneira de os incentivar os jovens de que há outros desportos, e tentamos com o desporto escolar abrir os horizontes desportivos e mostrar que não há só futebol e eles podem desenvolver outro tipo de actividades" e que provavelmente até "são muito bons nelas". Considerando "muito salutares" o desenvolvimento destas actividades, a responsável destacou que o desporto escolar, muitas vezes "incentiva os alunos a andar na escola", uma vez que "para alguns os incentivos não são muitos" vaticinou, realçando por último, os "intercâmbios entre escolas e conhecimento de outras realidades".
in A Comarca de Arganil, de 18/02/2009
Autárquicas: Há menos incógnitas no PSD do que no PS
Escrito por Rui Avelar
O PSD conta recandidatar a quase totalidade dos presidentes das câmaras municipais do distrito de Coimbra (11) com que triunfou em 2005, enquanto no PS prevalece, por ora, o cenário de substituição de metade dos seis eleitos, apurou o "Campeão".
Uma das excepções entre os eleitos social-democratas, porventura a única, reporta a Pampilhosa da Serra, onde Hermano Gouveia cedeu o lugar a José Brito.
Dos seis municípios cujas presidências foram conquistadas pelo Partido Socialista, são dadas como certas as recandidaturas em Mira (João Reigota), Soure (João Gouveia) e Tábua (Ivo Portela). Ao invés, têm declinado voltar a recandidatar-se Jorge Bento (Condeixa-a-Nova), Girão Vitorino (Góis) e Fernando Carvalho (Lousã).
Jaime Soares está indeciso entre perfilar-se para décimo mandato na Câmara poiarense ou candidatar-se a deputado à Assembleia da República. A inclinação do anterior líder distrital do PSD/Coimbra parece ser para a autarquia, mas a constituição como arguido poderá levá-lo a optar pelo Parlamento.
Arguido é igualmente o presidente da Câmara da Figueira da Foz (PSD), António Duarte Silva, mas este independente, que sucedeu a Pedro Santana Lopes, admite candidatar-se a terceiro mandato.
Pacíficas são as recandidaturas de social-democratas em Arganil (Ricardo Alves), Cantanhede (João Moura), Coimbra (Carlos Encarnação), Miranda do Corvo (Fátima Ramos), Montemor-o-Velho (Luís Leal), Penacova (Maurício Marques) e Penela (Paulo Júlio).
A recandidatura de Mário Alves em Oliveira do Hospital não afina pelo mesmo diapasão, mas a Comissão Politica Distrital do PSD parece apostada em viabilizá-la, à revelia da Concelhia.
O PS, que acalenta a esperança de manter a presidência do município de Góis (com Lurdes Castanheira no lugar de Girão Vitorino), acaba de sofrer uma inesperada "dor de cabeça" devido à provável transferência do vice-presidente da edilidade, Diamantino Garcia, para as hostes do PSD.
Lurdes Castanheira, constituída arguida na qualidade de dirigente da Associação de Desenvolvimento da Beira Serra (ADIBER), foi indigitada, por unanimidade, pela Concelhia do PS/Góis, sendo que Diamantino Garcia admitiu ter dado "o flanco" com a falta de comparência à reunião da estrutura partidária convocada para escolha do(a) eventual sucessor(a) de Girão Vitorino na Câmara.
Dúvidas
Em Condeixa, caso Jorge Bento mantenha o propósito de não voltar a perfilar-se, a escolha do Partido Socialista deverá recair em Nuno Moita.
Na Lousã (PS), Fernando Carvalho - magoado com a constituição como arguido, apesar de estar sem acusação deduzida (tal como Lurdes Castanheira, Duarte Silva e Jaime Soares), - irá ceder o lugar de candidato a Luís Antunes.
Para Arganil, cuja Câmara foi reconquistada pelo PSD em 2005, o Partido Socialista admite apostar em Paulo Teles, para Cantanhede em Luís Silva, Miranda do Corvo em Jorge Cosme, Montemor-o-Velho em Emílio Torrão, Oliveira do Hospital em José Carlos Alexandrino, Pampilhosa da Serra em António Sérgio, Penacova em Pedro Coimbra, Penela em Fernando Rafael e Vila Nova de Poiares em Marino Dias da Silva.
Na Figueira da Foz, as alternativas socialistas são Luís Marinho e Carlos Monteiro. Quanto a Coimbra, onde o calendário de Henrique Fernandes diverge do do Secretariado Nacional do PS, prevalece outra incógnita (vide a nossa anterior edição).
Jorge Veigas deverá ser a opção do PSD para Tábua, Aurindo Santos para Soure, Rocha de Almeida para Mira, Filipe Soares para Lousã, Diamantino Garcia para Góis e Vasco Figueira para Condeixa.
in Campeão das Províncias, 18/02/2009
INTERVENÇÃO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO
TECTOS DOS PAÇOS DO CONCELHO DE GÓIS
O CONJUNTO EDIFICADO, COMPOSTO POR TRÊS IMÓVEIS DISTINTOS, DENOMINADO PAÇOS DO CONCELHO LOCALIZA-SE EM PLENO CENTRO HISTÓRICO DA VILA DE GÓIS, JUNTO À PRAÇA DA REPÚBLICA.
O IMÓVEL MAIS ANTIGO DOS PAÇOS DO CONCELHO É UM SOLAR PROVAVELMENTE MANDADO CONSTRUIR POR PÊRO RODRIGUES, NA PRIMEIRA METADE DE SEISCENTOS. ESTÁ CLASSIFICADO COMO IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO. A SUA CLASSIFICAÇÃO JUSTIFICA-SE PLENAMENTE PELOS NOTÁVEIS TECTOS APAINELADOS DE GRANDE RIQUEZA, QUE DEVERÃO REMONTAR AO SÉCULO XVII. NO SALÃO NOBRE OS TECTOS SÃO EM MADEIRA DE CASTANHO E TÊM MOLDURAS TRABALHADAS; NUMA DIVISÃO CONTÍGUA, OS TECTOS TÊM OITO PAINÉIS COM A REPRESENTAÇÃO DE CENAS BÍBLICAS.
DESDE O INÍCIO DO ANO DE 2009, NO ÂMBITO DO PROJECTO DE RECUPERAÇÃO E REMODELAÇÃO DOS PAÇOS DO CONCELHO, ESTÁ A DECORRER A INTERVENÇÃO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO DOS TECTOS LEVADA A CABO POR TÉCNICOS ESPECIALIZADOS. O TRABALHO EM QUESTÃO É UMA TAREFA DELICADA E QUE EXIGE TÉCNICAS ALTAMENTE RIGOROSAS, NECESSITANDO, POR ISSO, DE TEMPO PARA A SUA EXECUÇÃO. AS ESTRUTURAS ENCONTRAM-SE EM ELEVADO ESTADO DE DEGRADAÇÃO, DAÍ QUE ESTA INTERVENÇÃO SE REVELE DA MAIOR IMPORTÂNCIA PARA A CONSERVAÇÃO DE UMA OBRA DE ARTE NOTÁVEL E DE GRANDE SIGNIFICADO CULTURAL PARA O NOSSO CONCELHO.
Mário Alves vai por Oliveira
e Diamantino Garcia por Góis
Distrital do PSD reuniu para aprovar seis candidatos às autárquicas. Só em Oliveira do Hospital não ia ser seguida a indicação concelhia
A Distrital do PSD de Coimbra preparava-se, ontem à noite, para aprovar seis candidatos às autárquicas, onde se destaca o nome de Diamantino Garcia em Góis e de Mário Alves em Oliveira do Hospital.
O primeiro é o actual vice-presidente da Câmara de Góis, foi eleito nas listas do PS, partido do qual já admitiu vir a desvincular-se na sequência deste processo. Diamantino Garcia pretendia ser o candidato socialista, mas sentiu-se ignorado pelas estruturas do PS. Deve agora avançar como independente, nas listas do PSD, contra Lurdes Castanheira (PS).
A escolha de Mário Alves para Oliveira do Hospital (actual presidente), não sendo uma surpresa, é o único caso em que a Distrital não aceita a proposta da concelhia, que propôs a candidatura do seu presidente José Carlos Mendes. "É o único caso", admitiu Pedro Machado, antes da reunião que à hora de fecho ainda não tinha terminado, avançando três motivos para essa decisão: "Há uma orientação estratégica clara nacional que devemos recandidatar os actuais presidentes da Câmara; há trabalho feito pelo autarca que nos motiva e todos os indicadores que temos apontam para uma vitória clara de Mário Alves". Resta agora saber o que fará José Carlos Mendes, não sendo de excluir a possibilidade de avançar com lista própria.
Além destes dois nomes, Pedro Machado pretendia aprovar as candidaturas de José Brito (Pampilhosa da Serra) - que assumiu a liderança do município após a saída de Hermano Almeida -, de Rocha Almeida (Mira) e de Jorge Veigas (Tábua), bem como a recandidatura de Ricardo Alves (Arganil). "Quero ganhar nas seis câmaras, quer onde já somos líderes quer onde somos oposição", afirma Pedro Machado. Além destes seis, que supostamente ficaram ontem à noite resolvidos, a principal dúvida entre os sociais democratas é na Figueira da Foz. Duarte Silva já falou com Pedro Machado e com Manuela Ferreira Leite mas ainda não terá decidido. Nas restantes câmaras PSD (Coimbra, Montemor-o-Velho, Cantanhede, Penela, Penacova, Miranda do Corvo e Vila Nova de Poiares) os actuais presidentes recandidatam-se.
Já em Tábua, o advogado, que já "defrontou" Ivo Portela (actual presidente e assumido candidato independente nas listas do PS) há oito anos, regressa para um "derbie" que se afirma "quente" na disputa pela Câmara de Tábua. Considerado "como um candidato forte e muito bem posicionado", Jorge Veigas é a aposta do PSD para reconquistar Tábua. Todavia, o confronto político promete uma redobrada animação, tendo em conta a mais que provável recandidatura nas listas do PS de Mário Loureiro, independente que encabeçou a lista do PSD nas últimas autárquicas e actual vereador. Apesar de não haver qualquer confirmação, nem do candidato, nem da estrutura local dos socialistas, é dada como certa a presença de Mário Loureiro como número dois de Ivo Portela.
Comentários
Engº Diamantino Tenha muita sorte, se for verdade ir como independente.
Já me transmitiram que vai muitos simpatizantes e militantes do PS, com o sr.
Será desta que a onda J. Cabeças vai ser corrida do nosso Concelho, assim como o seu braço direito. Dra. Lurdes.
Vou aguardar com calma, sou socialista mas neste momento não estou vendo pessoas credíveis na lista da Dra. Lurdes.
Regionalismo goiense: do apego à terra e da notalgia ao fantasma seratista (III)
- A Casa do Concelho de Góis enquanto dispositivo psico-afectivo ou melhorar vida
Importa começar por referir que o Regionalismo ainda permanece como um fenómeno pouco estudado, na sua génese, desconhecendo-se muitos dos seus traços etiológicos e da sua traça psicológica. Trata-se, como explica Nogueira Ramos (2004), p. 29), de "...fenómeno social que nos inícios do século passado despontou na Beira Serra, caracterizando esta pequena região...", a qual nem sequer correspondia, como não corresponde agora, a uma região em sentido institucional ou geopolítico. Será, decerto, um movimento que viu a alvorada a partir das necessidades reivindicativas de uns punhados de cidadãos empenhados em melhorar as condições de vida de zonas que, por força das inércias dos poderes e poderzinhos, estavam, desde sempre, votadas ao ostracismo, esquecidas dos lobbies que, outrora como agora, agitam a vida política e animam as actividades palacianas.
