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Góis em Notícias

Maio - Livro de horas do Duque de Berry
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Entrevista de Lurdes Castanheira
“Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis e desfrutar de toda a sua riqueza natural”
Por Zilda Monteiro
Presidir a um município como o de Góis tem sido um desafio “altamente gratificante”. Seis meses depois de ter tomado posse como presidente da autarquia, Lurdes Castanheira traça um balanço “francamente positivo” destes primeiros meses de mandato e espera desenvolver, nestes quatro anos, um trabalho que contribua decisivamente para o desenvolvimento e afirmação do concelho de Góis. Assim, para além de quatro obras determinantes que se encontram em curso e que deverão estar concluídas até 2011, a autarca de Góis entende que é prioritário apostar também em infraestruturas básicas, sendo sua intenção levar o saneamento a todo o concelho, assim como água de qualidade. O desenvolvimento de Góis passa também muito pelo turismo, estando a dar-se passos decisivos nesta área, nomeadamente com a construção de um complexo de turismo e saúde.
Foi eleita presidente da Câmara de Góis há cerca de seis meses. Como tem encarado este desafio?
Como sou uma pessoa de desafios, de projetos e que gosta de luta, sinto que tem sido altamente gratificante. Este é um projeto onde me revejo, que resultou de uma escolha minha, sufragada depois pelos eleitores. Volvidos 180 dias (fizemos no dia 26 de abril seis meses), o balanço que faço é francamente positivo. Obviamente que não posso deixar de dizer que o desafio é grande, a responsabilidade não é menor, e há, naturalmente, um conjunto de dificuldades e constrangimentos que vão surgindo no dia a dia, em determinados processos, seja ao nível dos recursos humanos, do lançamento de obras ou do próprio funcionamento interno da organização da Câmara Municipal. Mas nós temos conseguido ultrapassar algumas barreiras e posso afirmar neste momento, volvidos seis meses, que tenho uma equipa que me satisfaz em termos de desempenho e que, efetivamente, tem estado à altura dos desafios. Relativamente aos recursos humanos, trabalho com um universo de 160 funcionários e temos vindo a fazer um desafio aos trabalhadores e a dizer-lhes que se impõe um desempenho diferente porque a exigência é diferente. Sinto que realmente temos uma equipa fantástica na Câmara, gente inteligente, com competência, com conhecimentos mas, às vezes, ainda se torna difícil as pessoas acompanharem o ritmo que se impõe, um ritmo um pouco mais acelerado. Não podemos pensar que no interior e nas zonas rurais as coisas demoram sempre muito mais tempo a resolver. Não podemos continuar a alimentar esse estereótipo porque tanto faz estar no mundo urbano como no mundo rural, no interior ou no litoral. Há um ritmo que se impõe e os serviços públicos têm que estar preparados para responder com celeridade e com rigor. Isso depende do desempenho e da performance dos nossos recursos humanos.
Quais são as prioridades que estabelece para os próximos quatro anos?
Eu tenho algumas dificuldades em falar de uma ou outra prioridade. Obviamente que traçámos um rumo, um rumo que exige uma visão perspetiva de futuro. Não podemos pensar apenas a um ano. Daquilo que herdámos do executivo anterior, há um conjunto de obras que consideramos como estruturantes e as nossas energias têm sido canalizadas para esses projetos que vão desenvolver-se ao longo do ano de 2010 e 2011. Uma dessas obras é a Casa Municipal da Cultura, uma obra estruturante que há muito fazia falta no concelho de Góis, que representa um investimento que ultrapassa o milhão e meio de euros e que vai ter o seu termo em finais de 2011. Temos também em curso o projeto de requalificação do campo de futebol, que engloba o campo sintético com bancadas; uma infraestrutura que será uma espécie de um pequeno estádio para Góis. É uma obra também estruturante na área do desporto e da ocupação dos tempos livres, que se divide entre os anos de 2010 e 2011. Muito perto da conclusão está a obra da requalificação dos Paços do Concelho, cujos trabalhos começaram em 2009 e devem estar concluídos no final deste ano. Esperamos que em outubro possamos ter a Câmara pronta, porque estamos num edifício cedido e as condições físicas de trabalho são uma condição essencial para o bem estar dos trabalhadores e para o seu melhor desempenho. Para além destas, temos também em curso uma obra na área da educação, que é o Centro Escolar de Alvares, que vai ter a sua conclusão este ano. Essas são as quatro grandes obras às quais temos dado uma atenção especial no sentido da sua concretização, até porque envolvem fundos comunitários. São obras que estão no terreno e que devem estar concluídas ainda entre este e o próximo ano. Neste momento podemos projetar já outras obras que consideramos prioritárias e que vão passar pela resolução de problemas que têm décadas e que se prendem com o saneamento. As pessoas queixam-se e, de facto, estamos a falar da satisfação de uma necessidade básica, de um serviço público que há muito devia estar implementado. Nos aglomerados com maior número de habitantes vamos avançar com o saneamento e com a construção de algumas ETAR’s e, para isso, temos contratualizado com as Águas do Mondego essas infraestruturas. Vamos fazer um investimento grande também ao nível da qualidade da água e essa vai ser uma prioridade nossa, durante todo o mandato, nas povoações e nas freguesias onde, efetivamente, ainda se coloca em causa a boa qualidade de um bem público. A nossa grande preocupação centra-se em Vila Nova do Ceira, a segunda maior freguesia do concelho, que tem problemas com a qualidade da água que se agravam na altura do verão, quando a população aumenta. Uma das nossas grandes prioridades para estes quatro anos é, sem dúvida, melhorar as infraestruturas ao nível do abastecimento da água ao domicílio e resolver a questão do saneamento. Não podemos fazer investimentos nas áreas da cultura ou do desporto quando não temos os serviços básicos assegurados na plenitude. Rendo a minha homenagem aos anteriores presidentes de Câmara que muito fizeram nesta área mas muito ainda há para fazer.
O desenvolvimento do município terá que passar obrigatoriamente pelo turismo?
Também. Não podemos esquecer que Góis tem enormes potencialidades em termos de turismo, potencialidades essas que - atrevo-me a dizê-lo - estão subaproveitadas. Temos aqui um conjunto de empresários que têm prestado um bom serviço, quer ao nível da restauração, quer ao nível do alojamento. Mas acreditamos que o que existe não resolve o problema da sazonalidade do turismo. Nós precisamos de ter uma infraestrutura que venha colmatar essa lacuna e para isso formalizámos um protocolo com um investidor goiense, uma pessoa que durante muitos anos não esteve em Góis mas que esteve sempre ligado ao ramo da hotelaria e que resolveu fazer um investimento aqui no concelho de Góis. Vai ser construído um hotel, um investimento que vai ter três fases. Primeiro vai ser construído um hotel de quatro estrelas superior; depois, a par desse hotel, haverá um conjunto de vivendas muito interessantes, tipo T1 e T2, para aquelas pessoas com autonomia e independência que queiram ter uma pequena habitação num espaço privilegiado do concelho de Góis; e a terceira fase tem a ver com um setor mais ligado à saúde e é dirigida a especialidades específicas, como Alzheimer, Parkinson e outras doenças para as quais o nosso país não tem atualmente respostas específicas em termos de acolhimento. Sabemos que muitas destas famílias não têm capacidades para acolher os seus idosos nas casas e vamos aqui criar uma resposta que vá ao encontro destas necessidades. É um investimento que ultrapassa os 50 milhões de euros. A Câmara estabeleceu um protocolo com o investidor e a autarquia vai vender uma parcela da Quinta do Baião e será responsável por tudo o que for infraestruturas públicas, como os arruamentos, a eletricidade, a água, o saneamento… A nossa comparticipação terá a ver com tudo aquilo que é considerado público. A parte privada caberá ao investidor.
Será então muito mais do que um hotel?
Sim, é muito mais do que um hotel. O novo hotel será muito mais do que uma mera infraestrutura que vem resolver o problema do alojamento turístico e minimizar os problemas da sazonalidade que se verifica há muitos anos no concelho de Góis. De qualquer modo, devo dizer que não concordo que a solução de Góis seja exclusivamente o turismo. Concordo que o seja em parte, mas isso pressupõe que se aposte também noutras áreas, porque se não tivermos aqui outro tipo de ofertas, se não definirmos uma estratégia, por exemplo em termos de cultura, que marque a diferença, as pessoas não vêm. Ninguém vem passar férias a Góis só porque aí há um hotel. Naturalmente que as pessoas procuram outros serviços, outros bens que não se resumam a uma mera infraestrutura hoteleira. A par com o investimento no turismo é preciso fazer outros, seja na cultura, no desporto, ou na saúde… O processo de desenvolvimento é sempre transversal. Podemos focalizar o investimento numa determinada área mas nunca podemos descurar as que estão à volta, sob pena de ser um pouco redutor.
A desertificação e o abandono são problemas que são difíceis de contornar?
A desertificação não é um problema de Góis. É um problema do país, sobretudo das áreas rurais. Os autarcas devem ter lucidez suficiente para encarar o problema da desertificação sem demagogia. Neste momento nós só combatemos a desertificação se conseguirmos manter as pessoas no concelho. Não chegamos a cinco mil habitantes e temos que conseguir manter no concelho as pessoas que escolheram Góis para viver. Temos uma população envelhecida, onde a taxa de mortalidade é francamente superior à da natalidade e, um dia, vamos ter sérios problemas ao nível demográfico. Mas se conseguirmos criar condições vamos conseguir manter cá as pessoas. Para isso temos que ter emprego. Essa é uma condição fundamental. A par do emprego temos que ter o mínimo de serviços públicos (educação, saúde, segurança social) para que a falta de serviços e a distância não nos obriguem a preterir sempre os concelhos do interior para ir massificar ainda mais as zonas urbanas que já não têm espaço para todos e onde a qualidade de vida é menor. Se conseguirmos manter as pessoas que cá temos estamos em situação de pensar um modelo estratégico para atrair novos habitantes, particularmente gente jovem que queira aqui fixar-se. Tenho plena consciência de que, nestes quatro anos, será um desafio mas estou convicta de que vamos conseguir. A construção de um hotel vai criar emprego, vamos promover formação para termos bons profissionais a servir, gente que demonstre profissionalismo e saber fazer na profissão que está a desempenhar. A construção do Centro Escolar também vai levar à criação de novos postos de trabalho. Se tivermos a inteligência de atrair alguma indústria para o concelho de Góis, estamos no bom caminho. Depois de concluirmos as obras que estão em curso e que envolvem fundos comunitários, ficamos com alguma disponibilidade para podermos pensar noutros projetos. E se conseguíssemos atrair para aqui mais indústrias, empresas que criem 30 ou 40 postos de trabalho, era excelente. Não digo que tenhamos aqui um “boom” populacional mas fico muito contente se, no final do mandato, pelo menos não tiver perdido população.
