Main menu:
Góis em Notícias
Janeiro - Livro de horas do Duque de Berry
portanto
"Opinião"
O Regionalismo Não Pode Contribuir Para a Desertificação
José Manuel Simões Anjos
A desertificação humana no interior do país, e particularmente na Beira-Serra, é um flagelo que começou a sentir-se ainda na primeira metade do século passado.
Até agora, nenhum governo - por desleixe ou incapacidade - conseguiu inverter esta situação que ao longo de décadas se tem vindo a agravar, atingindo neste momento graves proporções que afectam vários sectores da sociedade, como o desequilíbrio demográfico, a exclusão social, o caos urbanístico, a degradação ambiental, o abandono da actividade agrícola, o aumento da criminalidade, entre outros.
Se os nossos governantes, desde o poder central ao poder local, pouco ou muito pouco têm feito para estancar o despovoamento das nossas aldeias, o movimento regionalista - de que a Beira-Serra é um orgulhoso bastião - bem como o cidadão comum, também têm a obrigação de tudo fazerem para denunciar, combater e até evitar este verdadeiro flagelo.
Vem isto a propósito de algumas colectividades nomeadamente Ligas e Comissões de Melhoramentos da nossa região, enveredarem pela exploração comercial efectiva e permanente nas suas instalações com bares, restaurantes e outras actividades empresariais, em vez de as utilizarem exclusivamente para fins desportivos, culturais, recreativos e sociais.
Claro que, em localidades onde não existe nenhum estabelecimento comercial, é lógico haver nas instalações dessas colectividades um pequeno bar para se beber um café ou outra bebida. Mas em localidades, onde exista este género de comércio, não podem nem devem as colectividades fazer concorrência a uma actividade empresarial, que além de pagar impostos e taxas, ainda gera emprego, cria riqueza e promove o desenvolvimento. O que seria normal e salutar era essas colectividades, nomeadamente as regionalistas, estabelecerem parcerias com os empresários que estão devidamente colectados e instalados, e em conjunto colaborarem na organização e realização de eventos e actividades de vária ordem de forma que todos contribuíssem para o conhecimento, dinamização, enriquecimento e bem-estar de toda a vasta e bela região da Beira-Serra.
Sei que em Chã de Alvares também há quem defenda que se devia transformar as instalações da Liga de Melhoramentos num espaço comercial permanentemente aberto ao público, com um bar-restaurante. Ora isso além de transformar a referida instituição num concorrente desleal com o único comércio de restauração existente na povoação, e até de outras povoações vizinhas, iria certamente contribuir para o desaparecimento e encerramento do que ali existe, arrastando quem ali trabalha para 0desemprego e para a emigração, e consequentemente para um ainda maior empobrecimento, envelhecimento e despovoamento da nossa terra.
O que seria interessante e de louvar era que as instalações da Liga de Melhoramentos pudessem estar abertas com regularidade para poderem ser utilizadas com algumas actividades, tanto culturais como recreativas, ou mesmo desportivas e sociais, desde que houvesse utentes e dinamizadores para as realizar.' Mas nunca para a actividade comercial de restauração, ou outras que colidissem com actividades já instaladas. Mesmo que esse negócio fosse uma boa fonte de rendimento para a Liga só o seria a curto prazo, pois mais tarde ou mais cedo tomar-se-ia num negócio ruinoso, onde 1odos sairíamos a perder.
Esperemos que isso não venha a acontecer, a bem de Chã de Alvares e das suas gentes, e contra o despovoamento e a desertificação.
in O Varzeense, de 30/01/2009
Comentários:
Palavras sensatas estas, que merecem ser lidas e reflectidas por muitos regionalistas, sem pôr em causa a sua boa intenção e a defesa legitima das suas associações. Há maneiras e maneiras de ajudar a combater a desertificação. E esta é uma delas.
Não poderá a direcção do Portal manter visível por mais tempo este artigo, para que mais pessoas possam tomar conhecimento dele?
JNR
........................................
Freguesia do Colmeal - as nossas colectividades
União Progressiva da Freguesia do Colmeal
Esta colectividade, a mais antiga na freguesia do Colmeal e uma das primeiras no concelho de Góis, foi fundada em 20 de Setembro de 1931 e abrangia a totalidade das aldeias, lugares e casais.
Tudo terá começado numa conversa entre dois guardas-nocturnos na cidade de Lisboa - Abel Joaquim de Oliveira e José Antunes André, que no decorrer do seu trabalho, dialogavam sobre a sua terra. "Com uma agremiação regionalista talvez seja possível que os nossos filhos e netos tenham um futuro melhor e se consigam para o Colmeal e terras da freguesia os melhoramentos a que têm direito."
Os fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal eram oriundos de quase todas as aldeias da freguesia e da sua primeira Direcção faziam parte Joaquim Fontes de Almeida (presidente), Marcelino de Almeida, Francisco Domingos, Aníbal Gonçalves de Almeida, José Henriques de Almeida, José Antunes André e Manuel Martins.
Registemos as homenagens que foram prestadas, em 1946, a três dos seus fundadores, Abel Joaquim de Oliveira, José Antunes André e Joaquim Francisco Neves, "colaboradores incansáveis que tinham elaborado os estatutos da União", e, na década seguinte ao Dr. Manuel Martins da Cruz, que durante vários anos liderou os destinos da colectividade, muito contribuindo para o desenvolvimento da freguesia.
Joaquim Fontes de Almeida, Manuel da Costa, João de Deus Duarte e António Domingos Neves, homens que muito se distinguiram pelo seu trabalho em prol da colectividade têm os seus nomes perpetuados em ruas do Colmeal, tal como mais recentemente, aquando das comemorações dos 75 anos da União, António dos Santos Almeida (Fontes) e Fernando Costa.
Do muito que a União fez ao longo da sua existência, destaca-se e por ter sido a sua primeira obra, a construção da ponte sobre o ribeiro do Soito, "feita totalmente a expensas da União Progressiva, tendo custado elevada importância."
Uma das primeiras ambições centrava-se na construção de uma estrada que viesse tirar a freguesia do isolamento. A não ser possível a ligação Celavisa-Colmeal, a solução que mais conviria, as atenções viraram-se para outra alternativa, a ligação Rolão-Colmeal, que foi avançando, pouco a pouco, tendo chegado ao Colmeal trinta anos após o seu início.
A estrada do Vale do Ceira, unindo Góis ao Colmeal, uma estrada considerada quase lendária, era talvez a maior aspiração das povoações de toda esta zona serrana. O seu estudo data de 1886 e foi planeada para três fases: Góis-Cabreira, Cabreira-Candosa e Candosa-Colmeal. Apenas 19 quilómetros. Depois de ter arrancado em 1889, com a construção de cerca de cem metros à saída de Góis, estaria parada durante 62 anos, recomeçando em 1951, em grande parte devido ao empenho e perseverança das Comissões de Melhoramentos de Cadafaz e do Colmeal.
Em 26 de Setembro de 1937, eram inaugurados o chafariz e o abastecimento de água que "… só foi possível, mercê de grandes sacrifícios…, foi preciso nomear comissões para angariação de fundos, não só na sede de freguesia como em Lisboa, na América do Norte e França, onde ao tempo existiam regulares colónias de emigrantes nossos conterrâneos…".
Na área escolar, a luta pela construção de novos postos espalhados pelas localidades da freguesia, viria a originar novas escolas na Malhada e Carvalhal, comparticipadas pela Comissão.
A assistência médica foi outra das suas preocupações, com instalação de posto na antiga escola do canto, ficando a seu cargo o pagamento da deslocação do clínico.
E muitos outros mais melhoramentos fazem parte do já longo historial da União, como o projecto para ampliação do Largo da Fonte e vários abastecimentos de água em substituição do velho "chafurdo". A preocupação pelas estradas, algumas delas pressionando para a sua concretização, outras com a sua participação directa, como foram a da Malhada para o Soito, a de Celavisa para o Colmeal, passando por Sobral, e a do Colmeal para Ádela. A rede telefónica e a expedição de encomendas postais. A colaboração nos levantamentos topográficos que estiveram na origem da electrificação das aldeias, o calcetamento das ruas, a preocupação com os idosos, etc., etc.
Em 1942, foi criada uma Secção de Beneficência, sob a presidência de Manuel da Costa, com sócios próprios, para amparo das pessoas mais necessitadas.
Em 1972 é criada uma Comissão de Juventude, onde, pela primeira vez na história da União, surge o nome de uma senhora, Maria Antonieta Fontes de Almeida.
O Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano é inaugurado em 16 de Agosto de1961 com a presença do Prof. Marcello Caetano e sua família. Voltaria mais tarde, como Primeiro-ministro, em 9 de Novembro de 1968.
Em 15 de Novembro de 1970 realiza-se o primeiro Convívio de todas as colectividades da freguesia, que se repetiria durante os dez anos seguintes, com manifestações de grande entusiasmo.
Por curiosidade, assinale-se que, nos anos de 1948/50 e 54/55 o 1º Secretário da Direcção foi o escritor e Prémio Nobel de Literatura, José de Sousa Saramago, casado então com Ilda Reis (filha de Adelaide e António Nunes dos Reis), que se viria também a notabilizar na arte de gravura.
Depois de um período de menor actividade tem-se verificado, de há anos a esta parte, maior dinamismo nas realizações efectuadas. Convívios, passeios, caminhadas pelos trilhos da freguesia, canoagem no Ceira, magustos, mostra/venda de artesanato e produtos locais, festas de Verão com provas desportivas, animação e picnic, distribuição de brinquedos pelo Natal e os tradicionais almoços de convívio, com número sempre crescente de presenças.
A Direcção tem investido bastante em termos de informação e aproximação com os associados através da comunicação social regional e mais recentemente, da Internet. Mostrar a freguesia do Colmeal e a região tem sido uma aposta ganha, pelo número de visitantes que tem conseguido levar. Pena é que não existam infra estruturas de apoio.
Com o apoio de "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, edição da C. C. Góis, 2004.
A. Domingos Santos
18 de Janeiro de 2009
in O Varzeense, de 30/01/2009
Programa 1001 Escolhas passou pelo concelho de Góis
Desde Março de 2004, a Antena 1, todas as semanas, transmite aos sábados, das 10 às 11 da manhã, o programa 1001 Escolhas, que consta de uma conversa, com um convidado bem conhecido do público. Através da resposta a um questionário, o convidado proporciona o conhecimento dos seus gostos e preferências em todas as facetas da sua vida - desde o livro que mais o marcou ou que está a ler neste momento, o filme que considera imperdível, o sabor que não esquece, o desporto favorito, o acontecimento que gravou na memória, o local que considera imprescindível visitar...
No dia 10 de Janeiro, o Programa 1001 Escolhas escolheu a cantora de Jazz Maria Viana, que por sua vez, considerou o Concelho de Góis um sítio ideal para um fim de semana ou mini-férias, comparando-o com o paraíso.
Para melhor conhecimento do local escolhido pela cantora, o programa 1001 Escolhas passou por Góis e dirigindo-se ao Posto de Turismo, conversou com o seu responsável, Miguel Mourão, que aconselhou os principais locais de interesse turístico, não esquecendo também a beleza das serras e o encanto das aldeias de xisto. Miguel Mourão aconselhou Góis em todas as épocas do ano, desde o calor intenso que permite bons banhos no rio e o auge das festas de Verão, não esquecendo a grande concentração motard até ao encanto do rígido frio, que incentiva a passar um fim-de-semana numa casa de turismo rural, bem juntinho ao calor da lareira.
O responsável pelo Posto de Turismo falou ainda da deliciosa gastronomia local.
No que se refere à parte histórica do concelho, o historiador, investigador e arqueólogo Prof. João Simões focou alguns momentos de grande interesse que ao longo dos tempos foram modificando a sociedade goiense, não esquecendo o tempo do minério. Focou ainda alguns locais de grande interesse histórico merecedores de visita. O programa contou ainda com algumas cantadeiras que alegraram a transmissão com canções típicas do concelho de Góis.
Para ouvir o programa sobre Góis pode aceder em http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=1049 e escolher o link 1001 Escolhas Maria Viana 2009-01-10.
in O Varzeense, de 30/01/2009
Regionalismo goiense: do apego à terra e da nostalgia ao fantasma separatista (I)
- A Casa do Concelho de Góis enquanto dispositivo psico-afectivo ou melhorar a vida
1. As minhas palavras inaugurais nesta sessão solene destinam-se a saudar a Câmara Municipal de Góis pela organização desta iniciativa, o que faço na pessoa do seu Presidente, senhor José Girão Vitorino, bem como do Presidente da Assembleia Municipal, Dr. José António Carvalho. Naturalmente que, elegendo estes dois autarcas como primeiros destinatários das minhas saudações, em virtude das altas funções em que pelos eleitores foram investidos, através deles pretendo também incluir todos os representantes autárquicos dos Povos de Góis, aqueles que, no terreno e nos quotidianos, se envolvem e empenham em melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, seja como vereadores ou deputados municipais, seja nas Assembleias de Freguesia, nas qualidades de deputados locais, presidentes ou vogais. Mais do que uma mera e formal expressão de cumprimentos, permitam que este seja ainda um momento afectivo, pelo regresso às origens que permite.
Efectivamente, de cada vez que me formulam convites para vir a Góis, apercebo-me, na imediata aceitação, que os apelos emocionais pesam mais do que as agendas e que há silêncios, ou melhor, palavras convertidas pelo Tempo e pela nostalgia, que falam mais forte, um pouco como a brisa do entardecer: falam, tocam, convocam e provocam. Agradeço, pois, este convite que me endereçaram - e do qual estão atempo de se arrependerem... -, que é muito gratificante e reconfortante.
2. Mas não seria justo restringir esta saudação inicial - talvez iniciática, também - sem me referir a todos quantos, ao longo dos decénios progressos, desde que o Poder Local se instituiu em realidade no Estado de Direito democrático, desempenharam cargos autárquicos, tantas e tantas vezes desprovidos de meios, materiais, técnicos, humanos, apenas imbuídos de uma indomável vontade de vencer e de contribuir para que a vida dos seus concidadãos fosse menos dura e menos dolorosa. Seria impossível mencionar todos os autarcas que se embrenharam nesses percursos de combate e mudança: recordarei apenas os antigos Presidentes da Câmara, reputando-os símbolos maiores dessas gerações de Homens e Mulheres de boa vontade: o Fernando Carneiro, Amigo de longa data dos meus pais, companheiro de tantas lutas e conspirações, forjadas na amizade cúmplice e solidária, que me habituei a ver sempre por perto, sempre bem disposto e optimista, mesmo quando não parecia haver espaço para optimismos; primeiro Presidente após Abril, primeiro regionalista eleito para a função, quando as verbas da CEE ainda não tinham feito a sua aparição neste recanto europeu e a pobreza parecia ser o destino fatal dos Portugueses, mais dos que habitam no interior; o senhor Vítor Nogueira Dias; o Eng. Augusto Nogueira Pereira; e dr. José Cabeças, personalidades distintas, quer pela cronologia quer pelas formações, todos credores do reconhecimento público pelo que fizeram e pelo que tentarem fazer em prol de Góis e das suas gentes.