Poder-se-á assentar em que este movimento acentuou a constatação das carências, esquecendo a realidade do interior, já que a macrocefalia da capital empurrava os parcos laivos de progresso para Lisboa, às vezes para o Porto, quase sempre para o litoral, olvidando estes autênticos filhos de um deus menor, as populações das Beiras.
Que buscavam aqueles Homens que se envolveram no combate regionalista? Cargos políticos, estilo tachos? É óbvio que não. Até porque aqueles que os detiveram - os tachos ou grandes cargos - também não se lembraram muito destas populações. O reconhecimento público? Também não era por aí que navegavam: do Regionalismo não reza a História...
Buscavam, isso sim, a promoção da melhoria da vida para aqueles que por estas bandas residiam, seus amigos ou parentes, porque sabiam que a vida era aqui mais difícil e que o sol, quando nascia, apenas iluminava e aquecia alguns, sempre poucos, genericamente habitantes de outras coordenadas.
Nogueira Ramos (2004) sintetiza com mestria esta asserção: o reflexo na constituição da identidade cultural, que tem seguramente muito a ver com a fundação deste movimento. Na verdade, os Povos do interior são, como os demais, possuidores de uma matriz cultural que não se compadece com hegemonias, por mais eruditas que se queiram afirmar, nem aceita colonialismos. A tradição colonial portuguesa, produzida ideologicamente para o além-mar, começou a voltar-se para dentro: à medida que, Europa fora, os colonialismos iam sendo sacudidos pelos ventos da História, entre nós subsistiam por via de uma centriptação política já ancilosada, criando escravidões culturais, como se Lisboa estivesse no centro do mundo e o resto do país se limitasse a ser uma espécie de cenário. A aculturação dentro deste território representa um fenómeno ainda não investigado, mas que existiu e fez vítimas, desde logo a seriação de povos e culturas, a xenobofia - por exemplo, no que ao Alentejo tange, bem como nas representações nortenhas sobre Lisboa e o Sul ou sobre o gueto da zona oeste. Uma população é mais do que o elemento humano que a funda: é feita por actores e actos, e também pelo cenário, a paisagem, quase um caleidoscópio gigantesco, com odores e cores, gestos e gestas, amores e ódios, afectos e emoções. Quando os poderes se esquecem desta realidade e teimam em esmagar a autenticidade cultural, a matriz de tudo, ou as tradições, positivas e negativas, cedo ou tarde a revolta nasce. O Portugal demo-liberal, da monarquia constitucional e da miguelisto-absolutista, passou muito ao lado das preocupações de identidade dos povos; mas também da República, apesar de alguns dos seus mentores, mais influenciados pelo livre pensamento e pelo ideário maçónico, haverem propugnado por essa identidade, acabou por se render às conveniências da política, em acepção politiqueira e de caciquismo, tão usual entre nós. Portugal, país estruturalmente católico, era mais facilmente esquadrável na contenção da resignação e do conformismo: sofrer em silêncio, na expectativa da recompensa, razão maior do conformismo, essa praga que Oliverio tão bem retrata (Oliverio, 1985); daí a facilidade com que a mencionada matriz cultural foi sendo vítima de aprisionamento, germinando, contudo, - e felizmente!, o germe da subversão, consubstanciado no Regionalismo nascente.
A justeza das motivações demonstra-se pelo facto de o regionalismo ter sido sempre um fenómeno revestido de transversalidade, congregando monárquicos e republicanos, esquerda e direita, ateus, crentes e maçons, intelectuais e trabalhadores manuais, todos irmanados num objectivo maior, justo e perfeito: a equilateralidade, a equidade e a harmonia da vida social.
Com efeito, esta movimentação arrancou de preocupações e sentidos sociais: um fontanário ou um caminho, uma carreira, uma escola - como em Góis! - ou a ajuda a um irmão cego, internado na leprosaria, a quem se paga um acordeão, ou os jovens a quem se subvencionam os estudos, como sucedeu com os regionalistas da Casa de Góis, traduzem bem a mensagem e a intencionalidade social desta corrente de pensamento, reforçando-se, no que nos toca, com a bem sucedida campanha do Colégio, patrocinada em grande parte pelo Comendador Augusto Rodrigues, e executada com inúmeros sacrifícios pessoais, na presidência de Fernando Carneiro, com a inolvidável contribuição técnica do Eng Rui Cortez e os esforços, entre muitos, do Gualter Nogueira, do Frederico Nogueira de Carvalho e de Leonel Martins Gonçalves.
Escrevi corrente de pensamento porque é disso que se trata: mais do que corrente, em alguns casos, foi uma cadeia de união aquilo que nasceu sob o signo regionalista e, ao mesmo tempo, um conjunto de programas de intervenção.
A cidadania também marca presença neste fenómeno: mas esta proposição decorre directamente da antecedente, já que se privilegiou sempre o lado participativo do ser humano, equacionando-se, no âmbito do regionalismo, aspectos de magna relevância, designadamente a educação, questão saliente num país em que Salazar encerra as Escolas do Magistério Primário e inventara as regentes escolares em detrimento dos velhos mestres-escola, país com o maior indíce de analfabetos durante toda a transacta centúria e culturalmente atrasado. Procurando elevar a cultura das populações, o Regionalismo assumia contornos de subversão: pretendia tornar as pessoas em cidadãos, mais cultos e preparados e vivendo um pouco melhor. E as ditaduras não convivem bem com a elevação cultural... A velha contradição cidade-campo estava também presente: país essencialmente rural, em Portugal acentuava-se esta antítese, gerando dinâmicas confusas e complexas, com todas as fronteiras económicas, sociais e culturais que se erguiam entre as populações. O Regionalismo não queria acabar com a ruralidade nem combatia a urbanidade. Pretendia, todavia, dirimir a contradição e dotar de progresso o mundo rural, de molde a que deixasse de ser um sub-mundo, quase um lumpén. O que era também mal visto pelos poderzinhos de trazer por casa que pululavam e poluíam o país.
Na defesa da culturalidade e das condições de vida das pessoas nascidas e habitantes da Beira Serra, o movimento, ainda que não o propagandeasse, estava a engendrar uma nova racionalidade de vida, uma nova gramática vivencial, reforçando o apego das populações às terras, o orgulhos, uma espécie de nacionalismo e de espírito de pertença regional: repunha-se o orgulho de ser beirão, de ter nascido no mundo rural, por definição inóspito, e já não era vergonha dizer-se que os avós tinham partilhado a mesma sardinha por cinco ou seis irmãos. Serenamente, renascia Portugal: serenamente, sem assombradas fantasias nem ensombradas lutas, refazia-se Portugal, numa movimentação que sugere uma revolução de mentalidades.
(Palestra proferida na sessão solene comemorativa do feriado municipal de Góis)
Carlos Alberto Poiares
in A Comarca de Arganil, de 11/02/2009
Ainda o Bodo em Alvares
Alvares - Cumpriu-se a tradição do Bodo de S. Sebastião
Tal como acontece todos os anos, uma comissão organizadora realizou em Alvares, freguesia do concelho de Góis, a tradicional festa de S. Sebastião, na qual se presta devoção ao mártir que, no século XIX, salvou a população das pestes e da guerra.
Em declarações ao Jornal de Arganil, o presidente da junta de freguesia explicou que na freguesia apenas Alvares cumpre esta tradição, existindo a particularidade, em relação a outras freguesias, de que "é sempre a sede de freguesia que organiza a festa", através de uma comissão organizadora composta pela própria população, e que já é nomeada de um ano para o outro. Vítor Duarte reforçou que esta iniciativa é uma devoção ao mártir que, tendo livrado as pessoas das pestes e das guerras, é visto como "o protector das desgraças, das guerras, da fome e das pestes".
Relativamente ao pão, designado de Bodo, e que antigamente era oferecido sobretudo aos mais pobres, é "sinónimo de alimentação e fartura, em contraste com a guerra e a miséria", explicou o presidente da junta, acrescentando que parte do pão benzido neste dia é oferecido pela organização. "Os mordomos fazem um peditório e daí resulta a compra do que comemos", enfatizou, esclarecendo que cabe à junta de freguesia oferecer o pão e os tremoços.
Projectos para Alvares
No que concerne aos projectos para concretizar ainda este ano na freguesia de Alvares, Vítor Duarte apontou como principais objectivos terminar as obras no piso superior do quartel dos Bombeiros Voluntários de Alvares, concluir as obras na praia fluvial, e criar uma farmácia, para além de se perspectivar a construção de um Centro Escolar. "Espero até Outubro ainda ter a oportunidade de desenvolvê-los", adiantou, contando que o projecto das obras na secção dos Bombeiros de Alvares resultou de uma candidatura feita pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis, em parceria com a autarquia, e que "o projecto foi aprovado e as coisas estão a evoluir favoravelmente". O que se pretende é ampliar as actuais instalações que, de acordo com o presidente da junta de freguesia, são "exíguas", havendo falta de espaço para os cerca de 30 bombeiros que dormem no quartel. Para além disso, "precisamos na freguesia de um espaço polivalente onde possamos organizar iniciativas lúdicas, culturais e recreativas", defendeu, anunciando que o quartel vai albergar esse espaço.
Em relação à criação de uma farmácia em Alvares, o presidente da junta de freguesia deu a conhecer que actualmente a população dispõe de um posto de farmácia mas que "só funciona quando há médico, ou seja, duas ou três vezes por semana, e por isso não dá resposta às necessidades das pessoas que têm de deslocar-se a Pedrógão Grande". Questionado acerca de uma possível recandidatura ao cargo nas próximas eleições autárquicas, Vítor Duarte não quis adiantar para já o que tenciona fazer, contudo assegurou que pretende "concretizar estas obras que são o sonho de todos os alvarenses e que são estruturantes para a freguesia".
in Jornal de Arganil, 12/02/2009
Jantar de apoio à candidatura de Lurdes Castanheira em Góis
Um grupo de cidadãos do Concelho de Góis, de vários quadrantes político-partidários e independentes, entenderam ser oportuna a constituição de uma Comissão de Apoio à Candidatura de Maria de Lurdes Castanheira à presidência da Câmara Municipal de Góis, a qual pretende "reforçar a abrangência e ampliar o apoio partidário, que a nível local, já lhe foi expressamente manifestado".
"Tal como muitos conterrâneos que gostam de ver o Concelho de Góis na senda viva do progresso, da modernidade e da solidariedade, consideramos que Maria de Lurdes Castanheira é a pessoa que hoje indiscutivelmente reúne as melhores condições para responder aos desafios que se colocam à nossa terra, às nossas aldeias, e que nos dá a garantia do desenvolvimento de um trabalho que tenha como resultado uma melhor qualidade de vida para quem aqui escolheu viver, fazendo-nos acreditar num futuro mais próspero".
Com o objectivo de demonstrar, publicamente, "o quanto os cidadãos de Góis esperam desta candidatura", irá realizar-se no próximo dia 14 de Março de 2009 [Sábado], pelas 20 horas, no Restaurante "Retiro dos Sabores" em Góis, um "Grande Jantar de Apoio à Candidatura de Maria de Lurdes Castanheira", aberto à participação de todos.
