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Góis em Notícias

Março - Livro de horas do Duque de Berry
portanto
A Água que Bebemos
Na sequência do que já foi dito anteriormente e em relação à água que bebemos do abastecimento público da Várzea Grande, temos fortes dúvidas de que se trate de água que reúna as condições que foram assumidas pelos diversos governos portugueses em relação às prescrições que são impostas pela União Europeia e que se encontra regulamentado por Decreto_lei aprovado na Assembleia da República.
A água, não restam dúvidas que são águas de superfície, captadas no leito do rio Ceira sem o menor cuidado que se deve ter com águas para o abastecimento do "respeitável" público.
Sobe o rio, as águas da rede vêm barrentas, porcas e impróprias para fazer comida e cuidados de higiene com prejuízo das próprias máquinas.
Desce o rio, o seu leito não é limpo, encontrando-se na zona da tomada da água a maior lixeira que se pode conceber desde animais domésticos e não domésticos mortos a flutuarem à tona da água.
Muito embora o cloro que lhe é por lei aplicado e em cujos terminais da rede já nenhum cloro residual exista de forma a garantir a potabilidade da água, teremos que concordar que é uma água de péssimas condições bacteriológicas que as nossas autoridades camarárias não gostariam de consumir.
Lembra-me certas águas que eram distribuídas na periferia de Luanda, nos aldeamentos dos indígenas e que provocavam inúmeras doenças.
Julgo que existe uma expansão a partir das captações que servem a cidade de Coimbra cuja localização se situa na zona da Boavista em que os poços radiais poderão abastecer todo o distrito de Coimbra, Leiria e algumas povoações de Aveiro, com água da melhor qualidade que existe em Portugal.
O rio Mondego é um rio limpo sem focos de contaminação ao longo do seu percurso até Coimbra.
A barragem da Aguieira melhorou ainda a irregularidade do caudal que se fazia sentir nos Verões secos.
É curioso que no tempo em que não existia a Ponte-Açude e aquele areal ficava a descoberto, verificava-se uma corrente de água subterrânea que era superior à do rio nos meses de Inverno.
Por isso as águas de Coimbra são de primeira qualidade provenientes dos granitos da serra da Estrela e porque a infiltração se faz a partir da Ponte da Portela o que a obriga a passar num filtro natural de mais de mil metros de extensão.
É por isso que o rio Mondego na zona das captações da Boavista tem uma camada de aluviões de cerca de 25 metros a partir do leito nu, o que não acontece no rio Ceira em que a rocha se encontra visível nas duas margens.
O rio Mondego é uns largos milhões de anos mais velho que o rio Ceira.
Alberto Benitez diz no seu livro Captacion de Águas Subterrâneas, que diversos estudos e ensaios têm provado sem lugar para dúvidas, que o poder depurador do terreno é muito maior do que se poderia esperar, muito superior aos filtros artificiais de areia.
Isto terá sido comprovado por vários autores que exprimem que a água contaminada depois de passar 2,15 metros por esse filtro natural, estão totalmente isentos de bactérias intestinais do tipo Coli e quase isentas de matéria orgânica.
A preocupação da qualidade da água que bebemos deve ser reclamada por todos nós para que tenhamos uma qualidade de vida dentro dos padrões que a saúde exige de nós e das autoridades que fornecem a água.
Adriano Baeta Garcia
in O Varzeense, de 30/03/2009
Góis Que Futuro?
Actualmente o nosso concelho tem cerca de 5 mil habitantes. Com apenas cinco freguesias, só duas (Góis e Vila Nova do Ceira) não estão em desertificação acelerada. Numa futura reforma administrativa, ou regionalização, Góis pode mesmo deixar de ser concelho.
No entanto, este concelho durante o Verão, tem o dobro da população.
- Pessoas de cá e de fora, que para aqui vêm de férias desfrutar esta verde natureza, o sossego e o rio que renova o corpo e o espírito.
São sempre bem vindos!... Porém, não raras vezes exigem das autarquias: ruas limpas, silvas cortadas, água de qualidade... e tudo o resto a que qualquer cidadão tem direito. Todavia, quando lhes perguntam se estão cá recenseados ou se votam cá, a resposta é, quase sempre negativa. E estar cá recenseado, ou não, faz toda a diferença, porque quanto maior for o número de eleitores, maiores serão as verbas para o concelho; contribuindo assim para o progresso, podendo evitar também a sua extinção. É que se a reforma administrativa avançar, provavelmente todos os concelhos com menos de 5 mil eleitores, serão extintos. Para que isso não aconteça seria bom que todas as pessoas que já cá regressaram, ou pensam regressar, mas que ainda estão recenseadas em Lisboa, ou noutras cidades, mudassem para cá o cartão de eleitor, contribuindo assim para um concelho melhor.
Está na altura de se fazer uma espécie de regresso às origens, antes que seja tarde, e repovoar algumas aldeias desertas, para que o concelho de Góis tenha futuro. Esse trabalho poderia ser feito pelas comissões regionalistas em Lisboa, que assim prestariam um bom serviço ao concelho e ao regionalismo, para que um dia destes, não se lamentem ao verem o concelho de Góis repartido pelos concelhos vizinhos, por falta de habitantes, ou eleitores.
É certo que não corremos o risco a curto prazo, mas temos que começar a pensar que um dia isto pode acontecer. Não nos podemos esquecer que o nosso concelho perdeu cerca de metade da população nos últimos trinta anos; somos um concelho do interior envelhecido e desertificado, mas, apesar de tudo isto, somos ainda um bom concelho para se viver. - Cá vos esperamos.
- "Um defeito habitual do homem é não prever a tempestade em tempo de bonança" - Maquiavel.
J. Rodrigues
in O Varzeense, de 30/03/2009
Farmácia em Alvares
Vai instalar-se uma farmácia permanente em Alvares, pois nunca deveria ter saído de Alvares. Devia-se ter mantido a tempo inteiro, para bem de todos os alvarenses, residentes e não residentes, mas agora mais o justifica, porque temos dois lares na freguesia e muita falta faz a dita farmácia. Parabéns a todos or órgãos oficiais que lutam ou lutaram para que a dita farmácia seja colocada na vila de Alvares, assim como outros sistemas de saúde, isto é, assistência médica a tempo inteiro.
Para que não tenhamos que andar quilómetros e quilómetros, em caso de mais gravidade, para que tenhamos os primeiros socorros dos serviços de saúde.
António Bernardo
in O Varzeense, de 30/03/2009
Peça de Teatro - Saidos da Caixa na Casa do Povo de Vila Nova do Ceira
Integrada na iniciativa da Câmara Municipal de Góis “Março, Mês do Teatro”, subiu ao palco da Casa do Povo de Vila Nova do Ceira no Sábado passado, a peça “Saídos da Caixa” com Luís Aleluia e Guilherme Leite, uma comédia divertida e original sobre a televisão.
No final deste espectáculo a senhora D. Helena Moniz, Vereadora de Cultura da Câmara Municipal de Góis, proferiu algumas palavras alusivas a este Evento, referindo que é promovido como forma de comemorar o Dia Mundial do Teatro, bem como incentivar o público a participar nestas e noutras acções culturais promovidas pelo Município ou por outras Instituições concelhias, tendo feito um agradecimento especial a todos os grupos de teatro amador e profissional que contribuíram para com esta iniciativa cultural.
in www.cm-gois.pt
Miguel Ventura e João Pedro Pimentel são candidatos do PS à C.M.A.
Em reunião realizada no dia 28 de Março, a Comissão Política Concelhia de Arganil do Partido Socialista [C.P.C.], aprovou os nomes de Miguel Ventura e João Pedro Pimentel para encabeçarem as listas de candidatos à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Arganil, respectivamente, às próximas eleições Autárquicas.
A proposta apresentada à apreciação dos membros da C.P.C., segundo nota enviada ao RCA NOTICIAS, “enquadra-se no perfil definido oportunamente pela Concelhia de Arganil de candidatar personalidades com fortes ligações a este Concelho, que nutrem um gosto especial pelo mesmo e com competências pessoais e profissionais que garantam o desenvolvimento de um trabalho de qualidade, que responda às necessidades de todos os Arganilenses”.
Miguel Ventura, é natural de Arganil, onde sempre residiu, tem 39 anos de idade, é licenciado em Economia e Coordenador Técnico da ADIBER. Foi Deputado Municipal em Arganil, entre 2002 e 2005, eleito nas listas do PS e a nível associativo, entre outras, exerceu as funções de Presidente da Direcção do Motoclube de Arganil entre 1997 e 2001 e é fundador da Confraria do Bucho de Arganil, a cujos órgãos sociais pertence, sendo ainda associado de várias Instituições locais.
O candidato do PS à Câmara Municipal de Arganil é ainda empresário na área do Turismo, possui vasta experiência na área dos programas de desenvolvimento local e rural, a que alia um profundo conhecimento da realidade do Concelho, dada a proximidade que sempre manteve com as suas gentes e instituições.
O cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal de Arganil, João Pedro Pimentel, é natural de Arganil, concelho ao qual sempre manteve uma afectividade e ligação muito forte e permanente, é licenciado em Medicina, preside actualmente ao Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Centro, após ter sido longos anos Director do Centro de Saúde de Carregal do Sal.
“Pelas competências pessoais, técnicas e peso político dos candidatos aprovados, o PS de Arganil honra-se pela sua escolha e entende que estão criadas as melhores condições para se apresentar ao eleitorado como uma alternativa credível, experiente e responsável face ao actual Executivo Municipal, cuja vitória permitirá recuperar a esperança dos Arganilenses em alcançar um futuro melhor”, lê-se no mesmo documento.
in RCA, edição electrónica
Comemoração do Dia da Floresta
No dia 27 de Março os alunos da Escola EB 1, 2, 3 e Jardim-de-infância de Góis comemoram o Dia Mundial da Floresta e da Água, com um conjunto de actividades dirigidas às diferentes faixas etárias, cujo objectivo principal é o de sensibilizar as crianças para a necessidade de conservar, proteger e respeitar a floresta e a água.
Enquanto os alunos do Jardim-de-infância e do 1º ciclo desenvolveram actividades no Parque do Lazer da Quinta do Baião, os dos 2º e 3º Ciclo desenvolveram uma acção numa das aldeias de Xisto do concelho, a Aigra Nova. Programou-se um pedi-paper de 4 quilómetros, com a plantação de 100 exemplares de espécies autóctones em local tecnicamente adaptado e um piquenique no final. Para esta iniciativa foram ainda convidadas diversas entidades relacionadas com a protecção da floresta: Equipas de Protecção Florestal, SEPNA, GIPS, Autoridade Florestal Nacional, Associação Florestal do Concelho de Góis, Sapadores Florestais e Bombeiros.
O evento foi organizado pelo Município de Góis e EB 2,3 com a colaboração do programa Escolhas de Futuro.
In CMG
PSD – Góis de Verdade
Sob o título acima, recebemos do PSD de Góis, uma nota de imprensa na qual refere as orienções sobre o plano de acção da sua candidatura, à Câmara Munifalando sempre a verdade e "não fazendo promessas pessoou promessas irrealizáveis" , dado o momento ser de crise propondo "apenas a defesa dos interesses colectivos, acudindo às necessidades reais das popuções, promovendo o bem-estar geral dos residentes no concelho, privilegiando . os investimentos que garantam uma satisfação duradoura das necessidades, aos desperdícios em actividades suérfluas e efémeras" e evitar o despesismo e desperdício eleitoral.
Refere ainda a nota o propóde "apresentar apenas ideias e propostas realizáveis e úteis", centrando o "combate eleitoral na apresentação de propostas que garantam a resolução dos problemas reais da comunidaa "proximidade às popuções", devendo ser "os candia defender as ideias junto das populações e não sujeitar as nossas gentes a acções de "miseéne", dado que "os nossos candidatos são gente da nossa terra", sendo o mote do PSD, a "verdade, responsabilidade, dedo bem comum e proximideixando um alerta para que os seuS candidatos evitem "seguir o mau exemplo da cando PS, que apostou tudo na provocação, no show, na fraude e na mentira no arranque da sua candidatura".
A terminar, refere ainda a nota que o PSD de Góis, "agradece a antecipação, nas palavras do lídistrital socialista, de que já perdeu a Câmara de Góis, pois ao avançar que dos «3 ou 4 vereda Câmara Municipal de Góis, só o presidente é socialista», anuncia que quase toda a equipa é PSD. O PSD jamais teria a oude publicitar que tem mais uma Câmara e algumas Juntas de Freguesia no distrito, mesmo sem necessidade de eleições, no entanto, sublinhamos o espírito de derrota do PS".
in A Comarca de Arganil, 25/03/2009
Espertinhos camarários
Há funcionários que levam o carro de serviço dos outros para casa, aldrabam as contas do refeitório e desviam o dinheiro ou que falsificam assinaturas. As Câmaras são alvos fáceis de pequenas e grandes falcatuas.
EM GÓIS, o presidente socialista José Girão Vitorino teve mais sorte. Depois de 50 mil euros terem saído indevidamente dos cofres da autarquia, recuperou-os. Carlos Cabaço, engenheiro camarário, deu por concluída a empreitada de uma estrada que ligava as aldeias de Aigra Velha e Aigra Nova. Uma obra simples, mas não tão simples: a estrada não chegou sequer a ser construída mas o município pagou atempadamente os 50 mil euros que a empresa Terserra lhe cobrou. O buraco só foi identificado pela autarquia num momento em que a construtora civil já abrira falência e os donos partido para parte incerta.
Carlos Cabaço, acusado de ter lesado a instituição, acabou por devolver o dinheiro à autarquia onde ainda hoje mantém as funções. Mário Garcia director de Recursos Humanos da Câmara, confirma a tese de Luís Sousa: "Foi um percalço". O caso está a ser inpela Polícia Judiciária.
in Sábado, 26/03/2009
COLMEAL - Canoagem no Ceira com a União
O nosso Ceira voltou a colorir-se com os canoístas que no passado dia 21 de Março nos visitaram para mais uma descida.
A "Residencial Martins" à Eira denotava desusado movimento. O fronteiro parque de estacionamento estava completamente lotado.
Faziam-se os últimos preparativos e a animação era por demais evidente. A pouco e pouco o pessoal foi-se dirigindo para a Ponte de onde se iniciaria a descida.
O dia estava espectacular e convidativo para este género de actividades.
Por volta das onze começaram a deslizar rio abaixo apesar da pouca água. No açude da quinta junto aos escombros do velho moinho, alguns tiveram que pegar na embarcação e assim ultrapassar este pequeno obstáculo.
No salto da Cortada, um dos pontos mais emblemáticos e interessantes do percurso, alguns "mirones" aguardavam nos pontos mais estratégicos para conseguirem o melhor ângulo para uma fotografia que mais tarde irão recordar.