3. Versando esta Sessão sobre o papel da Casa do Concelho de Góis no reforço do movimento regionalista, é de elementar justiça apresentar, aqui e agora, uma saudação especial à instituição, na pessoa daqueles que, presentemente, a governam, muito particularmente o seu Presidente da Direcção, senhor José Dias Santos, regionalista dedicado e devotado à causa, a quem a Casa e as pessoas desta terra muito devem. É consabido que a justiça da História nunca é rápida: por isso, demorará, porventura, a reconhecer-se o que a Casa e os Povos de Góis devem a José Dias Santos, que ao longo dos últimos anos, com um pequeno núcleo de Mulheres e Homens, tem sabido conduzir a Casa em tempos eivados de dificuldades, desmotivações e ausência de obreiros.
Mas em José Dias Santos traduz-se também o espírito de todos quantos, desde 1954, o antecederam nas lutas regionalistas deste nosso concelho: muitos que já rumaram para outros Orientes, muitos que ainda estão entre nós, todos embrenhados em passar às gerações vindouras uma terra melhor, com uma vida mais digna, com horizontes mais alargados, com esperança, pelo menos em que algum dia houvesse lugar para a esperança. Mencionarei tão-só aqueles que tive o privilégio de conhecer, quer nas andanças da Casa quer no convívio familiar - e deixem que vos confidencie que, por vezes, era difícil destrinçar uma de outra das estações! Assim, o Dr. Alfredo Simões Travassos, Advogado das velhas gerações da advocacia lisboeta, no que de válido e sério esta asserção traduz, primeiro Presidente da Assembleia Geral da Casa, cargo que durante mais de vinte anos ocupou, com empenho e elegância, a quem fiquei a dever, entre outras referências, o meu estágio de advogado, após a primeira escolha académica que fiz e que depois, abandonei; o Prof. Engenheiro Carlos Baeta Neves, o mais entusiástico Presidente do Conselho Regional, por mais de vinte anos Homem de saber e de grandes causas, mais tarde Presidente da Assembleia Geral; o Eng Manuel Nogueira Ramos, que conheci na Casa em exercícios em que já se notava a falta de gente disponível, mas que esteve sempre presente e se dedicou à causa com uma energia inquebrantável; o Fernando Carneiro, a quem já aludi como um regionalista de grandes iniciativas, de que o Colégio terá porventura sido a causa maior, o Eng Rui Cortez, também um dos grandes pilares para que a obra do Colégio tivesse conhecido a luz do dia; o Francisco Barata Dias, Amigo que conheci um criança; com o qual passei muitas horas no dealbar da adolescência, de alguma forma co-mentor das minhas convicções políticas, com quem aprendi a firmeza das convicções e a abnegação que se deve ter quando se acredita - ainda que a Terra pareça girar ao contrário, como na canção do Nuno Guerreiro; o Frederico Nogueira Carvalho, também integrante do grupo com quem mais privei, quando deambulava pela mão dos meus pais, aqui, em Góis, ou em Lisboa; o Ramiro Carneiro de Matos, outra referência grande das lutas regionalistas, cujo empenho foi notável; o Claúdio Campos Nogueira, também habitual nos espaços do regionalismo efectivo e do regionalismo dos afectos, presença constante nas memórias da minha casa; o Silvano Baptista de Almeida, a quem coube o encargo de reorganizar a Casa, em 1977; o Claudino Alves de Almeida, figura grande do regionalismo, cujas apreciações precisas e rigorosas lhe granjearam a consideração de todos os regionalistas; o José de Matos Cruz, dedicado goiense, devotado regionalista, edil, Homem de crenças enraizadas, que geriu a Casa durante mais de 19 anos, a maior presidência da Casa concelhia; participámos ambos numa Direcção, em 1975, aí iniciando uma amizade até ao seu decesso; o Conselheiro Octácio Dias Garcia, figura do maior prestígio na vida portuguesa e que, praticamente até ao fim da vida, participou das actividades da Casa, onde o encontrei várias vezes, mantendo o prazer das conversas sobre a actualidade; e, entre aqueles que já rumaram para algures, compreendam que deixe duas referências afectivas e marcantes: ao meu tio, Joaquim Poiares, ao meu pai, apenas porque ambos acreditaram nas virtudes e potencialidades do regionalismo, porque acreditaram que era possível viver de outra maneira; referências que aqui deixo, com a compreensão de todos, porque, entre o muito que aprendi em casa, com os meus pais, a ideia regionalista foi também um grande valor. Diria que a minha irmã e eu fomos socializados sob os auspícios da Casa do Concelho de Góis, deambulando pelo espaço da Rua de Santa Marta - que o Gualter em boa hora encontrara para arrendar -, participando e dormitando nas festas, sob os aromas dos cozinhados da D. Maria, assistindo a largas e prolongadas seroadas na nossa casa, ao Desterro, aonde algumas reuniões terminavam e muitas decisões se planificavam, sob a cumplicidade da nossa mãe, também ela envolvida em plúrimas tarefas regionalistas, ainda que na sombra, como acontecia nos tempos em que ser-se Mulher era uma fatalidade maior que actualmente.
(Palestra proferida na sessão comemorativa do feriado municipal de Góis).
Carlos Alberto Poiares
in A Comarca de Arganil, de 28/01/2009
Góis: Mais de dez autarcas e dirigentes associativos constituídos arguidos
Subsidiada obra que não foi feita
O ex-gestor do programa comunitário Leader II e mais de uma dezena de pessoas, entre autarcas e membros de uma associação de Góis, são arguidos no âmbito de um processo de desvio de um subsídio. Em causa estão quase 234 mil euros de fundos comunitários atribuídos, em 1999, a um projecto que não foi concretizado.
O caso, investigado pela PJ de Coimbra, envolve elementos da Associação de Desenvolvimento da Beira Serra (ADIBER), do executivo da Câmara de Góis, e o então presidente da comissão nacional de gestão do Leader II, Nuno Jordão, já aposentado.
O financiamento foi atribuído à ADIBER para um projecto agro-turístico na Quinta do Baião, em Góis, que não foi executado, embora tenha sido dado como concluído perante a comissão nacional. Na sequência das investigações, começou por ser constituído arguido apenas o presidente da ADIBER e ex-autarca socialista José Cabeças.
Mas, agora, há mais de dez pessoas nesta condição processual. É o caso de todos os membros da direcção da associação à data dos factos, assim como da comissão que, em 1999, avaliou a parcela de terreno, na Quinta do Baião, vendida pela Câmara à ADIBER.
Esse negócio está também a ser investigado. Por isso, são igualmente arguidos os membros do executivo camarário que, em 1999, aprovaram a venda da parcela, assim como os do actual, que, em 2007, votaram de novo a favor do negócio.
"CÂMARA CUMPRIU DEVER"
O presidente da Câmara de Góis, o socialista José Girão Vitorino, é um dos arguidos. Quando a autarquia deliberou, pela primeira vez, vender parte da Quinta do Baião à ADIBER era vice-presidente do executivo então liderado por José Cabeças, também presidente da associação.
Ontem, ao CM, José Girão Vitorino disse que a Câmara vendeu o terreno por menos 75 mil euros do que efectivamente valia por se tratar de um projecto "muito importante para o concelho". Mas o negócio só viria a ser concretizado em 2007.
José Girão Vitorino espera agora que a ADIBER concretize o projecto até Setembro de 2009, prazo que ficou estipulado na escritura. Sobre o processo judicial, o autarca diz "aguardar o resultado confiante de que a Câmara cumpriu com o dever de olhar para os interesses do concelho".
SAIBA MAIS
INQUÉRITO NA IGAP
Após um inquérito instaurado pela Inspecção-Geral da Agricultura e Pescas, o processo foi remetido para a PJ.
250mil euros foi o valor pago pela ADIBER à Câmara pelo terreno.
Entretanto, teve uma oferta de 450 mil, mas, segundo Girão Vitorino, está impedida de o vender porque a autarquia tem o direito de preferência e pelo mesmo valor que vendeu.
4,5 hectares é a parcela de terreno que está em causa numa quinta com cerca de 25 hectares.
DUAS ABSTENÇÕES
Do actual executivo camarário, só não são arguidos aqueles que se abstiveram na votação, ou seja, os dois vereadores do PSD.
in Correio da Manhã, de 30/01/2009
Góis com viatura híbrida
A Câmara Municipal de Góis integrou recentemente na sua frota automóvel um veículo híbrido, com maior eficiência energética e menor impacto ambiental. Utilizando uma tecnologia de propulsão alternativa, o Toyota Prius - o primeiro híbrido de produção em série do mundo - emite menos uma tonelada de CO2 por ano, quando comparado com uma viatura convencional, devido ao sistema híbrido composto por um eficiente motor de combustão em conjunto com um potente e não poluente motor eléctrico. A Caetano Auto (Centro), em linha de orientação com o espírito de prioridade ao ambiente defendido pela Toyota, tem vindo a contribuir activamente para a promoção da tecnologia híbrida Toyota nos distritos de Aveiro e Coimbra, desenvolvendo e apoiando acções de consciencialização do público em geral, para a necessidade da adopção de comportamentos sustentáveis.
in Campeão das Províncias, de 29/01/2009
Cortes - Cantar os Reis
Quando se gosta e é para convívio da população, a tradição não pode acabar. Por isso, mais um ano se cumpriu a tradição do cantar dos Reis. Foi com grande emoção que o grupo de cantares de Cortes, composto por homens e mulheres da 3.ª idade, alguns já com 80 anos de idade, cantaram os reis ao som do toque da concertina de Carlos Barata (da Ângela) e nestes momentos é que se vê o orgulho que os cortenses têm nas suas tradições já tão antigas. Desde o primeiro minuto até ao fim, e foram dois meios dias a percorrer as ruas e bairros de Cortes, não arredaram pé. Foi tal a alegria que eu, enquanto tocava, olhava para estas pessoas já com a bonita idade de oito décadas, a cantarem com tanta satisfação e pensava que estavam a recordar os tempos dos seus avós e dos seus pais.
Como todos sabem, o peditório dos Reis tem uma finalidade que é o convívio, por isso se tem realizado um lanche ajantarado na casa da Comissão para todas as pessoas. Talvez por falta de lembrança, o lanche não se tem feito num dia adequado à participação de muitos que nessa data não podem estar presentes, assim foi deliberado que para o ano que vem o mesmo se realize no sábado a seguir ao dia de Reis. Desta forma a confraternização será mais brilhante e todos poderão beber um copito descansados.
Cortes não pode ser esquecida.
Carlos Barata (Da Ângela)
in Jornal de Arganil, de 29/01/2009
Rastreio auditivo em Góis
Mais uma vez, estará nas instalações da Junta de Freguesia de Góis, uma equipe especializada em realizar exames auditivos.
A equipe da Acústica Médica, realizará os exames "totalmente gratuitos", a quem os quizer efectuar, no próximo dia 3 de Fevereiro (terça-feira), das 10.00h às 13.00h e das 14.00h às 17.00 horas.
Faça o seu rastreio auditivo GRATUITO, e sem compromisso, saberá como está a saúde dos seus ouvidos, através de um exame rápido (20 minutos) e rigoroso, com a mais avançada tecnologia em equipamentos digitais de diagnóstico audiométrico.
in http://freguesiadegois.pt
Freguesia do Colmeal - as nossas colectividades
União e Progresso do Carvalhal
De acordo com memórias do passado, cerca de 1935 terá sido constituída uma comissão de melhoramentos, com a mesma denominação da actual, que não chegou a ser legalizada e teria duração efémera.
Foram seus fundadores, entre outros, João Gonçalves Patrício, Manuel de Almeida Santos, António de Almeida e Manuel Martins do Rego, sendo este último o presidente da Direcção. A essa primitiva colectividade se deve as minas das Carvalhas, que ainda hoje abastecem a povoação.
Mais tarde, seria formada a actual Comissão.
De acordo com uma entrevista dada por Manuel Martins Barata em Janeiro de 2006, ao Boletim Paroquial "O Colmeal", que aqui já recordámos e em parte reproduzimos, "A ideia de um nova colectividade já vem de longe, mas este movimento só tomou vulto quando da nossa festa pelo S. João. A rapaziada, em alegre convívio, deliberou levar essa ideia avante, dando disso conhecimento verbal a todos os nossos conterrâneos de forma a conseguir-se o desejado e imprescindível apoio."
Só quatro depois, em 20 de Janeiro de 1970, foram aprovados os Estatutos, tendo sido seus fundadores Acácio Fernandes de Almeida, Álvaro Alves de Almeida, António Fernandes de Almeida, António Lopes, Fernando Almeida, João Martins, José Joaquim Almeida Santos, Manuel Almeida Lopes, Manuel Fernandes de Almeida e Manuel Martins Barata.
Este último foi o seu principal impulsionador, que, com grande dinamismo e perseverança, estaria na concretização da maior parte dos melhoramentos. Presidiu à Direcção desde o início até 1998, ao longo de 28 anos, tendo-lhe sucedido o actual presidente.
Das obras realizadas, são de destacar o beneficiamento da fonte que antigamente abastecia a povoação; os arruamentos, tendo a Comissão suportado o projecto e contribuído para o seu financiamento; a electrificação, igualmente mandando executar o respectivo projecto e pressionando para a concretização da obra, que seria inaugurada no dia 4 de Agosto de 1979; o cemitério, para servir sobretudo as aldeias de Carvalhal e Aldeia Velha, inaugurado em 31 de Outubro de 1982; projecto e financiamento da rede de águas, construída pela Câmara Municipal de Góis.
Também a rua "Volta da Procissão", para a qual a população cederia alguns terrenos, tendo a União comparticipado com mão-de-obra e a Câmara Municipal fornecido materiais e, mais tarde, feito o alcatroamento.
No início da década de 80, seria nomeada uma Comissão Angariadora de Fundos, que, pelo trabalho desenvolvido, muito viria ajudar a colectividade na resolução dos seus problemas financeiros.
Na toponímia local são homenageados algumas das suas figuras: Rua Manuel de Almeida Santos, sócio número um e vice-presidente da Assembleia-Geral; Rua Acácio Fernandes de Almeida, sócio fundador e primeiro vogal; Largo Manuel Vicente, primeiro secretário da Delegação local e Rua Manuel da Silva Moreira, secretário da Direcção.
Nas esperanças do presente, existe a preocupação com a capela que necessita de grandes obras. Foi constituída, para o efeito, uma comissão de trabalho. Ainda se chegou a adquirir um terreno destinado a um templo novo, mas veio a optar-se pelo restauro do actual.
A festa de São João, em tempos a melhor festa religiosa da freguesia, ainda hoje continua a atrair os seus emigrantes e forasteiros.
Outra preocupação da direcção é o convívio. Residentes permanentes são apenas 26, mas a colónia lisboeta é grande e ligada à sua terra. No Verão junta-se muita gente, trazendo animação à povoação, sentindo-se no entanto a falta de algumas estruturas de apoio, que não tem sido fácil implantar.