As inscrições poderão ser efectuadas junto dos elementos desta Comissão, através dos contactos:
91 9878 919, 91 9513 312,
91 9767 706, 91 7448 325,
91 3471 093, 96 2716728,
96 7909 141, 96 8319587,
96 9285 320, 91 7618269
in www.rcarganil.com
Comentários:
De vários quadrantes políticos? Vejam os números dos telemóveis
A Família Cabeças DE TRONCO E MEMBROS.
Já chega.
Digam a Dra Lurdes para sair da Adiber, e entregar a viatura que anda todos os dias para Coimbra.
É isto que meu povo de Gois querem.
Não tenham medo, dois ordenados bem BOM
Que exemplo esta sra dá, arguida pelo negócios Quinta do Baião.
O nosso país está assim, a justiça e para os pobres, os Políticos e Ricos não funciona.
Ainda hoje no Correio da Manhã 1ª Pagina Autarca Faz Fortuna de Milhões. Isto em Braga.
Não vejo nenhum preso, autarca e político.
Mas ele está quem votou nele o povo.
Mas se for pobre e roubar uma galinha já lá mora dentro.
Tenham cuidado vamos apostar em pessoas sérias, que sejam pela transparência.
Não vamos por partidos, mas pelas pessoas.
Nosso Concelho já sofreu muito.
Obrigado pela Atenção e um bem-haja
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Força Lurdes!
Pelo menos não és Vira-Casacas!.
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Estamos cansados de ver Góis estagnado nestes 8 anos de (des)governação. Onde está o prometido melhoramento do campo de futebol ? e as paupérrimas condições em que se encontra a Associação Educativa? esquecem-se que estes projectos foram reprovados por falhas nos dossiers de candidatura? A isto chama-se incompetência. Podíamos falar ainda da desgastada Facig ou do GóisArte que já perdeu toda a credibilidade. Ou da promessa do Museu... e da casa Alice Sande... E podíamos falar de muitos outros casos tristes.
Vamos em frente, Dra Lurdes! É tempo de acreditar!
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Força Dra Lurdes Mostra a estes papalvos de Gois como é O carro novo está já pronto dizem que gasta pouco,não faz mal quem paga somos nós força Dra Lurdes,estou com sra Tambem
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O Jornal Campeão das Provincias de Coimbra Diz Hoje dia 19-02-2008 O PS acaba de sofrer uma inesperada ( dor de Cabeça ) devido à provavel transferencia do vice-presidente da edilidade,Engº Diamantino para as hostes do PSD.
Lurdes Castanheira,constituida arguida na qualidade de dirigente da Associação de Desenvolvimento da Beira Serra ( ADIBER ),foi indigitada por unanimidade pela concelhia do PS/Gois.
Na Lousã PS Fernando Carvalho-magoado com a constituição de arguido irá ceder o lugar ao candidato a Luis Antunes Agora vejam a diferença das pessoas,pessoal de GOIS ABRAM OS OLHOS
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Se é verdade o que dizem os jornais que Lurdes Castanheira é arguida em processo, também não é menos verdade que, também a crer nos jornais, se econtra bem acompanhada pelo presidente e vice presidente da câmara, também eles arguidos no mesmo caso. Ser arguido não é a mesma coisa que ser condenado e, por tal, todos se presumindo inocentes.
É pois conveniente ABRIR OS OLHOS para uma certas formas de se contarem as histórias...
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Estão todos preocupados com o carro da Lurdes... então e os carros nossos que usados particularmente pelo Diamantino e pela Helena... não saiem do nosso bolso? Eles terão direito? Povo... Povo.... isto é complicado!
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Estou preocupado Os carros ao serviço da Camara nas horas de serviços,tudo bem.
Agora fora das horas de serviço,com portagens e combustiveis não deve ser legal.
Quando a pessoa em causa leva o carro para a sua residencia,fora do concelho,não está bem.
Depois tem que escolher pó pó da Adiber ou pó pó da CMG é complicado.
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Grupo de Amigos do Sobral Saião e Salgado
Principais acções a realizar no ano de 2009
14 de Março - Assembleia geral de associados,
02 de Maio - 1º Encontro de concertinas, na Casa de Convívio do Sobral,
13 de Junho -8º convívio anual, no Sobral,
14, 15 e 16 de Agosto - Festejos anuais das nossas aldeias:
Dia 14 - 15:00 torneio de chinquilho (malha) a realizar no Salgado, (após o torneio será oferecido, pelas pessoas do Saião e Salgado um lanche)
Dia 15
- 11:30 Missa Solene em Honra de Nossa Senhora do Rosário;
- 14:30 torneio de sueca (a realizar no Sobral;
- 21:30 baile abrilhantado por Francisco Cabrita (Vocalista/Acordeonista),
Dia 16
- 16:30 tarde convívio porco no churrasco, ofertado pelo Grupo dos Amigos do Sobral (animado pelo Grupo musical "Cheirinhos do Sul")
- 21:00 baile abrilhantado pelo Grupo musical "Cheirinhos do Sul",
Dia 10 de Outubro - Almoço comemorativo do 32º Aniversário a realizar em Lisboa no restaurante "Stadium" junto Hospital Santa Maria,
Aceite o nosso convite…
Para todos estes eventos pode solicitar mais esclarecimentos através dos seguintes endereços de correio electrónico: gasalgado@grupoamigossobralsaiaosalgado.pt.cx; sobral.saiaosalgado@sapo.pt.
in www.sobralsaiaosalgado.pt.cx
Inauguração do Caminho do Xisto das Aldeias de Góis
A Rota das Tradições do Xisto é inaugurado em dia de Entrudo, dia 24 de Fevereiro.
O Percurso abrange as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira (Góis).
Esta inauguração é uma actividade 'Carbono Zero', amiga do ambiente,pois os participantes irão plantar árvores autóctones (características da região) contribuindo assim para esse objectivo.
Este Caminho do Xisto percorre uma vereda tradicional que unia as quatro aldeias que fazem parte da Rede Aldeias do Xisto de Góis: Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena.
Ao longo da Rede Natura da Serra da Lousã, um percurso com 9km, enquadrado por um espaço único e magnífico, no qual os participantes têm oportunidade de viver as tradições e as emoções mais genuínas e tradicionais destas quatro magníficas aldeias.
Observam-se diversas estruturas tradicionais e/ou comunitárias que se tornam uma mais valia pelo facto de ainda funcionarem. Um produto turístico de muita simplicidade, mas de grande excelência.
A participação é gratuita, podendo todos os interessados inscrever-se através do seguinte contacto:
lousitanea@sapo.pt ou para os seguintes números telefónicos: 235 778 644 / 966 423 677 / 969 847 852
in www.aldeiasdoxisto.pt
Autárquicas 2009
"Se o PSD me convidar vou pensar no assunto"
Vice-presidente da Câmara de Góis considera-se excluído na "corrida" às autárquicas pelo PS e mostra-se aberto a "qualquer solução"
Afirma-se "triste e desencantado", não pelas escolhas, mas "pelo silêncio". Um silêncio ao nível concelhio, da Distrital e "do partido em si mesmo" que Diamantino Garcia, considera "demasiado ruidoso". Em causa está a escolha do candidato às próximas autárquicas, uma "corrida" relativamente à qual o vice-presidente da Câmara de Góis se sente "excluído". "Os partidos escolhem os candidatos que entendem", afirma, mas não deixa de referir que "sempre manifestei a minha disponibilidade para concorrer à Câmara", e lembra ainda o facto de ser vereador há oito anos e vice-presidente da Câmara de Góis há seis.
O silêncio é, neste momento, um "pecado" que Diamantino Garcia não perdoa ao PS, tanto mais que faz parte da Comissão Política Distrital, onde o tema "candidato em Góis", tem sido verdadeiro "tabu". "Espero que o PS defina o candidato, porque consta que isso ainda não aconteceu" e, inclusive, a assumida candidatura de Lurdes Castanheira, aprovada pela Concelhia local, da qual é presidente, será surgido "à revelia da Distrital". Diamantino Garcia, reconhece que a antiga vereadora conta com o apoio dos militantes da Comissão Política, mas "não me parece uma boa candidata para a Câmara de Góis", afirma, "sem papas na língua".
Relativamente à possibilidade, já aventada, de uma possível candidatura pelo PSD, o vice-presidente da autarquia não "descarta" a hipótese. Bem pelo contrário. "Estou completamente aberto a qualquer solução", disse ontem ao Diário de Coimbra, esclarecendo, todavia, que "isso não quer dizer que tenha sido convidado e que tenha aceite". Mas, a situação é "clara como água", afirma: "se o PSD me convidar vou pensar no assunto".
O descontentamento é, de resto, um dado adquirido. "Têm vindo ter comigo muitos militantes do PS, que não estão contentes com a solução, e têm-me, inclusive, aventado a possibilidade de uma candidatura independente", disse ainda, o vice-presidente da autarquia, esclarecendo que, em seu entender, esta solução - candidatura independente - "não faz sentido", uma vez que "iria fracturar ainda mais Góis".
Com o PS a manter o "tabu", sem "nunca desmistificar" a situação, esclarecer que "tem um candidato para Góis", Diamantino Garcia deixa claro que "nunca serei um candidato do PS contra o PS". Mas, "continuo a achar que tenho condições para ser candidato e que posso fazer alguma coisa pelo meu concelho".
Militância em causa
Garantindo que não houve quaisquer contactos ou diligências com o PSD, Garcia reitera estar "totalmente disponível para servir o meu concelho e aberto a qualquer solução", inclusivamente, afirma, ao regresso às suas funções na Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Relativamente ao PS, apesar de se afirmar "socialista até morrer", não disfarça a tristeza que sente. "Não estou a gostar do que se está a passar, estou triste com a postura do PS. O PS tem toda a liberdade para escolher o candidato, mas devia dizer-me alguma coisa", defendeu, considerando que esta situação é também constrangedora para Lurdes Castanheira.
"Faço as minhas leituras deste silêncio", diz, equacionando mesmo a possibilidade de deixar de ser militante. "Se abraçar outro projecto, fá-lo-ei claramente, mas mesmo que não abrace, tenho de repensar a minha vida", confessa. Diamantino Garcia reconhece ainda que o "desencanto" não é só seu, pois começam a ser relevantes os sinais a "nível nacional".
Recorde-se que Diamantino Garcia reassumiu, em Agosto do ano passado, a vice-presidência da Câmara de Góis, a pedido do presidente, José Girão Vitorino, e expressou desde logo a sua vontade em dar continuidade ao projecto autárquico, perfilando-se como candidato, uma vez que o actual presidente não se irá recandidatar. Uma candidatura que "esbarrou" com igual vontade, expressa por Lurdes Castanheira, presidente da estrutura local do PS, que já anteriormente, aquando da tomada de posse, em Maio, manifestou essa disponibilidade, posteriormente reiterada e entretanto sufragada pela concelhia do PS.
in Diário de Coimbra,12/02/2009
Comentários
Força Engº.Diamantino. Como militante do PPD/PSD garanto-lhe já o meu apoio, agora e nu futuro........ como responsável pelos destinos do Concelho de Góis no período de 2010/2013.
VD
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Também aqui a história se repete. Também noutras autárquicas tivemos PS's convidados pelo PSD e outros que "ameaçaram" ir como independentes...
