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Novembro 2009

Góis em Notícias


Novembro - Livro de horas do Duque de Berry

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Chã de Alvares - Reflexões
Ainda se Apanha Azeitona de Forma Tradicional! Até Quando?

Desde a infância que não apanhava azeitona. Logicamente, nessa altura, ainda criança, brincava mais do que apanhava, pois limitava-me a acompanhar os meus familiares nessa tarefa e por vezes lá apanhava uma ou outra do chão, ou de algum ramo. que se cortava e tudo num ambiente de brincadeira.
Desta vez fui mesmo apanhar azeitona a sério, aproveitando uns dias de férias que ainda tinha para gozar. Ao iniciar esta tarefa verifiquei que os métodos utilizados ainda são os tradicionais, ou seja totalmente manuais, excepto um ou outro caso, onde já se emprega alguma mecanização. No entanto, há alguns pormenores que mudaram, fruto não só da evolução tecnológica, mas também de um maior conhecimento e hábitos da vida moderna. Dou-vos alguns exemplos: Já não se usam escadas de madeira, as de alumínio tomaram-lhes o lugar, são mais seguras, são extensíveis; os panais pará onde a azeitona cai, hoje em dia são feitos propositadamente para o efeito, cobrindo todo o terreno correspondente à área abrangida pela copa da oliveira e são também muito leves, não se comparando com os retalhos de serapilheira ou encerados que se utilizavam antigamente; as oliveiras foram aparadas e são muito mais pequenas, já praticamente não existindo oliveiras do tamanho de castanheiros ou carvalhos; outro equipamento indispensável nos dias de hoje - coisa que não se utilizava há quarenta anos - são as luvas, o que evita que as mãos fiquem sujas, negras, gretadas e, até por vezes com feridas que demoravam semanas ou meses a desaparecer e a tratar. Também já não se utilizam as tulhas para armazenar a azeitona, nem o sal para a conservar. Tudo isso foi banido, e ainda bem, para beneficio da nossa saúde, sendo a azeitona agora armazenada e transportada em sacos de plástico devidamente certificados para ó efeito.
No entanto há coisas que não mudam, porque não é possível mudar. Por exemplo, o 8osto de sentir o sol reconfortante - quando o há - aquecer-nos o rosto quando estamos no cimo de uma oliveira, ou então, sentir a brisa por vezes refrescante e suave outras gélida e penetrante, ou ainda nos dias mais invernosos, sentir a humidade. do nevoeiro e as folhas molhadas, encharcarem-nos o corpo. O que também não mudou e ainda é possível sentir;· é o cheiro agradável da rama das oliveiras a arder em pequenas fogueiras que se vão ateando para nos aquecermos e também queimar os ramos cortados. Outra coisa inalterada é a expectativa de no final do dia, após termos escolhido a azeitona, ou seja, separar o fruto das folhas, ficarmos a saber a quantidade que foi apa- nhada. Bem como depois, no lagar - nos tempos que correm devidamente modernizados, por imperativos higiénico-sanitários e ambientais - sentir a ansiedade e o nervosismo de se saber se fundiu bem ou não. Ou seja, se a relação quantidade de azeitona colhida, quantidade de azeite produzido foi boa, má ou mediana.
Sendo certo que esta forma de apanhar azeitona e produzir azeite não é economicamente rentável, se contabilizarmos os custos da mão-de-obra na apanha, na limpeza das oliveiras e dos terrenos onde os olivais estão localizados, mais o transporte da azeitona para o lagar e os custos da laboração do mesmo. Também é certo que tivemos a satisfação de além de termos estado em contacto com a natureza - embora realizando um trabalho duro - mantivemos ainda o nosso património pessoal, familiar, cultural e até natural e paisagístico, preservado. E além disso, tivemos a possibilidade de produzir e obter um produto de óptima qualidade, 100% natural e na maioria dos casos completamente biológico, além de ter sido colhido de forma manual e tradicional.
Ao mencionar a preservação do património natural e da paisagem, é porque na realidade um olival tradicional' bem cuidado e preservado é efectivamente de uma beleza incrível, além de contribuir de forma decisiva para a manutenção do ecossistema da área onde está implantado. No entanto, como isso acarreta custos elevados para os seus proprietários, seria de todo pertinente que as entidades competentes, nomeadamente as ligadas ri agricultura, ao ambiente e às finanças, incentivassem e estimulassem, a preservação e manutenção dos olivais tradicionais, custeando-as ou subsidiando-as. Pois se isso não acontecer, qualquer dia por muita boa vontade que haja em cuidar deles, as forças e a carolice dos seus proprietários acabam e depois deixa de haver ecos sistemas e paisagens bonitas e bem conservadas para oferecer e observar, restando somente mato e silvas. E este problema não se esgota nos olivais, mas também em outras actividades agrícolas, nomeadamente em regiões desfavoráveis como a nossa e que sendo feitas de forma tradicional e com pouca ou nenhuma rentabilidade, ainda assim preservam o ecossistema local, o ambiente em geral e a paisagem que todos apreciamos.
Não sendo um pedido à subsidiariedade da não produção, muito pelo contrário, julgo ser um tema com interesse para se reflectir, e com alguma urgência, antes que seja demasiado tarde e os olivais tradicionais que ainda restam desapareçam completamente.
José Simões Anjos

in O Varzeense, 30/11/2009
Concelho de Góis Aderiu ao Projecto "limpar Portugal"


Mais de 3 dezenas de pessoas já responderam à iniciativa que se destina a reunir num só dia o maior número de voluntários para recolher o lixo das florestas e espaços verdes de Góis.
A imagem do que fizeram muitos concelhos vizinhos, Góis também se associou ao Projecto Um par Portugal. Inspirados numa iniciativa semelhante, realizada na Estónia, em 2008, que conseguiu limpar todas as suas florestas num só dia, Portugal foi um dos países que também resolveu implementar um projecto idêntico, e, neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível concretizar esta acção. A ideia é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que, no dia 20 de Março de 2010, procedam à limpeza da floresta Portuguesa.
O projecto Limpar Portugal, é um movimento cívico que quer contribuir para a erradicação de lixeiras ilegais da floresta e espaços verdes, promovendo também a educação ambiental e conta apenas com o serviço de voluntariado não movimentando dinheiro.
Tendo sido decidido, pela estrutura nacional, que a base do movimento são os grupos concelhios, em Góis foi realizada a primeira reunião, no passado dia 24 de Novembro, na Biblioteca Municipal, que teve a finalidade de apresentar o projecto e formar a equipa de trabalho, responsável por o implementar no concelho de Góis.
Segundo informação do coordenador concelhio de Góis, António José Mourão, nesta primeira fase, a actividade prioritária deste movimento é conseguir a sua divulgação, mobilizando um número de voluntários significativo, afim de procederem à organização das actividades a realizar no concelho, nomeadamente, a identificação de lixeiras, divulgação nas escolas e nos locais públicos, promovendo também actividades de divulgação ambiental, entre outras.
O projecto que foi apresentado pelo assessor da coordenação concelhia, Miguel Mourão, aceita a colaboração de todas as entidades e individuais 'que a ele se queiram associar e após a primeira reunião ficou já à contar com a colaboração de: Câmara Municipal de Góis, Junta de Freguesia de Góis, Junta de Freguesia do Colmeal, Grupo de Escoteiros de Góis, Lousitânea, Trans Serrano, Associação de Juventude de Góis, Construções Marta Ferreira Lda. e Irmãos Figueiredo - Actividades Hoteleiras, que disponibilizaram, de imediato, transporte e até mostrando-se disponíveis para encerrar a sua actividade no dia 20 de Maio, destacando todos os funcionários da empresa para ajudarem nesta acção de limpeza.
Da primeira reunião soube-se ainda que integram a equipa de coordenação concelhia de Góis: António José da Rita Mourão, Graciano Antunes Rodrigues, João Miguel Carvalho Mourão, José Manuel Cardoso Bandeira, Liliana Catarina Lote Temprilho, Maria Helena Pedruco Jorge Conceição, Sandra Maria Caldeira Marques, Sandra Maria Gonçalves Coelho, Susana Maria Marques Moita e Ricardo Jorge Alves Pinto. Sabe-se ainda que estes elementos já voltaram a reunir, na sede da Junta de Freguesia de Góis, para distribuição de tarefas.
Em declarações ao nosso jornal, o coordenador concelhio, António Mourão, referiu que gostaria de poder contar com a participação de todos e acrescentou: "O movimento usa a Internet e as suas ferramentas como elo de ligação e informação, pelo que, os interessados podem consultar toda a informação em: http://www.limparportugal.org podendo registar-se no grupo de Góis em: http://limparportugal.ning.comi/group/gois
Ao momento da primeira reunião o grupo de Góis já contava com cerca de três dezenas de elementos e o principal objectivo é vir a contar com muitos mais.

In O Varzeense, 30/11/2009

Visita de Estudo dos Parceiros do projecto 'Progredir em Igualdade e Cidadania'

Promovida pela Câmara Municipal de Góis e pela Santa Casa da Misericórdia de Góis, decorreu, nos dias 27 e 28 de Novembro, uma Visita de Estudo dos Parceiros do Projecto "Progredir em Igualdade e Cidadania" ao seu congénere de Arraiolos, Projecto "Participar - Inovação para a Inclusão em Arraiolos".
Esta visita surge do Intercâmbio que se tem vindo a estabelecer entre estes dois Projectos, iniciando-se com a vinda dos Parceiros do Projecto de Arraiolos a Góis, que se realizou no dia 10 de Outubro do ano transacto.
A visita dos Parceiros do Progride de Góis a Arraiolos e Évora tratou-se de uma visita cultural com uma vertente recreativa e teve um duplo objectivo: a troca de boas práticas, experiências e saberes adquiridos com a intervenção que cada um dos Projectos tem nas suas áreas geográficas de abrangência, associada a passeios a locais aprazíveis e de interesse público.
Destinada a todos os Representantes das Entidades/Instituições Parceiras do Projecto, esta actividade contou com a participação de Representantes da Entidade Executora, Equipa Técnica em conjunto com alguns dos Parceiros, nomeadamente Associação Educativa e Recreativa de Góis, Centro Social Rocha Barros, Conferência São Vicente de Paulo e Junta de Freguesia de Góis.
A chegada a Arraiolos foi assinalada com a recepção realizada no Salão Nobre do Município pela Sr.ª Vice-Presidente da Câmara de Arraiolos. Posteriormente, visitámos a Associação "MONTE - Desenvolvimento Alentejo Central, ACE", Entidade Executora do Projecto Progride de Arraiolos, bem como a fábrica "Enchidos e Companhia", acção desenvolvida por este Projecto em parceria com a Santa Casa da Misericórdia do Vimieiro.
Este dia culminou com uma visita ao Espaço Etnográfico do Centro Social, Recreativo, Cultura e Desporto da Igrejinha, Entidade Parceira do Projecto de Arraiolos, com um jantar e uma noite de fados, revelando-se esta confraternização importante para o conhecimento da cultura organizacional desta Associação.
No segundo dia realizou-se um passeio cultural ao Centro Histórico da Cidade de Évora e uma visita ao Fluviário de Mora, encerrando esta actividade com um almoço convívio.
Este Intercâmbio permitiu confirmar diferenças e reforçar semelhanças entre dois Concelhos que beneficiam da Medida 1 do PROGRIDE - Programa para Inclusão e Desenvolvimento.
In RCA, edição electrónica



Comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos

"Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. "(Artigo 1.º - Declaração Universal dos Direitos Humanos)

No âmbito do Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Município de Góis, convida todos os munícipes e todos os que nos visitam, a associar-se e a participar nas Comemorações de tão relevante data para toda a Humanidade, volvidos precisamente, 61 anos do ano de 1948, data em que se adoptou, pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Programa:
28 de Novembro21.30h - Concerto de Jean-Yves Fourmeau - Quarteto de SaxofonesAERG - Góis