A registar o facto de os jovens terem criado a sua própria associação, independente da colectividade, o que terá provavelmente contribuído para alguma dispersão de esforços.
Com os seus 180 sócios, a população aguarda com esperança o início de uma nova fase de actividade da União, para que Carvalhal, aldeia com grandes possibilidades turísticas, possa ressurgir e poder proporcionar melhores condições de bem-estar.
Adaptado de "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da C.do Concelho de Góis, 2004
Comissão de Melhoramentos do Soito
"Em Carta Aberta, publicada na imprensa local, em 1954, de uma Pró-Comissão de Melhoramentos de Soito, endereçada aos seus conterrâneos, pode ler-se:
"… Tentando modificar esse estado de coisas (…) comunicamos estar em organização, em Lisboa, uma Comissão de Melhoramentos (…) que, para nós, soitenses, representará não só a união de ausentes e residentes da terra, como a possibilidade de tornar esta mais progressiva e, se possível, mais linda."
Dos seus fundadores, seriam então eleitos, Marcelino Antunes de Almeida, Abel Nunes de Almeida e Urbano Nunes Marques, para presidentes, respectivamente, da Assembleia-Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal.
Poucos dias depois, em 7 de Dezembro desse mesmo ano, anunciava-se, "… reuniu-se a Comissão de Melhoramentos do Soito (…) tomou-se conhecimento da aprovação dos estatutos (…) deliberou-se recomeçar com a construção do caminho do Corgo ao Ventoso, pelo Portomuro, cuja passagem do ribeiro (poente) o consócio Sr. Abel Nunes fará à sua custa. Para fazer face aos encargos e dada a fraca disponibilidade financeira da Comissão, resolveu abrir-se uma subscrição…".
Na história da instituição, podemos distinguir duas fases.
Na primeira, desde a fundação até meados de 1980, há a destacar, entre outras acções: colaboração na construção do lavadouro público e no troço de estrada que liga a aldeia à estrada Colmeal-Rolão, calcetamento das ruas da aldeia, com o apoio do estado e das autarquias, e empenhamento para a electrificação da aldeia.
Depois de um período de actividade reduzida, verifica-se grande animação, a partir de 1999, com eleição de uma nova Direcção, cuja acção tem sido voltada sobretudo para a união das pessoas, através da promoção de actividades recreativas e culturais, bem como a recuperação e construção de espaços de lazer e cultura.
Neste período, é de salientar: a recuperação da antiga fonte, a "Fonte Velha", a ampliação do largo junto à capela, actualmente a sala de visitas da aldeia, e a aquisição e recuperação de uma antiga casa em ruínas, com dois pisos, destinada a animação cultural, convívio e espaço museológico de temática rural, inaugurado em 2 de Novembro de 2002.
Tem havido a preocupação na utilização de materiais tradicionais (pedra da região e madeira), incentivando as pessoas também a fazê-lo nas suas obras particulares, de modo a conservar o património da aldeia.
Com uma direcção jovem, empenhada em valorizar a povoação, sente-se grande entusiasmo e boa imaginação.
Agora, são apenas 13 os residentes permanentes, enquanto que, na Grande Lisboa, os elementos da família soitense são estimados em cerca de 300.
"As pessoas de lá são as que menos acreditam naquilo, foram muito castigadas. Têm que ser os de fora…" dizem os actuais dirigentes, com o apoio dos seus cerca de 150 associados.
E não lhes faltam ideias e projectos, a realizar a curto prazo, para poderem proporcionar um futuro melhor, não apenas aos actuais moradores, mas a todos que para lá queiram voltar e lá vão periodicamente: o preenchimento do espaço museológico já criado, com o objectivo de conservação da sua cultura e memória colectiva, a dinamização de actividades culturais, o embelezamento da aldeia, nomeadamente com plantação de árvores, sem esquecer a continuação da sua acção reivindicativa, para que se olhe pela aldeia, que, por muito tempo, foi esquecida."
in "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004
in A Comarca de Arganil, de 28/01/2009
Ladeiras (Góis) - Almoço comemorativo do aniversário da Comissão
No próximo dia 8 de Março, vai a Comissão de Melhoramentos realizar o seu almoço comemorativo do 57.º aniversário da sua fundação, no restaurante Stadium, na Cidade Universitária, frente ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A ementa do almoço consta de entradas, salgadinhos diversos, aperitivos e outros, sopa de feijão ou hortaliça, vitela assada acompanhada com batata pequena assada e esparregado, salada de frutas ou tigelada, vinho branco ou tinto, sumos e águas, café, vinho do Porto e champanhe.
O preço por pessoa é de 18 euros e as marcações podem ser feitas junto de qualquer membro da direcção ou através dos tels. 218877711, Luís Alberto; 218516102, Maximina R. Martins; e 963961441, Albertino Olivença.
Todos não somos demais para estar presentes neste almoço e por isso a Comissão espera uma grande participação de conterrâneos e amigos.
Albertino Olivença
in A Comarca de Arganil, de 28/01/2009
Cortecega - Entrega de fundos às 10 aldeias que constituem os baldios
No próximo dia 1 de Fevereiro, pelas 14.30 horas, no salão nobre da Associação dos Bombeiros de Góis, vai ter lugar a cerimónia da entrega de fundos às 10 aldeias que constituem os baldios e a atribuição de donativos a três instituições do concelho.
E com este acto, o Conselho Directivo dos Baldios de Cortecega, Vale Moreiro e Outros, pretende cumprir a razão da sua existência, que é ajudar e colaborar na resolução dos problemas prementes enfrentados diariamente pelas comunidades e instituições locais.
in A Comarca de Arganil, de 28/01/2009
Exposição do Concurso de Fotografia "Património de Góis"
Decorrerá no Posto de Turismo de Góis, situado no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, a entrega de Prémios e a Inauguração da Exposição alusiva ao Concurso de Fotografia "Património de Góis", pelas 15 horas, no proximo Domingo, dia 01 de Fevereiro. A exposição estará patente de 1 a 26 de Fevereiro, das 09:00 às 17:00 horas.
Posteriormente a esta data a exposição poderá ser visitada nas restantes freguesias do concelho de Góis.
Alvares - Junta de Freguesia - 28 de Fevereiro a 12 de Março
Cadafaz - Escola Primária da Cabreira - 14 a 26 Março
Colmeal - Junta de Freguesia - 28 de Março a 12 de Abril
Vila Nova do Ceira - Junta de Freguesia - 14 a 28 de Abril
Exposição - Arqueologia no Município de Góis
Arqueologia no Município de Góis, exposição que esteve presente na Semana da Ciência e da Tecnologia da Lousã, edição de 2009, estará patente no Posto de Turismo de Góis, de 26 a 30 de Janeiro de 2009, para que todos (as) os (as) interessados (as) que não tiveram oportunidade de a conhecer, possam agora fazê-lo aqui em Góis, no seguinte horário de funcionamento: 09h00m-17h00m.
A Câmara Municipal de Góis, uma vez mais, participa na Semana da Ciência e da Tecnologia da Lousã, edição de 2009, com uma exposição sobre Arqueologia, que se encontra no Parque Municipal de Exposições da Lousã, entre os dias 22 e 24 de Janeiro. Para visitar esta e outras mostras subordinadas às temáticas de ciência e de tecnologia, o horário de funcionamento do parque é o seguinte:
22 e 23 de Janeiro (5ª e 6ª feiras):
9h30m-13h00m e 14h00m-17h00m
24 de Janeiro (Sábado):
15h00m-19h00
Comentários:
Mas afinal hà corrupção nas Autarquias. O Dr. Fernando Ruas diz que não. E as que dizem que existem são numa percentagem diminuta. Ainda hà tempos ouve outra com o Presid. da Câmara de àgueda sobre uma tintas pra casa dele que foram pagas pela Câmara, que naõ deu em nada. Ou melhor parece que foi tudo esclarecido sem haver corrupção.
Festa da Freguesia do Colmeal em Lisboa
O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis e a União Progressiva da Freguesia do Colmeal (colectividade mais antiga da freguesia), no âmbito do 80.º Aniversário do Regionalismo Goiense, vêm por este meio informar que a festa da Freguesia do Colmeal se realiza no dia 31 de Janeiro, na Casa do Concelho de Góis em Lisboa.
As entidades organizadoras convidaram todas as agremiações congéneres da freguesia para que, em conjunto, seja garantido o sucesso desta festa.
in Jornal de Arganil, de 22/01/2009
Comentários:
Estas reuniões não levam a qualquer conclusão que se traduza em benefício para a Freguesia. Se os dirigentes de todas as colectividades dessa Freguesia, se unissem em torna da primeira, quiçá conseguissem ser um bom porta-voz junta das instâncias do poder. Mas isso não vai acontecer...
Elas nasceram para preencher o “EGO” de cada “Dirigente” que gosta de aparecer e dizer umas palavrinhas!!!
Justifica-se tanta colectividade, numa freguesia quase deserta?
A resposta fica,para quem souber.
O Alfandega.
Alvares - Praia fluvial
Está em vias de conclusão a praia fluvial do Sinhel. Já tem plantadas algumas árvores; já tem a instalação eléctrica para serem colocados os candeeiros e já tem a terra para ser plantada a relva. Já tem também um local para o parque infantil.
Vai ser, sem dúvida, um local de grande atracção turística no Verão, não só para os alvarenses, mas também para os amigos de perto e de longe.
P.e Ramiro
in A Comarca de Arganil, de 21/01/2009
Cadafaz - Árvore de Natal
Em Cadafaz brilhou uma simbólica ideia da Junta de Freguesia do Cadafaz, pela primeira vez colocou uma pequenina árvore de Natal no adro da Igreja paroquial muito simples e sem iluminação. No entanto foi uma mensagem natalícia e de representatividade das Entidades desta povoação o que foi justificável quer a mesma povoação tenha muitos ou poucos residentes. São por vezes pequenas acções ou frases de conforto que fazem renascer a esperança aos que vivem sós ou longe dos familiares, e que tentam persistir à solidão e ao peso dos anos.
E a verdade é que o Cadafaz tem sido bastante esquecido por quem de direito.
No entanto, confiamos que a sede de Freguesia continuará a resistir a todos os contra tempos para glória de quem a fundou há muitos séculos passados.
A. Silva
in Jornal de Arganil, de 22/01/2009
Ecos da caminhada do regionalismo Goiense
Ainda ribombam, por essas serras fora, os ecos dos festejos realizados pela Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, na Casa do Concelho de Góis, que tão boa imagem deixou de si ao homenagear, com todo o merecimento, os fundadores pioneiros deste movimento, em representação da Freguesia de Alvares. Já a União Progressiva da Freguesia do Colmeal e congéneres da mesma freguesia, se encontram envolvidos de grande entusiasmo para uma representação digna dos seus pergaminhos, que não os deixe atrás das outras freguesias já representadas.
Face aos sinais dos preparativos em marcha que vão chegando ao nosso conhecimento e dos representantes envolvidos nesta demanda, é de esperar uma prestação ao nível das anteriores por parte dos regionalistas desta Freguesia, agendada para o dia 31 de Janeiro próximo. Esta energia, já conseguiu uma dinâmica difícil de conter. Activou, de forma visível, o fervor serranos levando-o ao mais alto esplendor e reacendeu, de novo, a chama regionalista capaz de brilhar e tocar os colmealenses, ao ponto de não deixar ninguém indiferente. Este movimento, com os seus altos e baixos, tem vivido sempre do entusiasmo que lhe é incutido por alguém que lhe tome a sua dianteira.
Este reacender da chama regionalista, tal como o "renascer da Fénix", pode ter o impacto desejável numa época de triste apatia, para não dizer de total desânimo, quando as vozes menos confiantes apontavam um baixar de braços assustador e os descrentes habituais ditavam já o fim do movimento que ainda tem um largo caminho a percorrer.
Será bom entender que, apesar da posição que em tempos defendemos, o regionalismo terá sempre boas razões para existir enquanto formos um povo migrante, pois foi dentro desta sua condição que ele nasceu e se ergueu. A sua energia positiva está por isso no seu seio.
Face aos augúrios promissores, ditados pelos ecos do entusiasmo chegados até nós, o Conselho Regional regojiza-se pelos resultados alcançados e por outros que estão em marcha, promovendo a vinda dos regionalistas goienses à Casa Mãe, em articulação com as colectividades e Juntas de Freguesia, contribuindo assim para um sentimento de unidade tão necessário num Concelho extenso e disperso, e uma maior visibilidade deste regionalismo que tanto merece.
Com esta iniciativa implementada no decorrer do presente ano, o Conselho Regional quais dar um contributo sério e abrangente para um novo despertar de ânimos nos habitantes dum Concelho deprimido, pobre de recursos e quantas vezes ignorado, na esperança de que uma nova luz resplandecente vá surgir.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 22/01/2009
Alvares - Festa de S. Sebastião
A tradicional festa de S. Sebastião, que se realiza neste lugar, em cumprimento de um voto desde o séc. XIX, vai ter lugar no próximo dia 25 de Janeiro.Como tem sido habitual, os mordomos dão o pão e os tremoços, mas também dão sardinha assada, febras e costeletas de porco, broa e vinho. Às 11.30 horas, será celebrada a missa na igreja matriz em honra do mártir e por intenção de todos os devotos e depois da missa organiza-se a procissão para a capela, onde será distribuído o bodo, depois de benzido.P.e Ramiroin A Comarca de Arganil, de 21/01/2009
Festa dos Reis em Chã de Alvares
No passado dia 9 de Janeiro um grupo de homens e senhoras andaram pelas ruas de Chã de Alvares, de porta em porta, a cantar os Reis ou Janeiras.À noite, na Casa de Convívio da Comissão de Melhoramentos, muitos, até vindo de propósito de Coimbra e Lisboa confraternizaram alegremente.P.e Ramiro
in A Comarca de Arganil, de 21/01/2009
Capela de Amioso do Senhor
As obras de restauro do altar-mor da capela de Amioso de Senhor, em talha dourada, está a ser restaurado pelas artistas de Arganil, Patrícia Ventura e Ana Pinto.
Vai ficar uma obra muito bonita e de muito valor artístico, porque é do séc. XVII e merecia ser restaurada.
Esperamos as ajudas de todos os amiosenses e amigos de Amioso de Senhor.
P.e Ramiro
in A Comarca de Arganil, de 21/01/2009
Roda Fundeira e Estevianas - Comissões das Capelas
Roda Fundeira
Para o triénio 2009-2011, o Bispo D. Albino, nomeou a comissão da capela de Roda Fundeira, assim constituída: o pároco da freguesia, presidente; José Pedro Coelho Fonseca, vice-presidente; José Carlos Lopes Coelho, secretário; António Manuel Alves Lomba, tesoureiro; e Antero Lopes Fonseca, vogal.Esta comissão, em breve vai fazer obras de conservação e restauração na capela.Entretanto no dia 1 de Janeiro foram nomeados os novos mordomos da capela. São eles: Orlando Coelho Gomes e Maria Isaura Tomás. Têm o encargo de organizar a festa em honra de Nossa Senhora de Fátima e Senhor dos Aflitos, no mês de Agosto.