A equipa do PSD local precisa de uma grande remodelação (leia-se varridela total) e acreditando que Diamantino Garcia teria coragem para encetá-la, parece-me que os dinossaurios do partido nunca o permitiria.
Sente-se desiludido, desencantado, é o desabafo dum momento.
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Força EngºDiamantino sou socialista sei que custa mudar de partido sr. é pessoa Honesta.
Dou todo o meu apoio e minha familia,sei que muitos socialistas estão consigo.
Mora em VNCeira e assim como a familia,e gosta do nosso concelho onde nasceu Não anda nesta onda CABEÇAL,que se instalou no nosso concelho.
A Dra Lurdes Castanheira é arguida no processo Quinta do Baião,assim como camarada Dr.José Cabeças.
A dra Lurdes recebe ordenado da Adiber tem carro da Adiber etc.etc.
Como é possivel meus camaradas, apoiarem este projecto,mau exemplo para tomar os destinos de GOIS
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Lamento que pessoas com o cartão do PS, tenham tais atitudes.
Acho que devia, como já o fez no passado abandonar já, a C.M.
Não deve estar a servir-se do partido.Não merece a confiança politica dos Socialista.
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O EngºDiamantino está no Partido socialista para se servir.
Tem ganho umas croas valentes, mesmo quando abandonou a a equipa da C.M e traíu quem o elegeu,recebeu uns milhares de €€€€€.Deixou passar os dois anos. senão tinha que repôr algum.Só veio ao fim de dois anos segundo ele, para ajudar o Presidente!
Eis a questão!...
A mim , nunca mais me engana.
Oportunismo não!
Força Drª Lurdes vá em frente sem medo.
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Acho uma vergonha!
Uma verdadeira vergonha! Este homem que diz que quer servir o Povo não olha a meios para chegar ao Poder, até vender-se.
Meu amigo tenha vergonha! E faça o que faz melhor, vai-se embora!
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Já dizia o outro !!? Os cães ladram mas a caravana avança...
Não tenha receio Eng. Diamantino, sabemos que é boa pessoa, honesta e com principios não estando a procura de protagonismo e conforto pessoal, os GOIENSES na hora sabem distinguir o trigo do joio e não vão querer continuar no marasmo e apatia em que têm sido induzidos.
Faça-se rodear de bons elementos, integros, honestos e trabalhadores e limpem os menos limpidos do municipio.
Conte com os que querem um concelho melhor e integro.
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Tanto criticou o Jose Matos Cruz que foi vereador por todos os Partidos, quando ele se prepara para fazer o mesmo.
Mas mais sem vergonha é do PSD se o aceitar.
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Diamantino o Vira Casacas
O vira-casaca, é segundo alguns filólogos, o indivíduo que muda frequentemente de partido ou ideias, conforme a conveniência própria.
É também chamado de “ventoinha”, porque gira conforme o vento. O plural é vira-casacas.
O vira-casaca é um traidor em potencial. Ele anda nas sombras e espreita o inimigo a todo o momento. Qualquer um de nós pode mudar seus ideais políticos. Somos livres para isso.
Mas, o vira-casaca tem algo de traidor em sua atitude, porque ao trocar de partido, ou de facção política, ele o faz sempre escolhendo o lado vencedor de preferência no último instante, ou no instante posterior às eleições, se o lado escolhido foi vencedor, senão, não.
A falta de personalidade do vira-casaca é tanta quanto à falta de escrúpulo do político, que aceitou adoptá-lo, acolhendo-o em suas hostes no primeiro escalão, como comparsa de seu desgoverno.
Se aquele é traidor de sua consciência, este é traidor do povo que desejava mudanças quando votou.
O vira-casaca não impõe suas ideias porque não as tem.
Outra “performance” dos vira-casacas é a sua capacidade de bajular seu “amo” e senhor. Tecnico na sabujice, enganando muito bem aqueles que se consideram “raposas” na arte de fazer política.
Eis aí o perfil deste Engenheiro a partir de hoje, chamado de vira-casaca.
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Nem quero acreditar
Milagre
Força Engº Diamantino
Aqui Alvares está com o amigo,vamos aqui ajudar para a grande vitoria da grande FAMILIA GOENSE
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força diamantino não tenha medo. não é nenhum viracasaca, ou outra coisa qualquer que lhe venham a chamar.
é a pessoa ideal e com coragem para poder fazer algo por este concelho~
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Aulas de música no Centro Cívico e Cultural de Góis
Até ao próximo dia 14 de Março, estão abertas as inscrições para os interessados em aprender a tocar concertina, viola e cavaquinho, em Góis. As aulas serão ministradas na Casa do Povo, todas as quintas-feiras, das 20h às 22h para as concertinas, e das 18h30 às 20h para viola e cavaquinho. Note-se que esta iniciativa destina-se a todas as idades, homens e mulheres, e os interessados devem possuir uma concertina em três escalas, em sol/dó/fá. Para obter informações e efectuar a inscrição, os interessados podem contactar os seguintes números de telefone 919911328, 960208929 ou 235772280.
Dia da freguesia do Colmeal
Foi há uma semana e ainda não se calaram os ecos que nos continuam a chegar das mais diversas formas.
Estamos todos de parabéns: as colectividades envolvidas que demonstraram como é possível trabalhar em conjunto, a Junta de Freguesia que desde a primeira hora se disponibilizou para assegurar o transporte desde a sede de freguesia e todos aqueles, que muitos foram, a comparecer na Casa do Concelho de Góis, pequena demais para receber tantos Colmealenses. Dois autocarros vieram da sede da freguesia.
Foi um dia memorável que nunca mais ninguém vai esquecer. José Dias Santos, presidente da casa concelhia, nunca tinha visto a "sua casa" tão cheia. Mesmo a transbordar. Salão, salas de entrada, corredor, piso inferior, escadas de acesso e também na rua os Colmealenses acotovelavam-se para conseguir um lugar. Era de todo impossível.
Desde muito cedo que o salão ficou repleto. Nas salinhas da entrada e também no piso inferior os artesãos expunham os seus produtos e os seus trabalhos. Quadros, tapetes, casas em xisto, mel, aguardente, medronho, queijo, broa, filhós, castanha pilada, vinagre de mel, medronho com mel, bijutarias, rendas, artigos em lã, etc., foram objecto de grande procura, sendo que muitos destes produtos esgotaram.
O salão principal estava completamente transfigurado. As habituais fotografias foram retiradas para dar lugar à exposição de quadros de Fernando Costa, gravuras de Ilda Reis, ponto de cruz em quadrilé de Silvéria Dias, azulejos e pinturas de Paula Ramos e Diana Ramos.
Uma colecção de fotografias com paisagens das várias aldeias e casais "forrava" parte das paredes. Também Josefina de Almeida esteve representada com cinco obras suas, na sala de entrada. Uma espectacular construção em xisto, com iluminação, de Mário Mendes Domingos, esteve patente ao público durante todo o encontro.
Aberta a sessão, o Sr. Dr. Luís Martins, presidente do Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, depois de agradecer a presença de todos naquela realização solicitou um minuto de silêncio em memória do sócio número um da Casa Concelhia, Sr. Graciano Marques.
Sentia-se orgulhoso por ver a casa cheia. Isso queria dizer que "quando se chama pelo regionalismo ele ainda está presente". Não deixou de manifestar a sua preocupação pela dificuldade que se sente em cativar a juventude. Expressou a sua felicidade por ver como as comissões de melhoramentos da freguesia do Colmeal trabalharam em conjunto e por tornarem possível a grandiosidade deste "Dia da Freguesia".
José Dias Santos, presidente da Casa do Concelho de Góis, depois de cumprimentar a mesa e todos os presentes, e muito em especial os que se deslocaram da freguesia, referiu que a Casa "é a parte que o concelho de Góis tem em Lisboa para receber todas as pessoas do concelho e que está sempre ao dispor de todos".
A Dr.ª Lourdes Castanheira, representante da ADIBER, referiu-se às vicissitudes da freguesia do Colmeal, ligada ao mundo rural e com um défice populacional. Falou do envelhecimento dos seus residentes e da desertificação. "Também tem, apesar de tudo, algumas potencialidades. Recursos naturais onde se destaca a energia eólica, uma mais valia para a freguesia". Falou ainda do novo programa comunitário que veio substituir o LIDER+ e que estará à disposição de todas as colectividades e instituições. Terminou felicitando o ressurgimento do Rancho Serra do Ceira.
Henrique Braz Mendes, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, sentia-se orgulhoso de ver a casa cheia. Agradeceu "o empenho que tiveram todas as colectividades da freguesia na realização deste encontro da gente do Colmeal", e realçou ainda "a força e união da colectividade da União Progressiva da Freguesia do Colmeal".
Dr.ª Lisete de Matos, presidente da Assembleia de Freguesia do Colmeal, cumprimentou a todos e as restantes freguesias do concelho e saudou ainda os concelhos que se "irmanam com o concelho de Góis na problemática do regionalismo, porque tiveram os mesmos problemas e a mesma experiência". Demonstrando muito apreço pela iniciativa, salientou e enalteceu o esforço do voluntariado colocado ao dispor do regionalismo, terminando com os seus "parabéns aos promotores".
Helena Moniz, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Góis, após transmitir os cumprimentos do edil, ausente por compromissos já assumidos anteriormente, falou sobre regionalismo não esquecendo "as pessoas que em tempos multiplicaram esforços para que os povos pudessem usufruir das infra-estruturas básicas para a melhoria da sua qualidade de vida". Continuou, alertando para que "neste princípio de século chegou o momento de olharmos em frente e planearmos o futuro. As dificuldades são outras e revelam um cariz sócio cultural diferente".
Realçou o trabalho da União Progressiva da Freguesia do Colmeal que "tem desenvolvido interessantes e inovadoras actividades de promoção turística, social e cultural", reafirmando que "interessa que o nosso território defenda a sua identidade, a sua especificidade e preserve as suas memórias, vivências e tradições reavivando a sua memória colectiva".
José António Pereira de Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis, relembrou os tempos idos do PREC em que a população da freguesia do Colmeal se opôs à retirada das placas toponímicas existentes e que faziam referência a eventos ou a personalidades ligadas ao anterior regime. Em seu entender "povo que não regista a sua história não tem nada para transmitir às gerações futuras".
"Muito se fez graças à intervenção das "Comissões" que, com sede estabelecida nesta Casa do Concelho de Góis, levou ao aparecimento de grandes figuras do Regionalismo, razão pela qual considero estas Instituições como fundamentais no desenvolvimento e progresso das suas terras".
António Domingos Santos, presidente da Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, em nome de todas as colectividades da freguesia, cumprimentou os elementos da mesa e dirigiu-se a todos quantos enchiam a sala. Uma palavra especial para a imprensa regional que tem tido um papel muito importante como "voz" dos regionalistas e das suas aspirações ao longo de décadas.
Recordou o convite feito pelo Conselho Regional e o desafio a que se propusera no sentido de ter todas as colectividades da freguesia a seu lado, o que conseguira. Foi um trabalho de equipa, feito com alegria e entusiasmo, que culminou com esta enchente de conterrâneos e amigos, alguns dos quais das restantes freguesias e dos concelhos vizinhos de Arganil e Pampilhosa da Serra.