10 de Dezembro
10.00h Instalação - Pedro PintoPosto de Turismo Municipal21.30h - Ensemble de Saxofones do Conservatório de Música de CoimbraCasa do Povo - Vila Nova do Ceira
Colaboração e apoio:Santa Casa da Misericórdia de Góis; Associação Educativa e Recreativa de Góis; Clube Desportivo Cultural e Social da Casa do Povo de Vila Nova do Ceira; ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra; Agenda Local 21; Segurança Social e o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

in CMG

Câmara de Góis apela auma gestão participada


Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis, pretende desenvolver uma gestão o mais participada possível da “coisa pública” e, nesse sentido, a autarquia promove, no próximo sábado, um encontro onde pretende reunir as entidades de direito público e de direito privado, «ouvir os seus projectos e ambições» e, a «partir daí, definir as prioridades do executivo».«Não queremos que a Câmara de Góis seja uma ilha», disse ontem Lurdes Castanheira, ao Diário de Coimbra, recordando uma tese que assumiu enquanto candidata e que, agora na qualidade de autarca, faz questão de colocar em prática. Esta já foi, afirma, «uma prática na Câmara de Góis», recordando que, «há cerca de 10 anos, a autarquia se pautava por elaborar um Orçamento e um Plano de Actividades o mais participado possível». Nessa altura, recorda, «eram ouvidas as entidades de direito público e de direito privado, colectividades e associações». Uma prática que deixou de ser seguida nos últimos anos e que Lurdes Castanheira entendeu recuperar, em nome de uma «prática de gestão o mais participada possível».«Em causa estão documentos que são decisivos, seja sobre investimentos a efectuar, seja sobre as prioridades a definir para o concelho, quer em matéria de acções imateriais, quer em acções materiais», refere a presidente da autarquia, que sucedeu a Girão Vitorino, justificando a pertinência de «ouvir as diferentes entidades».A presidente da autarquia refere a participação das juntas de freguesia e da Assembleia Municipal neste encontro, marcado para as 16h00 de sábado, no auditório da Biblioteca Municipal, mas sublinha a importância acrescida da participação de todas as outras instituições e colectividades que trabalham no território concelhio. «Pretendemos transformar esta reunião num mega encontro, com todas as entidades». Desta forma, defende a presidente, será possível, de uma forma mais consistente, «conhecer os projectos, os problemas e procurar as soluções», de forma a quer o Plano de Actividades e Orçamento para 2010, quer o Plano Plurianual de Investimentospara o próximo triénio (2010/2013) possam ser documentos «o mais participados possível», refere.Lurdes Castanheira assume que este projecto de gestão participada não constitui nada mais do que «honrar o que dissemos durante a campanha eleitoral» e não tem dúvidas relativamente à adesão e participação das pessoas e das entidades, sublinhando que «sempre que as gentes de Góis são chamadas a participar fazem-no com empenho». Para além da «criatividade» que o projecto envolve, a autarca destaca particularmente o que chama «trabalho em parceria» e «conjugação de esforços», de «forma a conseguirmos priorizar melhor as nossas acções para o concelho».
“A Câmara não é nossa”«No fundo, participando nesta reunião, as entidades responsabilizam-nos a nós de uma forma acrescida», diz ainda Lurdes Castanheira, assumindo como um dado adquirido que, com toda a certeza, «não vamos conseguir responder a todas as solicitações que nos vão ser feitas, mas vamos ouvir as diferentes entidades e isso vai-nos permitir, também, fazer um planeamento estratégico, uma vez que aquilo a que não conseguirmos responder em 2010, conseguiremos, certamente, responder no ano seguinte», diz, lembrando que o mandato é de quatro anos».A autarca de Góis defende que «a participação de todos é imprescindível na construção e no desenvolvimento do concelho de Góis» e faz questão de sublinhar que «nós fomos eleitos mas a Câmara não é nossa». «Somos três pessoas, que representam a maioria (o executivo tem cinco elementos, dois dos quais do PSD) e um universo de quase cinco mil habitantes e, como tal, devemos ouvi-los». Todavia, a autarca ressalva que «nem sempre será possível fazer este tipo de plenário», muito embora considere que a reunião de sábado constitui «o momento certo para as instituições darem a conhecer os seus projectos». E é-o tanto mais quanto a Câmara «está disponível para dar todo o apoio» a estas entidades, mormente no que concerne à elaboração de candidaturas a programas disponíveis, no sentido de conseguirem garantir meios financeiros para viabilizar projectos. Desta forma, em parceria, a autarca de Góis entende que será, inclusivamente, possível «desonerar o orçamento municipal e redobrar os resultados».Trabalhar de «forma concertada, com todas as entidades, tendo como objectivo o desenvolvimento de Góis» é, pois, o grande desígnio da autarquia liderada por Lurdes Castanheira. «A Câmara é sempre a grande responsável, mas tem de trabalhar com todas as entidades», sobretudo porque «não queremos que a Câmara seja uma ilha».Outras formas de enviar propostasPara além da reunião de sábado, no auditório da Biblioteca Municipal, que o executivo de Góis quer ver transformada numa «audição pública», onde as diferentes entidades poderão apresentar «propostas para o Orçamento e Plano de Actividades de 2010 e para o Plano Plurianual de Investimento para o triénio 2010/2013», a «gestão participada» não se esgota neste encontro. Com efeito, de acordo com o executivo municipal de Góis, a “linha de contacto” com a autarquia mantém-se em aberto e essas mesmas propostas podem ser enviadas através de outros meios, seja com recurso ao endereço electrónico (
correio.gap@cm-gois.pt), seja através de fax (235 770 114), seja ainda a através de correio normal, dirigido à Câmara Municipal de Góis
in Diário de Coimbra, 29/11/2009


Góis - Câmara aceita sugestões para orçamento

"Não dar chocolate a quem precisa de pão"
O resultado do convite do executivo é positivo, mas obriga a estabelecer prioridades. E a procurar fontes de financiamento. Só com o dinheiro da câmara "é impensável".

Mário Nicolau

O vice-presidente José Rodrigues e o vereador Mário Garcia deram início aos trabalhos na sala da Biblioteca Municipal, que encheu para um encontro "nunca visto". A ideia é manter o diálogo ao longo de quatro anos e "não só na altura das eleições e quando é necessário pedir votos", disse José Rodrigues.
A proximidade está, assim, garantida, e as comissões de melhoramentos e demais instituições do concelho de Góis aproveitam para colocar as necessidades "em dia".
A maior parte levou a "lição" por escrito, mas alguns aproveitaram o frente-a-frente com o poder local para pormenorizar. Lucília Simões deu o exemplo: na Portela de Góis, a escada ao fundo da aldeia, os buracos na estrada e a barreira nas traseiras da casa de convívio precisam de atenção. Pelo meio, um dos participantes constatou que a "câmara tem conhecimento dos problemas que davam para 10 orçamentos", ma um outro retorquiu que "é necessário começar por algum lado ". Do Colmeal, além do que falta por fazer por escrito, chegou o convite para a participação na iniciativa "Limpar Portugal", que alguém - bem humorado - questionou no "alcance". A resposta "desiludiu" o curioso cidadão - "são só as lixeiras…" - que pretendia uma "vassourada"…politicamente correcta.
Depois, de Cerdeira de Góis, chegou o alerta para a desertificação das aldeias e para os problemas no abastecimento de água. Apesar de a autarquia garantir a qualidade do precioso líquido, muita boa gente rcorre a fontes e poços sem controle. No que respeita aos idosos, pelo menos para idas ao médico, o transporte escolar é capaz de ser solução, garantindo uma vez por semana, no intervalo do transporte dos mais novos, as viagens ao centro de saúde.
No Limoeiro, o problema do envelhecimento da pelo que o "população é ainda mais grave: das 100pessoas restam sete, pelo que o repovoamento é "urgengte". As casas e os terrenos abandonados colocam problemas de segurança - incêndios - e sem a melhoria das condições, nomeadamente a alteração do PDM, o que permitiria construir em áreas até agora vedadas, "é impossível fixar jovens".
Na ksita das necessidades foram incluídas as obras nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Góis - aguardam o pagamento, pela RS, de mil euros pelos serviços de transporte de doentes -, na sede de concelho e em Alvares, saneamento, abastecimento de água em Vila Nova do Ceira, cujo pavilhão desportivo "está um perigo", a sede social do Góis Moto Clube, o campo de futebol - "sem condições para os atletas" -, e a sede da filarmónica "onde chove como na rua". À margem da apresentação do rol dos problemas ficou a recomendação: "não dar chocolate, enquanto alguns precisam de pão!".
Lurdes Castanheira, presidente da Câmara de Góis, entendeu a "mensagem", mas sempre foi dizendo que "não podemos responder pelo passado". Mesmo assim, assegura, "vamos a obrigue a honrar as expectativas criadas", ainda que a capacidade financeira da autarquia obrigue a estabelecer prioridades, tendo o desenvolvimento e o aumento de qualidade de vida da população como objectivo.
O pavilhão desportivo de Vila Nova do Ceira, a sede da Associação Educativa e Recreativa de Góis e o campo de futebol "são preocupações" de qum assumiu o poder "há 32 dias", acrescentando ainda a Casa Municipal da Cultura, as instalações dos bombeiros em Góis e Alvares e os Paços do Concelho, cuja falta de condições obrigou à distribuição de vários serviços por outros tantos edifícios.
O Centro Escolar de Alvares, o abastecimento de água e saneamento em Vila Nova do Ceira, o Lar de Cadafaz e as acessibilidades estão igualmente nos planos de Lurdes Castanheira, que terá de "sair do gabinete muitas vezes" para assegurar os financiamentos necessários a tantas e variadas obras. Alguma verbas terão de "vir da Europa", já que só com o orçamento da Câmara "é impensável" colocar Góis no rumo certo.
in Diário as Beiras, 30/11/2009


Escoteiros de Góis no Jota Joti 2009

Os escoteiros de Góis participaram numa actividade mundial, durante o terceiro fim-de-semana de Outubro, contactando escoteiros dos cinco continentes, partilhando experiências, fazendo novas amizades e interagindo nesta aldeia global, que é o mundo.Este ano, o grupo 74 apenas participou no Joti (Jambore in the internet), não participando no Jota pois as dificuldades do equipamento necessário (equipamentos de rádio amador) não puderam ser solucionadas.Sobe o tema "respeitar e valorizar o ambiente", os escoteiros montaram acampamento no dia 17 de Outubro nas traseiras da sede da ADIBER.A estação base foi composta por cerca de 10 computadores, ligados à internet, fruto de uma parceria do Grupo 74 com o Programa Escolhas e a ADIBER.Durante os dias 17 e 18, as quatro equipas criadas, levaram a efeito um jogo na vila de Góis, durante o qual foram recolhidos alguns quilogramas de lixo, óleo usado, pilhas, embalagens e papel, respeitando e valorizando a vila de Góis.Houve ainda tempo para um jogo nocturno, rádio local e um sarau nocturno bastante animado. Foi também criada uma equipa para participar numa actividade com os países lusófonos, onde o grupo de Góis ficou entre os primeiros a nível nacional tendo obtido a classificação de prata.Os escoteiros agradecem o apoio da ADIBER, técnicos do programa escolhas, Câmara Municipal e do Sr. Moura Gonçalves, que cedeu o equipamento de som.Para o próximo ano fica o desejo do regresso para uma actividade onde a presença do Grupo 74 se torna obrigatória, ficando a promessa de se realizar mais e melhor.Mas, para sabermos ao certo o que é o Jota e o Joti, nada melhor que ouvir quem participou nesta actividade, pelo que, segue-se a transcrição de um texto elaborado pelo Afonso Marques Silva, elemento da alcateia, que tem apenas oito anos de idade."O que é o jota joti? Navega neste texto e descobre o que é!O que significa jota?A palavra JOTA é a união das primeiras letras da seguinte frase:jamboree on the air. E isto significa encontro dos escoteiros através de rádio amador.O que significa joti?JOTI vem da frase jamboree on the internet e significa encontro dos escoteiros pela internet.Quando é que acontece?Todos os anos no terceiro fim-de-semana de Outubro.Quantos escoteiros participaram?Fomos 500 mil escoteiros de todo o mundo.Sabias que…Todos os jota joti´s têm um tema. Este ano foi o meio ambiente.Porque é tão fixe?Porque falamos com escoteiros de culturas diferentes. Os adultos dizem que é uma actividade que promove o diálogo intercultural.Afonso Marques Silva"

In http://escoteiros74gois.blogspot.com/


Processo de constituição de uma Zona de Intervenção Florestal, denominada ZIF da Ribeira do Sinhel.

Abrange toda a área florestal da Freguesia de Alvares (mais de 9.000 hectares).

Desde o início de Setembro 2009, que o Núcleo Fundador tem vindo a dinamizar a constituição da referida ZIF, através de diversas
reuniões/apresentações, quer em lugares da Freguesia de Alvares quer também em Lisboa, onde residem muitos dos seus proprietários. Neste momento a área aderente já ultrapassa os 1.000ha, mas muito trabalho há ainda a fazer para que esta organização seja saudável e duradoura.

Julgamos que será de toda a conveniência os proprietários aderirem a esta organização, pois será a "única" forma de olhar a floresta em Alvares como um todo, aumentando a sua defesa contra incêndios, possibilitando novos investimentos e manutenção dos espaços florestais com apoios públicos, e também, tão importante, potenciando o equilíbrio socioeconómico da população residente.

Os proprietários têm vindo a ser convidados a aderir à ZIF da Ribeira do Sinhel, preenchendo a Declaração de Adesão, que deverá ser remetida para a Associação Florestal do Concelho de Góis sita na Rua Bebiano Baeta Neves, Edifício CGD - piso 2, 3330-316 Góis.

Estão já agendadas as próximas reuniões de apresentação da ZIF, aos
proprietários que ainda não aderiram, em:

AMIOSO DO SENHOR - 28 Novembro
2009, pelas 11:00h
CHÃ DE ALVARES - 28 Novembro
2009, pelas 17:00h
CORTES - 29 Novembro 2009, pelas 15:00h
LISBOA, Casa do Concelho de Góis -16 Janeiro
2010, pelas 15:00h

P'lo Núcleo Fundador da ZIF da Ribeira do Sinhel e com os meus melhores cumprimentos, João Baeta Henriques Tel. +351 933021636

Góis Moto Clube realiza jantar anual dia 28 de Novembro


De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, a direcção do Góis Moto Clube vai levar a efeito, no próximo dia 28 de Novembro, o seu jantar anual referente a 2009, uma iniciativa que tem como objectivo reunir os amigos, patrocinadores e colaboradores, bem como "fazer um balanço das actividades realizadas". Este convívio terá início pelas 19h30 e terá lugar no Restaurante Retiro dos Sabores.
in RCA, edição electrónica

Limpar Portugal - Limpar Portugal (Góis)


No dia 20 de Março de 2010 vai surgir em Portugal o maior acontecimento de todos os tempos na luta por uma causa.No dia 20 de Março iremos todos Limpar Portugal recolhendo os resíduos ilegalmente depositados!O PLP (Projecto Limpar Portugal) é um projecto cívico que cresce a cada dia que passa. Já está divulgado na TV, nos Jornais, nas Rádios, nas Revistas, já tem imagens públicas a apoiar, Municípios, associações, empresas, etc.Este é um movimento de voluntários que lutam por uma causa nobre, que vai Limpar Portugal com a ajuda de voluntários. Quer depender única e exclusivamente dos apoios em materiais e serviços.Em 2008, na Estónia, conseguiram limpar todas as suas florestas num só dia, nós em Portugal também vamos o fazer!Para se inscreverem e conhecerem melhor o Projecto Limpar Portugal (PLP) num só dia, visitem os seguintes espaços:Página oficial,www.limparportugal.orgForum,www.limparportugal.ning.comGrupo de Góis,http://limparportugal.ning.com/group/goisin http://freguesiadegois.pt/