Observação cuidada antes do salto e a escolha do melhor ponto de passagem.
Tudo correu bem e até os menos experimentados nestas andanças passaram "com distinção".
Depois foi o deslizar até à Candosa, linda aldeia da vizinha freguesia do Cadafaz. Alguns troncos ainda no leito do rio não foram obstáculos de monta que amedrontassem os canoístas.
Passado o "túnel" da Sandinha foi num instante que foram chegando à zona do açude da Cabreira, sempre bela com as suas tulhas e o seu lagar que ainda vai funcionando.
Mais uns metros e a descida chegava ao seu termo. Mas o dia não acabava ali.
Depois foi o rumar até à antiga escola primária onde uns torresmos, feitos à moda da região, esperavam pelos canoístas e acompanhantes, muitos deles vindo de longe.
Um agradecimento especial aos associados Mário Martins e Carlos Dias que se empenharam na organização desta descida e naturalmente um grande bem-haja às senhoras do Colmeal que mais uma vez se quiseram associar a este evento com os seus maravilhosos doces. A nossa Delegação no Colmeal, como sempre, empenhou-se activamente nesta realização.
No domingo, os "resistentes" que ficaram no Colmeal voltaram às águas límpidas do Ceira, repetindo um trajecto mais curto entre a Candosa e a Cabreira, onde o rio é mais estreito e a beneficiar das águas que vêm das ribeiras do Sobral e do Carvalhal.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal continuará a proporcionar eventos deste género para que seja possível atrair à nossa freguesia e ao concelho novos visitantes, que poderão vir a ser excelentes divulgadores da nossa região.
P'la Direcção da UPFC
A. Domingos Santos
Góis
António Rui Sampaio
Reeleito para presidir à AERG
SUSANA DUARTE
Foi na presença de dirigentes, associados e amigos que no passado sábado, 21, à tarde, tomaram posse os novos corpos sociais para o biénio de 2009/2010 da Associação Educativa e Recreativa de Góis.
Antes dar inicio à cerimónia de tomada de posse, que teve lugar na sede da colectividade, o presidente da assembleia-geral, João Fernandes Simões, leu cartas de dois antigos directores, nomeadamente de Francisco Manuel de Almeida Nogueira Dias e Pedro Manuel de Campos, nas quais apresentavam as razões que os levaram a renunciar o cargo. Congratulando-se por verificar a existência de uma proposta de lista para a direcção da Associação, bem como para a secção do futebol, João Simões reconheceu "é muito bom, ainda temos pessoas que continuam a ser bem intencionadas". Nesta ocasião, Maria Helena Martins Mateus, do conselho fiscal, no uso da palavra, frisou que "é preciso ter muita coragem para os tempos que se avizinham", disse, assegurando que "já estamos habituados às pessoas que sabem e querem trabalhar aqui nesta casa, disso não temos dúvidas nenhumas". "Acho que a lista está muito bem escolhida, faz uma equipa perfeita se todos nos empenharmos" considerou Helena Mateus, referindo que, pese embora, continuar a desempenhar funções como membro do conselho fiscal, e que não sendo o órgão "mais activo na associação", manifestou-se disponível para as solicitações que possam surgir.
Uma nova casa e um campo de relvado são os grandes projectos da A.E.R.G
Antes de dar posse ao presidente António Rui Sampaio, o secretário, António Alberto Ferreira Lopes dirigindo-se- a todos os presentes, fazendo votos para que "esta casa continue para melhor, ou pelo menos igual". Por sua vez, o reeleito a presidir a colectividade, António Rui Sampaio deixou uma palavra de agradecimento "àqueles directores que connosco estiveram aqui durante seis anos e que deram o seu melhor" lamentando, no entanto, a sua saída. "Eu sei que se precisar posso contar com eles", garantiu o dirigente,sublinhando que acima de tudo "somos amigos". No que respeita à nova direcção, António Sampaio agradeceu às pessoas com as quais fez contactos e que "imediatamente se disponibilizaram para fazerem parte desta direcção". Desconhecendo se os tempos que se avizinham são fáceis ou não, o que o presidente da AE.R.G assegurou foi que "esta direcção vem com o mesmo espírito que sempre teve, que é servir a Associação, servir Góis e procurar que esta casa continue a manter as actividades que tem tido até à data" designadamente a banda, futebol e o grupo de dança. "São aquelas que tem sido possível manter dentro das condições que existem, que estão à vista de toda a gente e que não são as melhores, nem muito motivadoras para se fazer um trabalho diferente" reconheceu, afirmando que "como pessoas responsáveis que somos, vamos continuar a fazer o melhor possível, a trabalhar e a lutar por aquilo que queremos que é uma casa nova e um campo de relvado".
Os novos corpos sociais empossados
Após lida a acta de posse, foram assim chamados os reeleitos e empossados e que são:
Direcção - António Rui de Sousa Godinho Sampaio, Fernando Eugénio Vitorino Serra, José Augusto Câmara Sanches, Ricardo Jorge Alves Pinto, José Manuel Sequeira Cardoso Bandeira, Maria Teresa Garcia Rodrigues Leitão, Sandra Maria Gonçalves Coelho, Graciano Antunes Rodrigues e Filipe Manuel Duarte Ferreira.
Assembleia Geral - João Fernandes Simões, Paula Cristina Ferreira Simões de Almeida e António Alberto Ferreira Lopes.
Conselho Fiscal - Maria Helena Martins Mateus, Luis António Vitorino Serra e Jaime Miguel Fernandes Garcia. Refira-se que nesta lista apenas o cargo de presidente ficou estabelecido, os restantes cargos ficarão definidos numa reunião a realizar ainda durante esta semana.
Já para a secção de futebol da A.E.R.G, ficaram empossados:
João Manuel Rosa Simões, presidente; António Rui Sousa Godinho Sampaio, vice-presidente; Maria Helena A. F. Câmara Sanches; José Gonçalves Bandeira, secretario e EIsa Maria das Neves Oliveira, João Alberto Antunes, José Augusto Câmara Sanches, Manuel Martins de Almeida, Victor Manuel Simões Coelho, Fernando Almeida Pinto Geraldes, Natália Maria Simões Bandeira, João Miguel Carvalho Mourão, Maria Leonilde de Assunção Garcia Alves, Carlos de Jesus e Vanessa Alexandra Barbosa Santa Vitorino Serra, vogais.
Finda a tomada de posse, questionado pelo nosso jornal, acerca dos motivos que levaram a recandidatar-se à direcção da colectividade, já que na última assembleia não tinha apresentado lista para o efeito, António Sampaio explicou "na última assembleia não estavam reunidas as condições e eu não tinha ideias de continuar por várias circunstâncias". Consciente de que actualmente há grande dificuldade em encontrar pessoas para desempenhar cargos numa associação com estas características e que a mesma não poderia ficar neste impasse, o dirigente sustentou "tenho sentido de responsabilidade e decidi chamar algumas pessoas, elas mostraram-se disponíveis, são pessoas que dão garantia de que podem fazer trabalho nesta casa e vou pelo menos fazer mais este mandato".
Segundo António Sampaio as pessoas que integram a lista estão motivadas para trabalhar, no entanto, adverte "não sei se se vai fazer o mesmo que se fez no primeiro mandato, porque esta casa não tem condições para se fazer cá muita coisa, mas vamos fazer o possível e manter a actividade regular da casa", disse. Reforçando que o "maior desejo era construirmos aqui algo, vamos aguardar, promessa já temos há 6 anos a esta parte, não se concretizou até esta data", lamentou, expressando que "gostava que a associação da casa da cultura nascesse aqui porque acho que era bom para Góis" assim como também que "o campo de futebol fosse relvado, era uma mais-valia para Góis e especialmente para a juventude".
In A Comarca de Arganil, 25/03/2009
Enterro do Bacalhau
O Grupo Escoteiros 74 de Góis pretende continuar a tradição, com a reposição do Enterro do Bacalhau, iniciativa que organizou nos últimos dois anos, depois de quase meio século sem ser representada. A peça será representada no dia 10 de Abril, às 21.30 horas, no Largo do Pombal, na vila de Góis.
Alunos de Góis comemoram Dia Mundial da Floresta e da Água
Amanhã, dia 27 de Março os alunos da Escola EB 1, 2, 3 e Jardim-de-infância de Góis comemoram o Dia Mundial da Floresta e da Água, com um conjunto de actividades dirigidas às diferentes faixas etárias, cujo objectivo principal é o de sensibilizar as crianças para a necessidade de conservar, proteger e respeitar a floresta e a água.
Enquanto os alunos do Jardim-de-infância e do 1º ciclo irão desenvolver actividades no Parque do Lazer da Quinta do Baião os dos 2º e 3º Ciclo irão desenvolver uma acção numa das aldeias de Xisto do concelho a Aigra Nova, estando programado um pedi-paper de 4 quilómetros, com a plantação de espécies autóctones em local tecnicamente adaptado e um piquenique no final, serão ainda convidadas diversas entidades relacionadas com a protecção da floresta, como as Equipas de Protecção Florestal, SEPNA, GIPS, Sapadores Florestais e Bombeiros.
Programa
DIA 27 DE MARÇO DE 2009
09:30h - Saída do autocarro da Escola Básica 2,3 de Góis
10:00h - Chegada do autocarro à AIGRA NOVA
Distribuição de brindes alusivos à Floresta
Visita à Maternidade de árvores
10:30h - Início da actividade "Caça ao Tesouro"
Objectivo:
1 - Sensibilizar os participantes para o espaço - Espécies Florestais e Cursos de Água;
2 - Interacção com a Polícia Florestal - sensibilização dos comportamentos a ter quando se está na floresta;
3 - Interacção com os Bombeiros Voluntários de Góis - sensibilização para atitudes defensivas perante um incêndio florestal;
11:00h - Encontro com os Sapadores Florestais, GIPS e SEPNA, que ajudarão na plantação de folhosas autóctones, em local pré definido para o efeito.
12:30h - Regresso dos alunos à Aigra Nova para Piquenique.
Almoço convívio com as entidades convidadas.
13:30h - Regresso à Escola EB 2,3 de Góis.
in www.rcarganil.com
Ádela - Almoço da Comissão de Melhoramentos
A direcção da Comissão de Melhoramentos de Ádela vai realizar no domingo, dia 29 do corrente, no restaurante do Estádio Universitário de Lisboa, o tradicional almoço anual da colectividade para o qual está a contar com a presença, de grande número de associados, familiares e convidados. Estes almoços da colectividade têm servido ao longo dos anos, não só para trocar impressões acerca dos problemas da nossa terra mas fundamentalmente para confraternizar e rever amigos o que é sempre salutar. Entre os convidados, para além dos conterrâneos, encontram-se igualmente elementos que vêm em representação de outras terras, factor esse que promove o estreitamento de laços de amizade entre aldeias vizinhas, e por vezes ajuda à cooperação em termos de problemas comuns que afectam o Município. Embora a assembleia geral da Comissão já tinha sido marcada para breve, como é habitual, aproveitaremos esta ocasião festiva para trocar impressões acerca dos problemas mais prementes relativos à nossa terra, donde se destaca o mau estado da rua principal da povoação e da estrada de ligação à sede de freguesia, problemas esses que só poderão ser resolvidos com colaboração autárquica. O mesmo se passa com o estradão de prevenção de incêndios que há vários anos está "pasmado" no cruzamento da estrada da Horta. Das actividades da Comissão de Melhoramentos certamente virá a lume como o projecto da Casa de Convívio que terá de ser profundamente modificado devido às alterações impostas pela Câmara Municipal de Góis. Para ajudar a custear esta obra haverá que proceder à venda da Casa do Cimo, cuja frontaria nascente dá para o largo recentemente aberto, onde a Comissão de Melhoramentos pensa erigir um memorial dedicado aos fundadores da colectividade.
in A Comarca de Arganil, de 18/03/2009
Em Defesa da Honra
Aproximam-se as eleições e com elas as respectivas movimentações político-partidárias. Tal como no futebol, a mudança de camisola tornou-se, quase, normal. Há quem mude por "dá cá aquela palha", há quem mude por interesses pessoais, ou por falta de convicções e há quem mude porque sim! - Tudo é possível. Todavia, vestir uma camisola diferente enquanto se está ao serviço de outra cor... bem, aí deve haver algum cuidado e a preocupação de não misturar as cores, para não haver confusão. Pois pode haver sempre a tentação de se promover, pessoal e politicamente, no palco do poder, beneficiando a camisola que irá vestir no futuro, ou minando o próprio poder, e as cores, que irá abandonar. Desconheço se haverá alguma lei, ou legislação, sobre o assunto, mas em termos éticos não me parece correcto estar com um pé dentro e outro fora. Mesmo que não venha a verificar tal incompatibilidade, todos os políticos que mudam de camisola deviam pedir a demissão de todos os cargos executivos; logo quando assumem ser candidatos por outros partidos, em defesa da honra e em respeito pelos eleitores que lhes deram o voto. Eu sei que os partidos querem ganhar eleições a qualquer custo, não olhando a meios para atingir fins, mas em política não pode valer mais a política e os políticos. Sei que os maus exemplos vêem de cima, mas também sei que, por vezes são os próprios partidos que dão cabo da democracia. Porque a ânsia pelo poder, a qualquer preço, aliada à ambição pessoal de alguns candidatos, não é por certo um bom contributo para a democracia. Na primeira República, quando se mudava de partido, chamavam-lhes: "vira casacas", ou "camaleões", depois veio a versão moderna: "só os burros é que não mudam". Porém, continuo a pensar que para ser um bom político é preciso ter carácter e não andar ao sabor da maré, ou das conveniências de ocasião. Haja respeito, quanto mais não seja, em defesa da honra da democracia. "não é bom que os homens honrados se façam verdugos dos seus semelhantes" - Miguel Cervantes.
J. Rodrigues
in O Varzeense, de 15/03/2009
Comemoração do Dia Mundial da Floresta e da Água
À semelhança dos últimos anos, o Município de Góis iniciou hoje as comemorações do dia mundial da floresta e da água.
O programa de comemorações, tem duas acções separadas no tempo e no espaço, tendo sido dado o 1º passou hoje, com a distribuição junto das escolas do pré-escolar e 1º ciclo de diversos brindes alusivos à protecção da floresta e da água e algumas árvores autóctones, para a plantação nas escolas.
A distribuição dos brindes foi acompanhada pelo senhor Professor Albuquerque, Presidente do Agrupamento de Escola do Concelho de Góis, e pelo senhor Dr. Victor Duarte, Chefe de Gabinete do Senhor Presidente do Município de Góis.
No próximo dia 27 de Março, será dado o 2º passo destas comemorações, com uma actividade ao ar livre, dirigida aos alunos da escola EB 2, 3, na aldeia da Aigra Nova. Nesta última está programado um pedi-paper de 4 quilómetros, com a plantação de espécies autóctones em local tecnicamente adaptado e um piquenique no final, serão ainda convidadas diversas entidades relacionadas com a protecção da floresta, como as Equipas de Protecção Florestal, SEPNA, GIPS, Sapadores Florestais e Bombeiros.