Referindo-se ao programa proposto para este "Dia da Freguesia do Colmeal" realçou o papel importante dos artesãos que tinham vindo das várias aldeias e casais com os seus produtos tão genuínos. Solicitou aos presentes para que aproveitassem a oportunidade para os adquirir, pois seria um incentivo para quem os produziu.
Recordou Fernando Costa e Ilda Reis, dois artistas colmealenses desaparecidos mas ali presentes com obras suas, que já estiveram expostas nos quatro cantos do mundo.
Não querendo e "evitando repetir temas" que seriam tratados no decorrer da programação, foi transmitindo a sua satisfação pelo trabalho de grupo, não deixando de recordar e sugerir uma visita demorada e atenta às exposições patentes no andar inferior - fotografias dos mais belos recantos das nossas aldeias, recortes da imprensa regional, fotografias e documentação antiga das colectividades.
Depois de aludir às próximas intervenções e da apresentação do livro "Memorial" da União, deu grande enfoque ao reaparecimento do Rancho Serra do Ceira, que parece estar de novo no bom caminho e na senda de novos êxitos.
Henrique Mendes, António Duarte e Miguel Mendes, três épocas, três visões diferentes de regionalismo, captaram em seguida a atenção dos presentes.
Recordados os tempos difíceis que os primeiros regionalistas encontraram, os muitos entraves com que passo a passo se iam deparando para conseguirem as estradas, a água, a electricidade, escolas, o posto médico, o telefone, o saneamento básico, etc.
O entusiasmo, o empenho, a falta de meios e de dinheiro, que sempre se ultrapassava com a vontade férrea que caracterizava os nossos regionalistas, foram postos em relevo.
Uma nova visão tendo em atenção as oportunidades e as ameaças que se colocam nos tempos actuais, numa tentativa de combater a desertificação que se vem sentindo nas nossas aldeias. É imperativo dar vida às nossas aldeias, atrair novos investidores e manter uma constante pressão junto das entidades locais.
Realçado o papel importante que se viveu para a concretização deste "Dia", reunindo as colectividades e fazendo um trabalho conjunto, que se espera venha a ser o início de um novo período no regionalismo da freguesia do Colmeal e no concelho de Góis.
António Domingos Santos fez seguidamente a apresentação do "Memorial" da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Tal como o título indica, neste livro recordam-se todos os que ao longo da vida da colectividade passaram pelos seus corpos sociais. Não é a história da União. Talvez um dia se reúnam as páginas dispersas dos seus setenta e cinco anos e se faça o seu "Historial". Será tudo uma questão de tempo e de oportunidade. Tendo convidado para a mesa homens e mulheres que fazem parte da vida da União como Horácio Nunes dos Reis, José Nunes de Almeida, Manuela Costa ou Antonieta Fontes, a primeira mulher a ser eleita para um cargo na colectividade, António Santos agradeceu a Lisete de Matos e à Gráfica que produziu o livro, toda a colaboração prestada para o que o "Memorial" ali pudesse ser apresentado.
Como diz Lisete de Matos na nota de abertura "Setenta e cinco anos volvidos sobre a data da sua constituição, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal está de parabéns por preservar no esforço de bem-estar e convívio, cultura e reforço da identidade. Também pela homenagem que presta aos seus antecessores, segura das exigências do presente e de que não há futuro sem memória do passado".
Este "Memorial", livro da responsabilidade da Direcção da UPFC "é uma homenagem simples como simples foram também aqueles que pensaram e criaram a União", que, é considerada como "um alfobre e uma escola de regionalistas. Um exemplo que era seguido atentamente pelas outras colectividades".
Já com a voz embargada pela comoção, pediu uma forte salva de palmas "para todos quantos figuram no "Memorial" a quem prestamos o nosso profundo agradecimento e a nossa homenagem".
Com "Viajando pela Freguesia" todos tiveram oportunidade de ouvir textos alusivos a cada uma das aldeias e seus casais e ver fotografias lindíssimas dos recantos que nem todos conhecemos. Foi um período bastante interessante para intervalar um pouco a série de intervenções. Trabalho desenvolvido por cada uma das comissões e que servirá como roteiro futuro para mostrar o que de melhor e mais bonito temos para apresentar a quem nos visita.
Lisete de Matos, autora de vários livros e de artigos na imprensa regional, apresentou o tema seguinte "Regionalismo e o Futuro".
Referiu-se às "migrações como uma das componentes estruturais da nossa sociedade e como sendo uma resposta às difíceis condições de sobrevivência nas regiões rurais".
O êxodo que se verifica em toda a freguesia e na região, o que provoca o começo da desertificação que hoje se sente - "a população parte à procura de melhores condições de vida…, partem os homens que vão chamando os que ficaram".
Mas verifica-se sempre uma "ligação dos protagonistas às origens… e o valor que atribuem à terra-solo, o Regionalismo, enquanto movimento associativo específico dos migrantes da zona, e singular nos seus objectivos".
Um poema "Ser Regionalista", muito bem elaborado e enquadrado no tema, de autoria de Fernando Tavares Marques, e lido por Lucília Silva e Nuno Santos, preencheu o espaço seguinte.
Percebia-se algum nervosismo entre os elementos do Rancho Serra do Ceira que se preparavam para a sua primeira apresentação em público após algum tempo de paragem.
Criado pelo padre Manuel Pinto Caetano, o Serra do Ceira foi "deslizando" pela freguesia do Cadafaz até se fixar no Esporão onde se foi mantendo até à imobilidade.
Com pessoas interessadas e entusiasmadas na freguesia do Colmeal, jovens e menos jovens estão disponíveis para que o Rancho seja de novo uma realidade. Trabalha-se afincadamente para que voltem a viver-se momentos de felicidade e de sucesso que muitos de nós recordamos com saudade.
A sala foi generosa nos aplausos com que os recebeu e numa primeira ajuda para a compra de fatos e de algum equipamento. A solidariedade beirã mostrou mais uma vez do que é capaz.
Seguiram-se os "Sons da Malhada" que, com as suas vozes e o seu instrumental, alegraram todos quantos mantinham a sala repleta e que já os esperavam ansiosamente.
Depois, a sala transfigurou-se novamente, agora para o jantar volante que foi servido a cerca de trezentos convidados. A finalizar, o baile serrano.
Para o Colmeal partiam entretanto todos aqueles que partilharam o "Dia da Freguesia" com os que habitualmente moram na área da Grande Lisboa.
Uma palavra de agradecimento para todos quantos colaboraram nesta realização, com relevo para a equipa que tomou conta da cozinha. Uma palavra muito especial para a grande ajuda que nos deram os nossos amigos e conterrâneos da "Mimosa", "Guardanapo" e "Chopinho" e também um obrigado grande para a gerência da Seriposter pelos meios que nos disponibilizou.
Um dia memorável. Graças ao empenho das Comissões de Melhoramentos do Soito, de Ádela e de Malhada e Casais, da Associação Amigos do Açor, da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais, do Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado, da União e Progresso do Carvalhal e da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
A união foi possível!
UPFC
In http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/, 08/02/2009
Aldeias e instituições do concelho de Góis beneficiadas com donativos
O Conselho Directivo dos Baldios de Cortecega, Vale de Moreiro e outros procedeu recentemente à entrega de fundos às dez aldeias que constituem os baldios, assim como à atribuição de donativos a três instituições do concelho de Góis, cerimónia que teve lugar no Salão Nobre da Associação dos Bombeiros Voluntários de Góis. Casal Loureiro, Cortecega, Liboreiro, Manjão, Outeiro, Piães, Valboa, Vale Godinho, Vale de Maceira e Vale de Moreiro foram as aldeias contempladas com 1500 euros cada, enquanto a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis recebeu um donativo no valor de 500 euros, e a Santa Casa da Misericórdia de Góis e o Centro Social Rocha Barros receberam 350 euros cada.
O objectivo do Conselho Directivo dos Baldios foi "cumprir a razão da sua existência que é ajudar e colaborar na resolução dos problemas mais prementes que enfrentam as comunidades locais". Para além disso, o Conselho Directivo visou "contribuir na resolução das preocupantes dificuldades com que se debatem todas as instituições locais", nomeadamente a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis, a Santa Casa da Misericórdia de Góis e o Centro Social Rocha Barros, que "muito contribuem para a segurança e o bem-estar de todos".
No acto de entrega do donativo de 500 euros aos Bombeiros Voluntários de Góis, o presidente de direcção do Conselho Directivo dos Baldios de Cortecega, Vale de Moreiro e outros salientou que esta Associação, fundada em 1956, "desde sempre tem dado o seu contributo para o concelho, tanto na área da saúde como dos incêndios florestais", enaltecendo ainda "a capacidade de sacrifício destes homens e mulheres que sempre que o dever obriga são capazes de arriscar a vida para salvar outros". Em nome da direcção dos Bombeiros Voluntários de Góis, Renato Rocha revelou que este donativo vai ser utilizado para "a conclusão das obras do telhado que está neste momento a necessitar de ser coberto e colocadas telhas".
Ao Centro Social Rocha Barros foi atribuído um donativo de 350 euros. "É sempre bom lembrarmos as pessoas ilustres, pessoas que tiveram notoriedade, no âmbito do social", defendeu Carlos Gomes, recordando que António da Rocha Barros Júnior foi presidente da Comissão Instaladora da Sopa dos Pobres durante 20 anos, bem como sócio honorário da mesma, foi pioneiro na distribuição de leite aos alunos carenciados da Escola Primária e constituiu um bairro social e um edifício dos correios, "organismo que daria origem ao actual Centro Social Rocha Barros", instituição de caridade que se destina às crianças e aos mais idosos. Foi José Alberto que recebeu este donativo, afirmando que "em devido tempo" a instituição vai dar a conhecer como vai ser utilizado esse dinheiro.
Seguidamente a Santa Casa da Misericórdia de Góis também recebeu igual quantia, consistindo numa instituição que, apesar de ter estado inactiva durante muitos anos, foi reactivada em 1989 e "tem como actividade principal o apoio à infância, juventude e terceira idade". Após receber este donativo, Isabel Gomes agradeceu em nome da instituição.
Entretanto, as dez aldeias que constituem os baldios receberam 1500 euros cada, de forma a "contribuir para a melhoria das condições de vida de todos quantos lá residem", sendo que nesta ocasião foi dado a conhecer os destinos destas verbas. Deste modo, a Associação Desportiva e Cultural de Cortecega informou que esta verba será utilizada para pagamento de obras a executar no interior da sede da Associação; a ANALIB - Associação de Naturais e Amigos do Liboreiro informou que os fundos atribuídos vão ser utilizados para melhorar o acesso à fonte, assim como o espaço onde a mesma se encontra, "tornando assim o mesmo não só com melhor aspecto mas também mais seguro", obra que deverá estar concluída até ao final do corrente ano; a localidade de Manjão propõe-se a gastar este dinheiro no rebouco interior do salão da casa de convívio; em Piães, esta verba será aplicada para melhorar uma levada de água que tem por objectivo abastecer o lavadouro; os compartes residentes no Outeiro pretendem utilizar a verba para a construção de duas casas de banho junto da capela de Nossa Senhora da Rocha; os habitantes da aldeia de Valboa revelaram que este donativo será gasto na reparação de duas ruas da aldeia "em elevado estado de degradação e necessitando de uma intervenção urgente", e nos acabamentos do tanque de recolha, armazenamento e reserva de águas da aldeia provenientes da nascente; em Vale de Godinho, a verba destina-se à realização de obras relacionadas com a casa de convívio; a população de Vale de Maceira pretende construir um tanque para prevenção de incêndios, sendo que com esta verba vai iniciar o projecto conduzindo a água da nascente até ao local onde se construirá o tanque; em Vale de Moreiro, a verba será utilizada no rebouco interior do salão da casa de convívio; a população da localidade de Casal Loureiro pretende também efectuar algumas obras na povoação, nomeadamente a construção de muros com blocos de cimento que ficarão preparados para posteriormente serem forrados com pedra da região, obra que tem por objectivo "o alargamento da via pública".
