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Março de 2010

Góis em Notícias


Março - Livro de horas do Duque de Berry

portanto

Associação Educativa e Recreativa de Góis
Dia 1 de Maio - Espectáculo Encerra Ciclo de Actividades

A encerrar o ciclo de actividades e de muitos espectáculos que se realizaram na Associação Educativa e Recreativa de Góis, irá ter lugar, no próximo dia 1 de Maio, na sede da Associação, um Sarau de Encerramento, que antecederá o "fechar das portas" da velhinha casa.

Com uma longa história de vida, a AERG conta com um vasto, historial de personagens que subiram a palco e com um imorredouro ciclo de festas, saraus e espectáculos que ficarão,certamente, na memória dos goienses.

A Comissão Organizadora do Espectáculo que irá encerrar o ciclo de vida da casa pretende trazer a palco o maior número de pessoas e grupos que habitualmente preenchiam os espectáculos, realizados ao longo dos anos, nesta grande sala de espectáculos e reuni-los numa mega-festa de encerramento, de forma a recordar e homenagea. todos os que passaram pela sede da AERG.

A Comissão Organizadora do Sarau conta com um grupo de goienses, nomeadamente: Carolina Rosa, Natércia Simões, Leonilde Garcia, Célia Sanches, Cândida Sanches, João Simões e Erminda Muro.

O espectáculo de encerramento, programado para iniciar às 21,30 Horas, contará com um diversificado programa, que insere dança, música, teatro entre muitas outras recordações culturais e, musicais de Góis.

Muitos são os nomes que irão participar, mas poderemos já anunciar uma vasta lista de presenças que subirão pela última vez ao palco da centenária casa:

Filarmónica da AERG, Vanessa Serra, Quinteto Misto de Sopros "Ensaios da Noite", Marta Pinto com duas coreografias, Toni, Pedro Pinto, Dr. Nini ao acordeão, Grupo Coral de, Góis, dois teatros, preparados pela ADIBER, no âmbito do Projecto Expandir Oportunidades e pelo Programa Escolhas de Futuro, entre muitos outros.

Ao longo do serão haverá também a intervenção de uma sequência de diversos Sketch e serão apresentados alguns vestidos de chita que, desfilaram nos concursos realizados há mais de 20 anos. Houve ainda intenção de se reorganizar o Rancho de Góis, todavia dado a falta de pares, será efectuada apenas uma amostra do que eram os, cantares deste Rancho. A grande noite, de despedida contará ainda com uma apresentação multimédia, que pretende recordar momentos da longa história da AERG.

O evento será um marco na história da Associação e assinalará a grata notícia, que há muito era esperada pelo povo de Góis: '''a Associação irá dar lugar à Nova Casa da Cultura".

Não faltes! Vem reviver o passado e marcar presença na data" que iniciará um novo ciclo da "grande" Casa da Cultura de 'Góis..

Obra Poderá começar no Final de Maio

Presidente da Câmara Municipal de Góis empenhada no início da obra, espera que em finais de 2011 esteja concluída a nova Casa da Cultura.

Em reunião, do executivo camarário, realizada nó passado dia 24 de Março, já foi aprovada a minuta de contrato, a celebrar entre o Município de Góis e a empresa construtora. Segundo informação da presidente de Câmara: "se o empreiteiro concordar a minuta voltará a reunião do executivo para aprovação final e será imediatamente enviada para o Tribunal de Contas",pelo que, segundo os prazos possíveis para se obter o visto do Tribunal, se tudo estiver nos devidos conformes, a edil camarária perspectiva que a obra possa iniciar já no final do mês de Maio.

Para a autarca, esta obra irá exigir um acompanhamento redobrado atendendo ao elevado investimento, que poderá ascender aos dois milhões de euros e ao facto de ter um projecto já efectuado há muito tempo, pelo que, para além do acompanhamento dos técnicos da Câmara Municipal, será também contratada uma empresa de fiscalização.

in O Varzeense, 30/03/2010

Comemoração do 77º Aniversário do Ressurgimento da Filarmáonica Goiense


Programa da comemoração

09 de Abril 2010

21h30
- Quinteto de Clarinetes de Coimbra “Jomicais”
- Quinteto misto de sopros “Ensaios da Noite”
- Sítio de sons em Quarteto “All Jazz”

10 de Abril 2010
10h00 – Hastear da Bandeira – edifício sede
10h30 – Romagem ao Cemitério para deposição de uma coroa de flores em homenagem aos músicos e dirigentes já falecidos
14h30 – Recepção às Filarmónicas convidadas e desfile pelas ruas da Vila no sentido S. Paulo – Centro da Vila e Av. Eng.º Augusto Nogueira Pereira
15h00 – Execução de uma peça em conjunto pelas três filarmónicas participantes
15h30 – Início dos Concertos:
- Banda da Sociedade União Montoitense – Montoito, Évora
- Banda da Academia de Santa Cecília – São Romão, Seia
- Filarmónica da A. E. R. Góis
18h00 – Lanche convívio para as Filarmónicas e convidados

Freguesia de Alvares

Em meados da década de 80, faz agora 25 anos, os jovens da freguesia associaram-se a uma causa comum e dessa unidade surgiu a Secção de Bombeiros da freguesia de Alvares

Enquanto alguns se dedicam à profetizar desgraças, outros empenham-se em fazer o melhor por eles e pelos outros.' Isto acontece nas nossas aldeias, região e país. Por exemplo; nos Emirados Árabes Unidos a distinção de Mulher do Ano coube a uma portuguesa, numa região do 'mundo onde as diferenças com Por- tugal são abismais, eis que surge o reconhecimento pelo trabalho e dedicação. Outro exemplo aqui bem mais perto, foi a entrega do prémio - Melhor Produtor Emergente do Mundo - atribuído a uma senhora de 80 anos, produtora de azeite em Mirandela ... Foram avaliados 625 azeites de 40 países num certame apresentado em Roma!

E estes exemplos de portugueses e organizações portuguesas bem sucedidas, não são casos isolados, são é pouco noticiados, pois a má notícia apresentada de forma sensacional continua a vender mais.

Ora, lá que a crise é real e que estamos a passar por ela é verdade. Mas parece evidente que a solução não passa pelo discurso do coitadinho, da desgraça iminente ou pelo típico discurso do político vigente quando interrompido o poder ... Uma mãozita no combate à crise, pode ser, a, capacidade que cada um tem de fazer acontecer; pura e simplesmente realizar algo, no voluntariado, associativismo ou outro . tipo de actividade. O importante será sentirmo-nos necessários e úteis também no contexto social. Os entendidos aplicam o termo técnico produtividade, para classificar a utilidade tio homem no mundo socioeconómico. Seria interessante medir a produtividade ao nível social. Medir o que cada um de nós faz, para melhorar o meio social onde está inserido.

Relativamente à freguesia de Alvares, faço questão de ser positivamente tendencioso. A singularidade geográfica e consequente dificuldade em atrair pessoas e investimento, levou os alvarenses a apurar a capacidade de perseverança e a elevar os índices de produtividade social.

Quando em inícios da década de 80 o termo IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) era pouco. comum, 'na freguesia nascia uma das primeiras instituições do género do distrito de Coimbra. Com a mesma forma jurídica (Centro Paroquial de Solidariedade Social) hoje existem mais de 60. Só .com muita vontade de fazer acontecer de alguns, foi possível construir a Instituição que é hoje, um dos principais pilares de sustentabilidade socioeconómica da freguesia de Alvares.

Em meados da década de 80, faz agora 25 anos, os jovens da freguesia associaram-se a uma causa comum e dessa unidade surgiu a Secção de Bombeiros na freguesia de Alvares. Sempre com muitas necessidades materiais, nunca faltou o sangue novo necessário, para assegurar outro pilar de sustentabilidade e de extrema importância para a freguesia. O Quartel da 4ª Secção vai brevemente ser concluído e condignamente continuará a servir pessoas e território. Quanto ao voluntariado, felizmente, os jovens continuam a dizer: presente.

Já na década de 90 vulgarizou-se o termo "Parque Industrial", Todas as vilas construíram infra-estruturas para o efeito. Em alguns casos foram construídos verdadeiros parques problemáticos, quer pela má localização resultado da falta de projecto de integração, quer pela falta de investidores. Em Cortes de Alvares construiu-se um exemplar Parque Industrial. Uma ideia aparentemente ambiciosa mas que o futuro, hoje presente, mostrou ser possível. E assim, ao consolidar-se o nosso tecido empresarial, nasceu outro importante pilar de sustentabilidade da freguesia.

Agora, olhando para trás, registo o bom nível de produtividade social. Haver se sabemos respeitar e valorizar as instituições criadas, preservando sempre os seus reais interesses, que é como quem diz, o interesse comum. Pois estas instituições personificam um bem precioso das gentes da freguesia: A Perseverança.

Felizmente muito há a fazer, quer melhorando e assegurando a continuidade dos projectos já concretizados, quer iniciando outros preponderantes para o futuro. E digo: "felizmente muito há a fazer", porque existem centenas de freguesias com as mesmas adversidades, mas já sem gente para fazer e sem gente a quem se faça ...
QUIM MATEUS

in Jornal de Arganil 25/03/2010
Grupo de Escoteiros de Góis recria tradição do 'Enterro do Bacalhau'

O Grupo de Escoteiros 74 de Góis, na qualidade de entidade organizadora da antiga tradição 'Enterro do Bacalhau', vai realizar esta iniciativa na próxima sexta feira [dia 2 de Abril]. A apresentação desta peça teatral está marcada para as 21,30 horas, e vai ter lugar na sede da Associação Educativa e Recreativa de Góis.


