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Góis em Notícias
Junho - Livro de Horas do Duque de Berry
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Só Muda, Quem Tem Ideias Para Mudar
Temos assistido com muitíssimo interesse às noticias de eventuais mudanças sócio-autárquicas no Concelho de Góis. A preocupação de alguns, face às possíveis mudanças na habitual inércia, motivaram a pesquisa de algumas ideias e conceitos de marketing sócio-político.
É vulgar dizer-se que se muda facilmente de casa, de profissão, de trabalho de amigos e de carro, só não se muda facilmente de Religião, de Clube Desportivo ou de Partido Político. Será verdade? E, será para todos?
Afinal muda-se porquê? Muda-se em primeiro lugar porque não se está bem onde se está. Porque a companhia não é a que parecia ser, ou porque as relações sociais e/ou políticas geraram inércia, para a qual não se está vocacionado.
A inércia pode ser gerada a vários níveis: porque a motivação se transformou em desmotivação ou porque a orgânica das equipes de trabalho deixou de funcionar.
Para avançarmos, chegamos ao conceito real e objectivo de "Só muda quem tem ideias para mudar".
Senão vejamos: Se alguém está inserido num Grupo de Intervenção Social vulgarmente chamado de Partido Político, mas não se encontra enquadrado, porque a sua motivação de gerar ideias de progresso social não é partilhada pelos seus pares, secundados pelos seus dirigentes, então, se é detentor de uma personalidade de liderança enquadrada em ideias geradoras de" progresso social deverá pensar imediatamente no seu enquadramento noutro Grupo de Intervenção Social.
Ou contrário, quem não tem ideias, embora inserido e, participante no seu Grupo, embora inerte, continuará alegremente inerte, pois sem ideias de intervenção social para si ou para os seus pares nada o demoverá de se mudar e tomar útil à sociedade.
Conclusão: "Só não muda quem não tem ideias para mudar", quem está bem onde está, mes- mo que esteja inerte, petrificado ou fossilizado.
A rotina é sempre inimiga do progresso. A rotina enquadrada sempre nas mesmas pessoas ou nos mesmos grupos de trabalho é inimiga do fomento de novas ideias que contribuam para o progresso das populações.
É vulgar dizer-se que o poder quando exercido por muito tempo e pelo mesmo Grupo de Intervenção Social tem tendência a eternizar-se e a descambar para situações autocráticas, inimigas da democracia ou para .situações "de verdadeira escassez de ideias inimiga do progresso em qualidade das populações.
Tudo isto está acontecendo há cerca de 25 anos no Concelho de Góis, exemplificado pela desertificação das aldeias em primeiro lugar e do Concelho em particular, como provam os números apresentados pelos Dirigentes da Freguesia de Góis na reunião efectuada na Casa do Concelho em Lisboa.
Conclusão lógica da falta de alternativas de trabalho e de investimento geradoras de riqueza que fugiram, e continuam a fugir, para os Concelhos limítrofes de Lousã, Poiares ou Arganil, estes sim com riqueza gerada a aumentar todos os anos, fixando a população local e angariando novos munícipes contrariando há muitos anos a curva demográfica da desertificação.
O progresso de um Concelho, na nossa sociedade democrática moderna, tem o seu inicio na importante fase de constituição das listas autárquicas, Mais do que pessoas, devem constar dessas listas os munícipes mais capazes, com provas dadas a nível profissional, social ou autárquico, constituindo núcleos duros de saber fazer que tenham a motivação de empurrar o Concelho de Góis para a senda do desenvolvimento.
O povo, porque soberano, exercendo o seu superior acto democrático de votar, logo saberá escolher o caminho que quer trilhar nos próximos 4 anos e' com que equipe de munícipes para os liderar.
Por mim, aconselho a escolha dos melhores que permitam mudar o rumo dos acontecimentos, a estatística, a desertificação, o investimento, a cultura, a riqueza, em suma, construírem com alicerces sólidos o futuro, neste século XXI.
Destes, os melhores serão os que dizem basta, que manifestaram a alta coragem de mudar o seu rumo, integrando-se em Grupo de Intervenção Social diverso, em prol do desenvolvimento do seu Concelho, porque, só muda, quem tem ideias para mudar.
Sejam felizes, sem medicamentos.
Fernando Bandeira da Cunha
in O Varzeense, 30/06/2009
Arraial Santos Populares 2009
À semelhança dos anos anteriores, o Projecto "Progredir em Igualdade e Cidadania" realizou o Arraial dos Santos Populares, no espaço exterior do Centro Cívico e Cultural de Góis (Largo do Pombal, em Góis), no dia 12 de Junho.
As cerca de duas centenas e meia de pessoas presentes puderam desfrutar das habituais iguarias próprias destes eventos: caldo-verde, sardinha assada e broa típica da região, não faltou a venda de manjericos com as quadras da época, a boa disposição e a alegria proporcionadas pela animação musical de dois Grupos de Concertinas (Grupo do Atelier de Música do Centro Cívico e Cultural de Góis e Grupo de Concertinas das Cabeçadas, de Oliveira do Hospital), sob a orientação do sr. Carlos Cardona. Houve ainda tempo para um Baile à moda antiga, dinamizado pelo Rancho Folclórico "As Sachadeiras da Várzea" que convidaram as pessoas a dançar no pátio do Centro Cívico e Cultural de Góis.
Num ambiente animado e fortemente marcado pelo intenso cheiro da sardinha e pelo agradável aroma dos manjericos, decorreu mais um saudável e fortalecedor convívio que resultou, decididamente, no entusiasmo e alegria dos que se associaram a nós nesta iniciativa.
Para a realização desta festa, promovida pelo Projecto "Progredir em Igualdade e Cidadania", cuja Entidade Promotora é a Câmara Municipal de Góis e a Entidade Executora é a Santa Casa da Misericórdia de Góis, contámos com a colaboração de algumas Entidades e Instituições Parceiras, designadamente da ADIBER, da Junta de Freguesia de Góis, da Conferência de S. Vicente de Paulo, bem como da Associação Desportiva e Cultural de Cortecega.
in Jornal de Arganil, de 25/06/2009
Irmãos Figueiredo Ajudaram os Escoteiros
As Tribos Escoteira e Exploradora do Grupo de Escoteiros de Góis levaram a efeito um arraial de S. João, que teve lugar na Fazenda da Avó Tomázia (esplanada da Peneda), no passado dia 23 de Junho.
Com música ao vivo, a boa sardinha assada, caldo verde entre outras iguaria próprias da época, o serão prometeu até de madrugada.
Que bom saltar a fogueira de S. João, e vai mais umas sardinhas assadas com pimentos!... Para acompanhar com a broa caseira e mais um pezinho de dança... E assim se foi mantendo a festa animada.
Com este evento os escoteiros pretenderam manter viva mais uma tradição portuguesa e angariar fundos para ajudar a fazer face às despesas provenientes das actividades realizadas com os jovens.
Importa ainda referir e agradecer a grande ajuda dos Irmãos Figueiredo, que para além de cederem o espaço, colaboraram ainda com a oferta de grande parte dos alimentos vendidos.
Também há a agradecer a presença de todos os que se associaram à festa, colaborando com os escoteiros de Góis e que permitiram que o arraial se tornasse numa grande festa durante todo o serão.
Da mesma forma, foi ainda imprescindível a ajuda dos pais dos escoteiros, que contribuíram fazendo bolos e colaboraram no arraial.
O tradicional arraial dos santos populares contou ainda com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal, Eng. Diamantino Garcia; Presidente da Assembleia Municipal, José Carvalho; Drª. Maria de Lurdes Castanheira, em representação da ADIBER; Alberto Jorge Reis e Graciano Rodrigues, da Junta de Freguesia de Góis, entre outros representantes de instituições locais.
in http://escoteiros74gois.blogspot.com
Urgência Básica entra hoje em funcionamento
O Serviço de Urgência Básica de Arganil, o único criado no distrito, inicia o seu trabalho hoje, às 8h00, proporcionando aos utentes dos concelhos da Beira Serra variadas valências, durante 24 horas por dia.
Assim, com dois médicos, dois enfermeiros e um técnico de radiologia, o serviço dispõe de RX digitalizado, electrocardiógrafo com capacidade para funcionar no sistema de telemedicina e monitor-desfibrilador com ligação directa ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM, para além da capacidade de realizar análises clínicas e pequena cirurgia e traumatologia. A unidade ficará sob alçada do Agrupamento do Pinhal Interior, que inclui os concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital, Góis e Tábua, os que serão directamente beneficiados pelo serviço de urgência, mas também Miranda do Corvo, Lousã e Vila Nova de Poiares.
A abertura da Urgência Básica de Arganil estava prevista no programa de reestruturação encetada pelo Governo e que implicou o encerramento de inúmeros serviços de atendimento permanente, perante a contestação infrutífera das populações.
Apesar da demora, Carlos Teixeira, director do Centro de Saúde de Arganil, disse ontem ao Diário de Coimbra que, mais do que cumprir os calendários, «o importante é o que oferecemos aos doentes», explicando que o serviço tem vindo a ser equipado gradualmente, mas só agora ficaram reunidas as condições para abrir a urgência.
«Já estamos a oferecer radiologia digital há vários meses», exemplificou, explicando que um «serviço de urgência implica que haja recursos humanos para estar aberto durante todo o dia, o que só agora foi conseguido».
O responsável lembrou, a título de exemplo, que os médicos e enfermeiros realizaram formação em suporte de vida avançado, necessária, mesmo para os que já a tinha feito, para actualização de conhecimentos.
Carlos Teixeira explicou ao nosso jornal que todas as valências da urgência foram conseguidas «para dar a melhor resposta à população, defendendo que é possível fazer a «diferença pela qualidade».
O clínico sustentou ainda que, com a abertura da urgência, «tentamos dar mais qualquer coisa, sem tirar seja o que for», frisando que os outros centros de saúde continuarão a funcionar, mas, exemplificou, «se uma pessoa for a Góis ou a Tábua e precisar de um RX, depois terá de vir a Arganil».
De acordo com um comunicado da Administração Regional de Saúde do Centro, o Serviço de Urgência Básico de Arganil funcionará 24 horas por dia, destinando-se «ao atendimento de situações urgentes numa lógica de proximidade para com as populações».
in Diário de Coimbra, de 1/07/2009
SUB de Arganil serve concelhos da Beira Serra
Entrou ontem em funcionamento, no Centro de Saúde de Arganil, o Serviço de Urgência Básica [SUB], um novo serviço que vai permitir uma maior e melhor assistência dos utentes da Beira Serra que agora têm ao seu dispor mais recursos humanos e instrumentos em caso de urgência, durante 24 horas por dia. Esta unidade, que consiste num serviço complementar aos centros de saúde que integram o Agrupamento do Pinhal Interior, vai beneficiar sobretudo os utentes dos concelhos de Arganil, Oliveira do Hospital, Góis e Tábua, bem como Miranda do Corvo, Lousã e Vila Nova de Poiares.
O SUB dispõe de dois médicos, dois enfermeiros e um técnico de radiologia, sendo que, ao nível de meios e instrumentos, o serviço presta assistência através de um RX digitalizado, um electrocardiógrafo com capacidade para funcionar no sistema de telemedicina e um monitor desfibrilhador com ligação directa ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM. Para além disso, há nesta Urgência Básica capacidade para realizar análises clínicas e pequenas cirurgias e traumatologias.
Em declarações ao RCA NOTICIAS, o director do Centro de Saúde de Arganil explicou que este novo serviço traz vantagens para os doentes, uma vez que “passam a ter dois médicos e dois enfermeiros durante 24 horas por dia”. Por outro lado, “houve necessidade de apetrechar o Centro de Saúde com radiologia digital, um laboratório de análises e uma panóplia de instrumentalização, nomeadamente ventiladores e um desfibrilhador”, contou, realçando ainda que “todos os médicos fizeram um curso de suporte de vida”, em articulação com o Hospital da Universidade de Coimbra.
“É um privilégio podermos servir mais e melhor as pessoas”, referiu Carlos Teixeira, congratulando-se pelo facto de com esta SUB o Centro de Saúde ter ao dispor equipamentos e recursos humanos que até agora não existiam. No entanto, a Urgência Básica de Arganil “não pressupõe o encerramento de nada que esteja à volta”, alertou o responsável do Centro de Saúde, esclarecendo que os outros Centros de Saúde não vão encerrar, apenas “aquilo que temos é uma resposta aos colegas que não tiverem RX às 2 horas, por exemplo, ou uma análise, às 6 horas”. “Se os Centros de Saúde enviarem os doentes para aqui têm uma resposta, e o doente será devolvido para o Centro de Saúde de origem, ou vai para Coimbra”, sustentou, enaltecendo que o SUB de Arganil é “um serviço complementar” que dispõe de exames auxiliares em caso de uma situação de urgência, antes dos doentes serem encaminhados para Coimbra.