TORTULHOS


Começou a época dos Tortulhos (cogumelos) como são chamados na minha terra. Na nossa região são apenas apanhados, os Tortulhos, cepas e Sanchas amarelas e as brancas).É preciso ter muito cuidado ao apanhar, se não se conhecem é preferível deixar ficar do que trazer na dúvida para casa, pode ser fatal.Se as chuvas aparecerem mais cedo, por exemplo em Setembro, logo nesse mês começam a aparecer os Tortulhos, mas a partir de Outubro, quando a humidade e as chuvas se fazem sentir com intensidade, vê-se parte da zona circundante a Cortecega de Tortulhos, Espalham pelos montes, são encontrados nos terrenos de cultivo nos olivais em terras secas.Na minha terra natal (Cortecega), quando o tortulhos (cogumelo) se encontra ainda fechado chama-se maçaroco e são os preferidos, são mais saborosos e estão mais limpinhos por dentro. Há uns que aparecem no meio dos castanheiros e chamávamos-lhes os carqueja.Os tortulhos também designação corrente extensiva aos cogumelos altos de chapéu, de cor creme e castanho com um anel no início do pé, também confeccionadas de várias formas.Mal caiam as primeiras chuvas e lá íamos nós pelos montes à procura deste saboroso petisco.Antigamente os tortulhos não eram cozinhados de tantas maneiras como são nos dias de hoje, assim deixo aqui a maneira como se fazia na minha aldeia:A minha mãe costumava lavar os tortulhos e espremia-os;Numa frigideira ponha um pouco de azeite, um dente de alho, juntava os tortulhos atrás referidos e polvilhava com farinha. Envolvia tudo, deixava cozinhar, acompanhava-mos com broa. Para mim e para os meus irmãos era um petisco só desta época do ano.Outra maneira: Era fazer filhós de tortulhos: Deitava-se um pouco de farinha de trigo num alguidar, sal, os tortulhos depois de lavados e espremidos, amassavam-se bem. Depois eram fritos em azeite ou óleo bem quente em pequenas colheradas.
in http://cortecega-eugeniasantacruz.blogspot.com/


De Vila Nova do Ceira


A Cooperativa Silvo Agro-pecuária de Vila Nova do Ceira é, sem dúvida, uma das mais ficas e melhores empresas do Concelho de Góis.
Para além da sua função específica de apoio à agricultura, a floresta e ao Comércio em geral, tem agora um Lagar de Azeite com todas as suas infra-estruturas modernas prontas a funcionar em pleno, a partir do dia 9 de Novembro do ano corrente.
Mas, para além de todas estas valências, esta Cooperativa não se fica por aqui e colabora na acção social.
Já há tempo cedeu uma loja no seu edifício central em Vila Nova do Ceira para colheita de sangue para analise a um laboratório da região em favor dos seus conterrâneos que têm dado excelentes resultados.
Agora cedeu outra loja, no mesmo edifício ao Senhor Calos Lemos ligado à nossa terra pelo casamento, que instalou aqui um Centro de Massagens. Um Terapeuta com larga experiência da especialidade de Fisioterapia, atletas de futebol, andebol e outros tratamentos que se relacionem com articulares, entorses, reumatismo e lesões diversas.
Este Centro de Massagens está aberto ao público de segunda a sexta-feira da 08:00 às 12:30 horas e das 14:00 as 19:00 horas e aos Sábados das 08:00 as 13:00 horas. Os sócios da Cooperativa têm um desconto de 25%.
No passado sábado estiveram na sede da Cooperativa dois Técnicos em Consultadoria de Cooperativas para ajudar a preparar trabalhos muito importantes de que hoje não vamos falar mas que a Direcção vai trazer a luz do dia dentro de muito pouco tempo.
António Fernandes
In Jornal de Arganil, 12/11/2009


Roda Cimeira - Fim de Ciclo
António Lopes Machado ( ... ) deu relevo à designação de "Soedade"considerando-a como resultado daquele tempo e não deixou de destacar as causas e as consequências do fenómeno da desertificação

A Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira encerrou o ciclo de comemorações do seu octogésimo aniversário regionalista, no dia oito do corrente mês, com um almoço de confraternização, onde estiveram reunidos os seus associados e convidados em alegre convívio. Este evento veio na sequência de várias iniciativas promovidas por esta colectividade, entre elas: as festividades em representação da Freguesia de Alvares e dela própria, na Casa do Concelho de Góis; o lançamento do livro de "Oitenta Anos ao Serviço do Regionalismo" no dia 31 de Outubro, em Roda Cimeira e agora um almoço comemorativo dedicado aos associados que não puderam deslocar-se à sua aldeia. O convívio decorreu dentro dum espírito de franca harmonia, que proporcionou oportunidade aos rodacimeirenses de se encontrarem, conviverem e matarem saudades da sua terra e dos conterrâneos que há tempos já não viam.
Depois do repasto, seguiram-se as intervenções dos dirigentes em ambiente propício às homenagens dos associados mais antigos (dado já não existirem sócios fundadores), destacando-se João Lopes Cascalheira, antigo presidente da época da electrificação e da rede de distribuição de água na aldeia. Este dirigente foi apresentado pelo actual Presidente da Direcção, Jaime do Carmo, e agraciado com a medalha e diploma comemorativos, entregues pelo Presidente da Assembleia, João Baeta. Gesto que
João Lopes Cascalheira agradeceu com alguma emoção.
Antes, porém, ocorreram as intervenções do Presidente da Assembleia, João Baeta, que relatou de certa forma as dificuldades e movimentações desenvolvidas para a recolha de alguns testemunhos necessários à composição deste pequeno documento, que servirá de motivação e orgulho aos vindouros. De seguida, Jaime do Carmo teceu algumas considerações sobre as dificuldades de reunir os conterrâneos à volta do interesse colectivo, acabando por dizer que "são poucos mas unidos'; não deixando de realçar como "é importante o calor humano que chega aos corpos gerentes". Promoveu, depois, como ponto alto da colectividade o momento em que a Sociedade foi agraciada com a medalha de mérito da Câmara Municipal de Góis, no seu octogésimo aniversário.
Seguiram-se as intervenções do Presidente da Casa do Concelho, José Dias, que agradeceu o convite que lhe foi endereçado e reconheceu as dificuldades de se motivar os jovens. Por sua vez, António Lopes Machado, depois de ter agradecido o convite, deu relevo à designação de "Sociedade" considerando-a como resultado daquele tempo e não deixou de destacar as causas e as consequências do fenómeno dIa desertificação, entendendo-o como a "maleita" geral dos nossos tempos que grassa por todo o lado como movimento irreversível.
Por fim, o autor do livro deu a conhecer as dificuldades que sentiu, ao longo de vários anos de insistência, na recolha de dados concretos como testemunhos válidos, tendo-se. socorrido da memória da imprensa local, através dum exemplar do Jornal de Arganil que lhe fora facultado, onde se pode ler um relatado do patriarca dirigente Líbano Oliveira, sobre os melhoramentos que foram acontecendo e que mais tarde sublinhou com o seu próprio punho. O regionalismo nasce da força como estes homens se revelam.
O autor deixou clara a sua satisfação em se ter conseguido este documento que considera de importante para a colectividade mais antiga do concelho e para memória futura. Os vindouros falarão dela. Lembrou, por isso, que estavam ali num encontro com a história e que este era o seu simples contributo, a sua recompensa estava na obra a1cançada.

In Jornal de Arganil, 12/11/2009

Esporão - Actividades da Comissão de Melhoramentos


Órgãos Autárquicos: na tomada de posse dos membros eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal de Góis, estivemos representados pelo Dr. António Bandeira Bento, nosso presidente da assembleia-geral.A Direcção aprovou um voto de felicitações a todos os empossados, com o desejo de bom trabalho para o sucesso em prol do concelho de Góis, voto extensivo ao nosso sócio Casimiro Alves Vicente, reeleito para presidente da freguesia do Cada faz.Corrida de Aventura:, atendendo ao pedido formulado pela Federação Portuguesa de Orientação, e no âmbito do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, foi cedido o campo de futebol Cassiano Antunes Bandeira, para no dia 10 de Novembro ser utilizado como zona de tranção de orientação pedestre, para orientação em BTT.Orçamentos: foram analisados alguns orçamentos de obras a realizar, como sejam a colocação de caleiras que faltam na cobertura da Casa de Convívio, alargamento do Largo do Lavadouro e arranjo das escadas de acesso ao mesmo, construção de uma arrecadação para lenha e utensíjunto à churrasqueira.Almoço de aniversário da CME: a realizar na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, no dia 6 de Dezembro, onde serão entregues os emblede 25 e 50 anos de associados. Apelamos aos nossos sócios, amigos e familiares, que SEI inscrevam, para juntos festejarmos esta data, em que também haverá animação musical.As marcações podem ser efectuadas através dos seguintes contacos:Avelino Martins - 213427152,965751117, Luís Filipe - 93 61 60 381, Manuela Batista - 9192 29833Festa de Natal: na Casa de Convívio do Esporão, no dia 19 de Dezemonde serão entregues prendas às crianças, assim como será servido um lanche a todos os presentes.Casal do Esporão: mantidas conversações recentes com o represenda Soporcel/Portucel, para acertos finais relativos ao contracto referente aos terrenos agora entregues, para a sua administração, e que mereceu a nossa aprovação.Jogos Tradicionais: por lapso, o nome dos vencedores da taça da suena festa de S. Miguel, não foi enviado correctamente para publicação, pelo qual pedimos desculpas. Assim sendo, repomos a verdade: Joaquim Carlos e Fernando Casimiro.Votos de agradecimento: ao Sr. José Girão Vitorino, que durante a sua permanência à frente da Câmara Municipal de Góis, sempre nos recebeu com toda a solicitude, ouvindo os nossos pedidos e procurando resolver os problemas que fomos apresentando, a bem do povo do Esporão.Fazemos votos que a sua saúde se restabeleça rapidamente. Também agradecemos a todas as empresas, entidades e a todos em - geral, que de alguma forma colaboraram na Festa de S. Miguel.Voto de felicitações: aos sócios Patrícia Alexandra Simões Adão e Luís Miguel Nunes Martins pelo nascimento da sua filha Bárbara.Corpos Gerentes: vamos entrar no ano em que haverá eleições para novos corpos gerentes da Comissão, pelo que se apela aos nossos consóque apresentem listas concorrentes na próxima assembleia-geral.A Direcção
in Jornal de Arganil, 12/11/2009

Esporão - Actividades da Comissão de Melhoramentos

Órgãos Autárquicos: na tomada de posse dos membros eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal de Góis, estivemos representados pelo Dr. António Bandeira Bento, nosso presidente da assembleia-geral.A Direcção aprovou um voto de felicitações a todos os empossados, com o desejo de bom trabalho para o sucesso em prol do concelho de Góis, voto extensivo ao nosso sócio Casimiro Alves Vicente, reeleito para presidente da freguesia do Cada faz.Corrida de Aventura:, atendendo ao pedido formulado pela Federação Portuguesa de Orientação, e no âmbito do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, foi cedido o campo de futebol Cassiano Antunes Bandeira, para no dia 10 de Novembro ser utilizado como zona de tranção de orientação pedestre, para orientação em BTT.Orçamentos: foram analisados alguns orçamentos de obras a realizar, como sejam a colocação de caleiras que faltam na cobertura da Casa de Convívio, alargamento do Largo do Lavadouro e arranjo das escadas de acesso ao mesmo, construção de uma arrecadação para lenha e utensíjunto à churrasqueira.Almoço de aniversário da CME: a realizar na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, no dia 6 de Dezembro, onde serão entregues os emblede 25 e 50 anos de associados. Apelamos aos nossos sócios, amigos e familiares, que SEI inscrevam, para juntos festejarmos esta data, em que também haverá animação musical.As marcações podem ser efectuadas através dos seguintes contacos:Avelino Martins - 213427152,965751117, Luís Filipe - 93 61 60 381, Manuela Batista - 9192 29833Festa de Natal: na Casa de Convívio do Esporão, no dia 19 de Dezemonde serão entregues prendas às crianças, assim como será servido um lanche a todos os presentes.Casal do Esporão: mantidas conversações recentes com o represenda Soporcel/Portucel, para acertos finais relativos ao contracto referente aos terrenos agora entregues, para a sua administração, e que mereceu a nossa aprovação.Jogos Tradicionais: por lapso, o nome dos vencedores da taça da suena festa de S. Miguel, não foi enviado correctamente para publicação, pelo qual pedimos desculpas. Assim sendo, repomos a verdade: Joaquim Carlos e Fernando Casimiro.Votos de agradecimento: ao Sr. José Girão Vitorino, que durante a sua permanência à frente da Câmara Municipal de Góis, sempre nos recebeu com toda a solicitude, ouvindo os nossos pedidos e procurando resolver os problemas que fomos apresentando, a bem do povo do Esporão.Fazemos votos que a sua saúde se restabeleça rapidamente. Também agradecemos a todas as empresas, entidades e a todos em - geral, que de alguma forma colaboraram na Festa de S. Miguel.Voto de felicitações: aos sócios Patrícia Alexandra Simões Adão e Luís Miguel Nunes Martins pelo nascimento da sua filha Bárbara.Corpos Gerentes: vamos entrar no ano em que haverá eleições para novos corpos gerentes da Comissão, pelo que se apela aos nossos consóque apresentem listas concorrentes na próxima assembleia-geral.A Direcção
in Jornal de Arganil, 12/11/2009
Esporão - Actividades da Comissão de Melhoramentos