Malhada e Casais - Assembleia Geral da Comissão de Melhoramentos


Realizou-se no passado dia 27 de Fevereiro, pelas 16 horas, em segunda convocação, na Casa .do Conselho de Góis, em Lisboa, a Assembleia Geral Ordinária da Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais presidida por Rui de Jesus Alves, Presidente da Mesa, ladeado por Aldina Ramos Nunes e Maria Alice Ramos. Estiveram presentes 31 Sócios Efectivos com direito. a voto.

O Presidente da Mesa deu inicio à sessão começando por pedir um minuto. de silêncio. em honra de todos os sócios já falecidos, Foi lida a respectiva convocatória e ordem de trabalhos, tendo posto à votação a leitura ou dispensa da acta da sessão. anterior, tendo. sido. dispensada por maioria a sua leitura. De seguida foi feita uma proposta que constava na troca do 2º com o. 3º. ponto da ordem de trabalhos a qual foi aprovada 'por unanimidade.

O Presidente da Mesa deu a palavra à Direcção para se pronunciar sobre o. exercício. de 2009, O Vice-presidente USDU da palavra fazendo. um resumo. de todas as actividades, obras e eventos realizados durante o ano. 2009. De seguida foram prestadas as -contas relativas a 2009, usou da palavra o. Tesoureiro. tendo. descrito. Todo o balancete referente a 2009. Seguidamente Pedro Almeida, Presidente do Conselho Fiscal, pronunciou-se sobre as contas da Direcção, ao. qual deu um parecer positivo, tendo. o. Presidente da Mesa pro- posto a votação da assembleia, sendo aprovada por unanimidade. O 2º ponto da ordem de trabalhos: Eleição. dos corpos gerentes para o ano. 2010, foi eleita por unanimidade a única lista apresentada, e cuja composição é a seguinte:
ÃSSEMBLEIA GERAL: Rui de Jesus Alves, PRESIDENTÉ; Aldina Ramos Nunes, 1 º SECRETÁRIO; Sónia Cristina Santos Abreu, 2º SECRETÁRIO" Fernando de Jesus' Marques; Maria Alice Ramos Nunes e Alice dos Santos Alves SUPLENTES. DIRECÇÃO: Nuno Miguel Neves dos Santos, PRESIDENTE; José Ramos Almeida Neves, VICE-PRESIDENTE; Jaime Barata Santos, TESOUREIRO; António dos Santos, 1º SECRETÁRIO; Carlos Almeida, 2º SECRETÁRIO; Guilherme Nunes Baeta, Luciano dos Santos Duarte, André Filipe Olivença Almeida, Acácio Nunes, Rui André dos Santos Alves, Pedro Abreu e António Marques das Neves, VOGAIS. CONSELHO FISCAL: Pedro Almeida, PRESIDENTE;, Arménio dos Santos Almeida, SECRETÁRIO; Álvaro Santos Almeida, RELATOR; Anabela Vicente Lurdes, Paula Sofia Casimiro e Fernando Santos, SUPLENTES. DELEGAÇÃO NA MALHADA: António dos Santos Martins, João Casimiro Vicente, Manuel Martins dos Santos, António de Olivença Martins, Abílio Barata Olivença, Acácio Nunes Correia e Lurdes Vicente Casimiro.

-Apreciar e discutir qualquer assunto. de carácter associativo ou Regionalista ficou para o. 3º ponto da ordem de trabalhos, onde foram discutidos. vários assuntos de interesse 'para a Malhada e Casais, onde usaram da 'palavra alguns associados, dando. sugestões e tirando. dúvidas. Foi também lida uma. comunicação, pela voz do Presidente da Direcção eleito, onde constava o. programa da Direcção para o ano 2010, sendo. certo. que alguns dos melhoramentos previstos irão ser uma realidade já nas festas de verão, a Direcção. tudo. fará nesse sentido. Nada mais havendo a tratar o. Presidente da Mesa deu por encerrada a Assembleia.
in Jornal d Arganil, 25/03/2010

Góis -Corterredor inaugura Centro Social e de Artesanato


Centro de Artesanato e Dinamização Social do Vale do Ceira é inaugurado amanhã na aldeia de Corterredor. Em causa está um projecto promovido pela ADIBER (Associação de Desenvolvimento da Beira Serra) que pretende afirmar-se como um baluarte no combate à desertificação e no apoio social a uma população marcadamente idosa. E não é por acaso que o projecto, cuja construção começou em 2006, é agora inaugurado, num ano eleito, em termos europeus, como de Combate à Pobreza e à Exclusão Social. «A pobreza não é unicamente motivada pela falta de dinheiro, não é exclusivamente de carácter económico», afirma a ADIBER, sublinhando que o isolamento e a solidão são factores que contribuem para essa pobreza e exclusão social que se quer combater.
O centro representa, de acordo com José Cabeças, presidente da direcção da ADIBER, um investimento de 70 mil euros, apoiado pelo programa AGRIS, e apresenta duas valências, uma dedicada ao artesanato e a outra que se pretende afirmar como centro cívico e social da aldeia.
Trata-se de um Centro de Dia, com capacidade para receber 16 idosos que, todavia, pretende ser muito mais do que um centro de dia. Este fazia falta, reconhece José Cabeças, e tanto assim é que «vai começar a funcionar na segunda-feira e a lotação já está esgotada». Mas, mais do que um espaço onde os idosos tomam as refeições, pretende-se que seja um espaço de «encontro e convívio», onde os habitantes do Corterredor possam conversar e conviver, criando uma proximidade que as paredes das suas casasnão permitem. Por isso mesmo a ADIBER, ao invés de Centro de Dia prefere chamar-lhe Centro de Dinamização Social, uma vez que tem uma perspectiva mais envolvente em relação à comunidade que se prepara para servir.
Se à ADIBER coube a tarefa de erguer o espaço e garantir o seu equipamento - que implicou um investimento na casa dos 30 mil euros e o apoio do programa Progride - já não faz parte da sua vocação garantir-lhe a gestão. Por isso, refere José Cabeças, no dia da inauguração será «firmado um protocolo com a Misericórdia de Góis, entidade que vai assumir a gestão do Centro de Dinamização Social». As razões são várias, uma vez que, esclarece, esta instituição já tem um “know how” acrescido em matéria de apoio a idosos, sendo responsável por vários espaços, nomeadamente na vizinha localidade da Cabreira, garantindo actualmente apoio domiciliário aos idosos do Corterredor.

Promover artesanato

A segunda valência do edifício é inteiramente dedicada ao artesanato. «Não se pretende criar um ponto de venda», refere a ADIBER, sublinhando que o objectivo deste espaço é «a promoção e valorização» desse mesmo património, onde «se pretende realizar actividades relacionadas com o artesanato», nomeadamente «ter artesãos a trabalhar ao vivo».
E o mote dessa experiência é dado já no momento da inauguração, uma vez que vai ficar marcada com uma exposição de trabalhos de uma artesã da Cabreira, que também vai estar presente. A D. Amélia da Cabreira, como é conhecida, tem um génio criador singular, que a leva a transformar o velho em novo e a reutilizar objectos cujo destino certo era o lixo, transformando-os em originais artefactos decorativos. Desde telhas a garrafas, passando por cabaças, ou cortiços, a artesã molda-os com engenho e dali resultam verdadeiras obras de arte.
Tradicional naquela zona do Vale do Ceira são as colheres de pau, feitas até há bem pouco tempo por um artesão do Cadafaz, que já deixou de produzir e, claro, os trabalhos em xisto. Curioso é o facto de haver, também na freguesia, o que se poderá chamar um artesão de grande escala, uma vez que trabalha exclusivamente na recuperação das tradicionais casas de xisto (não as miniaturas, mas as de habitação). É este património que, sublinha a ADIBER, «se pretende valorizar, divulgar e promover».

Edifício recuperado mantendo traça original


José Cabeças justifica de forma poética a escolha do Corterredor para instalar este Centro de Artesanato e Dinamização do Vale do Ceira. «Não se pode deixar morrer a aldeia», afirma, sublinhando que «o Corterredor é o nossos Piódão, uma vez que é, no concelho de Góis, a aldeia mais parecida e que mais faz lembrar o Piódão». E efectivamente, os traços da construção em xisto estão ali presentes e o edifício onde vai funcionar o Centro de Dinamização Social e de Artesanato é um exemplar genuíno. Com efeito, trata-se de um edifício antigo, que foi submetido a profundas obras de recuperação e mantém a traça original, característica das casas de xisto. O interior foi todo demolido e construído de novo, mas de pé ficaram as paredes exteriores, que mantêm, agora com um “ar” renovado, o seu aspecto original.
in Diário de Coimbra, 27/03/2009

GÓIS - MUITO CONCORRIDA A ASSEMBLEIA DA CASA DO CONCELHO

Presentes a presidente da Câmara Municipal de Góis e a Professorara Maria Beatriz Rocha Trindade

A Casa do Concelho de Góis realizou a sua Assembleia Geral para apresentação do seu relatório e contas da última gerência, e eleição dos novos corpos gerentes para o triénio 2010/2012.

Boa presença de associados (37 votantes), e ainda da presidente da Câmara Municipal de Góis. Esteve também presente a Professora Doutora Maria Beatriz Rocha Trindade que acaba de publicar um interessante livro - "A Serra e a Cidade - O triângulo Dourado do Regionalismo" - que sintetiza, com muito interesse, o movimento regionalista que tem ocupado em Lisboa os naturais das nossa comarca, ou seja, os concelhos de Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra.
Presidiu à Assembleia o Dr. Carlos Alberto da Silva Polares, secretariado pelos Dr. Américo Simões, Manuel Barata Dinis, Rui Manuel Henriques Alves, e ainda pela Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis.