Nesta ocasião, o médico revelou bastante satisfação pelo facto desta Urgência Básica ter sido criada em Arganil, já que “foi uma luta de muitos anos”. “O investimento deve-se a muita gente”, realçou, lembrando que “temos um patrono, o Dr. Fernando Valle, que nos obriga, não obrigando, a respeitar a sua memória”. Segundo Carlos Teixeira, este serviço é uma “mais valia incontornável” que resultou do esforço da direcção do Centro de Saúde e das entidades responsáveis que “souberam entender que tínhamos capacidade, novas instalações, radiologia, um laboratório de análises, e capacidade de renovar e apetrechar a urgência”. “Soubemos respeitar a tradição médica de Arganil”, finalizou.
in RCA, edição electrónica
Inauguração de Pólo de Actividades Ocupacionais em Góis
A ARCIL – Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã, é uma IPSS de apoio a pessoas com deficiência, com sede na Lousã. O Concelho de Góis integra a área geográfica de intervenção da ARCIL e são apoiadas pela Instituição 25 pessoas com deficiência provenientes deste Concelho.
De realçar que a ARCIL foi agraciada pelo Senhor Presidente da República como Membro Honorário da Ordem do Mérito, pela sua actividade e exemplo de boas práticas na área da deficiência, nas comemorações do dia 10 de Junho de 2007, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Em 2007 a ARCIL, em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Góis, iniciou um projecto para a criação de uma resposta para a deficiência no Concelho, de forma a melhorar a qualidade da resposta prestada aos utentes com deficiências mais graves, reduzindo o cansaço e desgaste provocados pela deslocação diária entre Góis e Lousã.
Assim, visando aumentar a qualidade de vida dos seus utentes, esta Instituição inaugura, no próximo dia 6 de Julho um pólo do seu Centro de Actividades Ocupacionais em Góis.
Os utentes usufruirão de um espaço de qualidade onde desenvolverão actividades estritamente ocupacionais [manuais, informática e artísticas], actividades de desenvolvimento pessoal e social, actividades lúdico – terapêuticas continuando a beneficiar de apoios complementares como a fisioterapia, a terapia ocupacional e o desporto na Instituição sede, na Lousã.
Para além do apoio concedido pela Câmara Municipal de Góis, a ARCIL contou com o apoio de entidades públicas e empresas particulares para o apetrechamento deste equipamento.
A cerimónia de Inauguração do Pólo de Actividades Ocupacionais em Góis, será presidida pela senhora Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, a qual terá efeito no B. Verde – Pé Salgado, pelas 15.00 horas
EMPREITADA E.N.342 –“TROÇO CURVA DO PEÃO-GÓIS”
Foi consignada pela Câmara Municipal de Góis à empresa Isidoro Correia da Silva, Lda, a empreitada relativa à beneficiação do troço da E.N. 342 – Curva do Peão-Góis.
Esta empreitada relativa à beneficiação de 1,2 Kms, no montante global de 238.000€, surge na sequência dos esforços desenvolvidos pela Câmara Municipal junto da “Estradas de Portugal”, no sentido de dotar uma das entradas da Vila de Góis com condições de circulação rodoviária, ao nível da intervenção realizada pelas “Estradas de Portugal”, no troço Arganil-Góis Arganil.
in www.cm-gois.pt
IV Jornada Cultural da freguesia de Alvares sobre “Referências”
Tal como vem acontecendo desde 2003, de dois em dois anos, realiza-se na freguesia de Alvares, concelho de Góis, uma Jornada Cultural que tem passado pelas várias localidades da freguesia. Este ano, esta iniciativa teve lugar em Cortes, no sábado, e foi organizada pela Comissão de Melhoramentos local, constando do programa, para além de um debate sobre o tema “Referências”, o lançamento do livro “Memórias do Antigamente – Monografia de Cortes”, da autoria de Samuel Mateus. Nesta ocasião, foram focadas sobretudo algumas das tradições, potencialidades e personalidades da freguesia que constituem referências para os seus habitantes, como é o caso de Claudino Alves de Almeida que pautou-se por “amar a sua freguesia, lutar pelo seu concelho, acreditar na sua região”.
Refira-se que nesta Jornada Cultural participaram várias entidades, nomeadamente o Director Regional da Cultura do Centro, António Pedro Pita, a vereadora Helena Moniz, em representação da Câmara Municipal de Góis, o presidente da junta de freguesia de Alves, Victor Duarte, os dirigentes das Comissões de Melhoramentos de Alvares e de Cortes, António Rui e João Manuel Antão, respectivamente, o coordenador do tema “Referências”, António Simões, tendo sido convidada também Maria de Lurdes Castanheira.
O dia de sábado começou com a apresentação de uma exposição fotográfica e etnográfica na Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida, seguindo-se uma dissertação das crianças do pré-escolar e a actuação do Grupo de Cantares de Cortes que animou esta iniciativa ao longo do dia. Durante a manhã, decorreu o painel de debate sobre o tema “Referências” que culminou com um almoço volante no espaço da antiga escola primária de Cortes. Coube ao presidente da junta de freguesia de Alvares abrir a sessão, começando por enaltecer que esta Jornada Cultural é “um momento digno e de grande dinamismo para a freguesia”.
“As populações orgulham-se do seu passado, preservando-o e divulgando-o através dos diferentes projectos que foram concretizando”, referiu, exemplicando que os Núcleos Museológicos da Casa do Ferreiro e de Arte Sacra “testemunham a herança sociocultural desta comunidade”. Por outro lado, “a valorização e dignificação do fuste do nosso Pelourinho revalidam o peso da História”, sustentou Victor Duarte, acrescentando que é necessário “apostar nos bens naturais que temos”, nomeadamente no que respeita à Ribeira do Sinhel. O presidente da junta de freguesia de Alvares destacou ainda que outra das referências identitárias da freguesia é “o Bucho recheado à moda de Alvares que durante muitos anos foi o primeiro prato gastronómico da Região de Turismo do Centro”.
Salientando que a comunidade alvarense resultou do “encontro de vontades”, Victor Duarte garantiu que mantém as suas potencialidades porque “é um território com capacidade de atracção, com potencialidades turísticas, como sejam os recursos hídricos despoluídos, a albufeira do Cabril, a praia fluvial”. “É preciso pensar o presente olhando para o futuro”, apelou, advogando que a freguesia de Alvares “continuará senhora do seu destino se continuar a pensar em si como um mesmo território, onde todos se revêem como comunidade”.
Embora defendendo que é necessário aceitar a modernização, o presidente da junta advertiu que é preciso “lutar contra a extinção deste território no contexto de mudança”, assegurando em primeira instância a manutenção de equipamentos básicos inerentes à vida moderna, e atraindo novos residentes e novos investimentos. “Todos temos responsabilidades individuais e colectivas na construção do nosso futuro comunitário”, lembrou, revelando que uma das referências e exemplo da freguesia é Claudino Alves de Almeida que “com uma visão estratégica defendeu um objectivo comum de promoção para a sua gente”.
Já o coordenador do tema “Referências”, António Simões, abordou esta temática do ponto de vista científico, contando que “é a partir da cultura que as referências são construídas”, e realçando que “falar em referências significa dirigir o olhar para uma identidade da região e para os seus habitantes”, desde a paisagem, fazeres e saberes, crenças e hábitos.
No uso da palavra, o Director Regional da Cultura do Centro frisou que “todos nós nos sentimos ligados a alguma coisa que já passou mas que não morreu”, sendo que “pessoas, mas também objectos, instituições, colectividades, receitas ou tradições do pai e da mãe, já faleceram, mas não morreram”. “Compete aqueles que vêm depois transformar e enriquecer a ideia ou projecto que pôs em movimento qualquer coisa”, afirmou António Pedro Pita, explicando que “se nos limitarmos a fazer as coisas como foram feitas uma vez, morrem e tornam-se desinteressantes”.
Desta forma, “a melhor maneira de ser fiel às origens é transformar”, defendeu, esclarecendo, no entanto, que se aceitam transformações por exemplo ao nível da praia fluvial de Alvares mas “deitar abaixo o pelourinho ou deixar de fazer o bucho não”. “A cultura também é isto, não são só os livros, a pintura, música ou cinema”, sustentou o dirigente da Direcção Regional de Cultura do Centro, acrescentando que a cultura é ainda “a capacidade de nos entendermos sem falarmos a língua dos outros”.
Em representação da Câmara Municipal de Góis, a vereadora Helena Moniz, considerando “interessante” a escolha do tema desta Jornada Cultural da freguesia de Alvares, recordou que “todos nós ao longo da nossa vida temos as nossas referências, sejam elas familiares, sociais, culturais, e até geográficas”. Alegando que existem referências individuais e colectivas, ou seja, “aquelas que moldam a nossa maneira de ser” e “aquelas que estão relacionadas com a memória colectiva”, a vereadora da Cultura defendeu que “é importante relembrar e reavivar memórias do passado e delas retirar ensinamentos”. “Seja qual for o nosso caminho de vida, pautemo-nos sempre por referências que acreditamos serem as melhores”, aconselhou.
É de salientar que o presidente da Comissão de Melhoramentos de Alvares propôs-se a falar sobre os novos residentes, “aqueles que não tendo qualquer referências do local encontraram razões fortes para apoiar essa decisão”, estando muitas vezes na origem da mesma as frequentes visitas à freguesia, bem como “a conjugação com a capacidade financeira, possibilidade entre compra e rendimento, garantia dos serviços básicos, taxas e burocracia municipais”. Dando como exemplo de novos residentes em Góis, Maria de Lurdes Castanheira e o Padre Ramiro Moreira, António Rui salientou que os novos habitantes têm um impacto económico positivo na região, para além de contribuirem para a diminuição da desertificação, e influenciarem a cultura e a educação dos habitantes. Contudo, “para trazer novos residentes precisamos do Marketing”, sustentou, questionando se “será que a população está receptiva a recebê-los?”.
O presidente da Comissão de Melhoramentos de Cortes encerrou este debate, realçando que os participantes nesta Jornada Cultural sairam “mais ricos” desta iniciativa. Contando que Claudino Alves de Almeida é também uma das suas referências, João Manuel Antão referiu que a água “marca a freguesia”, já que as povoações estão ligadas por uma linha de água. Deixando o apelo para que as comunidades se unam, o dirigente desta colectividade anunciou que a V Jornada Cultural da freguesia de Alvares deverá realizar-se em 2011, em Alvares.
in RCA, edição electrónica
"Estradas do Pinhal Interior podem avançar nesta legislatura"
Secretário de Estado das Obras Públicas, que recebeu medalha de Mérito do Município, disse que as propostas para a concessão rodoviária serão analisadas "nas próximas semanas"
O presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, tinha prometido que o governante que «tivesse a coragem de executar a Variante a Foz de Arouce (ligação da Lousã à EN17) ficaria na história do concelho» e ontem cumpriu a promessa.
Numa sessão solene nos Paços do Concelho, a autarquia atribuiu ao secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, Paulo Campos, a Medalha de Mérito do município por ter concretizado um «anseio de várias décadas».
«Encontra-se em obra o maior investimento individual alguma vez executado no concelho em termos de volume financeiro e em termos de importância nas acessibilidades rodoviárias concelhias», referiu Fernando Carvalho, a propósito da variante de Foz de Arouce que deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2010.
Na sua intervenção, o autarca socialista enumerou um extenso rol de obras executadas nos últimos anos, salientando que o executivo tem trabalhado «com determinação para que as necessidades e aspirações sejam feitas, de forma que o concelho consolide a sua atractividade social e económica e seja um território de preferências em termos concorrenciais».
Os números, segundo o edil, demonstram que o aumento demográfico de 19,3 por cento, entre 2001 e 2007, reflecte que «a aposta tem sido ganha». Fernando Carvalho frisou ainda o trabalho de Paulo Campos no sentido de concretizar dois projectos que «cuja resolução é fundamental para desencravar» vários concelhos do Pinhal Interior Norte – o IC3 e a nova EN 342, que ligará a Lousã a Góis, Arganil, Coja e ao IC6.
Na cerimónia, o secretário de Estado das Obras Públicas considerou que «esta medalha é essencialmente para todos aqueles que têm trabalhado em prol do desenvolvimento e progresso da Lousã e para todos aqueles que defendem o investimento nas regiões do interior, em nome dos valores da justiça e da coesão social e, sobretudo, neste caso concreto, da coesão territorial».
«Portanto, esta distinção é para todos aqueles que de alguma forma sabem ouvir as vozes de gentes do interior que, muitas vezes, os políticos de Lisboa têm alguma dificuldade em ouvir», referiu.
Concessão do Pinhal Interior com quatro propostas
Quatro propostas para a Concessão de Estradas do Pinhal Interior foram ontem entregues para análise, disse na Lousã, em primeira mão, o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, que admitiu avançar ainda com as obras nesta legislatura.
Aos jornalistas, o governante revelou que foram apresentadas propostas pelos consórcios liderados pela Edifer, Mota Engil, Brisa e Soares da Costa, que vão ser avaliadas «nas próximas semanas». «Já estamos na fase final do processo. Estimo que isto será uma questão de algumas semanas até que a avaliação possa estar concluída e estejamos em condições de poder perceber qual é a melhor proposta», referiu Paulo Campos.