A separação temporal das 2 acções prendeu-se com as necessidades do calendário escolar da escola EB 2,3.
Os objectivos das actividades relacionadas com estas comemorações, passam pela necessidade constante de sensibilizar os mais novos para a preservação da natureza, ensiná-los a respeitar princípios básicos de preservação da mesma e essencialmente passam pelo compromisso de transmissão de valores ecológicos e gosto pela Natureza que os rodeia, e da qual eles mesmos fazem parte.
in CMG
Assembleia geral da União Progressiva da freguesia do Colmeal
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai realizar a sua Assembleia-Geral no próximo dia 28 de Março, pelas vinte horas, na Casa do Concelho de Góis, Rua de Santa Marta, nº 47 R/C Dtº, em Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Discussão e votação do Relatório e Contas da Direcção dos anos de 2007 e 2008 e do Parecer do Conselho Fiscal;
2. Eleição dos Corpos Gerentes para os anos de 2009 e 2010, de acordo com o Artigo 37º;
3. Discussão de qualquer assunto de carácter regionalista.
De acordo com o § único do Artigo 23º, se não houver o número mínimo de sócios para a Assembleia-Geral iniciar os seus trabalhos em primeira convocação, poderá esta começar a funcionar uma hora depois com qualquer número.
in www.rcarganil.com
MISTOS voltam à confraternização e assinalam 34 anos
Cerca de 120 associados do Grupo Onomástico "OS MISTOS" de Cortes de Alvares foram convocados para a reunião de confraternização anual a ter lugar no próximo dia 11 de Abril de 2009, sábado da Páscoa, na Casa Claudino Alves de Almeida, em Cortes, a partir das 12,15 horas.
Neste tradicional encontro, para além da aprovação das Actividades e Contas de 2008 terá a eleição da nova direcção (esperamos candidaturas), seguindo-se uma tarde de confraternização com almoço volante, cuja ementa é a Grelhada Mista e o encerramento feito com actuação dos "Sons do Prado" Fados de Coimbra (a confirmar).
Como sempre, este evento dos associados dos "Mistos" está aberto a todos os que nele queiram participar, como convidados do Grupo, para o efeito, devem proceder à inscrição/marcação para LISBOA: António Cadima Antão (Pataco) Telf. 218684425; LISBOA: António F. Dionísio Antão (Tó) TM 917297968; LISBOA: João RUI B. Ant. FONSECA (do Covão) TM 966826442; LISBOA: José Cortês GARCIA TM 917646311; LISBOA: Vítor Simões (do licos) TM 919438701; CORTES: Nuno Pedro Tavares NASCIMENTO, TM 967063598, Tel 235587523; COIMBRA: Ramiro: Telf. TM 967645124; ou, para o E-mail: ramiromendes@netcabo.pt
Ramiro Mendes
in Jornal de Arganil, de 19/03/2009
Folgosa - Almoço-convívio na Páscoa
A Liga de Melhoramentos vai realizar o seu habitual almoço, na época da Páscoa, no próximo dia 11 de Abril, na sua Casa de Convívio.
As marcações para o almoço deverão ser efectuadas até ao dia 8 do mesmo mês, para os seguintes contactos: em Folgosa, 235772172 (Manuel das Neves); 235772564 (Luciano Martins); em Lisboa, 213900412 (Amélia Neves).
O almoço será confeccionado na aldeia, assim mantendo a tradição serrana.
Como sempre, aguarda-se a presença dos nossos conterrâneos e amigos, certos que será mais um dia a não esquecer. Os bons momentos não morrem. Participe.
Norberto Henriques
in O Varzeense, de 15/03/2009
Associação de Juventude de Góis organizou Missa dos Estudantes
A AJG, em reuniões com o Sr. P.e Carlos, achou por bem realizar esta celebração que teve o objectivo de incentivar os jovens a frequentarem mais vezes a Igreja, bem como, dar uma palavra estimulante para continuarem o seu percurso escolar.
A celebração realizou-se no passado dia 15 de Fevereiro, onde os estudantes universitários foram trajados e os já licenciados só de capa, o resto da comunidade foi convidada a assistir!
Depois da Celebração houve um almoço convívio no restaurante " O Beira Rio".
O nosso obrigado ao Sr. P.e Carlos, por toda a sua disponibilidade, tendo já ficado previamente marcadas outras actividades em conjunto, à Filarmónica de Góis, que continua a encher-nos de orgulho e que nos prestou mais uma magnífica execução de toda a parte musical; ao seu regente Paulo Monteiro; ao Grupo de Escoteiros 74 de Góis; ao fotógrafo Luís Ferreira; aos estudantes e por fim a toda a população em geral da nossa vila.
Pela AJG
in O Varzeense, de 15/03/2009
Iluminação Alvares
PRAIA FLUVIAL DE ALVARES
No dia 19 de Março do corrente, o Presidente da Câmara Municipal de Góis, na qualidade de representante do dono da obra outorgou o contrato da empreitada “Praia Fluvial de Alvares – Iluminação” e respectivo auto de consignação com a empresa APS – Estudos, Projectos e Montagens de Iluminação, Lda.
Esta obra tem como objecto a instalação da iluminação naquela praia fluvial, com um prazo de execução de 30 dias e ascende a um valor de € 13.360,00, acrescido de IVA à taxa legal em vigor.
Escoteiros - XLVII Conferência Nacional
A Conferência Nacional decorrerá nos dias 18 e 19 de Abril de 2009.
O local da Conferência Nacional será o Pavilhão Gimnodesportivo de Vila Nova do Ceira, (Rua Inácio Santos Simões, Vila Nova do Ceira - Góis) e terá o apoio do Grupo 74 - Góis.
A participação na Conferência não carece de inscrição, no entanto só poderá ser assegurado apoio logístico aos inscritos. O valor da inscrição na Conferência é de € 20,00 por participante, devendo ser pago de acordo com as indicações constantes da ficha de inscrição. Este valor inclui as refeições e o alojamento nos termos e locais indicados na referida ficha.
A data limite para as inscrições é dia 30 de Março de 2009 e a ficha de inscrição deverá ser remetida preferencialmente por e-mail para os Serviços Centrais (e-mail geral@escoteiros.pt), ou em alternativa por fax (21 362 37 22) ou carta para a morada Travessa das Galeotas, nº1 - 1300-264 Lisboa.
in www.escoteiros.net
Associação de Vale de Moreiro e Manjão realiza convívio e sorteia um boi
A Associação Desportiva, Recreativa, Cultural, Juvenil e de Solidariedade Social dos Amigos de Vale de Moreiro e Manjão "ARCJILSSA" irá sortear um boi no próximo dia 29 de Março, pelas 14 horas, no Campo de Futebol de Vale Moreiro e Manjão. O sorteio prima pela originalidade e conta com a boa disposição de todos.
Ganhe um boi de verdade por apenas 5 euros.
O convívio terá início pelas 12,30 horas com um almoço de confraternização, a realizar na sede da ARCJILSSA, em Vale de Moreiro.
Cada inscrição para o almoço importa em 10 euros e todos os interessados poderão efectuar marcações até ao dia 27 de Março, para os seguintes contactos: 235772589 / 916240522 Manuel Bandeira e 962319127 - António Luís.
As receitas serão utilizadas na continuação das obras da Casa de Convívio.
Colabore com a ARCJILSSA.
in O Varzeense, de 15/03/2009
FOGOS CONSTROLADOS PODEM REDUZIR DURANTE O VERÃO
A utilização de fogos controlados no Inverno reduz a matéria combustível e o risco de incêndios florestais durante o Verão, defendeu hoje, em Góis, um investigador da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC).
"Temos dados que mostram uma grande degradação dos solos e dos ecossistemas depois dos incêndios florestais. Os fogos controlados são uma medida que pode ser usada, sobretudo durante os meses de Inverno, para reduzir o combustível e o risco dos incêndios durante o Verão", disse aos jornalistas António Dinis Ferreira.
O docente da ESAC integra uma equipa coordenada pela investigadora holandesa Cathelijne Stoof, que hoje realizou um fogo experimental numa encosta junto aos Penedos de Góis, experiência inserida no projecto da União Europeia 'Desire', que pretende combater a desertificação.
Na parcela de cerca de 10 hectares de terreno baldio, em declive acentuado e povoado por pequenos arbustos, as chamas foram ateadas e depois controladas por equipas de Sapadores Florestais.
Dinis Ferreira lembrou que em Portugal já existem "muitos meios" de prevenção e combate a incêndios florestais mas, ainda assim, a floresta "continua a arder".
"Neste momento o que nos falta é fazer a gestão dos combustíveis, dos matos. Esta [o fogo controlado] é uma das técnicas possíveis para fazer essa gestão, também já começa a ser utilizada sobre pinheiro e eucalipto", afirmou.
Segundo o investigador, caso a área adjacente àquela hoje utilizada para o fogo experimental fosse afectada por um incêndio florestal, as chamas acabariam por se deter no terreno baldio.
"Um incêndio florestal chega aqui e pára", garantiu, referindo que o solo afectado hoje pelas chamas vai regenerar-se rapidamente e, durante o Verão, terá "pequenos arbustos e pouca matéria combustível".
O desenvolvimento do incêndio de hoje foi monitorizado pelos investigadores - as chamas, de intensidade moderada, registaram temperaturas máximas de 870 graus centígrados, "ligeiramente acima do esperado" - e vão agora analisar o solo afectado para perceberem as razões das cheias e da erosão.
"As nossas análises preliminares mostram que o fogo controlado tem um efeito muito suave sobre as questões da conservação do solo e da água. Será uma técnica que pode ser usada para preservar os ecossistemas nestas regiões", frisou Dinis Ferreira.
O projecto de investigação, coordenado pela especialista em solos e hidrologia da universidade holandesa de Wageningen, integra, para além da Escola Superior Agrária de Coimbra, a Universidade de Swansea (País de Gales, Reino Unido).
In O Ribeira de Pena, 15/03/2009
Góis Moto Clube no Enduro de Gouveia
Num total de 126 participantes no Enduro de Gouveia, encontravam-se três pilotos do Góis Moto Clube, que "lutaram" pelas posições cimeiras das suas classes.
A prova beirã revelou-se bastante selectiva, pois apesar das boas condições climatéricas durante o decorrer da mesma, a chuva caída na semana anterior deixou o terreno naturalmente pesado. Este factor, mais um controle razoavelmente apertado, dificultaram o desempenho dos pilotos que percorreram as sempre difíceis encostas da serra da Estrela; e ditaram algumas penalizações aos concorrentes. Por outro lado, sendo uma prova de dois dias com duas voltas ao mesmo percurso de 50 quilómetros o piso torna-se naturalmente mais degradado.
O concorrente José Alvoeiro, na classe veteranos obteve um sexto lugar em ambos os dias de prova e mantêm o quarto lugar no campeonato nacional de enduro, e no final comentava: "podia ter sido melhor, mas a concorrência está muito forte. Acho que a prova foi muito boa, com especiais de grande nível, um percurso fabuloso e isso foi divertido, apesar de muito cansativa".
O piloto da classe verdes, Nuno Bandeira, no primeiro dia obteve o décimo quarto posto para no segundo dia ter de abandonar devido a avaria na sua moto, já o piloto Paulo Alvoeiro, na classe promoção, no primeiro obteve o nono lugar, para no segundo dia de competição não ir além de um décimo nono com problemas no decorrer da prova: "hoje tive uma saída de estrada ficando a mota numa ribanceira sendo muito difícil colocá-la na estrada só sendo possível com ajuda de outros concorrentes, mas este contratempo obrigou-me a penalizar 19 minutos sendo impossível obter um resultado melhor", declarava no final.
Desde já o Góis Moto Clube agradece aos patrocinadores: Freguesia de Góis, Freguesia de Celavisa, Caixa de Crédito Agrícola, Masac, Moto Jornal, Alves Bandeira, Sagres Zero, J Silvas Ldª, António José & Filhos Ldª, Psicológico, O Quintas, A Estrela da Mó, Quinta do Ortigão, Retiro dos Sabores, As Medas e Wurth, pois sem eles seria impossível participar neste tipo de provas.
in A Comarca de Arganil, de 18/03/2009
Maria de Lurdes Castanheira
Uma Séria Candidata `Câmara de Góis
Clarisse Barata Sanches
Tal como apreciámos, recentemente, na imprensa regional, temos já uma ilustre candidata indigitada pelo Partido Socialista, para a Presidência da Câmara de Góis.
Maria de Lurdes Castanheira será um projecto credível para o concelho, correspondendo às reais necessidades da população Goiense.
Não sendo de Góis, para aqui veio trabalhar como Técnica do Serviço Social há muitos anos, tendo já mais de 10 anos de Câmara, pois foi prestável assessora do Dr. José Cabeças, no tempo da sua presidência.
Hoje é ainda Técnica do Serviço Social da Câmara Municipal e Secretária Chefe da ADIBER Ninguém como ela conhece palmo a palmo o Concelho e com práticas reais da nossa Autarquia.
Tem boa memória e pela sua simpatia e atendimento, angariou, por aqui, muitos amigos de várias ideologias que a estimam e a admiram. Para discursar ninguém a atrapalha ...
Cada um de nós poderá ter mente de outras cores políticas partidárias, mas para resolver os nossos destinos, vamos dar força, de preferência, a quem poderá interessar-se mais por este lindo cantinho da Beira que queremos ver acarinhado e a gosto dos filhos da terra, não desmerecendo do valor de outros concelhos aqui à volta.
Ninguém como Maria de Lurdes Castanheira sabe das nossas maiores necessidades e é pessoa distinta da nossa confiança. Fica bem termos à frente da Autarquia de Góis uma senhora culta, experiente, digna e despachada para servir de boa mediadora entre a Câmara e o Governo que estiver.
É verdade que o tempo é de crise mundial, mas se for esse o caso, temos de nos reunir à sua volta para, em diálogo com todos, e descobrirmos a melhor maneira de a combater com trabalho e iniciativas de relevo, como a agricultura, tão abandonada presentemente, a fazer-nos dependentes do Estrangeiro.
Esperamos que a crise seja ultrapassada, de mãos dadas, com coragem e decisões inteligentes e de serviço profícuo de que a Nação tanto carece.
in O Varzeense, 15/03/2009
Comentários:
A união em tempo de crise é importante: sem dúvida. É em tempo de crise que se devem optimizar os esforços, racionalizar as operações e fazer as melhores opções. No entanto, penso que nesta questão é prematuro, nesta fase, afirmar quem é o melhor candidato: 1º Já são conhecidos todos os candidatos? 2º Se já conhecidos, já houve debate suficiente para se poder inferir da bondade das suas posições? Como se costuma dizer: até ao lavar dos cestos, são vindimas. Vamos aguardar e no fim vê-se: se realmente ela for a melhor merecerá vencer e defender a voz do Povo. Haja inteligência e saber.