Dispensada a leitura da acta da última Assembleia, o presidente da direcção, José Dias Santos, cumprimentou a assistência, congratulando-se com tão numerosa presença, dizendo que a direcção fez o que foi possível, procurando dar o melhor acolhimento às colectividades miadas. Sublinhando que, devido à lei dos ruídos, não é possível fazer ali festas para além da meia noite, para não incomodar os vizinhos. Disse ainda, que a cobrança de quotas continua a ser um problema por falta de cobrador, apelando à boa compreensão dos associados para que façam directamente o pagamento. Quanto às contas, as rendas recebidas do edifício antigo Colégio de Góis, alugado à ADIBER, continua a ser a principal fonte de receita da Casa, rendendo a quotizaçã02.471,00€, enquanto que aquela renda rendeu 5.985.60€. Os gastos gerais foram de 6.155.65€, além de outros pequenos encargos, transitando para nova gerência o montante de 938,93€, para além de 29.343,88€ depositados em estabelecimentos bancários.

O Dr. Luís Filipe Martins, presidente do Conselho Regional, usou a seguir da palavra para propor algumas iniciativas e aludir ao que foi a sua actividade durante os anos de 2008 e 2009, designadamente no que se refere às comemorações do 80º aniversário do Regionalismo no Concelho de Góis, com a participação das freguesias. Seguidamente foi apresentado o Parecer do Conselho Fiscal, que propunha um voto de louvor à direcção, de agradecimento ao Conselho Regional e de pêsames pelo falecimento do director da Casa, Adelino Fernandes Veiga, Foi igualmente manifestado o agradecimento a Manuel Barata Dinis, que mais uma vez se encarregou dos trabalhos contabilísticos, terminando com palavras de esperança quanto ao futuro do Regionalismo goiense.

Verificaram-se intervenções oportunas alusivas aos trabalhos em discussão de Carlos Albino, Américo Simões, Avelino Martins e Victor Manuel Nogueira Dias (Vitó). Também a presidente da Câmara Municipal de Góis, Maria de Lurdes Castanheira, manifestou a sua satisfação por mais uma vez participar num encontro da Casa do Concelho de Góis, enaltecendo o interesse que lhe desperta o nosso movimento regíonalísta, pelo espírito de associativismo e voluntariado dedicado à causa de solidariedade. Acrescentou que, ao contrário do que consta, o Centro de Saúde de Góis não irá encerrar, podendo em último caso fechar da meia noite às 8 da manhã, mas que irá empenhar-se para que tal não aconteça, Realçou a presença da Professora Maria Beatriz Rocha Trindade, cujo estudo do movimento regionalista nos 3 concelhos que constituem a antiga comarca de Arganil tem lançamento previsto para 10 de Junho, em Góis.

Todos os votos propostos, como os documentos apresentados foram aprovados por unanimidade, seguindo-se a votação para eleição dos novos corpos gerentes, que igualmente foram aprovados por unanimidade e ficaram assim constituídos:
Assembleia Geral: Presidente, Prof. Dr. Carlos Alberto da Silva Poiares; Vice-Presidente, Américo Simões; Secretários, Henrique Braz Mendes, Rui Manuel Henriques Alves; Direcção: Presidente, José Dias Santos; Vice-Presidente, Valdemar Barata Ferreira Neves; 1.º Secretário, Henrique Miguel Almeida Mendes; 2.º Secretário Luís Filipe de Almeida Nogueira Dias; Tesoureira, Maria Bertilde Barata Costa; Vogais, Maria Fernanda Simões Rodrigues Neves, Amador Sousa Dias, Paulo Jorge Almeida Casquinha, António Martins Pires; Suplentes: José Luís Barata Bastos, António Rui Antunes Dias; Conselho Fiscal: Presidente, António Lopes Machado; Secretários, Avelino Lopes Martins, Carlos António Matos Oliveira; Conselho Regional: Presidente, Dr., Luís Filipe Pinheiro Martins; Vice-presidente, Eng.º José Henriques Antunes; Vice-presidente, Dr. Fernando José Bandeira Cunha; Secretário Geral, Adriano Pacheco; Vogais, Mário Luís Domingos Barata, Presidente da Direcção da Casa, Secretários da Direcção da Casa, Presidentes das Colectividades. Os novos eleitos (a maior parte reeleitos) tomaram logo posse aplaudidos pela assistência.

Por fim, e após o presidente da direcção agradecer a confiança que continuam a depositar na sua equipa, o dr. Carlos Poiares, que desde muito jovem começou a ir àquela casa pela mão de seu pai, o saudoso Dr. José Poiares que foi um presidente muito dedicado, teve para todos uma palavra de amizade e apreço, distinguindo a presidente da Câmara Municipal e Manuel Barata Dinis que deixa, por sua vontade, de fazer parte dos corpos directivos, bem como para o presidente da direcção.

"Temos que ter a capacidade de saber optar pelo caminho mais apropriado no nosso movimento regionalista, que temos de continuar", disse o Dr. Carlos Poiares ao encerrar uma assembleia que decorreu com muita elevação.

in Jornal de Arganil, 25/03/2010
Góis -Empresário quer complexo turístico

Projecto idealizado para turismo de natureza, saúde e bem-estar, com hotel, spa,health club e apartamentos

O empresário' Alberto Mateus pretende implementar um Complexo Turístico na Quinta do Baíão, abrangendo a vertente da natureza, saúde e bem-estar, aliado a touring cultural e paisagístico, turismo de gastronomia e vinhos - e turismo náutico. A ser concretizado terá um hotel quatro estrelas superior com Spa . e Health Club, apartamentos com a -tipologia Ti ligados directamente ao hotel vivendas autónomas e residências medicalizadas e de cuidados continuados. O projecto está idealizado para ocupar urna área de 112.725.

O objectivo de Alberto Mateus, explicou recentemente em reunião de Câmara, é conjugar a necessidade e a propensão do concelho para as actividades turísticas e de lazer, e aproveitar as condições existentes. para pessoas em idade sénior ou pré-sénior usufruírem de qualidade de vida, "Este tipo de turismo pode arrastar a um outro turismo, especialmente dos filhos, netos, familiares e amigos, cabendo aos empresários e às autoridades do concelho de Góis cativarem este potencial de ' mercado, de forma a que efectuem visitas permanentes' a Góis e à região, criando' assim fluxos turísticos frequentes, através de iniciativas sociais, culturais, desportivas, gastronómicas e de oportunidades' inovadoras que possam atrair todas as idades" lê-se na acta da reunião, citando a ideia do empresário. Este pretende que o projecto seja estruturante para a economia do concelho, pondo como hipótese não só a atracção de pessoas idade sénior, mas também do turismo em geral bem como a criação de postos de trabalho e consequente fixação de jovens.

O .projecto mereceu um acolhimento positivo por parte da Câmara de Góis, tendo tido a palavra da presidente Lurdes Castanheira que a autarquia "tudo fará" para criar . as -condições para o seu desenvolvimento. Também o vereador social-democrata Diamantino Garcia felicitou a iniciativa empresarial, no entanto lembrou que este já o terceiro proposto em pouco mais de um ano, mas nenhum se concretizou. De qualquer forma, mostrou-se .espe- rançado quanto.a este projecto pelo facto de ser um investidor goiense, merecendo-lhe "toda a consideração e respeito".
in Jornal de Arganil, 25/03/2010

Esporão - Notícias da Comissão de Melhoramentos


Tanque para incêndios: no seguimento das diligências para o financiamento deste equipamento de prevenção, foi efectuada a inscrição no IFAP – Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas – entregando para o efeito os vários documentos pedidos, referentes à nossa comissão, atestando assim ser um organismo totalmente legalizado.

Almoço da Cerdeira – Góis: estivemos representados neste convívio, pelo nosso presidente, atendendo a laços de amizade entre as nossas congéneres.

Voto de felicitações: aprovado pelo lançamento de mais um livro de poesia, do nosso sócio António Manuel Rodrigues Martins, com o título “Quase Feminino”.

Voto de pesar: pelo falecimento dos pais da sócia auxiliar Maria Susana Esteves Iria e sogros do sócio José António Borges Duarte.

Aumento de quotas: Maria Mercês de Sousa, Ana Trindade Rosado, Maria Susana Esteves Iria e José António Borges Duarte.

Assembleia-Geral: a realizar em 03 de Abril, na Casa de Convívio do Esporão, tendo já sido aprovado a sua agenda e os assuntos a apresentar e discutir na mesma.

Apresentadas as contas do exercício de 2009, assim como o relatório da Direcção, apresentado pelo presidente, serão nesta assembleia também tratados assuntos de interesse para o Esporão, incluindo naturalmente o Casal do Esporão.

Órgãos sociais: em virtude de ainda não termos conseguido chegar a um entendimento, para uma lista a apresentar pela Direcção, ficamos a aguardar alternativas até à data da assembleia.
A Direcção

"Os Novos Tempos em Góis"

Passados 4 meses das eleições autárquicas em Góis, sente-se hoje as vantagens de uma liderança forte e determinada, de uma gestão dedicada e profissional e de um controlo sobre os assuntos estratégicos da nossa comunidade.
O projecto de Lurdes Castanheira devolveu-nos a alegria de ser Goiense e a vontade de lutar pelo futuro. Surpreendeu-me pela positiva a forma, a excelência e a mestria com a qual a Presidente da Câmara Municipal conduziu a campanha eleitoral, criando um forte grupo de socialistas e independentes motivados e unidos por uma causa em comum. Se se pode tirar diversas conclusões, uma é que ganhou a honestidade e a perseverança, a força da união e da vontade do povo de Góis, esmagando a prepotência, a invencionice e a arteirice. Ainda é cedo para balanços, mas o que Lurdes Castanheira trouxe à gestão camarária nestes primeiros meses é muito bom e o trabalho bem feito deve ser valorizado.