Salientando que «esta concessão vai entregar a construção, operação e manutenção de cerca de 565 quilómetros de estradas nesta região», dos quais apenas 84 km serão em auto-estrada, o governante destacou que se trata de «vias fundamentais para se poder chegar às 22 sedes de concelho que estão envolvidas».
Questionado se o Governo não estará a deixar este pacote de lado devido às dúvidas colocadas sobre a viabilidade de muitas obras públicas, Paulo Campos foi peremptório: «retardar esta decisão é atrasar o investimento em toda esta região, em várias acessibilidades absolutamente fundamentais».
Governo sem alternativa ao viaduto sobre o Choupal
O secretário de Estado das Obras Públicas garantiu ainda aos jornalistas que a concessão de Auto-estradas do Centro «está numa fase mais avançada», tendo duas propostas finais sido entregues «há algum tempo». «Estamos na fase final de avaliação, esperamos que as Estradas de Portugal possa concluir o processo dentro dos próximos dias», afirmou Paulo Campos.
No caso da construção do viaduto sobre a Mata do Choupal, em Coimbra, no âmbito do novo IC2, incluído na concessão das Auto-estradas do Centro, o governante disse «que não existem alternativas que possamos possam utilizar naquela zona».
Referindo que serão tidos «todos os cuidados relativamente à mata», Paulo Campos salientou que, se o viaduto não pudesse existir, «a ligação entre as duas margens não podia acontecer e portanto todo o tráfego seria induzido para a actual ponte Açude, com todas as consequências nefastas, porque o trânsito de Norte e Sul confluiria numa zona que já é muito massacrada».
in Diário de Coimbra, 25/06/2009
Lançamento do livro “Memórias do Antigamente” em Cortes
No âmbito da IV Jornada Cultural da freguesia de Alvares, subordinada ao tema “Referências”, que teve lugar em Cortes, no sábado, decorreu o lançamento do livro “Memórias do Antigamente – Monografia de Cortes”, da autoria de Samuel Mateus, uma obra que aborda as tradições, costumes e hábitos desta aldeia do concelho de Góis, divulgando o folclore e a etnografia da Beira Serra. Pretendendo homenagear também todos os cortenses, este livro, que foi editado com o apoio da Comissão de Melhoramentos de Cortes, e cujo paginador foi Joaquim Ribeiro, é dedicado à avó do escritor, Maria Alves, que lhe deu a conhecer muitas das vivências do quotidiano, raízes históricas e culturais da aldeia.
Contando que desde a primeira hora teve o apoio da Comissão de Melhoramentos, Samuel Mateus fez referência à avó materna que “sabe muitas coisas, tal como muitos cortenses”. “Foi com o intuito de não perder a sabedoria popular que escrevi este livro”, revelou, acrescentando que o objectivo é que “haja uma memória imortal que permita não esquecer pequenas coisas importantes da vida”. De acordo com o escritor, que é licenciado e mestre em Ciências da Comunicação, e que desde cedo visita Cortes, este livro é composto por “uma reunião de memórias indviduais unidas numa manta de retalhos”.
“O antigamente está presente, hoje somos o que fizemos no passado”, sustentou o autor desta monografia de Cortes, defendendo que “as pessoas devem orgulhar-se das suas tradições”, até porque “muitas delas são raras”. Desta forma, no livro fala-se “do que as pessoas comiam e vestiam”, referiu Samuel Mateus, contando que “a alimentação era diferente e no vestir, havia tecidos resistentes que hoje em dia já não se encontram”. Nesta ocasião, o escritor avançou com algumas hipóteses sobre a origem do nome Cortes, alegando que a possibilidade mais viável diz que o nome desta aldeia surgiu da palavra latina “Cornes”, que “significa coragem, preserverança”.
“Os sons nasais desapareceram e ficou Cortes que significa um povo heróico”, explicou, constatando que “o povo de Cortes tem de ser heróico para ao longo dos séculos resistir aqui”. Para além disso, “Cortes tem muitos olivais e “Cornes” significa também vasilha de azeite”, continuou Samuel Mateus, enaltecendo que há ainda uma terceira coincidência com este nome, uma vez que a palavra latina também significa localidade junto a um braço do rio e “estamos a um braço do rio Unhais”.
O autor da obra recordou ainda que Cortes é uma aldeia que pode ter “200 a 300 anos”, tendo tido uma “forte ocupação no tempo dos romanos”. “Temos de ficar orgulhosos por termos nas nossas origens sangues tão dispersos”, advogou, apelando aos presentes para que “tenham curiosidade de ler esta obra” que contém cerca de duas centenas de fotografias, de forma a facilitar a leitura. “Leiam e tenham um espírito construtivo”, reforçou, anunciando que no seio do livro colocou o seu endereço electrónico para os leitores enviarem os seus comentários, já que “este livro é de todos, é uma homenagem aos cortenses”.
Após a leitura de alguns excertos, o presidente da Comissão de Melhoramentos de Cortes congratulou-se com o facto de Samuel Mateus ter tido a ideia de escrever este livro, lembrando que o Padre Ramiro Moreira já tinha escrito uma monografia, assim como existem outros escritos sobre a região, no entanto, “este tem a filosofia de quem soube beber referências”. Destacando o trabalho desenvolvido pelo autor da obra, João Manuel Antão teceu alguns elogios aos seus familiares, nomeadamente à avó, que é a pessoa que “tem responsabilidade nisto tudo”. “Encontra-se aqui o que há de mais genuíno no Ser Humano, a humildade”, concluiu.
Já Maria de Lurdes Castanheira, que foi convidada a participar nesta jornada cultural enquanto “cidadã e defensora” desta iniciativa, realçando que os habitantes de Góis são “uma referência”, referiu que este evento veio enriquecer todos os presentes. Satisfeita com o tema escolhido, a também candidata do PS à Câmara Municipal de Góis frisou que “Cortes e a freguesia de Alvares são uma referência a vários níveis”, sobretudo no que respeita à obra social, de que é exemplo o Centro Social e Paroquial de Alvares, e ao nível do tecido empresarial, já que em Cortes existe uma panificadora, comércio e um pólo industrial. “São também uma referência em termos de regionalismo porque têm colectividades com décadas de existência”, esclareceu ainda Lurdes Castanheira, mostrando-se satisfeita com a edição deste livro que “retrata tudo aquilo que pode servir de aprendizagem para os mais novos”, desde a geografia, fauna, flora, tradições e costumes.
No uso da palavra, o responsável pela revisão ortográfica endereçou as suas primeiras palavras a Samuel Mateus fazendo votos para que continue a “persistir na sua acção de pesquisa e investigação em busca das raízes do nosso povo” que, por sua vez, “constituem a razão de ser do nosso presente”. “O Dr. Samuel partiu à descoberta, viu com os seus próprios olhos, escutou, apalpou terreno, conversou, relacionou-se, obteve informação e entusiasmou-se”, contou João Rui, explicando que esta obra “espelha a vivência, a tradição, usos e costumes de Cortes”. “É um verdadeiro retrato de um passado que não deixa de ser presente”, realçou, alertando que ao leitor cabe “apreciá-la e censurá-la”.
Note-se que no final desta cerimónia a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Góis, Helena Moniz, felicitou o escritor responsável por esta monografia de Cortes pelo “trabalho de levantamento e recolha que é muito importante para a cultura, não só de Cortes mas do concelho”. Posteriormente decorreu uma sessão de autógrafos e os interessados tiveram a oportunidade de adquirir um exemplar.
Lurdes Gonçalves
Almoço de convívio da União Progressiva de Milreu e Povoações Limítrofes
Realiza-se no dia 1 de Agosto de 2009, o almoço anual da UPMPL, agendado no "Plano de Actividades" para este ano. O mesmo será servido pelo restaurante S. Pedro no Mosteiro. Quem desejar compartilhar connosco deverá inscrever-se atempadamente contactando os Srs. João Lopes da Conceição, em Milreu, telefone 235 587 381, telemóvel 934 414 973; Américo Lourenço, de Candeia, telefone 235 587 161, telemóvel 965 186 166; ou Maria Bertina Antunes Neves Gusmão Pires, em Amadora, telefone 214 955 980, telemóvel 966 104 976, ou para a email bertina.pires@clix.pt.
Venha divertir-se connosco, inscreva-se trazendo igualmente amigos consigo.
A Direcção da UNIÃO agradece a vossa comparência, juntem-se a nós para sermos muitos e podermos dialogar assuntos de interesse para a nossa terra, porque a "A UNIÃO FAZ A FORÇA".
Bertina Pires
in Jornal de Arganil, de 18/06/2009
A Aldeia de Vale Boa
Cada vez se encontra mais desertificada e abandonada pelos responsáveis do Concelho. É de lamentar que tenham ficado todos com uma doença rara - cegos, surdos e mudos. Surdos porque não escutam as nossas queixas sobre as necessidades que nos assistem; cegos porque não vêem a nossa situação, vivendo um quotidiano sem as condições mínimas; mudos, porque não respondem aos habitantes da aldeia, nem aos pedidos que lhe são feitos.
Os responsáveis até podiam ficar cegos, surdos e mudos se a resposta fosse obra feita - canalizavam a água que anda a regar as silvas e arbustos e assim teríamos a água que nos tem sido prometida há mais de trinta anos.
Mas os responsáveis deram-nos ao abandono, tanto a nós como à aldeia, quando ficaram cegos, surdos e mudos.
O abandono mais recente foi terem deixado de fazer a recolha do lixo, o que se verifica há 4 fins de semana. Se assim continua, com o calor a chegar não se vai poder chegar junto aos contentores, com o mau cheiro. Nos pagamos uma importância (aqueles que têm contentor de água, porque os que não têm não pagam) para ajudar da recolha do lixo; os que não têm recibo da água não pagam a água nem a recolha de lixo... mas têm água e deitam o lixo no contentor.
Também sabemos que a água era nossa e foi-nos tirada com algumas promessas que, até hoje, não foram cumpridas. A água para a rega para uns é gratuita, outros têm que pagar. Essa não é a lei de Deus que quando dá é para todos e não só para alguns.
Fernando Alves Dias
in Jornal de Arganil, de 18/06/2009
Autárquicas: PSD e PS também acham que em eleitos não se mexe
O PSD, cujos autarcas lideram 11 das 17 câmaras municipais do distrito de Coimbra, e o PS, maioritário nos restantes seis concelhos, quase fazem o pleno em matéria de recandidatura de presidentes.
Nas hostes social-democratas, apenas Hermano Almeida (Pampilhosa da Serra) e Maurício Marques (Penacova) cedem os lugares de cabeças de lista.
Quanto ao PS, só Girão Vitorino (Góis), a braços com problemas de saúde, não se perfila para novo mandato.
Lurdes Castanheira, líder do Departamento Federativo de Coimbra de Mulheres Socialistas e ex-vereadora, é a escolha com que o Partido Socialista aspira a nova vitória em Góis.
Caberá a José Brito, que sucedeu recentemente a Hermano Almeida, devido a doença, tentar conquistar mais uma vitória para o PSD, sendo que na Pampilhosa o triunfo apenas sorriu ao PS em 1976 (data das primeiras eleições autárquicas realizadas após 25 de Abril de 1974).
Em Penacova, cuja Câmara foi conquistada sete vezes pelo PSD e duas pelo Partido Socialista, será Luís Morgado, presidente cessante da Assembleia Municipal, a procurar prolongar a hegemonia social-democrata.
Nos seis municípios onde o PS é maioritário, o PSD propõe-se chegar às lideranças das edilidades através de Vasco Figueira (Condeixa-a-Nova), do ex-socialista Diamantino Garcia (Góis), Filipe Soares (Lousã), Rocha de Almeida (Mira), Sónia Vidal (Soure) e Jorge Veigas (Tábua).
Com três incógnitas no mapa de candidaturas (Coimbra, Cantanhede e Vila Nova de Poiares), à hora de fecho desta edição, o PS aposta em João Ataíde das Neves (juiz desembargador) para reconquistar a presidência da Câmara da Figueira da Foz.
Miguel Ventura (Arganil), Miguel Baptista (Miranda do Corvo), Emílio Torrão (Montemor-o-Velho), José Carlos Alexandrino (Oliveira do Hospital), Humberto Oliveira (Penacova), Renato França (Penela) e António Sérgio (Pampilhosa da Serra) são outros nomes com que o PS procura destronar o PSD.
Em nove actos eleitorais autárquicos, a hegemonia do PS é absoluta em Condeixa-a-Nova e a do PSD em Penela e Vila Nova de Poiares.
in Campeão das Províncias
OINTENTA ANOS DE REGIONALISMO
O TRAÇO DE UNIÃO
Ainda debaixo das fortes emoções vividas ao longo dum ano de intenso trabalho, com muitos, altos e baixos pelo meio, algumas hesitações, descrenças intermitentes a deixarem dúvidas, envolvidas dum arreganho feito de persistência de quem acredita e se entusiasma com a iniciativa que quer levar ao fim; vamos agora tentar alinhavar um balanço final desta inesquecível efeméride, promovida pelo Conselho Regional da Casa do Concelho de G6is.