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Ora aqui está uma grande oportunidade dos eleitores do Concelho de Góis elegerem uma pessoa capaz, que conhece o concelho. Uma Técnica conhecedora do terreno com experiência de autarca, e uma mulher que preza o dialogo e conhece bem as gentes que residem no concelho. Apesar de alguns contratempos na sua carreira politica (por politiquice) soube aguardar e não fugiu do concelho. Agora chegou a sua vez, e ela será certamente a nossa próxima Presidente da Câmara. Até lá não há que confiar, os que gostamos dela, temos que estar atento, divulgar as suas ideias e acompanha-la na luta que se avizinha. Força Dra. Lurdes.
Marques
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Estou a ficar embaralhado Como é possivel em 2005 o Sr.José Carvalho era contra a Dra.Lurdes , agora andam aos abraços e grandes discursos,isto é transparencia.
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-Sem dúvida que se deve ser fiel a princípios e ideais. A isso chama-se carácter. -Ter convicção , nesta fase, que se está a fazer a escolha certa é que já é prematuro. Imaginemos que surge um candidato independente que se encaixa nos princípios e ideais que defendemos? Está excluído à partida? Se assim for, não se estão a defender ideais e princípios, mas sim pessoas. Isso já é diferente. É uma situação de preconceito, não abonatória da procura das soluções de excelência. -Ainda não são conhecidos todos os candidatos. Podem emergir candidaturas independentes que tenham tanto ou mais potencial que os candidatos que nesta altura já se perfilaram. Há que aguardar.
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Eleições para a Câmara de Góis
Há já mais um candidato
Raul Lopes Alves
As eleições autárquicas que se irão realizar no decorrer do ano em curso, continuam a mexer nos bastidores de alguns concelhos, nomeadamente no Concelho de Góis de onde nos presa ser descendente e gostamos ver desenvolvido, por uma questão de sentimentos.
Em data oportuna, referimo-nos ao candidato pelo partido socialista ao qual fizemos imparcial apologia, porém considerando que as alternativas são saudáveis e neste caso fazem renascer uma esperança na mudança, congratulámo-nos ao ter conhecimento que há mais um candidato, este apoiado pelo Partido Social Democrata PSD, e porque se trata do Eng. Diamantino Simões Garcia, um homem com grande competência que já conhece os cantos à casa, as carências do Concelho e os munícipes de porta a porta.
Nesta perspectiva, em relação ao poder local os eleitores quando chamados às urnas, devem apostar na competência individual e não às cores do arco-íris e com maior incidência naqueles que dão conta do seu amor à causa e de um projecto sério e consistente inclusive os que vencem barreiras sem preconceitos e procuram o lugar certo e a politica séria para melhor servirem.
O Concelho de Góis integra cinco freguesias, a de Alvares, pela sua extensão territorial, merece especial atenção na escolha do candidato para uma gestão que esteja em sintonia com as valências da Freguesia e da melhoria de vida social das populações, os últimos quatro anos já deram uma imagem desses objectivos.
in Jornal de Arganil, 19/03/2009
Comentários
Sem por em causa a competência e a capacidade do Candidato em causa, para haver demonstração pública de convicção e coragem, o Candidato deveria concorrer como Cidadão independente. Seria importante aos olhos do Povo a demonstração da não necessidade de qualquer bengala partidária. Acho que como independente, mostrando convição, coragem, rigor, transparência, inteligência e saber, ficaria bem considerado na consciência do Povo.
As candidaturas à autarquia Goiense
Adriano Pacheco
As eleições autárquicas ainda vêm longe, mas já são conhecidos alguns candidatos às mesmas, assim como, já são visíveis as movimentações à volta do assunto que, por via disso, se vão posicionando no ponto de partida, dando mostras de empenhamento na participação da escolha dos próximos governantes do poder local. O que indicia, de algum modo, uma campanha algo combatida para a eleição dum candidato que se deseja com propensão para uma governação inovadora. Esperamos também que elas decorram sem atribulações.
Em princípio, as eleições apresentam-se aos munícipes como uma nova esperança, uma luz brilhante, ou quem sabe se uma lufada de ar fresco no edifício da governação concelhia. . As candidaturas conhecidas desencadeiam esse desejo de maior participação nos debates políticos, qe melhor clarificação nos programas e nas prioridades dos candidatos: criando à sua volta um núcleo de massa crítica colaborante, que tanta falta tem feito à nossa empobrecida região. Mas não estamos a confundir essa massa crítica com alguém que se dedica a debitar polémica gratuita, ou palavreado fácil sem qualquer proveito ou inovação. Não, desse tipo já estamos muito bem servidos.
Deseja-se acima de tudo, que os debates sejam fecundos e mobilizadores de uma melhor consciência da actual realidade, uma melhor selectividade dos problemas mais prementes com prioridades estabelecidas, recorrendo ao contributo das colectividades para implementação dum projecto mobilizador que tanta falta tem feito, dadas as particulares características dum concelho com largo território, disperso e, sem identidade, o que não facilita a governação, nem a mobilização dos munícipes. Mas diz-nos a experiência, que a tendência normal nestas situações, se inclina sempre para a promessa fácil e sonante do cimento, ou do alcatrão, ou para a politiquice das acusações pessoais que, pode ajudar a libertar a bílis, mas deixa no ar um tom "popularesco" e pouco civilizado.
Deseja-se também que os candidatos se empenhem nesta missão com seriedade, que encarem os problemas do concelho com realismo e com conhecimento de causa, já que estas eleições se decidem pelo carisma pessoal e pelo conhecimento que cada candidato tiver das populações do concelho. A máquina partidária, neste caso, pouco ou nada poderá ajudar tendo em vista o intrincado cenário em que uma das candidaturas emergiu.
É por demais importante que os candidatos retomem uma postura de dignidade e de credibilidade que a política, como arte de governação, deve conter, postura essa que tão arredia têm andado do país. A política, dentro do seu exercício deve ser sempre encarada como um serviço público imbuído de toda a entrega e dedicação. Quando alguém se propõe a exercer tal missão dento deste propósito, tudo será mais consentâneo com o seu natural encaminhamento e, assim, só pode ganhar a admiração e o apreço dos seus munícipes.
in O Varzeense, 15/03/2009
Exposição da artista Conceição Ruivo no Posto de Turismo de Góis
Está patente no Posto de Turismo de Góis a exposição da Artista Figueirense Conceição Ruivo. Os trabalhos apresentados foram realizados em várias técnicas contemplando estas alguns materiais variados como a linha, lã, colagem, pintura, conchas, entre outros, que serviram de inspiração para as obras apresentadas.
Esta exposição está patente até ao final do mês de Março e pode ser visitada de 2ª a 6ª feira das 09.00 horas às 12.30 horas e da s14.00 h às 17.30 horas.
Efira-se que Conceição Ruivo – Nasceu na Figueira da foz. Frequenta a Escola Comercial e Industrial desta cidade. Em Lisboa, a Escola de Artes decorativas António Arroio e a Escola Superior de Belas Artes. É Professora de Educação Tecnológica no Ensino Secundário.
Sócia da IMARGEM – Associação dos Artistas Plásticos de Almada, da MAGENTA – Associação dos Artistas pela Arte – Figueira da Foz, da CNAP – Clube Nacional Artistas Plásticos e da Sociedade Nacional de Belas Artes.
Com cerca de uma centena de exposições realizadas, das quais se destacam – Galeria Municipal de Arte, Clube do Sargento da Armada Portuguesa e Biblioteca Pública em Almada, Instituto Português da Juventude, Casa da Cultura e Galeria Bissaya Barreto em Coimbra. Museu Nacional do Traje em Lisboa, Estufa Fria, Feira Internacional, Expo-Salão da Batalha, Casino Oceano, centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, Turismo e Museu municipal da Figueira da Foz, Galeria da Casa do Médico no Porto e Champs Elisées em Paris.
in RCA, edição electrónica, 18/03/2009
Aigra Nova - Conhecer no presente as recordações e tradições do passado
A Aigra Nova, com a Aigra Velha, a Comareira e a Pena, no concelho de Góis, integram a Rede das Aldeias do Xisto.
E foi através deste Programa das Aldeias do Xisto, que estas aldeias outrora tão cheias de vida e que depois foram sendo abandonadas pelos seus habitantes e durante anos ficaram praticamente esquecidas no meio das serranias da Lousã, voltaram a ser recuperadas no seu património mas, apesar disso, infelizmente essa recuperação não trouxe de volta as pessoas que ali habitavam.
Ficaram alguns, valentes e teimosos, para depois da recuperação destas aldeias de xisto mostrar aos visitantes (estes sim, começam a ser muitos) os seus usos e costumes, dar-lhes a conhecer as suas histórias, o artesanato, provar da sua gastronomia, percorrer os caminhos sinuosos mas de belezas ímpares no meio da montanha abrupta e agreste mas de onde brota ainda a água pura e cristalina e correm ventos sempre frescos, às vezes fortes e agrestes, que obriga a procurar o aconchego da lareira à volta da qual, sobretudo nas longas noites de Inverno, a família quase sempre numerosa se reunia para depois de um dia de trabalho duro, comer o caldo, quente, às vezes "adubado" com a carne de porco, salgada, o enchido guardado no azeite ou na banha, ou naco de presunto que era guardado na salgadeira e que tão bom governo davam às mulheres que tinham de governar a casa.
Iam para o trabalho a cantar, andavam no trabalho a cantar, regressavam do trabalho a cantar
Eram tempos difíceis, mas muito saudáveis. E alegres. Porque nas noites mais quentes, sobretudo, depois do trabalho e da ceia, as pessoas juntavam-se no largo da aldeia, à luz dos lampiões, para conviver, cantar e dançar, para combinar os trabalhos do dia seguinte, em que todos se ajudavam mutuamente. E iam para o trabalho a cantar, andavam no trabalho a cantar, regressavam a casa a cantar. Era assim na Aigra Nova, no tempo em que a aldeia tinha muita gente, nova e menos nova, moçoilas bonitas e casadoiras, que levavam os rapazes das redondezas a subir até lá e um ou outro com a concertina às costas fazia o bailarico e todos se divertiam noite fora ou nas tardes calmas de domingo.
Susana Marques, uma citadina que se apaixonou por estas terras
E é um pouco de tudo isto, destas histórias e memórias, que o Programa das Aldeias de Xisto também quis recuperar. E está a conseguir, trazendo às aldeias pessoas de todo o lado, que além das paisagens têm à sua disposição as "oficinas" que mostram os saberes e os sabores de outrora. Foi um pouco de tudo isto que numa destas últimas tardes, fomos ouvir à Aigra Nova, no aconchego da lareira da Loja da Aldeia, onde fomos recebidos pela dr.ª Susana Marques, uma psicóloga que veio da cidade e que se apaixonou por estas terras e que há 10 anos vive no concelho e, através da Lousitânea, tem desenvolvido um trabalho notável na divulgação e promoção destas aldeias.
À volta do lume e de uma mesa onde não faltou o queijo de cabra, o chouriço e a broa, em amena cavaqueira
E enquanto lá fora caía a chuva e soprava forte o vento frio e agreste, à volta do lume e da mesa onde não faltou o queijo de cabra, o chouriço e a broa, em amena cavaqueira, juntaram-se ainda a D. Júlia Maria de Nazaré Nunes, nascida há 76 anos na Aigra Nova e onde é uma das últimas residentes, o seu genro, Manuel Claro, a sua neta, Sandra Cristina, enquanto a filha Lurdes ficou em casa a recolher as cabras e a tratar do "vivo".
A D. Júlia é uma dos dois habitantes que restam na aldeia. O genro, agora reformado e embora com residência em Arganil, ali passa a maior parte do seu tempo, enquanto a Sandra, apesar de jovem, continua a subir com muita frequência à também sua Aigra e naquele dia veio ajudar a avó a encher as chouriças, que já estavam penduradas no caniço, a secar.
Na sua desenvoltura de mulher dinâmica, apesar de curtida pela dureza do trabalho e da montanha, D. Júlia começou a recordar os tempos saudáveis da sua criação. Da mesa farta que dava o trabalho do campo e mesmo que ao tempo não fosse obrigatório ir à Escola, ela frequentou a Escola da Ponte do Sótão e fez a 3.ª classe. Com 19 valores, que só muito mais tarde, quando as netas andavam a estudar, é que acabou por perceber o valor que tinham... aqueles valores. E como se perderam tantos valores, tantas inteligências, porque não havia possibilidades de irem muito mais além nos seus estudos.
E ao descer para a escola e ao subir para a aldeia, a pequena Júlia "tirava as tamanquitas", como recorda, e ia descalça para caminhar mais rápido. Mais tarde e como era das poucas que sabia ler e escrever, escrevia as cartas para namorados daquelas que não sabiam ler e pelo meio até uns versos, certamente românticos, umas "flores", acabando mesmo por ser a confidente das raparigas casadoiras da aldeia, algumas até "nem comiam, como acontecia à minha irmã, quando sabiam que ali estavam os rapazes com uma concertina para fazer o bailarico. E não havia ninguém como os do Franco para tocar concertina", recorda.
No largo da Quintã, eram as reuniões das gentes da aldeia. Ali se convivia, ali se combinavam os trabalhos para o dia seguinte. Ali eram tratados os assuntos que interessavam ao povo da Aigra Nova. E com que orgulho a D. Júlia nos disse que ali tinha nascido, sido criada e de onde nunca saiu, numa casa onde eram 5 irmãos, acabando depois por casar com um rapaz da Ribeira Cimeira, o saudoso Cassiano das Neves Rodrigues, de quem é viúva há 12 anos.
Numa terra onde "a maior parte das famílias tinham 10 a 12 filhos" todos os habitantes eram como uma família. "Os vizinhos eram como irmãos", recorda, com saudade, D. Júlia, que pequena ainda, recorda também a alegria "quando vinha o padeiro, do Pontão do Seladinho, com o cabaz às costas vender aqui o pão. E nesse dia comíamos um paposeco", disse-nos, que ao tempo era uma guloseima que não estava ao alcance de todos.
O trabalho era muito e duro, mas na mesa não faltava o pão, lembra D. Júlia, que no seu tempo de menina e moça andava à frente dos bois, no amanho das terras. "Nunca julguei na minha vida ver uma mulher à frente dos bois", diziam alguns quando viam a jovem nos trabalhos da lavoura ou a passar com os animais em locais onde os acessos eram muito difíceis. E a ensinar os animais, que vinham pequenos, eram criados e faziam os trabalhos na lavoura, "para depois serem vendidos na Feira do Mont'Alto", disse-nos. E com o dinheiro que sobrava voltava a ser comprada outra junta de bois para criar e o resto era para alguma necessidade que surgisse, para comprar os bens necessários para casa.