Estevianas
O lugar de Estevianas tem muito poucos residentes, mas tem a linda capela de Nossa Senhora da Boa Viagem.Em 15 de Setembro, o Bispo, D. Albino Cleto nomeou uma nova comissão da capela que é assim constituída: padre Ramiro Moreira, presidente; Maria Natália Ribeiro David Antão, secretária; Armando Almeida Alexandre, tesoureiro; e Reinaldo Henriques Cabral e Manuel Simões, vogais.P.e Ramiro
in A Comarca de Arganil, de 21/01/2009
Municípios do Pinhal Interior Norte"afinam" estratégia para o futuro
O Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte (CIMPIN), reuniu segunda-feira, em Vila Nova de Poiares, para preparar a estratégia a desenvolver nos próximos tempos, tendo no horizonte a gestão de cerca de 27 milhões de euros.
Aquele órgão, constituído pelos presidentes de Câmara dos 14 municípios que fazem parte da Comunidade Intermunicipal, nomeadamente Alvaiázere, Arganil, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares, aprovou a constituição da estrutura de apoio técnico e secretariado da CIMPIN, bem o respectivo mapa de pessoal, a constituição da unidade directiva para o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e procedeu, ainda, à abertura de concurso para candidaturas aos fundos do QREN. Na oportunidade foram também aprovadas as contas referentes ao ano transacto e o orçamento para o corrente ano.
No final da reunião, o presidente do Conselho Executivo, Fernando Marques, fez um balanço "extremamente positivo do encontro", considerando que "foram tomadas decisões importantíssimas". O também presidente da Câmara Municipal de Ansião referiu-se, em particular, ao facto de ter sido constituída a equipa técnica, o que significa que "estamos agora em condições para pôr todo o processo em marcha".
Fernando Marques fez ainda votos para que haja celeridade, uma vez que "já vamos com dois anos de atraso do QREN, que tinha um horizonte temporal de 2007 a 2013 e já estamos em 2009". "É muito tempo de atraso e esperamos que agora tudo entre no caminho certo", disse ainda.
O Conselho Executivo da CIMPIN tem a responsabilidade de gerir cerca de 27 milhões de euros, verba que Fernando Marques considerou "uma gota de água num oceano, uma vez que não chega para todos os projectos que queríamos". Isto porque, adiantou, "todos os 14 municípios têm muitos mais projectos, além destes que foram considerados".
Jaime Marta Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares e anfitrião da reunião, defendeu que a CIMPIN, "enquanto associação de municípios, deve assumir-se como um movimento de pressão política, um verdadeiro lobby, na defesa dos interesses das populações que representa". "Só assim, unidos e coesos, conseguiremos lutar pelo desenvolvimento e pela descriminação positiva de toda uma região que cada vez mais se vê votada ao abandono por este Governo". Um desafio e um desabado do autarca poiarense que, de resto, mereceu a concordância dos restantes 13 presidentes de câmara.
in Diario de Coimbra, 22/01/2009
Cortense de Gema - Festa de Natal 2008
No passado dia 21 de Dezembro realizou-se uma festa de Natal na Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida, em Cortes, tendo sido convidada toda a população da freguesia de Alvares e alguma dos arredores mais a ela ligadas por laços familiares ou laborais. Foi organizada pela Comissão de Melhoramentos de Cortes e apoiada pelo Centro Paroquial e Social e pela Junta de Freguesia de Alvares. O programa foi totalmente preenchido com números de magia e palhaços apresentados por três irmãos e seus familiares, dois deles residentes em Cortes, que compõem o grupo "Land Magic Show", sendo no final o comentário mais comum o de que se o Luís de Matos os descobre, merecem ser contratados... Tal foi o êxito da sua representação que chegaram a vestir o casaco do Presidente da Comissão de Melhoramentos mesmo após este ter amarrado as mãos do artista. Parabéns Paulo, Parabéns Jorge, Parabéns Orlando... e família.
No final, como estava previsto, foram entregues prendas a todas as crianças presentes, oferta da Comissão de Melhoramentos e de uma empresa que fabrica bonecas, de Castanheira de Pêra, através da Junta de Freguesia. Foi ainda servido um lanche fornecido pelo Centro Paroquial.
Janeiras
O grupo de cantares percorreu mais uma vez as ruas da aldeia e foi cumprida mais uma tradição. Um grande Bem-haja a todos os elementos que compõem este grupo, que tão bem tem ajudado a manter as tradições e a representar a nossa terra.
João Reis Antão
in O Varzeense, de 15/01/2009
Catequese de Vila Nova do Ceira foi ao Lar cantar as Janeiras
No passado dia 10 de Janeiro as catequistas e jovens da catequese de Vila Nova do Ceira "colocaram os pés ao caminho" e foram cantar as Janeiras no Lar de Idosos da Santa casa da Misericórdia de Góis, em Vila Nova do Ceira.
Depois de ensaiarem bonitas canções próprias da época natalícia e acompanhadas à viola por: Miriam, Clara e Ana Gisela conseguiram presentear os utentes do Lar com um espectáculo musical, que, apesar de ser realizado por amadores deixaria qualquer profissional admirado com a qualidade do som e a harmonia das muito bem trabalhadas vozes dos mais pequeninos.
Para além de proporcionarem um agradável momento aos utentes, os alunos da catequese ofereceram ainda alguns bolos rei que permitiram enriquecer o lanche dos idosos e despediram-se desejando um bom ano para todos os presentes.
Esta aproximação dos jovens com os idosos permite uma melhor compreensão dos valores humanos e fortalece o crescimento das crianças, enraizado nos valores da Igreja Católica.
in O Varzeense, de 15/01/2009
Manto branco
A Estrada Nacional 2, entre Portela de Góis e Alvares reabriu ao trânsito ao início da tarde depois de ter estado fechada por causa da neve, assim como a Estrada Nacional 112, do entroncamento da EN-2 para a Pampilhosa da Serra.
in Diário de Coimbra, de 21/01/2009
LENDO AOS POUCOS… - Memórias e Esperanças
De autoria do Eng.º João Nogueira Ramos e publicado por ocasião do cinquentenário da Casa do Concelho de Góis, este livro, autêntica Bíblia do Regionalismo, tem sido um precioso auxiliar para todas as colectividades numa altura em que se comemoram os 80 anos de regionalismo no concelho. Tem sido uma fonte inesgotável onde todos temos ido beber.
É um livro que devemos ter na nossa biblioteca e de leitura obrigatória para todos quantos andam envolvidos nas suas Comissões de Melhoramentos, Ligas, Uniões ou Grupos. Imperdível a sua leitura.
Como diz Carlos Alberto Poiares na introdução "… é sabido que o associativismo tem nascido, em larga medida, de colónias de migrantes, deslocados das suas terras para a capital, em busca de melhores condições de vida, em particular ao longo da segunda metade do século XX. Dessas transferências de populações têm emergido dinâmicas relacionais coesas e cúmplices, ancoradas na partilha de ansiedades, angústias e expectativas. Mas estes percursos colectivos em prol da defesa e promoção dos povos do interior apresentam também, com frequência, intencionalidades de contestação, de irreverência e de inconformismo face aos poderes - central e, por vezes, local - que iam deixando abandonadas essas terras e as suas gentes. O regionalismo pode ter como elemento contribuinte do seu desenvolvimento - e também da sua longevidade - esse entrecruzamento de relações grupais, geradas como mecanismo de defesa, alicerçando-se em objectivos comuns e imperecíveis, repartindo-se pelas aldeias e vilas que coabitam na Grande Lisboa."
Como refere um pouco mais à frente "muito do que se pode - e deve - fazer na vida é apenas por paixão, desinteressadamente, quando convertemos ideias e princípios em objectos de investimento afectivo."
De acordo com João Nogueira Ramos "… De características serranas, com escassos recursos naturais, de vida assente primordialmente numa agricultura feita em terrenos poucos férteis, os autóctones partiam à procura de melhores condições de vida, muitas das vezes inseridos numa estratégia para a sua própria sobrevivência.
… Outros procuravam a região de Lisboa, onde seria mais fácil encontrar emprego duradouro, para restabelecerem a sua vida, num movimento que se iria realizar em cadeia, muitos deles mandando vir os seus conterrâneos, familiares ou amigos, através de redes informais…
… Como outros mais seriam estivadores, aguadeiros, limpa-chaminés, "almeidas" ou moços de esquina, aqueles que, com uma corda ao ombro, nos cruzamentos das artérias mais movimentadas da capital, estavam prontos para todo o trabalho pesado que lhes fosse solicitado.
Ficam com uma ligação muito estreita aos seus locais de partida, onde normalmente deixaram casa e outros bens e, muitas vezes, parte do seu agregado familiar. Por isso, ali retornam com frequência, para conviver com a família e com os amigos, passar férias, ou participar em festas e acontecimentos locais, nomeadamente em fins-de-semana.
A este movimento, vai estar ligado um associativismo, sui generis em relação a movimentos migratórios de outras zonas do país. Vindo de um interior rural, aparentemente rudes e com poucas preparações académicas, sujeitando-se aos serviços mais duros, não se apresentava fácil a sua inserção em meio urbano. Tendo deixado na terra natal a família, é no associativismo que encontram um meio de estabelecer contactos com os conterrâneos, não apenas para convivência e solidariedade, mas também para defesa dos seus bens locais. E a intenção do regresso, quando as condições o permitissem, estará sempre presente. Rapidamente se juntam em pequenas comunidades de sentimento, sonhando e projectando em conjunto.
Cada associação diz respeito a uma aldeia, a partir de um sentimento de pertença à sua comunidade de origem, o que lhe transmite grande força para a sua actividade. Formaram-se no início, é certo, associações cobrindo o espaço da freguesia, em zonas onde, na época, a pertença a esse nível espacial era forte, mas vieram com o tempo a desactivar-se, quando esse sentimento foi preterido pelo da aldeia natal.
O regionalismo é uma estrutura de sentimento, um estado de espírito, imbuído em práticas inter-culturais, num espaço de exteriorização colectiva das ligações dos emigrantes às suas origens, com as quais se identificam social e culturalmente.
Para se ser regionalista não basta gostar da sua terra natal e colaborar, por solidariedade ou por prazer, no seu progresso. Ser-se regionalista é, para além disso, ser-se emigrante e, simultaneamente, fazer parte da sociedade de origem. É um "ausente-presente" no dizer de Rocha-Trindade, "com um pé cá e outro lá".
Neste movimento, sobressaiu, desde o início, a sua voz reivindicativa junto do poder público, para a concretização de obras, geralmente infra-estruturas e equipamentos de base mais prementes. Deixava, deste modo, transparecer uma das suas principais preocupações, a melhoria das condições de vida das gentes que lá ficaram e o engrandecimento da terra natal.
Essa fase praticamente terminou, mas pelo facto de as autarquias hoje possuírem outros poderes e outros meios de as realizar. Agora parece prevalecer a opinião de que a sua acção deve ser orientada de preferência para as áreas da cultura, de guardião do património e do ambiente, de preservação da memória, das tradições e identidades locais, na base de uma inovação de atitudes e de valores, para além da promoção de solidariedade e convívio que, desde sempre, as caracterizaram.
As Comissões de Melhoramentos constituem a guarda avançada de uma cultura popular que teima em não se perder, uma cultura rural com as suas formas próprias de interacção, e que pode constituir uma barreira à nova cultura igualadora trazida pela globalização. Cada uma das aldeias, as "micropátrias" de Rocha-Trindade, contém em si uma microcultura popular, cujo somatório constitui um valor inestimável para a identidade cultural do concelho.
Para além do movimento servir de base para uma estratégia de revalorização do concelho e de elo de ligação ao global, do rural ao urbano, pressente-se um entusiasmo, nomeadamente dentro das novas gerações, de querer levar por diante novas realizações, ainda que numa vivência cultural diferente da de um passado não muito distante, agora na base de outros padrões de cultura."
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal agradece ao Eng. João Nogueira Ramos o grande contributo que com esta obra veio dar para um melhor conhecimento e compreensão do regionalismo no concelho de Góis.
E terminamos citando mais uma das suas frases "… as Comissões de Melhoramentos, tal como no passado, continuam a ser depositárias de grandes esperanças para o desenvolvimento do concelho."
A. Domingos Santos
in O Varzeense, de 15/01/2009
Filarmónica Varzeense organiza campeonato de sueca
Numa organização da Filarmónica Varzeense, a partir do próximo dia 2 de Fevereiro, pelas 21h, vai decorrer na sede da filarmónica, em Vila Nova do Ceira, freguesia do concelho de Góis, um campeonato de sueca. Os jogos vão ter lugar às segundas, quartas e sábados, sendo o preço de inscrição de 15 suecadas por cada equipa. Os interessados podem ainda inscrever-se até dia 31 de Janeiro, através dos telemóveis 912891843, 964131353 ou 917904435.
in RCA, edição electrónica
Chã de Alvares - Janeiras cobertas por um manto branco
Chegámos a Chã de Alvares perto da hora de jantar. O frio lá fora era intenso e as nuvens escondiam as estrelas. Dentro de casa o ambiente estava agradável, fruto do calor que a salamandra libertava. Estava o jantar no final, quando ouvimos o António Miguel junto à porta gritar:
- Oh pessoal está a nevar! Venham ver, está a nevar!
Abrimos-lhe a porta com a finalidade de o cumprimentar e convidá-lo a entrar afim de beber um copo, não acreditando muito no que dizia. Mas surpresa das surpresas, estava efectivamente a nevar. Do céu caíam pedaços de neve, flocos brancos e muito grandes que nos deixaram fascinados, excitados e extasiados. Toda a família num ápice veio para a rua sentir aquela precipitação branca e cândida que lentamente caía no chão, cobrindo-o de branco em poucos minutos. Para muitos de nós era a primeira vez que assistíamos à queda de neve, para os outros - os mais velhos - era o recordar de tempos muito distantes.
Na manhã seguinte o espectáculo foi ainda melhor. O dia acordou radioso, cheio de sol, e Chã de Alvares completamente atapetada de branco. Foi altura de se tirar algumas fotos, brincar com a neve e apreciar a beleza de todo aquele esplendor.
De tarde o Marcelo, o Chico, o Carlos e mais alguns amigos, com as respectivas concertinas, começaram a percorrer todos os lugares da povoação cantando as "Janeiras". E cantavam assim:
Acabadas são as festas
À porta temos os reis
Venha lá dessa casa
Alguma coisa que nos deis.
Menina que está sentada
Nesse banco de cortiça
Sai lá dessa cozinha
E venha dar uma chouriça
Ou da gorda ou da magra
Ou daquela que unta a barba
Ou da carne do fumeiro
Ou do pão do tabuleiro.
Depois destas quadras os residentes da casa visitada depositaram no saco a sua contribuição - hoje em dia euros, noutros tempos alimentos - ao que os tocadores e cantadores retribuíram com a quadra de agradecimento:
Estas casas não são casas
Estas casas são casinhas
Tantos anos vivam os donos
Como ela tem de pedrinhas.