Órgãos Autárquicos: na tomada de posse dos membros eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal de Góis, estivemos representados pelo Dr. António Bandeira Bento, nosso presidente da assembleia-geral.A Direcção aprovou um voto de felicitações a todos os empossados, com o desejo de bom trabalho para o sucesso em prol do concelho de Góis, voto extensivo ao nosso sócio Casimiro Alves Vicente, reeleito para presidente da freguesia do Cada faz.Corrida de Aventura:, atendendo ao pedido formulado pela Federação Portuguesa de Orientação, e no âmbito do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, foi cedido o campo de futebol Cassiano Antunes Bandeira, para no dia 10 de Novembro ser utilizado como zona de tranção de orientação pedestre, para orientação em BTT.Orçamentos: foram analisados alguns orçamentos de obras a realizar, como sejam a colocação de caleiras que faltam na cobertura da Casa de Convívio, alargamento do Largo do Lavadouro e arranjo das escadas de acesso ao mesmo, construção de uma arrecadação para lenha e utensíjunto à churrasqueira.Almoço de aniversário da CME: a realizar na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, no dia 6 de Dezembro, onde serão entregues os emblede 25 e 50 anos de associados. Apelamos aos nossos sócios, amigos e familiares, que SEI inscrevam, para juntos festejarmos esta data, em que também haverá animação musical.As marcações podem ser efectuadas através dos seguintes contacos:Avelino Martins - 213427152,965751117, Luís Filipe - 93 61 60 381, Manuela Batista - 9192 29833Festa de Natal: na Casa de Convívio do Esporão, no dia 19 de Dezemonde serão entregues prendas às crianças, assim como será servido um lanche a todos os presentes.Casal do Esporão: mantidas conversações recentes com o represenda Soporcel/Portucel, para acertos finais relativos ao contracto referente aos terrenos agora entregues, para a sua administração, e que mereceu a nossa aprovação.Jogos Tradicionais: por lapso, o nome dos vencedores da taça da suena festa de S. Miguel, não foi enviado correctamente para publicação, pelo qual pedimos desculpas. Assim sendo, repomos a verdade: Joaquim Carlos e Fernando Casimiro.Votos de agradecimento: ao Sr. José Girão Vitorino, que durante a sua permanência à frente da Câmara Municipal de Góis, sempre nos recebeu com toda a solicitude, ouvindo os nossos pedidos e procurando resolver os problemas que fomos apresentando, a bem do povo do Esporão.Fazemos votos que a sua saúde se restabeleça rapidamente. Também agradecemos a todas as empresas, entidades e a todos em - geral, que de alguma forma colaboraram na Festa de S. Miguel.Voto de felicitações: aos sócios Patrícia Alexandra Simões Adão e Luís Miguel Nunes Martins pelo nascimento da sua filha Bárbara.Corpos Gerentes: vamos entrar no ano em que haverá eleições para novos corpos gerentes da Comissão, pelo que se apela aos nossos consóque apresentem listas concorrentes na próxima assembleia-geral.A Direcção
in Jornal de Arganil, 12/11/2009
Esporão - Actividades da Comissão de Melhoramentos

Órgãos Autárquicos: na tomada de posse dos membros eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal de Góis, estivemos representados pelo Dr. António Bandeira Bento, nosso presidente da assembleia-geral.A Direcção aprovou um voto de felicitações a todos os empossados, com o desejo de bom trabalho para o sucesso em prol do concelho de Góis, voto extensivo ao nosso sócio Casimiro Alves Vicente, reeleito para presidente da freguesia do Cada faz.Corrida de Aventura:, atendendo ao pedido formulado pela Federação Portuguesa de Orientação, e no âmbito do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, foi cedido o campo de futebol Cassiano Antunes Bandeira, para no dia 10 de Novembro ser utilizado como zona de tranção de orientação pedestre, para orientação em BTT.Orçamentos: foram analisados alguns orçamentos de obras a realizar, como sejam a colocação de caleiras que faltam na cobertura da Casa de Convívio, alargamento do Largo do Lavadouro e arranjo das escadas de acesso ao mesmo, construção de uma arrecadação para lenha e utensíjunto à churrasqueira.Almoço de aniversário da CME: a realizar na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, no dia 6 de Dezembro, onde serão entregues os emblede 25 e 50 anos de associados. Apelamos aos nossos sócios, amigos e familiares, que SEI inscrevam, para juntos festejarmos esta data, em que também haverá animação musical.As marcações podem ser efectuadas através dos seguintes contacos:Avelino Martins - 213427152,965751117, Luís Filipe - 93 61 60 381, Manuela Batista - 9192 29833Festa de Natal: na Casa de Convívio do Esporão, no dia 19 de Dezemonde serão entregues prendas às crianças, assim como será servido um lanche a todos os presentes.Casal do Esporão: mantidas conversações recentes com o represenda Soporcel/Portucel, para acertos finais relativos ao contracto referente aos terrenos agora entregues, para a sua administração, e que mereceu a nossa aprovação.Jogos Tradicionais: por lapso, o nome dos vencedores da taça da suena festa de S. Miguel, não foi enviado correctamente para publicação, pelo qual pedimos desculpas. Assim sendo, repomos a verdade: Joaquim Carlos e Fernando Casimiro.Votos de agradecimento: ao Sr. José Girão Vitorino, que durante a sua permanência à frente da Câmara Municipal de Góis, sempre nos recebeu com toda a solicitude, ouvindo os nossos pedidos e procurando resolver os problemas que fomos apresentando, a bem do povo do Esporão.Fazemos votos que a sua saúde se restabeleça rapidamente. Também agradecemos a todas as empresas, entidades e a todos em - geral, que de alguma forma colaboraram na Festa de S. Miguel.Voto de felicitações: aos sócios Patrícia Alexandra Simões Adão e Luís Miguel Nunes Martins pelo nascimento da sua filha Bárbara.Corpos Gerentes: vamos entrar no ano em que haverá eleições para novos corpos gerentes da Comissão, pelo que se apela aos nossos consóque apresentem listas concorrentes na próxima assembleia-geral.A Direcção
in Jornal de Arganil, 12/11/2009
Esporão - Actividades da Comissão de Melhoramentos

Órgãos Autárquicos: na tomada de posse dos membros eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal de Góis, estivemos representados pelo Dr. António Bandeira Bento, nosso presidente da assembleia-geral.A Direcção aprovou um voto de felicitações a todos os empossados, com o desejo de bom trabalho para o sucesso em prol do concelho de Góis, voto extensivo ao nosso sócio Casimiro Alves Vicente, reeleito para presidente da freguesia do Cada faz.Corrida de Aventura:, atendendo ao pedido formulado pela Federação Portuguesa de Orientação, e no âmbito do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, foi cedido o campo de futebol Cassiano Antunes Bandeira, para no dia 10 de Novembro ser utilizado como zona de tranção de orientação pedestre, para orientação em BTT.Orçamentos: foram analisados alguns orçamentos de obras a realizar, como sejam a colocação de caleiras que faltam na cobertura da Casa de Convívio, alargamento do Largo do Lavadouro e arranjo das escadas de acesso ao mesmo, construção de uma arrecadação para lenha e utensíjunto à churrasqueira.Almoço de aniversário da CME: a realizar na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, no dia 6 de Dezembro, onde serão entregues os emblede 25 e 50 anos de associados. Apelamos aos nossos sócios, amigos e familiares, que SEI inscrevam, para juntos festejarmos esta data, em que também haverá animação musical.As marcações podem ser efectuadas através dos seguintes contacos:Avelino Martins - 213427152,965751117, Luís Filipe - 93 61 60 381, Manuela Batista - 9192 29833Festa de Natal: na Casa de Convívio do Esporão, no dia 19 de Dezemonde serão entregues prendas às crianças, assim como será servido um lanche a todos os presentes.Casal do Esporão: mantidas conversações recentes com o represenda Soporcel/Portucel, para acertos finais relativos ao contracto referente aos terrenos agora entregues, para a sua administração, e que mereceu a nossa aprovação.Jogos Tradicionais: por lapso, o nome dos vencedores da taça da suena festa de S. Miguel, não foi enviado correctamente para publicação, pelo qual pedimos desculpas. Assim sendo, repomos a verdade: Joaquim Carlos e Fernando Casimiro.Votos de agradecimento: ao Sr. José Girão Vitorino, que durante a sua permanência à frente da Câmara Municipal de Góis, sempre nos recebeu com toda a solicitude, ouvindo os nossos pedidos e procurando resolver os problemas que fomos apresentando, a bem do povo do Esporão.Fazemos votos que a sua saúde se restabeleça rapidamente. Também agradecemos a todas as empresas, entidades e a todos em - geral, que de alguma forma colaboraram na Festa de S. Miguel.Voto de felicitações: aos sócios Patrícia Alexandra Simões Adão e Luís Miguel Nunes Martins pelo nascimento da sua filha Bárbara.Corpos Gerentes: vamos entrar no ano em que haverá eleições para novos corpos gerentes da Comissão, pelo que se apela aos nossos consóque apresentem listas concorrentes na próxima assembleia-geral.A Direcção
in Jornal de Arganil, 12/11/2009
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Lousã: Curso de técnicos florestais e ambientais em contexto laboral

Um curso de Técnico de Recursos Florestais e Ambientais, destinado a jovens com idades entre os 15 e os 25 anos, vai decorrer na Lousã, em Dezembro.
Participar na gestão, exploração e protecção de áreas florestais, respeitando a legislação, as normas de higiene e saúde do trabalho, sempre em contacto directo com o ambiente, é a missão dos futuros técnicos formados no Sistema Aprendizagem dos Jovens Associados para o Desenvolvimento Regional do Centro (JADRC).
O curso, financiado pelo Programa Operacional do Potencial Humano (POPH), é homologado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e permite acesso ao ensino superior.

QUEIJO DE CABRA E O SEU ESTRELEQUE (soro)

Mais uma pequena historia que me lembro dos meus tempos de criança.
Naquela época havia grandes rebanhos de gado nesta aldeia. Todas as pessoas tinham as suas ovelhas ou cabras, ou para venderem os cabritos e os cordeiros, ou para consumo próprio. Era um dos poucos rendimentos existentes.
Bem, mas havia um rebanho que se destacava, pois chegaram a ser 150 cabras ou mais, era o do "tio Zé Alves" como a gente lhe chamava, homem de poucas falas. Lembro-me também que chegou a ter uma junta de bois e uma burra.
A junta de bois servia para lavrar os seus campos e dos restantes aldeões.
Voltando às cabras! O curral dos animais era perto da minha casa, então logo bem cedo, lá vinha a "tia Casilda" esposa do tio Zé Alves carregada de cantaras de latão para levar o leite que ordenhava das cabras para fazer os seus belos queijos.
Tirava-se o leite à cabra. O coalho deixado de molho de um dia para o outro era coado, para dentro do leite, fazendo então, o queijo de cabra.
O queijo é produzido pela coagulação do leite. O leite coalhado é a parte sólida resultante da coagulação do leite. A coagulação é obtida usando uma enzima designada coalho.
Nos campos nascia uma flor chamada cardo de flor branca (raro) e lilás. Lembro-me de ver esta flor no quintal da minha tia Hermínia e no da tia Cassilda. Esta flor possuía actividade coagulante. As flores eram colhidas no Verão, sendo guardadas em locais secos, para a sua utilização durante o Inverno.
Depois de mungido (ordenhado) das cabras, nos estábulos ou currais, o leite era coado por panos brancos e limpos, e depois juntavam-se uns centilitros de água na qual eram dissolvidas, umas gramas de coalho, na proporção do leite que tinham para coalhar.
Passado 2 a 3 horas está pronto para fazer o queijo numa bacia ou francela de madeira. É espremida a coalhada dentro de assinchos (folha de alumínio esburacada), pelos orifícios destes era tirado o soro e o ar. Depois de feito era adicionado sal a gosto para conservar, no dia seguinte era voltado de baixo para cima e levava a mesma quantidade de sal. Era depois colocado a enxugar nas queijeiras durante 15 dias, sendo voltados todos os dias.
Quando enxutos eram colocados em cestas com palha para secarem bem. Alguns depois de secos eram barrados com azeite e colorau (pimentão doce) e deitados dentro de um pote de barro em azeite, assim conservavam-se e ao longo do ano sempre que fosse necessário lá estavam eles com um sabor delicioso.
O liquido que saia pelos orifícios o soro, nós chamávamos estreleque ou almeçe e estávamos todos os dias a espera (digo estávamos porque na aldeia muitos gostavam) que a "Tia Casilda" acabasse de fazer o queijo para nós lá irmos buscar este precioso liquido, o qual se juntava pão ou broa e era muitas vezes uma das nossa refeições. Lembro-me chegar da escola e de o ir buscar, ou vir dos campos onde andava no cultivo, por vezes longe, de propósito para vir buscar o estreleque ou almeçe e assim fazer a refeição ou do almoço ou lanche.
Bem, mas como o gado saia para as serras era preciso haver sempre alguém atento, um pastor para tomar conta delas, mas por vezes o tio Zé Alves deixava-as nas encostas e aproveitava para cuidar do cultivo do campo.
Mas, para que isto fosse possível, os animais tinham de estar identificados, para isso existiam os chocalhos.
Os chocalhos são uma espécie de campainha que se põem ao pescoço de alguns animais, como ovelhas e cabras, para denunciar a sua presença. A colocação de chocalhos nos animais, permite ao pastor localizá-los mais facilmente, sendo muito útil para recuperar os animais perdidos ou aqueles que se costumam afastar.
A matéria-prima utilizada para a confecção é o bronze, liga de cobre e de estanho que é empiricamente preparada pelo artesão, que outras vezes recorre à fundição de velhas e inúteis campainhas trazidas por lavradores e pastores.
Previamente o artesão constrói moldes de madeira da peça que tenciona fabricar: chocalho ou campainha de qualquer dimensão e vária sonoridade, meias campainhas, guizos...
Mas lembro-me de ver o Tio "Zé Alves" a fazer os chocalhos para o seu gado, fazia-os de latões velhos e outros materiais.