Estamos a aproximar-nos da “época alta”, altura em que muitos emigrantes regressam à terra natal, assim como muitos turistas. Como é que está a ser preparada esta época?
Estamos já a proceder a um conjunto de limpezas em todo o concelho, para que as pessoas quando chegarem encontrem um concelho agradável, amigo do ambiente, que cuida dos espaços públicos. Estamos a organizar também um conjunto de atividades para os próximos meses, sendo de referir a Goisarte em julho e as festas do concelho e a concentração motard em agosto. Estamos a preparar um calendário de atividades que não se esgote entre julho e agosto. Temos uma programação já até setembro e vamos continuar a programar. Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis, seja em que altura for. Temos estado também a estimular a iniciativa privada que tem alojamento turístico para que se prepare para prestar um bom serviço e temos feito um apelo aos restaurantes para que tenham alguma gastronomia tradicional nas suas ementas. Se tudo isto se conjugar, as pessoas têm vários motivos para escolher Góis como destino turístico. Estamos a fazer um trabalho integrado, que envolve a Câmara e as instituições públicas e privadas que operam no concelho de Góis, para podermos responder de forma eficaz àqueles que nos visitam e para podermos fidelizar alguns turistas. A nossa intenção é que quem nos visite volte, ainda este ano ou no próximo.
Até porque atrações não faltam…
Sem dúvida. Em termos de recursos hídricos estamos muito bem servidos. Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis e desfrutar de toda a sua riqueza natural. Temos este Vale do Ceira que é de uma riqueza incomparável e temos as aldeias do xisto que proporcionam uma rota aprazível vale a pena percorrer. Só podemos diversificar, desenvolver e aproveitar estas potencialidades endógenas se a par tivermos uma boa oferta de alojamento, uma boa restauração, um bom serviço público em termos de acolhimento dos turistas… Este é um projeto que tem que ser muito bem articulado entre todos e penso que estamos no bom caminho.
in odespertar.com
Etar de Vila Nova do Ceira começou a ser cosntruida
De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, no passado dia 17 de Maio, a Águas do Mondego – Grupo Águas de Portugal, assinou o auto de consignação para a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais [ETAR] de Vila Nova do Ceira, cuja empreitada foi adjudicada à empresa Alexandre Borges , S. A., a qual iniciou os trabalhos ontem, dia 20 de Maio.
No valor de 1.127.460,43 euros e um prazo de execução de 10 meses, prevê-se que esta intervenção vá dimensionar o sistema de drenagem e tratamento de efluentes à situação populacional actual da freguesia de Vila Nova do Ceira e previsível a longo prazo.
in RCA, edição electrónica
UNIVERSIDADE DE VERÃO
18 a 23 de Junho | Universidade de Coimbra
A Universidade de Coimbra promove de 18 a 23 de Julho, a Universidade de Verão, aberta a todos os jovens que estejam integrados no 9.º ano e no ensino secundário. Esta é a possibilidade dos nossos jovens terem o primeiro contacto com o Ensino Superior.
A Universidade de Verão tem um programa distribuído por 11 áreas de conhecimento: Física@UC 2010, Matemática 2010, Economia@UC 2010, Desporto@UC 2010, Psicologia&Educação@UC 2010, Letras@UC 2010, Química@UC 2010, Medicina@UC 2010, Farmacia@UC 2010, Direito@UC 2010 e Tecnologias@UC 2010. Se estás no 9.º ano podes frequentar as áreas de Letras, de Química e de Desporto.
Os jovens são convidados a conhecer diferentes trabalhos de análise, pesquisa, debate, experiência e ensino desenvolvido nas diferentes actividades das Faculdades da Universidade de Coimbra. As actividades temáticas de cada uma das áreas do conhecimento são escolhidas por cada jovem e decorrem no período da manhã, de segunda a sexta-feira, excepto quarta-feira, uma vez que nesse dia está agendado um convívio entre todos os participantes (Descida do Rio Mondego).
Durante a tarde, os jovens participam em actividades lúdicas, de forma a conhecerem a cidade de Coimbra.
Esta iniciativa tem um custo de 90€ que inclui seguro escolar, material das actividades, deslocações entre actividades e refeições (almoço, lanche e jantar). É ainda disponibilizado alojamento na residência universitária, com um custo adicional de 50€ que incluiu despesas de deslocação para a residência e para o pequeno-almoço. Os jovens na residência universitária terão um acompanhamento por parte de responsáveis da instituição.
A Câmara Municipal de Góis vai apoiar-te em:
- 50% da inscrição = 45€
- 50% do alojamento = 25€
Se estás interessado em participar dirige-te ao Gabinete de Acção Social (Dra. Liliana Temprilho) da Divisão Social, Cultural e Económica da Câmara Municipal de Góis até ao dia 24 de Maio. (Clique aqui para obteer ficha de inscrição)
Escoteiros recriam a entrega do foral em Góis
Grupo e autarquia juntos nas comemorações dos 494 anos da entrega do documento que estabelece taxas, impostos e penalizações de Góis
As comemorações começaram logo de manhã, no Agrupamento de Escolas de Góis, com uma lição que o professor João Alves Simões deu aos alunos do 2.º e 3º ciclos, e só terminou à noite.
Foi a recriação da entrega do Foral Manuelino ao município que fez Góis recuar até ao século XVI. Ao assinalar os 494 anos de foral, o município aliou-se também às comemorações do terceiro aniversário do Grupo de Escoteiros de Góis e desta forma, os escuteiros, enquanto cavaleiros do foral, recriaram a entrega do documento à presidente da Câmara Municipal de Góis, "para que possa com ele preservar as tradições, a história e construir o futuro para os jovens". Isto, porque segundo explicou na ocasião, Sandra Marques, "os cavaleiros acreditam que o seu foral é a juventude de Góis".
O documento de 20 de Maio de 1516 levou Góis à marca de um novo governo, dirigido por D. Manuel I, pode considerar-se como agente regulador de taxas, impostos, privilégios e penalizações mas hoje, mais do que isso. O foral é um testemunho directo das principais actividades exercidas na vila, no século XVI.
Na ocasião da recreação teve ainda lugar a cerimónia do terceiro aniversário do Grupo de Escoteiros 74, com as promessas e renovação de compromisso. "Hoje estamos numa cerimónia em parceria com o município de Góis e com os adultos que estão no Grupo, a mística que têm é o Foral Manuelino, acabamos de juntar o dia em que se comemora a entrega do foral em que o entregamos simbolicamente à presidente da Câmara", explicou a chefe dos Escoteiros.
Segundo Sandra Marques, o foral "é um documento importante em termos históricos", pois, sustenta, "diz quais os direitos e deveres do povo de Góis, quais as terras que pertencem à vila". "É um momento que temos de ter em consideração e além disso temos um foral muito antigo e isso significa muito", afirmou ainda.
Relativamente à comemoração do 3º aniversário dos Escoteiros, Sandra Marques faz um balanço muito positivo. "Estes três anos do grupo são um sonho, significa a união de uma família, os dirigentes são os nossos irmãos e os mais pequenos são os irmãos que temos de proteger, é como se fosse uma segunda família", sublinhou. A chefe dos Escoteiros de Góis apenas lamentou a fraca adesão dos adultos ao grupo. "Precisávamos de mais adultos voluntários que nos viesse ajudar porque dessa forma conseguiríamos ter mais jovens", afirmou.
Para a presidente da Câmara de Góis, aquele dia "ficará na memória de todos os Goienses". "Cada vez me sinto mais honrada por ter estes momentos na vossa companhia", disse ainda Lurdes Castanheira sustentando que a Câmara Municipal de Góis "não seria nada se não tivesse nos escoteiros, um conjunto de homens e mulheres que dão o seu contributo para tornar Góis um concelho mais importante, com a dignidade que merece".
AUTARQUIA VAI AJUDAR A ENCONTRAR UMA SEDE
Para a presidente da Câmara de Góis, a recriação da entrega do foral de Góis "foi muito importante mas não foram menos importantes as promessas que os escuteiros fizeram". E como "falar de escotismo é falar de honra e compromisso, depois daquilo que assistimos hoje aqui, sentimos que é imoral os escoteiros não terem uma sede", disse a autarca, deixando o compromisso de que "naquilo que nos for possível colaboremos convosco no sentido de todos juntos encontrarmos uma sede para o grupo".
