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Sobral – Homenagem a título póstumo
O Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado (GASSS) prestou homenagem ao falecido Artur Augusto Ventura,sócio fundador do grupo, com o descerramento de um painel com o seu nome na Casa de Convívio da associação.
Ao momento assistiram várias pessoas, entre elas, a filha Zulmira Ventura e o neto Nuno Graciano, que, apesar de ter uma vida “não a mil, mas a 1 milhão” fez questão de estar presente no reconhecimento à dedicação do familiar à causa regionalista. Sobre o avô, o apresentador de televisão lembrou que sempre foi o “pilar da família”, e que foi através dele que “construímos a nossa vida”. “Estive sempre muito ligado a ele e ainda hoje recordamo-lo muitas vezes, serve de exemplo para os bisnetos”, sublinhou em declarações aos jornalistas, enaltecendo a sua integridade, seriedade e empreendedorismo. “Saiu daqui e realmente construiu uma vida muito simpática para ele e para a sua família, mas não esqueceu a sua terra”, contou, ao mesmo tempo que enobreceu o facto de ter adquirido casa e terrenos no local das suas raízes, onde desempenhou um papel social. “Lembro-me da luta da electricidade para o Sobral” e “dos esforços feitos para as estradas”. Por isso, embora haja “várias coisas que me marcaram nele”, o empreendedorismo ficou-lhe na memória. Revelando-se “muito sensibilizado” e “orgulhoso” pela homenagem contou ainda uma curiosidade que o liga ainda mais ao avô: “O meu avô tinha um alto na mão. Ele morreu e passado um tempo apareceu-me a mim. Tenho o osso igual ao dele”.
Carlos de Jesus, presidente de direcção do GASSS entende que é fundamental que a colectividade tenha “memória” e que “honre as pessoas que fizeram alguma coisa no passado”. De Artur Augusto Ventura recordou a sua entrega ao Grupo. “Oficializou um trabalho que vinha sendo feito anonimamente. As pessoas organizavam-se e encontravam-se em Lisboa, faziam iniciativas projectavam-se obras na aldeia, mas foi ele que se empenhou para que o grupo existisse”, valorizou, na medida que conseguiu congregar as pessoas. “O mérito foi dele, e já que fizemos obra naquela casa, foi ampliada, era justo prestar-lhe uma homenagem”. Assim, expressou, “não fizemos mais que a nossa obrigação”. Apesar de não o ter conhecido, o vice-presidente da Câmara, Diamantino Garcia, revelou ter as “melhores” referências do homenageado.
Coronel Artur Augusto Ventura, antigo presidente da assembleia geral durante vários anos, faleceu em 1990. Depois de um período “longo” sem ir ao Sobral, regressou, continuando um trabalho que vinha a ser desenvolvido por outras pessoas, tornando-se um benemérito da aldeia.
in Jornal de Arganil, edição electrónica
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