A qualidade do queijo vem da época da ordenha, pois de Outubro a Março era a melhor e era o que se guardava para sustento da casa até à nova época.
O leite de Abril a Setembro é comido (bebido) mais fresco. Os queijos devido às flores das ervas e dos matos saiam mais arrendados e não eram tão saborosos. Quem sabe apreciar acha-lhe a diferença.
Eugénia Santa Cruz
in http://cortecega-eugeniasantacruz.blogspot.com/


Alvares - Informe-se e Adira

Decorreu, no passado sábado, 7 de Novembro, na Casa do Concelho de Góis em Lisboa, nova reunião de apresentação e angariação de aderentes, da Zona de Intervenção Florestal da Ribeira do Sinhel. A reunião teve grande participação dos proprietários florestais da Freguesia de Alvares tendo resultado, de imediato, em 14 novas adesões representando cerca de 100 hectares, levando a área total aderente à ZIF a ultrapassar a barreira dos primeiros 1.000 hectares.
A ZIF da Ribeira do Sinhel, em constituição, abrange toda a freguesia de Alvares e visa, por um lado, aumentar a defesa da floresta contra incêndios, e por outro, promover, com apoios públicos, o investimento e manutenção dos espaços florestais proporcionando, o equilíbrio económico e social das zonas abrangi das.
Estão já agendadas as próximas apresentações: Roda Fundeira
14 Novembro 2009, pelas 11:00, Amioso do Senhor, 28 Novembro 2009, pelas 11:00.
CARLA DUARTE
In Jornal de Arganil, 12/11/2009

Cortes - Alvares
As Festas de Agosto com saldo positivo
Este resultado deveu-se ao grande empenho dos membros da Comissão de Festas e, essencialmente aos Cortenses e Amigos da Terra

o Grupo de Mordomos das Festas de 2009, congratula-se com a grande adesão do povo e amigos de Cortes às Festas em Honra de São João Batista que tiveram lugar nos passados dias 27, 28, 29, 30 e 31 de Agosto/2009 que se traduziu na grande enchente que ocorreu ao evento, bem como no movimento, cujos números são os seguintes, a saber: As despesas de 26.492,00 €, foram cobertas com a receita de 35.642,00 €, sobrando (um saldo positivo) o valor de 9.150,00 €.
Perante este saldo, foi deliberada a seguinte distribuição: 8.700,00 € - Para Colocação de revestimento em madeira no tecto da Capela de São João Batista, melhorando, assim o espaço de culto da nossa Terra; 150,00 € para a Secção de Alvares dos Bombeiros Voluntários de Góis; 150,00 € para a Comissão de Melhoramentos de Cortes; 150,00 € para o Lar de São João Batista, de Cortes.
Este resultado deveu-se ao grande empenho dos membros da Comissão de Festas e, essencialmente aos Cortenses e Amigos da Terra que colaboraram, contribuíram e participaram, mostrando, na prática, que quando uma terra se une os resultados surgem.
Por fim, a Comissão Cessante, agradece a todos os que colaboraram e endereça um voto de bom trabalho para a Comissão de Festas de 2010, pedindo, desde já a todos apoio para o trabalho dos Mordomos das Festas em Honra de São João Batista de 2010.
As Cortes conta com TODOS!
Pel'O Grupo de Mordomos Nuno Pedro Tavares do Nascimento (1 º. Responsável)
In Jornal de Arganil, 12/11/2009



Entrevista com Doutor João de Castro Nunes*

Quisemos escutar João de Castro Nunes, convictos de que o seu testemunho pessoal era a nota que se impunha na harmonia deste ensaio, para envolver o concelho de Góis na sua justa sonoridade.
Os temas foram-lhe colocados por escrito, para, em sossego e no calmo ambiente do seu gabinete de trabalho, nos expor o seu pensamento. Aqui o reproduzimos na íntegra.

JNR: Gostaria de conhecer a sua ligação a Góis. Deve-se ao seu matrimónio, ou, anteriormente, a minha terra já se encontrava no percurso da sua vida profissional e académica?

JCN: Estava seguramente escrito que seria Góis a minha segunda pequena pátria depois de Braga, minha terra de nascimento que, aliás, nunca enjeitei por indissolúveis e honrosos laços de progenitura e por fundas lembranças de uma juventude acarinhada e feliz, além de promissora. Saí do "ninho meu paterno" aos dezoito anos rumo a Coimbra na mira, em cor azul, da borla e do capelo. Nada menos!

Uma vez na cidade dos doutores, passei a ouvir o canto das sereias que de Góis me vinha, águas do Ceira abaixo, por motivações diversas, uma das quais, primeiríssima talvez, foi a sensação de deslumbramento que me causou a defesa da tese de doutoramento de Albin Eduard Beau acerca das relações germânicas do humanismo de Damião de Góis, brilhantemente arguida pelo Prof. Damião Peres. E o nome de Góis, terra avoenga da controversa personagem em acalorada altercação académica, nunca mais deixou de soar aos meus ouvidos: Góis! Goes! Góis! Era como um chamamento.

Depois, foi a vez de, em trabalho escolar de fim de curso para a cadeira de Filologia Portuguesa, me calhar em sorte a antiga vila de Alvares quanto ao inquérito destinado à elaboração do atlas linguístico do território nacional, a cargo da Faculdade de Letras sob a direcção do Prof. Paiva Boléo que, a propósito, me prognosticou mais queda para os estudos históricos que propriamente linguísticos, no que redondamente se enganou. Partilhando com o meu distinto colega e amigo José Poiares, a quem foi atribuído o questionário relativo à sede do concelho, tive então a primeira percepção de que, no contexto do chamado padrão de Coimbra, a região goiense era a localidade do país onde melhor se falava o português.

E, finalmente, deu-se o meu encontro com aquela que, meses depois, viria a ser minha mulher, a moça mais linda que alguma vez Coimbra tinha visto. A "Rucinha", como lhe chamavam pela cor dos seus cabelos puxando ao ouro velho!

Foi na capelinha do Castelo que, num frio dia de Dezembro, em 1944, teve lugar o nosso casamento, o primeiro acto religioso ali celebrado após a sua reabilitação anos atrás. Inesquecível! Realizada a cerimónia sob os olhares ilusionados da fidalga população do burgo, que acorreu em grande número, durante muito tempo foi motivo de conversa. Tempos românticos, aqueles!

Realizou-se o copo-de-água no amplo salão de tectos pintados de uma habitação pertencente à sua ilustre família, no centro da vila, cabendo ao seu aristocrático Avô, o Dr. Diogo Barata Cortez, o brinde inaugural. Um conto de fadas, que se havia de manter ao longo de sessenta breves anos. Como, Senhor Engenheiro, não havia Góis de ficar para sempre gravado nas entranhas do meu coração!

JNR: Para os da minha geração, o senhor Professor é a melhor referência viva do passado goiense. Considero a pessoa que mais tem conhecimentos da minha terra, do ponto de vista histórico e humano. Conhece o concelho por dentro e por fora, parecendo não haver aldeia ou lugar que desconheça ou "buraco" que não tenha tropeçado. O que fez apaixonar-se tanto (arqueológico - historicamente falando) por esta terra?

JCN: Pode fiadamente dizê-lo. Não há "buraco" em todo o concelho onde, de carro ou a pé, não tenha tropeçado! Não há casa ou aldeia que não tenha visitado. Traste velho que não tenha visto e apreciado. Armário cujas portas não me tenham sido franqueadas. Gaveta que não tenha aberto. Em plena confiança, aliás correspondida.

Além da incomparável beleza das suas paisagens de imaculada pureza ambiental, fascinava-me o carácter das suas gentes hospitaleiras e abertas que, mal me conhecendo, a não ser por referências, me acolhiam sem reservas e, dentro do possível, se associavam às minhas pesquisas e aos meus trabalhos, agradadas de haver alguém a interessar-se sabidamente pelo seu legado patrimonial, cujo valor elas próprias desconheciam. Não há palavras!

Mas foi na vila que mais me senti como em casa própria: um goiense entre goienses, alguém que adoptara o burgo sob o impulso de um amor de romance de cavalaria à moda antiga, mas de novo posto em cena com cartas de amor em pergaminho e tudo. À Parsifal ou Amdis de Gaula. E Góis prestava-se, com todo o seu aristocrático envolvimento social!

Enquanto não casei, aposentou-me em sua casa, fidalgamente, o pai do meu já referido colega e amigo José Poiares, o Senhor José da Silva Poiares que, ao pequeno-almoço, me servia em preciosa porcelana da Companhia das Índias, família rosa, indo ao extremo de me presentear com uma grande tigela quatrocentista de origem chinesa da dinastia Ming, que guardo como relíquia inestimável. Era tradição ter vindo nas primeiras armadas da expansão lusa no oriente. Estranho, mas acreditável, dado o envolvimento dos senhores de Góis, os Silveiras, com aquelas remotas paragens: "as minhas touquinhas da Índia", refere no seu testamento o 1º conde de Sortelha e guarda-mor de D. João III. E como esquecer as frescas e lindas rosas que, para oferecer à minha requestada noiva, ele me autorizava a colher no jardim confiado autarquicamente ao seu voluntário e zeloso cuidado à volta da capela do Castelo?!...

Foram coisas assim e tantas outras do mesmo género que me permitem, Senhor Engº Dr. João Nogueira Ramos, corroborar a sua asserção de que, efectivamente, eu sou uma referência viva, pela positiva, da sociedade goiense que precedeu, de poucos anos, a sua geração.

Por essa altura, de escassos meios financeiros, o concelho não se alterou grandemente em termos urbanísticos e rodoviários, é certo, mas operou-se uma interessante e considerável actividade cultural, em que me foi dado participar, quando não incentivar nas áreas específicas da minha formação. Era o predomínio do espírito, que então ditava as preferências! Falava-se de Góis nos meios cultos do país, academicamente. Essa era a questão!

Contrariamente, nos outros concelhos à sua volta, com exclusão da Lousã, era uma apagada e vil tristeza, uma escuridão confrangedora, incluindo Arganil, que só mais tarde teve uns lampejos de brilhantismo cultural, de curta duração. Por experiência falo, pois por todos eles divaguei um pouco: Tábua, Seia, Gouveia, Pampilhosa da Serra, Vila Nova de Poiares, Oliveira do Hospital. Autênticos desertos culturais. Góis era outra coisa!

Toda a gente se associava e colaborava, cada qual a seu modo, nas investigações tendentes a revelarem e relevarem o seu passado, tendo em vista a caracterização dos respectivos habitantes, puxando colectivamente ao elitismo social que, das famílias preponderantes, se estendia por contágio ao comum da população concelhia. Não se me dava haver tido por berço o renascentista e senhorial burgo de Góis, que aliás onomasticamente eu personalizava no vulto do ímpar humanista que pela Europa fez ouvir o seu nome!

Góis era então, no meio culturalmente acinzentado dos municípios envolventes, um oásis de espiritualidade e de galanteria que fascinava a minha mente e vinha ao encontro das minhas pessoais opções de vida. Sem rebuços o afirmo! A sociedade goiense conquistou-me logo aos primeiros contactos, nunca mais se dissipando no meu espírito essa fascinação.

JNR: Teve uma forte vivência da sociedade goiense na geração anterior à minha e acompanhou de perto as modificações que entretanto ela sofreu nos últimos tempos. Com a sua formação técnica e humana, como caracterizaria hoje o concelho de Góis? Por outras palavras, o que diferencia das terras que o circundam?

JCN: Repisando, diz o Senhor Engenheiro, e muito bem, que por diversos factores eu fui, eu sou uma referência para a geração imediatamente anterior à sua, ou seja, a dos seus progenitores e demais familiares. Efectivamente o assumo, dado o meu forte relacionamento com as pessoas de então aos mais diferentes níveis. Basta dizer-lhe que, durante mais de três décadas, estando eu a residir em Arganil e mais tarde em Gouveia, rara era a semana em que eu não me deslocava à região de Góis, só ou acompanhado pelos meus alunos, por motivos essencialmente culturais. Foi sobretudo na vigência do mandato autárquico do Dr. Armando Simões que os meus contactos foram mais assíduos e morosos, pois ele em pessoa partilhava do meu entusiasmo pelas investigações histórico-arqueológicas que eu vinha efectuando e promovendo no concelho. Foi a ele precisamente que, em dada altura, eu confiei uma série de artefactos com vista à organização de um museu na vila, artefactos esses que, posteriormente à sua presidência, acabariam por, em parte, levar sumiço.

Viviam-se, então, momentos de euforia quanto ao papel a desempenhar por Góis no desenvolvimento cultural do centro do país, servindo de pólo catalisador o paradigmático boletim que, sob a designação de "Arquivo Histórico de Góis", o seu ilustre Pai fundara e competentemente dirigia, cabendo-me a mim o sector dos estudos de natureza arqueológica. Com a passagem da presidência do poder autárquico para o seu Tio, Dr. Rui Nogueira Ramos, esse febril entusiasmo não esmoreceu: foi ele, com efeito, que fez abrir um estradão de acesso à Pedra Letreira para facilitar e fomentar a visita ao monumento. Bons tempos esses em que a cultura era rainha e senhora da acção privada e da actividade autárquica do município goiense! Só tenho a dizer bem, pois colaboração e incentivos nunca me faltaram.

Em suma, eram excelentes as minhas relações com o comum das pessoas e, particularmente, com as famílias mais representativas do meio social goiense, entre as quais a sua distinta parentela, os Nogueira Ramos, lado a lado com os Barreto Chichorro, os Barata Cortez, os Almeida e Sousa, os Paula Nogueira, os Silva Poiares, os Alves Melão, os Rocha Barros, os Pires de Carvalho, os Ribeiros, Sanches e Baratas, além de tantas outras que me escuso de citar, mas que nem por isso estão menos vivas e presentes no meu congratulado espírito.

JNR: Na História que outros escrevem sobre a região, o concelho de Góis é normalmente pouco referenciado, parecendo-me ser deixado propositadamente ao ostracismo, despropositado face ao seu passado. Pensa que há alguma razão relevante que justifique esse "esquecimento"?