A política em Góis faz-se essencialmente com dois partidos e, de facto, entristece-me bastante o momento actual do PSD. Após três derrotas eleitorais seguidas, a concelhia ainda não tirou conclusões políticas dos desaires, não conseguiu coordenar-se com os vereadores independentes, teve um líder na Assembleia Municipal interino e (onde é que já vi este filme?) a Cabeça de Lista do PSD a este órgão afasta-se 5 meses depois das eleições...
Mais grave: estes sociais-democratas não participam na vida cívica e cultural de Góis. A sua intervenção na comunidade resume-se à cultura do anonimato, à excelência da demagogia e da farsa satírica de 4 em 4 anos na campanha eleitoral, hibernando depois, não se ouvindo mais!
O PSD de Góis não seduz o eleitorado, não seduz independentes, não mobiliza ninguém. Arrisca-se assim na minha opinião à agonia e ao vazio!

Congratulo-me pela vitória do PS. Se o eleitorado tivesse arriscado no PSD corríamos o risco de ver eleições antecipadas. A desistências, suspensões e renúncias consecutivas e recorrentes em apenas 120 dias são prova disso.
Os novos tempos em Góis são de renovada esperança para a maioria, mas de sono e fadiga para outros!

por Paulo Miguel Silva, Deputado na Assembleia Municipal de Góis
in Varzeense 15/03/10

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Góis

O presidente da Junta de Freguesia de Góis, Alberto Jorge Reis, considera que existe falta de emprego e que a freguesia necessita de uma "política de fixação da população", com mais infra-estruturas e melhores acessibilidades.

Na opinião do presidente da Junta toda a freguesia é bonita e digna de ser visitada e deixa uma mensagem de esperança a todos os goienses: "...não desanimem, melhores dias virão, haja Paz, Amor e Civismo, é o que por vezes nos falta".

Jornal O Varzeense (Varz.) - O que o levou a recandidatar-se a presidente de Junta da Freguesia de Góis?
Alberto Jorge dos Reis
(JR) - Na verdade não tinha a intenção de me recandidatar, mas tive muitas pessoas da freguesia que me pediam para me recandidatar, alegando que ainda podia ajudar a ganhar a Câmara.
Quando fui abordado pela presidente da comissão política, da qual faço parte, desse-lhe que, no meu entender, não devia continuar, todavia, a presidente pediu-me que reflectisse antes de decidir. Pensei bastante e cheguei à conclusão que podia ajudar a ganhar a Câmara. Foi uma opção política de que não me arrependo.

Varz. - No seu entender, quais as obras de maior relevância que foram feitas nos últimos anos? Houve alguma que se arrependesse da forma como foi feita?
(JR) - Obras com grande relevância não foram feitas, mas houve algumas de interesse para a freguesia. Nunca foram feitas obras que me levassem ao arrependimento, tanto a mim como à equipa por mim liderada.

Varz.- Actualmente, quais as maiores necessidades da freguesia?
(JR) - As maiores necessidades da freguesia são: infraestruturas e acessibilidades capazes de poderem fixar os jovens na freguesia e atrair outros que venham.

Varz.- Quantos habitantes tem a freguesia? Na sua opinião o que deveria ser feito para ajudar a fixar mais a população?
(JR) - A freguesia tem 2100 habitantes. Olhando para o futuro, no manifesto eleitoral ficaram bem expressas as prioridades da Junta para a freguesia.

Varz. - E na área social, o que te a dizer? No que se refere a apoio aos idosos entende que é uma freguesia bem apetrechada? Que outras medidas poderiam ser tomadas?
(JR) - na área social, penso que está bem apetrechada embora julgue que existe possibilidade de melhorar a assistência aos idosos.

Varz. - Neste curto espaço de tempo, desde que tomou posso, quais a principais obras já efectuadas pela Junta?
(JR) - desde que tomei posse, em Outubro de 2009, não ouve tempo para grandes obras, todavia, já ajudamos algumas instituições, pois, no meu entender, as grandes obras, são as ajudas que a junta de freguesia disponibiliza para que as instituições possam sobreviver.

Varz. - Em termos de edifício, a Junta de Freguesia tem o espaço adequado? Ou perspectiva-se alterações?
(JR) - O edifício sede da junta de freguesia tem condições adequadas para o seu bom funcionamento, não se perspectivam alterações.

Varz. - No que se refere ao ex-libris, quais os locais que aconselha visitar?
(JR) - Aconselho que se visite: Penedos de Góis; aldeias de Xisto, praias fluviais, Sra da Guia...Toda a freguesia é bonita.

Varz. - Como define a freguesia?
(JR) - Góis é uma freguesia em parte envelhecida e desertificada.
Na minha opinião não existem infraestruturas capazes de criar empregos para que se possam fixar os jovens e os que pretendem regressar a Góis.

Varz. - Deixe uma frase ao povo goiense.
(JR) - Há quem diga que santos da casa não fazem milagres, mas eu digo às pessoas da minha freguesia, a novos e velhos, que não desanimem, melhores dias virão, haja Paz, Amor e Civismo, é o que por vezes nos falta.
in Varzeense 15/03/10

Comemoração do 100º aniversário do falecimento de António Francisco Barata

Amanhã, dia 23 de Março, comemora-se o 100º Aniversário do Falecimento de António Francisco Barata, autor e investidor Goiense, a quem o Município de Góis homenageou atribuindo o seu nome à Biblioteca Municipal.
Neste sentido, a Câmara Municipal de Góis não quis deixar em branco esta data e irá presentear os Goienses com uma mostra sobre a vida e a obra deste ilustre Goiense, que estará patente na Biblioteca Municipal até ao final do mês de Março.
Em Évora, cidade onde António Francisco Barata se radicou e faleceu irá também ser feita uma homenagem singela a qual conta com breves alocações, nomeadamente da senhora Presidente do Município de Góis e Presidente do Município de Évora, bem como uma conferência sobre António Francisco Barata, pelo seu bisneto, Prof. Doutor António Rei, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Évora.
O Município de Góis irá, em Janeiro do próximo ano, comemorar o 175 º Aniversário do seu Nascimento.
in RCA, edição electrónica, 22/03/2010

A Casa Goiense e o seu Desígnio

Adriano Pacheco
Ainda estão bem presentes os ecos efusivos da numerosa assistência que esteve presente no almoço do quinquagésimo quinto aniversário da Casa do Concelho de Góis, a qual acolheu no seu seio, para cima de cem pessoas, unidas num desejo comum de celebrar esta efeméride, carregada de simbolismo e de calor humano, que unifica o povo da Beira Serra e a todos contagiou.

Sendo assim e não obstante os sinais preocupantes de falta de rejuvenescimento dos seus dirigentes, como se pode explicar esta presença maciça de quem persiste
em reavivar a alma do povo beirão e do sentimento regionalista que não se fica nem se esgota na festinha da sua aldeia? Como explicar este reacender da chama regionalista goiense quando muitas vozes já entoaram e lhe endereçaram os pêsames e decretaram o prematuro luto? Também nós temos dúvidas, muitas dúvidas, mas caminho é persistir, persistir.

Todos seremos unânimes em reconhecer que há um grande défice de sangue novo no regionalismo, movimento que vive de entrega, empenhamento e sobretudo da paixão que à todos nos toca e nos faz mexer. Do mesmo modo, reconhecerão que, os jovens não aderindo a esta causa, o regionalismo vai definhando até que por fim morrerá em morte lenta, a curto ou médio prazo. Esta corrente de opinião é consensual e tem já umas décadas de existência, os sinais mais superficiais apontam para tal conclusão sem qualquer retrocesso. Contudo"navegar é preciso".

Importa aqui lembrar algumas causas que nos conduziram a este estado de coisas, não esquecendo a culpa que cabe a cada um dos pais e dos avós, por não se terem feito acompanhar dos seus filhos nas festas regionais, deixando que as actuais e imensas solicitações dos jovens tomassem conta das suas reais potencialidades. Para nós
é ponto assente que se trata duma batalha perdida e sem ' qualquer possibilidade de recuperação. É tempo agora de se encontrarem caminhos desta era, novas saídas do
mesmo templo.

Neste momento, os sócios têm de pensar na colaboração que podem dar aos actuais corpos gerentes que já levam muitos anos de entrega à causa e ninguém se chega à frente para ajudar à renovação de quadros com gente madura, disponível mas não gasta, criar nova atitude sem desvirtuar a identidade que unifica e' areja ideias sem
descolorir as cores vivas e o empenhamento. Em suma: começar a trilhar um novo caminho. A Casa do Concelho de Góis, para lá de congregar ideias e sentimentos,
é também a casa mãe que a todos acolhe num espaço próprio, físico e simbólico que importa preservar.