As festividades do octogésimo aniversário do regionalismo goiense, foram levadas a efeito por cidadãos comuns, vividas por pessoas populares e celebradas pelas gentes do povo, sem destaques nem elevações de qualquer ordem pessoal. Teve a colaboração prestimosa da Autarquia do Concelho e um facto; mas acima de tudo, tentava dar oportunidade as Juntas de Freguesia de ajudarem o regionalismo, entre as quais, a maioria, esteve presente numa colaboração apreciável, o que deveras nos surpreendeu, dado o seu habitual distanciamento destas lides. Foram jornadas de afirmação muito positivas, nunca antes vividas, em que as forças regionalistas do concelho não deixaram de estar presentes, com destaque honroso para as colectividades promotoras.
Os factos estão aí para nos dizerem que, quando as pessoas querem, quando os homens metem ombros ao trabalho, a obra realiza-se dentro da normalidade. Com mais ou menos brilhantismo, com mais ou menos solenidade tudo se faz com o colorido da nossa gente, sem nariz empinado que destoa no meio de povo humilde. As festividades foram um êxito inédito, porque o povo das respectivas, freguesias esteve presente e participou de forma espontânea; as festas eram do povo e para e povo, o que fez ressurgir, de novo, a alma do regionalismo. Assim se realizou uma demonstração de fervor a que nunca tínhamos assistido, e disso damos agora conta. Nestas lides, apesar do imenso trabalho, sobressai sempre o lado bom e compensado r das coisas, o qual está acima duma festa, que é a alma dum povo.
Somos um concelho de largo território montanhoso, com as aldeias muito dispersas e distantes. Cada qual com as suas tradições, com seus hábitos e costumes, cujo traço comum e, apenas, a Serra; nem os rios correm para a mesma bacia hidrográfica! Existe então uma serra que une e separa as aldeias, como se fosse um mar revoltoso! Difícil é encontrar outro traço de união entre as povoações. Quando for encontrado um projecto global que ligue estas aldeias no mesmo ideal, então estará resolvido o problema da falta de identidade deste desarticulado concelho. O quê não será fácil! Mas será um desafio enorme que se põe ao poder local que aí vem. Haja coragem para isso!
Curiosamente, a ideia do traço de união, ou de projecto global para o Concelho de Góis, esteve sempre presente na base do programa de trabalho do Conselho Regional e que tão bons resultados deu, pela forma faseada como foi implementado, respeitando sempre as diferenças culturais de cada freguesia. O início foi algo atribulado sem sabermos bem como cozinhar a ideia, não o escondemos. Mas depois encontrou-se o folgo necessário para se ultrapassarem os vários obstáculos que foram surgindo. Trata -'se dum caminho possível que pode levar-nos a encontrar a união deste território administrativo que ainda está muito fragmentado.
Muito embora possa parecer estranho, acreditamos piamente de que as colectividades, em boas mãos, possam dar um bom contributo para se encontrar o tal traço de união, não para meterem tudo no mesmo saco, mas para unir todas as diferenças que as distingue. Aqui pode surgir um novo campo de actuação para as colectividades, cuja chave de entrada estará nas mãos do poder local. Seria um passo grande para que o regionalismo tomasse a dianteira ao bairrismo.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, 18/06/2009
ADIBER promove projecto 'Expandir Oportunidades'
A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, pretendendo dar continuidade ao trabalho já desenvolvido no âmbito da Igualdade de Género, através do Projecto “Montanhas de Oportunidades”, apresentou junto da CIG - Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, o Projecto “Expandir Oportunidades” que mereceu aprovação no âmbito da Medida 7.3 do POPH.
Este Projecto encontra-se a ser desenvolvido em toda a Região da Beira Serra, tendo como principais objectivos sensibilizar para a importância da Igualdade de Oportunidades e ser mobilizador da sociedade civil para uma participação cívica mais activa e responsável, no contexto do desenvolvimento social deste Território.
Tal será conseguido através da concretização de diferentes actividades, designadamente fóruns e debates, acções de sensibilização sobre temáticas específicas, iniciativas comemorativas de dias temáticos, elaboração do “Roteiro para a Igualdade”, sessões dirigidas à comunidade escolar e à comunidade imigrante, através da promoção do Diálogo Intercultural.
Dadas as características dos diferentes grupos de destinatários, estas acções pressupõem uma actuação em distintas áreas de promoção da igualdade: Educação; Família; Pobreza e Exclusão Social; Maternidade e Paternidade; Formação e Emprego.
Na prossecução destes objectivos, a ADIBER constituiu o “Gabinete de Acção para a Igualdade e Cidadania”, no âmbito do qual se encontra uma Equipa Técnica multidisciplinar e que tem como objectivo, fornecer um atendimento personalizado, prestando informações nas diferentes áreas sociais, fazendo o acompanhamento dos casos mais problemáticos de modo a promover comportamentos mais igualitários.
in RCA, edição electrónica
Orquestra de Sopros do Conservatório de Música de Coimbra - Concerto em Góis
Numa iniciativa conjunta entre o Município de Góis e a Associação Educativa e Recreativa de Góis realizou-se, no passado dia 06 de Junho, um concerto, nas instalações da Associação Educativa e Recreativa de Góis.
O concerto, que preencheu o serão de sábado, primou pela qualidade musical e pelo profissionalismo, próprios e habituais da Orquestra de Sopros dos Conservatório de Música de Coimbra.
A incomparável orquestra é dirigida pelo conceituado maestro José Pedro de Matos Figueiredo que, actualmente, para além de leccionar no Conservatório de Música de Coimbra é ainda o 1.º Fagote da Orquestra de Câmara de Coimbra, maestro da Banda de Música de Loureiro e lecciona na Escola Banda de Música de Loureiro e Escola Profissional de Arte de Mirandela.
A Orquestra de Sopros trouxe até Góis cerca de seis dezenas de músicos, entre os quais se destacou a presença de seis elementos goienses: Mariana Serra, Sofia Gama, Nuno Alves, João Alves, João Paulo Barata e José Rui Sampaio.
Refira-se ainda que, estes elementos fazem também parte da Filarmónica de Góis, facto que ajuda, sem dúvida, a aumentar ainda mais a qualidade musical da Filarmónica Goiense, conforme referiu António Rui Godinho Sampaio, presidente da direcção da Associação Educativa e Recreativa de Góis, que depois de agradecer a presença da Orquestra, louvou o profissionalismo dos músicos e o empenho do regente, entregando-lhe um ramo, como forma de reconhecimento um nome da Câmara Municipal e da Associação E. R. Góis.
Por sua vez, o regente fez questão de entregar o ramo a um doa elementos da Orquestra, Joana Pinto, como sinal de reconhecimento pelo esforço que tem desempenhado nos últimos tempos.
Sem palavras para descrever a qualidade do concerto, no final, já os músicos arrumavam os instrumentos ainda o público continuava a bater palmas, como que a pedir mais uma...
in O Varzeense, de 15/06/2009
Carlos Simões - Exposição no Posto de Turismo
Foi inaugurada, no passado dia 05 de Junho, uma exposição de pintura do artista Carlos Simões. A exposição, realizada no Posto de Turismo em Góis, estará patente ao público até ao próximo dia 30 de Junho e conta com trabalhos diversificados e com muita cor.
O artista, natural e residente na Pampilhosa da Serra, esteve sempre ligado às artes pelas quais nutre um elevado gosto. Desta forma, a sua paixão pela pintura foi-se manifestando ao longo dos anos, mas só em 2008 expôs pela primeira vez, na sua terra natal, na Galeria do edifício Monsenhor Nunes Pereira.
É pintor autodidacta e imprime nas suas telas uma técnica e requinte singulares, conforme referiu o presidente da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, José Brito, presente no momento da inauguração da exposição. O edil congratulou-se ainda pelo artista da Pampilhosa ter vindo expor a Góis evidenciando as fortes e estritas relações de amizade existentes entre os autarcas dos dois concelhos vizinhos.
Da Pampilhosa da Serra, para se associar ao momento da inauguração da exposição, vieram ainda: o Pároco Paulo Filipe e a directora executiva do Agrupamento de Escolas, Prof.ª Ana Paula Charruadas.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Góis, Eng. Diamantino Garcia, também louvou as estritas ligações de amizade que ligam os autarcas dos dois concelhos, norteados pelo interesse no desenvolvimento e bem-estar das suas gentes e manifestou o grato prazer em receber obras de um artista da Pampilhosa, no Posto de Turismo de Góis.
O artista também agradeceu a possibilidade de expor em Góis, frisando a grande importância das autarquias na possibilidade que dão aos artistas não profissionais de poderem expor os seus trabalhos.
in O Varzeense, de 15/06/2009
Folheto informativo dá a conhecer Fauna e Flora de Góis
No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente, a Câmara Municipal de Góis procedeu ao lançamento de um folheto informativo, denominado de “Fauna e Flora do concelho de Góis”, com o objectivo de dar a conhecer a diversidade, “guiando o visitante numa viagem pelos meandros da natureza” e “vislumbrando espécies fantásticas, de fauna e flora, com interesse científico”. Tratando-se de um terrritório de montanha, atravessado pelo Rio Ceira, este município possui “características idílicas”, albergando um grande número de vertebrados e plantas.
Na Flora, predominam os cogumelos silvestres, carvalho-vermelho, azevinho, castanheiro, narcisos, orquídeas, medronheiro, esteva e salgueiro. Quanto à Fauna, existem os corços, veados, javalis, águia-de-asa-redonda, coruja das torres, guarda-rios, raposas, lontras, gatos bravos, morcegos, coelhos bravos, cobras, ouriços cacheiros, rãs, cigarras, entre outras espécies. Para além de dar a conhecer a Fauna e Flora típícas deste concelho, o folheto informativo apresenta algumas regras de conduta, de modo a que as pessoas, habitantes e visitantes, mantenham e preservem a biodiversidade e a qualidade do território natural.
Na apresentação deste folheto, que teve lugar no Posto de Turismo de Góis, o vice-presidente da autarquia lembrou que o Dia Mundial do Ambiente começou a ser comemorado em 1972, referenciando que o lema deste ano diz que “o seu planeta precisa de si, una-se para combater as alterações climáticas”. “Em Góis, tem sido uma preocupação preservar o ambiente”, garantiu Diamantino Garcia, reforçando que neste concelho “ainda temos boa qualidade de ambiente”.
Explicando que a Câmara Municipal já criou alguns folhetos deste género, nomeadamente sobre a zona histórica de Góis, o vice-presidente agradeceu o empenho de todas as pessoas que colaboraram para realizar este trabalho sobre a Fauna e a Flora do concelho. “Este documento fala da Fauna e Flora, no sentido de nós, goienses, sentirmos orgulho naquilo que temos”, alegou, contando que “vi aqui coisas curiosas como uma cigarra que nós ouvimos durante o verão a cantar nas carvalhas ou nos sobreiros”.
“Temos também as lontras e uma série de espécies que estão a desaparecer do nosso planeta e que aqui em Góis ainda temos”, realçou Diamantino Garcia, apelando para que “todos juntos preservamos aquilo que temos”, até porque “não vale a pena pensarmos que um dia recuperamos aquilo que estragamos”. Defendendo que é necessário “pensar nas gerações futuras”, o vice-presidente da Câmara de Góis reforçou a necessidade de “passar a mensagem de que aquilo que temos é uma coisa preciosa e irreversível”.
Nesta ocasião, Diamantino Garcia, e tendo em conta que no ano passado o Dia Mundial do Ambiente foi dedicado à problemática das camadas do ozono, anunciou que “a última viatura que se comprou para a autarquia é uma viatura híbrida”, uma vez que “ajuda a preservar o ambiente”. “A ideia era mostrar à população que com estes pequenos gestos podemos preservar o planeta”, acrescentou, revelando que o folheto sobre a Fauna e Flora agora lançado está “aberto a críticas”. “Aqui fica mais este trabalho da Câmara Municipal, pensando que com este bocadinho contribuimos para preservar este planeta que temos”, finalizou.
Refira-se que o concelho de Góis tem uma vasta área inserida na Serra da Lousã, possuindo cerca de 4540 hectares do território integrado na Rede Natura 2000. Esta é uma rede europeia de sítios protegidos que tem como propósito assegurar a biodiversidade, conservando e estabelecendo habitats naturais, plantas e animais selvagens, de modo a manter as características típicas dos locais.
in www.rcarganil.com
Rancho da Casa do Povo de Arganil organiza Festival de Folclore
É já no próximo domingo, dia 21 de Junho, que vai realizar-se na Fonte de Amandos, em Arganil, um Festival de Folclore, organizado pelo Rancho Juvenil da Casa do Povo de Arganil, iniciativa que serve também para assinalar o 49º aniversário desta colectividade. Segundo o programa agendado, pelas 14h30, vai ter lugar o desfile dos ranchos participantes, desde a Avenida das Forças Armadas até à Fonte de Amandos.