JCN: Olhe que não é tanto assim. Lembre-se, por exemplo, da divulgação que, através do "Arquivo Histórico de Góis", o seu ilustre Pai, o inesquecível Dr. Mário Ramos, deu aos factos e personalidades do senhorio goiense, boletim que no género foi modelo ao tempo e que hoje ainda constitui uma fonte de informação sem réplica em toda a região.

De resto e prescindindo de bons escritores locais, como Francisco António Barata, há que realçar o notabilíssimo estudo do Prof. Vergílio Correia sobre a capela-mor que alberga o túmulo de D. Luís da Silveira e, mais recentemente, a dissertação académica do Dr. João Castro Silva sobre idêntica matéria mas em diferente perspectiva, sem que eu, responsável pela tese, dê por esgotadas as investigações a tal respeito. Ainda ficou muito por dizer!

Nos concelhos vizinhos, exceptuando Arganil após a descoberta da estação arqueológica da Lomba do Canho, que aliás muito pouco parece ter dito à população arganilense, não se regista actividade comparável à de Góis, muito embora e face ao seu recente e remoto passado, fosse de esperar o contrário. Coisas de pouca monta. Creio, Senhor Engenheiro, estar na sua pessoa, mais que em outra alguma, dar continuidade ao que já foi dito e feito sobre a sua terra, a "nossa" terra, tendo em conta as suas qualificações e apetências pessoais para este género de estudos. E Góis merece-o!

JNR: Julgo que os petróglifos Pedra Letreira e Pedra Riscada foram "descobertos" e detalhadamente estudados por si, nos inícios da segunda metade do século XX. Na época, foi para si uma surpresa? Por outras palavras, marcou uma viragem na percepção que até então tinha do passado pré-histórico da região?

Como noticio na correspondente monografia, editada pela Câmara Municipal de Góis a expensas do Instituto para a Alta Cultura (IAC) e da Casa do Concelho de Góis, foi no verão de 1952 que, por indicação do prospector das minas da serra da Lousã, travei conhecimento com a "Pedra Letreira", à Portela do Vento, nas proximidades da povoação dos Amieiros. Foi uma "descoberta" deveras surpreendente por, na altura, se desconhecer em absoluto qualquer manifestação do género no centro do país. Levei meia dúzia de anos a constatar inequivocamente a sua autenticidade, o que só viria a suceder, sem margem para dúvidas, quando na região hurdana, na província de Cáceres, foi revelada a existência de monumentos similares. Seguro da sua identidade, apresentei sobre as suas insculturas, em 1958, uma comunicação ao I Congresso Nacional de Arqueologia a cargo da Faculdade de Letras de Lisboa, passando desde logo o monumento a figurar em manuais e artigos da especialidade. Tirando as insculturas de Ridevides, em Trás-os-Montes, e a bancada de xisto de Molelinhos, nas cercanias de Viseu, evidentemente posterior, era o primeiro testemunho de arte rupestre a registar no território nacional compreendido entre as imediações do Douro e o curso do Tejo, com a particularidade de se tratar de petróglifos de natureza filiforme, de abrasão, o que presentemente constitui ainda uma evidência rara.

Não foi muito depois que sobre as Mestras, na vertente das Malhadas, tive o ensejo de localizar um conjunto de outros petróglifos, que passei a designar por "Pedra Riscada", de diferente natureza do ponto de vista temático e técnico, mas igualmente sem paralelismo no centro do país, pois só depois surgiriam, no leito do Tejo, as numerosas e congéneres gravuras do Fratel.

Com estas "descobertas" estava, pois, a modificar-se grandemente o panorama delineado pelo Prof. da Universidade do Porto, Doutor Santos Júnior, na sua abrangente comunicação apresentada em 1940 ao Congresso do Mundo Português sob a denominação de "Arte rupestre".

Imagine, Senhor Engenheiro, o alvoroço que de mim se apossou relativamente ao seu estudo e divulgação, tarefa em que não me encontrei só! Com a "Pedra Letreira" e a "Pedra Riscada", esta dada à luz da publicidade pela Universidade de Luanda, abriu-se uma janela para novas e frutuosas investigações a respeito da complexa arte rupestre no território luso em paralelo com o que se passava, então, no país vizinho, designadamente na Galiza, em cujo estudo me foi dado participar lado a lado com os mais reputados especialistas na matéria. Que tempos esses, em que empenhei a minha juventude! Quanto a Portugal, foi em Góis que se verificou o surto pioneiro da retoma de tais estudos, verdade seja dita. E mais afirmo que ainda hoje, meio século passado, eu não retiraria uma linha ao que escrevi, salvo preferir prudencialmente a designação genérica de Pré-história Recente sem qualquer aleatória compartimentação terminológica, como vem sendo prática hodiernamente.

Devo dizer-lhe, para terminar, que, muito embora o meu entusiasmo fosse ao rubro com estes inesperados elementos de índole arqueológica, eles não me acharam desprevenido, pois que apenas vinham corroborar, enriquecendo-o, o panorama que eu havia já traçado quanto à importância do concelho nos remotos tempos do passado face a outras fontes de informação em termos de artefactos e suas condições de jazida. Eram, só por si, indícios mais do que sobejos para fazerem desta zona do país uma região privilegiada nos domínios da indagação arqueológica, como em parte julgo ser do seu conhecimento pessoal. Força é reconhecer que, neste como em outros domínios da prospecção histórica e da vivência cultural, Góis assumiu papel de referência.

JNR: É de supor que na região haja outros testemunhos idênticos, que possam ser "descobertos"?

JCN: Não digo que não. Só que, dadas as pesquisas que efectuei, quer directamente no terreno, quer inquirindo a população, com a qual quase familiarmente me relacionei, não se me afigura muito provável que se altere este estado de coisas, este cenário, se bem que há que ter em conta a pouca visibilidade que estas representações petro-glíficas oferecem por razão da matéria orgânica que sobre elas se desenvolve, quase as ocultando.

Em todo o caso ou de qualquer forma, os petróglifos já localizados são mais do que suficientes para, pela variedade temática e qualidade técnica, colocarem o concelho de Góis, conforme já referi, num lugar cimeiro da caracterização da arte rupestre portuguesa, cumprindo realçar que o seu estudo constituiu, no centro do país, um trabalho pioneiro internacionalmente reconhecido. Se, entretanto, novos achados se vierem a verificar, tanto melhor: antes mais que menos! Serei o primeiro a me congratular, evidentemente.

JNR: Julgo que a primeira presença humana conhecida na região se situa por alturas do Calcolítico superior, em que a procura dos metais era um forte motivo de migrações. Com os conhecimentos entretanto obtidos e outros testemunhos encontrados, é crível que possa ter sido local de "uma longa e activa permanência humana", ou não terá passado apenas de uma zona de passagem para outras regiões?

JCN: Uma coisa, desde já, lhe posso garantir: é que para trás da chamada Pré-história Recente não há no concelho de Góis e nos seus mais próximos vizinhos testemunho algum da presença do ser humano, devendo entender-se por essa designação, no caso particular que nos interessa, a fracção de tempo que do Calcolítico se estende ao Ferro Inicial, ou seja, o período genericamente conhecido pela era dos metais. Assim como linguisticamente se vem designando por paleo- -hispânicos todos os falares que estão para trás do latim, igualmente se vem adoptando, do ponto de vista arqueológico, a denominação terminológica acima referida, sem mais aleatórias particularizações que os dados actualmente disponíveis não nos autorizam a perfilhar. Quando muito, usemos o Bronze, nas suas múltiplas vertentes, como o eixo desse amplo horizonte cronológico. Prudencialmente.

Posto isto, não me repugna admitir que, ao longo deste período, intencionalmente indefinido, a região de Góis terá sido, não tão- - somente lugar incontornável de passagem rumo a destinos outros mais apelativos, como local preferencial de "uma longa e activa permanência humana", conforme V. Exª refere, utilizando palavras minhas de há meio século e às quais, agora mais que nunca, não retiraria uma só letra.

Mesmo sem a suficiente prova arqueológica concreta, ou seja, sem os correspondentes artefactos de índole arqueológica comprovativos, bastaria a corroborar tal asserção o panorama dos numerosos e portentosos vestígios da exploração mineira na região, tanto a céu aberto como em galeria. De dois a três milénios terá sido a duração dessa intensa pesquisa de recursos fundamentais para as novas exigências económicas e culturais de então, designadamente o estanho, inexistente para lá do território ocidental hispânico e indispensável para a obtenção do cobiçado bronze, base primordial de civilização. Pelos testemunhos recolhidos, eu quase me atreveria a considerar a região de Góis como a charneira das duas áreas do país dominadas pela abundância do cobre, ao sul, e do estanho, ao norte, zonas artefactualmente caracterizadas ou emblematizadas pelo machado plano, de cobre, e pelo de bronze, de aselhas e talão. Creio não estar exagerando, no fundamental. Em certo modo, deu-se em Góis a convergência.

De resto, as aras romanas dedicadas à divindade ILVRBEDA, também testemunhada epigraficamente em Salamanca e Burgos, são a prova irrefutável da fixação no terreno de pessoas ou grupos populacionais provenientes de além-fronteiras com armas e bagagens. Vieram para ficar na companhia dos seus deuses. Isto é sintomático. Já reflectiu nas virtualidades desta constatação em termos exclusivamente etno-linguísticos?... Não serão os "beirões" os descendentes ou actuais representantes dos "beriones", textualmente localizados para as bandas de Burgos nos primórdios da romanização peninsular?... Deixo para as suas indagações a dissecação deste pressuposto, que me parece por demais evidente ou, pelo menos, muito convidativo para quem gosta deste género de estudos. A mim, já não me resta tempo para ir mais além!

JNR: A arqueologia pode ajudar a cimentar a herança de um povo. Se após essas descobertas, nos meados do século passado, as investigações pudessem ter prosseguido, poderíamos hoje ter uma panorâmica diferente das potencialidades sociais e culturais da nossa terra. Encontrou nessa época indiferença ou insensibilidade pela parte das autoridades, locais e nacionais, para o prosseguimento do estudo da região?

JCN: Posso dizer-lhe afoitamente que, da parte das autoridades concelhias e até nacionais, nunca me foi regateado apoio, chegando o Dr. Armando Simões, na sua qualidade de presidente da autarquia, a associar-se aos meus trabalhos de campo, e o seu ilustre Tio, o Dr. Rui Nogueira Ramos, a mandar abrir um estradão de acesso à Pedra Letreira, cuja monografia foi custeada pelo Instituto para a Alta Cultura. Não tenho razões de queixa neste particular. Se as minhas investigações não prosseguiram no mesmo ritmo, ou seja, se abrandaram sem contudo se encerrarem em definitivo, foi porque entretanto descobri em Arganil, onde residia, a estação arqueológica da Lomba do Canho, que passou a polarizar as minhas atenções, dada a sua enorme relevância. Que pena, Senhor Engenheiro, ela não ter sido encontrada em Góis!

JNR: Góis parece ter poucos testemunhos da sua História para serem expostos e valorizar um espaço museológico. Julgo no entanto que, nas suas pesquisas, encontrou materiais interessantes e de valor. Onde se encontram agora?

JCN: Esse foi em determinada altura o meu propósito, corroborado por Monsenhor Nunes Pereira, associado aos meus trabalhos, ocorrendo-nos a ideia de, alargando o conceito meramente arqueológico, o designarmos por Museu do Ceira por sugestão do que, numa viagem de estudo que efectuámos à Alemanha no final dos anos cinquenta, nos foi dado ver na cidade de Frankfurt relativamente à região do Reno. Era uma intenção firmemente assumida, chegando o executivo camarário a dar-lhe existência legal por proposta do Senhor António da Rocha Barros, que teve a gentileza de me propor para seu director. Tudo não passou do papel, muito embora eu tivesse então confiado ao Senhor Dr. Armando Simões, para esse efeito, alguns dos artefactos por mim recolhidos no concelho e que, entretanto, se terão extraviado. De então para cá nenhuma decisão em contrário foi tomada pela autarquia goiense, devendo pois considerar-se como ainda existente esse museu com a designação de municipal. Só falta dar-lhe vida.

Acontece, porém, que para albergar os numerosos e valiosos materiais de índole arqueológica que posteriormente fui recolhendo em diversos outros concelhos da região beiroa, tomei a decisão de, para evitar a sua dispersão, criar e instalar na vila de Arganil o Museu Regional de Arqueologia, que teve uma duração efémera, mantendo-se o seu valiosíssimo acervo à guarda da respectiva autarquia em deficientes e precárias condições de dignidade e segurança, muito embora sob a minha responsabilidade. Caso a iniciativa venha a gorar-se definitivamente, é meu propósito fazer voltar a Góis o que a Góis pertence, para dar corpo ao seu tão sonhado museu na plena convicção de que, como V. Exª muito bem se expressa, "a arqueologia pode ajudar a cimentar a herança de um povo". É o seu arquivo sem suporte escrito e, por isso mesmo, mais fiável. Que pesaroso estou por, no caso do Museu Regional, não ter optado por Góis para a sua instalação! Questões de melindre tão-somente. Confesso, em todo o caso, que foi um desacerto.

Góis, em termos de documentação arqueológica, não é tão pobre como isso. Tirando os materiais por mim recolhidos e momentaneamente integrados no acervo do projectado Museu Regional de Arqueologia, existe um apreciável contingente de artefactos no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal, na cidade de Lisboa, em parte publicados pelos eminentes homens de ciência, Prof. Carlos Teixeira e Engenheiro Octávio da Veiga Ferreira. Mas há mais, inclusive no estrangeiro.