No final da ronda mais de uma centena de pessoas juntaram-se na sede da Liga de Melhoramentos para saborearam um esplêndido cozido à portuguesa, onde nada faltava, nem a comida de óptima qualidade e abundância, nem a boa disposição.
A terminar, realizou-se um baile à moda antiga, novamente abrilhantado pelos acordeonistas presentes e que muitos aproveitaram para darem uns passos de dança, recordando assim os bailaricos antigos e os velhos tempos de juventude.
Estão de parabéns todos os que contribuíram para a realização de mais estas "Janeiras", nomeadamente a Alice que coordenou a cozinha e que no final nos surpreendeu com a recitação de um belo poema da sua autoria.
Parabéns mais uma vez. Para o ano lá estaremos de Seus quiser.
José Manuel Simões Anjos
in O Varzeense, de 15/01/2009
Jardim de Infância e EB1 de Vila Nova do Ceira cantaram as Janeiras
As crianças do Jardim de Infância e os alunos da EB1 de Vila Nova do Ceira saíram da escola, no passado dia 6 de Janeiro, para cantar as janeiras.
Acompanhadas pelos professores, educadora e pessoal auxiliar, a actividade iniciou com a explicação do que é cantar as janeiras e como forma de reviver esta prática cultural de cariz tradicional saíram à rua cantando e amealhando alguns trocados, que as pessoas iam colocando no seu saquinho.
No mesmo dia, fizeram também uma visita à Igreja Matriz, com a finalidade de visitar o presépio e contextualizar a época com o seu cariz religioso.
Dentro da Igreja, as crianças foram ainda confrontadas com algumas perguntas sobre o presépio e receberam explicações sobre a referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém.
Esta actividade foi importante e bem recebida pelo povo varzeense pelo facto da escola estar integrada numa região com fortes tradições. Foi também do agrado das crianças e ao mesmo tempo serviu para estreitar os laços com a comunidade em geral.
in O Varzeense, de 15/01/2009
Em busca do Passado
" COM LUPA, PAPEL E CANETA VAMOS EM BUSCA DO PASSADO "
VISITA DE ESTUDO A SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DE GÓIS
No âmbito da Semana da Ciência e da Tecnologia 2009 da Lousã, a Câmara Municipal de Góis, no passado dia 12 de Janeiro, recebeu no seu concelho um grupo de jovens estudantes do 2º ciclo de ensino da Lousã. Os (as) alunos (as), acompanhados (as) das suas professoras e da arqueóloga Patrícia Lima, técnica da Câmara Municipal da Lousã, visitaram o nosso concelho para conhecer e aprender mais sobre dois importantes sítios arqueológicos: o "Antigo Hospital", na freguesia de Góis e a "Pedra Letreira", na freguesia de Alvares. À sua espera, para acompanhar a visita de estudo, esteve a técnica da Câmara Municipal de Góis, a arqueóloga Ana Marques de Sá.
O primeiro sítio visitado, logo pela manhã, foi o monumento de arte rupestre da Idade do Bronze, que se situa na povoação de Cabeçadas, na freguesia de Alvares, a "Pedra Letreira". Descoberto nos anos 50 do passado século, este monumento encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde o ano de 1997. Ao Professor Doutor João de Castro Nunes se deve o importante estudo sobre este afloramento de xisto onde estão gravadas uma série de figuras geométricas às quais se atribui uma temática guerreira. Neste local, os (as) jovens conheceram, ao vivo, um sítio arqueológico fantástico, sobre o qual já tinham ouvido uma lição na sala de aula, e puderam também brincar com a neve, já que esta atracção predominou na paisagem ao longo do passeio!
Antes da visita ao sítio do "Antigo Hospital", o grupo fez uma pausa no Parque do Cerejal, na Vila de Góis, aproveitando o belo dia de sol para merendar junto ao rio Ceira.
Pelas 14h00m, a visita de estudo continuou na antiga instituição hospitalar, situada em pleno Centro Histórico da Vila de Góis, voltada para a Praça da República. A construção do conjunto edificado, antigos hospital e capela do Espírito Santo, corresponde a uma vontade de D. Diogo da Silveira, 2º Conde de Sortelha e 18º Senhor de Góis, na segunda metade do século XVI. Neste sítio os (as) estudantes conheceram alguns dos instrumentos do trabalho de campo de arqueologia, bem como peças que foram recolhidas ao longo dos trabalhos de escavação que decorreram aí nos anos de 2005 e 2006, chegando a recolher alguns fragmentos que encontraram pelo terreno! Provavelmente, depois desta visita, alguns (as) sonham tornar-se arqueólogos (as) um dia…
A visita aos sítios arqueológicos de Góis foi uma inesquecível e agradável oportunidade de aprendizagem, divertimento e convívio, para guardar na memória de todos (as) e, quem sabe, um dia, para repetir!
in CMG
Comentários:
Não será demais assinalar este intercâmbio com os concelhos nossos vizinhos, sobretudo entre as camadas mais jovens e, neste caso particular, no âmbito cultural. Para além do convívio, dão-se a conhecer mutuamente o património e as particularidades relevantes que cada um possui, promovendo-se a médio prazo a nossa terra.
Desconheço o que sido feito noutras áreas, quer pela Câmara Municipal quer pela Escola. Seria bom estar-se atento a esta matéria: estamos rodeados por seis concelhos, os custos financeiros envolvidos são irrelevantes e os resultados deixam marcas positivas para o nosso futuro.
Ainda que neste caso fosse de iniciativa da Lousã, é de louvar o envolvimento dos nossos técnicos.
JNR
Góis - Lurdes Castanheira candidata do PS
Lurdes Castanheira, presidente da Comissão Política Concelhia do PS em Góis, foi indigitada para ser a candidata do partido à Câmara Municipal. Única a votação, em reunião da Comissão Política, obteve unanimidade, cenário que já previa. "Nunca, em momento algum, eu tive dúvidas que não tivesse uma unanimidade dentro da Comissão Política", disse, em declarações ao Jornal de Arganil, na medida que dos vinte e cinco votantes (houve duas ausências - José Girão Vitorino e Diamantino Garcia), vinte e um são militantes integrados na Concelhia, cuja equipa foi formada por si. Confiante na força que o Partido Socialista tem no concelho, vincou que acredita que o PS vai ganhar as próximas eleições autárquicas em Góis, independentemente de quem seja o candidato mais directo da oposição, o Partido Social Democrata. "Não estou minimamente preocupada com o candidato do PSD. O que me preocupa de facto é que o PS volte a ganhar a Câmara de Góis, que apresente um projecto credível para o concelho e que responda às reais necessidades da população", afirmou, reiterando que acima de tudo é necessário mobilizar a população para a sua participação.
A assistente social entende que o resultado obtido é fruto de um percurso delineado desde Abril, quando foi eleita para a Comissão Política Concelhia, altura em que disponibilizou para ser candidata à autarquia. Para tal, foi auscultando opiniões sobre si. "Fui perguntando às pessoas que têm mais experiência política que eu e auscultando sensibilidades para saber se no futuro eu tinha possibilidades de concorrer à Câmara de Góis e tive manifestações de apoio e solidariedade por essas mesmas pessoas". No momento de se disponibilizar para ser candidata à autarquia, salientou que o fez depois de ter a certeza que o actual presidente do Município, José Girão Vitorino não se iria recandidatar. "Senti que não estava a atropelar ninguém, que estava criado o momento próprio, e fui tendo muitos apoios, porque as pessoas também perceberam que este processo estava a ser feito com lealdade e respeito".
Entretanto, o anúncio da sua candidatura à Câmara será feito de acordo com as regras de Partido Socialista. "Modéstia à parte", Lurdes Castanheira considera que tem o perfil político preciso, visto que para além de "conhecer bem" Góis, tem "mais de dez anos" de Câmara Municipal e é militante do partido há dez anos. Além disso, a frase é dita no sentido de que "levo as coisas muito a sério" e "quando me envolvo num projecto acredito nele, do princípio até ao fim".
No que concerne à equipa que vai formar, explicou que esta ainda não está definida e não foram feitos contactos para o efeito. "Neste momento não tenho nenhum compromisso com ninguém, mas preocupo-me todos os dias com essa questão e obviamente que penso nela diariamente", disse, adiantando que "a seu tempo nós iremos fazer os contactos e apresentar, espero que uma boa lista".
Questionado pelo nosso jornal acerca da indigitação da socialista para ser candidata à Câmara, José Girão Vitorino disse que no momento próprio se irá pronunciar sobre o assunto.
in Jornal de Arganil, de 15/01/2009
Comentários:
Já chega tenha paciencia,o povo de Gois é bom não esteja,a preparar a fuga pra frente com uma boa reforma,veja o Dr.J.Cabeças ainda novo e a reforma que apanhou andando aqui por Gois,tenha pena dos goenses.
Vamos dar o concelho aos Goienses Tá
Gostaria de dizer o seguinte: fala-se em candidatos que não sáo de Góis...ok, lanço o desafio, para aqueles que frequentam este site como eu, digam nomes de provaveis candidatos ou politicos de Góis que tenham perfil para ser candidatos á camara de Góis, .....seria um bom debate
Esta pessoa ainda não percebeu que os goienses não se interessam pela sua própria terra. Não têm auto estima. Nâo se envolvem. Não investem. Não acreditam.
Depois destes últimos anos de agonia, resta-nos uma esperança de melhores dias.
PS Resta uma esperança ?
Com quem ?Agonia já andamos 16 anos de poder,da familia dita ( socialista)
Pessoas que arrancam ordenados,fabulosos,e os de gois são iternos burros de carga,chega,tenham calma voces sabem digam as coisa pelos nomes. vá lá,ou estão com medo,na altura própria eu falo,o Carnaval está perto fica para depois
1º Misericordia
2º Adiber
3º Cm Gois
Ficamos por aqui
Amigos, a Drª Lurdes até pode fazer um bom serviço se conseguir apresentar uma equipa com novos valores, fazer-se acompanhar de representantes de todas as freguesias e esquecer o clientelismo instaurado nas instituições por onde tem passado.
Bem hajem
Plenamente de acordo com esta candidatura.
É uma pessoa com obra realizada,uma autarca com experiência e conhecedora da Concelho de Góis.
Força Dra. Lurdes
Foi preciso eu abrir os olhos a vocês para comentar, porque vários dias ninguém falava.
O Sr. Dr. Mário que dai apoio à Dr. Lurdes, que exemplo nós temos daquela fábrica que montou com o irmão, no Pólo Industrial de Góis, que depois levaram a falência e ficou a dever a água a CMG e EDP.
O Sr. Mário está na Câmara como funcionário, pelo belo trabalho que fez deixando o pessoal no desemprego da dita FABRICA, Vocês não querem mesmo abrir os OLHOS.
web56841 [web56841@cgi33-ch.uk.clara.net]
Então tem obra realizada,de 1 a 10 o que realizou ?
Preciso de ser exclarecido
Obrigado
Conheço a Sra Dra.Lurdes desde o tempo em exerci um cargo numa colectividade regionalista do Concelho.
Sei das suas preocupações,do seu empenho e de toda a motivação que tem pelas causas públicas e pelo bem colectivo.
Privei com ela em eventos na Casa Concelhia em Lisboa e fiquei a conhecer o seu carácter e seu espírito de combate.Para todo o Concelho a sua presença,na presidência da Câmara,será certamente uma mais valia.Força Dra. Maria de Lurdes.
Marques.
Colmeal - Um testemunho e uma história
Se nos fosse permitido comparar a situação geográfica das aldeias da Serra de hoje com esses pontos minúsculos e negros como castanhas defumadas, que foram os povos de há dois ou três séculos, certamente que nos perguntaríamos como era possível a esses povos realizar a sua vida e suportar a sua existência numa zona alcantilada, inóspita e deserta como a nossa.
Porque, enquanto no litoral ou na planície o homem se cruzava atraído pela pesca ou pelo comércio, na montanha ele só podia manter-se aliciado por três factores: exploração do minério, a guerra e a caça.
Sabe-se, porém, que a fauna da velha província lusitana não era rica em produtos. Em regra, o habitante das montanhas não lhe aproveitava mais do que a carne para se alimentar e a pele para se cobrir. Nada mais tinha a pedir ao veado, ao porco-bravo, à cabra selvagem ou ao coelho do mato.
Se o montanhês caçava, não o podia fazer em nome de uma profissão, mas pela necessidade de amparar a sua pequena economia, servida por outros produtos de fraca escala.
Mas, também não se pode considerar a guerra como causa da fixação das populações serranas.
As montanhas eram de acesso difícil, sem várzeas férteis de agricultura rentável. Por isso, nem castelos, nem fortalezas, nem redutos. As vertentes da Beira-Serra nunca foram mais do que um labirinto aberto, recortado por veredas íngremes, escondidas nos matos por onde o caminhante mal se lobrigava. Não há vestígios duma estrada romana ou duma povoação mourisca. O seu dorso, eriçado de tojo, estevas e urze, assemelhava-se ao lombo dum rebanho de porcos selvagens adormecidos num redil de muitas léguas. Nunca ali houve um torrão que chegasse para premiar algum nobre que se tivesse notabilizado nas campanhas do reino. Os seus retalhos de campo arável não chegavam para neles assentar um brasão e uma legenda.
Por isso, nem duques, nem marqueses, nem barões.
Donde se conclui logicamente que só o minério poderia ser a causa única e capaz de se deslocarem para aqui os obreiros que tiveram a dita de desbravar os primeiros palmos de terra.
A confirmá-lo vem o facto de as nossas montanhas estarem perfuradas de lés a lés, sem contudo se conseguir hoje determinar a maior parte das entradas e saídas das suas minas, o seu rumo e profundidade.
O Colmeal está numa das zonas mais exploradas.
Quer a margem direita quer a margem esquerda do Ceira foram cantos que o romano explorou com arte e sabedoria. Há mesmo povoados escondidos na Serra de hoje que não podiam ter outra génese senão um arroio de água e uma boca de mina ou então um ponto estratégico para viver uma vida rudimentar sem andar exposto às feras.
Veio depois a idade da agricultura, da plantação da oliveira, do sobreiro, do castanheiro, da vinha e cereais.
Muitos locais antigos foram aproveitados e alguns aterros utilizados para as primeiras hortas. É então que as povoações nascem verdadeiramente e se começa a conhecer o seu nome.
É então que nascem os Soutos, os Colmeais, os Sobrais, Carvalhos, Cabreiras, Malhadas, Matas, Azinhais, Vales Verdes, Várzeas, Castanheiras, Salgueirais e tantas outras terras pelas quais hoje damos tudo a fim de que, embora nascendo em regiões sáfaras, subam ao nível de tantas bafejadas pela sorte.
É o caso do Colmeal.
