Movimento Cidadãos por Góis


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Editoriais publicados

Góis em Notícias



Editorial

Ao lermos as notícias que todos os dias nos são vinculadas pelos media damo-nos conta do crescente clima de insegurança que se vive no pais.

Dizem os entendidos que, estatisticamente, estamos muito bem, mas para aqueles que todos os dias são dados como baleados e por vezes mortos, as estatísticas de pouco ou nada adiantam.

Vemos o governo que se dispõe a aumentar os gastos com as forças de segurança para, mais uma vez, com o tipo de desenvolvimento que temos, se juntar mais polícia aos milhares que já patrulham os grandes aglomerados populacionais.

Mas verificamos que nos pequenos centros como é o nosso o efectivo policial permanece estável há muito tempo, a criminalidade é residual e ainda é corrente ver casas com as chaves na porta de entrada.

É esta uma razão adicional que deveria levar a pensar um desenvolvimento harmonioso do interior do país que, sem destruir as vivências locais, fixasse mais população nas zonas que agora se desertificam beneficiando também os grandes centros, ao reduzir a pressão demográfica.




Editorial

A difícil situação dos media locais, tipificados pelas dificuldades que um órgão tão respeitável como a Comarca de Arganil vem sofrendo, que reduziu a sua frequência de bissemanal para semanal e acaba de encerrar a sua tipografia, devem-nos fazer reflectir sobre a natureza da crise que envolve o interior do país e que já chegou aos media.

Está-se criando um país que sofre de macrocefalia, exigindo recursos cada vez mais avultados para essas zonas, como seja para habitação social, saúde, segurança ou vias de comunicação.

No interior um pobre Zé-ninguém que vive num casebre, em condições por vezes infra-humanas, como o seu poder reivindicativo é nulo, continuará a viver no mesmo casebre e cada vez mais longe da escola e do centro de saúde que foram encerrados.

Todavia esta situação poderia ser invertida, podendo mais e mais população usufruir da qualidade de vida que os pequenos meios podem proporcionar, mais segurança e maior qualidade ambiental, se fosse perseguida uma política nacional que incentivasse a fixação da população no interior do país.

Com isso se descongestionariam os grande meios, reduzindo a pressão que a macrocefalia instala, tornando o país mais forte e coeso.

Mas isso exigiria que estivessem à frente dos destinos do país Estadistas e não meros e simples políticos.



Editorial

Para que Portugal, em nossos dias,
se recupere e se coloque ao lado
de qualquer outro progressivo Estado
tem de alterar seu nível de chefias.

O mal está, não na população,
sujeita aos sacrifícios mais extremos,
mas nos banais políticos que temos
e que estão dando cabo da nação.

Em vez de ocasionais oportunistas
à frente dos destinos do país
que tem todo o direito a ser feliz,

fazem-nos falta os grandes Estadistas
capazes de fazer de Portugal
uma nação moderna e actual!

João de Castro Nunes - Expressão poética do vosso oportuno editorial.



Editorial

É louvável o que as autoridades administrativas e alguns “carolas” fazem para dar animação e trazer forasteiros à nossa terra, com os eventos de mototuristas e de arte, as feiras e outros mais. Espera-se que não sejam em quantidade desmesurada, com orçamentos restritivos, que o tempo é de crise, vésperas de piores dias, e o exemplo deve vir de cima.
Mas todos bem sabemos que o circo é efémero e que, na primeira oportunidade, a arena pode ser transferida, com a maior das facilidades, para outras regiões.

O concelho tem que mostrar aos forasteiros a sua identidade própria. E esta, como que envergonhada, continua a não se revelar. A nossa
História (não divulgada e não ensinada aos jovens das nossas escolas), o património construído (de que não faltam exemplos sobre o seu abandono), a zona histórica (esquecida e desprezada), um museu (mesmo muito simples, quanto mais não seja para mostrar os retratos dos nossos avós e evitar que se continue a perder relíquias do passado), as colecções de enorme valor artístico e material que nos foram doadas (escondidas anos e anos a fio, afugentando outros potenciais doadores) – são exemplos de caminhos que devem ser percorridos sem demora, sem mais promessas repetitivas nem palavras de retórica.
Para isso, não são necessários grandes dinheiros, uma boa parte pode ser feita com a prata da casa e com os goienses, dispostos a colaborar. Fazemos grandes projectos, enroupamo-los de nomes e siglas douradas para encher o olho e colocamo-nos à esquina de mão estendida, mas esquecemo-nos de fazer o trabalho trivial de casa.



Editorial
Voltaire, Cândido e Pangloss

Pangloss tutor de Cândido, personagem da novela de Voltaire com o mesmo nome, via todas as suas desgraças sob um manto de um inesgotável optimismo.

Tal parece ser também a visão de certos políticos.

Estamos num concelho que se despovoa, em que comércio encerra as suas portas, em que novas industrias e novas iniciativas não aparecem, em que o QREN nos passa ostensivamente ao lado.