Tomaram muitos concelhos à sua volta possuir, nos domínios da arqueologia, o que possui o de Góis, sendo de prever que novas e aturadas investigações acabem por dar frutuosos resultados. Veja que, exceptuando o desentulhamento de minas antigas, para outros fins, nunca se efectuou na área do concelho qualquer intervenção de natureza arqueológica propriamente dita. Nunca se procedeu a uma escavação. Tudo são achados meramente ocasionais. Já não serei eu a fazê-lo, evidentemente. Mas os serviços camarários dispõem, no presente momento, da pessoa adequada para levar a efeito essa magna tarefa. Tem todos os requisitos a seu favor: entusiasmo e competência, cultura, afabilidade e bom senso, comedimento e objectividade, para além de entranhada ligação afectiva à região goiense, bem como plena disponibilidade e garantida proximidade às zonas de intervenção no terreno. Assim saiba a autarquia tirar proveito da sua distinta funcionária, a Arqueóloga Drª Ana Marques de Sá, que em boa hora surgiu nos horizontes culturais do senhorial e vetusto concelho de Góis, que pelo matrimónio considero também ser terra minha!

JNR: Se Góis tivesse oficialmente um museu - que julgo ser uma instituição de grande importância para o progresso de uma terra com as características de Góis - poder-se-ia reivindicar as peças e documentos que eventualmente se encontram noutros locais?

JCN: Pelo que a mim me diz respeito, Senhor Engenheiro, nada me seria mais grato. Quanto ao resto, não deixo de reconhecer… haver dificuldades, não intransponíveis, mas quase. É preferível olhar para diante, sem reivindicações extemporâneas e, no fundo, indesejáveis. Às instituições que têm tido a seu cargo a salvaguarda e valorização de "peças e documentos" respeitantes ao concelho, só há que agradecer e com elas colaborar. Na minha perspectiva.

JNR: Se pudesse voltar uns anos atrás e aceitasse trabalhar em Góis, na sua área, que projecto abraçaria com maior entusiasmo?

JCN: Põe-me V. Exª uma questão para a qual não disponho de resposta fácil, até porque a minha área não é exclusiva e restritivamente a arqueologia, mas a filologia no conceito germânico e abrangente do termo. Humanista, se quiser ou como eu pretendo ser e me comporto. Por isso, se pudesse voltar atrás e dispusesse dos adequados meios, o que eu faria ou teria feito pelo e no concelho de Góis, é mais do que evidente, desde os estudos linguísticos à pré-história, passando pela arqueologia propriamente dita e pela etnologia, divagando pela antropologia, em suma, sem deixar de abordar aspecto algum da actividade humana em recuados tempos. Só que… "com águas passadas não mói o moinho"! Projectos que fui sonhando e que outros, em melhores condições de tempo e lugar, terão o ensejo de, no todo ou em parte, levar por diante. Matéria e motivações não faltam. Creio chegada a altura de alguém assumir o encargo. Daria para encher uma vida!

JNR: Que sugere aos das novas gerações para o desenvolvimento de Góis? Fugindo aos triviais que se perfilam um pouco por toda a parte, que projectos específicos acha que poderão ter impacto na região?

JCN: Do meu ponto de vista e sem me afastar das áreas em que academicamente me movimento, eu, sonhando alto mas com suficiente realismo, bater-me-ia, caso me fosse dado esse ensejo, pelos seguintes objectivos que julgo de imprescindível e prioritária realização:

a) imediata instauração do ensino secundário e, a breve trecho, do superior sob a alçada da Faculdade de Letras de Coimbra ou da Clássica de Lisboa na modalidade de um centro ou instituto de estudos quinhentistas, a instalar na Casa das Ferreirinhas, uma vez convenientemente reconstruída e posta ao serviço da cultura;

b) ultimação das obras de conversão do antigo Hospital em Museu Municipal, não essencialmente arqueológico mas de lembranças da mais variada índole histórico-cultural, com reserva de duas a três salas para a exposição, em reproduções à escala natural, das manifestações de arte rupestre do concelho;

c) beneficiação, em termos urbanísticos de pormenor, da vila de Góis
com vista à sua candidatura a património da humanidade, reatando as diligências já efectuadas durante o mandato do Dr. José Cabeças com o pessoal empenhamento do seu falecido Irmão, o Engenheiro Manuel Nogueira Ramos, diligências essas que motivaram, para esse efeito, a deslocação a Góis do Arquitecto Prof. Doutor Nuno dos Santos Pinheiro, Presidente da Unesco para Portugal e o Magreb, bem como a assinatura de um protocolo preliminar;

d) reabilitação inadiável da capela-mor da igreja matriz visando, em especial, o tratamento adequado da pedra do túmulo quinhentista, em adiantado processo de aviltamento, e a reparação das valiosíssimas tábuas ou painéis coevos integrados na posterior e actual composição do altar-mor;

e) criação de um "chantier d'école" para a prática da arqueologia no concelho, preferentemente na Eira dos Mouros, ao Liboreiro, ou nas Covas dos Ladrões, na Portela do Vento (Cabeçadas), imediações da Pedra Letreira;

f) divulgação, por todos os meios, do património móvel e imóvel, tanto da vila como das demais povoações do concelho, como razões de atracção turística circunscrita a uma camada da população particularmente sensível a este género de fruição cultural;

g) exploração, a nível de ensino, publicações e palestras locais, do relevante papel que a sociedade goiense desempenhou no contexto da história nacional, pondo em destaque determinadas personagens que, mais se distinguindo, deram azo às páginas melhores das letras portuguesas, como é o caso dos "Lusíadas", passando à pedra, nos jardins, alguns dos respectivos trechos;

h) dentro do chamado e consagrado padrão de Coimbra, dar como adquirido, mesmo sem chancela oficial, o facto de Góis ser a zona do país onde melhor se fala a língua portuguesa, inquestionavelmente.

Aqui tem, Senhor Engenheiro, alguns dos "moinhos de vento"contra os quais eu estaria disposto a quebrar lanças a peito descoberto!

* * *

* Esta entrevista vem inserida no Livro O Concelho de Góis. Ensaio da reconstituição da sua História (do século XII ao século XXI), de João Nogueira Ramos.


Apanhar castanhas...

É tempo de castanha e mel. E o mel é do Joaquim, puro, amarelinho.
No passado fim-de-semana andei a apanhar castanhas com os meus tios. Não havia frio, nem um ventinho a correr. Apenas o ar quente, deste Outubro estranho.
Lá partimos depois de almoço, pela graça de procurar castanhas entre ouriços (que picam, ai se picam). Os castanheiros, de altura média, lá estavam á nossa espera. As castanhas também, que sorte. Mas aqui e ali encontrámos vestígios de cascas… os animais também gostam!
Contou-me a minha tia que antigamente a minha avó e os seus irmão herdaram alguns "soitos" (soutos). Resultava que, por serem vários os filhos, tinham que dividir os terrenos entre si.
Assim lá iam buscar o seu "quinhão" ao Soito Enladeirado e ao Soito do Munho.
Sendo, como sabem, os nossos terrenos inclinados (lá está a razão do nome do primeiro ser enladeirado), tinham que haver estratégias para a retenção do fruto.
Assim criavam-se "combaros" na ladeira e quando caíam as castanhas ficavam ali presas. A terra por baixo das árvores era limpa, e raspada, de forma a facilitar a apanha. E eram criados aquelas pequenas "barragens" de forma a reter ouriços e castanhas. Fim da história… Bem fim da história não! Trouxemos algumas castanhas, valeu a experiência e … esperamos os próximos capítulos.
Ou seja, castanha assada, sopa de castanhas… hummmmm!
in http://aldeiadoesporao.blogspot.com/, 06/11/2009

Comentários:

Que lindos poemas compuseram, há dois mil anos, os Poetas romanos Horácio e Vergílio acerca das "velhas castanhas", as "dulces castaneae", que eles cantaram em primorosas odes e bucólicas! Saboreando-as... cantemo-las também! JCN

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ODE A MECENAS
Mecenas: já não tenho na lareira do castanheiro os saborosos frutos, enorme sendo pois minha lazeira devido à escassez desses produtos! E, se não for abuso, de caminho, mandai também uma ânfora de vinho! HORÁCIO (versão livre de JCN)

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Exposição em Coimbra evoca a queda do Muro de Berlim


Está patente ao público no departamento de Engenharia Informática e de Sistemas do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) uma exposição evocativa dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. A mostra pode ser visitada até à próxima sexta-feira (dia 13).

Acompanhada de uma projecção vídeo, esta mostra retrata os principais acontecimentos que marcaram as últimas duas décadas da História alemã e da cidade de Berlim, em particular.

A iniciativa levada a cabo pelo Centro de Informação Europe Direct Beira Litoral, através da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, com a colaboração do European Computer Science/ European Master in Computer Science, do ISEC,

Um dos maiores símbolos da Guerra Fria, o Muro de Berlim foi edificado em Agosto de 1961, dividindo a cidade de Berlim e, simultaneamente, a própria Europa. A sua demolição foi iniciada apenas a 9 de Novembro de 1989, data histórica para a construção de uma verdadeira Europa e unificação com os povos do Leste.
in Campeão das Províncias, 09/11/2009

Góis- Professor dedicou-se ao concelho

Cidadãos homenagearam João Castro Nunes
"Não há buraco onde não tenha tropeçado, casa ou aldeia que não tenha visitado no concelho de Góis", afirma a organização da homenagem a João Castro Nunes.


Lurdes Gonçalves

João Castro Nunes, professor e poeta que se dedicou ao concelho de Góis, foi alvo de homenagem promovida, no sábado, pelo Movimento Cidadão por Góis e Grupo de Amigos, e que contou com a colaboração da escritora Clarisse Barata Sanches e o apoio da Câmara de Góis e da ADIBER
Das várias obras da autoria de Castro Nunes destacam-se "A Pedra Letreira", trabalho que resultou de um estudo sobre o monumento de arte rupestre localizado em Alvares, e "A Pedra Riscada", uma obra que fala sobre este complexo de arte rupestre que se situa em Mestras, freguesia do Cadafaz. Em representação do Movimento Cidadãos por Góis, José Rocha Barros mostrou-se "honrado" por participar na "reunião de amigos", lembrando que conhece o professor João Castro Nunes "há mais de 50 anos". Também João Nogueira Ramos sublinhou que Castro Nunes tem valor enquanto "homem, intelectual, pedagogo e amigo", acentuando que "não são precisas palavras para transmitir o que os goienses sentem" por ele".
Na sessão foram deixados três testemunhos de alunos seus e personalidades com quem conviveu, nomeadamente de Carlos Fabião, Amadeu Carvalho e Amílcar Guerra, que

dissertaram sobre a vida e obra de Castro Nunes.
Contando que o designa de "meu querido mestre", o professor Carlos Fabião revelou que o homenageado foi uma pessoa que o marcou por tudo o que com ele aprendeu, nomeadamente através dos seus trabalhos de investigação sobre o património.
Já Amadeu Carvalho confessou que começou a ter conhecimento da sua obra através dos sonetos que enviava pela Internet De acordo com o professor, Castro Nunes veio a ter uma grande influência na criação da Associação Cultural Alternativa, em Coimbra.
No uso da palavra, Amílcar Guerra sustentou que a reunião de amigos visou "sublinhar a grande qualidade humana do mestre".
"O rigor, honestidade científica e empenho de Castro Nunes ganham às nossas listas intermináveis de publicações", defendeu, recordando a sua ligação ao concelho de Góis, onde fez investigações "pioneiras para o seu tempo", como é o caso do estudo sobre a Lomba do Canho. Contudo, "a sua acção pedagógica supera a sua obra", considerou Amílcar Guerra, destacando que Castro Nunes "é uma pessoa excepcional, um cientista de elevado mérito, arqueólogo persistente, professor afável, em suma, é um mestre".
A presidente da Câmara de Góis destacou que Castro Nunes' "sempre se disponibilizou na defesa intransigente de interesses colectivos e no engrandecimento do bom nome de Góis".
"Figura notável da classe científica nacional e internacional, o investigador, professor e humanista João de Castro Nunes é um exímio conhecedor do território e do património histórico-cultural do concelho de Góis", realçou Lurdes Castanheira, explicando que "embora seja natural de Braga, unem-no fortes laços ao concelho". Segundo a autarca, o homenageado tem colaborado com a autarquia em prol da "valorização, salvaguarda e divulgação do património arqueológico e cultural" do território, nomeadamente na publicação da obra "A Pedra Letreira", na reimpressão do "Arquivo Histórico de Góis", e na segunda edição de "A Pedra Riscada".
Contando que a sessão foi o seu "doutoramento honoris causa", Castro Nunes -que recebeu uma cópia da Pedra Letreira, dada pelo Grupo de Amigos - elogiou "a sensibilidade da sociedade goien

Movimento Cívico de Góis homenageou Castro Nunes
Investigador tem dado contributo ímpar na preservação e divulgação do património cultural e arqueológico do concelho goiense

Isabel Duarte
Professor catedrático, investigador e humanista, João Castro Nunes foi homenageado em Góis. A iniciativa partiu do Movimento Cívico "Cidadãos por Góis", à qual se associaram a Câmara e a ADIBER. Muito embora seja natural de Braga, o professor encontra-se ligado a Góis por laços matrimoniais e ao longo dos últimos anos, de acordo com Lurdes Castanheira, tem colaborado coma autarquia, "em prol da salvaguarda e valorização do património arqueológico, em particular e do património cultural em geral", elegendo três exemplos do "seu sempre inexcedível contributo". A obra "A Pedra Letreira", a reimpressão integral do "Arquivo Histórico de Góis" e a segunda edição da obra, "A Pedra Riscada", complexo de arte rupestre de Mestras, freguesia de Cadafaz.
Para a autarca, a homenagem - que encheu o salão da ADIBER - "mais do que uma celebração, pretende ser um convite à descoberta da figura, da vida e da obra de João Castro Nunes". Lurdes Castanheira gostaria que o momento fosse também de "inspiração para que outros, em especial os mais jovens e aqueles que têm a necessária sensibilidade, se dediquem à nobre arte da descoberta da escrita".
Com esta consagração, afirmou, "veiculamos o exemplo da assumpção de responsabilidades por parte da sociedade civil goiense, através da qual os cidadãos deste concelho podem e devem exprimir os seus mais sinceros sentimentos", sustentando que neste caso o sentimento deverá ser de gratidão, "a quem sempre se disponibilizou na defesa intransigente de interesses colectivos e no engrandecimento do bom-nome de Góis".
Dirigindo-se a Castro Nunes Lurdes Castanheira fez questão de lhe transmitir "a imensa satisfação que tenho em ver reconhecido em Góis o seu perfil humano, cívico e de homem de cultura". "Honra Góis tê-lo aqui para receber este público reconhecimento", afirmou ainda, considerando-o uma "figura notável da classe científica nacional e internacional".