Lurdes Castanheira reforçou ainda o pedido da dirigente dos Escoteiros de Góis, apelando à entrada de adultos no grupo."São precisos adultos para dirigentes porque há crianças em lista de espera, porque não há quem as comande", apelou.
in Diário de Coimbra, 24/05/2010
<a href="mailto:jrochabarros@sapo.pt?subject=O meu comentario (ESCOTEIROS RECRIAM ENTREGA DO FORAL EM GÓIS) &body= Para validar o seu comentario por favor informe : nome e pseudonimo (se o preferir usar para assinar o seu comentario). Nao publicamos comentarios anonimos.">Comentar noticia.</a> Amanhã, dia 18 de Maio, vai realizar-se no Largo Francisco Inácio dias Nogueira [Largo do Pombal] em Góis, a III Feira de Formação e Emprego, numa organização do Município e da ADIBER. Nesta iniciativa vai estar presente o Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos, sendo o programa agendado o seguinte:
11:00 horas — Abertura da III Feira de Formação e Emprego
14:00 horas — Workshop “Percursos de Vida” dirigido a alunos do 9º ano do 3º CEB
15:00 horas — Recepção às Entidades convidadas e visita à Feira
15:30 horas — Sessão de Boas Vindas a S.E, o Senhor Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Dr. Valter Lemos, no Auditório da Casa do Artista
Apresentação do Curso EFA - “Horticultura e Fruticultura Biológica”
Divulgação da “Iniciativa Emprego 2010”
19:00 horas — Encerramento da Feira
<a href="mailto:jrochabarros@sapo.pt?subject=O meu comentario (Valter Lemos participa amanhã na III Feira do Emprego em Góis ) &body= Para validar o seu comentario por favor informe : nome e pseudonimo (se o preferir usar para assinar o seu comentario). Nao publicamos comentarios anonimos.">Comentar noticia.</a>mm
Entrevista de Lurdes Castanheira
“Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis e desfrutar de toda a sua riqueza natural”
Por Zilda Monteiro
Presidir a um município como o de Góis tem sido um desafio “altamente gratificante”. Seis meses depois de ter tomado posse como presidente da autarquia, Lurdes Castanheira traça um balanço “francamente positivo” destes primeiros meses de mandato e espera desenvolver, nestes quatro anos, um trabalho que contribua decisivamente para o desenvolvimento e afirmação do concelho de Góis. Assim, para além de quatro obras determinantes que se encontram em curso e que deverão estar concluídas até 2011, a autarca de Góis entende que é prioritário apostar também em infraestruturas básicas, sendo sua intenção levar o saneamento a todo o concelho, assim como água de qualidade. O desenvolvimento de Góis passa também muito pelo turismo, estando a dar-se passos decisivos nesta área, nomeadamente com a construção de um complexo de turismo e saúde.
Foi eleita presidente da Câmara de Góis há cerca de seis meses. Como tem encarado este desafio?
Como sou uma pessoa de desafios, de projetos e que gosta de luta, sinto que tem sido altamente gratificante. Este é um projeto onde me revejo, que resultou de uma escolha minha, sufragada depois pelos eleitores. Volvidos 180 dias (fizemos no dia 26 de abril seis meses), o balanço que faço é francamente positivo. Obviamente que não posso deixar de dizer que o desafio é grande, a responsabilidade não é menor, e há, naturalmente, um conjunto de dificuldades e constrangimentos que vão surgindo no dia a dia, em determinados processos, seja ao nível dos recursos humanos, do lançamento de obras ou do próprio funcionamento interno da organização da Câmara Municipal. Mas nós temos conseguido ultrapassar algumas barreiras e posso afirmar neste momento, volvidos seis meses, que tenho uma equipa que me satisfaz em termos de desempenho e que, efetivamente, tem estado à altura dos desafios. Relativamente aos recursos humanos, trabalho com um universo de 160 funcionários e temos vindo a fazer um desafio aos trabalhadores e a dizer-lhes que se impõe um desempenho diferente porque a exigência é diferente. Sinto que realmente temos uma equipa fantástica na Câmara, gente inteligente, com competência, com conhecimentos mas, às vezes, ainda se torna difícil as pessoas acompanharem o ritmo que se impõe, um ritmo um pouco mais acelerado. Não podemos pensar que no interior e nas zonas rurais as coisas demoram sempre muito mais tempo a resolver. Não podemos continuar a alimentar esse estereótipo porque tanto faz estar no mundo urbano como no mundo rural, no interior ou no litoral. Há um ritmo que se impõe e os serviços públicos têm que estar preparados para responder com celeridade e com rigor. Isso depende do desempenho e da performance dos nossos recursos humanos.
Quais são as prioridades que estabelece para os próximos quatro anos?
Eu tenho algumas dificuldades em falar de uma ou outra prioridade. Obviamente que traçámos um rumo, um rumo que exige uma visão perspetiva de futuro. Não podemos pensar apenas a um ano. Daquilo que herdámos do executivo anterior, há um conjunto de obras que consideramos como estruturantes e as nossas energias têm sido canalizadas para esses projetos que vão desenvolver-se ao longo do ano de 2010 e 2011. Uma dessas obras é a Casa Municipal da Cultura, uma obra estruturante que há muito fazia falta no concelho de Góis, que representa um investimento que ultrapassa o milhão e meio de euros e que vai ter o seu termo em finais de 2011. Temos também em curso o projeto de requalificação do campo de futebol, que engloba o campo sintético com bancadas; uma infraestrutura que será uma espécie de um pequeno estádio para Góis. É uma obra também estruturante na área do desporto e da ocupação dos tempos livres, que se divide entre os anos de 2010 e 2011. Muito perto da conclusão está a obra da requalificação dos Paços do Concelho, cujos trabalhos começaram em 2009 e devem estar concluídos no final deste ano. Esperamos que em outubro possamos ter a Câmara pronta, porque estamos num edifício cedido e as condições físicas de trabalho são uma condição essencial para o bem estar dos trabalhadores e para o seu melhor desempenho. Para além destas, temos também em curso uma obra na área da educação, que é o Centro Escolar de Alvares, que vai ter a sua conclusão este ano. Essas são as quatro grandes obras às quais temos dado uma atenção especial no sentido da sua concretização, até porque envolvem fundos comunitários. São obras que estão no terreno e que devem estar concluídas ainda entre este e o próximo ano. Neste momento podemos projetar já outras obras que consideramos prioritárias e que vão passar pela resolução de problemas que têm décadas e que se prendem com o saneamento. As pessoas queixam-se e, de facto, estamos a falar da satisfação de uma necessidade básica, de um serviço público que há muito devia estar implementado. Nos aglomerados com maior número de habitantes vamos avançar com o saneamento e com a construção de algumas ETAR’s e, para isso, temos contratualizado com as Águas do Mondego essas infraestruturas. Vamos fazer um investimento grande também ao nível da qualidade da água e essa vai ser uma prioridade nossa, durante todo o mandato, nas povoações e nas freguesias onde, efetivamente, ainda se coloca em causa a boa qualidade de um bem público. A nossa grande preocupação centra-se em Vila Nova do Ceira, a segunda maior freguesia do concelho, que tem problemas com a qualidade da água que se agravam na altura do verão, quando a população aumenta. Uma das nossas grandes prioridades para estes quatro anos é, sem dúvida, melhorar as infraestruturas ao nível do abastecimento da água ao domicílio e resolver a questão do saneamento. Não podemos fazer investimentos nas áreas da cultura ou do desporto quando não temos os serviços básicos assegurados na plenitude. Rendo a minha homenagem aos anteriores presidentes de Câmara que muito fizeram nesta área mas muito ainda há para fazer.
O desenvolvimento do município terá que passar obrigatoriamente pelo turismo?
Também. Não podemos esquecer que Góis tem enormes potencialidades em termos de turismo, potencialidades essas que - atrevo-me a dizê-lo - estão subaproveitadas. Temos aqui um conjunto de empresários que têm prestado um bom serviço, quer ao nível da restauração, quer ao nível do alojamento. Mas acreditamos que o que existe não resolve o problema da sazonalidade do turismo. Nós precisamos de ter uma infraestrutura que venha colmatar essa lacuna e para isso formalizámos um protocolo com um investidor goiense, uma pessoa que durante muitos anos não esteve em Góis mas que esteve sempre ligado ao ramo da hotelaria e que resolveu fazer um investimento aqui no concelho de Góis. Vai ser construído um hotel, um investimento que vai ter três fases. Primeiro vai ser construído um hotel de quatro estrelas superior; depois, a par desse hotel, haverá um conjunto de vivendas muito interessantes, tipo T1 e T2, para aquelas pessoas com autonomia e independência que queiram ter uma pequena habitação num espaço privilegiado do concelho de Góis; e a terceira fase tem a ver com um setor mais ligado à saúde e é dirigida a especialidades específicas, como Alzheimer, Parkinson e outras doenças para as quais o nosso país não tem atualmente respostas específicas em termos de acolhimento. Sabemos que muitas destas famílias não têm capacidades para acolher os seus idosos nas casas e vamos aqui criar uma resposta que vá ao encontro destas necessidades. É um investimento que ultrapassa os 50 milhões de euros. A Câmara estabeleceu um protocolo com o investidor e a autarquia vai vender uma parcela da Quinta do Baião e será responsável por tudo o que for infraestruturas públicas, como os arruamentos, a eletricidade, a água, o saneamento… A nossa comparticipação terá a ver com tudo aquilo que é considerado público. A parte privada caberá ao investidor.
Será então muito mais do que um hotel?
Sim, é muito mais do que um hotel. O novo hotel será muito mais do que uma mera infraestrutura que vem resolver o problema do alojamento turístico e minimizar os problemas da sazonalidade que se verifica há muitos anos no concelho de Góis. De qualquer modo, devo dizer que não concordo que a solução de Góis seja exclusivamente o turismo. Concordo que o seja em parte, mas isso pressupõe que se aposte também noutras áreas, porque se não tivermos aqui outro tipo de ofertas, se não definirmos uma estratégia, por exemplo em termos de cultura, que marque a diferença, as pessoas não vêm. Ninguém vem passar férias a Góis só porque aí há um hotel. Naturalmente que as pessoas procuram outros serviços, outros bens que não se resumam a uma mera infraestrutura hoteleira. A par com o investimento no turismo é preciso fazer outros, seja na cultura, no desporto, ou na saúde… O processo de desenvolvimento é sempre transversal. Podemos focalizar o investimento numa determinada área mas nunca podemos descurar as que estão à volta, sob pena de ser um pouco redutor.
A desertificação e o abandono são problemas que são difíceis de contornar?