ão somos cavaleiros dos fulgentes velhos tempos, mas vivemos intensamente esta fase de sobrevivência em que todos temos de dar um pouco mais de nós próprios para que esta causa viva. A Casa não é um santuário fechado a sete chaves, nem uma masmorra, ela está aberta a todos os regionalistas, nomeadamente aos goienses. Se um almoço aniversariante foi capaz de reunir à volta de cem pessoas, acreditamos que o próximo plenário do Conselho Regional, a realizar o dia 20 de Fevereiro, seja motivo suficientemente atractivo para que os goienses se interessem mais um pouco pelos problemas da sua aldeia.
Assim o esperamos.

in O Varzeense, 15/02/2010
Cortes de Alvares - MISTOS festejam o 35.ª aniversário


Mais de uma centena de associados do Grupo Onomástico "OS MISTOS" de Cortes de Alvares, foi convocada para a reunião de confraternização anual a ter lugar no próximo dia 3 de Abril, sábado da Páscoa, na Casa Claudino Alves de Almeida em Cortes, Neste tradicional encontro, para além da aprovação das Contas de 2009 e eleição da nova direcção, terá lugar uma tarde de confraternização com Grelhada Mista.
Pretendemos, no 35.º Aniversário do Grupo, não esquecer ou alterar o passado, mas sim, enaltece-lo sem saudosismos, dando-lhe continuidade e abrindo o Grupo às novas gerações, numa perspectiva de futuro começando por juntar os Cortenses e amigos da Terra em. saudável confraternização. OPO, evento, está aberto a todos os que nele queiram participar, como convidados do Grupo, para o efeito, devem proceder à inscrição e marcação para: Lisboa- António 'Cadima Antão [Pataco] Telef 218684425; António F. Dionísio Antão (Tó) TM 917297968; João RUI B. Ant. FONSECA (do Covão) TM 966826442; JOSÉ Cortês GARCIA TM 917646311; LISBOA: Vítor Simões (do licos) TM 919438701; MANUEL Antunes BARATA (do Florindo) 962301974. Cortes - NUNO Pedro TAVARES do Nascimento, TM 967063598, Telef 235587523
A Direcção do Grupo
in Jornal de Arganil, 18/03/2010

Associação de Vale Moreiro e Manjão - Góis
Ganhe um boi de verdade

A Associação Desportiva, Recreativa, Cultural, Juvenil e de Solidariedade Social dos Amigos de Vale de Moreiro e Manjão "ARCJILSSA" irá sortear um boi no. próximo dia 28 de Março, pelas 14 horas, no Campo de Futebol de Vale Moreiro e Manjão, O sorteio prima pela originalidade e conta com a boa disposição de todos. Ganhe um boi de verdade por apenas 2,5 euros.
O convívio terá início pelas 13 horas, com um almoço de confraternização, a realizar na sede da ARCJILSSA, em Vale de Moreiro. Cada inscrição para o almoço importa em 10 euros e todos os interessados poderão efectuar marcações até ao dia 27 de Março, para os seguintes contactos: 235772589 / 916240522 Manuel Bandeira e 962319127.
ANTÓNIO LUíS.Colabore com a ARCJILSSA.
in Jornal de Arganil, 18/03/2010


Freguesia de Alvares


Enquanto alguns se dedicam a profetizar desgraças, outros empenham-se em fazer o melhor por eles e pelos outros. Isto acontece nas nossas aldeias, região e país. Por exemplo; nos Emirados Árabes Unidos a distinção de Mulher do Ano coube a uma portuguesa, numa região do mundo onde as diferenças com Portugal são abismais, eis que surge o reconhecimento pelo trabalho e dedicação. Outro exemplo aqui bem mais perto, foi a entrega do prémio - Melhor Produtor Emergente do. Mundo - atribuído a
, uma senhora de 80 anos, ' produtora de azeite em Mirandela ... Foram avaliados 625 azeites de 40 países num certame apresentado em Roma! .
E estes exemplos de portugueses e organizações .portuguesas bem sucedidas, não são casos isolados, são é pouco
noticiados, poi a má notícia apresentada de forma sensacional continua a vender mais.
Ora, lá que a crise é real e que estamos a passar por ela é verdade. Mas parece evidente que a solução não passa pelo discurso do coitadinho,' da desgraça iminente ou pelo típico discurso do . político vigente quando interrompido o poder ... Uma mãozita no com- ' bate á crise, pode ser, a capacidade que cada um tem de fazer acontecer, pura e simplesmente realizar algo, no voluntariado, associativismo ou outro tipo de actividade. O importante será sentirmo-nos necessários e úteis também no 60n-
texto social. Os entendidos aplicam o termo técnico produtividade, para classificar a utilidade do homem no mundo socioeconómico. Seria interessante medir a produtividade ao nível social. Medir o que cada um de nós faz, para melhorar o meio - social onde está inserido.
Relativamente à freguesia de Alvares, faço questão de ser positivamente tendencioso.' A singularidade geográfica e consequente dificuldade em atrair pessoas e investimentos, levou os alvarenses a apurar a capacidade de perseverança e a elevar os índices de produtividade social.
Quando em inícios da década de 80 o termo IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) era pouco comum, na freguesia nascia uma das 'primeiras instituições do género do distrito de Coimbra. Com a mesma forma jurídica - (Centro Paroquial de Solidariedade Social) hoje existem mais de 60. Só com muita vontade de fazer acontecer de alguns, foi, possível construir a Instituição que é hoje, um dos principais pilares de sustentabilidade socioeconómica da freguesia de Alvares.
Em meados da década de 80, faz agora 25 anos, os jovens da freguesia associaram-se a uma causa comum e dessa unidade surgiu' a Secção de Bombeiros na freguesia de Alvares. Sempre com muitas necessidades materiais, nunca faltou o sangue novo necessário, para assegurar outro pilar de sustentabilidade e extrema importância para a. freguesia. O Quartel da 4a Secção vai brevemente ser 'concluído e condignamente continuará a servir pes- soas e território. Quanto ao voluntariado, felizmente, os jovens continuam a dizer: presente.
Já na década de 90 vulgarizou-se o termo "Parque Industrial", toda as vilas construíram infra-estruturas para o efeito. Em alguns casos foram construí dos verdadeiros parques problemáticos, quer pela má localização resultado da falta de projecto de integração, quer pela falta de investidores. Em Cortes de Alvares construiu-se um exemplar Parque, Industrial. Uma ideia aparentemente ambiciosa mas que o futuro, hoje presente, mostrou ser possível. E assim, ao consolidar-se o nosso tecido empresarial, nasceu outro importante pilar de sustentabilidade da freguesia.
Agora, olhando para trás, registo o bom nível de produtividade social. Haver se sabemos respeitar e valorizar as instituições criadas, preservando sempre os seus reais interesses, que é como quem diz, o interesse comum. Pois estas instituições personificam um bem precioso das gentes da freguesia: a Perseverança.
Felizmente muito há a fazer, quer melhorando e assegurando a continuidade dos projectos já concretizados, quer iniciando _ outros preponderantes para o futuro. E digo: "felizmente muito há afazer", porque existem centenas de freguesias com as mesmas adversidades, mas, já sem gente para fazer e sem gente a quem se faça ...
Quim Mateus
in O Varzeense, 15/03/2010


Freguesia de Alvares - Um jantar de mulheres

À semelhança dos anos anteriores, este ano não foi excepção, a Freguesia de Alvares comemorou mais uma vez o Dia Internacional da Mulher. No dia 8 de Março 2010, reuniram-se na casa de convívio do Amioso do Senhor 112 mulheres que, divertidas, jantaram ao som do Grupo de Concertinístas de Góis. Foi com muita animação de se assistiu à actuação deste grupo onde está tão bem representado o género feminino. Estão de parabéns! .
Na organização deste jantar estiveram da Roda Cimeira Sofia Lima, de Chã América Barata, de' Alvares Margarida Duarte e Luísa Baeta, de Cortes Raquel Antãoe da Candeia A~a Lourenço.
O jantar foi servido pela Filomena, que remodelou e reabriu o antigo café de Amioso do Senhor, a quem agradecemos todo o serviço. Este jantar teve a colaboração e empenho de muitas mulheres da nossa freguesia, desde as saborosas sobremesas oferecidas, ao transporte de todas as mulheres presentes, que sem a entreajuda, nunca poderiam participar nesta, confraternização. Este espírito de entreajuda tem-se mantido ao longo destes quatro anos, pois tal qual como no ano passado, o grande bolo comemorativo foi oferecido pela Padaria Cortense, a quem agradecemos. Também temos que agradecer aos ofertantes dos prémios das rifas, ao Electrodomésticos Paixão de Góis, que ofereceu o ferro de engomar, à Cabeleireira Isabel Ramos de Pedrógão Grande, que ofereceu um Brushíng, e Cidália Lima que fez um porta sacos de plástico. A todas as presentes foram distribuídas pequenas lembranças, uma feita pelas organizadoras e um saquinho com amostras, oferecidos pela Farmácia Coroa de Góis, pela Unilever, Oriflame e outros colaboradores.
A todos bem-haja.
Mais uma vez a Câmara Municipal de Góis não deixou esquecidas as nossas mulheres, felicitou todas as presentes com uma linda flor. Pela primeira vez o nosso município é gerido por uma mulher. A Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira esteve presente desde o' primeiro momento, na realização destes jantares comemorativos, e este ano, mesmo com neve, veio até Amioso do Senhor para nos congratular pela organização e participação de todas as presentes.
Esta comissão organizadora acredita que o futuro da nossa freguesia será brilhante. Ao observar-mos a sala, constatamos que .ainda muito podemos fazer,.temos mulheres que dão muito pelos outros e pelas causas, muitas mulheres que querem dar e outras tantas que puxando aqui e ali darão muito mais. A mulher não se .deve dedicar a resolver os "problemas da vizinha", mas sim a ver se a vizinha precisa de apoio para os resolver. A alma feminina e forte, suporta a dor, a dificuldade, a doença, as noites mal dormidas e contínua sempre empurrar a 'vida para a frente. Nós temos um papel cada vez mais activo e participativo no mundo, ficamos felizes e sorrimos quando pensamos onde ainda poderemos chegar, só temos que continuar a lutar.
Convidámos para organizadoras do 5º Jantar comemorativo do Dia Internacional da mulher, na Freguesia de Alvares 2010: das Cabeçadas Isabel Almeida, da Chã Sandra Oliveira, de Alvares Mónica Dias, de Amioso Cimeiro Carla Duarte, da Portela do Torgal Anabela Fajardo e de Cortes Isabel Cortez. Desejamos que para o ano tudo corra da melhor forma e unam forças.
LUÍSA BAETA
In Jornal de Arganil, 18/03/2010