Refira-se que no Festival, que terá início pelas 15h, vão participar o Rancho Juvenil da Casa do Povo de Arganil, Rancho Folclórico da Pampilhosa da Serra, Rancho Cultural e Recreativo de Sinde – Tábua, Rancho Folclórico Mensageiros da Alegria – Várzea Pequena, Góis, Grupo Folclórico Os Camponeses de Mesquitela – Mangualde, Rancho Folclórico Etnográfico de Reboreda – Vila Nova de Cerveira, Minho.
in RCA, edição electrónica
Núcleo de Inserção de Góis organiza fórum sobre criatividade e inovação
Começou ontem no auditório da Biblioteca Municipal António Fancisco Barata, em Góis, decorrendo ainda ao longo do dia de hoje, o III Fórum subordinado ao tema “Criatividade e Inovação: Oportunidades de Mudança”, iniciativa organizada pelo Núcleo Local de Inserção de Góis [NLI], e que serve para assinalar a passagem do Ano Europeu da Criatividade e Inovação. O objectivo é “demonstrar com esta iniciativa que inovar é uma exigência no âmbito da acção social”, uma vez que “numa sociedade em constante mutação urge encontrar novas estratégias e novas respostas para as problemáticas sociais que afectam as populações mais desfavorecidas”.
Neste espaço de “reflexão e debate” pretende-se ainda “demonstrar, através de exemplos de boas práticas, que a criatividade e a inovação são factores de promoção da inclusão” que, por sua vez, geram novas oportunidades, no sentido de “fomentar o empreendedorismo de base local, essencial para criar riqueza e emprego mais qualificado nos territórios rurais”. O III Fórum do NLI apresenta-se como “um instrumento dinâmico ao serviço do desenvolvimento social e económico do concelho de Góis”, sendo abordados vários temas, por diversos oradores.
O dia de ontem foi dedicado a temáticas relacionadas com “Políticas sociais para a inclusão”, tendo sido abordado no I Painel o tema “Núcleos Locais de Inserção – do enquadramento jurídico à intervenção prática”, cuja moderadora foi Lurdes Castanheira [assistente social], por representantes das entidades parceiras do NLI de Góis e da equipa técnica do Núcleo. Ainda durante a manhã, foi abordado o tema “A inserção social dos beneficiários do RSI, Protocolos: negociação e acompanhamento”, cuja apresentação esteve a cargo da equipa do Protocolo do RSI da Santa Casa da Misericórdia de Tábua.
Após um debate, ontem à tarde decorreu o II Painel, que teve como moderador José Francisco Rolo [sociólogo], ocasião em que foram apresentados três temas, “Compreender a complexidade, repensar práticas”, “A representação social da pobreza na óptica do beneficiário e na óptica dos técnicos” e “Paradigmas sociais em tempos de turbulência”, sendo estes dois últimos assuntos abordados por Cristina Góis [Técnica Superior na APPACDM de Anadia] e Rui da Eufrázia [presidente de direcção do Grupo Aprender em Festa – Gouveia].
Em representação do NLI de Góis, e durante a sessão de abertura, Maria de Lurdes Castanheira explicou que com esta iniciativa pretende-se “lançar um desafio construtivo”, defendendo que é necessário “reinventar outras soluções”, quer para o concelho de Góis, como para os concelhos limítrofes. Em relação ao Núcleo Local de Inserção de Góis, a assistente social frisou que “é importante que haja a coragem e a vontade de fazermos uma avaliação do trabalho que fez esta equipa e das instituições que têm trabalhado connosco”, uma vez que impõe-se “analisar o que correu mal e o que correu bem”.
Fazendo um balanço positivo da actividade desenvolvida pelo NLI de Góis, Lurdes Castanheira constatou que “temos consciência que muito há a fazer”, apelando sobretudo “à capacidade de inovar” e à procura de “soluções para os problemas sociais”. “Temos de pensar como vamos conseguir promover outras formas de inserção social e no mercado de trabalho”, continuou, realçando que neste momento há 40 pessoas a frequentar os cursos EFA, para obterem o 9º ano de escolaridade, e “é importante que comecemos a pensar nas saídas profissionais”.
No uso da palavra, o presidente da Câmara Municipal de Góis, louvando a realização deste fórum que tem como objectivo “encontrar as melhores respostas que possam ir ao encontro das carências das populações”, assegurou que a autarquia associou-se a esta iniciativa desde a primeira hora. “As nossas preocupações são reais, quando enviamos qualquer técnico ou equipa multidisciplinar para o terreno, decidimos fazê-lo porque consideramos que a primeira resposta deve ser humana e de diagnóstico”, explicou Girão Vitorino, garantindo que “tudo fazemos para aproveitar projectos e fundos sociais que possam ser depois orientados para cada caso”. O autarca fez ainda votos para que esta iniciativa “possa ajudar a compreender estas mudanças, analisar e validar práticas, sugerir pistas de modo a encarar os desafios e transformá-los em oportunidades”.
Nesta ocasião, o presidente da autarquia goiense anunciou que foi aberto um concurso na Câmara Municipal para 15 novos postos de trabalho, de forma a combater a desertificação, ficando a autarquia com 140 funcionários no total. Os candidatos são de diversas áreas, e irão desempenhar cargos de assistentes sociais, engenheiros mecânicos, engenheiros florestais, limpeza, actividade administrativa e financeira e divisão de obras. “Para estes cargos já existem 120 candidatos”, contou José Girão Vitorino, alegando que “em caso de empate privilegiamos as pessoas da terra”, sendo a selecção feita mediante os currículos.
Recordando que “há uma grande esperança” que seja construído o Lar da freguesia do Cadafaz, o edil salientou que, caso isso se verifique, esta valência “criará cerca de 15 postos de trabalho”. “Tudo temos feito para criar novos postos de trabalho”, assegurou Girão Vitorino, enaltecendo que a entrada de mais pessoal implica “um esforço financeiro da autarquia”.
O presidente da Assembleia Municipal de Góis também agradeceu ao NIL de Góis por organizar esta iniciativa que tem em vista “encontrar novas estratégias e respostas para as problemáticas sociais que afectam as populações mais desfavorecidas”, lembrando que “há muitas pessoas a passar mal”. “Dinamizar a economia e criar empregos são prioridades a prosseguir ao nível nacional e municipal”, alertou José Carvalho, deixando uma chamada de atenção para os idosos e pessoas com deficiência, que “são os grupos que têm menos apoios por parte do Estado”.
É de salientar que hoje, a partir das 10h, o fórum é subordinado ao tema “Oportunidades de Mudança”, sendo que no I Painel, cujo moderador é José Albuquerque [director do Agrupamento de Escolas de Góis], começa por ser abordada a temática “A Inovação ao serviço da Educação e da Comunidade”, que tem como oradores Maria Helena Moniz [vereadora da Câmara Municipal de Góis], Liliana Temprilho [coordenadora do Projecto Escolhas de Futuro] e Dalila Neves [coordenadora do Projecto Progredir em Igualdade e Cidadania – Santa Casa da Misericórdia de Góis]. Ainda de manhã, cerca das 11h30, vai ser apresentado o tema “A Inovação ao serviço do empreendedorismo”, por João Luís Ferreira, seguindo-se “A inovação ao serviço do desenvolvimento local”, com intervenção de Jorge Miranda [director do DEC da Câmara Municipal da Amadora].
Após o almoço, pelas 14h30, vai decorrer o II Painel, que tem como moderadora a jornalista Licínia Girão, onde vai ser abordado o tema “As comunidades on line”, por António Filipe; “A Inovação ao serviço da saúde”, por Carlos Oliveira [Centro de Saúde de Góis] e António Sequeira [director executivo do Agrupamento dos Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte 1]; “Políticas de juventude para a inclusão digital”, por Susana Ramos [vice-presidente do IPJ]; e “Potencialidades e riscos da sociedade de informação”, por António Gonçalves [inspector chefe da Polícia Judiciária de Coimbra]. Seguir-se-à um debate, prevendo-se o encerramento desta iniciativa para as 17h.
in RCA, edição electrónica
Marias voltaram a reunir-se
Foram cerca de meia centena as Marias que se inscreveram para o habitual convívio anual, que este ano, foi realizado, no passado dia 29 de Maio, no restaurante Beira Rio, em Góis, todavia, alguns imprevistos pessoais e outras actividades agendadas para a mesma data levaram a que algumas se vissem impossibilitadas de marcar presença.
O convívio, que se realiza já há alguns anos, é organizado por Maria Helena Sanches e Maria de Fátima Correia e consegue habitualmente proporcionar um serão de confraternização e muita alegria a todas as convivas.
Refira-se ainda que, no ano passado, foram 70 as Marias que se associaram ao encontro, mas a redução de presenças, esta ano, não se notou pois as Marias que participaram, estabeleceram um tão grande convívio e espírito de camaradagem e alegria, que mantiveram a festa durante todo o serão.
O encontro reuniu também algumas Marias, que embora oriundas ou com laços em Góis, estão a residir por outras paragens, como sejam: Figueira da Foz, Lousã, Arganil, Coimbra e até Marinha Grande.
No final do convívio ficou já agendado um novo encontro, aberto a todas as mulheres, a realizar no dia 10 de Novembro, para comemorar o São Martinho das Mulheres.
in O Varzeense, de 15/06/2009
Sobral – Homenagem a título póstumo
O Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado (GASSS) prestou homenagem ao falecido Artur Augusto Ventura,sócio fundador do grupo, com o descerramento de um painel com o seu nome na Casa de Convívio da associação.
Ao momento assistiram várias pessoas, entre elas, a filha Zulmira Ventura e o neto Nuno Graciano, que, apesar de ter uma vida “não a mil, mas a 1 milhão” fez questão de estar presente no reconhecimento à dedicação do familiar à causa regionalista. Sobre o avô, o apresentador de televisão lembrou que sempre foi o “pilar da família”, e que foi através dele que “construímos a nossa vida”. “Estive sempre muito ligado a ele e ainda hoje recordamo-lo muitas vezes, serve de exemplo para os bisnetos”, sublinhou em declarações aos jornalistas, enaltecendo a sua integridade, seriedade e empreendedorismo. “Saiu daqui e realmente construiu uma vida muito simpática para ele e para a sua família, mas não esqueceu a sua terra”, contou, ao mesmo tempo que enobreceu o facto de ter adquirido casa e terrenos no local das suas raízes, onde desempenhou um papel social. “Lembro-me da luta da electricidade para o Sobral” e “dos esforços feitos para as estradas”. Por isso, embora haja “várias coisas que me marcaram nele”, o empreendedorismo ficou-lhe na memória. Revelando-se “muito sensibilizado” e “orgulhoso” pela homenagem contou ainda uma curiosidade que o liga ainda mais ao avô: “O meu avô tinha um alto na mão. Ele morreu e passado um tempo apareceu-me a mim. Tenho o osso igual ao dele”.
Carlos de Jesus, presidente de direcção do GASSS entende que é fundamental que a colectividade tenha “memória” e que “honre as pessoas que fizeram alguma coisa no passado”. De Artur Augusto Ventura recordou a sua entrega ao Grupo. “Oficializou um trabalho que vinha sendo feito anonimamente. As pessoas organizavam-se e encontravam-se em Lisboa, faziam iniciativas projectavam-se obras na aldeia, mas foi ele que se empenhou para que o grupo existisse”, valorizou, na medida que conseguiu congregar as pessoas. “O mérito foi dele, e já que fizemos obra naquela casa, foi ampliada, era justo prestar-lhe uma homenagem”. Assim, expressou, “não fizemos mais que a nossa obrigação”. Apesar de não o ter conhecido, o vice-presidente da Câmara, Diamantino Garcia, revelou ter as “melhores” referências do homenageado.
Coronel Artur Augusto Ventura, antigo presidente da assembleia geral durante vários anos, faleceu em 1990. Depois de um período “longo” sem ir ao Sobral, regressou, continuando um trabalho que vinha a ser desenvolvido por outras pessoas, tornando-se um benemérito da aldeia.
in Jornal de Arganil, edição electrónica
Memórias do Antigamente lançado em Cortes
A Comissão de Melhoramentos de Cortes tem o prazer de anunciar o lançamento do livro, integrado na IV Jornada Cultural da Freguesia de Alvares, “Memórias do Antigamente – monografia de Cortes”, da autoria de Samuel Mateus, no dia 20 de Junho de 2009, pelas 14h30m, na sua sede, Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida.
“Memórias do Antigamente” aborda as tradições, costumes e hábitos desta aldeia mas contextua-se numa visão regional divulgando o folclore e a etnografia da Beira-serra. Feito de uma variedade de memórias e construído à volta das vivências do quotidiano, o livro “Memórias do Antigamente” preocupa-se em homenagear as gentes do antigamente ao mesmo tempo que procura clarificar as suas raízes históricas e culturais.
in http://goisvive.blogspot.com/
”I Torneio Inter-Aldeias de Voleibol no Rio Ceira - Candosa”
Numa parceria entre a Câmara Municipal de Góis e a Junta de Freguesia do Cadafaz, a Comissão de Melhoramentos de Candosa irá realizar o "I Torneio Inter-Aldeias de Voleibol no Rio Ceira" no dia 11 de Julho. Esta iniciativa irá ter lugar em Candosa, Cadafaz - Góis, no rio junto à ponte, com início pelas 17:20 horas.
Este Torneio tem o intuito de estimular a confraternização e o convívio entre as aldeias do Concelho de Góis através do desporto.