A desertificação não é um problema de Góis. É um problema do país, sobretudo das áreas rurais. Os autarcas devem ter lucidez suficiente para encarar o problema da desertificação sem demagogia. Neste momento nós só combatemos a desertificação se conseguirmos manter as pessoas no concelho. Não chegamos a cinco mil habitantes e temos que conseguir manter no concelho as pessoas que escolheram Góis para viver. Temos uma população envelhecida, onde a taxa de mortalidade é francamente superior à da natalidade e, um dia, vamos ter sérios problemas ao nível demográfico. Mas se conseguirmos criar condições vamos conseguir manter cá as pessoas. Para isso temos que ter emprego. Essa é uma condição fundamental. A par do emprego temos que ter o mínimo de serviços públicos (educação, saúde, segurança social) para que a falta de serviços e a distância não nos obriguem a preterir sempre os concelhos do interior para ir massificar ainda mais as zonas urbanas que já não têm espaço para todos e onde a qualidade de vida é menor. Se conseguirmos manter as pessoas que cá temos estamos em situação de pensar um modelo estratégico para atrair novos habitantes, particularmente gente jovem que queira aqui fixar-se. Tenho plena consciência de que, nestes quatro anos, será um desafio mas estou convicta de que vamos conseguir. A construção de um hotel vai criar emprego, vamos promover formação para termos bons profissionais a servir, gente que demonstre profissionalismo e saber fazer na profissão que está a desempenhar. A construção do Centro Escolar também vai levar à criação de novos postos de trabalho. Se tivermos a inteligência de atrair alguma indústria para o concelho de Góis, estamos no bom caminho. Depois de concluirmos as obras que estão em curso e que envolvem fundos comunitários, ficamos com alguma disponibilidade para podermos pensar noutros projetos. E se conseguíssemos atrair para aqui mais indústrias, empresas que criem 30 ou 40 postos de trabalho, era excelente. Não digo que tenhamos aqui um “boom” populacional mas fico muito contente se, no final do mandato, pelo menos não tiver perdido população.
Estamos a aproximar-nos da “época alta”, altura em que muitos emigrantes regressam à terra natal, assim como muitos turistas. Como é que está a ser preparada esta época?
Estamos já a proceder a um conjunto de limpezas em todo o concelho, para que as pessoas quando chegarem encontrem um concelho agradável, amigo do ambiente, que cuida dos espaços públicos. Estamos a organizar também um conjunto de atividades para os próximos meses, sendo de referir a Goisarte em julho e as festas do concelho e a concentração motard em agosto. Estamos a preparar um calendário de atividades que não se esgote entre julho e agosto. Temos uma programação já até setembro e vamos continuar a programar. Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis, seja em que altura for. Temos estado também a estimular a iniciativa privada que tem alojamento turístico para que se prepare para prestar um bom serviço e temos feito um apelo aos restaurantes para que tenham alguma gastronomia tradicional nas suas ementas. Se tudo isto se conjugar, as pessoas têm vários motivos para escolher Góis como destino turístico. Estamos a fazer um trabalho integrado, que envolve a Câmara e as instituições públicas e privadas que operam no concelho de Góis, para podermos responder de forma eficaz àqueles que nos visitam e para podermos fidelizar alguns turistas. A nossa intenção é que quem nos visite volte, ainda este ano ou no próximo.
Até porque atrações não faltam…
Sem dúvida. Em termos de recursos hídricos estamos muito bem servidos. Queremos mostrar às pessoas que vale a pena vir a Góis e desfrutar de toda a sua riqueza natural. Temos este Vale do Ceira que é de uma riqueza incomparável e temos as aldeias do xisto que proporcionam uma rota aprazível vale a pena percorrer. Só podemos diversificar, desenvolver e aproveitar estas potencialidades endógenas se a par tivermos uma boa oferta de alojamento, uma boa restauração, um bom serviço público em termos de acolhimento dos turistas… Este é um projeto que tem que ser muito bem articulado entre todos e penso que estamos no bom caminho.
in odespertar.com
A Eterna Vila da Alvares
Em tempos do amarelo aveludado reflectido pela frondosa flor da acácia, ora sob um céu azul, ora sob o firmamento carregado de nuvens, não resistimos a uma visita demorada àquelas serranias feitas de pedras xistosas, ansiosas pela presença de alguém que as visite de coração aberto e lhes dê atenção humanizada. É um encanto determo-nos sobre a serra derramando um olhar contemplativo, onde a montanha se dispõe a qualquer olhar indiscreto que a penetre, até à profundeza do seu ser e sentirmos o resfolgar da mãe-natureza. Mas nem todos podem dispensar um pouco do seu precioso tempo para estes "devaneios" que a natureza, prodigamente, nos presenteia. Os citadinos, mais do que ninguém, sofrem desta carência como ninguém.
Vivemos num tempo de Primavera que nos presenteia com uma renovação constante cuja Visibilidade se estende por toda a parte, mas em sitio algum é tão evidente como na serra. Rejubila-se com as festas da quadra pascal em que todos anseiam pela visita dos familiares nas suas aldeias e se renova o sentimento de proximidade, nem que seja apenas para respirar um pouco de ar puro e de sentir o murmúrio das águas que, de fraga em fraga, se dirigem para outras paragens. São assim as gentes serranas que também elas se querem renovar de forças, de energia e de ânimo que a alma tanto carece. Assim vão reavivando a memória que lhes alimenta o espírito.
Mas nem só a Vila de Alvares foi alvo deste movimento desusado. Antes pelo contrário, em toda a freguesia foi visível o fumo nas chaminés, os fervorosos cumprimentos manifestados aqui e acolá, com a alegria' estampada no rosto das pessoas. Os idosos residentes, não cabiam em si de contentes com calor humano da companhia dos seus familiares de harmonia com a tradição.
O homem, na sua passagem terrena, deixa marcas que se podem transformar em ensinamentos para aqueles que lhes seguirão 'as pisadas. Sem esse registo, não será mais do que um passageiro do Universo cujo contributo se resume apenas a uma existência que nada nem ninguém deram por ela. Sem história, o homem não se revê (nos danos, nem nas virtudes) nem se encontra, Não se encontra a si próprio, nem faz a passagem do testemunho, tão necessário, às gerações vindouras.
Com toda esta inquietação, sentimos a eterna Vila de Alvares, tão presente e branquinha que, por momentos, nos ofuscou os nossos lugares de memória onde permanecem os cheiros e as sombras dos nossos verdes anos que os tempos foram alterando com alguma parcimónia. Bem sabemos que a vida é feita de mudança, e as aldeias seguem-lhes as passadas, contudo há que preservar aquilo que é histórico, aquilo que nos identifica, mas para além de dois ou três quelhos, nada mais existe do primitivo traçado da antiga Vila de Alvares, para bem duma despudorada "modernidade"(!).
Para exemplo, atente-se no pormenor de que a própria rua onde existiu a casa da câmara do antigo Concelho de Alvares, ostente um topónimo que nada tem a ver com este relevante dado histórico, sem qualquer alusão ao referido caso! Esta pequena mas significativa falha, mostra bem como tratamos às nossos escassos marcos históricos dum tempo de que todos nós nos devíamos orgulhar. Mas como o tempo é o grande mestre e talvez com outro entendimento sobre o assunto, pode ser que agora, os autarcas estejam sensibilizados para repararem uma situação que a todos nos envergonha. Vamos ver…
Adriano Pacheco'
in Jornal de Arganil, 27/05/2010
Amioso Cimeiro e a Sociedade de Melhoramentos
Todas as organizações, principalmente as que dependem do trabalho de voluntariado, ao longo da sua existência passam por tempos de prosperidade e por tempos menos bons. Também nisto a nossa colectividade não tem sido excepção. No entanto, cabe-nos a nós, apesar das dificuldades que se fazem sentir, tentar não deixar perder aquilo que os nossos antepassados edificaram com tanto gosto e sacrifício. Para isso, é necessário um pouco de sacrifício de todos.
Actualmente, a vida de todos nós é passada a correr, seja para o emprego, para o part-time, para o supermercado, enfim, para todo. o lado. Nunca temos tempo para dar-mos à sociedade.
Valores que os nossos antepassados nos incutirem têm estado a perder-se. Por vezes, quando falamos com amigos de infância, e lhes perguntamos se ainda se lembram das traquinices que fazíamos quando nos apanhávamos de férias na terra dos nossos pais, muitos deles respondem-nos simplesmente, "que belos tempos lá passámos".
Daqui podemos concluir que todos nós gostal1los da terra dos nossos pais, da terra que os viu nascer, e que em determinada altura eles tiveram que abandonar para tentar dar aos filhos uma melhor qualidade de vida, deixando para trás uma infância, depois a juventude e mui- tos deles os seus sonhos. Mas não deixaram de lá voltar, lutaram para que a terra que os viu nascer tivesse melhor qualidade de vida para os nossos avós e mesmo para nós quando lá íamos de férias, ou até mesmo quando lá aprendemos as primeiras letras, quando levámos os primeiros puxões de orelhas, quando não sabíamos a tabuada.
E hoje, devido ao "síndrome do NTT" (Não Tenho Tempo), todos nós estamos a esquecer e a perder os valores que os nossos antepassados nos ensinaram, aquilo que os nossos pais construíram com tanto carinho e sacrifício, aquilo de que tanto gostávamos quando éramos crianças, andarmos por todo o lado sem estarmos a ser constantemente vigiados, o podermos estar longe da selva que eram e continuam a ser as cidades, enfim, a liberdade, a paz, a envolvência com o quotidiano da aldeia.
Assim meus amigos, não esqueçam que tudo aquilo por que os nossos pais lutaram ainda lá está à nossa espera. Será bom que comecemos a ter mais um pouco de tempo para gozarmos aquilo que os nossos pais nos deixaram, porque daqui a uns tempos, quando pensarmos em lá voltarmos, já não encontramos nada nem ninguém que nos faça lembrar o que era a terra dos nossos avós, dos nossos pais e porque não, a nossa terra.
Em vez de nos andarmos a criticar porque aquele não fez, este não faz e o outro não irá fazer, será melhor juntarmos esforços, deixarmo-nos de críticas e passarmos a acções para valorizarmos aquilo que nos deixaram e podermos passar aos nossos filhos valores que os nossos pais nos ensinaram, como a solidariedade, a fraternidade e o voluntarismo.
Juntemo-nos e façamos do nossa Amioso Cimeiro, aquilo que os nossos antepassados gostariam que fosse.
Comparece no almoço de aniversário da nossa Sociedade de Melhoramentos de Amioso Cimeiro no dia 5 de Junho de 2010 e traz um amigo. Vem desfrutar de um convívio que muitos gostariam de conseguir fazer nas suas terras e não conseguem porque simplesmente já lá não têm nada nem ninguém, porque nunca tiveram tempo, ou não querem ter
tempo, nem para fazerem almoços ou jantares. Não façam críticas destrutivas, façam melhor.