ADIBER vai inaugurar Centro de Artesanato em Corterredor

De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS pela ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, no próximo dia 28 de Março, vai decorrer a inauguração do Centro de Artesanato e Dinamização Social do Vale do Ceira, em Corterredor, concelho de Góis. Esta cerimónia está marcada para as 16 horas, e este equipamento é promovido pela ADIBER.
in RCA, edição electrónica, 18/03/2010

Município de Góis associa-se à acção 'Plante uma Árvore'

No âmbito das comemorações do ano Internacional da Biodiversidade 2010, o Município de Góis associou-se à acção “Plante uma Árvore” – Ano Internacional da Biodiversidade 2010, através da Associação de Municípios Portugueses em parceria com a Comissão Europeia – representação em Portugal, Autoridade Florestal Nacional, Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, com o apoio da Silvicaima, Lipor, GEOTA e LPN.
O Município de Góis em parceria com o Agrupamento de Escolas do Concelho de Góis, irá levar a efeito amanhã, dia 19 Março, algumas actividades comemorativas do Dia Mundial da Árvore e da Floresta, como um percurso pedestre dirigido aos alunos do 2º e 3º ciclo de Góis, numa acção de sensibilização da defesa a floresta contra incêndios numa actividade desenvolvida pelos Bombeiros Voluntários de Góis, Sapadores Florestais, AFN, SEPNA e GIPS, finalizando esta acção com a plantação de espécies florestais autóctones [azinheira, castanheiros, carvalhos, sobreiros, etc] na Senhora da Guia numa iniciativa da Assembleia Compartes de Vale Moreiro, Cortecega e outros e da Associação dos Naturais e Amigos do Liboreiro.
Os alunos do Jardim de Infância e 1º ciclo de Góis e Centro Social Rocha Barros irão participar em vários workshops no Parque Municipal de Campismo subordinados aos temas da preservação ambiental, biodiversidade, floresta e água, culminando esta actividade num pequeno percurso interpretativo, até à “Mata dos Afectos”, onde se prevê a sua inauguração, com a plantação colocação de placas de afecto, junto de Pequenas árvores.
in RCA, edição electrónica, 18/03/2010

Góis – Dia Internacional da Mulher

No dia em que perfez cem anos que o Dia Internacional da Mulher começou a ser assinalado, a Câmara de Góis, em parceria com a Adiber, mimou ainda o sexo feminino com a oferta de uma rosa às funcionárias e lembrou conquistas de mulheres portuguesas.

A exposição «A Condição Feminina», na Biblioteca Municipal recordou nomes como, entre outras, Carolina Michaelis de Vasconcelos, Carolina Beatriz Ângelo, Maria de Lurdes Pintassilgo e homenagearam Lurdes Castanheira, a primeira mulher a ser eleita presidente da Câmara Municipal de Góis. Orgulhosa e surpreendida, a autarca desejou não ser a única do sexo feminino a alcançar tal cargo. Sobre a o Dia Internacional da Mulher, confessou não ser apologista de o mesmo ser o comemorado “só para cumprir calendário”, mas concordante se for assinalado para “fazer um tributo a todas as mulheres que há um século lutaram por melhores condições de trabalho,por direitos iguais, por uma vida tão digna como a do homem e o acesso a oportunidades, seja na vida política seja na vida familiar, seja na vida social”. Dessa forma, frisou, “ então sim, vamos sempre assinalar o dia 8 de Março aqui em Góis”.

O dia dedicado à Mulher pela autarquia e Adiber terminou com fórum «Mulher: Lutas e Conquistas», nas instalações da associação, um momento em que várias mulheres se juntaram para contar as suas experiências de vida
.
in Jornal de Arganil, 12/03/2010
TIC confirma acusação


Câmara de Góis e ADIBER vão a tribunal

Alegado uso indevido de fundos comunitários na aquisição de parcela da Quinta do Baião motivou processo.Lurdes Castanheira diz-se “injustiçada” e quer agora dar destino ao terreno que tem sido alvo de tanta polémica.

Enquanto os antigos responsáveis da ADIBER e antigos vereadores da Câmara de Góis aguardam o desenrolar do processo em que são acusados de uma alegada utilização ilegal de fundos comunitários, relativamente a uma parcela de terreno da Quinta do Baião, a autarquia de Góis, liderada por Lurdes Castanheira (também arguida, enquanto ex-dirigente da associação), quer agora «renegociar» a dita parcela que esteve na origem das acusações e de todo um processo que se arrasta desde 1999. Ontem, enquanto se mostrava «tranquila» relativamente às acusações que sobre si recaem, confirmadas esta semana pelo Tribunal de Instrução Criminal (segundo notícia ontem publicada pelo campeão das Províncias), a autarca mostrava-se mais preocupada com o fim a dar aos terrenos na Quinta do Baião e mostrou-se disponível para conversações com a ADIBER que, em 1999 adquiriu, à autarquia, uma parcela do terreno para aí implementar um projecto de agro-turismo.

«O executivo está totalmente disponível para renegociar», declarou, ao Diário de Coimbra, a autarca, que deixa nas mãos da ADIBER a saída para o problema: ou a associação renegoceia e avança com o projecto inicialmente previsto, ou se acciona a cláusula de reversão via judicial que, face ao incumprimento do previsto pela ADIBER aquando da candidatura, permite que a parcela de terreno adquirida volte para as mãos da autarquia. Foi, de resto, esta a posição saída da reunião do executivo, que decorreu na terça-feira.

«O que é importante não é accionar a cláusula, mas dar a oportunidade de implementar o projecto», afirma, convicta de que o que interessa a Góis é ter essa infra-estrutura agro-turística concretizada. A posição da autarquia ainda não foi comunicada à associação, porque foi apenas discutida na última reunião.

TIC confirma acusações

Foi em 1999 que a ADIBER, presidida por José Cabeças, antigo presidente da Câmara de Góis, adquiriu à autarquia quatro dos 16 hectares de terreno da Quinta do Baião, por 250 mil euros, para aí implementar um projecto agro-turístico, financiado pelo programa comunitário Leader II com 234 mil euros. A escritura do terreno viria a ser feita apenas em 2007, quando já tinha passado o prazo imposto pelo Leader II para a execução do projecto, muito embora a associação tivesse recebido verbas de Bruxelas. Entretanto, a dita parcela de terreno continua nas mãos da associação, sem qualquer benfeitoria.

Na sequência de uma denúncia anónima, o Ministério da Agricultura ordenou a realização de um processo de inquérito ao projecto e posteriormente o caso seguiu para o Tribunal de Arganil. Mais recentemente, a maioria dos arguidos requereu a abertura de instrução e esta semana o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) confirmou as acusações que recaíam sobre nove arguidos.

Lurdes Castanheira, actual presidente da Câmara de Góis e, à data dos factos, secretária da direcção da ADIBER, está acusada dos crimes de co-autoria de falsificação de documentos, fraude na obtenção de subsídio e desvio de subsídio para fim diferente. Entre o rol de arguidos está também José Cabeças e restantes elementos da direcção da associação, designadamente José Albuquerque, Miguel Silvestre e Helena Mateus, Miguel Ventura, coordenador da ADIBER e actual vereador na Câmara de Arganil, e os vereadores da Câmara de Góis em 1999, designadamente Miguel Gama e Humberto de Matos. Também o gestor do programa Leader II, Nuno Jordão, é um dos acusados.

Leader sabia quecnão existia escritura

Em causa estão, resumidamente, crimes relacionados com o facto de a ADIBER ter recebido verbas comunitárias sem ter o terreno escriturado, o que só aconteceu oito anos depois da compra do terreno, em 2007.

Lurdes Castanheira recorda que o projecto foi dado como concluído (adquirido) e entregue ao Leader II tendo por base «documentos legais», designadamente as actas da Câmara, em Setembro de 2001. Mais, diz ainda que apesar da escritura do imóvel não ter sido feita em tempo útil, por culpa da autarquia, essa situação era do conhecimento dos gestores do programa comunitário, que, ainda assim, fizeram a transferência das verbas, oito meses depois.

A parcela de terreno em causa tinha sido objecto de um destaque em 1994, pelo que, só dez anos depois poderia ser alvo de novo acto registral. A partir de 2004 estaria, portanto, em condições de ser escriturada. «A Câmara teve condições para fazer a escritura e nunca o fez», recorda a actual presidente.

Hoje diz-se acusada de crimes que não cometeu. «Acredito na justiça, mas ela não é mais verdadeira do que eu», afirma, lembrando que nunca falsificou nenhum documento e «há ofícios ao gestor do Leader informando que a escritura não tinha sido feita».

Admite apenas que de facto chegou a utilizar o dinheiro comunitário para outros fins: para «o pagamento de salários» porque «não queríamos ordenados em atraso». «Sinto-me injustiçada e o espírito de voluntariado que tinha há muito que perdi», remata.