Refira-se que no decorrer desta cerimónia, o presidente do Conselho Directivo dos Baldios de Cortecega, Vale de Moreiro e outros salientou a ausência do presidente da Câmara Municipal de Góis nesta iniciativa, já que o autarca avisou que não poderia estar presente porque tinha de estar presente na inauguração da exposição de fotografia relativa ao concurso "Património de Góis". Realçando que escolheram o salão dos Bombeiros Voluntários de Góis para realizar esta cerimónia, devido "à situação de saúde do nosso presidente", Carlos Gomes lamentou o facto do autarca não se ter feito representar, já que "estamos nesta iniciativa a ajudar a Câmara", alegou. Defendendo que o objectivo dos baldios passa por "colaborar no sentido de ajudar a resolver os problemas" das populações das várias aldeias, o dirigente recordou que já têm procedido à entrega de donativos, no entanto, esta foi a primeira vez que o fizeram publicamente.
in RCA, edição electrónica
Cooperativa de Vila Nova do Ceira divulga projectos realizados e apresenta plano de actividades para 2009
Passado pouco mais de um ano que os novos corpos sociais da Cooperativa Silvo Agro-Pecuária de Vila Nova do Ceira tomaram posse, o jornal O VARZEENSE conversou com os elementos da direcção para saber mais quais as dificuldades encontradas, projectos realizados e planos para o futuro.
Confrontado com algumas preocupações proferidas no discurso de tomada de posse em Janeiro de 2008, António Dias congratula-se agora por ter conseguido melhorar algumas situações, nomeadamente: a maior participação dos sócios e a maior rentabilidade, especificando o caso dos combustíveis, que graças a uma parceria efectuada veio conseguir um melhor preço. O presidente da direcção, António Dias referiu que, os sócios têm sido participativos e disse: "na primeira reunião da direcção, que se realiza semanalmente, actualizámos o manual de funções e o organograma de serviços e foram distribuídas tarefas", pelo que, todos os órgãos sociais participam activamente e foram ainda delegadas responsabilidades tanto a nível das diversas secções, como nos funcionários, que, conforme prosseguiu "independentemente de haver uma responsável geral - Eng.ª Helena Rodrigues, também os funcionários têm delegadas algumas responsabilidades".
No entanto, o presidente da direcção apela ainda à maior participação dos associados, principalmente nas assembleias, onde poderão apresentar ideias, que por vezes são muito válidas e podem ajudar a Cooperativa a crescer cada vez mais. António Dias realçou que "só graças à participação de todos os associados conseguimos um resultado bastante positivo que superou as próprias expectativas".
A nível de apoios, a direcção da Cooperativa considera importante ajudar as colectividades da freguesia, pelo que, no início de 2008 atribuiu-lhes um subsídio. Mas, o presidente da direcção aconselha as instituições, que no início do ano devem apresentar os seus planos de actividades. António Dias mostrou-se ainda insatisfeito com a falta de assiduidade mas Assembleias, dos elementos que fazem parte das colectividades, "eles são todos associados e devem participar nas Assembleias da Cooperativa e expor as suas ideias" concluiu.
O jornal O VARZEENSE apurou ainda que, a Cooperativa divide-se em três secções: secção florestal, secção de compra e venda e secção agrícola. A secção florestal refere-se essencialmente à exploração dos baldios, a secção de compra e venda tem a parte da venda dos produtos, o gabinete de contabilidade e o apoio técnico e a secção agrícola tem máquinas agrícolas que permitem fazer diversos trabalhos aos associados, tem o lagar e terá, em termos futuros, se o projecto for aprovado, uma melaria.
Projectos realizados em 2008
No que se refere aos projectos realizados no primeiro ano após a tomada de posse, a direcção reportou-se a algumas prioridades que foram executadas logo no primeiro trimestre, bem como, a todos os planos executados ao longo do ano:
- Alterações no funcionamento da área comercial e nos gabinetes - na parte administrativa - onde foi criado o gabinete técnico, da responsabilidade da Eng.ª Helena Rodrigues (coordenadora de todos os serviços da Cooperativa).
- Mudança do gabinete do veterinário, que "vem mensalmente dar apoio aos animais dos nossos associados", criando um espaço num local mais adequado e que não necessite que os animais andem a entrar na sede da Cooperativa.
- Em tempo recorde conseguimos concluir o projecto e realizar a obra, tendo agora uma farmácia de produtos fitofármacos.
- Existia uma parceria com a Comp.ª de Seguros Sagres para fazer seguros aos associados, mas a legislação mudou e havia necessidade de haver alteração em termos de Lei. A anterior direcção optou por esse seguros serem transferidos para fora da Cooperativa e nós entendemos que deveriam continuar dentro da Cooperativa, pelo que, inscrevemos uma funcionária num curso de mediação, funcionária essa que já tratava destes assuntos há bastantes anos, e neste momento ela já é mediadora, pelo que, já está a situação legalizada, tornando-a melhor para a Cooperativa e para os associados.
- Foi nomeada uma comissão de venda para negociar a venda de mais um corte da mata de eucaliptos, que depois de várias propostas apresentadas e discutidas foi escolhida a melhor.
- Actualização dos estatutos e regulamento interno. Refira-se que, os estatutos que estavam em vigor eram ainda de 1985 e o regulamento interno reportava-se a 1969 - ano da fundação da Cooperativa, pelo que, foi elaborado previamente um projecto com o apoio do Instituto António Sérgio, que depois de muito discutido foi votado e aprovado.
- Legalização do posto de abastecimento de combustível, visto que, anteriormente não existia alvará e neste momento já possuímos um alvará que permite a venda de produtos petrolíferos até ao final de 2013-
- Foi celebrado um novo contrato de fornecimento de combustíveis com a BP, que permitiu o ganho de 1 cêntimo em cada litro. Este valor pode não parecer relevante mas, "no final de ano, somou um valor na ordem dos dois mil e duzentos euros", disseram. Refira-se que, este acordo foi celebrado apenas até ao final do mandato da actual direcção.
Ainda em relação aos combustíveis, os elementos da direcção acrescentaram que, estão satisfeitos com a actual rentabilidade "conseguimos ultrapassar o objectivo a que nos tínhamos proposto". O presidente da direcção mostrou-se ainda satisfeito com o volume de vendas dos combustíveis "em relação ao ano anterior foi efectuada uma venda de mais setenta mil litros".
- Foram efectuadas reuniões com os elementos das diferentes mesas sectoriais, para que todos possam ser ouvidos, com a finalidade de se poder decidir da melhor forma.
- Realização de um workshop de apicultura com a participação de oradores de grande nível onde se manifestou uma grande aderência dos associados.
- Conclusão do asfalto colocado na zona dos armazéns. Neste ponto, António Dias realçou que a colocação do asfalto foi um trabalho efectuado totalmente pela Câmara Municipal de Góis. Referiu ainda que, a direcção prima por ter um bom relacionamento quer com a Câmara Municipal, quer com a Junta de Freguesia, bem como com as diversas instituições da freguesia e do concelho, pois defende que o trabalho em parceria torna-se mais fácil.
- No que se refere à contabilidade da própria Cooperativa que estava s ser feita no exterior passou a ser elaborada no gabinete de contabilidade da própria Cooperativa, amealhando um valor anual de cerca de seis mil e tal euros. "Entendemos que, se estávamos a fazer contabilidades para os associados não tinha lógica que não fizéssemos a nossa", acrescentou o presidente da direcção, lembrando que, desta forma temos um melhor controle contabilístico, que "no meu entender deve ser analisado diariamente para imediatamente poderem ser tomadas as melhores decisões", disse.
- A secção agrícola é a que luta com mais dificuldades, pelo que, António Dias referiu "apostámos no Lagar, entendemos que ele tem que produzir mais. O Lagar da Cooperativa tem uma maquinaria das mais modernas e está muito bem apetrechado, pelo que tem que ser aproveitado para transformar mais azeite".
Plano de actividades para 2009
Para 2009 a direcção apresentou algumas das ideias inseridas no seu plano de actividades:
- Aquisição a médio e longo prazo de alguns terrenos para criar a própria mata florestal, para que "independentemente do contrato dos baldios podermos ter também os próprios terrenos para exploração", acrescentou António Dias.
- Está em projecto a construção de uma melaria, para instalar no Lagar, permitindo o aproveitamento do espaço.
- Inserido nos Programas da CONFAGRI, a Cooperativa de Vila Nova do Ceira foi seleccionada para participar no programa INOVAGRIS (Inovação, Organização, Consultadoria e Formação) que já iniciou e irá decorrer até ao final de Setembro. O programa é muito abrangente e apoia os projectos em curso, ajuda a desenvolver novos planos, estuda a viabilidade dos projectos, dá formação ao presidente da direcção e à directora, Eng.ª Helena Rodrigues, aconselha qual o tipo de formação necessária aos funcionários...
- O Marketing é outra das questões que o presidente da direcção considera muito importante e na qual pretende apostar.
- A formação é um dos aspectos que também considerou importantíssimo.
- Será implementado um cartão de sócio
- Inserido no 40º aniversário da Cooperativa, "pretendemos promover um fórum de discussão com diversas entidades representativas da vida associativa".
- Dando cumprimento à nova legislação, preparar os títulos de capital em substituição das antigas acções.
- Criar uma página na Internet de forma a existir uma maior aproximação entre os associados e a Cooperativa, prestando uma melhor informação.
- Aquisição de um imóvel para um projecto de acção social a desenvolver pela Cooperativa em benefício dos cooperadores e da população em geral. Ou seja, encontra-se em estudo a viabilidade de um projecto para a possível construção de um Lar, que, caso venha a tornar-se realidade irá criar postos de trabalho e tornar-se-á uma mais-valia para a freguesia e para o concelho. Já com um imóvel em vista, o presidente da direcção ainda não adiantou pormenores, visto estar ainda a aguardar aprovação do projecto a nível de acção social para depois entrar em negociações.
- Fornecer apoio técnico aos associados no que se refere à inventariação de propriedades florestais, que por outras palavras se resume a uma avaliação à área pretendida de forma a que o proprietário saiba o correcto valor da floresta que pretende vender.
- Na secção agrícola, para dinamizar e tornar mais rentável o Lagar, segundo acrescentaram os elementos da direcção: "entendemos que é bom proceder à plantação de olival, pelo que, iremos efectuar estudos aos solos dos terrenos da Cooperativa para saber se compensa a plantação de oliveiras". Ainda no que se refere ao olival é ainda intenção da actual direcção da Cooperativa efectuar parcerias com os associados para exploração dos seus olivais.
- Renovar o equipamento agrícola evitando alguns custos de manutenção visto estes já se encontrarem em elevado estado de degradação.
- Começar a comercializar o azeite com o novo rótulo. Refira-se que, esse rótulo já está criado e apenas falta regularizar algumas situações em termos de legislação.