A Comissão de Melhoramentos de Candosa tem a honra de convidar a Colectividade que V/Ex.ª superiormente dirige, a participar com duas equipas no referido Torneio, que se iniciará com o Sorteio de Equipas na zona da Capela às 17:00h.
A equipa, representante de uma aldeia, vencedora do Torneio ser-lhe-á atribuído o título de campeã do "I Torneio Inter-Aldeias de Voleibol no Rio Ceira", e irá receber uma taça como prémio final pelo Presidente da Comissão de Melhoramentos de Candosa.
Para informações adicionais visite o regulamento em http://www.candosa-viva.pt.vu/.
Contamos com a sua presença. Faça a sua inscrição (grátis) até dia 5 de Julho, através de telefone: 964547495, ou contacte-nos via e-mail: cm_candosa@hotmail.com.
in http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/2009/06/i-torneio-inter-aldeias-de-voleibol-no.html
PENSAR FREGUESIA DE ALVARES
IV Jornada Cultural
Será já no próximo dia 20 de Junho que, em Cortes, a freguesia irá reflectir e debater os temas mais prementes da actualidade subordinados ao tema “Referências” temas que serão discutidos ao nível de quem vive e de quem decide o futuro da nossa região.
Polidesportivo
O recinto do polidesportivo continua com uma boa frequência, principalmente ao fim de semana, notando-se um crescendo com a chegada do Verão… Sendo uma infra-estrutura Camarária, tem estado ao dispor de toda a Comunidade que a queira utilizar desde que o faça segundo as normas de boa utilização e segurança. Vai ser, concerteza, um óptimo local de convívio e encontro na nossa freguesia durante o próximo período de férias…
Habitação
Tenho recebido algumas palavras de apoio pelo que tenho escrito sobre a falta de terrenos e habitações disponíveis na freguesia de Alvares, a preços competitivos…
Entre outras medidas, todas as opiniões convergem em que as autoridades devem passar a tributar os terrenos edificáveis como lotes para construção, e não rústicos, para que assim apareçam mais no mercado e fiquem mais baratos. A Câmara Municipal teria a receita aumentada e assim poderia patrocinar a construção de habitações a custos controlados ou de renda apoiada. Será uma das melhores medidas para se fixar população na freguesia de Alvares e no concelho de Góis.
Espaço Multiusos
Li o artigo do Sr. José Manuel Simões Anjos, da Chã de Alvares, e retive a ideia, que também já aqui deixei anteriormente, da criação de um espaço Multiusos para a freguesia. Como é evidente, todos os espaços já existentes, e que ventilou, como a ex-escola da Chã ou o Centro de Convívio da Liga; eu acrescento… a Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida, em Cortes, que é um dos maiores espaços, para o efeito, do concelho de Góis.
Um novo espaço Multiusos na freguesia de Alvares teria de comportar, no minimo mil pessoas, com as respectivas infra-estruturas e se possível na sede de freguesia…
E porque não associada à ampliação do quartel dos bombeiros? Não terá forçosamente que pertencer àquela associação Humanitária, mas também não vejo porque não, até porque entendo que é uma instituição que para além de unir ‘as gentes’ da freguesia de Alvares ligará mais ‘as gentes’ de todo o concelho de Góis.
Fica mais uma ideia para a IV Jornada Cultural…
I e II Passeios TT, Rota da Jeropiga
Aconteceram nos passados meses de Dezembro 2008 e Abril 2009 dois eventos que juntaram, cada um, cerca de sessenta máquinas, respectivos condutores e acompanhantes. Quem participou e assistiu presenciou um espírito de camaradagem e de convívio que só isso valeria a pena realçar… Mas o que me despertou mais a atenção foi a extraordinária ideia e organização… Quase todo o espaço geográfico da freguesia de Alvares foi passado pelas máquinas e respectivos tripulantes…
Parabéns aos jovens da freguesia de Alvares, muitos parabéns… Foram cerca de !trinta! elementos, em cada convívio. Foi preciso desbravar alguns caminhos antigos que se encontravam totalmente ocupados com árvores e pedras de grande peso, foi necessário fazer as respectivas marcações do itinerário, foi necessária uma logística algo pesada para quem trabalhou em regime de voluntariado e por uma causa tão nobre como o resultado ter sido aplicado na aquisição de material para a IV secção (Alvares) dos Bombeiros Voluntários de Góis. Mais uma vez… PARABÉNS!
in http://cmcortes.blogs.sapo.pt/2867.html
Comissão de Melhoramentos do Esporão - Reunião de Maio
Assembleia-Geral: foram analisados todos os assuntos e intervenções, especialmente os relativos ao Casal e próximas realizações.
Casal do Esporão: foi já solicitado à Associação Florestal de Góis, os valores para o levantamento topográfico e respectivas marcações dos terrenos do Casal. Dado também conhecimento das últimas conversações efectuadas com o técnico da Portucel, relativo às medições dos terrenos que constituem o Casal.
Reservatório de água: para prevenção contra incêndios, terá que ser escolhida a melhor localização, sendo já pedido um orçamento para a sua possível efectivação. Nesse sentido já entrámos em conversações junto da Câmara Municipal de Góis, para algum auxílio através do programa P.R.O.D.E.R.
Estrada do Esporão: em conformidade com a nossa insistente preocupação, para a necessidade do arranjo da nossa estrada, que se arrasta há anos, que nos levou a diversa correspondência e reuniões sobre o assunto (incluindo a última audiência em 19/08/2008 na C.M.G.), podemos agora informar os nossos conterrâneos, que recebemos no dia 20 de Maio, uma carta da Presidência, que nos comunica “…que em resposta ao nosso pedido, têm o prazer de informar estar prevista para o corrente ano de 2009, a pavimentação de arruamentos do Lugar do Esporão, que poderá satisfazer as pretensões da população do Esporão”, pelo que ficamos na expectativa de finalmente vermos esta obra realizada.
Arraial de S. António: mais uma vez, o povo da nossa terra, irá realizar este arraial nos dias 12 e 13 de Junho, pelo que pedimos aos nossos conterrâneos e amigos, que não se esqueçam de visitar a nossa aldeia para um bom convívio e divertimento.
Jogos de Verão: recebemos uma carta da congénere das Aigras, Comareira e Cerejeira (que este ano seria a responsável pelos jogos) dando conta da sua desistência neste e nos próximos anos. Tendo em conta a comunicação tardia desta decisão, dificilmente os jogos de verão, se irão realizar este ano…
Novos sócios: como referiu o nosso Presidente aquando a nossa Assembleia-Geral, infelizmente e pela lei da vida, temos perdido nos últimos tempos, muitos sócios de longa data, pelo que pedia que todos tentassem angariar mais um amigo para se juntar à nossa família associativa.
Assim, temos o prazer de aprovar mais três novos sócios. São eles: Tiago José dos Santos Carriço, Sara Filipa dos Santos Carriço e Miguel Augusto Ramos Pais Celeiro do Patrocínio.
Voto de felicitações: aprovado este voto ao Dr. Luís Filipe Martins (com a abstenção do visado) nosso Vice-Presidente e Presidente do Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, pela forma como decorreram as festas de comemoração do 80º aniversário do regionalismo goiense, realizadas na Casa Concelhia em Lisboa, e que resultaram em cinco (tantos quantas as freguesias) magníficos encontros de convívio, cultura, artesanato, gastronomia, etc.
Votos de pesar: aprovados pela morte (há já algum tempo) do pai do sócio João Botequilha, e também pela morte de Adelino Fernandes da Veiga, grande regionalista que fez parte das direcções da Casa do Concelho de Góis e da Comissão de Melhoramentos da Cabreira, de onde era natural.
A Direcção
in http://comissaoesporao.blogspot.com/2009/06/reuniao-de-maio.html
Góis promove “viagem pelos meandros da natureza”
A Câmara Municipal de Góis apresentou, no Posto de Turismo, o folheto informativo “Fauna e Flora do concelho de Góis”, um folheto que pretende guiar o visitante numa “viagem pelos meandros da natureza”. Apresentando no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente, o folheto “Fauna e Flora do concelho de Góis” surge com o intuito de dar a conhecer a diversidade natural existente em Góis, permitindo aos visitantes vislumbrarem espécies fantásticas e com interesse científico da fauna e da flora, típicas desta região.Góis é um território de montanha, apesar da existência de vales com alguma expressão, sendo atravessado pelo rio Ceira, que corre veloz por entre o vale, de águas límpidas e formosas, um protagonista da região e das suas gentes. Estes ftores aliados às suas características edafo-ecológicas, à acentuada orografia e à variedade climática, atribuem a este município características idílicas, representativas de habitats exemplares, albergando um grande número de vertebrados e plantas.Com uma vasta área inserida na Serra da Lousã, possui cerca de 17 por cento (4540 hectares) do território integrado na Rede Natura 2000. Esta é uma rede europeia de sítios protegidos, que tem como propósito assegurar a biodiversidade, conservando e estabelecendo habitats naturais, plantas e animais selvagens, de modo a manter as características típicas dos locais.Depois de lançado o folheto, a autarquia lança também o convite e o desafio, para que venham “descobrir toda uma panóplia de tesouros naturais” e para que se deixem encantar com a riqueza de fauna e flora existente no concelho de Góis.
in O Despertar
Criatividade e Inovação: Oportunidades de Mudança
Nos dias 17 e 18 de Junho
O NLI [Núcleo Local de Inserção] de Góis, enquanto estrutura local de acompanhamento do Rendimento Social de Inserção vai organizar dias 17 e 18 de Junho, no Auditório da Biblioteca Municipal de Góis, o III Fórum subordinado ao tema “Criatividade e Inovação: Oportunidades de Mudança”. A iniciativa que pretende “demonstrar que inovar é uma exigência no âmbito da acção social”, conta com a colaboração da Câmara Municipal de Góis, Instituto da Segurança Social, Centro de Emprego e Formação Profissional de Arganil, Administração Regional de Saúde do Centro [ARSC], Agrupamento de Escolas de Góis, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra [ADIBER], Centro Social Rocha Barros, Centro Paroquial de Solidariedade Social de Alvares, Santa Casa da Misericórdia de Góis.
Considerando “a importância da temática e a relevância do contributo da sociedade civil no processo de mudança social” a organização abre “este fórum será aberto a Autarcas, Dirigentes, Técnicos e à comunidade em geral, que assim terá a possibilidade de tomar contacto com novas realidades e com casos de sucesso que poderão ser replicados em contextos locais.”
Informações e inscrições poderão ser obtidas através do e-mail: forumnli.gois@gmail.com
in A Princesa do Alva
Entrega de diplomas aos alunos do R.V.C.C. da freguesia do Colmeal
No passado dia 25 de Maio, realizou-se na Junta de Freguesia do Colmeal, a entrega dos diplomas aos 17 alunos do Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, que atingiram com sucesso os objectivos previstos no projecto.
O R.V.C.C. assentou num sistema efectivo de formação em que as competências obtidas em contexto formal e informal, isto é, adquiridas ao longo da vida, foram valorizadas e certificadas.
O grupo de formandos, inicialmente era constituído por 22 alunos. No entanto, por questões pessoais e profissionais, houve desistência por parte de 5, determinando a sua redução para 17 alunos.
Os 17 alunos tinham idades compreendidas entre os 29 e os 77 anos, dos quais, um obteve a certificação equivalente ao 2º Ciclo e os restantes ao 3º Ciclo.
Esta formação implicou um grande empenho e dedicação por parte dos formandos, que conseguiram conciliar a vida profissional, pessoal e escolar, e que desta forma, merecem ser felicitados pelos bons resultados obtidos e encorajados para novas iniciativas que se venham a desenvolver.
Parabéns aos formandos: Anabela Cerejeira Domingos, António Alcindo de Almeida, António dos Santos Martins, António Jorge Almeida, Belmira Fontes de Almeida, Fernando de Almeida Santos, Ilda Maria de Carvalho, José Álvaro Domingos, José Braz Victor, Leonel Martins Henriques, Maria Alice Santos, Maria Elza Almeida, Maria Fernanda Neves, Maria Fernandes Henriques, Manuel Martins dos Santos, Manuel Ramos Neves e Rui Nunes Neves.
Seguidamente à entrega dos diplomas, realizou-se um lanche de convívio entre os formandos e a formadora permanente do grupo.
Esta foi uma iniciativa da Junta de Freguesia do Colmeal, em articulação com o Instituto do Emprego e Formação Profissional – Centro de Emprego e Formação Profissional de Arganil, no âmbito do Centro Novas Oportunidades.
UPFC – Delegação no Colmeal
in http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/
PS perdeu 10.670 votos no concelho de Coimbra
PSD ganhou em 11 dos 17 concelhos, afirmando-se como o partido vencedor das europeias
Apurados os resultados nas 31 freguesias, também Coimbra seguiu a tendência nacional de penalizar o PS, dando preferência ao PSD. Em comparação com os resultados de 2004 no concelho, o PS desce de 48,93% para 26,84%. O PSD, que este ano concorreu sozinho, conquistou 28,22%, contra os 27,86% de 2004, mas, sublinhe-se, então numa coligação com o CDS-PP.