Embora seja ainda hoje uma povoação modesta, não podemos dizer que seja recente. Na Serra, são poucos os casos de povoações que se fizeram em cem anos. A falta de comunicações e o separatismo que até há pouco vigorou entre ricos e pobres não davam margem a casamentos precoces e fáceis. Por isso, embora o casal dispusesse de dois ou três elementos capazes de se multiplicarem, nem sempre isso era fácil ou a tempo de serem tronco de famílias numerosas. O que nos leva a concluir que o desenvolvimento humano das nossas aldeias levou algumas centenas de anos a realizar-se e, desse movimento a passo curto, redundaram atrasos que ainda hoje sentimos. Não nos admiremos, pois, se ainda nos falta muita coisa. Mesmo assim poderemos considerar-nos felizes, pois que, precisamente esta estagnação de pessoal e coisas, levou os filhos da Serra a entrar num clima de aventura, clima onde depois, mais tarde, haveria de nascer o regionalismo, o grande movimento que levou uma profunda transformação a todos os cantos da Beira-Serra.
É esta uma das facetas mais importantes da gente do nosso tempo, que se nota em linha apreciável, no Colmeal e sua freguesia.
O que o progresso aí conseguiu realizar bem se pode classificar de prodigiosa renovação, devida, em grande cota, ao bairrismo dos seus filhos, perfeitamente sintetizado no labor dos militantes da sua Comissão regionalista e no desejo dos seus primeiros homens em verem o Colmeal actualizado e bem servido.
É o que nos parece revelar a sua estrada da Serra, os seus calcetamentos, a sua casa Paroquial, o Centro e as diligências feitas para a construção duma nova Igreja.
Por tudo isto, merece o Colmeal e a sua gente os nossos parabéns e o jornal que divulga as suas necessidades e as suas belezas uma palavra de alento.
Trabalhar para viver e viver para trabalhar. - C. Borges das Neves
in Boletim Paroquial "O Colmeal", número comemorativo do 40º aniversário da U.P.F.C., Julho de 1971
A pouco mais de um mês da realização em Lisboa, na Casa do Concelho de Góis, do nosso Dia da Freguesia do Colmeal, no âmbito das comemorações dos 80 Anos de Regionalismo no Concelho de Góis, nunca será demais recordar o que ao longo dos anos se foi escrevendo na imprensa regional e neste caso particular, no extinto Boletim Paroquial "O Colmeal", sobre as nossas colectividades e o regionalismo.
A. Domingos Santos
in Jornal de Arganil, de 15/01/2009
Corvos-marinhos "invadem" rios de Coimbra
Centenas de corvos-marinhos, oriundos do Norte da Europa, invadiram nos últimos dias as zonas húmidas do distrito de Coimbra, surgindo em bandos pela manhã junto aos rios Mondego e Ceira
Um investigador da Universidade de Coimbra (UC), Jaime Albino Ramos, disse hoje à agência Lusa que a "invasão" daquelas aves pode dever-se ao maior rigor do Inverno que se verifica nos países de origem.
"O aumento do frio pode ter contribuído para uma maior presença dessas aves em Portugal", admitiu, indicando que o congelamento das grandes superfícies de água doce do Norte obriga-as a procurar alimento nas regiões mais temperadas do continente europeu, ou mesmo no Norte de África.
Ao longo da estrada da Beira (EN-17) e do rio Ceira, afluente do Mondego, nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo, Lousã e Góis, podem agora ser vistos estes pássaros pretos com aparência primitiva, sobrevoando as encostas de xisto, entre eucaliptos, pinheiros e mimosas.
Jaime Albino Ramos salientou que o corvo-marinho ("Phalacrocorax carbo") integra a ordem dos Pelecaniformes e possui membranas interdigitais que lhe permitem mergulhar em busca de peixes, a base da sua alimentação.
Segundo o investigador, trata-se "um bicho um pouco generalista", que nidifica no Norte da Europa e migra para o Sul quando chega o tempo frio.
Uma funcionária de um restaurante da estrada da Beira confirmou o que a agência Lusa verificou na zona, desde a semana passada: o número de corvos marinhos é "muito superior" ao de anos anteriores, quando se encontravam algumas destas aves aquáticas próximo do rio Ceira.
No Inverno, segundo o investigador de Ecologia do Departamento de Zoologia da UC, "é normal encontrar corvos-marinhos" em Portugal "onde há peixe em abundância", designadamente nas grandes barragens do interior e nos estuários dos rios.
"Os não reprodutores - até aos quatro ou cinco anos de idade - ficam geralmente nas zonas temperadas onde passam o Inverno", acrescentou.
Nos últimos anos, têm sido encontrados alguns corvos-marinhos no Parque Verde do Mondego, em Coimbra.
"É uma espécie cuja população tem aumentado na Europa, onde é uma espécie protegida", referiu.
O especialista em aves marinhas lembrou que a multiplicação da espécie tem-se traduzido numa redução das reservas piscícolas, incluindo ataques às explorações de aquacultura dos mares do Norte.
Jaime Albino Ramos aludiu a conflitos com comunidades piscatórias da Holanda e outros países da União Europeia (UE). "Os corvos-marinhos mergulham e perseguem os peixes debaixo de água", sublinhou.
Com uma aparência primitiva de réptil, devido ao longo pescoço, são vistos por alguns povos como aves sinistras e podem ingerir uma quantidade de peixe superior ao peso do seu corpo, mas, diariamente, ingerem pelo menos 400 a 600 gramas de comida.
Em 2008, o Parlamento Europeu defendeu a promoção de um plano de gestão sustentável das populações de corvos-marinhos à escala europeia.
Estima-se que, anualmente, os corvos-marinhos consumam pelo menos 300 mil toneladas de peixe nas águas da UE.
in http://sol.sapo.pt
Tomada de posse dos novos corpos sociais da Santa Casa da Misericórdia
Teve lugar na passada segunda-feira, 5, na sala de reuniões da Santa Casa da Misericórdia de Góis, a tomada de posse dos novos corpos sociais para o triénio de 2008/2010, que para o efeito haviam sido eleitos na assembleia geral extraordinária de 10 de Dezembro passado.
Presidiu o acto a presidente da assembleia geral, Maria de Lurdes Castanheira, que começou por saudar com satisfação os novos corpos sociais empossados, ao mesmo tempo que se congratulou por voltar a presidir à assembleia geral da Santa Casa da Misericórdia de Góis. Lembrando que a Misericórdia de Góis "está prestes a comemorar 20 anos da sua reactivação", Lurdes Castanheira expressou a sua estima pelas "pessoas com que iniciei o meu trabalho no ano de 1989 e que vão continuando a dar o seu melhor nesta casa", saudando em especial dois novos elementos que passam a integrar pela primeira vez os corpos sociais, nomeadamente Miguel Ventura e Carlos Gomes. De um modo geral, as saudações foram extensivas aos técnicos da instituição, bem como aos do programa PROGRIDE. "Nós quando assumimos estes lugares, não devemos fazê-lo com qualquer tipo de sacrifício", afirmou a presidente de assembleia geral, advogando "devemos assumir estes lugares com o dever de compromisso, aceitamos porque quisemos nada, disto pode constituir para nós um sacrifício ou alguma coisa que não está ao nosso alcance".
E neste sentido, Lurdes Castanheira revelou estar "imensamente grata a esta equipa que se tem mantido nos órgãos sociais" pelo facto de "nunca ter dado sinal de sacrifício, pelo contrário, quanto mais são as dificuldades, mais as pessoas se têm juntado, unindo os seus esforços para responder quer aos novos desafios, como constantes compromissos e dificuldades que vão surgindo nesta instituição". Aproveitou ainda para louvar e agradecer "aqueles que hoje não fazendo parte dos órgãos sociais, ao longo de muitos anos deram o seu melhor e continuam a estar disponíveis para colaborar com a instituição. "A Santa Casa da Misericórdia é uma instituição que tem crescido muito nestes 20 anos de reactivação", constatou, recordando que a sua história remonta a 1498, falou na possibilidade de ser criado um ciclo de iniciativas alusivas aos 511 anos da instituição, a completar este ano.
Porém, "não podemos viver só de história", considerou Lurdes Castanheira, referindo "temos que viver do presente e dos desafios que se vão colocando". Não obstante as dificuldades, a presidente da assembleia geral realçou que a Santa Casa da Misericórdia de Góis, enquanto entidade de direito privado sem fins lucrativos, "é das maiores entidades empregadoras do concelho". "Tem gerado no concelho de Góis um conjunto significativo de emprego que leva à fixação das pessoas", reconheceu, acrescentando que para além da criação de emprego, também "a prestação de melhor serviço aos utentes é um dos grandes desafios".
Nesta ocasião, Lurdes Castanheira lembrou que o programa PROGRIDE - Progredir em Igualdade e Cidadania, "trouxe cerca de um milhão de euros para o concelho" permitindo realizar um conjunto de investimentos que não seriam possíveis, caso este não existisse. Neste âmbito, elegeu como "obra física e estruturante do projecto" a recuperação do Centro Cívico, mais conhecida pela Casa do Povo de Góis. "Se não fosse o PROGRIDE não teria sido possível fazer a recuperação daquele imóvel, em que foi feito um investimento de cerca de 70 mil euros", frisou.
Com um mandato de mais três anos pela frente, o provedor da mesa administrativa da Santa Casa, José Domingos Cabeças, declarou "vamos continuar a dar seguimento às obras da Misericórdia", tanto aquelas que "estão em curso, como às que necessitam de uma resposta". Referindo-se ao Hospital Monteiro Bastos, José Cabeças assegurou "só descansamos quando encontrarmos uma solução para aquele Hospital", congratulando-se pela "feliz coincidência" da Misericórdia de Góis ter em funcionamento o programa PROGRIDE.
Por outro lado, o provedor da instituição agradeceu a "solidariedade" dos diferentes corpos sociais, louvando em particular o trabalho desenvolvido "a todos os títulos brilhante" por Lurdes Castanheira como presidente de assembleia geral, bem como da coordenadora da equipa técnica da instituição, Sandra David, que "tem sido inexcedível em todo o seu trabalho" pedindo que lhe fosse tributada uma salva de palmas.
Parca em palavras, a presidente do conselho fiscal, Maria Emília Vidal, deixou a garantia "farei o que for preciso, irei tentar dar o meu melhor e tal como eu, todo o concelho fiscal, cá estamos para trabalhar".
Já o vice-provedor da mesa administrativa, a integrar os órgãos sociais há 17 anos, realçou que actualmente a Santa Casa da misericórdia "está mais virada para a questão da terceira idade, especialmente para o Lar de Idosos, em Vila Nova do Ceira". "É hoje o nosso ponto forte, o Apoio Domiciliário, o ATL, as crianças, tudo isso nos preocupa não esquecendo o Centro Municipal", contou José Serra, que também deixou a sua saudação aos novos corpos sociais, sublinhando que "são precisas todas as pessoas que estão ligadas à direcção, aos corpos gerentes, os tempos que se aproximam não são de facilidades e será neste sentido que vamos dar as mãos e lutar pelo engrandecimento da Santa Casa da Misericórdia de Góis", apelou.
Actividades a realizar em 2009
Para o ano de 2009, a Santa Casa da Misericórdia de Góis tem em vista um conjunto de actividades a levar e efeito no Lar da Misericórdia de Góis, Centro de Dia da Cabreira, Centro Municipal de Saúde e Acção Social e Hospital de Cuidados Paliativos de Saúde. Entre muitas outras acções previstas, destacam-se aquelas a realizar no âmbito do programa PROGRIDE: dinamizar o funcionamento do Centro Cívico e Cultural de Góis e do gabinete de inserção na vida activa do mesmo; promover em parceria com a ADIBER acções que visem a formação e (re)qualificação de competências profissionais; efectuar sessões de divulgação do Microcrédito - sistema de apoio ao investimento; divulgar e promover o acesso dos jovens ao SLIJ; promoção de acções de sensibilização e informação sobre as toxicodependências, de actividades lúdicas dirigidas a crianças, idosos e comunidade em geral, bem como a dinamização do Centro de Dia do Corterredor e do Skate Parque; e por fim, apoio na reabilitação habitacional.
Corpos sociais para o triénio de 2008/2010
Os novos corpos gerentes da Santa Casa da Misericórdia de Góis eleitos para o próximo triénio e que agora tomaram posse são os seguintes:
Mesa administrativa - José Cabeças, provedor; José Serra, vice-provedor; António Lopes, tesoureiro; Hermenegildo Silva, Maria Augusta Garcia e Albino Gonçalves, vogais.
Assembleia geral - Maria de Lurdes Castanheira, presidente; Miguel Ventura e Lucinda Rosa, secretários; e Carlos Gomes, secretário suplente.
Conselho fiscal - Maria Emília Vidal, presidente; Almerinda Rodrigues e Maria Madalena Bandeira, vogais.
in A Comarca de Arganil, de 14/01/2009
Comentários:
Vejam bem como Gois está entregue,são sempre os mesmos na Santa Casa da Mesiricordia de Gois tomaram posse os novos salvo seja o Provedor Sr.Sr. J.Cabeças Pre.A.Geral DrªLurdes Castanheira.
Então não à ninguem de Gois,isto faz pena vamos outra vez atrasarmos mais 4 anos.
Tenho vontade de chorar ADEUS
ARCIL edita calendário solidário
A Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL) tem procurado promover a sua imagem junto da sociedade, de modo a proporcionar algum conhecimento da sua missão junto do cidadão comum, angariando para isso parcerias no tecido empresarial que proporcionem a divulgação e promoção do seu trabalho.
As relações estabelecidas entre as empresas e entidades reflectem-se na obtenção do produto final, o Calendário ARCIL 2009, numa associação à Fergráfica, que apoiou a execução, assim como à SMP - Santos Moura, Porto (que se associou disponibilizando a argolação do material impresso), aos Estúdios Delfim Ferreira (responsáveis pela cedência da imagem fotográfica) e à Moving Work (interveniente na execução do design gráfico).
O sucesso destas iniciativas permite garantir à ARCIL a melhoria da qualidade dos serviços que prestam diariamente aos seus utentes, proporcionando-lhes uma vivência de qualidade.
Recorde-se que, no passado dia 6, a ARCIL, representada pelo seu rancho folclórico, esteve no Palácio de Belém, cantando os Reis para o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva. Na ocasião foram entregues exemplares do Calendário ARCIL 2009, para além de produtos regionais lousanenses e artefactos da estrutura produtiva ARCILCerâmica.
A rede de parcerias institucionais é bem reflectida em todas as páginas constantes do calendário, nomeadamente CGD, Efapel, CDL, Arborlusitania, Licor Beirão, Meliá Palácio da Lousã, Câmara Municipal da Lousã, Farmácia Fonseca, Laboratórios Arunce, Modelo, Socigene, RDPE (Desenvolvimento de Projectos Empresariais), Alves Bandeira, A Serrana (mediadora de seguros), Grupo Isidoro, Aníbal Antunes Bandeira, Bandeira Construções, Terban Terra, e os apoios institucionais do Instituto Nacional para a Reabilitação, Governo Civil de Coimbra, municípios de Vila Nova de Poiares e de Góis, do Projecto Destino de Turismo Acessível e da Provedoria Municipal para Pessoas com Incapacidade.
in www.campeaoprovincias.com
Góis - Alegado caso de corrupção na câmara municipal
Engenheiro deu como concluída obra que não foi iniciada
Polícia Judiciária investiga o caso. Presumível suspeito já tinha sido alvo de processo disciplinar na Câmara de Góis e obrigado a pagar 50 mil euros.