- Concluir o espaço envolvente ao lagar.
- Em relação à secção de compra e venda, para o ano de 2009, os elementos da direcção pretendem um aumento sustentável das vendas e insistir nas cobranças.
- E por último, prestar serviços de apoio, não só na área da contabilidade, mas também em diversos assuntos que os associados precisem, nomeadamente, nas finanças, etc.
Para concluir, a direcção referiu-se às câmaras de vigilância instaladas na Cooperativa, como forma de segurança para os funcionários, associados e bens da cooperativa. Exemplificaram ainda o facto de haver no exterior uma caixa multibanco, um posto de combustíveis e alguns materiais de fácil acesso, pelo que, foi uma forma de dotar a Cooperativa de uma maior segurança.
in O Varzeense, de 30/01/2009
Comentários:
Já andam a falar que o imovel,será do irmão do Dr.Mario Garcia ali junto a nossa FVN do Ceira,será verdade ?
Um abraço
Tó
Associação de Compartes dos Baldios - Aldeias receberam fundos
Foi num ambiente de grande indignação, manifestada pelo presidente do conselho directivo da Associação de Compartes, Carlos Gomes, que decorreu a cerimónia de entrega de fundos às dez aldeias que constituem os baldios e a atribuição de donativos a três instituições do concelho, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis, Santa Casa da Misericórdia e Centro Social Rocha Barros.
Em causa, a ausência do presidente da autarquia, José Girão Vitorino, na cerimónia, pelo que além de ler o ofício enviado à Câmara e respectiva resposta, dando conta da impossibilidade de estar presente por compromissos com outro evento, notou o descontentamento pela situação. "Sinto-me indignado e revoltado com a falta de respeito demonstrada pelo presidente da Câmara e para com todos os presentes", começou por dizer, tendo aludido antes ao facto de que a cerimónia da Associação tinha início 30 minutos antes do compromisso do edil, na vila. "Não há desculpas, chega!", protestou, frisando que "os cidadãos do concelho de Góis, pessoas educadas, trabalhadoras e honestas não mereciam ter este flagelo, ter um presidente que nem as regras da boa educação conhece".
Segundo disse Carlos Gomes, a Associação pretendia colaborar com a Câmara, em termos de ajuda às aldeias, mas lamentou o nível "baixo" do autarca por não estar presente, fazer-se representar, ou deslocar-se ao quartel dos Bombeiros, onde decorreu a cerimónia, para fazer um cumprimento.
O dirigente revelou que o problema com a autarquia teve início no mandato do actual presidente da Câmara, devido a um "atrito que nos impede de conseguir mais valia, cortes e mais dinheiros para as comunidades locais", sustentou, afirmando que "estendemos o braço" à autarquia no sentido de abordar várias vertentes da floresta e respectivos proveitos.
Fundos e donativos
Cumprindo a razão da sua existência, conforme foi vincado por Carlos Gomes, que é ajudar na resolução dos problemas mais prementes que enfrentam as comunidades locais, foram entregues ajudas monetárias às três maiores instituições do concelho, que "muito contribuem para a segurança e o bem-estar de todos". Assim, a Associação Humanitária recebeu 500 euros e a Santa Casa da Misericórdia e Centro Social Rocha Barros 350 euros cada.
No que respeita aos fundos, são dez as aldeias que beneficiaram da Associação, com 1500 euros cada, por serem integrantes dos Baldios:
Vale de Moreiro- obras na casa de convívio;
Vale Godinho- obras na casa da comissão;
Vale Maceira- construção de um tanque para prevenção de incêndios;
Cortecega- obras na sede da Associação Desportiva e Cultural;
Casal Loureiro- muro para alargamento da estrada;
Piães- colocação de manilhas ao longo da levada que serve para os regadios e o lavadouro;
Vale Bôa- reparação de duas ruas da aldeia e acabamentos do tanque de recolha, armazenamento e reservas de água da aldeia; Liboreiro- melhoramento do acesso à fonte e do espaço onde a mesma se encontra, tornando-a mais seguro para as dezenas de pessoas que ali se deslocam;
Outeiro- construção de duas casas de banho nas instalações; e Manjão- obras no salão da casa de convívio.
"As aldeias debatem-se com problemas de toda a ordem", sublinhou Carlos Gomes, justificando a importância de receberem os fundos da Associação de Compartes, revelando ter sido a primeira vez que, de uma forma tão "clara", a acção teve efeito. "Temos de ter capacidade de iniciativa, de colaborar com outras entidades, no sentido de os ajudar a resolver", disse ainda, dando conta que as verbas angariadas provêm de ganhos com a floresta e que os baldios estão "subaproveitados".
in Jornal de Arganil, de 5/02/2009
Comentários:
É de louvar a iniciativa da entrega de donativos às instituições através da Ass.de Compartes,mas não é de louvar a maneira como se fala do Presidente da C.Municipal, mesmo que tenha alguma razões, náo lhe assiste o direiro de falar de maneira tão grosseira.
O Presidente da C.M. de Góis é pessoas educada e digna,quer concorde com a politica praticada ou não.Deve haver respeito pelo outros.
Aconselho-o a ter mais calma nas suas afirmações ou desabafos.
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Tem razão Tambem o Sr.Carmo Gomes pertence a familia Cabeçal,é todo Lurdes Castanheira.
Por isso atacou o Sr.Girão,mas a bronca da Quinta do Baião esse senhor está calado.
O nosso Movimento que e da Verdade, vamos estar atentos.
Quando a Dra. andava de jippe todos os dias Coimbra-Gois-Coimbra o Sr.Carlos estava a onde?
Sabe dizer onde está o carro da Dr.Lurdes Castanheira ?
Em em casa.mas anda com o pópó da Adiber e esta ?
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Regionalismo goiense: do apego à terra e da notalgia ao fantasma seratista (II)
A Casa do Concelho de Góis enquanto dispositivo psico-afectivo ou melhorar vida
CARLOS ALBERTO POlARES
Também quero destacar outras personalidades que são credoras do agradecimento público de todos os goienses: o dr. José dos Santos Pais, antigo presidente da assembleia geral, cargo que desempenhou após uma carreira jurídica e judiciária brilhante e depois de ter assumido pastas ministeriais nos governos provisório e constitucionais da Republica; o Eng João Nogueira Ramos, também Homem da História, impulsionador primeiro da construção da História da Casa de Góis, que iniciou com coragem e saber, Presidente do Conselho Regional, o único que o fez renascer depois do Prof. Baeta Neves ter cessado funções, antigo autarca, do qual se espera a continuação da produção histórico-científica sobre Góis e a sua casa concelhia; António Lopes Machado, Homem das letras , das viagens e, principalmente, do Regionalismo, a quem a Casa muito deve. Para o final reservei uma figura incontestável e incontestada do Regionalismo, um Homem que se pode considerar um regionalista de todos os costados: Armando Gualter de Campos Nogueira! A sua obra em prol do Regionalismo não cabe na economia de uma comunicação: é impossível pensar em regionalismo, pensarem Góis, sem evocar o Gualter. Dotado de personalidade alegre, extrovertida, imensamente afectivo, foi um dos maiores Amigos dos meus pais, pessoa a quem eu e a Isabel habituámos as nossas memórias infanto-adolescentes. Referência enorme das lutas pelo regionalismo, o Gualter é um marco indelével pelo exemplo que representa e um Amigo de todas as horas.
4. Ao longo das minhas aparições de adulto pelo Regionalismo contactei muitas pessoas, Mulheres e Homens de que guardo imagens perenes; uns, na Casa, alguns dos quais já frisei; outros, por paragens diversas, por exemplo na Câmara. Essa a razão por que desejo sublinhar aqui uma Mulher de grandes causas e de rara sensibilidade social, com a qual desenvolvi uma amizade, forjada nos bancos da Casa. Refiro-me à Dra. Maria de Lurdes Castanheira, na época em que nos conhecemos vereadora do município. Disse-lhe uma vez, numa reunião pública da Casa, que invejava Góis vereadora que tinha; e que, se pudesse, procuraria transferi-la para a Câmara de Lisboa, na qual seria imensamente útil. Estas as razoes para que, neste momento, lhe deixe um aceno de justiça pelo muito que fez - e a esperança que continue a rumar pelas rotas de combate a desertificação e de promoção da inclusão social.
5. Perguntar-se-á, talvez, por que razão a Câmara Municipal me dirigiu este convite. Eu próprio me interrogo sobre o assunto.
Quando convidado, coloquei a questão a um núcleo restrito de Amigos, uma espécie de roda de afectos, porventura algazarra de dúvidas. As respostas não se ofereceram animadoras: eras o único que estava em Agosto em Portugal, vaticinaram uns, a acrescentando porque és um pelintra, um forreta, que nem o teu bisavô Pemeta! Porque falas muito e não dizes nada, alvitrou outra voz; Cá para mim eles estão em penitência, obra do Padre Carlos Alberto, e em vez de irem todos a pé até Fátima, vão escutar uma fala tua, explicava a minha irmã, tradicionalmente optimista. Mas aditava: ainda se nunca te tivessem ouvido ... As opiniões dividem-se; porém - há sempre poréns nestas coisas, interpelando-me muito só posso concluir que a Isabel está coberta de razão: vantagens de ser muito mais velha que eu! A outra explicação possível será a da boa vontade dos escuta dores: na realidade, de regionalista tenho pouco: apenas o espírito, porventura, e o herdo, pois nada fiz que me converta em regionalista; da Casa, embora associado desde que nasci, nada me recomenda: estreei-me nas lides numa direcção que ficou malquista, quiçá exageradamente, registe-se; nos outros cargos só tenho permanecido pela simpatia dos meus amigos das Direcções mais recentes. A dúvida mantém-se, pois. Naturalmente que não represento aqui a Casa de Góis: essa função caberia sempre ao seu Presidente da Direcção, José Dias Santos, A palestra solicitada também não versa a Psicologia Forense e da Exclusão Social, portanto, também não é por aí; bem, se calhar até será, porque falar sobre Regionalismo é, de certa maneira, discorrer sobre a problemática da exclusão social e da promoção da sociedade inclusiva. Então, reorganizemo-nos: estou aqui em nome das minhas actividades académicas, para falar de exclusão social, resultante da desertificação, da pobreza, do abandonismo, da seriação, da estigmatização, da vida dorida da interioridade, a que a Casa de Góis pretendeu acorrer.
. Fico muito mais aliviado! E com a consciência mais tranquila. Mas com um prazer muito grande, por poder partilhar convosco algo que me preenche o tempo. Então, vivamos a constelação reorganizativa dois: estou aqui porque a vida, nas suas entrelinhas, me fez trocar o Direito pela Psicologia, a sede onde estas questões são também equacionadas, Nesta conformidade, permitam que me dirija a todos apenas como um goiense de segunda geração, um regionalista por filiação mas também por afiliação, representando-me a mim mesmo e, de certa maneira, face aos temas que vou abordar, como Director da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
(Palestra proferida na sessão solene comemorativa do feriado municipal de Góis)
in Comarca de Arganil, 04/02/2009
Com a entrega de certificados a 308 formandos
ADIBER conclui Plano de Formação Profissional da Beira Serra
Em cerimónia que decorreu rio auditório da ADIBER, em Góis, decorreu a entrega dos certificados de formação profissional aos formandos que concluíram com êxito as acções integradas no Plano de Formação que a ADIBER desenvolveu ao longo do ano 2008, em todos os concelhos da Beira Serra (Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua).