Ou seja, considerando que o CDS-PP conseguiu nestas eleições 6,87%, se se tivesse repetido a coligação, e numa análise puramente matemática, o PS ficaria quase 10% de distância do partido vencedor. De destacar também a alteração no “ranking”: o BE passa de quarta força para terceira (de 7,12 para 14,76%), trocando com o PCP, apesar de este também ter subido (de 8,67% em 2004 para 11,1% em 2009). Ou seja, houve redistribuição de votos do PS - que tinha alcançado 24.359 em 2004 e agora apenas 13.689 - pelos outros partidos políticos, com tendência clara para o PSD e para o BE, que em 2004 garantiu 3.547 votos e este ano alcançou 7.529.
Em quatro freguesias houve mudança de liderança do PS para o PSD: Santa Cruz, S. Bartolomeu, Santa Clara e Santo António dos Olivais (só nesta última o PS perdeu 2.908 votos). Destaque ainda para os votos em branco, que este ano chegaram aos 2.916, contra os 1.498 de 2004. Também ao nível distrital, o PS foi o grande derrotado das eleições de ontem no distrito de Coimbra, perdendo 25.854 votos a favor do PSD e apenas conseguindo manter a supremacia em seis concelhos, a sa-ber: Montemor (32.46 contra 28.22% do PSD), Condeixa (31.62 contra 25,21 do PSD), Miranda do Corvo (33,73 contra 31.03 do PSD), Góis (37,08 contra 36,37 do PSD – o que representa, em termos de votos reais, uma diferença de 12 votos), Soure (37,5 contra 24,69 do PSD) e Lousã (32,38 contra 28,09 para o PSD).
Relativamente a 2004, a ascensão social-democrata é notória, uma vez que de uma vitória limitada a quatro concelhos (Cantanhede, Mira, Penela e Pampilhosa da Serra), o PSD se guindou agora a um patamar vitorioso, que contabiliza uma posição ganhadora em 11 dos 17 concelhos do Círculo Eleitoral de Coimbra. Para além disso, mesmo a fasquia vitoriosa dos socialistas desceu significativamente, uma vez que de situações em que a vitória ia além dos 50 por cento, os resultados apresentaram-se agora bem mais modestos, não ultrapassando os 37,5 por cento obtidos em Soure, que representam claramente o melhor score obtido pelos socialistas no distrito.
Em 2004, no Círculo Eleitoral de Coimbra votaram 137.485 eleitores dos 376.238 inscritos, o que representa uma abstenção de 63,46 por centro. Ontem, os cadernos eleitorais indicavam 398.989 inscritos e regis-taram-se 143.522 votantes, o
que representa uma taxa de abstenção de 64,12 por cento, ou seja, ligeiramente superior à verificada há cinco anos.
O PSD somou 46.668 votos (32.52 por cento dos votos expressos), contra os 44.592 obtidos em 2004, então em coligação com o CDS-PP (que representou 32,43 por cento). Em 2004 o PS venceu no distrito, com 66.622 votos (48,46 por cento dos votos expressos) e ontem somou 40.814 votos, o que representa 28,44.
Destaque ainda para a subida notória do Bloco de Esquerda, com 16.683 votos (11.62 por cento), contra os 6.768 (4,92 por cento) de 2004. Resultados que colocam o BE como terceira força polícia no distrito, ultrapassando o PCP-PEV, que em 2004 somou 8239 votos (5,99 por cento) e ontem reuniu 11.605 votos, o que representa 8,09 por cento.
Victor Baptista, presidente da Federação do PS de Coimbra
PS e o Governo “têm de reflectir e explicar as medidas”
Para o presidente da Federação Distrital do PS de Coimbra os resultados «indiciam que o eleitorado não está contente», mas sublinha a conjuntura de crise internacional e o facto de, a nível europeu, «haver uma penalização do partido no Governo». Victor Baptista sublinha, todavia, a necessidade de não se fazerem «leituras simplistas e precipitadas» dos resultados eleitorais de ontem, inferindo daí ilações ao nível das legislativas, e alerta para o papel relevante da abstenção. Lembra que «Cavaco Silva perdeu as Europeias e a seguir teve uma maioria absoluta».
Relativamente aos resultados de Coimbra, o líder da federação considera que o «PS está acima da média nacional» e enfatiza a vitória em «sete concelhos», enquanto «no concelho de Coimbra ganhámos em 26 freguesias, perdendo nas cinco urbanas, o que demonstra claramente algum descontentamento».
Confessando que o resultado ficou «aquém das expectativas», Victor Baptista justifica-o «com algum desencanto» do eleitorado e defende que «o PS e o Governo têm de reflectir» e, sobretudo, uma vez que entende que o eleitorado penalizou o PS pelas medidas que o Governo tem vindo a tomar, «têm de explicar a necessidade de algumas medidas tomadas - que a meu ver são as medidas correctas - mas que têm de ser melhor explicadas ao eleitorado». Mas, por outro lado, o líder da Federação Distrital do PS defende que o PS e o Governo têm, também, de «explicar e desmontar as medidas demagógi-cas que o Bloco de Esquerda tem vindo a apresentar e que só podem ser feitas por quem não tem responsabilidades de governação». Medidas que, em seu entender, «atraíram» os eleitores e penalizaram o PS.
Pedro Machado, presidente da Distrital social-democrata
“PSD ganhou em Coimbra ao fim de 22 anos”
Satisfação e orgulho. Esta a reacção de Pedro Machado aos resultados eleitorais de ontem. «O PSD reconquistou, ao fim de 22 anos, a maioria dos votos no distrito e, como presidente da Distrital isso representa um enorme orgulho». Resultados que, para o líder social-democrata, significam que «o PSD é um partido de referência, um partido de esperança num novo programa político de credibilidade e estabilidade política e os conimbricenses reconheceram isso».
Pedro Machado faz questão de dirigir uma palavra de elogio ao trabalho de Paulo Rangel, considerando-o «a melhor escolha, o melhor candidato», um «profundo conhecedor do dis-trito de Coimbra» , onde esteve quatro dias e venceu, «apesar do candidato do PS ser Vital Moreira e do próprio secretário-geral do PS ter estado num comício em Coimbra». Paulo Rangel, diz ainda o líder distrital social-democrata, «conhece profundamente o distrito e os seus problemas. É um grande vencedor e merece amplamente esta vitória».
Uma palavra ainda para Ma-nuela Ferreira Leite, uma vez que «Paulo Rangel foi uma escolha e uma aposta sua e os resultados provam que tinha razão, na necessidade de mudar a atitude em política, apostando em novos valores, nos jovens».
Pedro Machado sublinha ainda o facto de, cada vez mais, o PSD se afirmar como um partido vencedor no distrito, uma vez que venceu as autárquicas em 2005, venceu as presidenciais em 2006 e acaba de vencer as europeias. «O PSD é o grande vencedor destas eleições, ga-nhou no distrito de Coimbra 22 anos depois», sublinha, apontando a diferença de 26 mil votos relativamente ao PS e agradecendo aos eleitores «o voto de confiança no PSD».
Manuel Oliveira (psd)
“Um claro crescimento do PSD”
«Faço um balanço positivo dos resultados, que mostraram um claro crescimento do PPD/PSD.
A nossa preocupação foi olharmos para nós próprios, independentemente das outras forças partidárias, com a convicção de que as nossas ideias e convicções são as que mais interessam ao país neste momento. A nossa líder fez uma boa escolha e o nosso candidato realizou uma campanha positiva».
henrique fernandes (ps)
“Ainda não fiz a análise dos números”
O Diário de Coimbra procurou ouvir o presidente da Concelhia do PS, mas este preferiu não fazer comentários. «Estive até agora a trabalhar a nível do distrito, no âmbito do processo eleitoral e na qualidade de governador civil. Sei que o PS perdeu para o PSD e que o BE subiu, mas ainda não fiz uma análise dos números», justificou Henrique Fernandes.
Mais de 700 lages de arte rupestre encontradas junto ao Ceira e Alva
Segundo Nuno Ribeiro, presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), que apresentou em Seia, este fim-de-semana, o resultado de estudos desenvolvidos no âmbito do projecto de investigação "Estudo das Manifestações de Arte Rupestre dos Rios Ceira e Alva", até agora foram estudadas e inventariadas 580 lajes com gravuras rupestres, algumas com mais de dez mil anos, embora estejam assinaladas mais de 700.
“Só com aquilo que conhecemos, acreditamos tratar-se de uma das maiores concentrações de arte rupestre portuguesa e de toda a Península Ibérica”, disse o responsável, durante o primeiro encontro de arqueologia promovido pela APIA em Seia, que reuniu cerca de duas dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros.
Nuno Ribeiro, que identificou os primeiros núcleos de gravuras há 11 anos, no vale do rio Ceira, contou que “existe arte rupestre identificada, com mais de dez mil anos a mais de mil metros de altitude, facto que faz desta região uma área extremamente importante, entre a área do rio Tejo, Vila Nova de Foz Côa, e entre o Guadiana, sul da Península de Portugal, com tudo o que se conhece no Norte do território espanhol”.
Adiantou que a arte rupestre estudada, estende-se por 11 grandes áreas dos rios Ceira e Alva, pelos concelhos de Seia, Góis, Arganil, Pampilhosa da Serra, Covilhã e Oliveira do Hospital.
Referiu que, “muitas vezes, os núcleos estão concentrados num quilómetro quadrado e há locais onde existem cinco lajes” com gravuras de vários períodos, “desde o final do Paleolítico até aos nossos dias”.
“Neste momento temos gravuras do tipo zoomorfos, a representação de animais, temos a representação de um auroque a mil metros de altitude, o que é inédito na nossa arqueologia, e temos um conjunto de arte esquemática fabulosa”, relatou o arqueólogo, para quem, os achados justificam a criação de um parque arqueológico, considerando que a ser concretizado “toda a região Centro poderá ganhar com isso”.
Especialistas espantados com achados
Maria Soledad Corchón, arqueóloga da Universidade de Salamanca (Espanha), disse que ficou ”surpreendida” com os achados arqueológicos existentes na região.
“Creio que esta concentração de gravuras rupestres é uma das maiores da Europa”, admitiu, salientando que a criação de um parque arqueológico “seria benéfico para Portugal, para Espanha e para o resto da Europa”.
Esta arqueóloga espanhola observou que um parque que combinasse a vertente arqueológica e paisagística “poderia ser um pólo de desenvolvimento para a região”.
Já Cristina Sousa, vereadora com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Seia, que participou na sessão de abertura dos trabalhos do encontro de hoje, admitiu que existe “um potencial muito vasto que é necessário ter em conta”.
Garantiu que a autarquia “está atenta a essa situação”, mas reconheceu que o projecto do parque arqueológico, terá de “passar, forçosamente, por parcerias, quer com outras entidades, quer com outros municípios”.
A vereadora lembrou que na freguesia de Vide, no concelho de Seia, por iniciativa da APIA e da autarquia, já está a funcionar um Centro de Interpretação de Arte Rupestre, que tem contribuído para a divulgação daquele património histórico e cultural.
in www.diarioviseu.pt
Arganil - 108 anos a publicar notícias ininterruptamente
A Comarca suspende publicação
Director do jornal afirma que “os problemas agravar-se-iam se não fossem, de imediato, estancados”
in Diário as Beiras, 10/06/2009
A publicação de A Comarca de Arganil vai ser suspensa a partir de amanhã
A gerência da “Empresa de A Comarca de Arganil, Lda” anunciou a suspensão da publicação do seu jornal semanário regionalista “A Comarca de Arganil” a partir de amanhã, dia da sua publicação.
O artigo assinado pelo actual director [que pode ser lido através da sua edição online], lança reprimendas várias para justificar o facto de não conseguir “reunir as condições necessárias que permitam manter em publicação o jornal”. O editorial termina um “relativo” até breve, que também esperamos!
in A princesa do Alva, 09/06/2009
Acabou a Comarca!!!
Dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguêsas, é também dia de luto para a Imprensa Regional. Publica-se neste dia o último número de A Comarca de Arganil. Nas bancas desde 1901, chega ao fim uma parte importante da história de Arganil. É um dia triste para o Concelho e para o regionalismo.
Aqui fica - em exclusivo - a última capa do jornal.
"A COMARCA suspende a sua publicação a partir do presente número, informação esta de tremenda responsabilidade visto que, ininterruptamente, se vinha publicando desde 1 de Janeiro de 1901.
Explicações encontram-se dadas num “Esclarecimento” da Gerência da Empresa, hoje também, publicado.
De facto, quem é honesto, dificilmente consegue vencer as dificuldades. Entrámos em processo de insolvência pelos motivos explicados e já conhecidos. Todavia não conseguimos reunir as condições necessárias que permitam manter em publicação o jornal. Aguardamos agora a decisão judicial que decorre daquele processo no Tribunal de Arganil, para depois se ver o que será possível fazer-se. Simultaneamente encerram também as instalações comerciais.
Os últimos tempos têm sido difíceis de controlar e os problemas agravar-se-iam se não fossem, de imediato, estancados.