Pedro Leitão
A Polícia Judiciária está a investigar um caso de alegada corrupção, relacionada com um engenheiro da Câmara Municipal de Góis.
O suspeito já tinha sido alvo de um processo disciplinar movido pela autarquia, tendo sido condenado a uma suspensão de 240 dias e obrigado a pagar 50 mil euros.
Em causa está a pavimentação de uma estrada, por uma empresa de construção civil, que se veio a descobrir que o engenheiro daquele município, responsável pelo acompanhamento da obra, a tinha dado como concluída, quando nem sequer tinha sido iniciada.
A "marosca" veio a ser descoberta, uma vez que a empresa de construção civil entretanto foi à falência. O executivo camarário também apresentou uma queixa do caso ao Ministério Público, estando a Polícia Judiciária (PJ) a investigar o presumível caso de corrupção.
A PJ, contactada ontem pelo DIÁRIO DAS BEIRAS, confirmou a investigação. Fonte daquela polícia disse que, por agora, apenas pode ser revelado que o processo "está na fase final de investigação".
O vice-presidente da Câmara de Góis (PS) adiantou ao DIÁRIO DAS BEIRAS que foi colocada ao funcionário a possibilidade de a pena do processo disciplinar "ser suspensa por dois anos, se ele pagasse 50 mil euros, que ra o quantitativo do auto de medição final de uma obra que não estava executada".
Diamantino Garcia disse que o engenheiro em causa "pediu uma prorrogação do prazo até o final do mês, para proceder ao pagamento, e se o fizer ficará com a pena suspensa durante dois anos. Caso contrário será suspenso por 240 dias".
A obra em questão era um caminho de ligação entre duas aldeias Aigra Velha e Aigra Nova, duas povoações integradas na Rede de Aldeias de Xisto.
"A obra começou, foi feito um primeiro auto de colocação de tuvenã, que ocorreu. No segundo auto, que era a pavimentação do caminho, foi feito o auto, como auto final, mas veio-se a verificar que a obra não estava feita", afirmou o autarca.
Diamantino Garcia reconhece que esta "é uma situação delicada, porque a empresa abriu falência e não se conseguiram imputar responsabilidades à empresa".
O autarca frisa , a concluir, que o município "tem os técnicos que acompanham as obras, e a partir do momento que dizem que as obras estão concluídas, naturalmente que quem tem poder para mandar pagar confia nos técnicos, caso contrário não faria sentido tê-los".
Vereadores do PSD discordam da pena
Os dois vereadores do PSD na Câmara de Góis não concordaram com a pena aplicada ao engenheiro e abstiveram-se na votação.
Graça Aleixo disse ao DIÁRIO DAS BEIRAS que neste caso "era ainda aplicado o regime disciplinar antigo, o Decreto-lei 24/84, e o que se trata é de alguém que no exercício das suas funções praticou actos manifestamente lesivos das instituições e dos princípios consignados na Constituição".
Este diploma prevê, para esta situação, "uma pena de demissão", refere a autarca, acrescentando que o instrutor do processo, "levando em conta duas atenuantes, foi para a suspensão sem explicar porquê". Ou seja, "passa da pena mais grave, para a terceira em termos de menor gravidade", realça.
A vereadora social-democrata adianta que"alguém que conhece a situação da empresa, recebe a obra, dá por concluído o trabalho e o trabalho não está feito… Mais grave que isto o que é que pode ser?" questiona.
Graça Aleixo critica também o facto do executivo camarário da maioria ter levado o assunto à reunião da autarquia, sem que os vereadores "tenham antes recebido qualquer documentação". Entende mesmo que esta acção da maioria socialista "não deixou de ser premeditada".
Na sua opinião, " "um relatório do instrutor que menciona os artigos e as alíneas sem explicitar o que elas dizem obrigava-nos a saber a lei de cor", o que considera ser "absurdo". Assim antes que fosse feita a votação "exigi que me fosse trazida a legislação e ao vê-la aconteceu o que eu temia, ou seja, tinha havido uma redução significativa da moldura penal do processo disciplinar, não estando adequada aos factos praticados", referiu Graça Aleixo
in Diário as Beiras, 14/01/2009
Comentários
Não saimos disto,como pode ser,tenham paciencia,já foi no Pe Escuro com a Firma já falida Construções Valerio no tempo do Dr.Cabeças e companhia,1ºauto de medição sem fazer obra aprovado por toda a maioria.
Agora esta assim á balda tudo para a cadeia são sempre os mesmos estou a ficar farto disto.
Acudam a Gois temos a ser roubados ALERTA
-------------------
Parece que em Arganil aconteceu o mesmo, com a mesma empresa construtora... Só que a Câmara de Arganil prepara-se para demitir o funcionário. Nós por cá ficamo-nos por um processo disciplinar e pouco mais..
----------------------
temos pena mas em portugal e ver quem mais dinheiro desvia e depois as consequencias estao a vista (a chamada crise) pena e que a crise e so para alguns. Deviam ser bem punidos e proibidos de esercer funçoes
Fotoxisto em exposição
Até sábado pode ser visitada, na Junta de Freguesia de Góis, a exposição de fotografias captadas em Aldeias do Xisto. A exposição é itinerante, por 11 concelhos, até Junho deste ano.
in Jornal de Arganil, de 22/01/2009
Aldeias do Xisto na BTL de 21 a 25 de Janeiro
As Aldeias do Xisto estarão presentes na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre na FIL entre os dias 21 e o dia 25 de Janeiro.
As Aldeias do Xisto marcam presença na 21ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre na Feira Internacional de Lisboa, Parque das Nações.
O Stand Aldeias do Xisto, patente no pavilhão 2, irá expor diversos produtos locais, e numa interacção que se quer próxima e mais pessoal com o público, irá dissipar dúvidas e ajudar a esclarecer questões.
Entre outras coisas, algumas novidades a conhecer. Não perca esta oportunidade e venha descobrir as Aldeias do Xisto.
Horários:
Dias 21, 22, 23 e 25 de Janeiro, das 10h às 20h
Dia 24 das 10h às 22h
in www.aldeiasdoxisto.pt
O silêncio dos que não voltaram
Em tempos fizemos uma abordagem ao tema "desertificação", dando pleno relevo à inquietante questão que assenta na ausência "dos que partiram e não voltaram".
Tomando como suporte o princípio de que o serrano volta sempre ao aconchego da sua terra-natal, tentamos agora analisar as várias razões que podem ter contribuído para o longo afastamento, no propósito de encontrar, entre elas, explicações pertinentes que ajudem a encontrar uma nova luz.
Das razões que estão na base do abandono das suas aldeias, em busca de outras paragens, todos nós as conhecemos melhor ou pior, consoante os casos, saltando desde logo o velho argumento de que "foram à cata duma vida melhor", com tudo o que essa ideia envolve de empenho, apego ou, pelo contrário, desamor. Acontece que essa realidade está dita e redita, para não dizer estafada, a qual já entrou num ciclo fechado, tendo em conta as vicissitudes que a conhecida globalização se encarregou de pôr no nosso caminho. É bom ter isto presente.
Alargando este conceito à presente abordagem, na tentativa de percorrermos vertentes menos expostas do problema, gostaríamos agora de colocar questões que, vá-se lá saber porquê, outros preferem ignorar:
-Se a vida laboral hoje é feita de instabilidade e de incertezas frequentes, situação que implica maior disponibilidade num raio de acção mais alargado, por que será que aqueles que já atingiram a sua aposentação não procuram, com mais frequência, as suas raízes ou os pontos de partida, deixando aos mais novos o espaço livre para melhor circulação? Deste modo dariam mais uso às suas casas desabitadas nas aldeias abandonadas e os grandes centros deixariam de ter pessoas que se atropelam umas às outras.
-Por outro lado e por mais incompreensível que possa ser, é deveras preocupante o modo como são recebidas pessoas que tentam regressar às suas aldeias, na esperança de encontrarem um meio humanizado e acolhedor para poderem passar os seus últimos dias em paz e afinal são olhadas de esguelha, de forma hostil, como que sendo estranhas ao meio, em vez de serem bem recebidas.
Seria bom que todos entendêssemos que, para se ter as pessoas de volta à aldeia, torna-se necessário o bom acolhimento, onde elas se sintam bem-vindas para se poderem integrar na comunidade de forma civilizada e igualitária e não excluídas. Com isso ganharão todos: a aldeia e a região. Não basta gritar aos sete ventos que o interior está cada vez mais despovoado, importa, dentro das limitações existentes, saber criar condições sociais para que essa verdadeira calamidade seja, de pouco em pouco, debelada. Hoje, já não é apenas o número de casas fechadas que assusta, é muito mais que isso, é a falta de sociabilidade, de calor humano e duma vida comunitária intensa.
Na falta de gente jovem com capacidade produtiva; na mingua de criação de postos de trabalho remunerados; na ausência de outros eventos sócio-económicos; a solução a breve trecho, pode passar por atrair gente aposentada ainda com capacidade de gerar nas aldeias alguma dinâmica capaz de lhe dar vida social. É triste passar pelas suas ruas e encontrar apenas cães abandonados.
Com pequenas soluções que estão ao alcance de todos, incluindo as colectividades, também se podem criar nichos dinamizadores, capazes de evoluírem para grandes resultados, só é preciso disponibilidade e criatividade nos eventos culturais e outros. A época do rei "Povoador" já lá vai há muito tempo.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 1/01/2009
Festa do Bodo de S. Sebastião na freguesia do Cadafaz
De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, no próximo dia 25 de Janeiro vai decorrer a festa do Bodo da freguesia do Cadafaz, no concelho de Góis, cujas receitas vão reverter a favor do arranjo da Igreja. Tendo em conta o programa agendado, pelas 9h, vai ter lugar a bênção do bodo, e meia hora depois será celebrada uma missa, seguida de procissão. A distribuição do bodo está marcada para as 11h30, realizando-se em seguida um almoço convívio, com febras e pão gratuitos. Durante a tarde, a partir das 14h, haverá animação com concertinas da região.
in RCA, edição electrónica
Filarmónica de Góis editou CD
Na passagem do 75.º aniversário do seu ressurgimento, a Filarmónica de Góis editou um CD, "obra que pretende homenagear todos aqueles que ao longo dos anos da sua existência, contribuíram para que ela hoje seja uma realidade cultural de representatividade para o nosso concelho", como escreve o presidente, Rui Sampaio, na mensagem da capa do magnífico trabalho musical.
"Maia Moreira", "Incógnita", "Momet of Morricone", "Santana - a Portrait", "Symply Souvenirs", "Uma Noite em Lisboa", "Pela lei e pela grei" e "Marcha do Rancho de Góis", fazem parte da gravação, a cujos elementos que nela participaram o presidente agradece, "pelo legado com que perpetuam a sua passagem por esta instituição".
Um legado importante, que além de marcar a significativa data do ressurgimento, vem enriquecer ainda mais o historial de uma instituição que orgulha e honra Góis e os goienses.
in A Comarca de Arganil, de 7/01/2009
Casa do Concelho recebe Colmeal
No final de 2008 e fazendo um sucinto balanço de mais um ano de actividades, a Casa do Concelho de Góis congratula-se pelo trabalho desenvolvido por toda a Direcção, Conselho Regional e colectividades filiadas.
Realizaram-se sessões do Conselho Regional e de Direcção e também foram convocados os nossos associados para a Assembleia-Geral desta Casa onde foram apresentadas e aprovadas as contas referentes ao ano de 2007 e o respectivo relatório de actividades.
Também foram realizadas reuniões de Direcção e Assembleias-Gerais de várias colectividades assim como alguns encontros, magustos e almoços.
Este ano comemora-se os 80 anos de Regionalismo no nosso concelho e a data não passou despercebida. Em Outubro, a freguesia de Vila Nova do Ceira e em Novembro a freguesia de Alvares, entraram nesta Casa mostrando os seus costumes, tradições, sons e sabores num clima de festa que ficou gravado na memória de todos quantos assistiram.
Para o dia 31 de Janeiro de 2009, já está agendada a festa da freguesia do Colmeal, onde esperamos grande afluência de colmealenses.
Esperamos também no próximo ano, realizar encontros para discutir assuntos de âmbito florestal e de saúde do concelho de Góis.
A Direcção lamenta a perda de dois grandes colaboradores, Francisco Martins das Neves, José de Matos Cruz, Secretário da Direcção e Presidente do Conselho Regional respectivamente. De lamentar também, o falecimento do associado número 1 e fundador desta Casa, o Sr. Graciano Marques.
Para terminar, a Casa do Concelho de Góis, deseja a todos os seus associados, amigos e colaboradores, um ano novo cheio de prosperidade e saúde.
Henrique Miguel Mendes
in Jornal de Arganil, edição electrónica
Junta de Freguesia ofereceu prenda de Natal às crianças de Vila Nova do Ceira
A Junta de Freguesia de Vila Nova do Ceira remodelou o antigo Parque Infantil localizado no Largo da Igreja e substituiu-o por um inovador espaço, dotando-o de baloiços dos mais modernos e de um novo piso, elaborado pelos funcionários da Junta de Freguesia, cumprindo assim as normas que regulam os espaços infantis. O Parque de S. Pedro, como ficou conhecido, foi aberto ao público no passado dia 15 de Dezembro.
A obra totalmente suportada pela Junta de Freguesia de Vila Nova do Ceira ultrapassou os nove mil euros, pelo que, o seu presidente, António Monteiro, alerta para a preservação do espaço, conforme se pode ler numa placa afixada no local que diz: "trata com carinho o nosso Parque Infantil, utiliza os brinquedos segundo as normas, observa e respeita tudo o que te rodeia, coloca o lixo nas papeleiras, respeita a faixa etária de utilização dos equipamentos e pais estejam atentos aos vossos filhos".
Por uma questão cautelar a placa informa ainda os números de emergência médica mais próxima e dos Bombeiros Voluntários de Góis.
Em conclusão: Vila Nova do Ceira tem agora um Parque Infantil de luxo, preserve-o.
in O Varzeense, de 30/12/2008
Algares - Magusto-convívio da Comissão
Realizou-se no passado dia 6 de Dezembro, o tradicional magusto-convívio da Comissão de Melhoramentos, durante o qual não faltou comida (e bem confeccionada), assim como muita animação.
O leilão foi a cargo de Silvério Rosa e de Graça Alves, dois elementos que não se poupam a esforços para alcançar os objectivos pretendidos.
E para que estes eventos se concretizem e tudo corra bem é preciso muito esforço de todos. E foi isso que aconteceu.
A Comissão de Melhoramentos de Algares está mais uma vez de parabéns, sendo pena que já no fim, depois de as senhoras terem trabalhado tanto para limpar e arrumar tudo, Belmiro Martins se tivesse magoado, mas graças a Deus já se encontra bem.