Basta ler as últimas entrevistas concedidas pelo Presidente da Câmara e as suas intervenções nas cerimónias do feriado municipal para se concluir que muito do que Voltaire satirizou, lá por meados do século XVIII, continua vivo na nossa cultura.

Na presença de representantes de autoridades distritais, do partido que o apoia e de um representante do governo, não sentimos que houvesse da parte do Presidente da Câmara uma chamada de atenção aos problemas que afligem o concelho, de os apontar e hierarquizar e para eles pedir auxílio e cooperação.

Preferiu colocar os óculos cor-de-rosa que Pangloss usaria se, na altura, já os houvesse.



Editorial

A antiguidade do povoamento das nossas terras é corroborada por vestígios arqueológicos que, infelizmente, nem sempre têm merecido a atenção desejada.
A devoção a Ilurbeda, uma divindade paleohispânica, mencionada em árulas descobertas junto aos Povorais (
Andam deuses pagãos pelas vertentes, voltadas para a crista do Penedo…”, como poetisa João de Castro Nunes num dos seus sonetos) é um desses testemunhos, que não deixou de ser lembrado por nós, quando iniciámos o site da cultura do nosso concelho, que, paulatinamente, pedra sobre pedra, temos andado a construir.
É com satisfação que vemos alguns dos nossos patrícios quererem saber mais sobre esta divindade. Socorrendo-nos daquele nosso amigo (poeta, mas
também Professor Universitário, doutorado e investigador nesta matéria, de carreira brilhante, goiense pelo casamento, pelo coração e pelo muito e valioso tempo que, durante dezenas de anos, dedicou à nossa terra), para acrescentamos hoje, na página dedicada ao Património Arqueológico, mais uma notas sobre o deus (ou deusa) Ilurbeda.
Dar a conhecer o património da nossa terra é uma actividade que fazemos com muito gosto e sentimo-nos recompensados com o interesse mostrado pelos leitores deste Portal.



Editorial


Hoje publicamos mais uma iniciativa da Câmara de Penela em que se noticia a criação de uma incubadora de empresas.

Por diversas vezes temos publicado notícias referentes à actuação da Câmara de Penela que poderiam servir de exemplo para iniciativas semelhantes e como ponto de referência para um pensamento virado para o desenvolvimento.

Num mundo competitivo como é o de hoje não se pode esperar que terceiros, seja a iniciativa privada seja mesmo o governo, venham em nosso socorro para resolver os nossos problemas.

Num mundo moderno e competitivo os dirigentes políticos têm de ter uma atitude de busca de oportunidades e saber "vender" as vantagens do seu concelho ou da sua região, que sempre as há, numa atitude pró-activa que, persistentemente perseguida, acabará por gerar frutos.

Esperar passivamente que as oportunidades apareçam sem que por isso se lute e se use a imaginação é algo que sempre se pagará muito caro.

O seu preço. O atraso e a estagnação.

Por isso se elege Penela como exemplo.



Editorial

Sobre a corrupção

É certo que a corrupção é um fenómeno a combater, praga a que nenhum país consegue fugir. Numa escala de 10 a Islândia, classificada como o país menos corrupto, tem uma classificação de 9,7, isto é, mesmo aí existe uma corrupção remanescente.

Feita a avaliação para 160 países do mundo a média ponderada da corrupção naquela escala de 10, é de 4,1, sendo a nossa de 6,6.

Portugal encontra-se na 26.ª posição. Outros países, como a Itália, que se encontra na posição 42.ª e a África do Sul na 46.ª posição têm uma performance muito pior que a nossa.

Estamos portanto dentro do grupo do 1/6 dos países menos corruptos do mundo. Tal deve-nos fazer reflectir pois nessa matéria deveríamos querer competir com os países menos corruptos e não ficarmos satisfeitos por estarmos mais ou menos taco a taco com a Espanha.

Se a corrupção é uma doença que se pode minorar mas nunca, como se vê, erradicar, caber-nos-á como cidadãos combater essa praga não corrompendo nem se deixando corromper, seja ela a pequena corrupção, que pretende apenas que o nosso processo ande mais depressa, mas aquela que serve para encher os bolsos de grande e poderosos.

Desenvolver a economia tornando as pessoas economicamente independentes e um sistema jurídico que combata a grande corrupção é a melhor forma de subir na tabela.

Devemos reconhecer o problema mas não desistir e fugir à sua luta.

Fonte - Transparency International



Editorial



Há algum tempo foram realizadas sessões para a elaboração e apresentação de um Plano Estratégico para o Pinhal Interior Norte e para o concelho de Góis.

Neste momento em que o Presidente da Câmara já anunciou que do QREN para Góis, apenas virá uma comparticipação para o Centro Cultural, conforme entrevista ao Jornal "O Despertar", inserto no nosso site, fica-nos uma singela pergunta.