Igualmente «tranquilo» mostra-se Miguel Ventura, vereador do PS na Câmara de Arganil e coordenador da ADIBER. «Vamos aguardar pelos desenvolvimentos. Não cometi nenhum crime», afirma.
in Diário de Coimbra, 12/03/2010

Associação dos Amigos de Vale de Moreiro e Manjão promovem convívio

A Associação Desportiva, Recreativa, Cultural, Juvenil e de Solidariedade Social dos Amigos de Vale de Moreiro e Manjão 'ARCJILSSA' irá sortear um boi no próximo dia 28 de Março, pelas 14 horas, no Campo de Futebol de Vale Moreiro e Manjão. O sorteio prima pela originalidade e conta com a boa disposição de todos, sendo que os interessados podem ganhar um boi de verdade por apenas 2,5 euros.
O convívio terá início pelas 13 horas, com um almoço de confraternização, a realizar na sede da ARCJILSSA, em Vale de Moreiro.
Cada inscrição para o almoço importa em 10 euros e todos os interessados poderão efectuar marcações até ao dia 27 de Março, para os seguintes contactos: 235772589 / 916240522 Manuel Bandeira e 962319127 - António
Luís
in RCA, edição electrónica, 15/03/2010

UPFC organiza caminhada pelos trilhos antigos no dia 1 de Maio


A União e Progresso da freguesia do Colmeal, no concelho de Góis, vai levar a efeito, no próximo dia 1 de Maio, uma caminhada pelos trilhos antigos. Partindo pelas 9 horas do Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano a caminho das Seladas, o trajecto vão continuar pela estrada velha até ao Sobral, prosseguindo até ao Vale de Asna onde “esperamos visitar as instalações e se possível apreciar o queijo ali produzido”. Segue-se a Mimosa, Saião e de novo o Sobral, estando marcado para cerca das 13 horas um almoço-convívio no Parque de Merendas nas Seladas.
As inscrições, pelo valor de 7,50 euros, poderão ser feitas na Delegação da União Progressiva no Colmeal ou pelo telefone 235 761 490 – José Álvaro, Bela ou Catarina Domingos, até ao próximo dia 20 de Abril.

in RCA, edição electrónica, 16/03/2010
Limpar a floresta


No próximo dia 20 de Março junta-te à iniciativa “Limpar Portugal” e aparece pelas 8 h no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira (Largo do Pombal) ou na sede da Junta de Freguesia de Alvares, Cadafaz, Colmeal e Vila Nova do Ceira e vem limpar o teu concelho.
O horário previsto para as acções de limpeza tem inicio as 8 horas e termina pelas 17 horas. O lixo encaminhado para a estação de transferência, tem de dar entrada até a s 17,30 horas.
Todos vamos levar o nosso almoço, luvas, dois ou três sacos e vamos limpar a floresta portuguesa num só dia!
Vivemos num país repleto de belas paisagens mas, infelizmente, todos os dias as vemos invadidas por lixo que aí é ilegalmente depositado.

Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível limpar a nossa floresta. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro dos nosso
ARS Centro, Prepara-se Para Dar Mais um Contributo na Desertificação do Interior

Segundo rumores, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) prepara-se para brevemente fechar o Serviço de Atendimento Permanente vulgarmente designado de SAP, dos quatro últimos centros de saúde sobreviventes da política de encerramento, polémica e desajeitada do último governo. São eles, o do centro de saúde de Góis, o do centro de saúde de Pampilhosa da Serra, o centro de saúde de Oliveira do Hospital, e pôr último, o centro de saúde de Tábua. Porque para os nossos governantes, os números são mais, importantes que as pessoas.

Embora seja do conhecimento público, que os SAP's destes quatro centros de saúde; têm uma afluência reduzida no horário das 00 às 08 horas e que os recursos técnicos de apoio ao diagnóstico, sejam manifestamente escassos, não podemos descorar a. influencia negativa que estas praticas de encerramento representam para estas populações, que se vêem despojadas de praticamente tudo, levando ao completo êxodo dos ainda jovens resistentes. Quem quer viver numa terra, onde não há escolas para os filhos, onde não # existem infantários, onde não há trabalho e onde não há cuidados de saúde para acudir a situações agudas ou graves.

O encerramento deste 'serviço cria entre a população uma sensação de falta de segurança. Pois uma coisa é sabermos, que se tivermos um percalço durante a noite temos alguém que porventura nos possa ajudar, outra coisa, é sabermos que estamos completamente . sozinhos e a mercê da sorte. É a mesma coisa que um marinheiro ir para o mar sem um colete de salvação, poderá salvá-lo ou não, mas pelo menos tranquiliza-o o suficiente para partir para o mar. A presença de um SAP, seja ele, eficaz ou não, nestes concelhos 'desprovidos e longe de quase tudo,' é um meio que garante aos munícipes mais resistentes tranquilidade suficiente para ficar. Será que moralmente, não deveremos todos contribuir, para que estas pessoas despojadas de quase tudo, tenham, pelo menos, direito a uma equipa de saúde de prevenção?
'Por outro lado,' existem outros factores que por si só deveriam ser suficientes para iluminar as ideias embaciadas dos nossos políticos que não tem pejo em gastar milhões em projectos megalómanos, só para inglês ver, e não tem tostões para investir no interior no combate à desertificação.

Em relação ao concelho de Góis, onde trabalho e que por este motivo conheço melhor, existem em meu entender razões mais que suficientes para fazer reflectir os nossos políticos.

Góis é um concelho envelhecido, onde a maioria da população tem mais de 65 anos e parcos recursos económicos, vias de comunicação sinuosas e fracas, falta de transportes públicos e mesmo privados, aldeias a mais de 40 Km do centro de saúde e a mais de 70 dos hospitais centrais de Coimbra, invernos rigorosos e outras situações adversas.

A saúde, não pode toda ela ser pensada em apenas números economicistas, os números são o que são e valem o que valem, mas nem sempre reflectem a realidade e as verdadeiras necessidades de uma comunidade. Cada concelho é único, como tal deve ser tratado de acordo com as suas necessidades e problemas.

Só quem anda por estes bandas, sabe da dificuldade em meter um idoso dentro de um carro ou ambulância e do sacrifício, muitas das vezes fatal, que é fazer uni quilómetro que seja, num qualquer meio de transporte.

. Segundo os utentes de Góis que passam pelo serviço de urgência básicas criado recentemente no centro de saúde de Arganil, este, pouco' ou nada veio resolver, apenas complicar, pois apesar de melhor apetrechado em meios técnicos de diagnóstico e humanos, continua a funcionar como um vulgar SAP, onde a maioria dos utentes continua a ser encaminhada para os RUC.

Não resolve na qualidade dos cuidados, nem resolve economicamente, pois o custo do transporte em ambulância de doentes de Góis para Arganil ao erário público, de certo daria para pagar as noites do médico e do enfermeiro do SAP do centro de saúde de Góis. De modo que, estamos a condicionar toda uma população, a obrigar esta gente a fazer mais 15 Km num troço de estrada horrivelmente sinuoso, para no fim não se verificarem segundo os utentes, ganhos em coisa alguma.

Por sua vez, o atendimento no centro de saúde de Góis ao ser efectuado na maioria dos casos pelos médicos e enfermeiros de família desses utentes, evita que estes muitas das vezes tenham que se deslocar a Coimbra, uma vez que, conhecedores do' seu .estado de saúde. e medicação, fazem mais rapidamente um diagnóstico, do que, outros profissionais, que nada sabem acerca destas pessoas, evitam desta forma também custos desnecessários em transportes.

Uma vez mais, se pretende colocar a carroça à frente dos bois, ou seja, fazer uma mudança sem estarem criadas as condições necessárias para minimizar ou compensar estes efeitos nefastos. Refiro-me em concreto ao plano rodoviário.' A estrada nacional N2 continua por requalificar, nomeadamente Os troços entre Portela do Vento e Alvares, entre Góis. e Arganil. A estrada nacional N342 entre Lousã e Arganil tarda em ser concluída, de modo que, pedir aos munícipes deste concelho, para fazerem mais um quilómetro que seja nas estradas actuais é no mínimo desumano. Tal como afirmou o primeiro-ministro, a falta de investimento rodoviário no Pinhal Interior "é um escândalo", reconhecendo que a região tem sido "humilhada" e "desprezada" em termos de investimentos públicos nos últimos 25 anos. De facto, basta olhar para um . mapa de estradas de Portugal, para concluir que os políticos da região centro de Portugal tem andado a dormir todos estes anos.

Nos últimos anos, a aposta do concelho de Góis no turismo tem sido uma mais valia, pelo menos tirou Góis do anonimato. A realização de uma concentração anual de motards, considerada por muitos, a segunda maior do país, contribuiu significativamente para este facto. No entanto, hoje temos turistas, na sua maioria, bem informados e esclarecidos; pelo que, temo que ao saberem do encerramento do SAP do centro de saúde de Góis, pensem duas vezes, antes de se deslocarem para cá. De facto, hoje a segurança quer em termos policiais, quer em termos de saúde, pesa fortemente na decisão das pessoas, apenas os mais incautos podem cair na tentação de correr, o risco. O
Espero da parte dos nossos governantes, tomada de decisões sérias e honestas, que tenham como objectivo principal, a melhoria da qualidade de vida das populações, no geral, e da saúde destes em particular.

in O Varzeense, 28/03/2010
Excursão à Malhada na Páscoa 2010

A nossa colectividade está a organizar a tradicional excursão à Malhada e Casais na Páscoa, nos próximos dias 2, 3 e 4 de Abril.
Para fazer a sua inscrição deve contactar com brevidade para:

- Nuno Santos: 967 887 555 ou 913 876 676
- António dos Santos: 968 403 140 ou 212 106 606
- António Marques das Neves: 962 847 979 ou 213 872 339

Junte-se a nós na viagem ou visite-nos nas nossas aldeias durante esta época festiva.