"Pior que fazer mal, é não fazer nada para mudar as coisas más".
Não te esqueças. A nossa colectividade é a 2ª mais antiga do concelho de Góis, faz 81 anos. Vem comemorar connosco na nossa casa de convívio. A S.M.A.C.
in Jornal de Arganil, 28/05/2009
Esporão - Comissão de Melhoramentos do Esporão
CASAL DO ESPORÃO - A Portucel fez saber que vão iniciar os cortes de arvoredo. do Casal, conforme o contracto efectuado. Foi pedida a nossa colaboração para acompanharmos estes trabalhos, tendo a Direcção pedido a ajuda de conterrâneos para o efeito de controlo.
LAR/CENTRO DE FÉRIAS - Quanto à cedência do terreno do Casal para esta construção, tomámos conhecimento através do advogado da comissão, da resposta dada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Seguradora, para a sua possível e breve concretização.
ASSEMBLEIA-GERALORDINÁRIA - Foi analisada a forma como esta decorreu e o facto de não ter surgido nenhuma lista para os corpos gerentes 2010- 2013, tendo o presidente Avelino Martins preparado agora uma lista, que no geral mereceu aprovação, e que será presente ao presidente da assembleia-geral, que irá convocar nova assembleia na aldeia do Esporão, possivelmente no mês de Agosto. Foram ainda sugeridas algumas normas, para uma melhor actuação da Direcção.
CASA DO CONCELHO DE GÓIS/CONSELHO REGIONAL - Estivemos representados neste plenário (presidido pelo Dr. Luís Filipe Martins), por Avelino Martins e Dr. Bandeira Bento.
Aproveitando a presença da Ora. Maria de Lurdes Castanheira, insistiu-se na concretização de vários melhoramentos na nossa aldeia, assim como no apoio oficial para a construção do Lar/Centro de Férias.
LADEIRAS - Estivemos representados no aniversário desta aldeia, pelos nossos directores Luís Filipe Martins e Casimira Rodrigues Martins.
SÓCIOS E QUOTAS - Foi aprovado como novo sócio, o Sr. Manuel Paulino Pousado e aumentou a sua quota o Sr. Armando Gualter de Campos Nogueira.
VOTOS DE PESAR - Aprovados pelo falecimento de Casimiro Neves, casado com a nossa conterrânea Maria do Céu Neves Barata e também pelo falecimento de Benvinda dos Anjos Nunes, nossa sócia e conterrânea.
A DIRECÇÃO
in Jornal de Arganil, 27/5/2010
FEIRA DAS VELHARIAS E ANTIGUIDADES DE GÓIS
Realizou-se de acordo com o programado a Feira das Velharias e Antiguidades de Góis no Largo do Pombal. A feira reuniu numerosas bancas onde se poderiam encontrar as mais diversas velharias, livros, ferragens, vidros e cerâmicas passando ainda pelos tecidos e pela filatelia e numismática.
Também se efectuou o I Encontro de Escolas de Concertinas promovido pelo Grupo de Concertinistas de Góis sendo seus convidados: o Grupo de Concertinistas da Lousã, o Grupo de Concertinas de Cabeçadas (Oliveira do Hospital), a Escola de Cabeçadas (Oliveira do Hospital), Rancho Folclórico de Vila Nova de Tázem, Escola de Concertinas da Póvoa do Concelho (Trancoso) e a Escola de Concertinas da Casa do Benfica de Vila de Rei.
A festa esteve animada e a tenda armada no Largo do Pombal assistiu animada à exibição dos diferentes grupos presentes, inclusive alguns pares, mais animados, que dançavam alegremente.
O melhor da Beira Serra apresenta-se em Lisboa
Mel, vinho, queijo, azeite e enchidos são apenas algumas das muitas atracções que a Loja Portugal Rural apresenta até ao final da semana
"Sabores e saberes da Nossa Terra" dá o mote para uma semana inteiramente dedicada à Beira Serra, que começou ontem e se prolonga até sábado, em Lisboa. A Loja Portugal Rural, em Campo de Ourique, é o espaço de acolhimento deste evento, que inclui hoje, ao final da tarde, uma mostra de sabores e de cultura.
Em causa está uma iniciativa da ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da' Beira Serra, que aposta na divulgação promoção e afirmação dos produtos mais característicos da região, particularmente de carácter agro-alimentare também ao nível do artesanato, sublinha Miguel Ventura acrescentando que "mais de 30 produtores estão representados nesta mostra".
, A primeira semana de promoção dos produtos da Beira Serra em Lisboa aconteceu em Fevereiro de 2006, recorda o secretário da direcção da ADIBER, sublinhando "o êxito" do evento e o "interesse que despertou junto dos próprios produtores, que acabaram por exercer. "força de pressão" junto da ADIBER, no sentido de "repetir esta Semana da Beira Serra. Desta forma, desde ontem e até ao final da semana, em pleno Campo de Ourique sentem-se os sabores e sabores da Beira Serra, uma vez que, explica Miguel Ventura, a Loja Portugal Rural dá prioridade à comercialização e venda destes produtos. Significa que os clientes habituais do espaço quase podem "tropeçar" nos produtos endógenos da região.
Aquele responsável destaca, em especial, três lotes" de produtos certificados, que incluem o mel Serra da Lousã, o queijo Serra da Estrela e também o vinho Dão. "São três produtos amplamente reconhecidos e certificados", aos quais se junta uma panóplia de outros produtos" com destaque especial para os agro-alimentares. Miguel Ventura aponta os enchidos de Arganil e de Tábua e, a par do puro Serra da Estrela, queijo de cabra proveniente de Góis ou queijo tradicional de Arganil. Destaque ainda para o azeite, para os licores e compotas e para os tradicionais bolos e biscoitos da região.
A esta componente mais gastronómica juntam-se as tradições da Beira Serra, através da presença do artesanato, espaço relativamente ao qual Miguel Ventura destaca os cobres e a latoaria de Oliveira do Hospital, os trabalhos de tapeçaria e linho, as colheres de pau ou os trabalhos efectuados em xisto, só para apontar os casos mais emblemáticos.
Miguel Ventura sublinha a presença de "mais de 30 produtores", muitos dos quais já receberem, refere, apoio da ADIBER, no âmbito do programa Leader e, portanto, esta é uma outra alavanca, já não relativamente à produção, mas centrada na. promoção dos seus produtos. Aliás, aquele responsável sublinha que "neste momento, o maior constrangi- mento que este tipo de actividade tem na nossa região, é dar-mos "o salto", uma vez que já. foi feito um grande investimento nas condições de produção". Sem negar que "ainda há muito a fazer", a prioridade está "nas condições de comercialização e distribuição". "Poucos produtores conseguem ganhar escala e chegar, por exemplo, a Coimbra", reconhece, sublinhando que um dos objectivos deste certame . passa, também, por "demonstrar aos produtores que estamos ao lado deles e com eles queremos encontrar as melhores soluções para o escoamento dos seus produtos.
in Diário de Coimbra, 26/05/2010
BEIRA SERRA MOSTROU-SE EM LISBOA
Integrada na Semana da Beira Serra, que decorre até ao próximo dia 29 de Maio na Loja Portugal Rural, em Lisboa, que tem como objectivo promover e divulgar os produtos locais de qualidade dos Concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua, realizou-se ontem a "Mostra de Saberes e Sabores da Nossa Terra", na qual participou cerca de uma centena de pessoas da nossa Região.
Esta iniciativa organizada pela ADIBER, teve a presença dos Presidentes de Câmara Municipal de Góis e Oliveira do Hospital, Lurdes Castanheira e José Carlos Alexandrino, respectivamente, do Vereador da C.M de Arganil, António Cardoso, representantes do Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Adjunto do Governador Civil de Coimbra e Engº António Campos, Presidentes da Casa da Comarca de Arganil e Casa do Concelho de Góis, Confrarias do Bucho de Arganil e do Medronho de Tábua, entre muitas pessoas da Região que tiveram oportunidade de contactar com o que de melhor aqui é produzido.
Segundo Miguel Ventura, Secretário da Direcção da ADIBER, a Mostra que é composta por produtos do artesanato e agro-alimentares de mais de 30 produtores da Beira Serra e que representa apenas uma parte do que existe na Região, pretende aproximar estas produções dos mercados consumidores instalados em meio urbano, criando novos canais para o seu escoamento.
De acordo com este dirigente, a qualidade e diversidade dos produtos apresentados e a disponibilidade dos produtores, são factores demonstrativos de que a Beira Serra possui pessoas com forte capacidade empreendedora, capazes de inovar, de criar valor e consequentemente emprego, afirmando a Região como um território vivo e dinâmico.
Aos representantes da diáspora da Região em Lisboa, Miguel Ventura lançou o desafio de se assumirem como mensageiros do potencial existente, divulgando-o e promovendo-o, reforçando a sua ligação à sua terra natal.
Os Autarcas presentes foram unânimes em destacar a importância destas iniciativas na promoção do desenvolvimento económico e social dos seus Municípios, felicitando a ADIBER por ter conseguido congregar um tão significativo numero de artesãos e produtores, o que os deixa orgulhosos e cientes de que apesar do muito que ainda há a fazer estamos no caminho certo para se criarem novas oportunidades de emprego e de gerarem receitas para a economia local.
António Campos defendeu uma maior organização da produção e união de esforços de todos os actores locais, no sentido de se criar escala e dimensão que possibilite um melhor acesso dos produtores aos mercados enquanto Margarida Chambel, em representação do Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, congratulando-se com o evento, afirmou que há uma grande preocupação do Ministério da Agricultura em criar condições para trazer de volta as pessoas às zonas rurais, contrariando a desertificação que as caracteriza, sendo que os produtos de qualidade são uma solução interessante para se atingir este objectivo.
Esta iniciativa contou ainda com a presença de vários artesãos e dos Grupos de Danças e Cantares do Soito da Ruiva (Arganil), de Concertinas de Góis, Rancho Folclórico e Etnográfico de Candosa (Tábua) e Sr. José Vieira (Oliveira do Hospital) que declamou poemas de Tarquínio Hall, evidenciando também a riqueza e diversidade cultural da Beira Serra.