A Comissão de Melhoramentos fica agradecida a todos e todas que colaboraram neste evento.
in A Comarca de Arganil, de 7/01/2008
Jantar de convívio da comissão política concelhia de Góis do Partido Socialista
No passado dia 30, realizou-se no restaurante Beira Rio, o jantar de convívio da comissão política concelhia de Góis do partido Socialista.
E foram mais de uma centena os militantes e simpatizantes do Partido que, em verdadeiro espírito fraterno e partidário, conviveram à volta da mesma mesa e também em ambiente natalício.
A presidente da comissão política local do PS, dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, deixou uma saudação para todos, especialmente para "os não militantes mas que são simpatizantes" ali presentes e que se "juntam a nós porque acreditam na nossa causa", salientando a seguir que aquela reunião que estavam a viver tinha um significado especial porque era de balanço de 2008 e de expectativas para 2009. E assim sendo deu a palavra aos coordenadores das secções do concelho e de todos aqueles que ali quisessem usar da palavra. E foram alguns, com todos a reconhecer que o ano que se aproxima era um ano de muito trabalho e de muitos desafios para o Partido e a deixar a certeza do seu empenho em ajudar para os êxitos eleitorais que os socialistas desejam e esperam. E todos deixaram também os votos de um bom Ano Novo.
Mas todos os oradores manifestaram ainda o seu apoio a Maria de Lurdes Castanheira como candidata do Partido à presidência da Câmara Municipal de Góis nas próximas eleições autárquicas, sendo ainda reconhecido o trabalho desenvolvido pelos socialistas nos últimos 30 anos à frente dos destinos do Município. Augusto Nogueira Pereira, José Cabeças e José Girão Vitorino, mereceram os aplausos das pessoas presentes.
"Valeu a pena as pessoas terem apostado no PS", foi salientado, sendo importante continuar o rumo traçado em favor das pessoas e do desenvolvimento do concelho de Góis.
Para isso, foi deixado o apelo para que as pessoas se envolvam nos desafios que aí vêm e "devemos estar unidos num projecto liderado pela dr.ª Maria de Lurdes Castanheira".
"Há 30 anos que somos poder e queremos continuar", foi salientado. "Não poder pelo poder, mas para continuar a trabalhar em favor das pessoas e do concelho". Esse foi o propósito deixado por Lurdes Castanheira, que manifestou a sua disponibilidade para continuar esse trabalho por Góis e para Góis, uma terra de que gosta e em que acredita e onde trabalha há 20 anos, referindo que a sua maior preocupação é o emprego, para fixar as pessoas e dar oportunidade aos mais novos, sendo necessário para isso apoiar os empresários e atrair novos investimentos.
"Estamos num concelho com problemas", reconheceu ainda Maria de Lurdes Castanheira, "onde há cada vez mais pessoas a viver do Rendimento Mínimo, sinal de pobreza, porque as pessoas devem viver do seu trabalho", disse, terminando por apelar também ao envolvimento, à união e à participação das pessoas nos novos desafios que se apresentam ao Partido Socialista em 2009 e a "lutar pelos interesses do concelho de Góis".
E o convívio dos socialistas terminou com palavras de confiança no futuro e os votos, renovados, de um feliz 2009.
in A Comarca de Arganil, de 7/01/2008
Dia de Santo Amaro na Cabreira
A Comissão de Melhoramentos da Cabreira irá celebrar o Dia de Santo Amaro, no próximo dia 17 de Janeiro.
Do programa consta a habitual missa, às 14.30 horas, celebrada pelo P.e Carlos Cardoso, seguindo-se o já tradicional convívio, que terá lugar junto à capela.
Esperamos por todos e pedimos que tragam algo para partilhar.
Não faltes. Vem e trás um amigo.
Adelino Veiga
in O Varzeense, de 30/12/2008
Freguesia de Alvares - Serras serpenteadas por 50 motas
A Associação de Juventude da Freguesia de Alvares apoiada pela Junta de Freguesia, Câmara Municipal de Góis, Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira e alguns empresários locais, promoveu no passado dia 3 de Dezembro, o I Passeio pelas estradas de terra batida da freguesia, com motas de 2 e 4 rodas.
O percurso contou com mais de 80 km, com saída de Alvares, paragem em Roda Cimeira para pequeno-almoço e chegada para almoço-convívio novamente em Alvares.
O principal objectivo era e foi, dar a conhecer a beleza paisagística da freguesia, confraternizar e estimular o espírito aventura. No entanto, o motivo de destaque prendeu-se com o magnífico sentido de voluntariado e solidariedade, vivido entre todos os que se disponibilizaram para ajudar.
Os 50 participantes contaram com cerca de 30 jovens da freguesia, que num dia particularmente chuvoso, marcaram presença em locais estratégicos, com intuito de assegurar e apoiar todos os participantes, que corajosamente marcaram presença mesmo com a intempérie a durar o dia inteiro.
A organização agradece a todos os participantes que vieram das mais diversas localidades: Góis, Arganil, Tábua com representantes do Moto Clube João Brandão, Castanheira de Pêra, cerca de 15 motas de Cortenses e amigos de Cortes, Lisboa, Coimbra, entre outras localidades.
Assim, tendo em conta o sucesso da actividade, adivinha-se uma II edição do "DAKAR - JEROPIGA", durante o próximo ano por novos trilhos da freguesia de Alvares.
Quim Mateus
in O Varzeense, de 30/12/2008
Concerto de Natal em Góis
A Câmara Municipal de Góis e a Junta de Freguesia de Góis convidaram toda a população do concelho de Góis para assistir ao Concerto de Natal, que se realizou no dia 21 de Dezembro (Domingo), na Igreja Matriz de Góis.
O concerto, que iniciou cerca das 17.30 horas, contou com a presença do Coro da Casa do Povo de Miranda do Corvo, que trouxe até à vila de Góis as mais bonitas melodias de Natal e o profissionalismo de um coro de alto gabarito.
Fundado em Outubro de 1994 pela Direcção da Casa do Povo e pela Maestrina Fátima Andrade, o Coro da Casa do Povo de Miranda do Corvo, constitui uma das várias secções desta instituição.
Tendo como primeiro objectivo a divulgação da música coral e a animação cultural em geral, este coro conta com cerca de 45 elementos.
Depois da sua primeira apresentação em Maio de 1995, tem vindo a realizar vários concertos com bastante sucesso.
Do seu reportório constam: Corais, Peças Litúrgicas, Espirituais Negros, Música Tradicional e Popular Portuguesa, Brasileira e Russa.
Voltando ao tema inicial - o concerto realizado em Góis - o certame encerrou com breves palavras desejando uma boa quadra Natalícia e a entrega de lembranças à regente do coro, efectuadas pela Câmara Municipal e pela Junta de Freguesia, respectivamente representadas pela vereadora D. Helena Moniz e pelo presidente Alberto Jorge dos Reis.
in O Varzeense, de 30/12/2008
Comemorações dos 80 anos de regionalismo no concelho de Góis
A União Progressiva da freguesia do Colmeal e as restantes colectividades regionalistas da freguesia vão participar nas comemorações dos 80 Anos de Regionalismo no Concelho de Góis que vão decorrer no próximo dia 31 de Janeiro na Casa do Concelho de Góis, Rua de Santa Marta, 47 R/C Dtº em Lisboa. O programa agendado para este dia é o seguinte:
Programa
15:00 Sessão de Abertura
Exposição
Mostra de Artesanato
16:00 Gerações Regionalistas
Henrique Mendes, Miguel Mendes e
António Duarte
16:30 Apresentação do Livro
"U.P.F.C. - Memorial"
Viajando pela Freguesia
17:00 Regionalismo e Futuro
Lisete de Matos
17:30 O Colmeal em Teatro
18:00 Tocata do Rancho Serra do Ceira
18:30 Sons do Carvalhal
19:00 Sons da Malhada
19:30 Jantar Volante
21:00 Baile Serrano
Refira-se que da freguesia do Colmeal está assegurado o transporte para todos quantos queiram deslocar-se a Lisboa e na sua Casa Concelhia "verificar como o regionalismo está vivo e como é possível apresentar um trabalho colectivo que a todos dignificará"
In RCA, edição electrónica
Colmeal - 31 de Janeiro de 2009
Vai ficar na nossa memória como sendo uma data ímpar na História do Regionalismo.
Quando se comemoram os 80 Anos de Regionalismo no Concelho de Góis, a União Progressiva e as restantes colectividades regionalistas da freguesia do Colmeal, têm o grato prazer de vos convidar a estarem presentes na Casa do Concelho de Góis, Rua de Santa Marta, 47 R/C Dtº em Lisboa.
O programa que se apresenta em anexo e que esperamos venham partilhar connosco, é simples e despretensioso. Queremos privilegiar o que de melhor temos na região, que são as pessoas, mostrar o que elas sabem fazer nos vários domínios e como não podia deixar de ser, recordar e falar um pouco do regionalismo, dos seus intérpretes e da obra que nos deixaram.
A vossa presença e dos vossos familiares será determinante para o sucesso desta iniciativa.
In http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/
Góis
Gonçalo Bandeira - Vice Campeão Nacional
O piloto Goiense, Gonçalo Bandeira sagrou-se no passado mês vice-campeão nacional na modalidade de cross-country. Depois do 3º lugar conquistado no campeonato nacional de enduro e da medalha de prata nos ISDE na Grécia, o jovem piloto de Góis patrocinado pela ARYSER combustíveis, fecha a época desportiva de 2008 com um título de vice-campeão nacional. "Tudo isto é fruto de um intenso trabalho desenvolvido ao longo do ano com a minha equipa e os meus patrocinadores, ao qual aproveito uma vez mais para agradecer todo o apoio prestado". Outra grande notícia, é a sua contratação por parte do TEAM CRN/MOTOFUNDADOR para a época de 2009 onde irá disputar o campeonato nacional e europeu de enduro aos comandos de uma Yamaha wr 250f.
Bandeira fecha assim com chave de ouro a sua época desportiva, agradecendo a todos os seus patrocinadores e amigos, NB auto, RR Motos, Suzuki, Luzilex, Góis Moto Clube, Delta, Vila de Góis, J. Silvas, Tó-Quim, Sóbebidas, José Alvoeiro, Goijofil, Argocontas, Moto Castanheira e Aryser combustíveis.
In Jornal de Arganil, 01/01/2009
Góis - Amioso/Cabeçadas Almoço de Aniversário da Comissão de Melhoramentos
A Direcção da Comissão de Melhoramentos do Povo Amieiro Cabeçadas, promove no próximo dia 1 de Fevereiro, pelas 13 horas o Almoço Comemorativo do 65º Aniversário da Comissão.
O Almoço realizar-se-á na Quinta Particular de Santo António da Barôta, em Massamá Norte. Esperamos por todos neste almoço convívio. EMENTA :aperitivos, almofadinhas de carne, croquetes, folhados de atum e de salsicha, pastéis de bacalhau. Vermute, Moscatel, Vinho' do Porto e Sumo e Água. Sopa, Sopa de Legumes. Peixe, Arroz de Tamboril com camarão descascado, Carne, Lombo de Porco à padeiro com ananás. Bebidas, Vinho branco e tinto de região demarcada, cerveja, refrigerantes e águas minerais. Sobremesa, Torta de Laranja, Digestivos
Café Expresso, Vinho do Porto, Licor de Whisky, Licor de Amêndoa, Aguardente Velha, Brandy e Whisky novo ou velho.
Preço por pessoa: Adulto - 25 €; Crianças dos 5 aos 12 anos 12,5 €.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo São os votos da Direcção da Comissão de Melhoramentos.
In Jornal de Arganil, 01/01/2009
Em Vila Nova do Ceira
Mais um Escritor
Mas quem é, este novo escritor? O Senhor Engenheiro, Adriano Baeta Garcia, nasceu em Vila Nova do Ceira, em Outubro de 1919 e da família do importante e saudoso conterrâneo Dr. Torres Garcia, que entre muitas outras coisas lutou até à hora da morte pela construção da linha do Caminho de Ferro, Coimbra, Lousã e Arganil, onde ficou já comprado o terreno respectivo e obras de arte construídos até Góis. Agora este nosso escritor, que nunca foi dá do a mostrar as suas altas qualidades de trabalho intelectual, surge-nos com o livro "O que eu escrevi no Varzeense", que desenha um percurso e concretiza um sonho. O seu primeiro livro um gesto sublime e de coragem, acto natural que se assemelha à primeira flor que se desabrocha no canteiro do seu jardim, quando vai chegando a idade outonal da vida. Parabéns Senhor Engenheiro pelos conteúdos e ensinamentos dos artigos que escreveu no Varzeense e agora reunidos em colectânea dos seus próprios trabalhos, para que os estudiosos e interessados em aprender como se pode chegar do balcão acima citado das Caldas da Rainha numa vida multifacetada de estudos e sabedoria, sempre em plena ascensão até ao patamar cultural de que desfruta hoje, de acordo com o seu riquíssimo Curriculum Vitae.
Este seu trabalho é sem duvida um marco que regista devidamente a persistência e a vontade do querer de quem é capaz de levar a carta a Garcia atravessando desertos mares e marés para atingir os seus objectivo.
In Jornal de Arganil, 01/01/2009
Colmeal
Freguesia na Casa do Concelho
Em Novembro de 1928 foi fundada a primeira agremiação de carácter regionalista no concelho de Góis, chamada "Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira" (freguesia de Alvares). Com este feito, comemoram-se este ano, os 80 anos de regionalismo no nosso concelho.
O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, para que este aniversário não passe despercebido, decidiu contactar todas as freguesias do concelho de Góis de forma a mostrarem as suas mais intimas e humildes riquezas culturais.
Esta nota é dirigida a todos os goienses, mais precisamente a todos os quantos são do Colmeal ou que estejam ligados a este lugar.
No próximo dia 31 de Janeiro de 2009, na Casa do Concelho de Góis em Lisboa, espera-se a presença de todos os colmealenses na "Festa da Freguesia do Colmeal".
É de extrema importância a presença de todos os que são da freguesia do Colmeal neste evento para que a nossa freguesia se mostre em força e num espírito que tanto nos caracteriza - a união, a amizade e o regionalismo -. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, como colectividade mais antiga da freguesia, convidou todas as outras agremiações da freguesia para que em conjunto se faça desta festa um sucesso que ficará certamente gravado na memória de todos. Existe já um programa que vai incluir desde intervenções regionalistas, amostras artesanais e gastronómicas até algumas surpresas bem conhecidas da Freguesia do Colmeal que estão lentamente a ressurgir.
Aguardem, pois dentro em breve chegará à vossa caixa do correio um convite com o respectivo programa.
Estamos muito optimistas e acreditamos no empenho e disponibilidade de todos para encher os dois autocarros que a Junta de Freguesia do Colmeal já disponibilizou gratuitamente para todos quantos queiram participar e/ou presenciar este importante acontecimento que a todos diz respeito.
Henrique Miguel Mendes
1n Jornal de Arganil, 01/01/2009