Esta sessão, a que se seguiu outra, em Santo António do Alva (Oliveira do Hospital), foi presidida pela secretária da direcção da ADIBER, Maria de Lurdes Castanheira, que teve a oportunidade de se congratular pelos resultados obtidos com a concretização deste Plano, o qual vem permitir a valorização, pessoal e profissional, dos recursos humanos que desempenham funções em várias instituições da região.
Agradeceu a colaboração e o interesse manifestados pelas entidades parceiras da ADIBER, sem as quais teria sido muito mais difícil atingir os objectivos propostos, demonstrando a disponibilidade da Associação em dar continuidade a estes Projectos que vêm responder às necessidades identifica das na Região da Beira Serra.
Maria de Lurdes Castanheira, referiu-se alinda à importância destas acções como complemento das intervenções que têm vindo a ser apoiadas no âmbito do Programa LEADEE. +, garantindo a qualificação na prestação de serviços, factor essencial ao aumento da competitividade económica e social desta Região.
E Lurdes Castanheira continuou: "Fruto da evolução das sociedades modernas, verificamos uma mudança vertiginosa nos hábitos das pessoas, nas suas necessidades e nos modos de as satisfazer, revelando-se determinante estarmos preparados para nos adaptar constantemente às novas realidades, sob pena de não conseguirmos acompanhar o progresso e o desenvolvimento, aprofundando, ainda mais, as diferenças que nos separam do mundo mais desenvolvido.
O reforço da competitividade dos territórios, está pois associado à capacidade que revelam em adoptar novas posturas perante os novos desafios que enfrentam, numa atitude que se pretende seja pró-activa, inovadora e mobilizadora, num contexto da forte competição que caracteriza as Sociedades actuais.
É neste âmbito que assumimos como prioritária a aposta na qualificação e valorização das pessoas e do seu potencial, através do reforço das suas competências, preparando-as adequadamente para as funções que desempenham diariamente no seu posto de trabalho, garantindo a prestação de serviços de qualidade que respondem às maiores exigências dos beneficiários da sua acção.
Por outro lado, a formação profissional dos trabalhadores permite capacitar as Empresas e as Instituições, assumindo uma cada vez maior importância em meio rural, já que o tecido empresarial dos dias de hoje, sujeito a uma maior competitividade, inovação e exigência, cria necessidades aos profissionais activos de constante actualização dos seus conhecimentos.
Acresce o facto de ser reconhecido que, quem detém mais formação e/ou escolaridade, apresenta maiores facilidades de acesso ao emprego.
O presente Plano de Formação foi delineado com base em estudos de diagnóstico de necessidades, efectuados pela ADIBER junto das Empresas, Instituições e Profissionais de vários sectores de actividades existentes na Beira Serra, 'e no profundo conhecimento do território, e suas dinâmicas, obtido através da relações de proximidade estabelecidas com os parceiros e actores locais, em resultado da participação em diversos fóruns locais (CLAS, PROGRIDE, Conselho de Parceiros da Beira Serra, ... ) e da concretização de distintos projectos e actividades.
Os objectivos associados ao Plano de Formação desenvolvido pela ADIBER, podem ser descritos como: qualificar e valorizar os recursos humanos activos da Região da Beira Serra; incentivar o desenvolvimento das actividades económicas com valor de mercado em meio rural; elevar a qualidade e eficácia dos serviços prestados à comunidade e aos clientes; cumprir a legislação em vigor em relação à formação profissional para os trabalhadores das empresas e instituições; incentivar a criação de emprego e fixação da população; e dinamizar o tecido económico, social e cultural do território.
A partir das necessidades manifestadas nas respostas aos cerca 350 de inquéritos enviados, foi elaborado um vasto plano de formação para ser implementado em todo o Território da Beira Serra, que previa um total de 843 horas de formação, divididas por 24 acções de formação, dirigidas, preferencialmente, a activos empregados.
Este Plano foi apoiado no âmbito do PIC LEADER +, cujo Plano de Desenvolvimento Local (PDL) dispunha de uma medida específica para a dinamização de acções com estas características.
A sua divulgação incidiu directamente sobre as empresas e instituições de solidariedade social que desenvolvem a sua actividade nesta Região, tendo-se obtido o envolvimento de 14 entidades sem fins lucrativos e de 16 empresas, de toda a Região, seja através da colaboração na organização dos cursos, seja pela disponibilização dos 308 formandos que concluíram com sucesso as acções em que participaram.
Este forte envolvimento da Região veio demonstrar a pertinência e oportunidade de concretização destas acções, continuando a ADIBER a ser desafiada a dinamizar novos cursos, inseridos nesta filosofia, já que os mesmos se adequam às reais necessidades manifestadas pelo tecido económico e social da Beira Serra.
A formação profissional proporcionada 'supera a mera aquisição de competências por parte dos formandos, já que exercerá um forte impacto ao nível pessoal, profissional e social, na medida em que a maioria dos participantes frequentou pela primeira vez uma acção de formação, e reteve contributos significativos a diversos níveis.
Hoje, podemos afirmar que temos segmentos da população activa mais dotados profissionalmente, mais capacitados socialmente e com maior auto-estima.
Este Plano de Formação integrou distintas áreas, ao nível social e empresarial, com destaque para a prestação de cuidados a idosos e crianças, para a animação comunitária, promoção da melhoria das condições de produção de produtos, para a qualificação da prestação de serviços e para a dinamização de novas oportunidades de negócio e desenvolvimento de actividades artesanais com relevo na Região.
É neste contexto que se insere o apoio do Programa LEADER +, considerando que, através da concretização deste Plano, tem sido possível complementar e valorizar os vários investimentos materiais que foram alvo de financiamento ao abrigo das outras medidas do PDL. Entenda-se que, para o sucesso das intervenções, é insuficiente, a simples melhoria das condições físicas dos projectos, sem que, em simultâneo, não seja trabalhada, de forma consistente e integrada, a qualificação dos recursos humanos que aí desenvolverão a sua actividade.
Com a conclusão deste ambicioso, mas necessário Plano de Formação, a ADIBER, sente que cumpriu, mais uma vez, com o seu dever de contribuir para a promoção de um desenvolvimento integrado e sustentado da região da Beira Serra, voltado para as pessoas, garantindo o' reforço dos seus factores distintivos, que promovem a sua competitividade no contexto regional e nacional.
Criam-se, deste modo, condições que ajudam a minimizar os efeitos de uma crise generalizada que terá, inevitavelmente maiores impactos sobre quem não está preparado para responder aos novos desafios.
É pois, com uma visão optimista e um sentimento de esperança num futuro melhor, que a ADIBER está disponível para, em conjunto com os seus parceiros locais, continuar a pugnar pela implementação de projectos e iniciativas que tenham por objectivo qualificar a Região e aproximá-la dos índices de desenvolvimento das Regiões mais prósperas, tornando-a num Território onde é possível viver e tornar realidade os projectos de vida que ambicionamos.
Esta é a nossa missão colectiva.
in Comarca de Arganil, 04/02/2009
Exposição do Concurso de Fotografia
Cartaz
Vencedores do Concurso:
Esquerda (3º Prémio) - Catarina de Matos
Centro (1º Prémio) - Alexandre Brás
Direita (2º Prémio) - Inês Antunes
Decorreu no Posto de Turismo de Góis, situado no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, a entrega de Prémios e a Inauguração da Exposição alusiva ao Concurso de Fotografia "Património de Góis", . A exposição estará patente de 1 a 26 de Fevereiro, das 09:00 - 12:30 e 14:00 - 17:30 horas.
Como se trata de uma exposição itinerante, aqui ficam as restantes datas e localizações:
Alvares - Junta de Freguesia - 28 de Fevereiro a 12 de Março
Cadafaz - Junta de Freguesia - 14 a 19 Março
Cadafaz - Escola Primária da Cabreira - 20 a 26 Março
Colmeal - Junta de Freguesia - 28 de Março a 12 de Abril
Vila Nova do Ceira - Junta de Freguesia - 14 a 28 de Abril
Câmara vai dar prazo - ADIBER recusa devolver dinheirode projecto sob investigação
O ex-autarca de Góis José Cabeças, arguido num processo sobre financiamento de um projecto no município, disse ontem que a associação a que preside, promotora da obra por executar, «não pretende devolver o dinheiro». «Não queremos devolver o dinheiro, porque temos ideia de concretizar o projecto”, declarou à Lusa José Cabeças.
O antigo autarca socialista presidia à Câmara de Góis em 1999, quando a autarquia deliberou pela primeira vez vender parte da Quinta do Baião à Associação de Desenvolvimento da Beira Serra (ADIBER), já na altura dirigida por ele, para um projecto agro-turístico. Em causa está a atribuição à ADIBER de um subsídio de 234 mil euros pelo programa comunitário Leader II, para o projecto, que não chegou a ser executado. Há cerca de um ano, José Cabeças garantia à Lusa que a associação pretendia devolver o dinheiro atribuído.
O ex-autarca foi o primeiro a ser constituído arguido mas, no âmbito das investigações, estão também na mesma condição o então gestor do programa comunitário Leader II e mais de uma dezena de autarcas e dirigentes da ADIBER, segundo referiu ontem o Correio da Manhã. À Lusa, José Cabeças admitiu que são arguidos todos os elementos da direcção da ADIBER à data dos factos.
O actual presidente da Câmara de Góis (era então vice-presidente da autarquia), José Girão Vitorino, confirmou que estão constituídos os membros do executivo camarário que, em 1999, aprovaram a venda da parcela e os do actual (incluindo ele) que, em 2007, votaram de novo a favor do negócio. Do actual elenco camarário, apenas ficaram de fora dois vereadores do PSD, que se abstiveram.
A autarquia vendeu por 250 mil euros, cerca de 75 mil euros abaixo do valor real, uma parcela de 4,5 hectares da Quinta do Baião.
«Fomos constituídos arguidos, não estou contra isso, mas já disse toda a verdade à Polícia Judiciária, e os vereadores desta Câmara nada mais fizeram do que autorizar uma deliberação de 1999», declarou ontem Girão Vitorino à Lusa.
O autarca diz estar «cem por cento de consciência tranquila» e que aguarda «serenamente e com confiança» o desenrolar do processo. Afirma que, «em qualquer Câmara, quando aparece um projecto interessante (como era o da ADIBER) é natural que se baixe o preço, até para combater a desertificação».
A ADIBER pretendia agora vender a um investidor por 450 mil euros a parcela adquirida à autarquia, mas a Câmara decidiu exercer o direito de preferência, clausulado na escritura de venda, e pelo mesmo valor que vendeu. «Já fizemos uma assembleia-geral e decidimos não aceitar», ripostou o presidente da ADIBER, considerando que a Câmara «interveio mal».
José Cabeças afirma «não fazer a mínima ideia» de como a situação se irá resolver, embora «não preveja nada de bom».
Mas José Girão Vitorino garante que se o projecto não se concretizar até Setembro deste ano, como clausulado, a posse da parcela é «devolvida à Câmara, sem qualquer contrapartida». «A Câmara acciona uma acção judicial para o cumprimento da cláusula, espero que isso não aconteça porque não temos guerra nenhuma com a ADIBER», disse, lamentando toda a situação.
in Diário de Coimbra, 01/02/2009