No âmbito do Plano de Animação do PRODER, a ADIBER pretende dar continuidade a acções com estas características e à missão de trabalhar em benefício de uma Região que merece o esforço e empenhamento de todos os Parceiros locais.
Góis, 27 de Maio de 2010
Dia Mundial da Criança vai ser comemorado em Góis
De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, no próximo dia 1 de Junho, próxima terça-feira, o Município de Góis vai levar a efeito as comemorações do Dia Mundial da Criança. Desta forma, vai realizar-se um almoço comemorativo no Parque do Cerejal, pelas 12h30.
A Casa do Concelho de Góis
O Conselho Regional é um órgão social da Casa do Concelho de Góis que, ao longo da sua existência, tem sido posto em causa a utilidade da sua função, não como órgão consultivo como é evidente, mas como incongruente a sua alargada função de mediador e dinamizador de eventos culturais, no campo do regionalismo, imiscuindo-se de certo modo nas tarefas supostamente da Direcção. Este equívoco rebuscado faz parte dum velho entendimento.
- Este ponto de vista que até pode ser pertinente dentro de boa fé, já foi alvo de acesa controvérsia noutros tempos, mas a tradição e os estatutos falam por si sobre a função que está lá bem escarrapachada; seja ou não anacrónica, absurda ou lá o que quiserem. Acresce ainda que à falta doutra prova mais concludente, estão os eventos realizados nas come-morações do aniversário dos oitenta anos de regionalismo, as palestras de âmbito regional recentemente levadas a cabo onde estiveram representados os órgãos autárquicos e outras. que estão a caminho.
A acção desenvolvida por este órgão, dá-lhe a força dum motor dinamizador que imprime uma energia tal, que coloca a colectividade num ritmo que, nos tempos que decorrem, pode ser considerado como um movimento de novos tempos, ou de tempos rejuvenescidos, se não es- quecermos que ainda há bem pouco tempo era considerada como uma instituição envelhecida, apática e sem qualquer iniciativa digna desse nome.
Será bom não esquecer que, as pessoas que estão à frente dos destinos desta Casa, carregam este "fardo" há muitos anos por manifesta ausência de alguém que queira assumir este cargo que, em termos patrimoniais e simbólicos, representa uma fatia enorme dos valores históri- cos do Concelho de Góis. A generosidade, dedicação, entrega e a carolice passaram a ser valores raros, mas ainda se encontram patentes nesta Casa. Porém, tudo tem os seus limites e os tempos que decorrem são de grande exigência e não se compadecem com uma gestão rotineira cheia de boa-vontade. É preciso muito mais, acima de tudo, é preciso que os goienses se interessem por esta instituição.
É certo que para incutir um novo arejamento e calcorrear os caminhos da inovação está, em pleno funcionamento, o Conselho Regional que não se tem poupado a esforços para trilhar um caminho que nada mais é do que um processo de renovação e aprendizagem tão necessário à abertura de espírito. As tradições são importantes para nos falarem das nossas origens, mas "navegar é preciso"para que se possa enveredar, por outras vias do conhecimento, arejando mentalidades e procedimentos. É preciso que todos saibamos bem o que queremos desta instituição e não se enverede pelo "deixa andar" até que tudo caia de maduro.
Todos sabemos quão importante é dispormos deste espaço onde podemos encontrar-nos e discutirmos os nossos problemas, tal como aconteceu na última palestra com a Sr.ª Presidente da Câmara. Palestra que nos trouxe à evidência dificuldades de vária ordem, próprias dum território disperso e montanhoso como é o nosso Concelho, cuja solução não se encontra numa só directiva. Cada aldeia tem a sua especificidade própria.
Na dificuldade de acesso às redes de telecomunicações, encontrámos um dominador comum a todas as aldeias do Concelho - caso raro -, o qual poderá ter uma solução técnica abrangente, se o assunto for equacionado pela Câmara deforma a ser estudado e negociado globalmente com a entidade competente. Trata-se de um problema cuja solução passa por um novo enquadramento técnico.
Estamos a falar de problemas reais e prementes que afectam as populações que se sentem isoladas, para os quais será necessário não só boa vontade, mas também alguma capacidade técnica que envolva meios. Se assim forem encarados estamos certos que está aberto um novo ciclo de relacionamento entre o Movimento Regionalistas e a Câmara M. de Góis que nos apraz registar.
Entretanto, é necessário que "as colectividades se actualizem enveredando por um outro modelo de actuação" nos seus procedimentos, caminhando abertamente para um "regionalismo repensado, segundo palavras da Sr.ª Presidente de Câmara. Palavras que exprimiam vontade de encarar este movimento como um parceiro social virado para a entre- ajuda na vertente cultural.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, 20/05/2010
Folas Soltas do Cadafaz
São os antigos' textos históricos que nos vão aumentando a curiosidade e conhecimento acerca dos nossos antepassados, "cuja valiosa fonte tem sido obtida através da -exaustiva pesquisa dos nossos historiadores e investigadores, sendo a sua divulgação quer literária, quer informática, a grande difusora. Infelizmente, nem sempre é possível obter tais conhecimentos - é o caso de Cadafaz, sem qualquer sector de literatura disponível ou meios, informáticos, inclusivamente até os testemunhos pessoais se tem deixado perder. Mas, .. Cadafaz não foi nem é apenas um mito - o povoado existe e existiu não foi por acaso . o aparecimento das primeiras habitações no Codeçal - não foi por acaso a sua mudança, ou seja, a mudança da comunidade para o local actual, nem sequer as ruínas de grandes casas que ainda conseguimos descobrir, além dos muitos e dispersos terrenos de cultivo, cujos socalcos tentam mostrar a obra humana, tal como os soutos, os olivais e os muitos e variados engenhos que ajudaram a criar gerações. Por tudo isto, temos de acreditar que também aqui a obra das gentes do povo rural foram de grande vulto. Diz-nos o Historiador J. H. Saraiva, no seu livro a História Concisa de Portugal; "não tem sido fácil o conhecimento das acções do povo por falta de documentação escrita. A totalidade de que se dispõe está ligada à igreja e a propriedade ou uma e outra, pois só o clero sabia escrever. Desde muito cedo tiveram os seus cartórios [já existiam no. tempo do rei D. Afonso Henriques]. Mas há vestígios que mostram que o povo desempenhou acções decisivas e de grande determinação.
No entanto, as dificuldades parece que se vão atenuando e a investigação torna-se mais profícua, pelo que vamos tendo conhecimentos de dados valiosos e Interessantes. É o caso do pequeno resumo do texto que passarei a transcrever com o devido respeito ao seu autor, Dr. J. Tengarrinha, visto tratar-se de Cadafaz e Colmeal: "Nas freguesias do Colmeal e Cadafaz, concelho de Góis, em 1777 / 1779, os agricultores recusaram-se, apesar das ameaças e intimidações, a satisfazer excessivas e arbitrárias jugadas cobradas em cada triénio, especialmente às pessoas mais pobres, e exigidas pelos feitores do donatário da vila Conde de Vila Nova".
Alguns anos mais tarde surge nova referência sobre as mesmas povoações. Nos lugares de Cadafaz e Colmeal, concelho de Góis, os agricultores resistiram colectivamente em 1782/1783 às exigências de maiores foros superiores aos determinados no foral, feitas pelos contratadores das rendas do donatário de vila nova. Cadafaz teria de passar a pagar anualmente 50 alqueires de pão e Colmeal 32, e os rendeiros passaram a exigir 459 alqueires sem que as terras de cultivo tivessem aumentado.
Os excessos de cobrança foram ao ponto de um tal João Moniz, por não possuir um alqueire de pão, ter de pagar a dinheiro 440 reis, Luiz Braz 420, Mannuel Simões 450 e Sebastião Fróis 460, tudo no ano de 1782, em que os preços do trigo e centeio não tinham atingido tais níveis.
A leitura destes textos e de outros que se passaram por todo o País, comprova qual a classificação e exploração ao povo rural, não só do trabalho agrícola, como dos bens monetários e humanos. No entanto, e actualmente, as frases são diferentes, chiques e imperceptíveis, não referindo o povo da gleba, mas sim o povo que contínua a trabalhar e tenta viver a sua vida honestamente. São estes que continuam a pagar, os foros ... jugadas... fintas ... etc, etc, tudo em nome de impostos.
Felizmente o povo é pacato, e só se irrita quando o clube perde ...
Cons. - Hist.Concisa de Portugal - Dr.J. H. Saraiva
Cons. - Movimentos Pop. Agrários em Portugal - Dr. José Tengarrinha
Agrad. - A Paula Santa Cruz pela inf. dispo além de enaltecer a sua iniciativa particular de dar a conhecer o Cadafaz através do seu Blog pessoal.
A. SILVA
CASA DO CONCELHO DE GOIS
Vai o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis realizar no próximo dia 29 de Maio pelas 15.30 horas, na sua sede, sita na Rua de Santa Marta 47, r/c dto em Lisboa, um debate sobre o tema "O Estado da Saúde no Concelho de Góis".
Este debate conta, no seu painel de oradores, com as presenças já confirmadas de Srs Drs Figueiredo Fernandes e Avelino Pedroso, respectivamente Presidente e Vogal do Conselho Clínico do Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Interior Norte, da Sra Dra Maria Lurdes Castanheira, Presidente da Câmara Municipal de Góis e do Dr. Manuel Gama, em representação da medicina privada do Concelho de Góis.
Ainda sem presença confirmada foi também convidada a Sra Dra Cláudia Sofia Martins Duarte Pinto, Coordenadora do Centro de Saúde de Góis
Este debate será aberto não só aos representantes de todas as Colectividades Regionalistas filiadas nesta Casa, como de todos os Goienses em geral, pelo que convidamos desde já todos a estarem presentes, de forma a podermos debater abertamente um tema que é do interesse de todos.
O Conselho Regional com estas sessões pretende dar continuidade ao seu plano de acções possibilitando o debate dos problemas existentes no nosso Conselho. Em tempo oportuno apresentaremos o programa do 2º semestre de 2010.