Que caminhos apontarão o estudo que a Câmara encomendou e, se é que esteja finalizado, não foi ainda dado conhecimento público. De notar que o Presidente da Câmara, na entrevista referida, nem de perto nem de longe se refere a tal Plano, o que não deixará de se considerar estranho

Hoje, em que o próprio governo põe os seus estudos na net, esperamos que a Câmara Municipal também o faça. Na verdade são os contribuintes que o pagam e que, naturalmente, têm direito de saber o que esse estudo contém, que objectivo propõe e que estratégia indica para os alcançar.

Esse conhecimento proporcionará aos munícipes a possibilidade de sobre ele reflectirem e, havendo objectivos claros de uma política de desenvolvimento, nela se procurarem integrar.



Editorial


A construção de novas acessibilidades que estão na forja e que se espera que sejam concretizadas, representam um tempo de esperança e, também, um tempo de desafios.

Não esperem as autoridades locais que elas, as acessibilidades, vão ser a varinha mágica que, agitada, nos faça sair da actual modorra. Todos os vários concelhos beneficiados vão ter vantagens acrescidas para lutarem pelos investimentos na sua área. Aqueles que se mostrarem mais imaginativos, empreendedores e dispostos à luta irão ganhar a fatia de leão dos investimentos que vierem para a zona. Daí tratar-se de um desafio.

Também é um tempo de esperança pois as possibilidades estão, como nunca, aí.

Há que aproveitá-las até porque o estafado argumento do isolamento, deixa de servir de bengala para quem não sonha, não arrisca e não age.

É bom também que a industria local se debruce sobre as novas perspectivas que se vão abrir e aproveite o tempo que vai decorrer até as infra-estruturas estarem operacionais para estudarem novos rumos para os seus negócios



Editorial


Inserimos no nosso portal uma sondagem sobre o definhar do comércio em Góis com fechos de lojas, uns já concretizados e outros anunciados, e a opinião dqueles que responderam é conclusiva. Mais de metade dos que responderam (53,6%) apontaram como sendo a causa a "Falta de uma política camarária de desenvolvimento". Poderá o julgamento que das respostas se depreende não ser justo e não corresponder à realidade mas qualquer dirigente avisado deveria reflectir sobre ele.

Todos aqueles que gostam de Góis sentem, com ansiedade, a desertificação humana e económica do concelho. Fica a esperança que as autoridades locais e nacionais saibam dar as mãos e juntamente com a sociedade empresarial e civil encontrar as soluções que minorem o problema.





Editorial

Aproximam-se as próximas eleições autárquicas. O que para o nosso concelho são extremamente importantes, como há muito não o eram.
Com a esperada confirmação oficial, por razões óbvias, da não candidatura do actual Presidente da Câmara Municipal, abre-se um novo ciclo político para a nossa terra, que se espera possa recolocá-la no caminho do progresso, a que os seus habitantes tanto aspiram.
Parece ultrapassado o período encrespado, de quezílias e represálias, que deixou marcas profundas na nossa sociedade e se reflectiu no funcionamento dos serviços camarários. Os dois maiores partidos políticos locais parecem já terem conquistado a estabilidade democrática interna necessária para procederem a uma boa escolha democrática, atempada e consensual, dos seus candidatos.
Agora é a hora de as suas Comissões Políticas agirem. São elas que competem fazer essa escolha, que forçosamente não tem que apontar os seus presidentes, sem obviamente em nada beliscar o direito que estes também possuem (uma coisa é presidir à Comissão Política, para organizar e dinamizar os seus correligionários, outra é ter qualidades para presidir à Câmara Municipal). O que delas os goienses têm direito a esperar, é que consigam apresentar candidatos com capacidade para uma boa gestão pública.
Voltaremos a este assunto.
JNR



Editorial

Num dos últimos nossos editoriais, referimos um caso em que pessoalmente participámos, numa zona rural do interior da Bélgica, sobre o envolvimento das pessoas no progresso da sua comunidade.
Num jornal diário de hoje (Público, de 9 de Junho), é desenvolvido o assunto dos OP (Orçamentos Participativos - um processo de participação dos cidadãos nas decisões das autarquias sobre afectação de parte dos seus recursos), que tem sido experimentado em algumas zonas do mundo, nomeadamente em algumas (já são 25) autarquias do nosso país. Trata-se de um meio de aumentar a eficácia da gestão autárquica e igualmente uma promoção de cidadania (ver nas Últimas Notícias, mais abaixo).
Pela importância que poderá ter para o desenvolvimento do nosso concelho, não podemos deixar de chamar a atenção para esta matéria aos futuros candidatos à nossa Câmara Municipal (e Juntas de Freguesia), que nesta altura já estão a posicionar-se no terreno.
Será que se pode ter a esperança de, no próximo acto eleitoral, os goienses virem a ser bafejados por uma lufada de ar fresco, poderem começar a palmilhar os caminhos da democracia participativa, do diálogo, sentirem que eles próprios podem fazer parte do desenvolvimento da sua terra?
Ficamos a aguardar os programas eleitorais dos futuros candidatos.
JNR


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