Os tempos foram mudando, a fábrica de papel da Ponte do Sótão (onde trabalhavam algumas pessoas da aldeia) fechou e começou o abandono das terras e da aldeia à procura de melhores condições de vida. E depois de muitos anos, acabou por surgir "esta revolução, que veio tarde", como nos disse a D. Júlia, que foi a recuperação das aldeias através do Programa Aldeias do Xisto.
Um amor que leva às lágrimas
Primeiro com alguma desconfiança, quando se começou a falar deste Programa, como nos disse Manuel Claro, que de quando em vez e enquanto a sogra ia falando, ia dando algumas achegas e os olhos chegaram mesmo a encher-se de lágrimas não só de saudade, mas também pelo amor que tem por estes pedaços de chão onde nasceu e que tanto ama. Com o irmão, André, serve a Associação de Melhoramentos das Aigras, Comareira e Cerejeira, que com a Lousitânea, que gere a Loja da Aldeia, celebrou um protocolo para a cedência do espaço e onde está também instalada desde há 1 ano.
Um ano que foi celebrado em festa no passado dia de Carnaval. Que foi um dia grande para a aldeia, porque a Lousitânea, que ali tem também a Maternidade das Árvores (espaço de educação ambiental), inaugurou o Caminho de Xisto de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena (integrado na Rota das Tradições do Xisto) e que une estas quatro aldeias do concelho de Góis.
Um Caminho que enriquece as Aldeias de Xisto do concelho de Góis
Num percurso de 9,2 quilómetros, este Caminho leva quem percorre a sair da Aigra Nova, e subindo o caminho antigo passa pela Fonte dos Bois, onde ainda hoje os pastores levam o gado a beber água. Aigra Velha e uma vez no topo do caminho continuar a descer em direcção à Ribeira da Pena, avistando os Penedos de Góis. Seguindo a levada pela ribeira abaixo, chega-se à Pena e saindo da aldeia, chega-se à Pena e saindo da aldeia por um carreiro a subir a encosta ao chegar ao topo avista-se a Serra da Estrela, de longe, para começar a descer para a Comareira até à Aigra Nova, que fica ao lado.
Os pontos de maior interesse, devidamente identificados, durante o Caminho são a Fonte dos Bicos, o açúde e levada antiga e o penedo da Abelha e tem dois pontos de partida e chegada: na entrada de Aigra Nova e Pena, inserindo-se este percurso pedestre, devidamente homologado pela Federação, na Rede Natura 2000 - Serra da Lousã, "devido ao facto de aqui se poderem ainda encontrar algumas espécies de fauna e flora de grande relevância", além das paisagens bonitas dos montes e vales, inóspitos e selvagens, que caracterizam este rico património cultural.
Muitas pessoas, festa, na inauguração do Caminho de Xisto mas a ausência (notada) da Câmara Municipal
É essa a preocupação da Lousitânea, dar a conhecer e a divulgar toda esta riqueza, como nos disse Sandra Marques, que todos os dias está na Loja da Aldeia da Aigra Nova (ou Isabel Martins), que se comove, vive e vibra com os resistentes que ali se encontram e é mais uma no meio deles. Como aconteceu no dia da inauguração, onde mais de 100 pessoas vieram de todo o país para conhecer o novo Caminho posto à sua disposição. E em cada aldeia, as "oficinas" para dar a conhecer aos caminheiros como se cozia a broa, como se ensinavam os cabritos e mamar e a comer dentro do capril, como se moía o milho. Na Comareira a surpresa dos habitantes, a oferecerem presunto e vinho, terminando em festa na Aigra Nova, com o lanche, o jogo do pau e até um baile. Não faltou o artesão sr. Joaquim, que veio de Castanheira de Pera para oferecer uma réplica da Loja da Aldeia. Só faltou um representante da Câmara Municipal.
"Eu sou de Góis"
O que não falta é vontade a Sandra Marques, que ninguém diz que veio da cidade, há 10 anos, e aqui se fixou, apaixonou-se por estas paragens e aqui quer continuar, porque acredita, apesar das vicissitudes, que estas terras poderão ter futuro. No Inverno, como nos confessou, "não são muitas as pessoas que aqui vêm, mas no Verão há gente todos os dias". E nesta caminhada não está sozinha, não está sozinha nesta paixão que é partilhada com o marido e com o filho, de 9 anos, que no dia da festa dizia, com muito orgulho, alto e bom som: "eu sou de Góis".
J. M. Castanheira
in A Comarca de Arganil, de 11/03/2009
Trans Serrano projecta Parque Aventura
No ano em que comemora 10 anos de existência, a Trans Serrano adquiriu o espaço que agora é a nova sede, Solar dos Sanches, na rua S. Paulo. Na passada segunda-feira, dia 9, os sócios Paulo Silva, Sandra Marques, Cristina Gomes e Telmo Henriques, e colaboradores mostraram a nova Casa da empresa de aventura, lazer e turismo, a ser utilizada desde o início do ano. Datada do séc. XIX, tem uma quinta com 1,5 ha, para o qual está a ser elaborado um projecto de Parque Aventura, com um espaço para o efeito, sendo que parte do edifício servirá para escritórios e alojamento. Dentro de dois, três ou quatro meses, o projecto, desenvolvido pelo arquitecto Carlos Santos será apresentado na Câmara Municipal e logo que aprovado a empresa tem prevista uma cerimónia com o lançamento da primeira pedra. "Sem copiar", assegurou Paulo Silva, o empreendimento tem como base serviços prestados pela Pousada de Juventude da Lousã.
Sob o slogan "A Trans Serrano leva-o onde mais ninguém o leva", a empresa tem conquistado o seu lugar a nível nacional, tendo inclusivamente recebido propostas para se deslocar: porém, a "paixão" dos sócios por Góis, faz com que a empresa continue firme na vila, apostando forte nas potencialidades do concelho. E assim, se tornou uma referência do concelho e uma das marcas mais fortes.
O décimo aniversário é encarado como "um marco na história da nossa vida empresarial, no percurso pessoal dos sócios e colaboradores da Trans Serrano", resultante de um "esforço empresarial e pessoal muito elevado". Um facto que "enche de orgulho" a equipa da Trans Serrano, que, segundo expressam, dá "vontade de continuar a lutar". Conforme vincou Sandra Marques, na ocasião, os dez anos da Trans Serrano têm sido de "desafio permanente", e de "acreditar no impossível". E se até agora o percurso tem sido "difícil", mas com resultados positivos, a dirigente garantiu que tal "não nos vais demover e continuamos aqui com muita garra e força".
Aliás, o espírito da equipa havia antes deixado emocionado Paulo Silva, que enalteceu a criação de postos de trabalho em virtude de actividade da Trans Serrano e, consequentemente, fixação de pessoas, fazendo negócio "a partir de coisas antigas, que aparentemente não têm valor".
in Jornal de Arganil, de 12/03/2009
Canoagem no Ceira
o próximo fim-de-semana vamos ter novamente canoagem no Ceira.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal e a Kompanhia-das-águas estão de novo juntas para mais uma descida.
Os nossos associados Carlos Dias e Mário Martins esperam por todos aqueles que são amantes desta actividade para reviverem ou passarem a conhecer estas belas paisagens e um dos rios mais limpos, senão o mais limpo do nosso país.
A União Progressiva dará apoio em termos de alojamento, alimentação e transporte, se necessário. A população do Colmeal dará o seu habitual carinho e hospitalidade.
Os participantes deverão possuir embarcação própria e equipamento completo.
A Transerrano, Lda, que vai colaborar nesta descida, está em condições de poder alugar embarcações e equipamento completo a quem o desejar. Para tal, os interessados deverão contactar a organização e efectuar a reserva o mais depressa possível.
Serão descidos os seguintes percursos:
No SÁBADO (dia 21): Colmeal - Candosa - Cabreira (Percurso 3 + Percurso 4)
Cerca de 10 km, acessível a canoístas com menos experiência (Cl. II/III). Possibilidade de saída a meio, na povoação da Candosa.
O percurso poderá ser alterado de acordo com as condições do caudal no dia da descida.
No DOMINGO (dia 22):
O percurso a efectuar será escolhido no próprio dia consoante a experiência dos participantes e o caudal existente.
No Colmeal será disponibilizado, como de costume, local para dormir. Basta levar saco cama e colchão (espuma).
As inscrições deverão ser efectuadas até 18 de Março (4ª feira), via e-mail, para o Carlos Dias ( charles_dias10@hotmail.com / 93 8311689 /96 7849386 ) ou para o Mário Martins ( 93 3281944 ) que poderão prestar todas as informações necessárias.
O valor da inscrição é de 10,00 € (dez euros) e inclui o seguro de acidentes pessoais (1º dia) e o jantar desse dia. Os acompanhantes pagam 7,00 € (sete euros) - refeição e acolhimento indicados no programa. As crianças até aos 15 anos não pagam nada.
O programa desta Canoagem no Ceira pode também ser consultado em http://www.kompanhiadasaguas.com/Calendr.htm
Socialistas confiantes na vitória de Lurdes Castanheira em Góis
“Renovar a esperança. Confiar no futuro” é o slogan de campanha do PS em Góis nas próximas autárquicas. O arranque teve lugar num jantar que juntou mais de 800 pessoas
Isabel Duarte
Foi um mega jantar que ocoreu sábado, no gimnodesportivo de Vila Nova do Ceira, e marcou o arranque da campanha do PS em Góis para as autárquicas. O evento promovido por uma comissão que reúne pessoas independentes e de vários quadrantes polítiários, mobilizou mais 800 pessoas.
Abriu as intervenções Miguel Mourão, em nome da comissão organizadora. «Organizámos este evento porque se apoderou de nós uma confiança inabalável no futuro e no facto de Lurdes Castanheira ser a próxima presidente da Câmara de Góis», declarou, sublinhando que «acreditamos firmemente que Lurdes Castanheira vai assumir esse papel com sentido de dever, de justiça, com a determinação, a frontalidade, a ousadia, o dinamismo e o espírito empreendedor que tão bem a caracterizam».
Sem mencionar nomes, mas sendo clara a referência a Diamantino Garcia, Victor Baptista afirmou que Lurdes Castanheira «é a candidata do PS» e «não pode haver equívocos, que até há bem pouco tempo trabalhavam connosco». «Foram eles que rompecom o PS», sublinhou, adique «as regras estavam perfeitamente definidas, quem acalentava o sonho de ser candido PS só tinha de fazer uma coisa: apresentar-se no interior do PS». Por isso, «se o não assumiram internamente, não têm legitimidade para incutir responsabilidades ao PS e muito menos à candidata do PS, rematou. O presidente da Federação Distrital do PS, lembrou ainda que «hoje em Góis há uma circunstância particular, dos três ou quatro vereados existentes na autarquia, podemos dizer que apenas o presidente é do PS». Dirigindo-se a Lurdes Castanheira, acentuou: «podes contar com o PS e com a Federação. Estou hoje contigo porque entendo que és tu quem melhor defende os interesses do partido», disse, convicto que «se trabalhares bem, vencerás» e referiu o curricu1um da candida «com trabalho feito, ao longo de 20 anos neste concelho».
Horácio Antunes felicitou a organização, porque «conseguiu juntar uma multidão, ávida por conhecer quem vai governar nos próximos 12 anos os destinos de Góis». «Se aqui residisse o meu voto era dela», disse ainda o deputado. Dirigindo-se à vasta plateia desafiou: «vocês todos votem tendo a certeza de uma coisa, ela é a melhor, a mais forte e a mais capaz», «ela dar-vos-á um futuro melhor», rematou.
Comentários:
Castanheira em Góis: Nos últimos anos tem-se assistido à proliferação de construção clandestina. Veja-se, por exemplo, o pavilhão situado na Portela de Góis. Estes autarcas não passam por lá? E a seguir não exigem que se fiscalize? Sinceramente não se entende. Será que se deve fazer uma denúncia às instituições da República, acusando estes autarcas de negligência? Para além da construção clandestina, grande parte das novas edificações particulares não tem qualidade arquitectónica. Quem apoia os Municípes? Há algum regulamento de edificações urbanas que estipule os parâmetros arquitetónicos da construção. Algumas aldeias, com excepção das Aldeias de Xisto, já se assemelham a certos bairros, outrora clandestinos, da periferia de Lisboa. Está-se a perder o encanto. Não há qualidade. Para além da questão económica, que importa que se tenha feito um jantar com 800 pessoas? Bom proveito.
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"Servir Góis com lealdade"
Lurdes Castanheira começou por dizer que “esta moldura humana é a expressão mais autêntica de que as pessoas de Góis sabem bem o que querem para concelho». Os goienses sabem quem são as pessoas que melhor podem responder aos seus problemas», disse, sublinhando que «todos aqui me conhecem e sabem que sou pessoa de convições e sempre fiel aos seus princípios “. Sobre a sua candidatura, esclareceu que emerge dentro do PS, porque sou fiel aos valores em que acredito a que livremente aderi»: «É uma candidatura formalmente apoiada pelo partido, mas com espaço paras todos; homens ou mulhes, ricos ou pobres, novos ou velhos», acrescentou, declarando que «nesta candidatura não haverá goienses de primeira e goienses de segunda». Para Lurdes Castanheira, Góis «precisa de ser liderado por uma equipa à altura de executar um novo paradigma de desenvolvimento», pois «são cada vez mais as exiências e os desafios, e Góis prede ter uma agenda de intervenção política bem definida para a inclusão social, para o emprego, para a qualificação e o bem-estar da população». Nesse sentido, «é fundamental desenvolver um conjunto integrado de iniciativas com o objectivo de melhorar o bem-estar das populações, investindo no turismo, no comércio, nas infra-estruturas e equipamentos, no desporto, no património, no ambiente, na acção social e na cultura".
Sensibilizada com todos quantos “trabalham com afinco e dedicação para que hoje tivéssemos uma das maiores festas de que há memória em época de eleições», Lurdes Castanheira afirmou que «a partir de hoje há novos compromissos, a partir de hoje somos todos mais responsáveis pelo futuro de Góis e dos goienses». Exortando ao trabalho, disse que “a luta vai ser grande, mas a vitória é certa”.
in Diário de Coimbra, 17/03/2009
Jantar de apoio a Lurdes Castanheira reuniu 800 pessoas
Vítor Baptista, presidente da Federação Distrital do PS de Coimbra, e Horácio Antunes, Deputado do PS na Assembleia da República, foram dois de entre os muitos autarcas que participaram, no sábado, no jantar de apoio à candidatura de Lurdes Castanheira à Câmara Municipal de Góis, nas próximas autárquicas. Nesta iniciativa, organizada por uma Comissão constituída por um grupo de cidadãos do concelho, estiveram presentes cerca de 800 pessoas, que se reuniram no Pavilhão Gimnodesportivo da Casa do Povo de Vila Nova do Ceira, para “demonstrar publicamente o quanto os cidadãos de Góis esperam desta candidatura”.