O Conselho Regional
Vamos ao Largo
Comemoração da entrega do Foral Manuelino em Góis amanhã
A carta de foral que a 20 de Maio de 1516 traz a Góis a marca de um novo governo, dirigido por D. Manuel I, pode considerar-se como agente regulador das taxas, impostos, privilégios e penalizações. O foral representa para nós hoje um testemunho directo das principais actividades exercidas na Vila de Góis, no século XVI, que alude ao modo de vida populações, tendo sido um instrumento marcante para a economia local.
Para assinalar esse momento relevante na nossa história, o Município de Góis e o Grupo de Escoteiros 74 de Góis, que celebra o seu 3º aniversário, em estreita colaboração com o Prof. João Alves Simões, apresentam programa comemorativo dos 494 anos da entrega do foral, programa esse que pretende conduzir-nos numa curta viagem no tempo, revisitando Góis na época de El Rei D. Manuel I, celebrando um momento decisivo na evolução do nosso município e da sua política administrativa e financeira.
PROGRAMA COMEMORATIVO
O Foral Manuelino de Góis, Professor João Simões
Lição proferida aos alunos do 3º ciclo de Góis ? Escola Básica 2, 3 de Góis
21h00
Sessão solene evocativa da entrega do foral manuelino ? Largo Francisco Inácio Dias Nogueira
21h30
- A Entrega do Foral Manuelino ao Município de Góis [Recriação simbólica pelo Grupo de Escoteiros 74 de Góis] ? Largo Francisco Inácio Dias Nogueira
- Leitura do Foral Manuelino de Góis [Divisão Social, Cultural e Económica da Câmara Municipal de Góis]? Largo Francisco Inácio Dias Nogueira
22h00
Promessas e Renovação de Compromisso - Cerimónia do 3º aniversário do Grupo de Escoteiros 74 de Góis
A Escola de Concertinas e Violas de Góis / Grupo de Concertinistas de Góis, a Câmara Municipal de Góis e a Santa Casa da Misericórdia de Góis vão organizar no dia 30 de Maio de 2010 (domingo) o 1º Encontro de Escolas de Concertinistas em Góis. Será o primeiro encontro a ser organizado por este grupo e do qual temos muitas expectativas que seja um momento importante na vida cultural do concelho e da região.
Vimos por este meio divulgar o evento cujo programa definimos em baixo.
PROGRAMA:
11h30 - Concentração no Castelo de Góis. Arruada pelo centro histórico da vila
Almoço para os tocadores oferecido pela Câmara Municipal de Góis.
14h30 / 18h - 1º Encontro de Concertinistas de Góis no Largo do Pombal
Pela direcção da Escola de Concertinas de Góis / Grupo de Concertinistas de Góis
Góis, 15 de Janeiro de 2010
Paulo Miguel Silva (telem. 966217787)
<a href="mailto:jrochabarros@sapo.pt?subject=O meu comentario (Vamos ao Largo) &body= Para validar o seu comentario por favor informe : nome e pseudonimo (se o preferir usar para assinar o seu comentario). Nao publicamos comentarios anonimos.">Comentar noticia.</a>
Feira de Formação e Emprego em Góis
Com o objectivo de sensibilizar os jovens para a importância da formação, e no âmbito do projecto “Escolhas de Futuro”, cuja entidade promotora é a Câmara de Góis e a entidade gestora é a ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, decorreu ontem, em Góis, a terceira edição da Feira de Formação e Emprego. Cerca de uma dezena de escolas secundárias e profissionais, de Arganil, Lousã, Figueiró dos Vinhos, Pinhal e Oliveira do Hospital, estiveram representadas, para divulgar a sua oferta formativa.
Conceição Matos, do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), visitou a feira, que, para além dos jovens em idade escolar, teve como público-alvo os formandos, as instituições e empresários locais. Na ocasião, foram destacadas as potencialidades do território motivadoras de emprego, e, no âmbito da divulgação da “Iniciativa Emprego 2010”, o Centro de Emprego de Arganil deu a conhecer medidas de apoio disponíveis para as empresas e instituições.
Após a visita à feira, teve lugar uma sessão, no auditório da Casa do Artista, que contou com a presença do Delegado Regional do IEFP, Nunes da Silva, da presidente da Câmara de Góis, Maria de Lurdes Castanheira, do presidente da Assembleia Municipal, José Carvalho, e do secretário da ADIBER.
Apostar na formação
Em representação da ADIBER, Miguel Ventura referiu que a Feira se insere no projecto “Escolhas de Futuro”, explicando que o seu objectivo é “intervir junto dos jovens do concelho de Góis, apoiando-os ao nível da sua orientação profissional”, adiantando que o trabalho dinamizado com o apoio do consórcio envolve mais de 300 crianças e jovens.
A presidente da Câmara de Góis congratulou-se com o facto de ter sido aprovada a segunda candidatura apresentada pelo município à 4.ª Geração do Programa “Escolhas”. Maria de Lurdes Castanheira lamentou o facto de em Góis apenas haver escolaridade até ao 9.º ano. “É da responsabilidade dos autarcas”, disse, incentivando à “união de esforços” para poderem ter no concelho o 10.º, 11.º e 12.º anos.
Conceição Matos lembrou que no Centro de Emprego de Arganil estão 2.006 pessoas inscritas, e defendeu que devem ser aproveitadas as medidas de apoio para criar o próprio emprego. Lembrando o programa Novas Oportunidades, Conceição Matos reforçou que é necessário apostar na formação, já que em Arganil 76,4% dos inscritos no Centro de Emprego têm habilitações até ao 9.º ano e no concelho de Góis, 81% está na mesma situação.
in As Beiras, 19/05/10
1º Aniversário do Judo em Góis assinala-se amanhã
A Associação Recreativa e Cultural de Góis vai levar a efeito amanhã a comemoração do 1º aniversário do Judo em Góis, com a realização de algumas actividades que vão decorrer durante a tarde no Pavilhão Gimnodesportivo. Segundo o programa agendado, pelas 14 horas serão apresentados os atletas, seguindo-se uma mega aula com a participação dos pais e encarregados de educação. Às 15h30 haverá uma demonstração com atletas mais graduados, culminando esta iniciativa com um lanche no Cerejal.
ESPAÇO PARA SENIORES CRIA 500 EMPREGOS
*Sandra Rodrigues dos Santos
Providenciar um espaço para que as pessoas com mais de 55 anos possam viver de forma activa é o objectivo do Health Resort Nature Góis, um empreendimento residencial, turístico, de saúde e bem-estar quê vai criar 500 postos de trabalho directos e indirectos naquele concelho da Beira.
"Há no nosso país uma falta de espaços onde a população sénior se possa manter activa, e foi a partir dessa necessidade que nasceu esta ideia': explicou Alberto Mateus, o dinamizador do projecto, ao Prímeiro Emprego.
O espaço contará com um hotel, vivendas individuais e um SPA totalmente vocacionado para a população sénior, além de acompanhamento médico permanente. "Deste. modo, as pessoas que optem por aqui viver além de usufruir . das actividades que organizaremos, poderão utilizar serviços do hotel para as tarefas de limpeza e alimentação e receber a visita de familiares, que ficarão instalados no hotel", adiantou o responsável.
Inauguração
2012
A parte de hotel do Health Resort Nature Góis estará afuncionar em Junho de 2012. Três anos depois, em 2Q15, o empreendimento de Góis terá todas as funcionalidades em operação.
Investimento
50 milhões
o empreendimento implica um investimento na ordem dos 50 milhões de euros e é apoiado pelo Turismo de Portugal e pela Câmara Municipal de Góis.
"ALÉM DA POPULAÇÃO NACIONAL,
PRETENDEMOS ATRAIR PESSOAS
DO CENTRO DA EUROPA"
in Correio da Manhã, 14/05/2010
Valter Lemos participa amanhã na III Feira do Emprego em Góis
Amanhã, dia 18 de Maio, vai realizar-se no Largo Francisco Inácio dias Nogueira [Largo do Pombal] em Góis, a III Feira de Formação e Emprego, numa organização do Município e da ADIBER. Nesta iniciativa vai estar presente o Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos, sendo o programa agendado o seguinte:
11:00 horas — Abertura da III Feira de Formação e Emprego
14:00 horas — Workshop “Percursos de Vida” dirigido a alunos do 9º ano do 3º CEB
15:00 horas — Recepção às Entidades convidadas e visita à Feira
15:30 horas — Sessão de Boas Vindas a S.E, o Senhor Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Dr. Valter Lemos, no Auditório da Casa do Artista
Apresentação do Curso EFA - “Horticultura e Fruticultura Biológica”
Divulgação da “Iniciativa Emprego 2010”
19:00 horas — Encerramento da Feira
Portal Social
Em nome do Município de Góis, na qualidade de Entidade Promotora do Projecto "Progredir em Igualdade e Cidadania", tenho a honra de apresentar o Portal Social do Concelho de Góis.
O Portal Social que a partir deste momento fica à disposição de todos, pretende ser um veículo de divulgação da Economia Social local e funcionará como uma importante ferramenta de informação e comunicação entre cidadãos e a Rede Social existente no Concelho.
Este espaço na Internet, no qual as IPSS's e outras Associações do Concelho (Santa Casa da Misericórdia de Góis; ADIBER; ARCIL; Caritas Diocesana de Coimbra; Centro Social Rocha Barros e Centro Paroquial de Solidariedade Social da Freguesia de Alvares), poderão divulgar as suas iniciativas, valências e serviços, bem como as vagas que aí se encontram disponíveis desde a Infância à Terceira Idade, prevendo-se, no futuro, a possibilidade de aí se efectuarem reservas directas.
Bem-Haja a todos aqueles que tornaram possível a implementação do Portal Social do Concelho de Góis.
Health Resort Nature Góis é nova aposta do Centro de Portugal
Em 2015, o Centro de Portugal vai ganhar um novo empreendimento turístico direccionado para o turismo, saúde e bem-estar. O Health Resort Nature Góis, da empresa Nature Sanus S.A, terá uma área de construção de 113 mil metros quadrados localizada na Quinta do Baião, junto ao rio Ceira, em Góis, a uma hora de Coimbra.