Saiba mais em http://malhadaecasais.blogspot.com/

Saudações Malhadenses!

Dia da Freguesia do Colmeal Colmealenses em convivio

A Casa do Concelho de Góis encheu-se para receber os Colmealenses no Dia da Freguesia do Colmeal. Foi em 31 de Janeiro de 2009. Fez agora um ano.


Recordar o que foi esse Dia da Freguesia e voltar a reunir os intervenientes que tornaram possível aquele dia memorável, levou-nos a contactar os dirigentes de cada uma das colectividades auscultando a possibilidade de realização de um almoço “para se comemorar esse Dia”. A ideia foi bem aceite e por todos acolhida com entusiasmo.
Reencontrámo-nos no preciso dia em que fazia um ano sobre a data que ficará na memória dos Colmealenses – 31 de Janeiro.

Já há algum tempo havia sido ventilado o interesse de se fazer um almoço/reunião onde, em ambiente informal, se falasse de regionalismo e se estreitassem os laços existentes entre as várias Direcções.

O trabalho conjunto desenvolvido há um ano mostrou-nos como foi proveitoso e como será aconselhável e conveniente, no futuro, renovar e repetir essa experiência.

As colectividades têm hoje pela frente, não as antigas preocupações que lhes deram origem e que se prendiam com a satisfação de necessidades básicas e a quebra do isolamento em que viviam, mas a promoção de acções de carácter cultural, social e de lazer, a divulgação das nossas aldeias e a valorização das suas potencialidades.

Compete-nos também ajudar a melhorar as condições em que os mais idosos se encontram, preservar as tradições para que estas não se percam na voragem do tempo, zelar pela salvaguarda do património, incentivar artesãos e produtores e manter uma relação colaborante e atenta com as estruturas locais e concelhias.

Foi proveitoso este encontro ficando as colectividades de se reunir no próximo mês.
Por: A. Domingos Santos

in Jornal de Arganil, 11/03/2010
Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Alvares


Tem o espaço adequado? ,
(AG) - A junta de Freguesia, a nível de edifício, tem espaço suficiente, consideramo-lo é sub-aproveitado. Após as obras, melhoraram-se as condições a nível do primeiro andar e revestimento exterior, só que ao nível do rés-do-chão, onde funciona todo o serviço inerente à Junta de Freguesia e aos correios nada foi feito.

Não se criou um espaço para o museu, nem para o arquivo morto, nem temos uma sala para que se possa reunir em privado, pelo que, estamos a estudar a possibilidade de ficar O museu no espaço: onde antes se realizavam as assembleias de freguesia e modificar o rés do chão para se criar um espaço para reuniões.

Tudo isto seria evitado se aquando das obras a sala que ficou no primeiro andar, destinada a sala de reuniões não tivesse sido cedida à associação dos caçadores, que segundo estes já seria promessa efectuada pelo anterior presidente de Junta, Sr. António Monteiro. Convém referir que,' não estamos contra esta associação mas . entendemos que foi unia decisão precipitada, porque poder-se-ia ter arranjado outro espaço.

No que se refere à obra efectuada no edifício da Junta de, Freguesia, estando inicialmente' orçamentada em 55 mil euros, sofreu uma derrapagem, com alteração do projecto para 98.700,00 euros e ainda mais 2.299,45 euros de materiais para o armazém e garagem.

Perguntamos: não deveria ter ficado com outras condições? Pensamos que sim: Ao nível do rés-do-chão toda a instalação eléctrica é deficiente, tanto em potência, como a 'o nível de distribuição de tomadas e interruptores.

Também pergunto: como' é que se pode considerar armazém um espaço com cerca de 16 m2? Se lhe chamassem uma arrecadação ainda aceitávamos. o mesmo se pode dizer da garagem, que não tem espaço para todas as viaturas, aliás, estas não conseguem estar, na totalidade, resguardadas das intempéries.

Também temos que fazer um reparo ao dito espaço para armazém e estaleiro de materiais de apoio aos trabalhos de rua, porque continuamos a ter que agradecer à pessoa que, amavelmente nos deixa ter alguns -desses materiais nas suas instalações, más tudo isto foi notícia aquando da inauguração, neste jornal' assim como em outros, como mais valias ao. próprio edifício.

As obras não terem sido concluídas antes das eleições só, demonstrou que a lista do Partido Socialista, que foi a sufrágio em Outubro, sobretudo pelo seu cabeça de lista, subestimou o valor da lista do Partido Social Democrata, porque caso contrario, teria concluído as obras antes dás eleições e não tinham andado numa azafama para que a inauguração fosse feita no dia 25 de Outubro.

Mesmo que fosse inaugurada após termos tomado posse, as palmas seriam para o Sr. António Monteiro e para o seu executivo.
Para concluir, a gestão de dinheiros públicos tem que ser feita com. muito' rigor e critério porque é dinheiro do povo e em iodo o processo da obra houve falhas a este nível.

Varz. -.No que se refere a ex-líbrís, quais os locais que aconselha visitar? .

(AG) - No meu entender toda a freguesia de Vila Nova do. Ceira é muito bonita; mas realço o cerro da Candosa, assim "orno, toda a zona envolvente, incluindo a zona do rio, no Cabril,' a praia das Canaveias, que muito boas classificações tem obtido tanto a nível de espaço como de qualidade de água, a Igreja Matriz, a zona ribeirinha, onde gostaria, se fosse possível, fazer um percurso pedonal, sempre à beira do rio, que pudesse ligar desde a zona da praia das Canaveias até à zona do Cabril, passando pela zona 00 Pinheiro Manso .

. Varz. -Como define a freguesia?
(AG) - Como já respondi anteriormente, considero uma freguesia com alguma qualidade de vida, mas onde as suas maiores carências estão a nível de emprego, por não ter mais empresas empregadoras; vejo na área do' turismo uma das poucas saídas, para melhorar o nível . de vida, mas, para isso também é necessário criar novas infra-estruturas, com novos projectos, inclusive para o concelho, com parceria da Câmara Municipal e dos responsáveis de turismo, tanto regionais como nacionais.

Varz. - Deixe uma frase ao povo varzeense.
(AG) - Ao povo Varzeense o nosso obrigado por terem confiado em nós, tudo faremos para o servirmos o melhor possível, dentro das possibilidades da Junta de Freguesia.

Alvares - À Beiro do Sinhel
Empurrados para o Sul?!

Victor Duarte, Dr.
O Governo assinou recentemente os contratos relativos à construção e beneficiação das acessibilidades principais da nossa região.

Boas notícias, sem dúvida! Muito se lutou, durante os dois últimos mandatos autárquicos, inclusive até se promoveu um abaixo-assinado contra a injustiça que foi "imposta" a esta região por todos os anteriores governos da república, durante anos de democracia.

Finalmente, chegou a boa nova da conclusão do IC 8 a construção da auto-estrada que ligará à A23 a Coimbra, deixando a nossa freguesia mais perto do sul e litoral, tornando-se mais atractiva, pois passa a ficar a muito razoáveis tempos de distância de Coimbra, da Figueira da Foz e de Espanha.

Até aqui tudo bem, aparentemente, tudo bem para o Concelho de Góis! Salvo, se terem esquecido do troço da EN2 entre Portela do Vento - Alvares, que estranha e paradoxalmente não faz parte deste grande conjunto de intervenções rodoviárias. É pena, porque este troço seria vital e permitiria a esta parte do concelho aproximar-se da sua sede concelhia com outras condições de segurança, se a intervenção adequada neste troço rodoviário de cariz nacional tivesse sido pensada ...

Vejamos: falamos de uma estrada nacional que faz a ligação directa, no mínimo, entre duas sedes de concelho, mas possibilita as ligações ainda a outras. Esta estrada é uma via estruturante para a circulação de pessoas e bens, desonerando em muito, os custos das empresas, que têm no IC 8, a sua via privilegiada para os seus negócios.

Enfim, este esquecimento é totalmente incompreensível, considerando a grande intervenção que irá ser realizada nesta zona, Assim, continuarão a deixar as pessoas escolher o melhor caminho a fazer, quando se têm que deslocar e progressivamente estas vão procurando outros locais onde possam encontrar mais rapidamente o que necessitam, criando novos hábitos, relações afectivas e, mais tarde, outras necessidades. Para quem não entender, a água na serra corre sempre de cima para baixo, aproveitando a natureza para o fazer. Apenas, altera o seu percurso quando se verifica a intervenção humana que vê nesta acção benefícios directos e indirectos para a obter.

Sabemos que não é fácil, mas tem que se fazer um esforço para melhorar um troço, cuja construção tem mais de 50-anos, num terreno com uma topografia perfeitamente favorável a uma intervenção sem grandes custos.

Lembro que há alguns anos, aquando da intervenção no troço da EN2, Portela de Góis - Portela do Vento foi possível com a obra já a decorrer e tempo útil. realizar obras de rectificação e anulação de curvas que não estavam então previstas.

O empenho em pugnar por esta grande obra tem que ser uma realidade. Caso este sonho da nossa freguesia não venha a acontecer, representará mais uma dura penalização, afastando-a infelizmente ainda mais, da sua sede de concelho natural.

É importante para nós e é importante para todos os munícipes, que as acessibilidades atenuem as distâncias que nos separam do restante do concelho.

Tenhamos esperança que quem de direito não irá regatear esforços para a concretização de mais esta grande infra-estrutura na nossa freguesia. Vamos à obra, à conquista do futuro!


in O Varzeense, 28/03/2010

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