Sob o slogan “renovar a esperança, confiar no futuro”, a apresentação desta iniciativa esteve a cargo de Dalila Neves e José Neves, tendo a candidata entrado no Pavilhão com a banda sonora do filme “O Gladiador”. Para além de animação musical, nesta ocasião, os muitos familiares de Lurdes Castanheira, militantes do PS, amigos e simpatizantes tiveram oportunidade de assistir ao visionamento de um filme sobre Góis e outro sobre a candadidata que, embora não seja natural do concelho, já trabalha em Góis desde 1989. Coube ainda aos sobrinhos Filipe Henriques e Daniel António ler uma carta onde teciam alguns elogios à tia e manifestavam o seu apoio a esta candidatura.
Deixando uma palavra de agradecimento em primeiro lugar à comissão organizadora deste jantar, Maria de Lurdes Castanheira congratulou-se com o grande número de pessoas presentes nesta iniciativa. “Esta é a prova inequívoca que quando as pessoas acreditam, quando confiam, não há ameaça que as trave”, referiu, alegando que “esta moldura humana é a expressão mais autêntica e natural de que as pessoas de Góis sabem bem o que querem para o seu concelho”. Destacando que chegou ao concelho de Góis há vinte anos, para trabalhar enquanto assistente social, a candidata do PS realçou que “esta terra sabe quem são as pessoas que melhor podem responder aos seus problemas porque são estas mesmas pessoas que melhor os conhecem”.
“Sou pessoa de convicções e sempre fiel aos meus princípios”, afirmou, defendendo que o seu objectivo é “a defesa do bem público e dos reais interesses colectivos”. Lurdes Castanheira quis ainda reforçar que a sua candidatura surgiu “dentro do Partido Socialista” e que “é uma candidatura apoiada pelo PS, mas com espaço para todos”. “ É um projecto inclusivo, aberto e livre, onde todos podem participar e dar o seu contributo porque nesta candidatura não haverá goienses de primeira e goienses de segunda”, constatou.
Segundo a candidata, que é também presidente da Comissão Concelhia de Góis do PS, presidente do Departamento Federativo de Coimbra das Mulheres Socialistas, e que foi recentemente eleita para a Comissão Nacional do PS, tendo “um gosto especial por desafios motivadores e exigentes”, compromete-se a “até Outubro conquistar a confiança do maior número de eleitores”, uma vez que “Góis precisa de ser liderado por uma equipa que esteja à altura de executar um novo paradigma de desenvolvimento”. “Góis precisa de ter cada vez mais uma agenda de intervenção política bem definida para a inclusão social, para o emprego, para a qualificação e o bem-estar das populações”, advogou, explicando que é necessário ter em atenção sobretudo os problemas sociais.
Contando que foi José Cabeças, antigo presidente da Câmara de Góis, que a levou a entrar na vida política, Lurdes Castanheira deixou-lhe uma palavra de reconhecimento, assim como ao actual presidente, José Girão Vitorino, “pela sua coragem e dedicação à causa pública”. De acordo com a candidata à Câmara, o desenvolvimento do concelho é outras das questões a considerar, já que “é fundamental desenvolver um conjunto integrado de iniciativas que abranjam todo o município, com o objectivo de melhorar o bem-estar das populações”, através do investimento em várias áreas, nomeadamente na indústria, comércio, turismo, infra-estruturas e equipamentos, desporto, património, ambiente, acção social e cultura.
“Este vai ser o objectivo central do projecto autárquico a apresentar num futuro próximo ao eleitorado”, anunciou, destacando que alguns dos princípios que norteiam a sua candidatura passam por “criar condições à fixação das populações; promover o emprego; promover políticas locais de apoio à economia local e à habitação; criar condições aos jovens que aqui residem e aqueles que anseiam voltar à sua terra; apoiar os idosos, as crianças e as pessoas em idade activa e produtiva”. Assegurando que este jantar de apoio não será esquecido, Lurdes Castanheira reforçou que esta foi “uma das maiores festas de que há memória no concelho de Góis em época de eleições”. “A luta vai ser grande mas a vitória é certa”, disse convicta, garantindo que, “com a minha dedicação, empenho e sentido de responsabilidade”, vai “trabalhar e servir Góis com lealdade”.
Já o presidente da Federação Distrital do PS de Coimbra começou por esclarecer que quanto à escolha da candidata do PS para a autarquia goiense “apenas dei conselhos quando me solicitaram”, contando que “as regras estavam perfeitamente definidas” e “quem queria ser candidato, se acalentava o sonho de ser candidato do PS, só tinha de fazer uma coisa, apresentar no interior do PS essa candidatura”. “Se se afastaram foi por ambição própria e não por defenderem os interesses do PS”, criticou Vítor Baptista, recordando que o concelho de Góis é gerido “há muitos anos” pelo PS, tendo tido como presidentes de Câmara Fernando Carneiro, Nogueira Pereira, José Cabeças e José Girão Vitorino.
Defendendo que a actual candidata do PS, embora não sendo natural do concelho de Góis, “tem trabalho feito”, enquanto vereadora do partido e assistente social, o dirigente da Federação Distrital do PS de Coimbra explicou que “estamos a trabalhar para ganhar todas as Câmaras, mas sabemos que é difícil”. A Lurdes Castanheira, Vítor Baptista aconselhou a escolher uma equipa “que a apoie”, considerando que “hoje, ser presidente é ter os olhos virados para o futuro, com preocupações sociais”. “Podes contar com o PS e com a Federação e tenho a certeza que se trabalhares bem, vencerás”, finalizou.
Horácio Antunes, que também demonstrou o apoio a esta candidatura, afirmou que “é ela quem vai gerir os destinos de Góis nos próximos 12 anos”, realçando que “a formação de Lurdes Castanheira é muito importante”. Lembrando que a assistente social “fez projectos para combater a pobreza”, o deputado do PS referiu que “a escolha da candidata foi bem feita”, acrescentando que “não saltou por cima de ninguém, esperou que votassem nela”. “Ela é a melhor, a mais forte e a mais capaz”, alegou, garantindo que “vai arregaçar as mangas e trabalhar”.
in RCA, Edição electrónica
Necessidades duma Aldeia
Pergunto aos responsáveis pelo meu concelho, a quem pertence as reparações das ruas das Aldeias e dos caminhos que dão acesso às mesmas, aos seus terrenos de mato e pinhas assim como aos seus terrenos de cultivo, e ainda o acesso à mina que nos abastece a água para nosso consumo.
No meu entender deve ser a entidade que recebe os nossos impostos e também recebe a água que nós consumimos, assim como também nos cobram uma importância para recolha dos lixos. Espero que esses responsáveis, não se acomodem na sede do concelho, sem irem ver quais são as necessidades dos habitantes que nelas vivem e nem acreditem nos pedidos que são feitos, por escrito. Eu tenho-me esforçado por fazer chegar à Câmara, pessoalmente, por escrito e até com fotografias, das necessidades que nos assiste na minha Aldeia.
Quando o assunto é apresentado pessoalmente, é-me prometido que sim, que vai mandar lá o encarregado ver o que é preciso fazer-se, só que não passa disto, tudo continua na mesma; quando às cartas que tenho enviado, umas assinadas só por mim, outras por mim e por mais habitantes, não tenho tido respostas a nenhumas, não sei se as mesmas são desviadas do Senhor Presidente, ou se o mesmo se encontra arrependido de tantas vezes ter prometido, sem nunca ter feito ou mandado fazer; ou será que o encarregado da Câmara não cumpre com as ordens que são dadas.
Será que nós não merecemos um fim de vida, um pouco melhor da que temos vivido, na Aldeia que nos viu nascer, a qual tivemos de deixar por alguns anos e passados esses anos voltamos a escolher a nossa Aldeia para nela passar os últimos anos de vida. Pois com o peso dos anos vividos, o cansaço da vida e a falta das forças bem merecíamos um pouco mais daquilo que temos tido.
Temos sido pacientes, compreensíveis, educados, respeitadores e sabido esperar, por tudo o que foi prometido. Mas agora chega de promessas, está na hora de irmos às obras e de acabar com as necessidades da Aldeia.
Fernando Alves Dias, Barreiro
in Jornal de Arganil, de 12/03/2009
Falta de sinalética em Amioso Fundeiro
Amioso Fundeiro tem uma entrada e uma saída e vice-versa. Também já foi alertada a escassa sinalização existente nestes locais onde as pessoas adultas ou crianças têm que se cruzar num perigo constante. Mais uma vez chama-mos a atenção a quem de competência se digne mandar colocar os respectivos sinais a fim de chamar a atenção aos automobilistas que passam na chamada "gáspia", por vezes assustadora sem pensarem que, num segundo, podem ceifar vidas humanas. Não podemos esperar que o vivo morra atropelado para, depois, lhe rezar pela alma.
João Alves
in Jornal de Arganil, de 12/03/2009
Tomada de posse dos novos dirigentes da Comissão de Candosa
A Comissão de Melhoramentos de Candosa - Cadafaz, concelho de Góis, fundada em 25 de Junho de 1955, vem por este meio informar para os devidos fins, que a tomada de posse dos novos Corpos Gerentes para o biénio 2008_2009, eleitos no dia 19 de Outubro de 2008 em Assembleia Geral, teve lugar dez dias depois, em 29 de Outubro de 2008 em conformidade com o disposto Capítulo VIII, Artigo 23º dos Estatutos da Comissão de Melhoramentos de Candosa, constituídos pelos seguintes elementos:
ASSEMBLEIA GERAL:
Presidente: Fernando Alves Brás Ramos
1ºSecretário: Nelson Filipe Simões Martins
2ªSecretário: Luís Miguel Nunes Martins
DIRECÇÃO:
Presidente: Andreia Catarina Almeida Brás
Secretário: Maria Isabel da Luz Martins
Tesoureiro: Victor Manuel Nunes Henriques
CONSELHO FISCAL:
Presidente: António da Conceição Nunes
1ºVogal: Márcio Paulo Neves Rodrigues
2ºVogal: Acácio de Almeida Rosa
O Objecto social da Comissão de Melhoramentos de Candosa prende-se com a valorização do património cultural e histórico de Candosa, tendo em conta a conservação da natureza envolvente, promovendo através de todos os meios ao seu alcance o seu progresso, actuando de acordo e em colaboração com as autarquias locais respectivas.
São objectivos e atribuições da Comissão:
o Valorização da paisagem rural e cultural da aldeia como referência na afirmação e identidade como aldeia de xisto;
o Defesa e valorização do património arquitectónico da aldeia, promovendo um plano para a sua reabilitação;
o Protecção e valorização ambiental;
o Fomentar actividades culturais, de animação e de divulgação do património;
o Contribuir para a dinamização e diversificação da actividade económica, nomeadamente na área do turismo;
o Cooperar para a dinamização do turismo no Concelho de Góis.
in www.rcarganil.com
"Espólio Arqueológico da Lomba do Canho"
Repondo a verdade
Face ao relato vindo a lume, sem indicação de autor, no "Jornal de Arganil" de 12 do corrente mês de Março (última edição), cabe-me dizer muito sucintamente o seguinte:
1º - Por ignorância ou por má-fé, se por outra razão não for, o título começa por estar crassamente errado, pois não se trata do "Espólio Arqueológico da Lomba do Canho", mas sim de todo o extenso território beirão em que, durante cerca de meio século, desenvolvi a minha actividade científica no domínio da investigação arqueológica, desde Poiares à zona raiana, só ou em colaboração com alguns dos meus discípulos, hoje distintíssimos colegas nas lides académicas.
2º - É rotundamente falso eu ter "devolvido" ao "Museu Municipal", "após insistentes diligências", que não foram do meu conhecimento, o espólio arqueológico que legitimamente estava em meu poder, pois o certo é que, pelas razões de ordem afectiva, referidas em carta registada e endereçada à Câmara Municipal (que nunca teve a hombridade de me acusar a sua recepção), eu tomei a decisão de confiar a sua guarda à Drª Regina Anacleto, para cuja residência em Arganil o transportei, com a recomendação expressa de, logo que houvesse condições, proceder à reinstalação do Museu Regional na sede do concelho, como sempre houvera sido o meu propósito, longe estando de pensar que ela, sem meu conhecimento nem acordo, o entregaria, por sua livre e exclusiva iniciativa, ao executivo camarário, quando nem de longe nem de perto havia um mínimo de condições para efectuar a sua musealização em termos de segurança e dignidade, o que pressupõe da sua parte um manifesto abuso de confiança, que eu não lhe merecia.
3º - É igualmente falso que esse espólio tenha ido directamente para um cofre do Banco Millenium "sem que as caixas tivessem sido abertas", pois a verdade é que, conforme constatei na vistoria que efectuei na companhia das minhas filhas e do vereador António Cardoso, tudo havia sido vasculhado à exaustão, havendo inclusivamente dentro das "caixas" documentos escritos em letra para mim absolutamente desconhecida, além de que faltava a parte mais valiosa da colecção, bem como uma pequena mala de couro. cuja existência sistematicamente se negava, como se não passasse de fantasia minha.
4º - Esta mala, para a qual previamente se haviam transferido "selectivamente" os materiais mais valiosos do espólio, veio depois a encontrar-se em circunstâncias nunca devidamente esclarecidas, pois os depoimentos prestados pelos arguidos, na instrução do processo da queixa-crime por mim apresentada no Tribunal Judicial de Arganil e que oportunamente serão dados à estampa, primam pela sua falta de coerência, ou seja, são contraditórios, dando cada um sua versão, incluindo a do vereador António Cardoso que se afasta daquilo que, na presença das minhas filhas, me transmitiu nas instalações dos Paços do Concelho, dúvidas não restando de que, se não fosse o meu recurso ao poder judicial, essa mala e seu valiosíssimo recheio tarde ou nunca apareceriam, passando para mim as culpas da sua apropriação… sabe-se lá por quem e com que deliberada e criminosa intenção!
5º - Contrariamente ao que se faz constar no relato, o inventário geral do acervo por mim confiado à Câmara Municipal de Arganil não foi caricatamente "descoberto" nas instalações do suposto ou inexistente Museu Municipal, mas subtraído por arrombamento, por iniciativa do vereador Mário Vale (que por sinal e por consabidas razões me deve o máximo respeito), de um armário de ferro que se encontrava nas instalações da Casa da Cultura, levando sumiço, o que não deixa de constituir um acto altamente reprovável e penalmente sujeito a procedimento criminal, pois só a mim competia agir em conformidade.