Essencialmente dirigido a pessoas em idade pré-sénior e sénior, quer sejam pessoas activas ou a necessitar de cuidados continuados, o empreendimento turístico compreende uma unidade hoteleira de quatro estrelas superior, com spa e health club, com previsão de abertura em Junho de 2012, mas também 86 apartamentos de tipologia T1 ligados ao hotel, 34 vivendas autónomas do tipo V1, V2 e V3 com garagem, terraço, área para jardinagem, piscina e residências medicalizadas/assistidas para apoio a pessoas com cuidados continuados.
O empreendimento está preparado, segundo a entidade promotora, para receber até 460 pessoas, além de mais 300 utentes que necessitem de cuidados permanentes, disponibilizando ainda assistência de enfermagem e médica preventiva. Para além do turismo de natureza, saúde, bem-estar, touring cultural e paisagístico, gastronomia, vinhos e turismo náutico, o hotel irá apostar também no segmento de turismo de negócios, para o qual irá dispor de um espaço para conferências e reuniões empresariais.
Enquadrado no meio envolvente, o projecto caracteriza-se por ser um eco-complexo, que recorrerá à utilização de energia solar, isolamento térmico de paredes, vidros duplos, reaproveitamento e tratamento de águas limpas para reutilização em jardinagem.
in http://www.ambitur.pt/site/news.asp?news=19878
Santa Casa da Misericórdia de Góis
POR UMA MAIOR QUALIDADE DE VIDA
GOSTARIA DE PEDIR À MINISTRA DA SAÚDE QUE NÃO SE ESQUECESSE
DO HOSPITAL MARTIM MONTEIRO BASTOS. APESAR DA PRÓPRIA MIN-
ISTRA JÁ TER RECONHECIDO QUE ESTE REUNIA AS CONDIÇÕES PARA
SER TRANSFORMADO NUMA UNIDADE DE CUIDADOS CONTINUADOS,
TEMOS VINDO A ENFRENTAR IMENSAS DIFICULDADES EM AVANÇAR
COM ESTE PROJECTO
Instituição secular, a Santa Casa de Misericórdia de Góis está a atravessar um momento complicado, relacionado essencialmente com questões financeiras e com os processos burocráticos que envolvem a admissão dos utentes. Apesar deste momento mais atribulado as valências da Santa Casa da Misericórdia de Góis mantêm o seu funcionamento regular, concretamente, o Centro de Dia da Cabreira, que presta serviços de centro de dia e apoio domiciliário, o Lar de Idosos de Vila Nova de Ceira, onde são geridas as valências de lar, centro de dia, apoio domiciliário e ainda ATL, e o recentemente inaugurado centro de dia preparado para acolher 16 utentes e que irá contemplar, igualmente, as valências de apoio domiciliário. Indubitavelmente, os serviços prestados pela Santa Casa da Misericórdia de Góis são de cariz essencial ao bem-estar dos idosos e, por isso mesmo, a instituição tudo tem feito para continuar a garantir a eficácia dos mesmos, um objectivo que tem sido cumprido através do empenho e dedicação da sua equipa de trabalho constituída por 50 funcionários.
Perante este cenário, José Cabeças, provedor da Santa Casa de Misericórdia de Góis, avança com motivos de esperança no futuro como, por exemplo, o facto "da situação do lar está totalmente regularizada e existir acordos estabelecidos com a Segurança Social para os 40 utentes da instituição, que se encontram repartidos pelos três pólos". Profundo conhecedor da realidade do concelho de Góis, o nosso entrevistado aponta o lar como a valência mais forte no interior desta instituição, uma vez que este possibilita aos idosos construírem uma nova casa onde se sentem acolhidos e bem tratados. "Nesta fase da vida, considero importantíssimo que tenhamos a maior das considerações pelos nossos idosos e, por isso mesmo não devemos permitir que vivam no isolamento imposto pela sociedade actual. Observamos, cada vez mais, uma crescente desresponsabilização dos filhos pelos seus pais, aliás um exemplo concreto dessa situação é o facto de termos idosos que passam a quadra natalícia na instituição sem a companhia/visita dos seus familiares", refere José Cabeças.
Assim, a actuação da instituição revela-se extremamente importante pois investe nos cuidados primários dos idosos e aposta na organização de actividades que promovam o convívio e bem-estar físico como, por exemplo, ginástica, passeios e festas na instituição para as quais se convidam filhos e familiares dos idosos. Neste sentido, tem sido fundamental o projecto Progride que surge na sequência do Programa para a Inclusão e Desenvolvimento e que incide em diferentes áreas como saúde, educação, habitação e, também apoio social e cultural. sendo esta a vertente que está encarregue da organização do programa de animação direccionado aos idosos a fim de minimizar os efeitos causados pela solidão.
Apesar das adversidades, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Góis demonstra-se esperançoso no futuro, contudo alerta que ainda há um longo caminho a percorrer para se atingir o patamar ideal no âmbito do apoio social. "Na minha opinião, a acção social em Portugal encontra-se aquém das suas potencialidades. Isto porque existe um grande desinteresse e um diminuto espírito de colaboração entre instituições, contudo estou optimista que, nos próximos três anos, iremos assistir a uma evolução da acção social no nosso país", salienta José Cabeças.
E com este objectivo em mente. a Santa Casa de Misericórdia de Góis continuará com o seu trabalho de excelência no âmbito da acção social e sempre preparada para melhorar a qualidade de vida dos seus utentes. "Aliás, nesse sentido, gostaria de pedir à Ministra da Saúde que não se esquecesse do Hospital Martim Monteiro Bastos. Apesar da própria Ministra já ter reconhecido que este reunia as condições para ser transformado numa Unidade de Cuidados Continuados, temos vindo a enfrentar imensas dificuldades em avançar com este projecto", conclui José Cabeças.
in "país positivo", Jornal Público
Simantorta
Comissão em Festa
Decorreu no passado dia 3, de Abril o almoço comemorativo dos 60 anos de existência da Comissão.
Tudo correu bem, pois tivemos casa cheia de conterrâneos e amigos o que é muito positivo e motivador para esta direcção.
Contámos também. com a presença do Sr. Vice-Presidente da Câmara e da Sra. Tesoureira da Junta de freguesia de Alvares.
O leilão foi uma vez mais a cargo do Sr. Arlindo e diga-se que foi muito participado, tendo superado as expectativas.
Durante a tarde houve animação com os acordeonistas Rouxinol e Patacas e cantou-se os parabéns à Comissão.
No final do dia houve Assembleia Geral com eleição de corpos gerentes, em que se mantiveram os mesmos elementos, com excepção de duas pessoas, por não ter surgido nenhuma lista alternativa. Aos elementos que saíram um obrigado pela colaboração até aqui. Assim sendo continuaremos a juntar, esforços para tentar fazer o melhor pela terra que nos viu nascer. Resta agradecer' a todos os presentes e a todos quantos colaboraram directa ou indirectamente para que este almoço fosse um sucesso.
Nota: Agradecemos a todas ás entidades que pretendam enviar-nos correspondência o façam para: Comissão de Melhoramentos de Simantorta.
Simantorta 3330-113 Alvares
in Jornal de Arganil, 06/05/2010
Góis começou a mexer
Góis começou a mexer? Pensamos que sim! os indícios são promissores. O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios em tributo às tradições culturais goienses foi uma boa maneira de entrar numa vida nova do 'desenvolvimento endógeno do concelho de Góis.
Foi uma alegria ver toda aquela gente com grande entusiasmo a rodopiar de forma incansável. Vila Nova do Ceira contribuiu com boa parte da sua cultura para o brilhantismo do que se passou no. Concelho; desfilaram os Ranchos Folclóricos concelhios - As Sachadeiras da Várzea, Os Mensageiros da Alegria, Rancho do Cadafaz e Rancho Serra do Ceira. A iniciativa que contou com a presença do Director Regional da Cultura do Centro, António Pedro Pita e a
Presidente da Câmara de Góis, Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, esteve presente e apreciou todo aquele entusiasmo,
Seguiram-se as comemorações do 25 de Abril que foi festejado com pompa e circunstância. Este dia memorável que trouxe a democracia plena ao nosso País. Apesar de alguns problemas que terão de ser corrigidos, não nos podemos esquecer que os portugueses estiveram cerca de meio século em ditadura, com uma guerra colonial que matou milhares de cidadãos. António Fernandes
in Jornal de Arganil, 06/05/2010
COMISSÃO DE MELHORAMENTOS DE ALGARES - ALVARES
Aniversário da Colectividade
No dia 29 de Maio, a comissão de melhoramentos vai comemorar mais ano devida. A direcção vai realizar mais uma vez uma excursão de Lisboa a Algares, com passagem por Coimbra, Vila Nova de Poiares, Vila Nova do Ceira
Góis. A saída de Lisboa está marcada para as 6:30 no mesmo local de anos anteriores. A che- gada está prevista para as 1.2:00. Segue-se um almoço de confraternização na casa de convívio 'de Algares. A direcção da comissão agradece a presença de todos os que quiserem dar a honra da sua presença. Vai ser um dia de grande alegria e satisfação sendo que a festa só terminará em Lisboa.
A saída de Algares está prevista rara as 19:00 horas. Venha mais uma vez conviver com os algarenses. Silvério Rosa
in Jornal de Arganil, 06/05/2010
Piquenique assinala domingo o Dia da Família em Góis
Numa organização do Município de Góis, no próximo domingo, dia 16 de Maio, vai decorrer no Parque do Cerejal, em Góis, um piquenique que tem como objectivo assinalar o Dia da Família. De acordo com o programa agendado, pelas 9 horas, decorrerá a iniciativa “Vem aprender a Pescar no Rio Ceira”, seguindo-se jogos em família e diversos ateliers. Após o piquenique, marcado para as 12h30, vai haver música e dança proporcionada pelo Grupo Musical do Projecto “Vem dar música à tua escola”, da Escola Secundária Gama Barros, do Cacém. Os interessados podem inscrever-se para este piquenique, sendo as inscrições gratuitas, na Câmara Municipal de Góis, ou através do telefone 235770114.