Só com boas palavras, as quais agradecemos, não conseguimos vencer as “crises” que nos afectam. Desculpem-nos a sinceridade.
Desde a impossibilidade de recurso ao crédito, aos cortes das comunicações telefónicas, de fax, de Internet, tudo nos tem sido feito e para cúmulo nunca ninguém apareceu como negligente ou culpado. Também os CTT nos recusaram o envio de uma emissão do jornal, porque, unilateralmente e sem qualquer aviso prévio, declinaram o contrato existente. E não havia pagamentos em atraso!
Assim não é possível resistir. Infelizmente parece ser o País que temos...
Aos assinantes, que já pagaram a assinatura para além do semestre em curso, as nossas desculpas e a esperança de poder ainda vir a compensá-los.
Despedimo-nos até... esperamos que relativamente breve."
In: A Comarca de Arganil
http://arganil.blogspot.com/
“Carta” a Garcia
Director distrital da campanha do PS para as eleições europeias, Carlos Cidade rumou, anteontem, a Góis, a fim de tirar partido do dia de mercado naquela vila da Beira Serra. Por ironia do destino, coube ao sempiterno apoiante de Vital Moreira (foram camaradas no PCP e são-no no PS, apesar de o cabeça de lista ao Parlamento Europeu ainda não ter ficha no largo do Rato) entregar material de campanha a uma “ovelha” tresmalhada do rebanho socialista. Ao cruzar-se com Diamantino Garcia, vice-presidente da Câmara de Góis (ex-PS) e candidato (independente) do PSD para a liderança da autarquia, Cidade não se fez rogado e entregou uma porção de material ao outrora camarada. Diz quem viu que Diamantino aceitou e retorquiu sentir-se mais socialista do que alguns que proclamam sê-lo. Carlos não deixará de se orgulhar de ter levado “a carta” a Garcia. E «antão», como se diz na Beira Serra, de que vale isso se prevalecerem os trunfos de Diamantino?
in Campeão das Provincias, 03/06/2009
Chã de Alvares - Em busca do autarca ideal
Há zonas do país totalmente descaracterizadas, onde imperou ou impera a lei da “patobravolandia”:
Aproximam-se as eleições autárquicas das cerca de 308 Câmaras Municipais do país. A luta como sempre vai ser renhida e, como vem sendo habitual, raros serão os candidatos dos diversos partidos com preparação adequada tecnicamente ao desempenho de tão relevantes e exigentes funções. De propósito, não direi que é para servirem as populações, mas sim para servirem o país; tal a importância da sua acção no nosso desenvolvimento. A estratégia partidária para o preenchimento do lugar, é arranjar uma figura proeminente na região, se possível militante ou simpatizante ou então figuras convertidas ao ideário do dito partido. Pela importância do trabalho a realizar, deveria haver mais cuidados na escolha dos perfis.
Há zonas do país totalmente descaracterizadas, onde imperou ou impera a lei da “patobravolandia”: excesso de construção e, mais grave, em altura e volumetria Fizeram-se autênticos atentados; há ruas onde um carro dos bombeiros não entra. Por falta de introdução das melhores regras de desenvolvimento sustentado, criaram-se problemas que transformam a vida das pessoas que ali residem(?), num autêntico calvário: grandes deslocações diárias, transito infernal, estacionamento caótico, falta de condições para a inserção das pessoas no meio, transportes super lotados, ensino deficiente; ou seja dormitórios típicos sem vida. Devido ao abuso de construção em leitos de cheias, de vez em quando lá vêm umas enxurradas catastróficas; a natureza é implacável e não se deixa domesticar. Há zonas que sairia mais barato ao país, deitar tudo abaixo, indminizar as pessoas e construir tudo de novo, de acordo com as melhores regras de urbanidade e desenvolvimento sustentável. É evidente que isto é mais visível nos grandes centros urbanos. Contudo, pelas províncias as pessoas ainda tentam cometer os maiores atropelos, construindo autênticos “mamarrachos”, mesmo nas coisas mais simples; constituindo agressões paisagísticas, desenquadradas do meio circundante. Ainda têm a ideia que naquilo que é seu, podem fazer o que quiserem, sem dar “cavaco“ a ninguém. Ficam muito admiradas e indignadas, quando lhes é exigido um projecto para um simples capoeiro. Os atropelos foram tantos, que forçosamente, quer queiram quer não, tem que haver regras.
Já viram o bonito que era construir numa campina a perder de vista, um “bruto” prédio de 5 andares? Seria um atentado paisagístico, pois claro! Mas nem de todo impossivel na mente de certas pessoas.. Já imaginaram zonas indústriais misturadas com zonas habitacionais? É verdade, é o caos urbanístico e existem mesmo. Há zonas no país totalmente descaracterizadas com excesso caótico de construção; pensa-se que existam 200.000 casas a mais em Portugal. Foi o “boom” da construção; em que tudo se vendia a qualquer preço. A ideia popular que existia, era a de que o imobiliário estava sempre a valorizar; parece que não é bem assim. Há coisas que foram compradas por 10, que hoje não se conseguem vender por 7. Portugal é dos países Europeus com maior número de proprietários, devido á não existência de mercado de arrendamento. Os senhorios que temos; sem visão empresarial, e as leis “arcaicas“ que regulam o sector, originam o abandono dos prédios e a desertificação das cidades..
Espaços verdes, zonas lúdicas e de lazer nem vê-las. Integração social? Qual quê. Imperam as zonas destinadas a uma classe média endividada, condomínios fechados e privados ditos nos anúncios como de luxo; as chamadas “favelas” para endinheirados e os “guetos” sociais para os desfavorecidos e excluídos. As pessoas entram e saem do seu “dormitório” sem vida; a maioria nem um simples “bom dia” diz. Não se conhecem, não convivem, não participam na vida local, porque a urbe já foi concebida para não a ter. Tudo a correr para irem para a fila de transito consequência desta desordenação, e onde se começam a consumir. Alguns, “montados” em carros de alta cilindrada; adquiridos tal como a casa a crédito, que não dão mais de 20/30 km/h. Será isto viver? Claro que não! Que saudades do meu bairro, da minha rua, da colectividade recreativa, da nossa vizinha a quem pedíamos um raminho de salsa.
Um autarca moderno, vai-se ver confrontado com os mais diversificados problemas, a que a sua formação de base não dará capacidade de resposta, pois vai-lhe ser requerido ser um pouco de: gestor, engenheiro, arquitecto, urbanista, ambientalista, sociólogo, assistente social, espírito empresarial, conhecedor financeiro, noção de ordenamento do território, transportes, animação cultural, educação, fomento desportivo etc. etc. ou seja, uma pessoa que domina múltiplas matérias. Claro que irá ter colaboradores.. De início vai ser difícil. Porque não ser obrigatório submeter os eleitos a formação prévia e intensiva, que os preparasse minimamente, para o desempenho de tão importantes funções?
Devem estar cada vez mais abertos a actuações inter-municipais; como a execução de tarefas comuns à generalidade de todos os municípios e respectivas administrações. Será uma cada vez maior interligação e partilha de procedimentos, pois com o fenómeno de desertificação incontrolável das nossas aldeias, por já não permitirem ocupações adequadas a pessoas muito qualificadas, estão a nascer em seu lugar, as cidades de média dimensão Concerteza que irá haver fusão de municípios. É inevitável.
Por volta de 1850, Alvares era um concelho formado pelas freguesias de Alvares e Portela do Fojo. Com a reforma administrativa da época, a primeira passou para Góis, a segunda para Pampilhosa da Serra.
Como era diferente um candidato em meados do século passado, em pleno Estado Novo, que na varanda do Município discursava às massas em pleno comício: “quem não é connosco, é contranosco”!
in Jornal de Arganil, edição electrónica
Festa da juventude em Góis reniu duas centenas de jovens
Promovida pela Juventude Socialista de Góis e sob o lema “Todos por Góis”, assistiu-se no sábado, dia 30 de Maio, à Festa da Juventude, que contou, na generalidade das iniciativas, com cerca de duas centenas de jovens do Concelho de Góis e de outros Concelhos limítrofes. Esta Festa contou também com a presença de João Portugal, Deputado à Assembleia da República e Presidente da Federação Distrital da JS de Coimbra e de Maria de Lurdes Castanheira, actual Candidata à Câmara Municipal de Góis.
Este evento integrou um conjunto de iniciativas ligadas à cultura, ao desporto e à música e teve início com o “Fórum da Juventude”, no qual participaram cerca de uma centena de jovens. Neste Fórum foram debatidos alguns assuntos de interesse da população jovem do Concelho de Góis, lançados com a intervenção de alguns jovens convidados que expuseram as suas experiências de vida pessoal, profissional, apontaram problemas, discutiram ideias e soluções relativas a diversas áreas como o empreendedorismo, a educação, a cultura, a habitação, o emprego, etc.
No âmbito do empreendedorismo, os jovens empresários Filipa Reis e João Alberto apresentaram a sua experiência intitulada de “Criei o meu emprego”. Em termos culturais, a jovem Carolina Rosa contou as suas aventuras sob o lema “Visitei muitos países, praticando voluntariado social”. Sandra Marques dissertou sobre o facto de “Não querer perder a capacidade de sonhar” e o que a levou a fixar-se em Góis, não sendo natural daqui. Joaquim Mateus elencou alguns “Incentivos à fixação dos jovens” no Concelho e Ricardo Ventura, na qualidade de elemento da Associação de Juventude de Góis abordou “O papel das autarquias na promoção de apoios à juventude”, explicando que foi recentemente aprovada a Lei n.º 8/2009, de 18 de Fevereiro que cria o regime jurídico dos Conselhos Municipais de Juventude. Por último, Marta Pinto, Técnica de Desporto falou na importância da prática do “desporto como valor e educação do futuro”, dando, assim, o mote para o tributo que a seguir foi feito a André Paiva. André é um jovem natural e residente no Concelho de Góis, com uma deficiência auditiva, que irá representar o nosso país nos Jogos Surdolímpios de 2009 em Taipei, China, na modalidade de atletismo, facto que deve orgulhar todos os Goienses.
A Festa da Juventude prosseguiu com as actividades lúdicas e desportivas programadas de Painball, Formação Outdoor e um Peddy-Paper, às quais aderiram dezenas de jovens.
O culminar desta Festa decorreu no Pombalinho’s Bar, com a actuação da banda musical “Funil e Abelhinha” a promover a diversão nocturna.
RCA, edição electrónica
Jovem goiense vai representar Portugal nos Jogos Olímpicos para Surdos (Surdolímpicos) a realizar na China
Portugal vai estar representado nos Jogos Olímpicos para Surdos (Surdolímpicos), a realizar em Taipé, na China, de 29 de Agosto a 15 de Setembro próximo, pelo jovem André Tiago Carvalho Paiva, de Vila Nova do Ceira, do concelho de Góis.
Com um invejável percurso na modalidade de atletismo, André Paiva apesar da sua deficiência auditiva, além de fazer um percurso escolar regular (está no 10.º ano) e é hoje um campeão. Porque acreditou e teve sempre a ajuda dos pais, a Paula e o Quim, dos amigos, da família, da Escola de Góis, onde começou a sua carreira desportiva pelo professor Ricardo Esteves.
E pelos muitos êxitos alcançados no atletismo não só em representação da Escola mas já como atleta federado, André Paiva foi homenageado no passado sábado, durante a Festa da Juventude, organizada pela Juventude Socialista de Góis, e que decorreu no Largo do Pombal sob o lema "Todos por Góis".
Nesta Festa, os jovens participantes falaram nos seus problemas, nos problemas do concelho e naqueles que particularmente os preocupam, desde o desporto ao associativismo, desde o emprego ao papel das autarquias ma promoção de apoios à juventude. E no final quiseram prestar o seu tributo a outro jovem, ao André Paiva, que recebeu palavras de muita amizade do seu antigo professor Ricardo Pereira, numa carta enviada a Maria de Lurdes Castanheira, e na qual refere que sendo o atletismo uma modalidade individual, nela se aprende "que para ter sucesso é necessário trabalhar cada dia mais e melhor. E se o conseguirmos transferir para a vida quotidiana seremos sem dúvida indivíduos bem sucedidos". E desejou o maior êxito para os Jogos Surdolímpicos "e que não esqueça de levar os sapatos de bicos!"
A estes votos associou-se Lurdes Castanheira, que apontou o André Paiva como um grande exemplo de querer para os jovens goienses, que nesta Festa da Juventude tiveram ainda a oportunidade de deixar bem vincado também o seu querer por um concelho de Góis cada vez mais desenvolvido e de futuro.
J. M. Castanheira
in A Comarca de Arganil, de 3/05/2009
Concerto da Orquestra de Sopros do Conservatório de Música de Coimbra
No próximo dia 6, sábado, vai realizar-se na Associação Educativa e Recreativa de Góis, um concerto da orquestra de Sopros do Conservatório de Sopros do Conservatório de Música de Coimbra.
Marcado para as 21.30 horas, este concerto vai proporcionar mais uma oportunidade à população para assistir a um grande espectáculo que tem o apoio da Câmara Municipal e da Associação.
in A Comarca de Arganil, de 3/06/2009