6º - Na perícia efectuada, em más condições e com assistência indesejável, por dois arqueólogos nomeados, com a minha prévia concordância, pelo Instituto Nacional de Arqueologia, constatou-se a falta ou desaparecimento de numerosas peças, tanto do núcleo entregue pela Drª Regina Anacleto ao executivo camarário como do acervo depositado nas instalações da Casa da Cultura em lamentável promiscuidade com alfaias de outra espécie, peças essas cuja lista, entretanto remetida ao Ministério Público, será oportunamente divulgada para os competentes fins policiais.
7º - Por nem sequer fazer sentido, carece liminarmente de verdade que o espólio por mim confiado à Drª Regina Anacleto não fosse acompanhado, para sua "elucidação" pessoal, pela correspondente documentação escrita (inventário, relatórios, correspondência, etc.), não me estranhando que, conforme ocorreu com a rocambolesca saga da mala, venha um dia a encontrar-se, "coberta de poeira", em qualquer cafundó residencial ou camarário.
8º - Quanto às alegadas "ofensas" … estamos conversados.
Perante o exposto e pese ao arquivamento do processo por parte do Ministério Público, que reconheceu a veracidade dos factos, mas subjectivamente não admitiu a sua "dolosidade", só me resta concluir que não dou por encerrada esta matéria, pois me assistem outros meios de fazer valer os meus direitos e razões.
Coimbra, 12 de Março de 2009.
João de Castro Nunes
Município Goiense realiza acção 'Março Mês do Teatro'
Como forma de comemorar o "Dia Mundial do Teatro", a Câmara Municipal de Góis irá levar a efeito a acção "Março Mês do Teatro", a qual contempla a apresentação de algumas peças de Teatro Amador e Profissional no concelho de Góis, conforme programa anexo.
PROGRAMA
Dia 15 de Março
15.30 horas - "Telepinhal"- Alunos do 9º B da E.B.2,3 de Góis
Casa do Povo de Vila Nova do Ceira
Dia 28 de Março
21.00 horas - "Saídos da Caixa" - Guilherme Leite e Luís Aleluia
Casa do Povo de Vila Nova do Ceira
Dia 29 de Março
15.30 horas - "O Anjo e a Sombra" - Grupo Teatro Geração Varzeense
Centro Paroquial Padre Anselmo - Colmeal
Dia 04 de Abril
15.30 horas - "O Anjo e a Sombra" - Grupo Teatro Geração Varzeense
Casa do Povo de Vila Nova do Ceira
in RCA edição electrónica
Fórum sobre Igualdade de Género assinalou Dia da Mulher em Góis
"Não somos melhores nem piores, somos iguais. Melhor é a nossa causa", foi esta expressão de Thiago de Mello que serviu de mote para o fórum interactivo promovido no domingo pela ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, em Góis, com o objectivo de comemorar o Dia Internacional da Mulher. Subordinado ao tema "Igualdade de Género no Portugal Recente", este fórum, que teve lugar no auditório da ADIBER, contou com a sala cheia, e teve como oradores Fernando Gomes e Mónica Fernandes, em representação da Associação Saúde em Português, Francisco Rolo e Raquel Silva, técnicos da ADIBER, e ainda Eunice Saraiva, enquanto moderadora.
O que se pretendeu, segundo a ADIBER, foi "criar um espaço aberto de diálogo e reflexão sobre os caminhos e as conquistas na igualdade entre mulheres e homens", uma vez que "a promoção da igualdade de oportunidades constitui um eixo fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e, simultaneamente, mais democrata". "Em Portugal, diferentes organizações têm trabalhado, directamente, em prol da defesa do direito à igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, mas também no combate a todas as formas de discriminação", lia-se num folheto distribuído a todas as mulheres presentes, que tiveram direito a receber ainda uma rosa, e a confraternizar no final com um chá.
Contudo, "apesar de alguns avanços consideráveis em termos de igualdade através de constantes alterações legislativas ainda são visíveis muitas desigualdades entre mulheres e homens na Europa", referiu a ADIBER, realçando que, com o intuito de suprir essas desigualdades, a Comissão Europeia fixou novos objectivos no Roteiro para a Igualdade, definido para 2006-2010, identificando seis áreas prioritárias de intervenção, nomeadamente a igualdade económica para homens e mulheres; conciliação da vida privada e profissional; representação igual na tomada de decisões; erradicação de qualquer forma de violência; eliminação de estereótipos; promoção da igualdade nas políticas externas e de desenvolvimento.
Coube a Raquel Silva começar por abordar a questão da igualdade de género, realçando que "em Portugal tem-se trabalhado na promoção da igualdade entre homens e mulheres", uma vez que a própria República Portuguesa tem um princípio que "diz-nos que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social". No entanto, "existe uma diferença entre o que a lei prevê e o que se constata", defendeu a técnica da ADIBER, contando que se tem desenvolvido um trabalho jurídico em quatro áreas de intervenção, que passam pela família, trabalho e emprego, violência doméstica e vida política. Neste âmbito, o que se pretende é que as mulheres tenham igualdade de oportunidades, em relação aos homens, em todos estes sectores.
Já Francisco Rolo, sociólogo e técnico da ADIBER, constatou que "a luta implícita entre géneros melhorou", advogando no entanto que "importa fazer mais e melhor, e medir resultados". "Melhorar os resultados para a promoção da igualdade é uma questão que deve comprometer toda a comunidade", continuou, revelando que "fui educado por quatro mulheres e aprendi a olhá-los, a eles e a elas, em conjunto, e não em separado". Nesta ocasião, o sociólogo explicou em que consiste o conceito de igualdade de género, referindo que se trata "do modo como as sociedades olham e pensam as pessoas do sexo masculino e feminino".
"De um homem exige-se que produza, pense e represente, de uma mulher, que reproduza, seduza e cuide", disse Francisco Rolo, destacando que este pensamento fez com que surgisse a submissão de papéis e, consequentemente, que "as mulheres tenham menos autonomia económica e menos tempo para si, e os homens tenham menos autonomia pessoal, menos competências relacionais e influência mais limitada no acompanhamento dos filhos".
Baseando-se no livro "Proíbido", que retrata Portugal antes do 25 de Abril de 1974, o técnico da ADIBER recordou algumas das regras às quais as mulheres eram submetidas, sendo proíbido, a título de exemplo, "as senhoras usarem biquini, uma mulher entrar na igreja de cabeça descoberta, ir de mini-saia para o liceu, uma mulher casada viajar para o estrangeiro, casar com uma professora ou hospedeira, e era também proíbido o divórcio". "Este era o estado da arte de igualdade de género", esclareceu Francisco Rolo, congratulando-se pelo "salto fantástico que demos entre este país e aquilo que temos hoje".
Dando a conhecer que a União Europeia tem um roteiro para a Igualdade, o sociólogo realçou que um dos seus objectivos é "facilitar o acesso da mulher ao mercado de trabalho", até porque "uma em cada dez mulheres recebe o ordenado mínimo nacional", revelou. Outro dos intuitos deste roteiro é "estimular que cargos superiores sejam ocupados por mulheres", acrescentou, afirmando que "irradicar a forma de violência" é também uma das apostas deste projecto, já que se verifica ainda a expressão popular "entre marido e mulher não s a colher". "A denúncia deve ser responsabilidade de toda a comunidade", apelou.
De acordo com Francisco Rolo, a possibilidade de poder fazer a Interrupção Voluntária da Gravidez foi uma das medidas adoptadas em Portugal que permitiu "pôr fim à discriminação da mulher", recordando que outro dos assuntos que em breve vai ser discutido, e que contribuirá para a igualdade e abolição da discriminação, é "o casamento entre pessoas do mesmo sexo".
Em representação da Associação Saúde em Português, Fernando Gomes disse que "a igualdade de género tem implicações em todos os momentos da vida", esclarecendo que na Associação "tentamos criar às mulheres condições de autonomia, e aos homens ensinamos a cozinhar e a cuidar da casa". Destacando que quando as pessoas ficam sós "as mulheres têm vantagem", Fernando Gomes considerou que, tendo em conta que "há 80 milhões de euros para gastar em igualdade de género em Portugal", é necessário "criar espaços onde as pessoas possam falar destes assuntos de forma aberta, e é bom que estejam homens e mulheres". "Outra ideia importante é a questão da violência no namoro", explicou, alertando que "é tempo de pararmos a violência logo nessa fase".
Refira-se que dando continuidade ao trabalho que a ADIBER tem vindo a desenvolver no âmbito da Igualdade de Género, foi apresentada recentemente junto da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género uma candidatura que foi aprovada, e cuja intervenção se encontra a decorrer através do projecto "Expandir Oportunidades". Este projecto vai decorrer pelo período de 28 meses, até Março de 2011, e tem como principais objectivos mobilizar a sociedade civil para uma participação mais activa e responsável; reforçar a importância da temática da Igualdade de Oportunidades no contexto da implementação de uma estratégia de Desenvolvimento Local no território; promover o empreendedorismo feminino; promover a Maternidade e Paternidade responsável; educar e sensibilizar a escola e comunidade escolar para a importância da Igualdade de Oportunidades.
in RCA, edição electrónica
Biblioteca Municipal de Góis comemorou III Aniversário
No dia em que a Biblioteca Municipal “António Francisco Barata” de Góis comemorou o seu III Aniversário, a Câmara Municipal levou a efeito um conjunto de actividades destinadas a várias faixas etárias, e que, para além de uma esplanada onde os leitores puderam ler várias publicações ali existentes, incluiu a inauguração da exposição “À descoberta de Góis...livro a livro”, a dramatização “História do Livro Activo”, a iniciativa “Livros Naufragados”, a Oficina de Informática Cidnet, e um debate sobre “Gestão de Conflitos, Assertividade, Comunicação”, cuja oradora foi a psicóloga Maria Alves. Depois de ter assinado um protocolo com o Plano Nacional de Leitura no ano passado, que vai permitir apetrechar a biblioteca com mais obras literárias, a Câmara Municipal está a preparar a inauguração de um espaço internet e do arquivo municipal, que já se encontra neste mesmo edifício.
Em declarações ao RCA NOTICIAS, a vereadora da cultura da Câmara Municipal de Góis contou que para comemorar este aniversário a autarquia decidiu realizar uma exposição na biblioteca, que está patente até dia 31 de Março, na qual estão reunidos livros do seu espólio, dos quais “retirámos alguns excertos”, respeitantes ao concelho de Góis, nomeadamente “explicações sobre o significado do brasão, a fauna e a flora de Góis, e o foral”, explicou. “Com esta exposição damos relevo aos escritores que escreveram sobre Góis”, acrescentou Helena Moniz, realçando que nesta mostra estão excertos de livros da autoria de Clarisse Sanches, Adriano Pacheco, Lisete de Matos, José Rodrigues, Nogueira Ramos, entre outros.
Segundo a vereadora da Cultura, a Biblioteca Municipal de Góis cumpre um programa mensal que contempla várias actividades, e que decorreram ao longo do dia de terça-feira, tais como a hora do conto, dramatizações e ateliers. Habitualmente, existem também actividades específicas que se destinam às pessoas mais idosas, como aconteceu com a Oficina de Informática. “Eles mostraram interesse em mexer nos computadores”, revelou, enaltecendo que, por outro lado, a autarquia aposta também na promoção de debates destinados aos alunos das escolas do concelho, de forma a “ajudar os jovens a serem mais interventivos”.
Relativamente aos hábitos de leitura dos goienses e à sua afluência à biblioteca, Helena Moniz disse ao RCA NOTICIAS que se tem sentido um decréscimo ao nível da população escolar, uma vez que foi assinado um protocolo com o Plano Nacional de Leitura que permite “um trabalho de parceria, em que os livros da biblioteca vão até à escola”. “Mas os alunos continuam a vir cá porque não vão para a escola os livros todos”, esclareceu ainda, defendendo que “os livros cumprem o seu dever se forem lidos e manuseados por muita gente”.
De acordo com a vereadora da autarquia goiense, há três anos que a biblioteca está a funcionar no antigo edifício da Escola Primária de Góis, atendendo ao facto de que “já teve vários locais” e a partir do momento em que o referido edifício ficou devoluto “surgiu a ideia de submetê-lo a intervenções e adaptá-lo a biblioteca”. Neste momento, o objectivo é melhorar este espaço, com a integração de uma zona de acesso à internet numa das salas do edifício e o arquivo municipal que também já foi transferido para este local e que em breve será inaugurado.
Quanto ao número de obras disponíveis na Biblioteca Municipal de Góis, Helena Moniz garantiu que “já temos um número muito razoável de exemplares”, contando que “temos mais do que um livro por habitante, temos cerca de 7500 exemplares e a nossa população ronda as 5 mil pessoas”. “Usem e abusem do que está ao dispor”, apelou, considerando que a leitura é “primordial”, e verificando que “no verão è notória a afluência de turistas à biblioteca”.
Estando aberta ao público de segunda a sexta-feira, entre as 9h30 e as 12h30, e as 14h e as 18h, a Câmara Municipal de Góis pretende também que a biblioteca esteja a funcionar ao sábado, o que “ainda não é possível por questões de recursos humanos”, alegou a vereadora. Nesta ocasião, Helena Moniz revelou que no seio da biblioteca existe já um espaço internet com quatro computadores, no entanto, o objectivo é mudar o espaço internet a funcionar junto às escolas para este local. “É importante rentabilizarmos recursos humanos e económicos”, esclareceu, referindo que inclusivamente nas instalações da biblioteca existe uma sala disponível para o efeito.
“As bibliotecas hoje em dia têm de actualizar-se”, advogou Helena Moniz, realçando que “a leitura nem sempre cativa os mais jovens”. Para adquirir novos exemplares, a Câmara Municipal conta com as verbas resultantes do protocolo estabelecido com o Plano Nacional de Leitura que está em vigência entre 2008-2011. Entretanto, vai decorrer ainda a inauguração de outra obra ligada à biblioteca, neste caso o Arquivo Municipal, que obrigou à ampliação das suas instalações. “É uma obra que veio colmatar uma falta porque os documentos andavam muito dispersos e a Câmara Municipal tem um espólio riquíssimo”, explicou a vereadora da Cultura, concluindo que com este Arquivo “teremos aqui três espaços muito importantes para a cultura e conhecimento, a biblioteca, o arquivo e o espaço internet”.
Piloto de Góis em destaque - Team AlbertosMX/Jomotos Suzuki com dois pódios em Águeda
A localidade de Águeda recebeu a primeira ronda do Campeonato Nacional de Motocross onde os 3 recrutas do Team AlbertosMX/Jomotos Suzuki tiveram um desempenho simplesmente brilhante.
O dia de corrida começou da melhor maneira, ainda na parte da manhã o piloto da Alves Bandeira, Diogo Ventura, registou o melhor tempo nos treinos cronometrados.