"É da nossa família"

Em representação do vasto grupo de amigos que o homenageado granjeou em Góis, usou da palavra João Nogueira Ramos, para dizer que foi "com júbilo e muito afecto que o Movimento Cívico e os amigos de Castro Nunes se envolvem neste encontro simples e muito sentido". "Queremos testemunhar o quanto admiramos o seu valor como homem, intelectual, pedagogo e amigo", disse ainda. Segundo o engenheiro, "não são precisas palavras para transmitir o que os goienses sentem por si", pois, "é da nossa família" e "queremos que se sinta aqui como um nosso irmão mais velho, fazendo pontes entre gerações".
Em representação do Movimento Cívico, "Cidadãos por Góis", José Rocha Barros, sublinhou conhece Castro Nunes "há mais de 50 anos" e "nunca deixei de acompanhar o trabalho que desenvolveu e reconhecer o conhecimento que tem do nosso concelho". Posteriormente três professores, amigos de Castro Numes - Carlos Fabião, Amadeu carvalho e Amílcar Guerra - falaram sobre a vida e obra do homenageado.
João Castro Nunes, visivelmente embevecido, apenas comentou: "que coisas tão bonitas foram ditas a meu respeito", não agradecendo porque "as coisas que saem do coração não se agradecem". Para o homenageado "hoje foi o meu doutoramento Honoris Causa" e, cumprindo o ritual, fez um discurso "em duas palavras" e parafraseando um professor da Universidade de Coimbra, " ... O que seria das velhas catedrais se não fosse o sol?", "o que seria das velhas ruínas se não fosse a era que as embeleza?", disse.
Como lembrança foi-lhe entregue uma cópia da Pedra Letreira, monumento de arte rupestre que o deixou maravilhado. "Não havia prenda mais preciosa do que esta" declarou, considerando-a demonstrativa "da sensibilidade da sociedade goiense"!
In Diário de Coimbra, 04/11/2009

Roda Cimeira - Oitenta anos numa centena de páginas
Sociedade de Melhoramentos lança livro e destaca sócios

Com a apresentação do livro "80 anos ao Serviço do Regionalismo", da autoria de Adriano Pacheco, a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira deu por encerrada a comemoração de oito décadas de história.

O evento realizou-se na Casa de Convívio da aldeia, no passado dia 31, véspera de comemorar 81 anos, tendo sido a ocasião foi aproveitada para a atribuição de diplomas de sócio honorário e benemérito a figuras que se distinguiram em prol do desenvolvimento de Roda Cimeira.

Durante a cerimónia, o presidente da direcção, Jaime Carmo, recordou o passado da colectividade, a mais antiga do concelho de Góis, e os seus dirigentes, pois foi graças ao seu trabalho que o nome da aldeia se tornou mais conhecido. Os momentos principais da sua história, disse ficarão inscritos na memória graças ao trabalho de pesquisa e recolha de Adriano Pacheco por isso, concluiu, "o livro é pequeno mas é grande - tem 80 anos".

Em nome da Assembleia Municipal de Góis, falou Jaime Garcia, por impedimento do presidente daquele órgão autárquico. Realçou que as atribuições do Regionalismo do novo século não lhe retiram a importância - além de promoverem acções de âmbito cultural e recreativo, são os interlocutores entre as povoações e as autarquias e, no caso de Góis em que a desertificação alastra, compete-lhes, ao lado do poder local, ajudar a "manter o laço efectivo com as populações".

O autor Adriano Pacheco, já com inúmeras obras de ficção publicadas, falou sobre o trabalho de investigação desenvolvido e agora reunido nesta publicação, "valeu a pena as horas despendidas", concluiu. O que o incentivou a realizar a pesquisa e a escrever os seus resultados, disse Adriano Pacheco, foi o sentir a necessidade de contribuir para que a história não caia no esquecimento "traduzida em palavras e símbolos, para a posteridade" pois ela revela uma luta, como os seus desânimos e conquistas, afirmou.

Também a Presidente da Câmara Municipal de Góis, Lurdes Castanheira, teceu elogios ao trabalho do autor, "é o testemunho que as pessoas sabem honrar os que trabalham e têm memória". Recordou o seu percurso pessoal que lhe deu um conhecimento desta aldeia, "Na roda Cimeira ainda há abandono e estas aldeias não podem ficar abandonadas", concluiu e afirmou o seu desejo que o serviço social ali seja retomado.

De seguida, o presidente da direcção apresentou as pessoas que foram nomeadas para a qualidade de sócios honorários e beneméritos pela Assembleia Geral, depois de proposta da direcção. "Há dez anos que não se atribuíam estes títulos", confirmou, "pelo que estava no momento de realçar os que merecem", marcando a intenção com entrega de diplomas.

Assim indicou para sócios honorários: João Lopes Simões, Acácio Baeta Henriques, Jaime de Almeida, Artur Vítor, Jaime Barata, Armando Barata Simões, João Maurício Henriques, João Lopes Cascalheiro, Libânio Simões de Oliveira, Salvador Nobre.

Foram nomeados sócios beneméritos: António Neves Barata Lima, que foi proprietário de um moinho que muito trabalhou para a povoação e que a direcção da Sociedade gostaria de ver restaurado; o casal, Engº António Moreira Padrão e a srª D. Beatriz Rebelo Moreira Padrão, pois foi graças à doação de um terreno que se pode ter hoje, junto à Ribeira de Sinhel, uma piscina com amplo espaço de lazer.

Por seu turno Jaime Barata, e também em nome de Mário Vítor, fez questão de oferecer à Sociedade de Melhoramentos uma salva ofereicida aos tocadores de concertina em Vila de Rei. O presidente da direcção aproveitou para referir que os tocadores de concertina continuam a ser embaixadores de Roda Cimeira e anunciou que a tarde iria ser animada pela Escola de Concertinas de Góis.
in Jornal de Arganil, 05/11/2009

Negócio da Quinta do Baião
Arguidos do processo de Góis são hoje ouvidos no TIC

O Tribunal de Instrução de Coimbra (TIC) começa hoje a ouvir os arguidos no processo da Quinta do Baião, em Góis. São cerca de dez os acusados num negócio que continua a fazer "correr muita tinta" em Góis e que foi motivo de polémica durante a última campanha eleitoral.
Como o DC noticiou oportunamente, de um modo genérico, os autarcas em funções em 99 são acusados de terem aprovado a venda do terreno por 250 mil euros, um valor inferior em 75 mil euros ao de uma avaliação então efectuada. E nem o facto de o terem feito com base na posição de se tratar de um projecto relevante para o município e para seu desenvolvimento impediu a sua acusação. O terreno iria ser vendido à ADIBER que tinha para ali projectado um projecto de agro-turismo. Com base na deliberação camarária, a direcção da ADIBER candidatou o projecto aos fundos comunitários (Leader II) recebendo 234 mil euros provenientes de Bruxelas. Todavia, alegadamente por questões jurídicas o terreno não foi sequer escriturado no prazo de execução do projecto previsto pelo programa comunitário (só o seria em 2007). Por isso, a direcção então presidida por José Cabeças (à época presidente da Câmara e hoje novamente presidente da ADIBER) e que também integrava a recém-empossada presidente da Câmara de Góis, Lurdes Castanheira, entre outros elementos, está acusada pela prática do crime de fraude na obtenção de subsídio. O gestor do Leader II, que permitiu a conclusão do processo sem que o terreno tivesse sido escriturado, é acusado da prática do mesmo crime.
A maioria dos arguidos requereu a abertura de instrução para tentar evitar a ida a julgamento pelo que nas duas próximas semanas, quase diariamente, entre arguidos e testemunhas serão várias dezenas as pessoas a ouvir pelo TIC. Depois segue-se o debate instrutório e a decisão sobre quem vai efectivamente a julgamento só deverá ser conhecida no início do próximo ano.
Entretanto, em plena campanha, a autarquia accionou a cláusula de reversão do terreno por não terem começado as obras no terreno e não se sabe, ainda, qual será a posição do novo Executivo (tendo em conta que a presidente da autarquia era secretária da Direcção da ADIBER) sobre este polémico dossier.
in Diário de Coimbra,02/11/2009

567 quilómetros de obras
Concessão do Pinhal Interior Norte adjudicada esta semana

A concessão do Pinhal Interior Norte será adjudicada durante esta semana, confirmou o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, horas depois de ter tomado posse para o cargo que desempenhou na anterior legislatura. Lançada a 14 de Junho de 2008, em Condeixa, pelo primeiro-ministro José Sócrates, a concessão do Pinhal Interior inclui um pacote de estradas com uma extensão de 567 quilómetros, que irá servir cerca de 400 mil pessoas.
O atraso na adjudicação, prevista para o primeiro trimestre de 2009, motivou reacções dos autarcas da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior que, em Setembro, exigiu ao Governo celeridade no processo.
No fim-de-semana, em declarações à Lusa, o governante garantiu que, durante a semana que agora se inicia, sem especificar o dia, o instituto Estradas de Portugal vai adjudicar a concessão do Pinhal Interior Norte.
"Sempre fomos muito determinados neste processo que seguiu o seu curso, com alguns imponderáveis. Mas quanto à decisão política nunca tivemos dúvidas que a concessão era fundamental para colocar o centro do país no centro do sistema rodoviário nacional", afirmou Paulo Campos.
O secretário de Estado das Obras Públicas disse ainda que o pacote de acessibilidades previstas é "fundamental para retirar o Pinhal Interior Norte do isolamento a que foi votado nos últimos anos, devido à ausência de investimentos importantes".
No âmbito da concessão, será construído o IC3, entre Tomar e Coimbra, a EN 342, entre Lousã-Góis-Arganil-Côja-IC6, a requalificação do IC8 e todas as vias que contemplam a melhoria das acessibilidades às sedes de concelho.
Os processos das concessões das estradas da Serra da Estrela e da Auto-estrada do Centro, onde teve de ser repetido o concurso, estão a seguir os seus trâmites, adiantou ainda à agência Lusa o governante socialista.
in Diário de Coimbra, 02/11/2009

Obras dignificam a sede da junta de Vila Nova do Ceira
O investimento na requalificação da junta de Vila Nova do Ceira custou 98 mil euros, dos quais 88 mil foram suportados pela junta, através da venda de eucaliptos.

Tendo em conta que o edifício sede da Junta de freguesia de Vila Nova do Ceira, adquirido há mais de 20 anos, não se apresentava nas melhores condições, a junta, em colaboração com a Câmara de Góis, iniciou as obras de requalificação do imóvel, cuja inauguração decorreu antes da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos do concelho. A cerimónia foi presidida pelo governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, e contou com a presença do antigo presidente da junta, António Monteiro, antigo presidente da Assembleia de Freguesia, Carlos Santos, e dois representantes da Assembleia Municipal de Góis, Jaime Garcia e Maria de Lurdes Castanheira.
O investimento rondou os 98 mil euros, tendo a junta de freguesia comparticipado a obra com 88 mil euros, resultantes da venda de uns eucaliptos que pertenciam à freguesia, e a câmara apoiou com uma verba de 10 mil euros.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o antigo presidente da junta de freguesia contou que o edifício estava num estado "lastimoso" e o telhado "estava a desabar". Segundo António Monteiro foi ainda necessário "pôr chão novo, em madeira de pinho".
A sede da Junta de Vila Nova do Ceira dispõe agora de um armazém, garagem, estaleiro, estacionamento, secretaria e correios, permitindo o acesso a pessoas de mobilidade reduzida. O empreiteiro da obra foi a Construções Marta Ferreira Lda e o projecto foi da responsabilidade de António Baeta.
Orgulhoso com a inauguração, o antigo presidente da junta revelou que as obras tiveram início em Junho deste ano, prevendo-se que estivessem concluídas em finais de Outubro. "Conseguiu-se inaugurar antes da tomada de posse do novo elenco", sublinhou, congratulando-se com o número de pessoas presentes na cerimónia.

"Missão cumprida"

O presidente da junta de freguesia, que cessou funções, mostrando-se "surpreendido e triste" com os resultados das eleições, afirmou que nos últimos dois mandatos a junta "não fez tudo o que queria, mas com o orçamento pequeno que tinha tentou fazer o que era mais urgente".
Integrando agora a Assembleia de Freguesia como membro do PS, António Monteiro assegura que pretende "defender os interesses das pessoas que votaram em nós".
Durante as intervenções, o antigo presidente da Assembleia de Freguesia, Carlos Santos, enalteceu o esforço e a determinação que os vários intervenientes colocaram na execução da obra, apelando para que "o novo executivo continue os melhoramentos que ainda faltam terminar" naquele espaço. Também Jaime Garcia, em representação da Assembleia Municipal de Góis, lembrou que em Vila Nova do Ceira "há obra feita", fazendo votos para que tenha seguimento com os novos órgãos autárquicos.
No uso da palavra, Lurdes Castanheira, actual presidente da Câmara Municipal de Góis, regozijou-se com os melhoramentos feitos no edifício sede da junta de freguesia de Vila Nova do Ceira, afirmando que António Monteiro deve ter saído do cargo com o sentimento de "missão cumprida".
Coube ao governador civil de Coimbra encerrar a cerimónia, começando por dar os parabéns à junta de freguesia pelas obras efectuadas, e apelando para que o novo executivo dê continuidade ao trabalho. Henrique Fernandes aproveitou a ocasião para deixar uma palavra em especial ao antigo presidente da Câmara de Góis, José Girão Vitorino, que não esteve presente por motivos de saúde.
in Diário As Beiras, de 2/11/2009


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