O piloto de Góis teve uma ronda regular, mesmo sendo a sua primeira corrida oficial da classe de MX2. Logo na primeira manga Diogo Ventura saía entre os primeiros e travando uma animada luta com um piloto espanhol pela segunda posição. O jovem piloto da GOIFAL terminou na terceira posição sendo já um resultado bastante bom.
Já na segunda manga o piloto da CMS repetia a excelente exibição da primeira manga e voltava a ser terceiro sendo o mesmo resultado à geral.
"Estou muito satisfeito com este resultado a pista tinha muita lama mas acho que me safei bem, a moto estava espectacular e quero também agradecer ao António Primo por isso, estava muito confiante e agora quero mais e vou lutar pelos outros lugares do pódio", comentou Diogo Ventura.
Paulo Alberto teve também em excelente nível ao levar a sua pequena 250f ao lugar mais baixo do pódio. O piloto da POLISPORT mostrou um andamento espectacular levando ao rubro o numeroso publico presente em Águeda. O "jikler" teve em grande nível na primeira manga ao andar sempre colado com os dois pilotos da frente mas mesmo assim teve que se contentar com o brilhante terceiro posto.
Na segunda manga o piloto da Jamotos optou por um andamento mais regular já que a pista estava bastante danificada mas mesmo assim voltava a rubricar o 3.º posto.
"Esta corrida correu muito bem, estou satisfeito com o meu desempenho, não foi fácil andar atrás da 450cc mas consegui subir ao pódio o que já é como uma vitória, na segunda manga andei um pouco mais regular para não cometer nenhum erro já que como a pista estava era muito fácil errar", comentou Paulo Alberto.
Carlos Alberto teve também em excelente nível ao terminal ambas as mangas no 10.º posto e com isso terminou com o 9.º lugar da geral.
O piloto da SOL'S teve ainda uma queda bastante aparatosa já no final da segunda manga, mas felizmente sem consequências graves conseguindo ainda terminar a sua corrida na mesma posição. "Na primeira manga tive algumas dificuldades não me estava a sentir bem nem com a moto nem com a pista, depois lá consegui concentrar-me e começou as coisas a correrem melhor e o resultado final foi bastante bom, muito melhor do que eu tinha imaginado, agora quero manter estes resultados para ficar dentro dos 10 primeiros do Campeonato", comentou Carlos Alberto.
Ricardo Sebastião, team manager da equipa da Suzuki estava também bastante satisfeito com os resultados dos seus pupilos.
"Hoje correu tudo muito bem, as motos estiveram em excelente nível e os pilotos superaram todas as minhas melhores expectativas, o Diogo andou muito bem e deixou-me muito orgulhoso do trabalho que tenho feito com ele ao longo destes 4 anos, já o Paulo mais uma vez mostrou toda a sua garra ninguém esperava este resultado mas ele fez por merecer e acho que é sem duvida um orgulho trabalhar com um piloto assim, o Carlos esteve também muito bem embora ainda não esteja a 100% mas mesmo assim este 9.º lugar foi sem dúvida excelente".
A próxima corrida do Team AlbertosMX/Jomotos Suzuki será já no próximo fim-de-semana em Freixo de Espada a Cinta para a 2.ª ronda do Nacional Elite.
in A Comarca de Arganil, de 11/03/2009
Conselho Geral Transitorio do Agrupamento de Escolas de Gois
Do Agrupamento de Escolas de Góis recebemos o seguinte comunicado que nos dá a conhecer os elementos que constituem o Conselho Geral Transitório daquele estabelecimento de ensino:
Representantes Pessoal Docente:
Presidente: Maria Francisca Ribeiro Duarte Pessoa
Vice-Presidente: Isabel Maria Costa Santos Botequilha
Elói António Pires de Sousa
Gilberta Fernandes Torres
Maria de Fátima Henriques Mendes Justino
Odete Maria B. Simões Batista
Regina Manuela da Costa Clemêncio
Representantes Pessoal Não Docente:
Ana Maria Alves Nunes Almeida
Maria de Lourdes Costa Serôdio Barata
Representantes Autarquia:
Maria Helena Antunes Barata Moniz
Diamantino Jorge Simões Garcia
Victor Manuel Fonseca Duarte
Representantes Encarregados de Educação:
Ana Paula Ferreira Machado Ribeiro
Clara Sofia Dias Antunes
Carla Maria Fernandes Martins Baeta
Aida Margarida Gonçalves Bandeira da Cruz
Paula Alexandra Almeida Alves
Cláudia Alexandra Rodrigues Barata
Representantes Comunidade Local:
Maria de Lurdes Oliveira Castanheira
Maria Cristina Machado Cera
Comemorações do III Aniversário da Biblioteca Municipal de Góis
Amanhã, dia 10 de Março a irá ser comemorado o IIIº Aniversário da Biblioteca Municipal “António Francisco Barata”. Para assinalar esta efeméride a Câmara Municipal de Góis elaborou um conjunto de actividades, conforme Programa em anexo.09.30h às 10.00h – Inauguração da exposição “À descoberta de Góis…livro a livro”10.00h às 12.30h – Dramatização “História do Livro Activo”14.00h às 16.30h – “Livros Naufragados”14.00h às 17.00h – Cidnet [Oficina de Informática]14.30h às 17.00h – Debate sobre “Gestão de Conflitos, Assertividade, Comunicação” pela Drª Maria Alves – PsicólogaDurante este dia funcionará uma esplanada podendo o leitor usufruir da leitura de várias publicações ali existentes, ocorrendo algumas actividades em simultâneo, uma vez que as mesmas foram programadas para diversas faixas etárias.
ADIBER promove sessão sobre ajudas ao investimento
A ADIBER – Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra em parceria com a ACIC – Associação Comercial e Industrial de Coimbra, dando continuidade ao trabalho de proximidade e presença no terreno que desenvolvem na Região, vão realizar no próximo dia 12 de Março [quinta-feira], pelas 21:30 minutos, no Auditório da ADIBER, em Góis, uma Sessão Pública de apresentação do actual regime de Incentivos e Ajudas ao Investimento, que estão a ser presentemente disponibilizadas aos investidores.Na sessão, aberta à participação de todos os interessados, será também efectuada a apresentação do novo regime de Legislação Laboral [Código do Trabalho], que recentemente entrou em vigor.O objectivo desta sessão surge da oportunidade e da inquestionável utilidade da divulgação e conhecimento destas informações, que visam incentivar e proporcionar apoio para o desenvolvimento de actividades produtivas e que estimulem a criação de emprego.Para além da informação ao público em geral e aos potenciais investidores, pretende-se também com esta sessão, que um conjunto de ideias de negócio e projectos de investimento que se encontram em fase de preparação ou de estudo, encontrem os caminhos e os instrumentos de apoio que conduzam à sua concretização.
Jornadas Europeias
A exposição estará patente de 28 de Fevereiro a 12 de Março, na Junta de Freguesia de Alvares, das 09:00 - 12:30 e 14:00 - 17:30 horas.
Como se trata de uma exposição itinerante, aqui ficam as restantes datas e localizações:
Cadafaz - Junta de Freguesia - 14 a 19 Março
Cadafaz - Escola Primária da Cabreira - 20 a 26 Março
Colmeal - Junta de Freguesia - 28 de Março a 12 de Abril
Vila Nova do Ceira - Junta de Freguesia - 14 a 28 de Abril
Simulacro na escola desperta jovens para a protecção civil
Escola E.B 1 de Góis nesta segunda-feira, dia 2 de Março, foi palco de um simulacro. A acção, organizada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis contou com a participação dos alunos daquela Instituição e dos Bombeiros Voluntários de Góis.o efeito foi realizado um exercício de evacuação, como teste ao Plano Evacuação de Incêndios (PEI), para detectar deficiências e implementar estruturas de defesa, em caso de uma situação real de perigo ou incêndio. Simultaneamente esteve patente uma exposição de trabalhos do Clube de Protecção Civil e painéis da ANPC e INEM, tendo seguido esta jornada com uma palestra designada “Conselhos sobre Segurança” direccionada aos alunos do 1.º e 2.º ciclos. Finalizando este dia com uma demonstração da equipa cinotécnica da GNR.
AERG cede terreno à autarquia para construção da Casa da Cultura
A Associação Educativa e Recreativa de Góis cedeu um terreno da sua propriedade, situada na retaguarda do edifício onde actualmente funciona a sua sede, à Câmara Municipal, de forma a que a mesma possa apresentar a candidatura para a construção da futura Casa da Cultura que no futuro irá também albergar a AERG e as suas actividades. O protocolo de cedência do referido terreno foi apresentado na última Assembleia-geral da Associação, tendo sido aprovado por unanimidade. Refira-se que tanto a Associação Educativa e Recreativa de Góis, que inclui no seu seio a filarmónica, a escola de música, um grupo de dança e a secção de futebol, como a autarquia goiense reconhecem que o projecto que pretendem implementar em Góis “reverte-se de grande interesse local, concelhio e até regional”.“A Casa da Cultura deve constituir um espaço cultural, de lazer, social, recreativo e desportivo, aberto ao público e a outras instituições”, lê-se no referido protocolo, no qual se refere ainda que este investimento, estimado em cerca de dois milhões de euros, vai ser feito com dinheiros públicos, do Munícipio e do Estado. Apesar da Casa da Cultura ficar também ao serviço de outras associações e entidades, desde que promovam iniciativas ou eventos culturais, educativos, desportivos, recreativos e sociais, ao novo edifício será dado o nome de “Associação Educativa e Recreativa de Góis”, denominação que se vai manter na zona frontal do edifício para “memória histórica do património cultural que a própria instituição teve e que irá continuar a ter no concelho”.Tendo em conta o protocolo que vai ser assinado entre a Associação Educativa e Recreativa de Góis e a Câmara Municipal, ambas as partes terão de prestar colaboração no desenvolvimento e execução do projecto, sendo que o projecto de execução da obra está a cargo do Município, que deverá começar as obras no prazo de dois anos. Contudo, o estudo deverá respeitar a fachada do edifício já existente, de forma a mantê-la, devido constituir “um marco histórico” para Góis. Neste novo espaço, a AERG fica isenta do pagamento pela sua utilização e, caso aconteça a sua dissolução, o Município toma posse das instalações ocupadas pela Associação. Entretanto, durante a execução da empreitada, a Câmara Municipal de Góis vai disponibilizar um espaço para os ensaios da filarmónica, bem como para serviço de secretaria e arquivo do seu património.De acordo com o presidente de direcção da AERG, na Casa da Cultura, a Associação vai ter à sua disposição gabinetes destinados às actividades que desenvolve, um espaço para os ensaios da filarmónica e um espaço de arquivo e para guardar os instrumentos. “E haverá uma sala multiusos que será utilizada pela Associação desde que previamente informe a Câmara”, explicou António Sampaio, contando que a autarquia vai ser a gestora deste espaço.Nesta ocasião, o vice-presidente da Câmara Municipal de Góis revelou que já foi feita uma candidatura ao QREN para financiar esta obra que é “uma aposta forte da Câmara Municipal”. “Em Março, vai haver um período de candidaturas”, anunciou, defendendo que o objectivo deste projecto passa sobretudo por manter “esta casa emblemática”, neste caso, a sede da AERG. Enquanto também associado desta Associação, Diamantino Garcia reforçou que “o que me preocupa é que esta seja uma casa como deve ser”, realçando que a fachada da actual sede, “que para nós tem um valor simbólico”, vai manter-se no novo projecto. Relativamente ao nome atribuído à futura Casa da Cultura, o vice-presidente da autarquia goiense advogou que decidiram deixar o nome da Associação, uma vez que “isto vai ser sempre a nossa Associação”. “Esta é a nossa aposta do mandato”, declarou, garantindo que “é uma aposta ganha” que só é possível com a celebração deste protocolo com a Associação Educativa e Recreativa de Góis, entidade com a qual criam “este projecto em comum”. “A Associação faz parte da nossa identidade”, finalizou Diamantino Garcia.Outro dos pontos em destaque na última Assembleia-geral da AERG foi a eleição dos novos corpos sociais para 2009/2010, assunto que gerou alguma preocupação, em virtude de não ter sido apresentada nenhuma lista a sufrágio. Deste modo, foi marcada uma Assembleia-geral extraordinária para o próximo dia 21 de Março, pelas 18h, com o objectivo de arranjar elementos que continuem a gerir os destinos da Associação. “Desde que estou na Associação, não houve direcção tão empenhada como esta”, declarou o presidente da Assembleia geral, João Simões, sugerindo que a actual direcção se mantenha no cargo, nem que seja com algumas alterações, até porque “a direcção gostava de fazer a inauguração da nova Associação porque foram eles que lutaram por esta obra”, sustentou.No uso da palavra, o dirigente desta colectividade, a exercer funções há três mandatos consecutivos, explicou a razão de não se recandidatar. “Não quero que pensem que há irresponsabilidade em não apresentarmos uma lista”, esclareceu, realçando que quanto à Casa da Cultura “queremos que isto se concretize”. No entanto, “temos de ser honestos”, defendeu António Sampaio, contando que “as coisas não têm funcionado”, uma vez que “há pessoas que mudaram de vida e não podemos exigir que se mantenham”.Referindo que “tinha gosto em estar presente no dia da inauguração da Casa da Cultura”, o presidente de direcção da Associação explicou que “esta casa dá muito trabalho”, sendo necessário ter na direcção “alguém com mais disponibilidade”. “Na actual direcção parece que isso não sucede e há pessoas que não querem continuar”, reforçou, afirmando que inicialmente havia “uma equipa da minha confinça, com harmonia de trabalho e empenho”, o que já não acontece actualmente. De acordo com António Sampaio, para dar continuidade a este projecto “deve haver um grupo que dê garantias” porque “os tempos que se avizinham não são fáceis e tem de existir uma direcção disponível para suportar o período que aí vem”
.Lurdes Gonçalves
Jantar de apoio a Lurdes Castanheira em Vila Nova do Ceira
No próximo dia 14 de Março, vai realizar-se um Grande Jantar de Apoio à Candidatura de Maria de Lurdes Castanheira à Câmara Municipal de Góis, nas Autárquicas 2009
Esta iniciativa vai ter lugar no Pavilhão Gimnodesportivo de Vila Nova do Ceira [Casa do Povo de VNC], concelho de Góis, pelas 20 Horas.
Entretanto as inscrições podem ser efectuadas através dos seguintes contactos: Sónia Adão - 919 878 919, Ana Paula Gonçalves - 919 513 312, Miguel Mourão - 919 767 706, Rui Catarino - 917 448 325, Elizabete Rita - 913 471 093, Mila Vidal - 962 716 728, Elizabete Ascensão - 967 909 141, José Rodrigues - 968 319 587; Dalila Neves – 91 4823661; Filipe Carvalho – 91 7929111; Lurdes Barata – 91 9340042
Email : jantardeapoiocandidatura@gmail.com